Fórum dos Leitores

INFRAESTRUTURA

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2013 | 02h15

Garantias aos investidores

Na cruzada em busca de investidores, a presidente Dilma Rousseff afirmou em Nova York que "o Brasil não rasga contratos" (28/9, B4). Ótimo! Mas quem garante isso, o governo ou o Estado? O problema é que os investidores em atividades não concorrenciais, sob o regime de concessão, necessitam muito mais do que a fala do político. Para os americanos, sobretudo, o Estado é que é o grande avalista dos contratos. E é aí que a coisa pega. Quem é louco para depositar as suas economias em países onde o dinheiro que entra e sai das empresas depende de agências reguladoras e de tribunais cujos titulares se deixam conduzir pela vontade dos nomeadores? Essa é a questão central, a respeito da qual nada se fala!

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Respeito a contratos

Pobre do país cuja presidente da República, em reunião com empresários estrangeiros, necessita frisar que respeita contratos. Como se isso significasse uma qualidade diferencial, e não uma obrigação intrínseca.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Pesadelo ou realidade?

Em Nova York, onde foi participar da abertura dos trabalhos da Assembleia-Geral da ONU, a "presidenta" Dilma Rousseff surpreendeu não pela (esperada) catilinária contra a espionagem de Tio Sam, mas por uma agenda dedicada a seduzir os outrora insensíveis endinheirados dos EUA, país que chamam (pejorativamente) de "império", para que façam investimentos no Brasil. Em discurso para cerca de 500 pessoas na sede do banco Goldman Sachs, Dilma - que milita num partido de corte socialista (PT), estatista e anti-imperialista por definição, historicamente refratário ao "capitalismo" e às empresas "transnacionais" - rasgou elogios à gestão do setor privado, que, segundo asseverou, "é mais ágil e de menor custo". No recinto, uma plateia perplexa comentava à boca pequena: "Quem diria que Dilma deixaria Obama e viria ao Goldman Sachs? Imaginem isso há cinco anos...". Não bastasse a demonstração explícita de revisionismo ideológico, nessa passagem da comitiva presidencial brasileira pelos EUA ainda sobraram elogios para Fernando Henrique Cardoso e sua herança bendita, a começar pelo Plano Real - o "nosso plano de estabilização"(!), no dizer do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel -, arquivando definitivamente as estilingadas que Lulla & PT desferiam contra o bem-sucedido plano econômico levado a efeito por FHC quando ministro da Fazenda, na gestão Itamar Franco. Para completar, Celso Ming informa em sua coluna de 26/9 (Troca de sinal, B2) que, para o governo do PT, os capitais especulativos passaram a ser bem-vindos desde julho! Esta última, então, é para qualquer petralha que honre a estrela socialista que leva em sua boina cubana se perguntar se está mesmo acordado ou vivendo o mais aterrador de seus sonhos...

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Ou muda, ou...

Não há dúvida que entre as determinantes para o fracasso que vem sendo observado nas tentativas do governo de privatizar setores de infraestrutura, como rodovias, ferrovias e aeroportos, estão aspectos mais fundamentais e preocupantes. Reconheça-se inicialmente que, apesar do tom otimista, embandeirado pela equipe econômica, os recentes indicadores, pífios, não conseguem estimular como antes, quando os índices eram mais favoráveis, a participação de investidores ligados ao setor. Além disso, os códigos confusos e mutantes do Estado brasileiro ao negociar o tornam instável e burocrático, fazendo minar a confiança mútua que deve existir entre as partes, sem a qual não se obtêm resultados práticos, transmitindo, ao mesmo tempo, a desconfortável impressão de exagerada interferência oficial. Ou o governo se despe desses preconceitos entravantes e cria normas de monitoramento mais inteligentes e menos invasivas, ou ainda teremos de conviver por muito tempo com esse esgarçado sistema de infraestrutura que vem frustrando qualquer tentativa de dinamizar a mobilidade e escoar a produção com eficiência.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Leilões adiados

O adiamento de leilões e a constante mudança de suas regras têm origem em dois aspectos marcantes do governo petista da "presidenta": incompetência e preconceito ideológico.

