Fórum dos Leitores

REDE SUSTENTABILIDADE

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2013 | 02h09

Vitória de Dilma

Demagogos e oportunistas já abandonaram Marina Silva, depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contrária à criação do partido dela. Politicamente existem duas Marinas, a com a Rede oficializada e a com a Rede na clandestinidade. Duvido que algum partido tenha a grandeza de oferecer a Marina a vaga para disputar, de fato, a Presidência da República. No máximo, vão querer o apoio dela no segundo turno. Mas hoje, Marina sem a Rede, é garantida, com folga, a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno.

VICENTE LIMONGI NETTO

limonginetto@hotmail.com

Brasília

Partilha

Trabalharam muito bem na surdina, nos bastidores do Ministério Público Eleitoral, para fazê-lo passar uma rasteira no partido de Marina Silva, o Rede Sustentabilidade. Mediante essa artimanha, o PT-lulismo já está contabilizando o que lucrará na partilha desses votos.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Concorrer por outro partido

O partido que Marina Silva deseja criar ainda não decolou, foi rejeitado pelo TSE por falta de 50 mil assinaturas. Na realidade, temos partidos demais, criados por interesses não bem definidos, a maioria sem ideologia. O de Marina seria criado para ela disputar a Presidência da República no próximo ano por seu próprio partido, pois está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. No meu entendimento, Marina deveria deixar, por enquanto, a criação de seu partido, filiar-se rapidamente a outro e concorrer. O PT, é claro, não iria gostar, pois perderia muitos votos e a chance de ganhar no primeiro turno - o que seria péssimo para o PT, mas bom para o Brasil. Voltando aos excessos, temos partidos demais, ministérios idem, deputados idem e, principalmente, cargos públicos às pampas. A reforma política é realmente necessária, mas do desagrado de quem deveria discuti-la e aprová-la. E, pelo visto, tudo continuará como está, no interesse dos políticos e no prejuízo da população.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Novos caminhos

Impedida de ter já o seu partido, Marina Silva deve concorrer à Presidência por outra sigla partidária. Como ela já foi do Partido Verde, poderá escolher agora uma agremiação amarela, azul ou lilás... A única certeza que temos é que o partido vermelho já está descartado.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Os dois Brasis

Sem pretender discutir o mérito da legalidade ou não das assinaturas pró-criação da Rede, um fato é certo: em municípios dominados por petistas a rejeição de firmas dos apoiadores de Marina Silva pelos cartórios competentes foi muito superior à média nacional, o que põe sob suspeita todo o processo de reconhecimento. Não bastasse isso, os cartórios foram morosos, prejudicando Marina ainda mais. Seriam bons argumentos para o TSE acolher o registro da Rede, ainda que em sede de liminar e com estabelecimento de prazo para a regularização das poucas firmas faltantes, podendo, afinal, caso não cumpridas as exigências, ser definitivamente negada a criação da nova sigla. Num país onde os partidos, de forma geral, não representam os cidadãos - um dos motes mais vistos nos protestos de junho -, S. Exas., encasteladas, preferiram seguir a letra fria da lei, desconsiderando tudo o mais, mesmo sabendo que Marina, sem partido, tem a segunda maior intenção de voto para o pleito presidencial de 2014. Cada vez mais o Brasil real se divorcia do Brasil oficial.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Culpa no cartório

Com a negativa do registro à Rede de Marina Silva fica claro que algo estranho aconteceu nos cartórios do ABC, Osasco e Mauá, por coincidência, redutos majoritários do PT. Alguém tem culpa nesses cartórios.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Cinzento, quase preto

Fizeram, desfizeram e conseguiram barrar o partido de Marina. Constrangedora a decisão do TSE de não aceitar o registro sob alegação de falta de assinaturas. No ABC (pobre ABC), por exemplo, os cartórios eleitorais criaram as mais variadas exigências, impedindo a assinatura dos que desejam tê-la como candidata. Mas foram registrados dois novos partidos, as assinaturas (será ?) foram conseguidas a toque de caixa. Muito triste!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

Casuísmo constrangedor

A indignação presente no voto vencido do ministro Gilmar Mendes supera os argumentos de todos os vencedores, que indeferiram o registro da Rede Sustentabilidade. A verificação das fichas de adesão partidária são feitas fisicamente, falta de servidores e doenças impediram a verificação de adesões protocoladas oportunamente. E o preço foi pago pelo requerente. É o autoritarismo levado ao extremo. No Brasil só as partes têm prazo, o Judiciário e a administração fazem pouco dos jurisdicionados e administrados. Não se trata de regra, mas uma exceção como essa é suficiente para cobrir de vergonha e constrangimento nossa Justiça Eleitoral. A Rede deveria recorrer ao STF, para que a Corte assuma a responsabilidade por esse procedimento.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

O real motivo

A Rede não foi criada por falta de planejamento.

