Fórum dos Leitores

A 'FAMÍLIA' DO CRIME

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2013 | 02h08

Culpa do Legislativo

Espero que os srs. congressistas tenham tomado conhecimento das reportagens publicadas no jornal O Estado de S. Paulo sobre A 'família' do crime - excelente trabalho do jornalista Marcelo Godoy -, que tratam da maior investigação da história do crime organizado e da denúncia de 175 do Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo Ministério Público Estadual (MPE). A responsabilidade pela onda de crimes que assola todo o Brasil é tão só do Poder Legislativo, que se mostrou e continua se mostrando insensível diante dessa calamidade pública que ameaça diariamente todos nós. O superado Código Penal e as leis de execuções penais, ainda datados dos idos de 1940, precisam ser urgentemente revistos e atualizados. Assessorada por criminólogos que se acham os donos da verdade, parece que a comissão encarregada de rever o Código Penal e as leis de execuções penais pretende dar ouvidos apenas aos laureados criminalistas, em vez de ouvir a voz do povo, que se expressou pela pesquisa realizada a esse respeito pelo Senado em 2011. Tem de acabar de vez com essa máxima de que cadeia tem por finalidade regenerar o preso a fim de devolvê-lo recuperado à sociedade. Assassino profissional ou o que matou com requintes de crueldade tem de responder por sua barbárie, como Susane Richthofen e os irmãos Cravinhos, Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, estes dois soltos, gozando a liberdade. Suas vítimas, no entanto, não vão ter os beneplácitos das leis brasileiras, não poderão ter saída nos feriados prolongados, visitas íntimas e redução de pena, estão mortas! A polícia prende, mas a Justiça solta, graças às leis criadas pelo nosso Poder Legislativo.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

O PCC e nossa legislação

Com certeza, muitos dos que leram as matérias sobre o PCC no Estadão ficaram estupefatos com o organograma da organização criminosa. Pelas conversas entre os membros da facção, reproduzidas no jornal, não há como não se impressionar com o relato de que eles acabaram com o crack nas prisões, impondo uma disciplina no respeito às suas determinações que não vemos aqui, do lado de fora. Cumpre ressaltar que nessa organização não existem STJs e STFs nem congressistas, e os infratores de suas normas não podem empurrar com a barriga a decisão final. É lógico que num regime democrático não cabem as "leis" impostas pelos chefões do PCC, mas a leniência de nossas leis é de dar engulhos. Ao assistirmos sexta-feira, num jornal da TV, a Pimenta Neves - o assassino covarde da namorada, pelas costas, que ficou 11 anos em liberdade até finalmente ir para a prisão - sair, pasmem, porque sábado era Dia da Criança e por ter bom comportamento, dá vontade de sair às ruas e ver de novo a população em passeata, sem os arruaceiros, contra essa Justiça e o ridículo Congresso Nacional que temos, com seus membros muito bem pagos e péssimos serviços prestados. Aparentemente, os movimentos de junho não abalaram em nada S. Exas. - com toda a "data venia", claro.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Lei penal

Parabéns ao MPE por ter destrinchado uma das maiores organizações do crime. Se já temos inteligência para isso, só falta superar a ignorância, a letargia, a incapacidade, o ridículo e o anacronismo da lei penal, que não pune de fato os criminosos proporcionalmente aos delitos. Peço ao MPE que destrinche também a organização dos que apoiam os criminosos e impedem a mudança da lei, de forma a inverter o diapasão e favorecer os cidadãos de bem, e não os criminosos!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Justiça para as vítimas

Projeto de lei, já aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo, cria o Fundo Municipal de Assistência às Vítimas da Violência. Famílias que tiveram parentes vítimas de assassinato ou latrocínio receberão assistências financeira, psicológica e capacitação profissional. Tomara que essa ideia se alastre pelo País. Será uma forma de trazer um pouco de conforto e proteção aos prejudicados e injustiçados por uma lei penal falida.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

FALCATRUAS

Receita Federal

O subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Caio Marcos Cândido, deixou o cargo fazendo um tremendo barulho. Em mensagem publicada no correio interno desse órgão, que chega a todos os auditores do País, reclamou sem meias-palavras da ingerência externa em decisões do fisco. A Receita nega que sofra interferência externa, mas perdoou multas e juros de multinacionais brasileiras mesmo depois de haverem sido autuadas. Ou seja, nesse ético governo, onde se mexe fede e onde deviam ser duros são como maria-mole. Lamentável!