JOUBERT ROVAI

joubert.rovai@gmail.com

São Paulo

E bagunçados

O que falta ao governo da dona Dilma é convicção para privatizar. Ideólogos petistas, inconformados, relutam em aderir para não violarem preceitos nacionalistas de estatização.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

O cais e o caos

É o descalabro essa clara mostra do despreparo da administração pública federal para lidar com as questões polêmicas e perigosas que ela mesma cria. Quiçá propositadamente... Quando o governo editou a MP 595 (a nova Lei dos Portos) e esta sofreu uma série de questionamentos de todos os interessados, e até dentro da estrutura do poder, a dirigente da Nação e a chefia da Casa Civil da Presidência garantiram publicamente que as novas regras não interfeririam nas relações trabalhistas. Agora o que se vê é a baderna, o caos instalado, a inércia do poder e a possibilidade de que acabem acontecendo até mortes em algumas áreas portuárias. Mas o comando da Nação, tal qual Pilatos, parece ter deixado o plantão.

CARLOS D. N. DA GAMA NETO

carlosgama@conjeituras.com.br

Santos

Vagas no Inpe

É lamentável que a Justiça e o Direito, em geral, ajam de forma inconsequente ante as necessidades do País. Não bastasse o julgamento dos embargos infringentes, que impôs ao povo brasileiro enorme derrota, agora vemos a ameaça de anulação das vagas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), necessárias para fornecer a previsão do tempo às mais diversas e importantes atividades. O julgador e o Ministério Público, escorados em leitura míope e desinteligente das leis, agravada por uma interpretação distorcida, não hesitam em prejudicar a sociedade. Proponho que, diante do resultado dessa decisão, se crie um cálculo dos prejuízos para a sociedade e os responsáveis por tais ações respondam por elas financeiramente. É preciso que o Poder Judiciário tenha o que se chama de accountability e atitudes deletérias para o País, como esta do caso do Inpe, sejam coibidas.

NILSON DIAS VIEIRA JUNIOR

nilsondo@gmail.com

São Paulo

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SUPERSALÁRIOS

Conforme divulgado pelo "Estadão", 464 servidores do Senado terão de devolver R$ 300 milhões aos cofres públicos, por terem recebido remuneração acima do teto estipulado pela Constituição. Mais uma bela história "para boi dormir", porque essa devolução não ocorrerá nunca. Quem viver verá.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ORGIA DE GASTOS

Quando o senhor Renan Calheiros (PMDB/AL) assumiu a presidência do Senado, alardeou medidas moralizadoras na instituição. Será que ele não sabia que 464 funcionários recebem salários acima do teto prescrito pela Constituição? Se sabia, óbvio, nada fez. Ainda bem que o Tribunal de Contas da União (TCU), na defesa dos interesses maiores do País, exigirá a devolução do que foi recebido em excesso, uma fortuna que alcança R$ 300 milhões. Uma instituição como o Senado Federal afronta normas constitucionais em benefício de apaniguados. É possível uma coisa dessas?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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NÃO ACREDITO

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que os servidores daquela Casa que receberam a mais terão de devolver do próprio bolso. Alguém acredita em Papai Noel?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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DEVOLUÇÃO?

A piada da semana: "Servidores do Senado terão de devolver supersalários". Sabe quando isso vai acontecer no Brasil dos embargos infringentes? Nunca, jamais. Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) livrando a cara dos mensaleiros, isso soa como uma grande piada de mau gosto. Pobre povo brasileiro "descamisado", como disse o subprocurador-geral da República, Brasilino Santos.

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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COITADOS

Os servidores de boa-fé do Senado (provavelmente sem nenhum nível de instrução) receberam por volta de R$ 300 milhões indevidamente em seus holerites nos últimos cinco anos. Eu compreendo, é muito difícil entender os lançamentos de um contracheque, e cinco anos é pouco para começar a compreender... Ainda por cima, agora um tal de TCU, Tribunal dos Chatos da União, vem querer que os indefesos devolvam a grana. Se fossem lançados descontos a maior, gostaria de saber se eles não reclamariam. Nossa, gente, para que tanta maldade contra os barnabés do Congresso?