ROBERTO NASCIMENTO

robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

IMPRENSA E DEMOCRACIA

Censura

Na cerimônia de lançamento do livro A Construção da Democracia e Liberdade de Expressão: O Brasil antes, durante e depois da Constituição de 1988, editado pelo Instituto Vladimir Herzog, Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, disse em seu discurso que "a imprensa é a essência da democracia". Na mesma data o Estadão registrava nesta página estar sob censura "há 1.465 dias"! Até quando?!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Se a liberdade de imprensa é a essência da democracia, como diz Renan, a censura ao Estadão o que é, então?

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo  

ANIVERSÁRIO DA CONSTITUIÇÃO

Quando se comemora a promulgação da Constituição de 1988 (5 de outubro), deixo a seguinte reflexão: quantas vezes nela aparece a palavra direitos e quantas vezes a palavra dever? Se pesquisarem, verificarão que a primeira suplanta em muito a segunda! Agora, pode a ordem subsistir em harmonia se possuímos muitos direitos e precisamos cumprir muitos poucos direitos?

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

*

O BRASIL COM QUE SONHAMOS

Após 25 anos da Constituição Cidadã, conquistas e frustrações se acumulam entre nós neste quarto de século. Urge que a opinião pública pressione nossas lideranças públicas e da iniciativa privada no sentido de dar continuidade ao processo civilizatório rumo à melhoria de qualidade de vida equânime para toda a população brasileira, única forma de construirmos a grande nação com que tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

LULA E A CONSTITUIÇÃO DE 1988

A nossa Constituição, promulgada em 1988, completa 25 anos. Para comemorar esta importante data, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoveu um evento que, logicamente, entre muitos outros ilustres convidados estava Lula, ex-presidente da República. Se fosse por mérito, ou seja, pela colaboração de seu partido na elaboração da nossa Carta Magna, em 1988, ninguém do PT mereceria estar presente nessa comemoração. Isso porque o PT foi o único partido que vergonhosamente, e com anuência de Lula, se negou a assinar a nova Constituição. Por quê? Porque, como Lula afirmou no evento, se fosse aprovada a Carta do PT, o País seria hoje ingovernável. É verdade. E o ex-presidente disse isso sem ruborizar, e por conveniência, para limpar a sua barra como homem público. É bom lembrar ao leitor atento que os petistas queriam incluir na nossa Constituição exatamente itens de causar náuseas, como: estabilidade de emprego, o que impossibilitaria um empresário de despedir um trabalhador sem justa causa; imposto sobre grandes fortunas; nacionalização dos bancos, empresas financeiras e seguradoras; participação dos trabalhadores na administração das empresas; e, para indignar a todos, queriam também fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). Pode?! O mesmo STF que hoje condena a quadrilha do PT no caso do mensalão. Ou seja, provavelmente eles já previam que, se chegassem ao poder, fariam tudo de excrescente que fazem hoje com os recursos dos contribuintes. Mas, se não mudaram a Constituição, como queriam, em 11 anos de governo petista, estão mudando para pior o Brasil. O pouco de ética que restava antes da chegada do PT ao poder foi para as cucuias no Executivo federal e no Congresso. A corrupção é epidêmica. Contratos, diferentemente do que Dilma Rousseff afirma, são rasgados com frequência, como ocorreu no caso recente do setor elétrico. Além das traquinagens contábeis, da criação de outras dez estatais, de prejudicar o desenvolvimento da Petrobrás, de contratar mais de 150 mil novos servidores públicos no período para acomodar camaradas e de torrar os recursos dos contribuintes sem que se invista adequadamente em infraestrutura, educação e saúde. Ou seja, o PT não mudou a Constituição em 1988, mas faz tanto estrago quanto nestes tempos de lulismo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

O 'MEA CULPA' DO PT

Faz poucos dias, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) rasgou elogios a FHC e ao que chamou de "nosso plano de estabilização" (Plano Real). Na mesma ocasião, Dilma, que havia ido a Nova York para a abertura da Assembleia Geral da ONU, aproveitou para visitar a outrora odiosa Goldman Sachs, onde, em palestra, procurou seduzir os capitalistas locais para chamar investimentos ao Brasil. Tais fatos contradizem o recorrente discurso da esquerda brasileira contra o setor privado, mormente o transnacional. Agora - quem diria? - chegou a vez de Lula fazer o seu "mea culpa", ao admitir que o Partido dos Trabalhadores equivocou-se em 1988, época da Constituinte. "Se o nosso regimento e a nossa Constituição fossem aprovados, certamente (o País) seria ingovernável", asseverou. Muitos haverão de se recordar como era intransigente o PT de então, "muito radical", admitiu o ex. Seguindo essa venturosa linha revisionista, as "más línguas" já estão se indagando quanto tempo demorará até que Rui Falcão, presidente da sigla, também admita que a "democratização da mídia", entre outras teses de corte "bolivariano" da agenda petista, não merece também ir para a vala.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

