Fórum dos Leitores

PARTIDOS E ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2013 | 02h14

'Bolada'

A notícia de que mais dois partidos foram reconhecidos pela Justiça Eleitoral está repercutindo na opinião pública, tendo em vista as "negociações" para as próximas eleições e o surgimento de fatos que merecem muita atenção e explicações. Como entender a declaração de um deputado federal de que vai mudar de partido e para isso deverá receber uma "bolada" proporcional ao número de votos que recebeu na última eleição? Como a opinião pública vai interpretar tal declaração, que atinge outros deputados que pretendem aderir às novas siglas? E a direção dessas agremiações? É uma situação que em nada contribui para a valorização de uma legenda partidária. E respinga nas demais já existentes. Lamentável.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Mais prejuízo

Queremos o fim urgente dessa farra de criação de partidos, que só servem como moeda de troca, para captação de dinheiro do Fundo Partidário e tempo de propaganda na televisão, em geral para promoção pessoal de alguns... e agora ainda temos mais dois! Outro prejuízo para o País.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Central de leilões

Já são 32 e, pelas vantagens de recursos públicos do Fundo Partidário, a tendência é aumentar o número de partidos a cada ano. Uma vez que a imoralidade avança em todo o País, por que não criar uma Central de Leilões de Coligações Partidárias, para facilitar as negociações do tempo na TV em época de eleições?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

A caminho do caos

32 partidos, 39 ministérios, 513 deputados federais, 81 senadores, milhares de sindicatos, a maior carga de impostos, Justiça fraca, corrupção correndo solta... Onde vamos parar?

ALDO MATACHANA THOMÉ

aldo@projex.com.br

Ourinhos

De homens e árvores

Quando o presidente Washington Luís partiu para o exílio, alguém discursou em sua homenagem dizendo, em síntese, que os homens são como árvores: muitas se vergam ao sabor do vento e poucas lhe resistem, firmes como o carvalho, até que um raio as fulmine. Não há mais carvalhos entre nossos políticos. Vejam-se as alianças espúrias, o troca-troca de partidos e a falta de coerência e firmeza de nossos governantes. Que tristeza!

VICTOR M. AMARAL FILHO

São Paulo

'No jogo'

Com sua pele de cordeiro e a eterna retórica de jogar os brasileiros uns contra os outros, Lula anunciou que está "no jogo", como se ninguém tivesse notado, e tudo fará para reeleger Dilma, pois "o sucesso dela é o sucesso do povo brasileiro, das camadas mais pobres da população". Eis aí a sua batida fórmula para iludir, manipulando, como sempre faz, o imaginário popular na figura do oprimido x opressor, para que os que a ele se opõem sejam vistos como contrários à melhoria das condições de vida dos mais pobres - submetidos, hoje mais ainda, à dependência dos benefícios sem porta de saída e sem estímulo para lutar por direitos fundamentais, como saúde e educação de qualidade. Quanta ânsia de poder! Uma coisa é certa: a busca pela eternização no poder via propaganda enganosa e "esperta" jamais será boa para a Nação. Alternância no poder, ética, eficiência, bem do povo como objeto da boa governança, sim, são os ingredientes que promovem o aperfeiçoamento democrático, sem o que o desenvolvimento do País não terá a menor chance de ocorrer.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

A volta do que não foi

Lula foi modesto quando disse estar de volta "para desgraça de alguns". Ora, esses alguns são cerca de 200 milhões de brasileiros, uma população tão grande que não merece ser nomeada por mero pronome indefinido.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Explicações

Já que Lula diz que está no jogo, chegou a hora de explicar os favorecimentos dele a Rosemary Noronha. Aí, sim, pode jogar.

JOSÉ ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

CASO ROSEMARY

Corrupção

A Controladoria-Geral da União proibiu Rosemary Nóvoa Noronha de exercer cargo público por cinco anos. E elle, como sempre, não sabia de nada?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Sem respingo

A corda sempre rebenta pelo lado mais fraco. Rosemary está sendo execrada, enquanto o poderoso chefão, seu mentor e companheiro de muitas "jornadas" internacionais, continua protegido por um escudo invisível, serelepe e fagueiro, como se nada tivesse que ver com o caso.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Três perguntas

Terá Rosemary direito a "embargos infringentes"? Vai permanecer calada por orientação do seu corpo jurídico ultraqualificado? O "sujeito oculto" novamente ficou fora da investigação?

