Fórum dos Leitores

A 'FAMÍLIA' DO CRIME

O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2013 | 02h05

Sistema prisional

Sobre a reportagem Maior investigação da história do crime organizado denuncia 175 do PCC, do jornalista Marcelo Godoy, gostaria de comentar que, comparando com a recente briga de facções no Presídio de Pedrinhas, no Estado do Maranhão, é explicito o abandono do sistema prisional brasileiro. Podemos verificar esse abandono pelas atitudes do governo federal de vetar o porte de arma de agentes prisionais; não apoiar a criação da Polícia Penal, que teria a função de combater o crime dentro das unidades prisionais (liberando policiais militares e civis para trabalharem nas ruas); não repassar o Fundo Penitenciário aos Estados, para construção e modernização das unidades prisionais; e não investir no treinamento e valorização do pessoal que trabalha nas penitenciárias. Infelizmente, nada foi feito pelo governo federal, nos últimos 15 anos, pelo sistema prisional estadual, o que colaborou para a organização do crime dentro das prisões brasileiras - onde os bandidos se modernizam na prática de crimes e os servidores prisionais regridem por falta de investimentos. Vejo como necessárias uma intervenção imediata do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a fim de se criar uma política prisional eficiente e a determinação de que o governo federal faça, em conjunto com os estaduais, o investimento necessário e devido para a modernização do sistema, seguindo os moldes europeu ou dos EUA, onde foi decretada a tolerância zero. Discurso e estudos não vão solucionar os problemas, é necessário agir e cobrar das autoridades competentes ações de combate às mazelas do sistema prisional.

JOSÉ FÁBIO SANTOS GONÇALVES, diretor prisional em Minas Gerais, tecnólogo em Serviços Penais

josefabiobh@hotmail.com

Belo Horizonte

Alerta

A revelação de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) age em 22 Estados brasileiros, no Paraguai e na Bolívia, movimenta R$ 120 milhões por ano com o tráfico de drogas e armas e para sustentar seus negócios ilegais comete assassinatos, promove resgate de presos e atentados contra policiais e autoridades é um alerta. Além da punição dos 175 denunciados na investigação do Gaeco, o trabalho remete à necessidade de ações de diferentes setores da Justiça, da Segurança Pública, da Ação Social, da Saúde e outros, para impedir a continuidade dos crimes, para acolher as vítimas e para o eficaz cumprimento da pena dos alcançados pelos tentáculos da lei. Além dos males diretos do tráfico, contabilizam-se consequências como a desagregação social da família, a precarização da saúde dos viciados, o aumento de roubos e assaltos como meio de conseguir a sustentação do vício e outros males. O combate é uma tarefa para toda a sociedade, reunindo as três esferas de governo - federal, estadual e municipal -, organizações sociais, igrejas, famílias e até o cidadão individualmente. Mas não é só o PCC, há outras organizações criminosas, com diferentes objetivos, em franca atividade. É preciso o envolvimento geral da sociedade para o seu enfrentamento.

TENENTE DIRCEU CARDOSO GONÇALVES, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Negócios ilícitos

Historicamente, a criminalidade organizada foi combatida nos mais diversos países onde grassou em determinada época por políticas fortalecidas nos interesses econômicos e visando à poupança de divisas. No nosso caso, o movimento financeiro de uma organização criminosa, no valor de R$ 120 milhões por ano, com tráfico e outras atividades ilegais, é mais que o óbito da cidadania. É a tolerância, a complacência, a aceitação política da violência e do obscurantismo numa sociedade decadente, que não tem olhos para ver o custo real desse quadro, cuja vítima maior é a saúde física e mental dos cidadãos. Nem se diga do aspecto tributário, ético ou de legalidade dessa situação. Mas se atente para o que isso representa na saúde pública: quanto a violência acarreta de dores ao homem de bem, prejudica sua rotina de trabalho e o leva a procurar a Previdência Social, acelerando doenças e a necessidade de tratamento médico e/ou hospitalar. Nenhum governo devia aceitar que seus órgãos de segurança admitissem a permanência desse quadro. A conta é muito alta!