SEM PUDOR

Lula não tem o pudor de admitir que poderia ter explodido o Brasil, se tivessem vingado suas ideias. Esperamos que suas reflexões também se voltem para o amor caduco pelos esquerdismos que ainda resistem no mundo, em especial seu conceito sobre Cuba, particularmente agora quando os médicos cubanos virão encher (e não preencher) nossos espaços vazios. A família deles fica na ilha como refém, para evitar fugas. Quer coisa mais vergonhosa do que isso?

Geraldo Siffert Junior, médico siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

RESPEITO À CONSTITUIÇÃO

"Carta do PT faria País ingovernável." Esse partido respeitou alguma vez a nossa Constituição? Lula, quando diz ter governado o Brasil, o fez quase sempre por decreto. A presidente tem mandato, mas ele continua no poder. E democracia é alternância de poder. O PT não fez o que deveria ter feito: governar segundo a Constituição, respeitar o povo brasileiro. Ao contrário disso, é vergonhoso esse desgoverno.

Maria de Fátima Pereira Niccioli fatima_pn4@hotmail.com

Jacutinga (MG)

*

DE MADURO A PODRE

Na minha opinião, deviam ter impedido a entrada do ex-presidente Lula no recinto onde a OAB promovia cerimônia para comemorar os 25 anos da Constituição. Então esse desaforado queria uma "coisa mais forte", mais "radical"? Queria a reforma agrária via um MST ilegal? Queria imposto sobre grandes fortunas? Queria nacionalizar os bancos e empresas financeiras de seguro e capitalização? Defendia o fim das demissões sem justa causa e a retirada da previsão de indenização compensatória da Constituição? Defendia o fim do STF? Pois é, já que o seu socialismo utópico "amadureceu", que apodreça no inferno.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

PERDEMOS O BONDE

Este "mea culpa" do PT, feito 25 anos depois da promulgação da nossa atual Constituição, admitindo publicamente que o texto que o partido lutou por ser aprovado teria tornado o País ingovernável, me leva a perguntar aos atuais detentores do poder se o Brasil terá de esperar outros 25 anos para que o PT admita os seus graves erros na condução da nossa política econômica, erros que fizeram com que perdêssemos o bonde que nos teria levado a um progresso que estava ao nosso alcance, quando a economia mundial nos era totalmente favorável.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

LULA, COLLOR E O STF

Lula é notícia mesmo quando calado. Quando fala, aparece o sol e chove no sertão. O destaque para tudo que Lula diz assombra os mais céticos. Contudo, esta semana, discursando na OAB Nacional, o ex-presidente pisou na bola, escorregou na maionese, propondo um tema oportuno e polêmico, mas já tratado pelo senador Fernando Collor, na PEC número 3, protocolada na Mesa do Senado no dia 20 de fevereiro: a alteração nos artigos 93 e 101 da Constituição, que definem o modelo e critérios para a escolha dos ministros do STF. Nesta linha, a seguir, no dia 7 de março, Collor discursou sobre o assunto. Com o endosso de 29 senadores, a proposta de Collor, agora sugerida por Lula, define os mandatos dos ministros. Passaria a ser de 15 anos. O número de ministros da Suprema Corte aumentaria para 15, também aumentaria de 70 para 75 anos a idade-limite para aposentadoria, ao mesmo tempo que a idade mínima para nomeação passaria de 35 para 45 anos. Por fim, a iniciativa de Collor fixa restrições à indicação de pessoas que tenham, nos quatro anos anteriores, ocupado cargos influentes na administração pública.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

MARINA SILVA

O não registro do partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai torná-la mais forte no cenário político brasileiro. Uma política de vida limpa, que nas eleições de 2010 teve quase 20 milhões de votos, pode se filiar a qualquer partido e concorrer à Presidência da República em 2014 com grandes chances. O povo entende o porquê do não registro...