Ailton Dias Pereira ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

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ASSALTO AO ERÁRIO

O Tribunal de Contas da União determinou que servidores do Senado devolvam a soma de R$ 300 milhões recebidos, como vencimentos, durante cinco anos acima do teto legal permitido. Na verdade, trata-se de apropriação de dinheiros públicos, tendo como coautores todas as chefias da Casa de Leis, inclusive a direção eleita pelo povo. Trata-se de montante expressivo e que permitiria a construção de milhares de casas populares, dezenas de hospitais, além de outras realizações de extrema necessidade para o povo deste país. Entretanto, somente a devolução não basta. Cabe ao Ministério Público tomar as providências criminais pertinentes, porque receber dinheiro público acima dos parâmetros legais é crime, já que não há que se falar em boa-fé ou recebimento com suporte jurídico.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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AUTORIDADES DESACREDITADAS

Servidores do Senado devem devolver altos salários. Só acreditaremos nessa ordem do TCU quando forem exibidos os comprovantes de depósitos fotografados pelos jornais de maior circulação. Caso isso não aconteça, é mais uma prova de que as autoridades deste país estão desacreditadas, como já foi provado pela decisão vergonhosa no julgamento do mensalão pelo STF.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

O ministro Celso de Mello (STF) disse que nunca viu uma pressão tão grande da mídia, pela não aceitação dos embargos infringentes no caso do mensalão. Na verdade, a mídia apenas retratou o anseio popular, a quem o ministro deu as costas. O professor de oratória Reinaldo Polito já disse: "Quando seus argumentos forem fracos, coloque-os todos juntos e solte-os de uma só vez, pois assim eles terão um pouco de consistência". O ministro fez exatamente isso e foram necessárias duas horas para tentar convencer-nos, mas não conseguiu. Por outro lado, o ministro já viu algum ex-presidente tentar pressionar um ministro do STF, como fez o ex-presidente junto ao ministro Gilmar Mendes?

Antonio Carlos Srougé acsrouge@uol.com.br

São Paulo

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O VOTO BOMBA

Estou surpresa com a revelação do ministro Celso de Mello, do STF, que disse ter sentido uma pressão inadequada e insólita dos meios de comunicação. Seu julgamento, segundo ele, foi independente, ele fez o que bem quis. Enquanto o seu papel é julgar, o dos meios de comunicação é se manifestar, e o fizeram com muita competência. Celso de Mello deveria reconhecer nisso um sinal de que as pessoas estão exercendo a sua cidadania quando se manifestam e se importam com o julgamento e que também as pessoas gostariam que acontecesse algo para mostrar que o Brasil não é um país que apoia a impunidade. O ministro deixou passar essa oportunidade. Se Celso de Mello diz que julgou de acordo com a sua consciência, é só aceitar que o que foi feito está feito e, num país que se diz democrático, é legítimo as pessoas se manifestarem. E se, como afirmou o ministro, "o juiz não é um ser isolado do mundo, ele vive e sente as pulsões da sociedade, ele tem a capacidade de ouvir. Mas precisa ser racional e não pode ser constrangido a se submeter a opiniões externas", seu voto caiu como uma bomba e gerou uma grande decepção naqueles que esperavam justiça da mais alta Corte que lá estão para fazê-la. Só isso.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DÊ-ME MOTIVOS

O juiz Celso de Mello, do STF, reclamou das pressões que sofreu no julgamento do mensalão. Agora, nunca antes na história deste país se viu um julgamento em que juízes vestem a camisa e entram em campo para atuarem, para dizer o mínimo, como advogados de defesa dos membros dos partidos políticos que eles representam. O STF deu motivos de sobra para que houvesse pressões da mídia e da sociedade. O STF ofendeu a inteligência do brasileiro médio com decisões escancaradamente políticas, inaceitáveis e protelatórias. A sociedade brasileira honesta espera que o STF não se curve a qualquer tipo de pressão, mas espera também que ele pare de agir como o braço jurídico da quadrilha criminosa que está sendo julgada.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INFLUÊNCIAS DO IMEDIATISMO

Concordo com o artigo "Contra o imediatismo", de Roberto DaMatta, de 25/9 (página C10): "Claro que o imediatismo tem tudo a ver com grandes injustiças". Inadmissíveis essas bobagens de um tal de Kierkegaard! Imagine achar que não dá para ficar esperando atrás de uma escrivaninha, especulando sobre os mistérios do mundo, só porque vivemos por certo período de tempo. Como afirma DaMatta, "condenar sem conceder direitos aos criminosos donos do poder é contra nossa natureza". Melhor ir de Guimarães Rosa e ficar "esperando sem pensar em nada, pra ver se alguma ideia vem"... Vai que, de repente, cai do Céu uma "bolsa" cheia de grana! Quem espera não se desespera, né?

