Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h05

Investimentos externos

Os convidados para a reunião no banco Goldman Sachs, em Nova York, com a presidente Dilma Rousseff e alguns ministros devem ter comparecido por cortesia à empresa que os convidou, e não por interesse em investir no Brasil atual. É muito evidente para quem conhece um pouco de economia e negócios que o Brasil se encontra numa quadra muito ruim, em que nem os próprios empresários nacionais estão investindo. Naturalmente, aqueles convidados sabem quão mal vai a administração de dona Dilma, a qual não consegue fomentar uma economia saudável para o País, que não cresce, tem uma inflação ascendente, muito maior que a da maioria dos países emergentes, e contas externas em queda. Os investimentos brasileiros somam 18% do produto interno bruto (PIB) - quando deveriam estar em 23%, no mínimo -, por falta de entusiasmo dos empresários e de competência do governo. Este não consegue tocar obras nem estruturar privatizações, que são um fracasso. E se quisermos ver como vai a produtividade brasileira, devemos olhar para baixo. Portanto, esperar que daquela reunião resulte algum investimento é um sonho irrealizável, a menos que, no futuro, dona Dilma aprenda a atrair capitais administrando melhor a economia. Aliás, foi muito estranho vê-la no meio de tantos capitalistas, entre os quais não deve sentir-se tão à vontade quanto com parceiros como os irmãos Castro, Nicolás Maduro, Evo Morales e Cristina Kirchner, em cujos países, infelizmente, não existem capitais disponíveis para investimentos. Os convidados do Goldman Sachs também devem sentir que não são alvo das preferências do nosso governo. Ao contrário.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Infraestrutura

Visando o ano eleitoral de 2014, Dilma Rousseff faz ofensiva sobre investidores para a infraestrutura, em Nova York. Engraçado, por que ela não vai atrás de Cuba, Venezuela, Bolívia, Irã...?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Credibilidade

Dona Dilma deveria saber que não é "esperneando" e com discursos otimistas que vai restabelecer a credibilidade duramente conquistada, como ela mesma admitiu, no governo FHC, com competência e exemplos de responsabilidade, honestidade e retidão de caráter, pelo então presidente do Banco Central, Pedro Malan. Os investidores internacionais não vão atrás de países cujos governos, não respeitando os Poderes democraticamente constituídos, rasgam a Constituição para salvar a pele de amigos corruptos e, com isso, instalam uma insegurança jurídica que levará muitos anos para ser revertida. Dona Dilma deve estar ciente de que credibilidade não se compra, e sim se conquista com os atributos acima citados.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

Heranças benditas

Em Nova York a presidenta Dilma Rousseff pede investimentos citando o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em São Paulo o prefeito Fernando Haddad promete aos moradores de rua que reabrirá as tendas criadas pela ex-vice-prefeita e secretária de Assistência Social Alda Marco Antônio. Dá o que pensar, não dá?

RITA MOREIRA

ritascmoreira@gmail.com

São Paulo

País sem rumo

O Brasil estragou tudo? - questiona a revista britânica The Economist. Perdemos o que havia sido plantado e planejado no governo FHC. Lulla começou a destruição e Dilma, a atual comandante, pilota a aeronave Brasil de forma desastrada, sem rumo, apenas com discursos e bravatas.

JOSE ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Voo de galinha

Em 2009 a revista The Economist comparou o Brasil a um foguete. Agora diz que - graças à incapacidade da presidente Dilma em enfrentar problemas estruturais do País e interferir mais que seu antecessor na economia, o que, sem dúvida, importou no baixo crescimento - nossa economia tem a velocidade e o desempenho de um voo de galinha, ou seja, curto e baixo.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Pesquisa Ibope

A que se deve a subida da presidenta Dilma no Ibope? Certamente não aos resultados obtidos em educação, saúde, infraestrutura, segurança e inflação!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Ainda a espionagem

Desde os primórdios da humanidade a espionagem é praticada, no âmbito das pessoas, do comércio, da indústria e das nações. Nossa presidenta é bastante inteligente para saber que essa atividade é fundamental para a proteção de qualquer nação que preze sua liberdade e sua autonomia. Ela também está ciente de que, em nome de uma pseudotransparência, os governos petistas desmantelaram todos os órgãos de segurança do País, o que torna o Brasil vulnerável a toda e qualquer bisbilhotagem, não só das grandes potências, mas até de hackers adolescentes. Numa lamentável jogada eleitoral, optou por cancelar sua visita a Washington e fazer um patético e sonífero discurso na ONU. Assim, de uma só vez o Brasil perdeu uma rara oportunidade para nosso comércio exterior e a presidenta, de honrar uma tribuna onde, desde o chanceler Oswaldo Aranha, nosso país tem o insigne privilégio da abertura da Assembleia-Geral.

LUIZ ANTONIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

GABEIRA

Nossas desesperanças

Fernando Gabeira tem razão em seu artigo O inverno de esperanças perdidas (27/9. A2). Os brasileiros não estão acostumados a discutir os caminhos do País. Estamos acostumados ao imediatismo liderados pelo marketing político. Vivemos um reality show em que os fatos se vão sucedendo sem ordenamento preestabelecido. Vale o que dá voto. Com isso teremos um alto preço a pagar, pois se o custo de benefícios previdenciários é de 11% do PIB, a produtividade do brasileiro é quase um quinto da do americano e nosso empresariado se preocupa mais com lobby do que com inovação. Como a conta vai fechar? Quem e quando isso será pago? A que preço? Será que, tal qual espanhóis, portugueses, gregos e nossos conterrâneos que já partiram, imigrar é a solução? A esperança está na gestão produtiva, inovadora, criativa e lucrativa, que certamente tem adeptos. Faltam mais voz e vontade política.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

BRASIL NADA CONFIÁVEL

Ao mesmo tempo que Dilma Rousseff e Fernando Pimentel declaram perante investidores estrangeiros que no Brasil "não se rasgam contratos", citando inclusive a herança herdada de Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma desautoriza seu ministro Paulo Bernardo por dizer o óbvio: que a lei não admite que uma companhia detenha o controle de duas operadoras no mercado de telefonia. Estaria a presidente Dilma dispostas a dar um "jeitinho" na legislação, tal como seu mentor Lula deu para resolver o caso Brasil Telecom/OI Telemar? No Brasil, se o governo do PT "não rasga contratos", muda a legislação. Será que o Lulinha da vez agora se chama Gabriel?