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

MENSALÃO

Cartas marcadas

Uma vez aceitos os embargos infringentes, que muito beneficiam os réus do mensalão, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, vai relatar os recursos. O fato é que, por mais contundente e condenatório que seja o relatório de Fux e ele peça a ratificação do que já foi sacramentado na primeira fase do julgamento, é quase certo que haverá ao menos 6 votos a favor dos condenados. Logo...

MARIA ELISA AMARAL

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

A grande chance

O ministro Luiz Fux tem, enfim, a grande chance de mostrar que o PT foi apenas uma rápida passagem na sua vida e que a justiça está muito acima da sua indicação. Mesmo gostando de pizza, esperamos que, por favor, não dê chance para ela voltar e nos envergonhar. Confio na sua lisura - e sem medo de ser feliz.

ANTONIO JOSÉ G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

32 PARTIDOS POLÍTICOS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a criação de mais dois partidos políticos: o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Solidariedade. Mais partidos, mais ministérios, mais sindicatos, mais corrupção e mais miséria. Esse é o nosso Brasil, sob o comando do PT há mais de dez anos no poder. Alguém acha que Barack Obama perdeu alguma coisa por não ter assistido ao discurso de nossa "digníssima presidenta" Dilma na abertura da 68.ª Assembleia da ONU?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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NADA MUDOU

Novas siglas, novos partidos e velhas raposas...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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NÃO OUVIRAM AS RUAS

As já saudosas manifestações eclodidas durante o mês de junho, fugaz esperança frustrada de repaginar o Brasil, questionaram seriamente a representatividade e a real utilidade dos partidos políticos como instrumentos de aprimoramento da democracia. Em alguns casos, verificaram-se até rejeições à participação das agremiações nos movimentos. Com o amortecimento dos protestos, a questão não foi desde então seriamente discutida nos foros apropriados, por não ser conveniente aos propósitos dos donos do poder. Por outro lado, qual não foi a surpresa da sociedade ao ver aprovada recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a legalização de mais dois partidos, o que eleva para 32 o total. Esse número absurdo põe em xeque o próprio conceito correspondente, configurado pela essência de reunir grupos de pessoas que têm e defendem ideias semelhantes e buscam alcançar o poder visando ao interesse público. Tal diluição permite concluir que, no Brasil, a questão fundamental não se refere ao "para que serve", mas sim ao "a quem serve". Nossos partidos são, cada vez mais, meros escritórios onde se negociam conchavos, transferências e fidelidades, para atender a interesses de poucos, sem o menor vínculo com o amadurecimento político do povo. E os pobres eleitores, material descartável, mas essencial à materialização desses objetivos mesquinhos, são obrigados a engolir, através de propagandas supostamente gratuitas, a verborragia barata de candidatos que, longe de representá-los, constituem mais uma sobrecarga para os mesmos eleitores, enquanto contribuintes, principais doadores involuntários de recursos para o misterioso fundo partidário. É lamentável assistir a mais essa decisão equivocada da justiça, dessa vez a eleitoral. E, pior, ao que tudo indica, a sopa de letrinhas vai encorpar e a sociedade, impotente, terá, mais uma vez, de entubar.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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BÔNUS E ÔNUS

Políticos tem o bônus do PROS. Cidadãos, o ônus da conta...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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UM BURBURINHO SÓ

O Congresso Nacional é um burburinho só. Infidelidade partidária, troca-troca e aliciamento do governo serão as regras pontuais que nortearão os recém-criados partidos políticos, o PROS (será que não serão contras?) e o Solidariedade, do deputado Paulo Pereira da Silva, ex-PDT. A aprovação desses novos partidos, que já somam 32 nessa parafernália de siglas que só se prestam para alianças e conchavos com o governo federal, é um prenúncio de que em breve estaremos quebrando a barreira dos 40. O Brasil é um país sério, só que não temos como provar. Enquanto isso, por ameaçar a reeleição de Dilma, o Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, pode não ser legalizado. Convite: venha como vice de Aécio.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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NO MÁXIMO QUATRO

Com mais dois partidos criados, já são 32 no total. Cada partido recebe R$ 500.000,00 por ano, somados R$ 16.000.000,00 anuais. Convenhamos que esse valor é insignificante, pois o atendimento hospitalar pelo SUS está maravilhoso, a educação causa inveja aos países do Primeiro Mundo, a segurança navega em águas calmas. O país mais poderoso do mundo tem 2 partidos, o Brasil poderia ter no máximo 4 partidos, ou seja, um da direita, um da esquerda, um do centro e um dos indefinidos (em cima do muro). Só economizaríamos R$ 12.000.000,00 anuais.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MERCADO ELEITORAL