SULAIMAN MIGUEL NETO

sulaimanneto@gmail.com

Jundiaí

BLACK BLOC

Coisa de bandido

O que se está vendo no Brasil, em especial nas ruas do Rio e de São Paulo, é coisa de bandido. Não se trata só de infiltração em movimentos ditos "pacíficos", que só afrontam o direito constitucional de ir e vir. Os mascarados são criminosos e como tal devem ser tratados. As polícias têm de deixar de lado o medo de serem enquadradas como violentas por certas pessoas e certos órgãos de imprensa. A violência dos mascarados deve ser tratada com todo o rigor. Para isso existem as leis que protegem o cidadão comum. Enquanto algumas autoridades estaduais e municipais ficam acuadas como medo das repercussões políticas, o governo federal faz de conta que não é com ele. Aliás, a campanha eleitoral lulopetista deve estar batendo palmas, pois as maiores manifestações de vandalismo se dão em Estados oposicionistas. Mesmo no Rio, todos sabem que há um movimento lulopetista para desgastar Sérgio Cabral e seu vice, impondo candidatura própria ao governo estadual. A população exige que as autoridades tratem com rigor os bandidos, vândalos, assaltantes e terroristas que assolam suas cidades - não perdoam nem o Masp, o prédio histórico da Câmara Municipal carioca, etc. - como eles são: criminosos! As ações policiais devem ser enérgicas e as da Justiça, rápidas e implacáveis. E o ressarcimento do dinheiro público por tais atos criminosos deve ser imediato. Senão o Brasil e os brasileiros estarão perdidos.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Incompetência

As empresas que sofrem prejuízos com depredações e saques dos vândalos sob o pseudônimo de Black Bloc devem registrar boletins de ocorrências, objetivando acionar o Estado por sua total incompetência técnica, jurídica e política para coibir e punir de forma exemplar tais bandidos. Parece que tudo pode em nome das chamadas manifestações pacíficas, que de pacíficas nada têm, levando pânico às pessoas de bem e indignação às que assistem pela televisão.

MAURO ROBERTO ZIGLIO

mrziglio@hotmail.com

Ourinhos

Líderes e financiadores

Tenho certeza que os espiões norte-americanos já sabem quem são os líderes do Black Bloc e quem os financia, algo de que nossos "governos" não fazem ideia nem se esforçam para tal. Bem disse o saudoso Millôr Fernandes: "O Brasil não tem intelligentsia, tem 'ignorantsia'".

LUCÍLIA SIMÕES

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O MAPA DO PCC

 

Extraordinárias a investigação do Ministério Público Paulista e a divulgação pelo "Estadão" (11/10, A16), em primeira mão, da espinha dorsal do Primeiro Comando da Capital (PCC). Mas existe um porém: a maior organização criminosa do Brasil, comandada pelo líder supremo dos mensaleiros, Luiz Inácio, com seu Golbery (que me perdoe o original) José Dirceu, nunca foi investigada nessa magnitude, como classifica a matéria: "a maior investigação do crime organizado".

 

José F. Peres França josefranciscof@uol.com.br

 

Espírito Santo do Pinhal

 

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O PCC E A POLÍTICA

 

Segundo a manchete da edição de ontem (11/10), "Megainvestigação mapeia PCC e 175 são denunciados", a bandidagem "planeja entrar na política". Pois que entrem, um ladrão a mais ou a menos não vai fazer diferença.

 

Lúcio Mazza lmazz@uol.com.br

 

São Paulo

 

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FRAUDES, UM DIREITO DO PT

 

Era só o que faltava: o falastrão ex-presidente Lula, em evento em Brasília, criticou a imprensa brasileira por dar destaque a fraudes que infelizmente ocorrem também nesta era petista no programa Bolsa Família. E, para demonstrar sua cumplicidade, como no caso do mensalão, e desprezo pela ética no seio das nossas instituições, o ex-presidente, sem se ruborizar, ainda diz que "a mídia trata assuntos banais (como as fraudes citadas) de forma sensacionalista". Ou seja, para Lula, fraude é coisa banal e um direito exclusivo do PT, e ninguém deve meter o bico. Principalmente a nossa incansável imprensa, que os petistas estão ávidos para tentar calar constitucionalmente. Instalando por aqui o tal autoritarismo, como ocorre em Cuba, na Venezuela, etc. Sinceramente, é uma vergonha para nós, brasileiros, termos de conviver com a estatura nada republicana de um ex-presidente da República.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

 

São Carlos

 

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UM DESASTRE

 

O presidente Lula deu mais uma prova de que não

entende nada mesmo. Criticou a imprensa por dar destaques sensacionalistas contra as fraudes do Bolsa Família, e, traçando um paralelo com um assalto a banco, disse que quando isso ocorre a imprensa apenas publica que "assaltante rouba banco". Ocorre que o Bolsa Família é dinheiro público e o do banco, não. O do banco, inclusive, tem seguro. Realmente, o ex-presidente quando abre a boca é um desastre.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

 

Rio de Janeiro

 

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SOCO NO ESTÔMAGO

 