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

*

DECISÃO ORQUESTRADA

A quem realmente interessa a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de deixar de fora das próximas eleições de 2014 a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva? Que por coincidência aparece nas pesquisas de intenção de voto para presidente atrás apenas da presidente Dilma Rousseff (PT). Que seria o divisor de água para que a oposição dispute o segundo turno. Foram 6 votos a 1 contra a criação da Rede, e a alegação é a de que Marina Silva só conseguiu coletar 442.534 assinaturas, quando seria necessário obter 492 mil, o que a ex-senadora contestou veementemente, alegando que os cartórios eleitorais demoraram na análise das assinaturas. Ela diz ainda que quase 100 mil assinaturas foram recusadas sem justificativa. Porém, a decisão de um tribunal não se discute, cumpre-se, não podemos esquecer que estamos no Brasil, e aqui tudo é possível, até mesmo o impossível. As pessoas que tramaram contra Marina e seu grupo não podem sair vitoriosas. Ou não é verdade?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

FAVAS CONTADAS

Não é preciso ser nenhum cientista político para concluir que o partido da ex-senadora Marina Silva não obteria o registro. Como se sabe, Marina Silva é a maior ameaça para a reeleição de Dilma Rousseff. Usando de todos os recursos de mobilização da máquina do governo, uma grande ameaça foi afastada. Agora é só administrar, porque o resto é o resto. É, como se diz, está tudo dominado!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

ENTENDEU COMO FUNCIONA?

Dona Marina Silva, se quiser ser alguma coisa neste país, tem de comprar votos, subornar cartórios e falsificar assinaturas. A boa moça não vale nada por aqui...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

ARMADILHA

A foto que o "Estadão" publicou ontem (A6) com grande destaque e forte colorido, da presidente Dilma com programador e animador de espetáculos do SBT, ambos sorridentes, tirada no Palácio da Alvorada durante uma programação, visando a ampliar a aproximação da presidente com a população, nos sugere uma reflexão: "Ratinho" caiu, política e gostosamente, na armadilha.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

GREVES

Pululam, Brasil afora, as greves relativas a reivindicações salariais. Greves de bancários, de professores, de funcionários públicos, de metroviários, de motoristas de ônibus, de integrantes da polícia civil, dos Correios e lixeiros. Será que alguém se lembra de greves de aposentados e pensionistas do "INPS"? Cabe aqui uma recordação: nos tempos do teatro de outrora, ao fim do espetáculo, o diretor ordenava: "Abaixem o pano. Fecham as cortinas". Rápido.

Alberto Lemos diegoseixas@hotmail.com

São Paulo

*

LIÇÃO DOS EUA

Vez por outra a população brasileira tem de enfrentar greves do serviço público (nada contra), como as atuais do Banco do Brasil, CEF e Correio, porém precisamos aprender algumas coisas: durante uma greve do transporte público em Nova York, no Natal de 2005, em "dois dias" o tribunal de justiça decidiu que a greve era ilegal, e deu um prazo de 24 horas para o retorno ao trabalho, sob "pena de prisão" de todos os líderes do movimento. Presidente Dilma, que tal o Brasil desenvolver um serviço de espionagem na justiça norte-americana, para aprender como as coisas funcionam naquele país?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

PROFESSORES EM GREVE NO RIO

Entre as atrações naturais já conhecidas dos cariocas, além da violência que a cidade oferece, acrescente-se mais uma que são as manifestações que parecem agendadas sem ter um fim. Que é covarde o tratamento dado aos docentes pelo prefeito e pelo governador todos sabem. Ocorre que a Câmara dos Vereadores aprovou o plano de cargos e salários e um reajuste de 8% acima da inflação. As manifestações são legítimas até o momento em que os professores servem de massa de manobra a grupos anarquistas como o Black Blocs e a subordinação do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) a partidos mais para a esquerda como o PSOL e o PSTU. O povo ordeiro e trabalhador acolhe a causa dos professores, mas repudia as infiltrações de baderneiros que promovem quebradeira no patrimônio público e privado, provocando um verdadeiro caos no trânsito do centro da cidade. A partir do momento em que partidos políticos e sindicatos tentam de amalgamar ao movimento, é certo que não haverá boa liga. O professor não tem nada que ver com a violência, porque a sua formação é para a educação, e não para a depredação. Desses acontecimentos diários fica a violência da Polícia Militar registrada no jornais e na televisão. Onde a autoridade "controla" os mais exaltados com substancial quantidade de spray de pimenta, balas de borracha e gás lacrimogêneo. Nessa guerra sobra para o carioca a condição de refém.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