No "mercado eleitoral", os partidos políticos muitas vezes se assemelham às facções criminosas ("Estadão", 26/9/2013, A4). Sem ideias, sem programas e sem propostas para o bem comum ou para a Nação, organizam-se nos bastidores e nas sombras do poder. O objetivo dos políticos, dos organizadores das novas agremiações, está apenas na manutenção do comando de um feudo, de um território. Não existe nem o respeito constitucional na origem dos poderes que emanam do povo e muito menos na diversidade do pensamento e na nossa cultura. Entre atos e cenários diversos e sem as diversidades de pensamento, tentam negociar os mandos e os comandos de poderes que geram os seus próprios poderes.

 

Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

 

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O PAÍS DO ATRASO

O Brasil encontra-se hoje mais democrata do que nunca: contamos agora com 32 partidos políticos! Para o gáudio do povo, acabam de nascer o Solidariedade e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Que maravilha! Isso significa grande progresso e a resolução de nossos problemas básicos como a violência, a corrupção, as drogas, lavagem de dinheiro, falta de escolas, etc. Vivas ao Brasil, o país do atraso!

 

Anita M. S. Driemeier lindyta9@gmail.com

Campo Grande

 

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AS RUAS SILENCIARAM

Pelo andar da carruagem, os Black Blocs ou vândalos são petistas mesmo, pois deram uma de Tatu, enfiaram a cara no buraco e a mão no bolso.

 

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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RUMO A 2014

As notícias atuais só dão conta da imensa corrupção que assola o País e que patenteiam as manifestações de junho. Os Black Blocs prejudicaram os movimentos sociais com as absurdas depredações. Por causa disso a sociedade é que perdeu o rumo destes pleitos para as necessárias mudanças e exercício da cidadania. Não sei até que ponto o governo teve participação nestas desastradas atitudes que vieram a tirar a legitimidade das ordeiras manifestações. Agora é que está sendo mostrada pela mídia a gravidade dos desvios de recursos nos diversos setores. A verba dos nossos impostos, um dos mais elevados do mundo, seria suficiente para atender à demanda de todas as necessidades sociais. As áreas da saúde, educação, segurança, entre outras, estariam mais bem aparelhadas para melhor servir a todos. O povo votante sofre e 2014 já está mais próximo.

 

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

 

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O IBOPE DA PRESIDENTE

Pesquisa do Ibope apontou subida da presidente Dilma na preferência eleitoral (27/9, A/4). As coisas andavam mal paradas, até que os EUA deram uma mãozinha, certamente involuntária, e sua excelência, "vendo o cavalo passar arreado, montou-o". Considerada como a nossa principal vítima da espionagem americana, não perdeu a oportunidade. Valendo-se de seu providencial discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, lançou seu protesto público contra a intromissão indevida, com o consequente aplauso nacional. Faltou apenas agradecer ao presidente Barack Obama a espionagem bendita.

Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@uol.com.br

São Paulo

 

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CLAREZA NA CAMPANHA

A presidente, hoje, é favorita, conforme a pesquisa Ibope. Triste. Comprova a desinformação e/ou conformidade com os absurdos que aí estão, onde nenhum setor de responsabilidade do Estado funciona razoavelmente. Mais a carga tributária absurda, gastos supérfluos (quanto nos custou a campanha indireta da presidente, via EUA?), desvios sem fim, administração sofrível, legislação confusa, inércia reformista e tanto mais, fica difícil para mim entender o eleitor. A esperança é de que a campanha, em 2014, seja esclarecedora e clara, tirando o poder dos incompetentes.

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

 

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PROVÉRBIO

Dizem que "não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe", porém, infelizmente, no caso do PT-lulismo, pelos resultados das últimas pesquisas do Ibope, esse provérbio português não se aplica, é exatamente o contrário.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VOTO CONQUISTADO

Governo populista. Fato. Quem recebe esmola não poderia votar. Fato.