Que o governo federal sentiu como um soco no estômago a união de Marina Silva e Eduardo Campos já não resta a menor dúvida. Mas isso não impede que o caradurismo dos seus agregados continue a imperar com a doce ilusão de que ainda iludirão a população graças ao "ministro" marqueteiro. Dias atrás, coube ao ministro Paulo Bernardo fazer mais uma crítica declaração do governo contra a parceria que tanto os incomoda. E a estratégia vai consistir em mostrar as contradições da união da ex-ministra com o governador de Pernambuco. Ora, essa seria uma grande piada, não fosse a lembrança de que essas pessoas estão conduzindo o destino do País. Qual a moral dos petistas para criticarem alguém com tal assertiva? Depois que o ex-presidente Lula sujeitou-se a um beija-mão a Paulo Maluf, nos jardins da residência do deputado federal, por exigência do petista? E foi a troco de um tempo no horário político eleitoral, mas obrigando Fernando Haddad a entregar a administração da Secretaria da Habitação (Sehab) ao PP. Um partido que só conseguiu eleger um vereador e, mesmo assim, graças à coligação e o PT ter de nomear um vereador do seu partido como secretário do município para abrigar vaga ao suplente da coligação Wadih Mutran. Na esfera federal, uniram-se a todas as velhas oligarquias em nome do que denominam de governabilidade, mas na realidade trata-se da permanência no poder a qualquer custo. Tem razão Eduardo Campos, é hora de aposentar as raposas.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

 

São Paulo

 

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PARTIDA DE FUTEBOL

 

Nunca antes na história deste país uma eleição presidencial mostra-se tanto como uma partida de futebol. Em 2010, Lula estava suspenso. Dilma jogou em seu lugar e ganhou o jogo de ida contra Serra e Marina. Em 2014, os reservas Aécio e Campos estão no aquecimento, mas Dilma pode não estar preparada para o jogo de volta. Se Lula surpreender e entrar em campo, poderá haver uma eletrizante disputa contra Serra e Marina e, assim, os reservas podem voltar para o banco.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

 

Campinas

 

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XEQUE-MATE NO PT

 

Agora sim teremos eleição de verdade com a união entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no páreo, com a inviabilização da Rede Sustentabilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impedindo que a Rede tivesse seu registro já para a próxima eleição, o tiro acabou saindo pela culatra, os ministros do tribunal e o PT acabaram unindo o útil ao agradável (PSB e Rede Sustentabilidade), Marina e Campos saíram por divergência da coalizão petista que governa o País há 11 anos. Cinco dias após o anúncio de sua aliança para a eleição de 2014, Campos e Marina se encontraram quinta-feira (10), em São Paulo, para desfazer focos de tensão entre os marineiros. Com discurso ensaiado, os dois convocaram nova entrevista para declarar que a cabeça da chapa formada pelo PSB e a Rede Sustentabilidade ainda não foi escolhida, ficando para 2014 uma decisão entre os dos pretendentes ao cargo maior da Nação. Por mais que bata na tecla de que não está buscando candidatura, mas uma nova política, está fazendo a velha e conhecida política de sempre em meio ao discurso demagógico. Independentemente de quem sairá candidato a presidente – apesar de que tudo indica que será Eduardo Campos –, as ideologias dos dois partidos não fazem um casamento tão perfeito como tem afirmado a imprensa, assim como ambos querem mostrar. Com isso a "ansiedade tóxica da eleição pela eleição e do poder, pelo poder", citada por Marina, pode-se manifestar mais perto que a ex-senadora imagina. O que tem de positivo em tudo isso é que Campos e Marina Silva, sem querer querendo, deram um xeque-mate no PT, deixando Lula e Dilma atordoados com a possibilidade concreta de um segundo turno. Falta saber quem será o candidato tucano, se Aécio Neves ou José Serra. É esperar os próximos capítulos dessa longa novela, a brasileira!

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

 

São Caetano do Sul

 

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STRIKE!

 

É proibido, mas em 2014 vou participar do arremesso de anões. É vitória certa!

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

 

Osasco

 

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BALAIO

 

Várias vezes Arnaldo Jabor, em suas colunas e entrevistas, reafirmou que é um social-democrata, que é contra Reagan, Bush, Sarney, Maluf, etc. Qual foi a minha surpresa ao ouvir do jornalista Leão Lobo, nesta semana, na Rádio Iguatemi AM, que Jabor "é um ex-comunista e hoje é de uma direita pior que a própria direita". Ou seja, segundo ele, quem critica os governos Lula-Dilma da coligação PT-PMDB é de direita. Mas não criticou Ratinho, que entrevistou Dilma Rousseff no seu programa. O mesmo Ratinho que fez campanha aberta contra Marta Suplicy e a favor de Maluf na eleição municipal de 2000. E o próprio Jabor votou em Lula contra Collor em 1989! Pois é...