AINDA NÃO COMPREENDEU

O que está acontecendo no Rio de Janeiro por ocasião da greve dos professores do município revela um lado inflexível do prefeito Eduardo Paes, configurado pela sua falta de vontade ou incapacidade de ouvir à exaustão os grupos interessados. Mesmo considerando que há um resíduo de oportunismo político no movimento, seria dever do executivo municipal esgotar todos os recursos de argumentação ligados ao plano de carreira rejeitado pela classe. É o que recomenda a boa prática democrática, baseada na autoridade e não no autoritarismo. Um pouco mais de serenidade ao longo das negociações certamente evitaria a destruição que veio a reboque das reivindicações justas de uma categoria que não se cansa de ser desrespeitada. O viés intransigente do alcaide já se manifestara em outras situações, como na demolição, aparentemente sustentada por critérios tão somente estéticos, da Avenida Perimetral, decidida sem consulta prévia às comunidades atingidas e sem dar atenção a relatórios técnicos emitidos por instituições de respeito e assinados por profissionais competentes que questionaram a relação custo benefício do projeto. Provavelmente, se a obra estivesse com início programado para os dias atuais e não quando ocorreu, assistiríamos a protestos semelhantes aos que estão eclodindo em todo o país. A greve dos professores está mostrando que o prefeito e muitos outros governantes Brasil afora ainda não compreenderam que a atmosfera reivindicatória do País mudou de lá para cá e está a exigir deles muito mais traquejo político e transparência.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

CÉSAR MAIA

O vereador César Maia se disse contra a aprovação do Plano de Cargos e Salários dos professores. O que fez durante suas duas gestões como prefeito sobre esse assunto? Não tem moral para falar de ninguém. Tem é de explicar, entre outras coisas, os gastos com a Cidade da Música, os gastos com a realização dos Jogos Pan Americanos, etc.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

PROFISSÃO DE RISCO

O descaso com a educação começou com a demissão (por telefone) do então educador, ministro da Educação, Cristovam Buarque. E como fazer para desmontar o sistema? Para o PT, formar cidadania seria o mesmo que formar mentes capazes de decodificar a mídia e, principalmente, as intenções governamentais de destruição, pelo menos do arcabouço pedagógico (que já foi o melhor do Brasil!). Saber muito, para o partido, é perigoso! Em vez de demolir escolas, vamos demolir as cabeças pensantes que atuam nas escolas. São perigosos professores que poderiam iluminar as mentes dos jovens, futuros eleitores. "Professor não precisa ganhar muito porque tem vários empregos" - era jargão de algumas décadas atrás. Nos anos de chumbo, foram os mais perseguidos depois dos guerrilheiros. Até hoje não apareceu ninguém para explicar o assassinato do professor Jacques dentro do Colégio Rabelo. Como poderia passar despercebido pelo partido que quer mandar durante 60 anos? Por incrível que pareça, mesmo espezinhado, assistindo ao desmonte da educação, um grande número da classe usa estrelinha na lapela e não participa do movimente. Pode? Cabral imitou Lula, que implantou Haddad e Mercadante! Colocando um burocrata na Educação e Eduardo Paes, fez o mesmo com a biônica cósmica (um verdadeiro ET) na Secretaria de Educação, que, até então, só era ocupada por educadores. Era a secretaria mais charmosa da história do Rio de Janeiro e também a mais inteligente. Hoje, PM em cima deles. Viver é perigoso, como dizia Guimarães Rosa, ser professor é muito mais ainda...

Ney Juliao Barroso nejubar@hotmail.com

São Paulo

*

RIO URGENTE

Depois de mais violência e pânico na cidade do Rio de Janeiro esta semana, já é momento de repensar de fato a forma e o sistema de governo que nos regem. Em 2013, são comemorados 20 anos do plebiscito em que poderíamos ter mudado tudo, e não mudamos nada. Agora, 20 anos passados, constatamos a falência completa da República presidencialista. Devemos radicalizar e mudar a forma e o sistema de governo, e aí, sim, pressionar para retirar governos incompetentes e isso transcorrer na maior naturalidade. Devemos pensar nisso.

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

*

GREVE NOS CORREIOS

Há mais de 15 dias os funcionários dos Correios estão em greve, causando prejuízos e transtornos a todos. E não se nota nenhuma providência da parte da direção da empresa e dos governos. Até quando? Se eles têm seus direitos que devem ser respeitados, os usuários também os têm.

Plinio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

*

GREVE DOS BANCÁRIOS

Entramos na terceira semana da greve dos bancários. Greve inócua! Já foi o tempo em que tais greves traziam prejuízos à população, ao País. Hoje, com internet, caixas eletrônicos, iPads, iPhones, agências lotéricas, financeiras, agentes da CEF, quase não se utilizam os serviços pessoais dos bancários, coitados. Até bem pouco tempo atrás, uma greve dessa fazia parar a Nação. Hoje, não funciona. É bom seus sindicatos repensarem suas estratégias e deixarem de ser massa de manobra de interesses políticos escusos. Continuem a greve até quando entenderem que devam. A Nação não vai parar.