 

Cristina Hesketh Braun ch.braun@globo.com

São Paulo

 

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LULA ‘NO JOGO’

Depois de três anos sem ler ou ouvir as verborragias do ex-presidente Lula, lá vem ele vomitar que "está no jogo", referindo-se à eleição de 2014. Vai precisar suar a camisa. Berrar mais ainda. Mentir adoidado, porque o povo vota de olho nas próprias contas - e pode crer que a voz do supermercado falará mais alto do que a dele em 2014. O cenário deixado pelo poste, com certeza, refletirá na luz emanada de seu mentor. O discurso dele parecerá tão estranho e vazio quanto a falta da barba em seu rosto.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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FARÃO ‘O DIABO’?

"Para felicidade de alguns, para desgraça de outros, é o seguinte: eu estou no jogo." Palavras ditas sem o menor pejo por nada menos que um ex-presidente da República. Lula diz estar de volta e promete desgraçar a quem? Aos banqueiros, as construtoras, os sindicatos, os grandes empresários? Com certeza, ele promete claramente atacar a imprensa, que, para ele, não evoluiu, e seus adversários políticos com os métodos que sempre utilizou. Bem que Dilma aviou que nas eleições "pode-se fazer o diabo". A conferir!

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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LULA NA FITA

É muito cinismo Lula afirmar que está à disposição de Dilma Rousseff para apoiá-la nas eleições de 2014: "Estou voltando, com muita vontade, com muita disposição - para felicidade de alguns, para desgraça de outros. É o seguinte: eu estou no jogo", disse ele. A verdade é a seguinte: por força da lei, que não admite mais do que uma reeleição, Dilma é que se pôs à disposição de Lula para esquentar a cadeira para sua volta. Lula não contava é com a doença, que agora não recomenda seu retorno. Portanto, só lhe resta agora apoiar a reeleição de Dilma. Outra inverdade: ele não está voltando, porque nunca saiu, pois Dilma sempre foi apenas sua copiloto. A única afirmação verdadeira de Lula fica por conta deste adendo: "Para felicidade de alguns e desgraça de outros". Isso já sentimos: enquanto a corrupção rola solta, enchendo o bolso de políticos e/ou funcionários públicos que trabalham na máquina do Estado (estão roubando dinheiro até do Fome Zero!), o Brasil está a olhos vistos se esfacelando nas áreas econômica, de segurança, de infraestrutura, de justiça, de educação e de saúde. Lula realmente está na fita. Que herança maldita!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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JOGADA

Acho que a melhor jogada de Lula seria retornar para sua terra natal, ficar andando de jegue vendo o tempo passar. Chega, Lula já cansou os brasileiros que pagam impostos no Brasil!

 

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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O JOGO DE LULA

Um aviso àqueles que se entristeceram com o Supremo Tribunal Federal (STF) pelos últimos acontecimentos (mensalão): o sr. Luiz Inácio disse que "está no jogo". Em breve, teremos um STF 100% indicado pelo PT. Não teremos mais mensalão. O Brasil vai mudar...

 

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

 

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DILMA E SEU DISCURSO NA ONU

A presidenta Dilma Rousseff quis tirar proveito da situação durante o seu discurso na ONU criticando a espionagem americana revelada recentemente pelo "Fantástico". No entanto, espionagens existem desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e ela só debateu tanto sobre esse tema porque percebeu que é um assunto que dá Ibope e audiência na mídia, assim, ela estaria também na mídia ao comentar o tema. E como já era de esperar, o presidente americano não deu a mínima e ainda respondeu que os EUA vai continuar protegendo o mundo contra o terrorismo. Já que o Brasil não tem meios de combate o terror, deveria agradecer, em vez de criticar. Será que, se os EUA descobrissem uma célula de organizações terroristas em solo brasileiro, ela estaria criticando?

 

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

 

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EM CAMPANHA

Ao discursar na abertura da 68.ª Assembleia Geral da ONU, dona Dilma, como havia feito no seu discurso de 7 de setembro, aproveitou os holofotes e tentou transformar a solenidade em palanque de campanha da sua reeleição.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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NÃO CONVENCEU

Dilma falou lá (na ONU) para repercutir aqui (no Brasil). Fez campanha política em pleno discurso para um público entre o qual não havia eleitores. Foi ignorada por Obama sobre a "espionagem" que também é feita na Rússia, França, China, etc. Apesar dos apelos da presidente brasileira e de toda sua equipe econômica, dizendo que o País precisa de capital privado e internacional para a construção de ferrovias, portos e aeroportos, os investidores presentes no evento saíram reticentes quanto à regulação, segurança jurídica e retorno financeira dos projetos. Ao defender mais recursos para as concessões, Dilma reforçou a ideia da participação do setor privado na gestão, "que é mais eficiente, mais ágil e de menor custo". Com essa fala, assumiu o fracasso do seu governo e partido que nada fizeram para mudar o caos que se instalou no País quando o assunto é infraestrutura. Custou, mas a presidente enxergou que a gestão no governo federal tem apenas um papel de destaque na corrupção, e por isso está tão difícil vender o peixe das concessões. Investidor não se contenta com promessas, quer ver resultados, coisa que o governo do PT não tem para exibir.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DILMA APELA PARA FHC