 

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com

 

Atibaia

 

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‘ALÉM DA LINHA VERMELHA’

 

Eu andava desanimado com os comentários de Arnaldo Jabor. "Além da linha vermelha" (8/10) trouxe ânimo. O sujeito foi demais, "pitou e bordou", com o seu grande estilo sarcástico, artístico e inteligente. Espero que continue assim, porém, tendo o cuidado de não cair na crítica daquilo que é moda criticar.

 

Renato Rangel renurangel@gmail.com

 

São Paulo

 

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QUE COINCIDÊNCIA!

 

Está em Brasília, para a sanção presidencial, o projeto de conversão da Medida Provisória 619/2013, cujo artigo 49 propõe uma alteração do artigo 4º do Decreto-Lei 3365, de 1941, que trata de desapropriações por utilidade pública, acrescentando este parágrafo único: "Quando a desapropriação destinar-se à urbanização ou à reurbanização realizada mediante concessão ou parceria público-privada, o edital de licitação poderá prever que a receita decorrente da revenda ou utilização imobiliária integre projeto associado por conta e risco do concessionário, garantido ao poder concedente no mínimo o ressarcimento dos desembolsos com indenizações, quando estas ficarem sob sua responsabilidade", conforme apurou a iminente urbanista Raquel Rolnik. Então, Dilma cumprirá com a sua obrigação e vetará esse atentado ao constitucional direito à propriedade? Ou essa nada mais é que a resposta da especulação imobiliária às inconstitucionalidades, ilegalidades e imoralidades questionadas nos projetos do ex-prefeito Gilberto Kassab através de Ações Diretas de Inconstitucionalidade, Ações Civis Públicas e Ações Populares ainda sem sentença? Ou seja, o roubo de terrenos institucionalizado, iniciado nos projetos de Kassab, liberou geral em todo o Brasil, simplesmente, e a população estará sob o jugo das empreiteiras – caso não haja o necessário veto presidencial. Na mesma semana, temos entrevista de Kassab formalizando o seu apoio a Dilma: "Ex-prefeito dará palanque a Dilma em São Paulo e descarta apoio ao PSB ou PSDB" ("Estadão" 10/10, A8). Que outubro de coincidências!

 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

 

São Paulo

 

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APOIO INTERESSEIRO

 

Considerando sua péssima conduta muito conhecida no seu mandato como prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que deixou a cidade em estado deplorável e lamentável, equiparando sua administração aos moldes petistas, não precisaria afirmar que apoiará o PT e a reeleição de Dilma Rousseff para presidente em 2014.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

 

São Paulo

 

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APOIO OU ENTRAVE

 

"Nossa aliança nacional é com o PT e nada muda", afirmou Kassab. Resta saber se é um apoio ou um entrave no ponto de vista do eleitor, principalmente do eleitor paulista.

 

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

 

São Vicente

 

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RENEGOCIAÇÃO ELEITOREIRA

 

A par da negociação comentada no editorial (11/10, A3), como o "Estado" noticiou (8/10, A25), Dilma presenteará Fernando Haddad, em 2014, com transferência de R$ 8,5 bilhões. A média anual da administração Kassab, hoje aliado de Dilma, foi de R$ 2,325 bilhões. Neste ano, o primeiro de Haddad, serão R$ 3,9 bilhões, ou 68% a mais do que a média de Kassab. O prometido para 2014 equivalerá a 90% do total recebido pela capital ao longo da administração Kassab. E o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vive proclamando ser o governo do PT "republicano", no sentido de que trata a todos os governos estaduais ou municipais, igualmente. Como se vê nos dados acima.

 

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

 

Piracicaba

 

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DILMA ‘NA FASE DOS BEIJOS’ COM O BRASIL

 

Está certo, presidente. Primeiro os beijos, depois os tapas...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

 

São Paulo

 

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BILHETE AZUL

 

Queda no emprego industrial... Enquanto Dilma distribui beijinhos amarelos, a indústria distribui bilhetinhos azuis... Quem ela pensa que engana?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

 

São Paulo

 

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‘A DEMAGOGIA DA MOBILIDADE’

 