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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A TELEFONIA CADA DIA PIOR

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assiste a uma nova empreitada da Vivo: aumentar sua fatia no mercado de telefonia celular como sócia majoritária da TIM. Essas empresas até agora não conseguiram oferecer um serviço adequado aos seus clientes, lideram o ranking das piores prestadoras de serviço e parecem não estar nem um pouco preocupadas se os serviços vão piorar. Procuradas por jornalistas, a TIM e a Vivo ignoraram o contato. Por aí dá para ver quem manda na telefonia brasileira. Quem deveria fiscalizar e multar apenas ameaça. Quem paga pelos serviços é prejudicado, roubado e desrespeitado. Será que um dia veremos a Anatel exercer o seu papel sem corporativismo?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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MENTIRA

A presidente Dilma afirmou a investidores internacionais em 25/9/2013, em Nova York, que o Brasil é civilizado, pois respeita instituições e contratos. Alto lá, presidente! Não é bem assim. Nos últimos 20 anos o País não tem respeitado os contratos firmados com os trabalhadores da iniciativa privada, particularmente no que toca à sua previdência. Enquanto respeitou todos os contratos firmados com os servidores públicos, os firmados com os trabalhadores da iniciativa privada foram sistematicamente desrespeitados. Muitos, como eu, que começaram a contribuir sobre 20 salários mínimos, tiveram seus contratos unilateralmente alterados para valores bem mais baixos. De 20 para 10 salários, depois para 8 salários e hoje nem 6 salários. A conclusão é que, enquanto quem fez contrato com o Estado para receber sobre 20 salários mínimos hoje não recebe 6 salários, os seus apadrinhados - os servidores públicos - recebem, aposentados, como se estivessem trabalhando, o que causa um enorme déficit que é coberto por toda a população, a enorme maioria composta de colaboradores incautos. Hoje sabemos que, se tivéssemos contabilizado individualmente as contribuições feitas pelos empregados e pelos seus empregadores da iniciativa privada, haveria dinheiro de sobra para pagar o combinado, mas como quem administra o dinheiro é o carrasco dos trabalhadores, ou seja, o Estado, cada dia recebemos menos e com perspectiva de que todos do INSS recebam num futuro breve um mísero salário mínimo. Portanto presidente, sua afirmação é falsa.

 

Artur Larangeira Filho artur_larangeira@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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PALANQUE NA ONU

Essa é a nossa oportunista presidente Dilma, conseguiu armar um palanque eleitoral em plena abertura da Assembleia-Geral da ONU. E o mais importante: tudo a custo zero, exceto, é claro, as diárias que pagamos, de US$ 10 mil, em suíte de hotel sete estrelas. Êta, presidente porreta.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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DIÁRIO DE VIAGEM

Corre pela internet fotografia da suíte ocupada pela presidente Dilma em Nova York. Valor da diária: US$ 10 mil, em reais, aproximadamente R$ 23 mil. Sobre a comitiva com direito ao papagaio de pirata Mercadante e tudo, nem se fala! Enquanto isso, no Brasil da vida real, "rombo nas contas externas cresce e já supera o de todo o ano passado" ("Estadão", 25/9, B1). A conta paga no supermercado de um mês atrás já não fecha hoje, enquanto a presidente Dilma discursa na ONU o Brasil fofo e maravilhoso do conto da carochinha orquestrada pelo marqueteiro João Santana e seu assobiador de orelha Franklin Martins. Acorda, Brasil, e urgente!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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AUTOEXALTAÇÃO

Se não fosse novamente a insistência na apologia dos feitos de sua pífia administração, o discurso de dona Dilma na abertura da Assembleia-Geral da ONU teria sido perfeito.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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A ESPIONAGEM E O VOVÔ

O discurso da presidente Dilma na ONU não assustou o presidente Barack Obama. Ela continua aguardando um pedido de desculpas do mandatário norte-americano. Para um bom observador, o momento foi muito bem aproveitado para tentar passar para os menos avisados que ela falou grosso e deu "uma prensa" no presidente norte-americano. Isso deverá ser trabalhado pelos marqueteiros políticos e os dividendos poderão ser colhidos em 2014. O vovô não desiste da ideia de que haverá uma guerra entre as duas nações e continua dizendo que é voluntário para participar do combate. A sua mochila está pronta e todos os dias ele faz uma marcha de cem metros buscando preparo físico. Não sei o que fazer para tirar essa maluquice da cabeça do ancião. Essa espionagem americana acabou com o nosso sossego. Presidente Obama, por favor, diga pelo menos "I’m sorry".

 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

 

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DISCURSO EXAGERADO

Dilma, num discurso exagerado e fora de foco, comparou a espionagem americana à violação de direitos humanos, porém o governo brasileiro, numa atitude de absoluta vassalagem e covardia, nada fez para atenuar a grave violação de direitos humanos a que foi submetido o senador boliviano Roger Molina enquanto esteve encarcerado na nossa embaixada na Bolívia. A situação só foi resolvida com a decisão corajosa do nosso diplomata que empreendeu uma fuga cinematográfica do que, sim, era um território inimigo. Essa nação inimiga e violadora dos direitos humanos transformou o Brasil no segundo maior mercado mundial no consumo de cocaína. Isso para a presidenta não importa, o que vale hoje é o bolivarianismo descarado. Sinto vergonha de ser brasileiro.