Maria da Glória De Rosa mg-de-rosa@hotmail.com

Agudos

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MUDOU DE NOME

O STF passou a chamar-se STFalcatruas, com raríssimas exceções.

Vitorio Pasqual Soldano soldano@uol.com.br

São Paulo

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INSTITUIÇÕES COMPROMETIDAS

Nunca antes na história de sua existência centenária o Supremo Tribunal Federal foi tão respeitado pelo contribuinte como até 18/9/2013. No julgamento do mensalão, o tribunal fez o que todos imaginavam que jamais seria feito no Brasil: igualou o criminoso graúdo ao pobre-diabo. Porém, ao proferir o voto de Minerva, Celso de Mello decretou a morte da justiça no Brasil, por falência múltipla dos órgãos. A meu ver, o Brasil precisa ser redescoberto, pois todas as suas instituições estão comprometidas.

José da Silva jsilvame@gmail.com

Osasco

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HERESIA PROCESSUAL

O conhecimento dos embargos infringentes no mensalão atormentará por muito tempo a consciência e os estudos jurídicos nacionais. É sabido que todos os poderes, além de suas atribuições precípuas, exercem uma função atípica, para que possam realizar seus atos internos. Assim, o Legislativo julga, em procedimentos administrativos, seus servidores acusados de faltas funcionais; o Executivo idem; e o Judiciário também, legisla para regrar sua vida interna. Ora, os embargos infringentes são um recurso externo, regulados por lei, e o regimento interno do STF e dos demais tribunais é ato de direito administrativo. Logo, um recurso, que somente poderia ser regulado pelo direito processual penal, manifestação da lei, foi processado por uma Corte Superior com lastro no direito administrativo. Tal conduta, assim como dizer que o regimento interno (somente o do Supremo Tribunal Federal) é uma lei ordinária, pesará como uma heresia inesquecível sobre a doutrina do direito brasileiro.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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CARTEL DO METRÔ

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer explicação sobre a ligação do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com o PT. Eu quero explicação sobre o cartel que desviou mais de R$ 500 milhões das obras do metrô de São Paulo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FAZENDO ESCOLA

Parece-me que o deputado estadual pelo PT/SP, Simão Pedro, e seu ex-assecla e agora titular do Cade, Vinicius de Carvalho, cartelizaram o curriculum vitae do referido Vinicius. Fizeram escola com a Siemens e a Alstom.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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A MÃO DO PT

Tá explicado o desespero do sr. Vinicius Carvalho em apurar a maracutaia dos contratos do Metrô e da CPTM. Têm nove dedos aí.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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CONCESSÕES SOB O GOVERNO PT

Lúcido e preciso o artigo de José Serra, não surpreende pelas qualidades que tem e mostrou em toda sua vida pública ("Terapia de grupo infraestrutural", 26/9, A2). Chega a ser sem medida a distância que separa a capacidade do ex-governador da mediocridade daqueles que estão no poder desde 2003. Lamento muito que José Serra e seus correligionários não tenham mostrado, em três eleições, ao eleitor, o grande legado de FHC-Itamar, faltou coragem. O resultado poderia ter sido diferente.

Arnaldo Dias de Andrade a3arnaldo@gmail.com

Viçosa (MG)

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ONDE ESTÁ A ‘OPOSIÇÃO’?

Sr. José Serra, onde está a "oposição" quando assuntos relevantes são temas diários nos jornais? Onde estava o senhor durante as manifestações de junho? A sua arrogância nas eleições passadas, quando, ao julgar-se praticamente eleito, demorou a assumir o papel de candidato, com o PT fazendo campanha há meses, onde estava o senhor? Vai surgir seis meses antes da eleição, como salvador da Pátria? Com a "oposição" que temos, Dilma Rousseff não precisará se esforçar muito para conquistar mais quatro anos de desgoverno, junto com sua eminência não tão parda assim.