O prefeito Fernando Haddad criticou o fato de os paulistanos terem aderido aos apelos de Lula para comprar carros. No discurso apelativo de Lula, ele dizia que agora o pobre poderia ter o seu carrinho, pagando em 48 vezes, visto que o incentivo dado foi enorme. Ajudou a salvar as montadoras? Sem dúvida, mas criou um grande problema para a cidade, que travou. E qual foi a solução encontrada pelo prefeito e seus ajudantes? Penalizar os donos de carros, que viraram de uma hora para outra inimigos daqueles que viajam de ônibus. O prefeito usou transporte público na semana passada. O ônibus passou no horário e estava quase vazio. Tudo combinado, como manda o figurino. Assim qualquer um viaja. Haddad nem teve o trabalho de acenar para o ônibus parar, pois seu assessor o fez. Será que os motoristas de carros não gostariam de deixar seus carros em casa e trabalhar usando transporte público? Mas há transporte de qualidade para todos? Os itinerários satisfazem aos trabalhadores? Quantas horas leva um trabalhador que precisa fazer um percurso com mais de um ônibus? Falar de dentro de gabinetes sem conferir "in loco" como sofrem aqueles que dependem de transporte público é fácil. Difícil é a turma dos engravatados mudar de hábitos. E mais, os 86% dos motoristas que se declararam favoráveis ao transporte público têm nome e telefone para fazermos uma checagem? Como disse Haddad em recente entrevista à Radio CBN, ele não acredita em pesquisas, porque é possível encomendar pesquisas e até resultados. E por que o contribuinte tem de acreditar na pesquisa da Prefeitura?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

 

São Paulo

 

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É PRECISO MAIS

 

Concordo plenamente com os argumentos colocados no editorial "A demagogia da mobilidade" (10/10, A3), o que falta na cidade é um estudo sobre o planejamento no setor dos transportes públicos com a política urbana. Uma vez uma pessoa afirmou que aumentam os carros, mas as ruas não, e fiquei refletindo sobre a afirmação. Cheguei à conclusão de que a adoção de providências pontuais não vai resolver essa questão ou, se quiserem entender, uma batalha de quatro rodas. São necessárias outras soluções paralelas, por exemplo, a questão levantada sobre estacionamentos: criar esses espaços só vai alimentar os interessados no setor, os preços já estão muitos elevados, assim, essa providência não vai resolver, vão ser criadas outras. Como mencionei a afirmação de que aumentam os carros, e não as ruas, criar estacionamentos onde, se os espaços já são pequenos? Há bairros, como Moema e Brooklin, onde não existem espaços para os carros estacionarem, e há atritos entre moradores e comerciantes. Como foi dito, os transportes públicos são péssimos, fora o aperto. Existem casos de roubos, pois sempre há pessoas que aproveitam da lotação para agir de forma ilícita. Outra questão é a falta de segurança na cidade: quem prefere utilizar seu veículo se sente mais seguro, pois com certeza não será abordado por criminosos. Isso além da facilidade de chegar ao seu destino e de transportar compras, documentos, etc.

 

Roberto Nishihara roberto_seni@hotmail.com

 

São Paulo

 

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INCOERÊNCIA

 

O editorial "A demagogia da mobilidade" demonstra muito bem a incoerência da esquerda (a Alemanha comunista se chamava República Democrática), pois, enquanto o governo federal do mesmo partido estimula desenfreadamente a produção e venda de carros, o prefeito quer estes mesmos carros nas garagens e, pior, sem oferecer alternativas de transporte decente. Pura demagogia eleitoreira.

 

Nelsoni H. de Souza nherculano@uol.com.br

 

Florianópolis

 

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COMO MELHORAR

 

Gostaria muito de deixar meu carro em casa e me locomover em São Paulo com transporte público. Para que isso ocorra, sugiro mudanças, basta de ser transportada como "gado" nos ônibus e no metrô de São Paulo. Quero para a minha cidade governantes conscientes quanto ao perigo da poluição gerada pelos carros e outros transportes. Só embarco em eco ônibus (sem barulho, limpos, dirigidos por motoristas educados). Estes teriam diferentes tamanhos e trajetos de acordo com as vias e necessidade levantada da população local. Somente acolhe os passageiros se tiver lugar para eles se sentarem, jamais em pé. As escolas transportariam todas as crianças com ônibus escolar após mapear as residências dos alunos, organizando o trajeto de cada um. As exceções seriam discutidas com os pais. Os 7 milhões de carros hoje que transitam por Sao Paulo não mais poderiam estacionar nas ruas. Todas as novas construções e as atuais seriam modificadas para ter recuo para embarque e desembarque de passageiros. Os estacionamentos seriam subterrâneos, para quem os quiser utilizar. Sonho? Não, realidade, basta exigir dos governantes o que é de nosso direito.