 

José Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br

Santos

 

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MAL ACONSELHADA

Penso que irritadíssima presidente Dilma, na verdade, tenta usar cortina de fumaça para tirar o foco dos eleitores brasileiros sobre as incompetências administrativas e falcatruas da atual administração presidencial. É tão óbvio, que foi aconselhada sobre como usar na mídia a espionagem dos Estados Unidos, por três mosqueteiros que a cercam: o ex-presidente, o presidente do PT e o notório ex-jornalista, ex-ministro das Comunicações. Alguém mais? Dona Dilma buscou conselho do ministro da Segurança Institucional, ministro da Defesa ou do Itamaraty? Nem pensou nisso! Deixou que uma estagiária do Itamaraty fosse ao Conselho de Segurança em Nova York para ouvir e conversar sobre tão sensível tema - caso pensasse que isso seja crítico para o Brasil, e estivesse preocupada com terroristas ao redor do mundo, que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos, por exemplo, como, França, Rússia, Inglaterra, e Alemanha, tentam antecipar eventos trágicos. Fosse eu, aconselharia que dona Dilma negociasse diretamente (sem os espertos três mosqueteiros) com o presidente Obama - até Obama a irrita tanto? -, que lhe ajudasse e ensinasse a usar a internet (web) para detectar corruptos e corruptores no Planalto, e em qualquer ambiente governamental no Brasil. Poderia evitar - no mínimo, mitigar - tragédias com rombos financeiros, atrasos e erros em obras imprescindíveis, desvios de fundos alocados para implantação de obras e recuperação de destruição ambiental que vemos no Brasil inteiro. Todavia, lamentavelmente penso que dona Dilma não reflete sobre tais estratégias, sobre como ser estadista, sobre como gerir o Brasil - ao invés de ser tutelada ou aconselhada por pessoas desqualificadas. Suas aparições em público transparecem algum transtorno de neurônio ou síndrome DIE (Déficit de Inteligência Emocional). Claro que reflito sobre seu problema de saúde, que certamente passou. Após tanta má gestão, atitude e comportamento que não denotam como um presidente com "p" maiúsculo deveria se comportar e agir, penso que antevejo luz negra no outro lado do túnel. Já começou errado, com a teimosia de uso inadequado do termo inexistente "presidenta". Para tentar ser justo, porque somente vejo as atuais opções presidenciáveis ao dispor do futuro eleitor. Triste, reflito que, entre os candidatos potenciais que estão sendo apresentados pela mídia, estes ainda não me incitam a votar em alguém.

 

Joaquim Carlos Fernandes jucafernandes@terra.com.br

São Paulo

 

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XEQUE-MATE

O ex-técnico da CIA Edward Snowden - delator de um amplo esquema de espionagem praticado pelos EUA, que bisbilhotou inclusive o governo brasileiro - está refugiado temporariamente na Rússia e, segundo seu advogado, Anatoli Kucherena, corre sério perigo, em decorrência das bombásticas informações que detém. Se a presidenta Dilma é realmente durona e acha que seu colega Barack Obama merece uma lição de bons modos, deveria abandonar a mera retórica e conceder asilo definitivo a Snowden no Brasil. Por que não dar logo esse humilhante xeque-mate, que faria Obama comer na mão de Dilma?

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

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QUÊNIA OU ‘CUÊNIA’?

Sob o título "Novo país", a leitora Mara Montezuma Assaf, assídua neste "Fórum", deixou expressa a pouca "compreensão de texto e problemas de leitura" da sra. Dilma Rousseff, com a qual concordo inteiramente ("Fórum dos Leitores", 26/9, A3). Porém, para quem é pressupostamente semialfabetizada, há que se perdoar sua ignorância ("Cuênia")?! Êta Nóis...

 

Bernardo Prevedel aloisaprevedel@yahoo.com.br

Vinhedo

 

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REGULAMENTAÇÃO ABSURDA

Fiquei dois dias exclusivamente pensando em como a ONU criaria uma regulamentação da espionagem mundial, atendendo à proposta da presidente Dilma. Imagino que deveria conter algumas condições como estas: 1) os países "espionandos" deveriam enviar avisos prévios aos países "espionados", especificando o objetivo. 2) Os espiões devem portar passaportes especiais, podendo ter vistos falsos. 3) Espiões portarão cartões de crédito clonados, com limite de gastos. 4) Os espiões não portarão máscaras nem roupas com desenhos secretos. 5) É proibido às espiãs seduzirem espiões de outros países. 6) Fica proibida a colocação de microfones ocultos em gabinetes presidenciais. 7) Fica proibida a colocação de sinalizadores de posição em foguetes com ogivas nucleares. 8) É obrigatório o país "espionando" pedir desculpas ao país "espionado", após o término de cada missão. O pessoal da ONU ficou excitadíssimo com o novo assunto a discutir, que será um grande desafio. Já pensam em como melhorar as regras e ser mais detalhistas e eficientes. Há notícias de que vários cancelaram as férias e um cancelou o próprio casamento, para tratar do importante assunto sobre o qual ninguém havia pensado antes.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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SAFANÃO

Dilma provou que é um poste! A "sem noção" quis dar um puxão de orelhas nos EUA. Vai levar um safanão.

 

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

 

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ENQUANTO ISSO, NO BRASIL...