César Araújo cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

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ROSEGATE

Acusada de tráfico de influência, falsidade ideológica, corrupção passiva e formação de quadrilha pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, Rosemary Noronha, ex-toda-poderosa chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, por ser "amiga" íntima de Lula, recebeu da Controladoria Geral da União (CGU) cartão vermelho e expulsão de campo. Que a punição sirva de alerta a tantas outras "Roses" daninhas em ação nos bastidores do serviço público Brasil afora. Bravo, CGU!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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SEM RESPINGOS

Leio que a punição da Rose, aquela antes toda-poderosa chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, vai ser a de não mais poder voltar ao serviço público da União. Será que vai ficar só nisso? Será que vamos, mais uma vez, confirmar o velho ditado que diz que quem tem padrinho não morre pagão? Seu padrinho, Lula da Silva, deve estar exultante pelo fato de o ventilador desse caso não ter mandado respingos sobre ele dos malfeitos da sua íntima afilhada.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MULHERES CARAS

A CGU pode até destituir em definitivo do cargo a Rose Noronha, a ex de Lula da Silva, que ficará impedida de exercer qualquer cargo público por pelo menos cinco anos. Para ela não fará diferença, pois está muito bem alicerçada financeiramente pelo PT, ou pelo próprio Lula, visto que a banca de advogados que a defende das acusações de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha já está lhe custando cerca de R$ 1 milhão. É evidente que não é ela que está pagando as custas advocatícias. Portanto, sustentá-la, mesmo com luxo, no seu dia a dia não vai onerar tanto assim quem se dispõe a pagar-lhe advogados tão caros, capazes de impedir que toda a verdade venha à tona. Aliás, essa banca de advogados não é obrigada a informar ao Imposto de Renda de onde vem o dinheiro para custear a causa de dona Rose? Ou o Leão fica cego de vez em quando? O pior castigo para Rose foi ser afastada do centro do poder, o que a transformava também em mulher poderosa. Moral da história: há mulheres fáceis e difíceis, há mulheres caras e outras bem baratas, e há aquelas que, apesar de fáceis, saem muito caro.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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OUTRA PIADA DE SALÃO

O fato de Rosemary Noronha ser impedida durante cinco anos de ter acesso a emprego público não nos livra dela para sempre. Porque cinco anos passam num estalar de dedos e, para quem sempre abusou de seu cargo porque tem costas quentes na ex-República, tempo não conta, e em cinco anos poderá ter outro emprego arranjado pelos "companheiros". Mas o que gostaríamos mesmo de saber quem paga seus 20 advogados de primeira categoria e reformas de R$ 20 mil em seu apartamento, estando desempregada. As investigações precisam chegar aos verdadeiros mandantes das irregularidades cometidas por ela, porque na realidade ela não passou de uma executora com acesso irrestrito ao mandante. Viagens, hospedagens, pombo correio e por aí vai. Rosemary não passa de café pequeno de altíssimo valor, regiamente paga para não abrir o bico! Será outra "piada de salão".

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MAIS UM

Mais um episódio escandaloso vai se somar ao rol de anarquia deste desgoverno despudorado do PT: o da Rosemary Noronha, que conseguia pareceres, nomeações, recebia propinas e tantas outras corrupções no leito do avião presidencial que o ex-presidente Lula transformou em bordel internacional.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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CLASSE EXECUTIVA E OS ‘DESCAMISADOS’

Lamento, como integrante aposentada da instituição Ministério Público Federal (MPF), que entre as primeiras medidas do atual procurador-geral da República tenha se dado a concessão de bilhetes aéreos em classe executiva para os integrantes que estiverem viajando a trabalho. Invocar isonomia com o Poder Judiciário não é argumento que se sustente, pois isonomia em abuso não é ético.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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MEDO

O sr. Rodrigo Janot, como novo procurador-geral da República, nos causa medo: ontem foi a classe executiva nos aviões, hoje o auxílio moradia, amanhã ele vai querer que lhes paguemos também a comida? Acaso ele sabe o valor do salário mínimo? Compare-o com o dele.

Maria H. Silva Dutra de Oliveira Maria mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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‘DESCAMISADOS’

Sr. Brasilino, subprocurador-geral da República, informe-se sobre como os ministros, procuradores e políticos suecos se locomovem. O sr. ficaria bem desconfortável sabendo que eles se deslocam como nós, pobres "descamisados" deste país. Mais uma coisinha: foram os "descamisados" que derrubaram um dia a tal da Bastilha!

Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br

Sao José do Rio Pardo

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PRECONCEITO

Depois de aliviar para os mensaleiros, vem mais um membro da "Justiça" nos decepcionar. Ao chamar quem não tem regalias de "descamisados", o "sub" Brasilino Santos expõe todo o seu preconceito. Será que ele sabe que quem sustenta todas as suas mordomias são os pobres, descamisados, etc., pagando altos impostos, sem receber muito em troca? Sugiro que, em vez de classe executiva, ele voe em jatinho particular, pois corre o risco de sentir o "cheiro de povo" que tanto o incomoda, vindo da classe econômica.

Sérgio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br

São Paulo

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DISCURSO NA ONU

Esclarecedor o discurso de dona Dilma Rousseff na Assembleia da ONU, atacando a espionagem americana ao seu governo e, em grande parte da sua arenga, fazendo propaganda do seu governo, completando que os protestos do povo nas ruas do Brasil em junho foram ouvidos pelo seu governo. Não há dúvida de que as grandes potências espionam todo o mundo, rotineiramente, inclusive seus fiéis parceiros. Mas ela não entendeu até hoje que a escuta específica sobre o nosso governo tem uma explicação bastante simples: o governo do PT é parceiro das Farc e de todos os ditadores ditos bolivarianos em todo o continente e, portanto, é um governo, como parceiro, não confiável. Entendeu agora, "presidenta"?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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NÃO FAZ SENTIDO

Quer dizer que nossa presidente, agora de vestido azul, considerou a espionagem americana na internet uma afronta aos direitos humanos? Assassinatos, sequestros, assaltos a mão armada, roubos a bancos, atentados a bomba e ações semelhantes, outrora veementemente apoiadas por nossa pacífica presidente, não têm a menor importância. Já espionagem eletrônica não pode! Entretanto, o governo de Cuba, que está se lixando para direitos humanos, merece todo apoio, inclusive financeiro, de dona Dilma. Afinal, Cuba não faz espionagem eletrônica...

Ronaldo Gabeira Ferreira rgabeira@terra.com.br

Rio de janeiro

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IRONIA

É no mínimo irônico a Dilma dizer que espionagem viola os direitos humanos, justamente ela que, como terrorista, jamais respeitou os direitos de quem quer que seja.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Temo que a veemente conclamação da presidente Dilma na ONU, pedindo uma regulamentação internacional da internet, seja uma daquelas regras que jamais poderão ser cumpridas pelas nações. Se espionagem sempre ocorreu no passado, agora, com as tecnologias eletrônicas virtuais, tal fato parece impossível de não ocorrer. Em resumo: o pedido brasileiro será mais um daqueles sonhos de uma noite de verão.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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UM SHOW DE PRECONCEITO

O show de stand-up de Dilma na ONU não teve a menor graça. Ela acha que pessoas como eu vão deixar de, por exemplo, assistir a "Mad Men" para assistir ao João Kleber ou ao "Esquenta" só porque são programas brasileiros. Ou deixar de ouvir meu CD favorito de Diana Ross para ouvir o "sertanojo universitário" ou o funk porcaria dos Naldos e Anittas da vida. O PT ofendeu tanto José Serra por causa daquela "bolinha de papel", mas agora faz um tsunami em copo d’água num verdadeiro show de preconceito contra os EUA. Como se o Brasil fosse o Jardim do Éden.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

Atibaia

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CONFUSÃO NO BATALHÃO

O episódio da discussão do senador Randolfe Rodrigues (PSOL) com o deputado Jair Bolsonaro (PP) no batalhão que foi sede do DOI-Codi no Rio de Janeiro nos leva a uma reflexão tenebrosa: em primeiro lugar, ao que parece, a verdade teria no momento só um lado, ou seja, o da esquerda, indo em direção contrária àquilo que os partidos de esquerda pregam, ou seja, a apuração da verdade; em segundo lugar, que o prédio do batalhão não é propriedade da Comissão da Verdade ou de quem quer que seja, senão do Exército, que ainda é titular do domínio, e, mais ainda, ali só adentram aqueles que o comandante permitir, sob pena de quebra de hierarquia de poderes. Impedir a entrada no local de integrantes do Poder Legislativo, especialmente deputados e senadores, não compete ao cidadão comum e tampouco a qualquer dos membros do Legislativo. Portanto, o entrevero não teve causa justa. O que deve ser levado em conta é que a chamada Comissão da Verdade se arvora em punir eventuais culpados, fugindo a sua obrigação legal, que é de apurar a verdade somente. Esquecem que punir não pertence às obrigações da pseudocomissão. Por sua vez, seguindo a linha de raciocínio acima, vamos notar que a ditadura voltou, posto que representantes de determinados partidos agora se acham donos de tudo e determinam o que pode e o que não pode fazer, ou seja, só vale sua opinião, mostrando as garras de um movimento que descamba para o ditatorial. Precisamos de muito cuidado para que não se descambe para um caminho difícil, onde a vontade popular seja desvirtuada e a liberdade de opinião, suprimida, caso contrário, a ditadura só mudou de nome neste país.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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VERDADEIRO OBJETIVO