 

Marcia Rodrigues Maciel macielmarcia17@gmail.com

 

São Paulo

 

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OS ‘BOAS PRAÇAS’

 

O Brasil é um país curioso, no qual as autoridades fazem questão de mostrar que são "boas praças" e críticas em relação à atuação da polícia no combate às badernas, desde que os seus bens patrimoniais não sejam atingidos e que sua paz pessoal não seja perturbada. Tal hipocrisia se reflete na lentidão e na falta de prioridade no sentido de mudar formatos de leis reconhecidamente arcaicas e que não se aplicam a novas situações que surgem a todo momento, tarefa intransferível do Congresso e Assembleias, preocupados tão somente com projetos e dispositivos que sejam favoráveis às ascensões individuais dos políticos que os conduzem. Ainda repercute o desabafo da delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil do Rio de janeiro, quando, por ocasião das primeiras manifestações de junho, declarou que não poderia fazer milagre, por ser obrigada a seguir o rito da lei, que, segundo ela, proíbe prisão no caso de crime de incitação, restringe o delegado a um mero arbítrio de fiança por formação de quadrilha e condiciona à representação – com origem nas vítimas, que raramente se apresentam – a prisão por dano ao patrimônio. Estamos em outubro e aparentemente a situação legal pertinente continua rigorosamente a mesma, com a população assistindo à destruição de sua cidade com intensidade maior que em junho, sem que os responsáveis sejam exemplarmente punidos. É chocante o contraste com países como o Reino Unido, famoso pela capacidade de manter tradições seculares, mas nada conservador quando se trata de mudanças emergenciais de leis, como, por exemplo, a que permite hoje a prisão de menores de idade que conscientemente tenham praticado crimes ou contravenções graves. Será que um dia teremos por aqui agilidades legais desse tipo? Para isso é necessário que nossas autoridades se livrem da síndrome hipócrita do "boa praça", que só serve aos próprios propósitos.

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

 

Rio de Janeiro

 

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AS VERDADEIRAS QUADRILHAS

 

Se for implantada a medida que torna os manifestantes em criminosos, crime de formação de quadrilha, teremos a situação em que uma família que resolve sair às ruas e participar de um protesto contra a corrupção e a incompetência do governo com a cara pintada estará exposta a ser presa por formação de quadrilha. Quer prender quadrilhas criminosas, manda a polícia aos restaurantes de luxo em Brasília, onde os políticos se reúnem: em cada mesa tem uma quadrilha criminosa planejando crimes contra o Brasil.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

 

São Paulo

 

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A INVASÃO DA USP

 

Nada mais entendível do que isso: após lermos a manchete e a reportagem de ontem sobre a dominação do PCC, no qual o crime organizado não é apenas força de expressão, pois é mais organizado do que os governos e suas polícias, chegamos ao editorial "A invasão da USP" e tudo fica perfeitamente esclarecido por que o País se encontra nesse estágio de barbárie. Há tempo sabemos que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está cooptada e não merece a nossa confiança, e as provas de que não temos justiça alguma estão aí diariamente para nossa total insegurança, desde o fiasco do julgamento do mensalão, cujos embargos infringentes podem significar a tábua de salvação dos infringentes da lei, até chegar a essa aberração de negar o pedido mais do que justo de reintegração de posse da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), tomada por vândalos, muitos dos quais nem sequer ali estudam, mas fazem parte do esquadrão de arruaceiros e desordeiros – talvez a soldo – para desestabilizar a ordem estabelecida. Que os partidos de esquerda da situação, cujo histórico é semelhante ao período das cavernas, nas quais os brucutus se valiam do martelo de pedra para sobreviver, se sintam à vontade com tanta desfaçatez é até compreensível, embora não dê para aceitar. Agora, que um magistrado interprete a lei, que deve ser soberana e justa doa a quem doer, sob a ótica político-partidária é inadmissível até para os tempos das cavernas. A continuar assim, teremos de fazer justiça com as próprias palavras!

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

 

São Paulo

 

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SOB PROTEÇÃO DA JUSTIÇA

 

Virou moda , agora até juiz deu de criticar a mídia e a sociedade em geral para defender malfeitores em nome de um autoritarismo "existente". O juiz Adriano Marcos Laroca, da 12.ª Vara da Fazenda Pública, imputou ao reitor da USP ter se recusado a "iniciar um debate democrático a respeito de diversos temas sensíveis à melhoria da qualidade da Universidade" e negou a reintegração de posse à USP. Sabemos que esses "reivindicadores contundentes" jamais se sujeitaram ao diálogo, portanto a baderna, a truculência com que foi invadida a Reitoria da Universidade (patrimônio público, sustentada com os impostos pagos pelos cidadãos), a poder de machadadas e pés de cabra, passa a ter proteção da Justiça. Estamos completamente desprotegidos, enquanto os transgressores têm toda a proteção da Justiça.