A presidente Dilma aproveita ao máximo de forma oportunista o fato da espionagem dos EUA no Brasil, fato errado, porém comum no mundo, nas empresas, nos governos. E ela que deveria agradecer o presidente Obama, que só dá canja fácil a ela. Enquanto isso o Brasil bomba em corrupção, agora até o órgão supremo da Justiça deu uma banana e facilitou a vida de corruptos, e as manifestações esvaziaram. Parece que as pessoas se contentaram com os 20 centavos e agora acenderam os holofotes para o caso da corrupção do PSDB em São Paulo, café pequeno perto da corrupção do governo federal. O que mais estarrece as pessoas com que eu converso é a expressão de empáfia de Dilma em Nova York. Espero que o povo responda nas eleições.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

 

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PROPAGANDA, A ALMA DO GOVERNO

Tenho lido muitas críticas contra o grande número (39) de Ministérios que o nosso governo atual mantém em atividade, mas discordo que esse número esteja correto, pois acredito que existe um outro, que não é relacionado: o da "Propaganda", que deve ter sido inspirado em um outro, com esse nome, que já existiu na Alemanha. Eu explico: durante a 2.ª Grande Guerra foram criados pelos alemães "campos de concentração", e entre eles havia o de Auschwitz. Na sua entrada principal há um letreiro em que se lê "Arbeit macht frei", que em uma tradução livre do alemão para o português significa "o trabalho liberta". No entanto, como é sabido, nada que pudesse se relacionar com a formação de trabalhadores ocorria lá. Ao redor desse local moravam pessoas que, talvez por desinteresse, não foram verificar o que realmente ocorria lá dentro. Mas isso mudou com a chegada das "tropas aliadas", que, após essa constatação, perguntaram a essas pessoas sobre isso. Essas responderam o que lhes havia sido dito pelo Ministério da Propaganda, comandado por Joseph Goebbels (Paul Joseph Goebbels, 1897-1945). Mesmo assim, em seguida, elas foram levadas para ver o que tinha lá dentro e ainda assim diziam que aquilo foi colocado lá para influenciar suas posições em virtude de a Alemanha ter perdido a guerra. Muito triste isso, na minha humilde opinião. Agora vamos aproveitar esse exemplo para relacioná-lo ao nosso governo atual: acredito que nós já assistimos a uma propaganda que aparece nas "redes de TV" em que a atriz Regina Casé apresenta um "cartão de crédito" dirigido exclusivamente para aqueles que possuem financiamento do chamado "Minha Casa, Minha Vida". Nesse caso, todas as pessoas que estão incluídas nessa situação são conhecidas, têm cadastro definido e foram avaliadas para estar lá. Entendo que seria muito mais barato, para nós, que pagamos por essa propaganda de TV, que essa oferta fosse encaminhada por outro meio (carta, por exemplo), só para essas pessoas que podem se habilitar à oportunidade. Mas não é assim, somos bombardeados com essa informação de forma repetitiva, da mesma forma que o pessoal que morava próximo do tal "campo de concentração". Quem sabe se os resultados disso poderão ser os mesmos que ocorreram lá?

 

Felicio Buonano Filho felicio@37.com

São Paulo

 

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APOIO A CUBA

A presidente Dilma pediu apoio a Cuba e o fim do embargo econômico. Poderia começar sugerindo a vários de seus pares, admiradores dos irmãos Castro, que, afastados dos cargos políticos, tornaram-se consultores de sucesso que se mudem para lá levando seus "dinheiros" ganhos. Além disso, pela competência já demonstrada por todos eles, poderiam alavancar o progresso da ilha. Menos na área médica, pois Cuba já é modelo para o mundo.

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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MAIS MÉDICOS E SANTAS CASAS

Se Dilma, presidente do Brasil, está com tanta verba ao seu dispor, ao invés de mandar auxílio para Cuba, chamando para o Brasil médicos que estão desempregados, deveria, com essa verba, pagar parcelas de dívidas do Sistema Único de Saúde (SUS) para as Santas Casas e hospitais beneficentes, sobretudo a de São Paulo, que socorre todos os doentes e miseráveis do Brasil todo. Nós estamos enfarados dos médicos cubanos e não é isso que o povo brasileiro deseja, e, sim, que haja material e socorro nos hospitais que não têm esparadrapos, macas, etc. em ordem para socorrer os pacientes. É lamentável a enormidade de dívidas que o governo deve a assistências médicas do Brasil, onde médicos brasileiros se esforçam e se dedicam no cumprimento dos seus deveres, mesmo com a grande falta de recursos que existe para efetuar tratamentos. Esse ministro da Saúde parece ser surdo e cego, não reconhecendo as necessidades do povo doente do Brasil. Esperamos que parem com a vinda desses médicos estrangeiros, para que sobre mais recursos para nossos médicos e nossa saúde.

 

Martha Cardoso Aranha soniabuenopsicanalista@gmail.com

São Paulo

 