Qual o objetivo real da visita da Comissão da Verdade à Polícia do Exército do Rio? Mais um factoide a encobrir, juntamente com este caso da espionagem americana – que "ela" sabe que não cessará – as ações deste governo desastroso, deste Judiciário vergonhoso, deste Legislativo criminoso. Não gosto de Bolsonaro, mas para lidar com esta gente, parafraseando Paulo Betti, tem de meter a mão na m...

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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PUGILATO OU OPORTUNISMO?

O entrevero ocorrido no dia 24/9, entre o deputado Jair Bolsonaro e o senador Randolfe Rodrigues, no Quartel da Polícia do Exército no Rio de Janeiro, bem demonstra o totalitarismo petista, já que o senador do PSOL tem suas raízes no PT, além de ser filho de sindicalista. Portanto, não há muito que se questionar pelo seu comportamento, pois será sempre o "dono da verdade". O deputado Bolsonaro poderá ter suas falhas, mas é o único, no Congresso, que não tem medo de falar sobre as mazelas do governo petista sem ser contestado – enquanto os outros...

João Roberto Gullino jrobertogullino@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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LEI MARIA DA PENHA

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) conclui que a Lei Maria da Penha não reduz os homicídios de mulheres no País. Claro, o que reduziria homicídios é o aumento drástico das penas, mudando a cabeça dos assassinos potenciais.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA

Um levantamento apontou que a cada 90 minutos uma mulher é assassinada no Brasil. Isso ocorre porque quem comete esse tipo de crime sabe que o Código Penal brasileiro é de dar pena, de dar dó, de 1940. Nele se trocam vidas de mães de famílias por cestas básicas e existe a prisão perpétua somente para quem morre. Quem sabe um dia nossos governantes tenham vontade política de encarar essa tragédia. Quem sabe um dia a gente ponha várias mulheres (?) no comando para resolverem este problema. A tortura no Brasil não acaba, ela apenas muda de lado.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O instinto de preservação é uma realidade tão forte na vida de qualquer ser vivo que, no caso do homem, se não for dominado pela razão acaba produzindo efeitos devastadores. Na cabeça dos teóricos, sempre que o homem age, mesmo sob os fortes influxos de seus instintos e de suas paixões desordenadas, ele deveria fazer de forma civilizada. Mas isso na prática nem sempre acontece. Se não existir uma moralidade que o leve a agir em função da dignidade da pessoa humana, os mais perversos acabam sucumbindo e cometendo crimes inconcebíveis. No caso da sexualidade, existe, sim, o machismo, que quando bem utilizado pode ser arma para proteger a própria companheira e os filhos, mas, infelizmente, tem existido com frequência também a vulgarização exagerada do relacionamento sexual, chegando em grande escala às raias da verdadeira promiscuidade. É o homem que vira besta.

Marisa Stucchi marisastucchi@hotmail.com

Ribeirão Preto

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GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO

Quem trabalha na prestação de serviços ao público, como os bancários, tem de ter em mente que o povo fica revoltado não contra banqueiros e governo, e, sim, contra eles e seus sindicatos. O povo não pode fazer nada contra banqueiros e governo e muito menos reivindicar vantagens trabalhistas para os empregados desses setores, vantagens essas que 99% da população não tem. O pior é que os dirigentes sindicais usam esses movimentos para se promoverem politicamente, e não necessariamente em defesa da categoria. Amanhã são candidatos a vereador, deputado e outros, além das vantagens pecuniárias nos próprios sindicatos. O povo vê que quem abandona os bancos são os bancários, e não os banqueiros ou o governo, no caso dos estatais. Os trabalhadores desses serviços têm de ter um meio de forçar suas reivindicações sem prejudicar o povão, o idoso que vai ao banco receber seu salário mínimo de aposentadoria.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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