 

Leila E. Leitão

 

São Paulo

 

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A PERDA DE QUALIDADE DA USP

 

Não sei o que espera a diretoria da USP para tomar atitudes firmes quando de invasões de suas instalações por elementos que se dizem ali matriculados, mas, com a cabeça cheia da "merda" do comunismo, castrismo, chavismo, sei lá qual o apelido atual, usam dessas "filosofias" para julgarem-se no direito de interferir na direção desta instituição e, contrariados em suas exigências absurdas, invadir, ocupar e depredar bens pertencentes ao Estado. Nenhum elemento ali matriculado pode causar tantos problemas à maior instituição de ensino do País e não ter o merecido castigo, que é pagar pelos prejuízos, ser expulso e ir para a cadeia. A fraqueza na tomada de atitudes causa prejuízos ao nome da USP e é quase certo ser esse um dos motivos de sua exclusão da lista de qualidade das 200 melhores universidades mundiais.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

 

São Paulo

 

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UM CHAMADO PARA OS PROFESSORES

 

Mais de 5 milhões de professores precisam ser contratados no mundo até 2030, segundo estudo apresentado pela Unesco no Dia Mundial dos Professores (5 de outubro). A meta ajudaria também os países a atingir um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015, o objetivo número dois, que visa a atingir o ensino básico universal. "Um chamado para professores!" foi o slogan do Dia Mundial do Professor 2013 (5 de outubro), que a Unesco comemora junto com seus parceiros, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Pnud, Unicef e Education International (EI). Uma vez que os professores são a força mais poderosa para a equidade, acesso e qualidade da educação, uma chamada para professores significa chamar para uma educação de qualidade para todos. A educação de qualidade oferece a esperança e a promessa de um melhor padrão de vida. Não há nenhuma base mais sólida para a paz duradoura e do desenvolvimento sustentável que uma educação de qualidade fornecida pelo professor bem treinado, valorizado, apoiado e motivado. Por que uma chamada para os professores? Porque há uma enorme carência de professores profissionais, bem treinados e bem suportados para alcançar uma melhor qualidade da educação. A menos que consigamos contratar mais professores, teremos gerações de pessoas desempregadas e que não serão empregáveis. O desafio de recrutamento de professores não está apenas nos números, mas na oferta de professores de qualidade. Demasiadas vezes os professores continuam subqualificados, mal pagos e com baixo status.

 

Antônio Dias Neme professorneme@ig.com.br

 

São Paulo

 

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VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES

 

Uma pesquisa mostra que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores. De acordo com a pesquisa, a China está em primeiro lugar e Israel, em último. Verificando essa triste realidade, que contradiz a propaganda do governo Dilma, chego à conclusão de que a única maneira de inverter essa situação é ter uma lei determinando que "nenhum funcionário público deverá ganhar mais que um professor".

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

 

São Paulo

 

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ESTUDAR, ESTUDAR E ESTUDAR

 

O Prêmio Nobel de Medicina foi outorgado a três cientistas que atuam nos Estados Unidos em universidades diferentes. Mais uma vez o trabalho de décadas foi reconhecido e, finalmente, premiado. O dr. Randy Schekman, em 1970, identificou os genes que controlam o tráfego de vesículas (bolhas que transportam substâncias) dentro da célula. O dr. James Rotham, nos anos 80 e 90, descreveu proteínas que fazem o transporte até o local exato de ação. E o dr. Thomas Südhof, nos anos 90, descobriu o mecanismo que faz com que as vesículas liberem seus conteúdos. Fica uma dúvida. Estivessem os três juntos, o trabalho teria andado mais rápido ou poderia ocorrer acomodação ou a competição é um agente motivador?

 

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

 

São Paulo

 

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A LONGEVIDADE E O FUTURO

 

O Nobel de Literatura, premiando um escritora de 82 anos, é emblemático. Mostra como a longevidade é uma realidade fática que atinge de modo geral toda a população mundial, com as variações em razão de grau de desenvolvimento de cada país. O grande desafio global é, ao lado desse envelhecimento e do crescimento vegetativo da população, adequar os mecanismos socioeconômicos para atender a todos os viventes sem distinção de idade.