Como péssima vendedora que é, (e como estadista nem falar), além de não conseguir alavancar o PIB, reduzir a inflação e, principalmente, avançar nas emperradas concessões ou privatizações de estradas, ferrovias e aeroportos, a presidente, em seu discurso aos investidores no encontro em Nova York, recorre às conquistas da era FHC para convencê-los a participar dos leilões. Imagine o estômago da presidente e dos petistas presentes no evento, quando a chefe do Planalto precisou, sem outro argumento plausível, destacar em sua fala que foi no governo Fernando Henrique Cardoso "que foram iniciadas as práticas de respeito a contratos". E o ministro Fernando Pimentel se referiu ao Plano Real de FHC como o "nosso plano de estabilização". Quem diria que um dia os narizes empinados dos petistas ficariam de joelhos suplicando a todos os cantos os feitos dos tucanos? Mas faltou ao ministro esclarecer aos investidores presentes que o PT foi infelizmente radicalmente contra, na época, a implantação do Plano Real, inclusive da Lei de Responsabilidade Fiscal, das privatizações (que tentam hoje com muito atraso e não conseguem por falta de credibilidade), etc., etc. Agora, quando Dilma diz que seu partido não rasga contratos, esquece por conveniência o que fez recentemente em seu governo, rasgando contratos na canetada contra as produtoras e distribuidoras de energia elétrica para reduzir demagogicamente o preço do produto para as residências e empresas. E o mais interessante nesta história é que Dilma, depois de criticar na ONU o governo americano pela suposta espionagem contra a presidente e a Petrobrás, angustiada por bons resultados nas concessões, se sente na obrigação de elogiar a gestão de FHC, justamente o ex-presidente que foi vítima da própria Dilma quando, numa espionagem de quinta categoria, fabricou, como ministra da Casa Civil de Lula, aquele dossiê falso contra o tucano. Como se vê, o PT está longe de ser um partido coerente, transparente e de atitude republicana.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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HOMOGENEIDADE

Discursando aos empresários e investidores, em Nova York, a presidente Dilma afirmou, entre outras coisas: "O Brasil é um país mais homogêneo". Certamente a plateia, por respeito a uma chefe de Estado, conteve-se. E você, o que acha?

 

J. Perin Garcia jperin@uo.com.br

São Paulo

 

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DEMAGOGIA ‘DÉJÀ VU’

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Dilma criticou os EUA por violarem os "direitos humanos" no Brasil com sua espionagem. É, todavia, de todos conhecida a afinidade de Lula, mentor de Dilma, com o carniceiro Bashar Assad, da Síria - na internet há várias fotos de ambos celebrando essa amizade. Lula também foi visto abraçando-se com paladinos dos direitos humanos como Fidel Castro, Muamar Kadafi e Mahmoud Ahmadinejad, entre outros. Como pode alguém que viva de abraços com Evo Morales e Raul Castro, ambos déspotas desrespeitadores dos mais comezinhos direitos humanos em seus respectivos países, achar-se com moral para criticar Tio Sam neste campo? S. Exª precisa sintonizar-se com os novos tempos e parar com essa demagogia "déjà vu", à anos 50, que não nos levará a lugar algum.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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UM PT PARA CADA DISCURSO

O PT e seus filiados primam pela contradição, pelo discurso adaptado e "adequado" para as diferentes plateias, são ardilosos e especialmente cínicos e hipócritas. A presidente Dilma em seu discurso na ONU fala em respeito aos direitos humanos e pede atenção e apoio a Cuba. Reclama da quebra de sigilo, mas não se intimidava em preparar dossiês e bisbilhotar a vida dos seus adversários. O ministro Pimentel afirma que o Brasil está preparado para receber os investimentos estrangeiros em razão da estabilidade proporcionada pelo Plano Real e pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que tanto combateram e nunca reconheceram a autoria. Crítico feroz das privatizações, agora passa o chapéu para conseguir atrair interessados em suas "concessões". Apresenta como medida provisória o projeto Mais Médicos, apesar, segundo informações dos próprios médicos cubanos, de estarem sendo treinados há mais de um ano. Que o Brasil possa sobreviver a esse estilo de governar.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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DIREITOS HUMANOS