Henrique Laerce Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

*

TIRO NO PÉ

Estranha-nos muito a pouca informação que a imprensa tem nos passado sobre a greve dos bancários. Num marasmo quase que total, o quarto poder está oferecendo o mínimo de informações para a classe. A impressão que temos é de que os grevistas estão fazendo justamente o que os bancos mancomunados com o quarto poder estão querendo: máquinas, máquinas e mais máquinas tomando o lugar do homem. Vejo o tempo passando, a greve se esticando, os correntistas descobrindo os segredos do caixa eletrônico e os bancos demitindo muita gente. Está dando para sentir que desta vez os bancários vão dar um tiro no pé. Acorda, Brasil.

Hildebrando G. G. Tenório leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

PROGRAMA MAIS MÉDICOS

As artimanhas políticas do Brasil, principalmente as do PT, sempre foram conhecidas pelos brasileiros. Essas traquinagens demonstram claramente que o "lobo tem pele de cordeiro" e que sob falsos argumentos manipularam o Judiciário nacional, já bem queimado pelos últimos acontecimentos. Agora, se já não bastasse, nossa corte novamente caiu na arapuca do governo e está obrigando os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) a conceder o registro aos "médicos" do Programa Mais Médicos sem a prova de revalidação do diploma, provavelmente obtido no exterior. Na antiga justiça brasileira, praticada outrora pelos não comprometidos, medrosos e engajados politicamente, tal atitude geraria precedentes aos médicos brasileiros, que se tivessem (mas graças a Deus não tiveram) a educação temerária e oportunista manifestamente evidenciada pelo PT, acionariam a justiça para não terem que passar pela Prova de Residência e Prova de Título de Especialista, avaliações exigidas pelos hospitais frequentados pela classe política. Numa demonstração de caráter invejável, os presidentes dos CRMs de Minas Gerais e do Paraná renunciaram. Parabéns. Mas o efeito colateral dessa renúncia, infelizmente, será a oportunidade de ouro para o governo colocar como substituto dessa administração mais dois aprendizes de sua escola. Lamentavelmente o povo brasileiro não tem a mínima noção dos bastidores desse programa, são conduzidos por uma falsa ideia de que no Brasil há carência de médicos, quando na realidade padecemos de honestidade, lisura, transparência, hombridade e humanidade. Uma vez adquiridas, sobrarão remédios e postos de saúde. O povo precisa acordar.

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

*

PROTESTO LEGÍTIMO

Louvável a decisão da cúpula do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais de pedir demissão por protesto contra a determinação judicial de conceder registro provisório a médicos estrangeiros. É lamentável a decisão de alguns juízes de acatar a solicitação da União, ignorando a lei clara e bem fundamentada de que são os conselhos regionais quem devem prover tais concessões para, em última análise, proteger a própria população. O governo federal e o ministro da Saúde erram profundamente ao provocar grave conflito com a classe médica e com os conselhos, e juízes também dão péssimo exemplo ao fundamentar suas decisões em argumentos absolutamente incoerentes.

Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo

*

E OS HOSPITAIS 'PADRÃO FIFA'?

Parabéns aos nobres colegas Alexandre Gustavo Blay e João Batista Gomes, presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina do Paraná e de Minas Gerais, respectivamente, por preferirem demitirem-se a acatar a imposição de uma fraude praticada contra a saúde do povo brasileiro. O "povão que se lixe", como já sentenciou um deputado, pois as "zelite" tem o Sírio-Libanês à disposição. Nós, médicos, há anos clamamos por mais verbas para a saúde a fim de possibilitar o atendimento condigno com a atenção que o doente merece. E o povo? O povo saiu às ruas para pedir hospitais padrão Fifa, e não mais médicos.

Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

*

REGISTRO INCONSTITUCIONAL

Mesmo que seja registro provisório, este que foi aprovado no Congresso Nacional e que segue para a Câmara dos Deputados, na verdade, pode encerrar uma patente inconstitucionalidade, porque a cada órgão de classe incumbe verificar condições prévias para conceder registros profissionais. Assim, deputados e senadores, porque a mando do Planalto, não podem outorgar o registro profissional, sob qualquer pretexto. Considerando-se a medida como arbitrária e ilegal, por certo, as Associações Médicas adentrarão o Supremo Tribunal Federal (STF), com medida judicial, postulando a inconstitucionalidade da outorga concedida pelo Poder Legislativo. Poderiam, então, os legisladores conceder a inscrição na OAB provisoriamente, sem prestação de exames?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