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A PREPOTÊNCIA DA PRESIDENTE

Dilma vem administrando o Brasil dentro dos mesmos princípios com que obedecia a ordens como integrante da guerrilha, na base do "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Esse sistema não dá certo num país democrático como o Brasil. Já cometeu dois erros gravíssimos por causa de seu autoritarismo. O primeiro, com o afastamento do Paraguai do Mercosul, para poder dar entrada à Venezuela no grupo. O segundo, no caso do senador boliviano que por aqui aportou trazido por um respeitado membro de nossa embaixada na Bolívia, quando então esculhambou o Itamaraty. Deixa seus distúrbios comunistas prevalecerem sobre as decisões que democraticamente deveriam ser tomadas no governo de nosso país. Agora quer impor aos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), órgãos que oficialmente zelam pela qualidade da saúde no País, o registro de médicos importados, em sua maioria de Cuba, recrutados pelo governo federal para trabalhar em locais com deficiência de tais profissionais. Os CRMs têm regras de qualificação que devem ser seguidas por todos que lá pretendam se cadastrar, que estão sendo cobradas dos candidatos. Dilma está irritada com a demora, seja por falta de documentação, seja por outros justos motivos apontados pelos responsáveis desses CRMs. Dilma tem poder para rápida solução do assunto. Que os médicos de Brasília sejam encaminhados aos locais já selecionados e que a "turma dos importados" seja por ela designada para prestar serviço nos hospitais de Brasilia, principalmente aqueles que atendam a Presidência, o Congresso Nacional, os Ministérios. Assim, mata ela dois coelhos com uma só cajadada. Resolve a falta de médicos em nosso interior e acaba com as caríssimas despesas de remoção de deputados, senadores e outros mais para os hospitais de São Paulo. Essa elite do governo desfruta de mordomias que não existem em qualquer outro país de nosso planeta. São privilegiadíssimos por causa e à custa de nosso dinheiro, arrancado de nós na forma de impostos. Não é justo um senador passar mais de mês internado num desses super-hospitais por causa de um provável sintoma de infarto coronário enquanto mulheres são forçadas dar à luz em corredores de hospitais, enquanto fraturados graves aguardam dias em macas, sofrendo horrores. Assim, se a presidenta, ministros e parlamentares fizerem uso dos médicos cubanos, ninguém mais vai duvidar da alta competência deles. A presidenta deve concordar comigo: o que é bom para o povo é bom para os poderosos de Brasília. Vamos lá, presidenta, use seus poderes e mostre que, de fato, está do lado do povo.

 

Domingos Perocco Netto dperocco@ig.com.br

São Paulo

 

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MÉDICOS, FARMACÊUTICOS E CURANDEIROS

O programa Mais Médicos ainda causa polêmica e, para espanto geral, já surge outra briga na área da saúde. Os farmacêuticos agora são autorizados a prescrever medicamentos que não exijam receita médica. Os médicos reagem dizendo que é deles a exclusividade para a realização do diagnóstico e da prescrição. Infelizmente, vivemos ao sabor dos interesses de classes e segmentos. Anos atrás, as farmácias foram impedidas de medir a pressão, de vender produtos alimentícios e de outras prestações de serviços. Compreensível e justo numa sociedade verdadeiramente organizada, mas perverso aqui, onde "quem pode mais chora menos". Cada um defende seu interesse e o paciente é abandonado. A megalomania dos governos criou o SUS, "o maior sistema de saúde pública do mundo". Melhor que não fosse o maior do mundo, mas atendesse regularmente a todos que o procuram. Diagnóstico e prescrição são tarefas de médico. Mas, o que fazer na falta dele? Deixar o paciente sofrer e perecer por uma reserva de mercado, por um capricho ou até pelo interesse mercantil? Lógico que não! O Brasil costuma "importar" fórmulas mágicas e tentar aqui implantá-las sem a devida infraestrutura. Temos exemplos desastrosos na saúde, na educação e em outros serviços públicos. Especialmente na saúde, não podemos nos esquecer de que ainda convivemos com a empírica realidade dos curandeiros, benzedores, parteiras, aparadeiras e outros que, bem ou mal, socorrem o povo na hora da dor. Para substituí-los há de se garantir a efetiva prestação dos serviços. No dia que todos tiverem acesso fácil ao médico, o farmacêutico e os curiosos não mais precisarão "receitar" medicamento...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FALTAM MÉDICOS

Levei minha sobrinha para uma consulta médica, remarcada, na UBS da Avenida dos Texteis em Cidade Tiradentes, no dia 17/9/2013. Fui informado de que a médica não atendia mais na unidade, pois foi ameaçada por um paciente. Mesmo tendo um médico da mesma especialidade atendendo, tive de remarcar de novo a consulta, desta vez para 18/10/2013, pois ele tinha a agenda cheia. Recentemente, reportagens mostraram que médicos entravam em hospitais públicos, batiam o ponto e voltavam para seus consultórios particulares, garantindo, assim os dois salários. Depois vêm as entidades de classe querer barrar a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil. Se não querem, por que não obrigam seus membros a cumprirem contrato e atenderem na periferia? Eu prefiro ter um médico chileno, cubano ou até marciano do que nenhum. Quando o corporativismo é mais forte, o pobre é que paga.

 

Sérgio Aparecido Nardelli sergio9@ig.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2014

Pesquisa Ibope apontou para um segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva em 2014, com Rede ou sem Rede. Talvez com algum pequeno partido de esquerda. O que mais preocupa é o ambiente em outubro de 2014, pois é ano de Copa do Mundo e de mais um capítulo da saga "o mensalão", que deve bater o recorde da série "Dallas" em longevidade. Algumas combinações devem ser consideradas: Brasil campeão e mensaleiros condenados, Dilma deve ser reeleita. A segunda: Brasil perde a Copa e mensaleiros são absolvidos, o povo vai para as ruas pedindo justiça, o PT cai nas pesquisas, Dilma não vai para o segundo turno e Marina Silva disputa a Presidência com Eduardo Campos ou Aécio Neves e leva a Presidência. É o início de tempos difíceis, pois Marina não tem o apoio que levou Dilma à Presidência, vendendo a alma para o diabo, hipótese que Marina Silva deve estudar com carinho, se quiser governar. Dilma já terá quatro anos de experiência e renegociar seu contrato com o diabo para governar por mais quatro anos é bastante simples. Marina na verdade sonha apenas com visibilidade, e não com um compromisso de longo prazo, cheio de riscos, tendo que negociar com o Congresso composto por políticos profissionais, principalmente a Câmara dos Deputados, que tem os líderes e o baixo clero, os menos flexíveis, pois não abrem mão do porcentual sobre as emendas que consideram seu por "direito". É um governo de compra e venda que Marina não sonha presidir, apenas chegar bem perto, passar raspando, ficando para a história como a quase vencedora, uma personalidade que ficará sempre em evidência, não sairá do noticiário rapidamente como os ex BBBs. Governar o Brasil de 2014 até 2018 será um governo de reconstrução que precisa retomar o rumo correto do Plano Real. É preciso começar de novo, e não será com Dilma ou Marina que isso vai acontecer. Marina será patriota o suficiente para ser candidata a vice de Aécio ou de Eduardo Campos?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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PESQUISA IBOPE