O lamentável discurso provocativo da presidente Dilma na abertura da Assembléia Geral da ONU, tratando como "desrespeito aos direito humanos" as ações de espionagem no Brasil por agência do governo dos EUA, além de ridículo , típico de quem não sabe o que falar, é extremamente hipócrita, digno do petismo. O pronunciamento beira a insanidade, se considerarmos as ações no nosso governo quanto ao senador Roger Pinto Molina, das desculpas até na remoção por punição do diplomata Eduardo Saboia, que trouxe o exilado para nosso país, respeitando as convenções internacionais, incluídas as dos direitos humanos, diante da recusa do governo do "cumpanheiro" Morales, que, mesmo com o asilo concedido, negava-se a conceder-lhe salvo conduto para vir ao Brasil, obrigando-o a permanecer por 452 dias na nossa embaixada em La Paz. Não fica difícil entender por que, infelizmente, não somos levados a sério.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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ESPIONAGEM E INTELIGÊNCIA

A presidente Dilma Rousseff reiterou mais uma vez na abertura da 68.ª Assembleia Geral da ONU, dizendo que a espionagem feita pela Agência Nacional de Segurança americana no Brasil é um desrespeito à soberania brasileira. O discurso da presidente é retórico e eleitoreiro, mais visando às eleições de 2014 do que a soberania dos brasileiros. Um outro fator é que o Brasil mantém uma disputa diplomática com Washington por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, quando o governo brasileiro afirma que o mundo atual não é representado como deveria ser por apenas quatro países. Dilma primeiro cancelou a visita que faria ao colega americano, Barack Obama, em outubro e agora resolveu cancelar a compra de caças para a Força Aérea Brasileira, muito provavelmente por revidar as espionagens dos EUA. A presidente Dilma foi lacônica ao afirmar em seu discurso que intrometer-se "na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles". Só não da para entender o porquê dessa indignação patriótica e o nacionalismo eleitoreiro da nossa presidente, quando se sabe que tudo o que é postado nas redes sociais é espionado por alguém ou por órgão de inteligência de outros governos. O que o Brasil precisa fazer é a lição de casa, antes de ficar nessa briguinha de compadre com os americanos. Recentemente, dois jovens entraram na página da Polícia carioca e disponibilizaram todos os dados dos policias militares, como endereço e local de trabalho. Na Praça da Sé, no centro da capital paulista, pode ser comprada qualquer informação a respeito dos dados dos cidadãos brasileiros, inclusive o da presidente e de todos os seus ministros. E aí, o que o governo tem feito para impedir essa comércio? Nada. São cafajestes e criminosos ganhando dinheiro fácil, vendendo sigilo e dados pessoais, inclusive os da renda de todos nós. Chega de altruísmo, presidenta, como ela gosta de ser chamada, primeiro, faça a sua parte para depois pedir que outros também o façam. O Brasil precisa de mais inteligência para anteceder aos fatos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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NA VISÃO DO GOVERNO

Se a "presidenta" declarou em seu discurso na ONU que o Brasil não dá asilo a terroristas, é bom avisar ao seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que o sr. Cesare Battisti, aquele que para entrar em nosso país forjou carimbos em seu passaporte, anda por aqui livre, leve e solto, mesmo condenado na Itália por assassinato. Ou será que, ao modo de ver do governo, terroristas eram os pugilistas cubanos, que foram caçados e imediatamente devolvidos a seu país de origem?

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

 

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ANTIAMERICANISMO É PROPAGANDA

A espionagem eletrônica é um presente para a exibição da propagandística e falastrona presidente. Bolhas de sabão produzidas para a exibição no noticiário e na televisão nacional. Bem produzida propaganda eleitoral.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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IBOPE

No Brasil talvez dê algum Ibope, mas, para o governo e o povo norte-americano, pouca diferença fará. Me refiro ao discurso da presidente Dilma na tribuna da ONU.