O PROTESTO DOS MÉDICOS

Parece que grande parte dos aplicados estudantes que optam pela carreira de medicina o faz por status. Até pouco tempo era uma classe brasileira que não se expunha e muitos que participaram da vida política do País o fizeram mais por interesse próprio, para garantir situação mais confortável do ponto de vista econômico e social. Mas não se pode esquecer do maior presidente do Brasil até hoje, dr. Juscelino Kubitschek. Na grande maioria são profissionais de excelência, responsáveis, laboriosos e contam com a confiança e o respeito da população. Talvez por questão de prioridade pessoal, já estudam e trabalham muito para poder participar da dinâmica comum da sociedade a não ser na área da saúde. Agora, finalmente, resolveram se manifestar com esta questão dos Mais Médicos. Mas, com a ajuda do seu protesto talvez atrapalhado e extemporâneo a presidente Dilma Rousseff recuperou muitos preciosos pontos na corrida para a presidência da República do próximo ano. Infelizmente!

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

*

TENTATIVA

O editorial intitulado "Muita política, pouca ação" (3/10, A3) aborda de forma muito crítica um tema do momento, o programa Mais Médicos. E coloca que "debaixo da retórica demagógica" está apenas uma jogada política para favorecer uma candidatura de um ministro ao governo de São Paulo. E o articulista coloca ainda várias outras questões, como a falta de estrutura do sistema de saúde nesse enorme Brasil. Mas, a exemplo de muitas entidades médicas, a conclusão da coluna é algo decepcionante. Afinal, a solução do problema local de saúde cabe ao município, Estado ou governo federal? E, em segundo lugar, o que as entidades médicas estão fazendo para que esses profissionais possam exercer sua função? Por fim, mais uma vez, quem sofre as consequências é o cidadão, são as comunidades. Pelo menos o Mais Médicos é uma tentativa.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

MISSA ENCOMENDADA

Pensando bem, refletindo maquiavelicamente (como faz o PT), começo a achar a oposição ao Mais Médicos missa encomendada. A maioria das entidades de classe vêm rezando no credo do governo, assim, penso que o próprio governo alimenta a polêmica. Deste modo ganha ainda mais espaço nos jornais com uma causa politicamente irrepreensível: a defesa dos pobres e oprimidos. Não sei a orientação política de Roberto L. D'Avila (CFM), Fiorentino Cardoso (AMB) e Sidnei Ferreira (Cremerj). Podem ser apenas inocentes úteis.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

*

SÓ PENSAM NAQUILO

Muito blá blá blá e pouca ação, e quando há alguma ação é na direção de um comunismozinho barato, antiquado e arcaico. Exatamente igual ao "mestre", os petistas só pensam naquilo: eleições.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Paulo

*

MENSALÃO

No "Estadão" de 3/10, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse que, com a mudança dos membros do Supremo, as cassações de mandato têm grande chance de não acontecer, devido à aceitação pela Corte dos embargos infringentes, que possibilitam abertura de um novo julgamento. Isso é mais uma facada nas costas do povo, a última foi de Celso de Mello, cujo voto não foi a favor nem contra alguém, foi um voto teórico, votou nos embargos infringentes, votou indiretamente a favor dos mensaleiros. O povo agora tem certeza de que cadeia é só para pobres, mas foi também uma incrível molecagem, rasteira nos ministros que em oito anos se dedicaram a um exaustivo trabalho de avaliação dos crimes praticados, nos quais bilhões de reais de recursos públicos foram desviados para "caixas" nada republicanas, dinheiro que fez falta para saúde, educação e habitação de milhões de brasileiros. Aconteceu o que era considerado impossível, o STF não é a última instância de nossa justiça, e pelo jeito nem a penúltima. Aí vem aquele ministro novato, com fala de Rolando Lero, dizendo que o papel do Supremo é aplicar a Constituição. Errou, nós achamos que seu papel principal é a aplicação da Justiça, pois, se nossa Lei Maior fosse tão perfeita, não teria centenas de emendas.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

*

AS COMPRAS DE RENAN CALHEIROS

No site do "Estadão" esta semana encontramos duas matérias sobre as compras do senador Renan Calheiros. Uma delas menciona que o Ministério Público Federal abriu inquérito para averiguar a compra de uma mansão por R$ 2 milhões de reais, situada no Lago Sul, na área mais nobre de Brasília. Ele fechou negócio com um empreiteiro, daquele time que é especialista nessas pechinchas. De acordo com outra matéria, o mesmo Renan tentou comprar para sua casa 1.700 kg de carne, mas o Senado suspendeu o pregão da venda. Eram 133 tipos diferentes, só não tinha carne de urubu. O camarão era de R$ 110 o quilo, até que não era muito caro. Em compensação, o filé mignon custaria a pechincha de R$ 4 o quilo, mas nem carne moída de segunda custa isso. Vocês já imaginaram quanto custam em alimentação os parlamentares de nosso Congresso?

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

*

HAJA CARNE!