Jornais informam que aumentou a intenção dos eleitores de votar em Dilma Rousseff para presidente em 2014. Os eleitores precisam se consultar um oculista e um otorrinolaringologista para ver e ouvir melhor. Mas a mídia tem parte da culpa pelo fato: todos dias a dita e seu cabelo arrumadinho aparecem na TV em jornais falando abobrinhas. O governo petista tem sido um desastre pela incompetência e pela roubalheira impune. Os políticos e, agora, o Judiciário estão a serviço do governo, e não dos eleitores e contribuintes. Mas a "oposicinha" tem parte da culpa nesse imbróglio.

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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DESVIRTUAMENTO DA LEI ROUANET

Sobre o editorial publicado em "Notas & Informações" no dia 25 de setembro, a análise é falha em diversos aspectos e induz uma falsa interpretação da utilização da lei. Não se trata de discutir se o festival recém-realizado necessitaria desse incentivo para ser viável, mas o Ministério da Cultura tem o cuidado de obrigar aos beneficiários da lei uma contrapartida social, permitindo o acesso a um público que nunca teria condição para adquirir um ingresso. E vamos convir que esse evento é o mais desejado da temporada, para qualquer público. Por outro lado, é um erro supor que grandes e caras produções do entretenimento não necessitem desse incentivo, a exemplo dos musicais, que contratam grandes elencos de brasileiros, têm custos altíssimos de produção, além de retornarem um importante volume de impostos. Por último, seria adequado pesquisar quantas obras com autorização de captação por este instrumento nunca captaram um centavo sequer. A explicação e de que não basta ter o incentivo, mas sim que o conteúdo seja bom e que dê retorno de imagem ao patrocinador - assim os departamentos de marketing funcionam.

 

Jean Marc Benaron jmbenaron@gmail.com

São Paulo

 

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PRÊMIO COMUNIQUE-SE

Enquanto Ruy Mesquita e Roberto Civita recebem o título de Mestres do Jornalismo do Prêmio Comunique-se, a Petrobrás gasta rios de dinheiro com... me inspire...

Luiz Alberto Olivi laolivi@terra.com.br

São Paulo

 

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OS COITADOS

Graças aos embargos infringentes, os coitados dos acusados de roubarem o erário podem respirar aliviados. Afinal, nada foi provado contra esses cidadãos probos que foram acusados ilegalmente de se apoderarem de dinheiro público. E agora poderão sair livres das pesadas penalidades injustamente aplicadas. Ainda bem que os juristas brasileiros, numa boa hora, com grande erudição jurídica, provaram que somente os pobres roubam os poderosos nunca. Os que ocupam elevados cargos no governo jamais praticariam uma leviandade contra o seu próprio governo, pois ganham polpudos salários e gratificações de todos os tipos. Muitos ainda usam o programa de erradicação da pobreza, a tal Bolsa-Família, para garimpar votos para si e seus apaniguados. O povão morre de inveja, somente porque alguns funcionários do governo, com dinheiro dos seus merecidos salários, compram fazendas e outras propriedades para os seus bem-sucedidos filhos e ainda promovem o bem-estar das suas amantes pagando-lhes viagem ao exterior e toda sorte de mordomias. Para enxovalhar ainda mais a honra desses caluniados senhores, os EUA ainda ficam espionando a sua vida. Os agentes americanos mexeram nas latas de lixo e não encontraram nada. Como esses coitados sofrem!

 

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@gmail.com

Fortaleza

 

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PODER DIVINO

Depois de 18/9/2013, o povo brasileiro só pode acreditar no Poder Divino, pois os Três Poderes, mantidos com a escorchante carga tributária paga pelo povo, não merecem mais a menor credibilidade. O Poder Legislativo, na maioria, é formado de picaretas (como afirmou o ex-presidente falastrão Lula da Silva), o Poder Executivo, com seus 40 ministros, está constantemente envolvidos em escândalos de desvio e mau uso de dinheiro público, e o Poder Judiciário, que dá cobertura aos políticos corruptos, além de nos recordar do Ali Babá, nos reforça que só o Poder Divino pode salvar o Brasil.

 

Ary Marino Filho arymarino@gmail.com

Garça

 

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EXEMPLO CHINÊS

A China dá um grande exemplo a alguns ministros do STF, ao condenar à prisão perpétua seu ex-dirigente Bo Xilai. Aqui, no Brasil, os que desviaram, furtaram e praticaram ilícitos estão na Câmara dos Deputados ou soltos, falando aos ventos ou tentando nos enganar. Que exemplo!