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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UMA GRANDE MENTIRA

A presidente Dilma afirmou na ONU que seu governo ouviu e compreendeu a voz das ruas brasileiras. Essa afirmação é totalmente falsa, pois a senhora ainda está no governo, ainda temos 39 ministérios, os mensaleiros estão soltos e o País está quebrado. Sinceramente presidente, seu governo é totalmente surdo e incompetente.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

São Paulo

 

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CARONA

Dona Dilma foi à ONU propor regras para a web e para cobrar Mr. Obama de sua bisbilhotice. Em vez de propor regras para quem sabe mais do que ela, de seu mentor e de seu marqueteiro, deveria é dar os meios para o desenvolvimento de sistemas nacionais de contraespionagem ou, mais elegantemente, de contrainformação. Não fosse tão primário e ignaro, o trio saberia que em linguagem diplomática dizer sim significa talvez, dizer talvez significa dizer não e dizer não é antidiplomático. O presidente Obama disse sim, dona Dilma, talvez vá lhe dar toda a garantia de que tais procedimentos não se repetirão. Além disso, quem não tem armas nem força moral para exigir satisfações deva ficar calado e bem comportado em seu terreiro. Bravatas só se admitem nos foros bolivarianos e afins.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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JOGANDO PARA A PLATEIA

Difícil é constatar que somos governados pelos que melhor conseguem seduzir a Nação com propaganda contínua e competente, já que tudo é feito em função da popularidade. Nos EUA, o discurso de Dilma teve como alvo reavivar o espírito nacionalista de ranço ideológico, mesmo que muitos adeptos adorem ir às compras em Nova York ou Miami. Quanto ao povo mais humilde, fica a associação com uma revanche dos oprimidos sobre os poderosos. Democracia será isso? É ter um contingente enorme de brasileiros hipnotizados por uma propaganda delirantemente enganosa elegendo governantes a partir da ótica de uma ideologia anacrônica que mais atrasa o País do que promove seu desenvolvimento? E ainda, da concessão de benefícios a um povo empobrecido sem oferecer portas de saída e estímulo à luta por seus direitos fundamentais, como educação e saúde de qualidade, que o impede de uma análise crítica e de um futuro mais promissor? Mas está aí a fórmula mágica para iludir todo um povo com essa retórica que mobiliza o imaginário popular do oprimido contra o opressor. Ideologia ou ânsia de poder? Uma coisa é certa: pelo bem do povo é que não é.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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NÃO HÁ O QUE TEMER

Depois da apresentação apoteótica de um Brasil sob a ótica exclusiva de Brasília, dona Dilma deve ter convencido Obama de que não precisa, mais, nos espionar. Nosso serviço de inteligência está em condições de monitorar nossas fronteiras para conter "ilegais" que ofereçam algum perigo. Os haitianos que estão "entrando" pelo Acre, os médicos cubanos do programa oficial de Mais Médicos, refugiados políticos como Olivério Medina, ex-militante da Farc, e Cesare Battisti, terrorista condenado por assassinato na Itália, estão sendo oficialmente absorvidos e realocados. Apesar do intenso contrabando de cigarros e de drogas ilegais nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, não há a mínima possibilidade de um grupo radical islâmico estar preparando, secretamente, uma jihad em Foz do Iguaçu, para dar um "tcham" na pacífica América Latina. Não há o que temer.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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GUERRA NA SÍRIA

Fala-se muito sobre o controle do arsenal químico da Síria, mas nada sobre as estratégias para acabar com a guerra civil que já dura mais de dois anos e ceifou milhares de vidas. Será que a ONU, representada pelo seu inoperante secretário Ban Ki-moon e os líderes mundiais, tem estratégias para estabelecer a paz definitiva naquele país?

Mauro Roberto Ziglio mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

 

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IMPERIALISMO OU OMISSÃO?