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

Democracia aviltada

Sou democrata por convicção, porque nos meus 86 anos de vida passei por duas ditaduras, que sucumbiram consumidas pela podridão por elas mesmas produzida no caldo de cultura da avidez do poder pelo poder. Por isso a democracia, filosoficamente e na acepção mais ampla da palavra, sempre se me afigurou como a forma mais perfeita de governo. Pena que a pouca (ou nenhuma) escolaridade da maioria do povo brasileiro, que ainda não aprendeu a votar, impeça seu fortalecimento e sua desejada consolidação. Temos aí, a olhos vistos, a cruel constatação de que "nunca antes neste país" como nos últimos dez anos existiu tanta desfaçatez, tanta desonestidade, tanta falcatrua, tanta corrupção. É desanimador ver que tais mazelas tomaram de assalto nossos governos e instituições, em todos os seus níveis, sejam de ordem política ou organizacional. Seu maquiavélico aparelhamento, implementado por políticos sem escrúpulos e sem pudor, desestruturou os três pilares em que nossa frágil democracia se vinha sustentando: os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Percebe-se que a sociedade, na sua parcela mais politizada, já dá demonstrações de cansaço e de repúdio a esse vergonhoso estado de coisas. Entretanto, o que se vê (e as pesquisas de opinião confirmam) é aquele contingente, expressivo apenas em número, alhear-se da busca de soluções, talvez temendo a perda das verdadeiras espórtulas que lhe são concedidas para não trabalhar. Há tempos me venho perguntando: se o povo não quer usar da sua mais nobre ferramenta, que é o voto, para alijar essa súcia do poder, quem poderia fazê-lo? Penso, com toda a minha fé na democracia, que uma radical profilaxia nesse tecido necrosado viria em boa hora, desde que rápida e com o único objetivo de celeremente restabelecer a moralidade neste grande país.

RUBENS GUIGUET LEAL

rubensgleal@uol.com.br

Americana

*

CRISE NOS EMPREGOS

Apesar de Dilma Rousseff e Guido Mantega aparecerem sempre sorrindo e afirmando que a economia brasileira vai bem e que a inflação está sob controle, os números publicados não confirmam esse otimismo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o emprego industrial registrou nova queda em agosto, com uma taxa de -0,6% em relação a julho. Segundo Rodrigo Lobo, economista da coordenação da Indústria do IBGE, "o resultado reflete o dinamismo menor tanto do mercado de trabalho quanto da produção industrial". Essa queda poderá ser amortizada no curto prazo, com um crescimento de empregos em outros setores (comércio e serviços), pois os desempregados do setor industrial poderão usar suas economias ou indenizações trabalhistas para abrir um negócio próprio, que, como já foi constatado em crises anteriores, não duram mais do que um ano, salvo raras exceções. Como estamos a apenas um ano das próximas eleições, com certeza o governo federal saberá camuflar essa crise. Após as eleições, no entanto, o presidente eleito ou reeleito vai ter de assumir essa crise, e aí o bicho vai pegar e com certeza vai sobrar para todo mundo. E o Lula vai continuar dando entrevistas dizendo que a culpa é de FHC, e os jornais vão continuar publicando.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

CUSTO BRASIL

Estamos vendo cada vez mais o custo Brasil aumentando (também com essa carga de impostos), o que faz com que o País deixe de ser competitivo (realidade não acompanhada pelo governo, que nunca sabe de nada). Há algum tempo estamos aumentando a importação de bens industrializados. Nossa exportação, com raras exceções, é de produtos brutos, resultando nessa situação desesperadora, com prenúncio de desemprego. A única taxa de emprego que cresce no País é no setor de serviços.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

A MULTA DO FGTS

Empresários entram com uma ação de inconstitucionalidade contra a cobrança de 10% nas demissões sem justa causa. Correto, essa cobrança é absurda, somente serve para pagar a incompetência administrativa deste governo perdulário e corrupto. Mas não nos podemos esquecer de que, no momento, o Supremo Tribunal Federal (STF), que deveria servir somente à Justiça, serve principalmente ao PT, o que pode frustrar nossa expectativa, pois a justiça no Brasil tem tabela de preço.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

*

CAUSA PERDIDA

Li que empresários vão ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra multa adicional de 10% no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Será que eles já se esqueceram de que Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Celso de Mello continuam ministros? São 6 votos, e a Corte só tem 11 no total. Senhores empresários, não se esqueçam de que 6 é um número maior que 5.