 

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

 

Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS COM A COPA

 

Se as autoridades brasileiras tivessem lido os jornais de 11 de março de 1983, ouvido o que disse o presidente João Figueiredo, todo esse blá, blá, blá com a gastança desenfreada para bancar uma Copa do Mundo de futebol em 2014 não estaria acontecendo. Naquela oportunidade, o general Figueiredo, além de negar o aval do governo federal para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pleitear junto à Fifa que o Brasil fosse a sede da Copa do Mundo de 1986, foi taxativo com o "brasileiro" João Havelange, presidente da Fifa, ao afirmar que o governo brasileiro não ia gastar dinheiro com campos de futebol, enquanto os moradores que viviam em favelas e conviviam com a seca no Nordeste continuavam sofrendo. O duro é sentir que, 28 anos depois do fim do regime militar, nada mudou para esses sofredores. Esqueceram do que disse o general e vamos ter de engolir a Arena Pantanal (Cuiabá), o Estádio Nacional (Brasília), o Estádio das Dunas (Natal) e a Arena Amazônia (Manaus). Os gastos públicos já ultrapassam R$ 8,5 bilhões, dinheiro que poderia ter sido empregado para minimizar o sofrimento de milhões de brasileiros nas áreas da saúde e da moradia. Viva a democracia do entretenimento. Se seu filho adoecer, leve-o ao estádio.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

 

Volta Redonda (RJ)

 

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FARRA DO BOI

 

Não se engane, presidente Dilma Rousseff, o mundo vai assistir à maior Copa do Mundo da História. Vamos mostrar ao mundo a falta de uma educação digna, a falta de atendimento hospitalar digno, a corrupção do governo, liderada pelo mensalão, cujo principal responsável nunca foi a julgamento. Vamos às ruas, sim, sem quebra-quebra, mas vamos mostrar nossa indignação contra um governo medíocre que vai levar à falência a Petrobrás, a Caixa Econômica, com o programa Minha Casa Melhor, pelo qual quem trabalha e paga imposto banca televisão e geladeira para quem não tem como pagar por elas, e nós, por meio dos impostos que pagamos, vamos bancar esta farra do boi.

 

Ariston Matos de Oliveira matos.ariston@gmail.com

 

Santo André

 

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DESTA VEZ, DENTRO DE CASA

 

A execução das obras civis necessárias para a Olimpíada de 2016 pode ser incrementada com o aumento de verbas às vésperas da abertura dos jogos, como acontece com os estádios da Copa e com a maioria das obras públicas do País. O que será impossível de ser conseguido em curto prazo é a formação de atletas brasileiros capazes de disputar medalhas. O governo Dilma, sem planejamento e sem competência, está caminhando para proporcionar mais uma vez o fiasco dos atletas olímpicos brasileiros, só que desta vez dentro da nossa própria casa.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

 

São Paulo

 

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MUDANÇAS NA FÓRMULA 1

 

É lamentável tentar segurar um talentoso piloto e uma escuderia competente com mudanças no regulamento da Fórmula 1. Vamos começar da estaca zero. O domínio esmagador de Vettel deve terminar o ano que vem (Bernie Ecclestone, "Estado", 8/10, A21). Essa será a tentativa que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fará na temporada de 2014 para frear Sebastian Vettel e a equipe Red Bull. Há quatro anos que o alemão vem deixando todos os demais pilotos na "poeira", aliando sua capacidade de dirigir à genialidade do engenheiro de projetos, Adrian Newey, de construir carros altamente competitivos. Se as mudanças aerodinâmicas e as regras são iguais para todos, então o que a Red Bull tem que ver com isso, se as demais foram incompetentes e as pecinhas localizadas atrás dos volantes não dão conta do recado?

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

 

Jundiaí

 

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VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

 

Por mais de um século, o Instituto Butantan vem prestando inestimáveis serviços à população de São Paulo e do Brasil, produzindo os mais diversos tipos soros para o tratamento de picada de animais peçonhentos, vacinas de uso quotidiano e outros produtos essenciais à saúde do cidadão brasileiro. Recentemente a imprensa noticiou o início dos testes para a produção de vacina contra a dengue, que poderá ser utilizada não somente no Brasil, mas no mundo todo. Toda essa produção científica e tecnológica está a cargo e responsabilidade dos pesquisadores científicos, carreira exclusiva dos Institutos de Pesquisa de São Paulo, tais como Butantan, Adolfo Lutz, Pasteur, Biológico, Agronômico de Campinas, etc. Tais funcionários, altamente especializados, com mestrado e doutorado, trabalhando em regime integral, ou seja, não podendo exercer sua profissão fora do horário de expediente, recebem um salário de, pasmem, R$ 3.610,00, apesar de existir lei, desde 1992, que regulamenta o salário desses servidores e é simplesmente ignorada pelo governo do Estado de São Paulo. Sugiro aos senhores pesquisadores que se autodenominem cubanos, peçam ao governo federal que crie o programa "mais pesquisadores" e, aí sim, terão direito a um salário mensal de R$ 10 mil, casa, comida e roupa lavada e, por fim, ainda poderão exercer sua profissão de origem depois do horário de expediente. Desnecessário apresentar diploma.

 

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

 

São Paulo

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