Barack Obama foi bem explícito em suas posições, durante seu discurso na ONU. Chamou o mundo à responsabilidade da gestão global. Europa e Ásia já estão maduras o suficiente para ficarem se escondendo por trás dos EUA e utilizando os americanos como escudo para todas as críticas que o mundo faz. A ameaça síria é responsabilidade de todos nós. A observância do cumprimento dos sinais de paz iranianos é uma obrigação mundial também! A condução da paz definitiva entre Israel e a Palestina também é assunto de todas as nações. Por 30 anos o Irã tem apenas despejado raiva e violência. Agora quer paz. É bem-vindo nesta iniciativa, porém não nascemos ontem e, se querem paz, os iranianos vão ter de provar sua real disposição. Israel tem de ceder e abrir mão dos assentamentos nos territórios palestinos. O bom senso é requerido. Por outro lado, se os palestinos querem ser levados a sério, devem abandonar o terrorismo do Hamas. E as nações árabes, que se recusam a reconhecer a legitimidade do Estado judeu, devem cessar - de vez por todas - com seu orgulho e estupidez desmedidos. "Israel veio para ficar", bem disse Obama. E veio através do brasileiro Osvaldo Aranha, então presidente das Nações Unidas, com seu voto de minerva. Israel, a única democracia numa região totalitária e caótica, é o exemplo de que um país construído sobre alicerces sólidos vai para a frente. E a credibilidade está com os que agem civilizadamente, não com os que empregam o fanatismo religioso para multiplicar o ódio e recusam-se a dialogar. Disso o mundo tem de estar ciente. Vamos defender a solução de dois Estados, sim! Mas chamaremos ambos os lados às suas respectivas - e inegáveis - responsabilidades. Que a China e Rússia cresçam. E deixem sua mesquinharia dos resquícios da guerra fria de lado, a fim de construírem um novo mundo - e não embargarem a continuidade do progresso e a manutenção da ordem. Resumo o discurso de Obama com a seguinte afirmação: não há imperialismo americano. Há omissão global!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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COMÉRCIO MUNDIAL DE ARMAS

Como considerar o Congresso norte-americano senão como adversário da paz e do humanismo, se se opõe ferreamente à assinatura do tratado de regulação internacional do comércio de armas, apoiado e subscrito por 90 países, agora na iminência de ser o 91.º, com a adesão do governo de Barack Obama? Uma adversidade ligada a um faturamento anual de US$ 60 bilhões a US$ 85 bilhões. Em condutas dessa natureza vemos o verdadeiro e profundo sentido da política.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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VENEZUELA - SOCIALISMO ANTI-HIGIÊNICO

Com filas intermináveis nos supermercados venezuelanos e uma falta crônica de papel higiênico no país por excesso de interferência do Estado na economia, a conclusão a que se chega é que o socialismo do século 21 não serve nem para limpar a b... da nação.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

 

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CARTA PARA ANA NERI

Mesmo que esteja muito ocupado, você deve sempre arranjar tempo para fazer alguém se sentir importante. Esse é o intuito desta carta. Parar um pouco com toda a correria do cotidiano para dizer o seguinte: eu poderia falar sobre ondas de protestos que mostram que o gigante está acordado e ainda perambula pelos quatro cantos do País (e um pouco mais além), ou que o São Paulo teima em dizer que tem dificuldades para encontrar o caminho da segunda divisão, ou que Barack Obama afirma que não sabia sobre a espionagem feita aos... (por motivos de força maior essa frase não pode ser concluída, EUA não assinam embaixo), mas não vou falar sobre nada disso. Nenhum desses acontecimentos chegam perto do que ocorreu em 29 de setembro de 1992. O impeachment do presidente Fernando Collor de Mello? Mentira. Não que o impeachment tenha sido mentira, mas, sim, que tenha sido importante. Mentira de novo, foi importante, sim, mas não tanto quanto o que ocorreu nesse mesmo dia. Vamos ao que interessa: houve outro acontecimento histórico nesse mesmo dia, o nascimento de Ana, não qualquer Ana, mas a que mais fez história sem ganhar nenhum merecimento. Deixe-me explicar. Todo mundo tem um amigo gênio, um amigo engraçado, um amigo que tem uma risada marcante, um amigo carinhoso, um amigo carismático, um amigo que te xinga, um amigo meio irmão. Eu tenho tudo isso numa só amiga e, como ela mesma disse, "um belo dia você se vê dominada por uma infinidade de sentimentos indescritíveis. Essa é a vida. Surpresas acontecem. Algumas delas conseguem te modificar. Fazem com que você reveja seus conceitos sobre tudo o que você já tinha certeza". Eu achei que tinha toda a certeza de que precisava, com todos os amigos de que precisava e que não havia mais nada a ser acrescentado. Já cantava o burro falante: "Mas que solidão, ninguém aqui ao lado, achei a solução, não sou mais maltratado, mas quem tem um amigo..." Você, minha amiga, chegou na hora certa, com as palavras certas, do jeito certo. Este com certeza é mais um dia de "sentimentos indescritíveis". Por isso o dia 29 de setembro de 1992 foi reforçado como uma data histórica. Não é todo dia que nasce alguém cuja importância não é tão reconhecida (mesmo merecendo). Beijos, Ninha...

 

Cássia Lima cassia_santos_lima@hotmail.com

São Paulo

 

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