O presidente do Senado, Renan Calheiros, deve ter uma família muito numerosa que convive junto a ele na mesma casa. De no mínimo 33 pessoas, pois apenas de carne para 6 meses, se a compra não tivesse sido barrada, ele consumiria 1,7 tonelada. Considerando que a média por pessoa é comer 0,300g, equivaleria a 10 kg por dia. Tudo isso além de 400 maços de alface americana, 90 kg de tomates, 150 abacaxis e por aí afora. Ou seja: "O lobo perde o pelo, mas não perde o vício".

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

A FUSÃO DAS TELES

Está complicado entender esse negócio da Oi com a Portugal Telecom. Os sócios brasileiros terão 62% da nova empresa e precisarão capitalizá-la com R$ 8 bilhões. O grande faturamento será no mercado brasileiro atual e as perspectivas de crescimento também se restringem ao Brasil. O controle administrativo está sendo entregue à Portugal Telecom, maior acionista individual que dizem deter tecnologia para fazer avançar a nova empresa. A brasileira Oi, depois de tantos anos, ainda não domina a tecnologia a ponto de depender da Portugal Telecom? Não deveria ser a Oi a dar as cartas? Com uma dívida brutal (mais de 24 bilhões), ainda há quem fale em compra da Tim? Como? Pelo menos, parece, o BNDES não vai mais entrar nessa, onde empresários lucraram e o Brasil perdeu dinheiro, como sempre.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

*

BRASILEIRA PRESA NA RÚSSIA

E a brasileira ativista do Greenpeace presa na Rússia, hein? O governo fez um reclamo formal e nisto ficou. Se fosse alguma ofensa a cidadão brasileiro feita por americanos ou europeus, alguém mandaria mensagens duras, daria entrevistas indignadas e levaria o caso à ONU. Nada como a política, companheira! Na minha opinião, os familiares da jovem bióloga devem procurar outros organismos, para proteger a jovem idealista.

Roberto Viana Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

*

PAPA FRANCISCO

No dia 30 de setembro, num consistório (assembléia de cardeais da Cúria romana), o papa Francisco anunciou o dia 27 de abril de 2014 como data da canonização de dois seus recentes antecessores, João Paulo 2º e João 23. No mesmo dia, numa entrevista ao jornal italiano "La Repubblica", ele teceu severas críticas à Cúria romana, definindo-la "lepra do papado". Por isso, entendo como contradição o papa Francisco, que deu exemplo de humildade e bom senso e está disposto a moralizar os altos escalões da igreja romana, acelerar, em lugar de questionar, o processo de santificação dos dois papas que o antecederam. Parece-me uma ação entre compadres outorgar o título de santo a governantes do Vaticano, em vista de que, independentemente dos méritos pessoais, eles não tomaram providências suficientes para sanear males (apego ao poder econômico e pedofilia, entre outros) que há muito tempo vem maculando a imagem da igreja católica. Acho que o papa Francisco devia saber que, além do pecado de ação, existe também o de omissão! O papa de Roma, como qualquer outro chefe de religião ou de Estado, deve ser responsabilizado pela cooptação ou conivência com crimes cometidos por seus subordinados. De Santo Padre a Papa Santo a diferença é muito grande.

Salvatore D' Onofrio saldo1@ig.com.br

São José do Rio Preto

*

FRASE HISTÓRICA

O papa Francisco, ao dar início à maior reforma da Santa Sé em décadas, proferiu a frase mais importante dos 2 mil anos de existência da Igreja: "Não existe um Deus católico, mas um Deus de todos". Bravo!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

REFORMAS NA IGREJA

Demorou, mas a Santa Sé encontrou um papa corajoso que vai enfrentar o atraso de séculos por que passa a Igreja Católica. papa Francisco terá muito trabalho pela frente para fazer a reforma necessária na Igreja. Ele já deu mostras de que não veio para ficar enclausurado. Na sua recente visita ao Brasil, o pontífice deixou claros os pontos que o incomodam na igreja. Pediu aos padres que saiam às ruas, convocou os jovens e não condenou os gays, além é claro de ter deixado sua marca, um homem simples, humilde e de estilo discreto. A primeira medida deverá ser a abertura da caixa preta chamada Banco Vaticano, depois outras virão. Segundo o papa, a participação da mulher na igreja também fará parte da reforma. É bom mesmo, as mulheres deixam de ter um papel servil e submisso e podem colaborar levando experiências de mães, esposas que são. Entre tantas aberrações da igreja católica, o casamento é um deles. Se, como disse papa Francisco, Deus é um só, que cada um assuma suas próprias escolhas. E que a Oração de São Francisco esteja sempre presente nos corações de cada ser humano.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.