 

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

 

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STF DESMORALIZADO

Piadas sobre o STF não mais de salão. São de baixo calão.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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FORO NÃO É PRERROGATIVA

O que é mais difícil de convencer (ou corromper): uma pessoa ou onze? O que é mais fácil: comprar um juiz ou onze juízes? Bem, não há dúvida de que, quanto mais juízes, mais difícil de ter julgamentos injustos. Diante disso, não pode ser considerado um privilégio que autoridades legislativas sejam julgadas diretamente pelo STF. É um contrassenso achar que ser julgado pelo Pretório Excelso seja uma prerrogativa. Contudo, alguns especialistas do Direito e jornalistas prestam um desserviço ao dizerem que essa prerrogativa deveria ser abolida. É importante lembrar que prerrogativa é dever, e não direito. O que deveria ser abolido deveriam ser os privilégios, tais como: verbas indenizatórias com valor histriônicos; assessores com salários exorbitantes, vale-carro, vale-jornal, vale-geladeira, vale o diabo a quatro... Enfim, essas "prerrogativas" que deveriam ser abolidas.

 

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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‘NA DÚVIDA, EM FAVOR DO RÉU’

Muito esclarecedora a entrevista de Rodrigo Janot, "novato" procurador-geral da República, a "O Globo". Diz ele, com a mesma seriedade de Celso de Mello, que "acha" que não há risco de prescrição dos crimes do mensalão. Marco Aurélio, voto há pouco vencido, também acha. Se o próprio procurador, o defensor da sociedade, tem dúvidas, o que dirão os seis ministros que aceitaram os infringentes? No meu paupérrimo latim, dirão "in dubio, pro réu"! Ficará faltando somente derrubar a última barreira, e eles se preparam para isso no próximo novembro. Quem conhece o sistema militar sabe por que e como.

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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JANOT TEM FUTURO

O novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "saiu-se melhor que a encomenda" para seus parceiros, pois mal assumiu o cargo já iniciou grande e farta distribuição de benefícios e vantagens a seus colegas. De imediato ele concedeu-lhes a utilização de classe executiva nos voos para o exterior. Logo após, baixou portaria 652 e definiu nova regulamentação para concessão do auxílio-moradia a membros do Ministério Público Federal. Ou seja, é o que sempre afirmamos: eles só se dedicam em obter vantagens para si, seus parceiros e familiares, e a população que se exploda, né não? Terá grande futuro no meio político brasileiro!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTACIONAMENTOS EM SÃO PAULO

Na congestionada São Paulo "quase parando" de mais de 7,5 milhões de veículos em circulação, é revoltante e surpreendente a notícia de que 90% (!) dos cerca de 5 mil estacionamentos em operação são irregulares, funcionando sem autorização alguma dos órgãos competentes. Como se já não bastassem a abusiva cobrança de tarifas exorbitantes e a falta de seguro obrigatório, essas empresas ainda se dão ao desplante de atuarem ao arrepio da lei. Cabe, a esta altura, questionar como a Prefeitura permitiu, ao longo das gestões passadas, que a situação chegasse a tal ponto?! Merece cumprimentos a administração Fernando Haddad, pela iniciativa de regularizar e enquadrar os fora da lei. Basta!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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ESPAÇO INSUFICIENTE

A vontade exagerada de estar presente na mídia anula a capacidade de reflexão dos nossos políticos administradores. É o caso do prefeito de São Paulo e sua "entourage" (vide foto na página A16 de 23/9), ameaçando fechar os "estacionamentos por tributo". Vivemos num Brasil onde, aproximadamente, 50% do que existe é legal, e o restante não. As pessoas de ambas as partes não se constrangem e, apesar de percalços, pode-se dizer que predomina a convivência harmoniosa. No caso da Capital, é preciso agradecer às pessoas que descobriram terrenos privados capazes de acolher veículos, pela evidência de que os espaços públicos são insuficientes. Diante da cultura nacional de estímulo ao veículo individual, anular de vez grande quantidade de vagas em imóveis particulares é o mesmo que condenar as atividades comerciais e de serviços nas áreas adjacentes aos respectivos locais. Neste caso, como em muitos outros, a clandestinidade está mostrando a tendência de uso do solo a ser observado. As medidas no planejamento devem caminhar no rumo do aprimoramento, da regularização, e, principalmente, do estímulo. Essa atividade deve ser parceira do município muito mais na busca da solução do parqueamento do que na melhoria da arrecadação.

 

Antônio Fernandes Panizza antonio.panizza@yahoo.com.br

Jundiaí

 

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O SUBMUNDO DAS LICENÇAS

O prefeito aparentemente está reclamando de que 90% dos estacionamentos funcionam de maneira irregular. Será que isso se deve ao departamento competente da Prefeitura funcionar de maneira maravilhosa e exemplar para concessões de alvará e licenças de funcionamento? Será que esses órgãos da Prefeitura não concedem os documentos regulares de funcionamentos porque são referência em termos de prestação de serviços para a sociedade? Ou será que é decorrência de comportamento pouco ortodoxo para concessão desses documentos? Resumindo: será que esqueceram um tal de episódio Aref ou assemelhado?

Marco Antônio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

 

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MAIS DEMAGOGIA

Tudo o que é irregular na cidade deve ser combatido. O prefeito Haddad (PT) afirmou que fará operações para fechar estacionamentos irregulares de São Paulo. A ofensiva é um meio claro e cristalino de arrecadar mais impostos de um setor em que a grande maioria dos estabelecimentos está na clandestinidade. Só que essa ação, isolada, facilitará a vida da coisa mais irritante e repugnante da cidade: os "donos da rua", os guardadores de carro, os flanelinhas, que, além de pagarmos a zona azul, nos achacam, ameaçando vandalizar o carro caso não colaboremos. Eles também são irregulares e não geram impostos. Deixe de demagogia e acabe com os dois problemas.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

 

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POLITICALHA NO CADE

Denunciou o "Estadão" que o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinicius Carvalho, trabalhou junto com o deputado Simão Pedro (PT), que denunciou o cartel relativo a trens e CPTM em São Paulo. O PMDB, por sua vez, adentrou com representação contra o presidente do importante órgão na Procuradoria-Geral da República. Na verdade, uma entidade tão importante como o Cade não pode ser usada para fazer politiquice ou politicalha em benefício daqueles que estão de plantão no poder. Trata-se de órgão de extrema importância para o controle de posicionamentos econômicos entre empresas e que afetam o mercado do País. Cumprimentos ao "Estadão" e ao PSDB, cabendo a este, no entanto, explicar ao povo os fatos que foram objeto de denúncias.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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‘LAPSO’

Foi apenas um "lapso", disse o atual presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho, por não ter informado em seus currículos sua passagem pela chefia de gabinete de Simão Pedro, deputado estadual do PT, responsável por representações que apontam suspeitas de formação de cartel, superfaturamento e pagamento de propina envolvendo contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) durante os governos tucanos (PSDB). Com certeza, a amizade entre Vinícius Marques de Carvalho e Simão Pedro não teve nenhuma relação com o vazamento de informações de forma seletiva prejudicando exclusivamente o governo estadual de São Paulo, sob o comando do PSDB, não é mesmo, Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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CARTEL DO METRÔ

A Siemens está tão comprometida com o governo federal, talvez com receio de profunda investigação nas suas contas, que está apelando à mídia sobre a sua conduta. Ao que parece, a empresa não é obrigada a manter conluios com os governos e, se fez terceirização e distribuiu verbas a terceiros, isso lhe interessava, como fez com vários países e parece que já é de praxe agir desta forma. Agora se dispõe a ajudar o PT em vésperas de eleições. É lamentável a atitude de empresas como a Siemens, a Delta e outras que já fizeram a mesma coisa. A intenção do PT, no fundo, é mostrar que o governo do PSDB também faz mensalão.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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GREVE DOS BANCÁRIOS

No mundo, nada se compara com os espantosos e crescentes lucros bancários. E por tal, a greve da categoria é justa. Os bancos não valorizam seus funcionários e muito menos seus clientes. A Caixa Econômica Federal é um exemplo: investe muito em publicidade na TV, empregando atores e cantores com ótimos cachês. No esporte, gasta muito dinheiro com diversos clubes de futebol. Quando todo esse dinheiro deveria ser usado para contratações de servidores e investimentos, para atender os usuários e clientes com eficiência. Os horários dos bancos para o público das 11 horas às 16 horas devem ser mudados. Pois a maioria das empresas funcionam das 8 horas às 17 horas, o comércio em geral, das 9 horas às 18 horas. Alterações são necessárias urgentemente neste abusivo "império" do lucro. Contudo, mudanças dependem de atos políticos. Eis aí o xis da que$tão.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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ONDE A JUSTIÇA FUNCIONA

O direito de greve é constitucional no Brasil, porém nunca é considerada a segurança jurídica para prevalecer o direito da população brasileira , que é altamente prejudicada, em confronto com o direito de uma minoria - atual greve dos bancários da CEF, Banco do Brasil e Correios -, cujo objetivo é o aumento salarial. O projeto de lei regulamentando o direito de greve do servidor público civil , está parado por mais de 24 anos no Congresso, apesar de novo projeto de lei apresentado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) em dezembro 2011. Só para lembrar, durante uma greve do transporte público em Nova York na época do Natal de 2005, em dois dias o tribunal de justiça decidiu que a greve era ilegal, e deu um prazo de 24 horas para o retorno ao trabalho, sob "pena de prisão" de todos os líderes do movimento. Presidente Dilma, que tal o Brasil desenvolver um serviço de espionagem na justiça norte-americana, para aprender como as coisas funcionam naquele país que a senhora tanto odeia?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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ATLETAS CAMPEÕES

Sobre a matéria publicada no dia 26/9/2013 sobre o canoísta Isaquias Queiroz, as reclamações feitas por ele refletem a barganha que existe no esporte de alto rendimento no País. Jovens como ele buscam destacar-se em alguma modalidade olímpica visando a uma vida melhor para ele e sua família. Dirigentes como o sr. Tomasini, perpétuos em seus cargos, e técnicos como o espanhol que foi contratado para treiná-lo são exemplos de como não se forma um campeão, não para vencer, mas para servir de exemplo e conquistar novos praticantes e novos campeões. Pude presenciar há alguns meses uma cena triste protagonizada por este rapaz e seu técnico na Raia Olímpica da USP, quando, durante uma regata do campeonato paulista de remo, promovida pela Federação Paulista de Remo e com participações de clubes como Pinheiros, Paulistano, Corinthians e outros, ele não respeitou o aviso de se retirar da água dado por árbitros oficiais que pretendiam dar início à competição. Alegando ser "campeão" e estar realizando treinamento para um campeonato mundial, este atleta se esqueceu do mais importante: ser campeão no seu comportamento e nas suas atitudes. Seu técnico, talvez o grande responsável por seu comportamento, ameaçou dirigentes da Federação até de chamar a polícia, pois seu atleta havia sido desrespeitado. O criador e a criatura, com certeza apoiados por este eterno dirigente da canoagem, sr. Tomasini. Agora, a criatura se vira contra seus criadores, e cobra sua recompensa por agir de maneira desrespeitosa, mas como campeão. Infelizmente, em pouco tempo ninguém falará deste grande feito dele como atleta, mas todos vão se lembrar do dia em que um atleta e seu técnico desrespeitaram dezenas de remadores, seus técnicos e o público que assistia à regata. Talvez por isso é que ele tenha merecido somente um hambúrguer no McDonalds.

Milton Munhoz, remador munhoz.milton@gmail.com

São Paulo

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