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

*

O PESO DA BUROCRACIA

A incompetência deste desgoverno não consegue enxergar a necessidade de ressuscitar o velho ministério da desburocratização. Saudades do ministro Hélio Beltrão. Para quem já tem 40 ministérios, mais um não faz diferença.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

*

O INACEITÁVEL AUMENTO DO IPTU

A inflação "oficial" no último ano, não aquela inflação que se observa nas compras de supermercados, teve índice aproximado de 6%. Os aposentados mais antigos, que passaram a maior parte de sua vida trabalhando e mensalmente contribuíram para o INSS, tiveram o valor inicial de suas aposentadorias calculado em "x salários mínimos", que foi vilipendiado para "x salários de referência" e, como se não bastasse, tiveram reajustamentos anuais com índices ainda inferiores aos reajustamentos do salário mínimo. Não tem sentido um aposentado submetido a tal disparate entre o que recebe e o que deveria receber ter de pagar o IPTU de seu imóvel, conseguido a duras penas, com o absurdo aumento de 30%. Desarmados, os aposentados, ainda mais que o cidadão comum, estão sendo submetidos a um calamitoso assalto a mão armada.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

*

PREMONIÇÃO

A tentativa de Fernando Haddad de aumentar o IPTU entre 20% e 30% a partir de 2014, permite a sensação ou advertência do que vai acontecer, conforme segue: a exemplo de Marta Suplicy, ele será banido da política em São Paulo, o PT será rejeitado, tanto na próxima eleição para governador em São Paulo quanto para ele próprio, se tentar se reeleger quando terminar o seu mandato - ele ficará marcado. Caso consiga esse absurdo, os paulistanos também banirão os vereadores coniventes, sejam de qual partido pertençam. Se, por um lado, é penoso pagar esse absurdo só porque Haddad precisa desse dinheiro para tentar cumprir suas promessas mirabolantes, aumentando o IPTU de maneira desproporcional e sacrificando o paulistano, por outro lado foi muito bom conhecer o seu perfil de administrador antes da próxima eleição, quando os paulistanos terão de votar para eleger presidente e governador.

Rubens Stock

rsstock@uol.com.br

São Paulo

*

JUSTIÇA SOCIAL DO IPTU E PLANO DIRETOR

Brilhante a ideia da atual administração da Prefeitura de São Paulo ao aumentar de uma maneira nunca antes vista em nossa cidade. Comecemos pelos 40% de aumento para os estabelecimentos comerciais. Pode ser à primeira vista uma versão modernosa dos feitos de Robin Hood, mas esqueceram de observar que tais aumentos serão repassados integralmente aos consumidores, que somos todos nós. Enquanto o aumento médio ficará em 24%, os milhares funcionários da Prefeitura tiveram um extraordinário aumento de 0,82%, que evidentemente se perde da inflação, muito mais do que o IPTU. O grande contingente dos inquilinos também receberá o repasse integral do IPTU nos aluguéis. Paralelamente, continuaremos a sofrer as agruras dos transportes públicos lotados e continuaremos a ser conduzidos como sardinhas em lata e, muito provavelmente, cada vez pior, já que o alcaide resolveu adensar a população em tornos dos corredores de ônibus e linhas do Metrô. E, como consagração final deste novo Plano Diretor, a diminuição das áreas arbóreas e o aumento concomitante da poluição. É por isso que considero tais ideias de uma criatividade ímpar, com todas as vênias.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

A LÓGICA DO SR. PREFEITO

Mantenho a tarifa do ônibus congelada, o subsídio dos ônibus aumenta, com o bolso dos empresários cheio, aumento o IPTU, pago o aumento do subsídio aos ônibus, e o bolso do contribuinte vazio. Conclusão: contribuinte no Brasil que paga o maior imposto do mundo não tem retorno em nenhum serviço público.

Luís Sérgio de Campos Vilarinho

vilasfamily@uol.com.br

São Paulo

*

AUMENTO NADA RAZOÁVEL

Estou surpreso ante a passividade dos meios de comunicação diante da proposta do Executivo para aumento do IPTU, que fere todos e quaisquer princípios de razoabilidade. Em passado recente, por iniciativa do prefeito anterior, já houve uma significativa majoração do imposto, que penalizou muitas famílias e cidadãos. Desde então, além da elevação da receita decorrente do aumento, houve diversos eventos que permitiram e vêm permitindo ainda maior elevação da receita municipal: a volumosa ampliação da frota de veículos, com a correspondente elevação da parcela de receita com o IPVA; a adoção das Notas Fiscais Eletrônicas, que resultaram na significativa elevação das receitas com ISS; o enorme volume de lançamentos imobiliários, em valores venais atualizados e que proporcionaram um grande aumento nas receitas de IPTU. Um novo aumento irá se caracterizar como uma punição maciça, destinada a atingir mais de 1 milhão de contribuintes. Além disso, possivelmente será inócua, pois os possíveis aumentos que serão repassados aos preços em razão da elevação do IPTU de imóveis comerciais, seguramente anularão boa parte dos efeitos do congelamento das tarifas dos ônibus. Na época do aumento proposto pelo prefeito Kassab, troquei diversos e-mails com os vereadores Agnaldo Timóteo e José Police Neto. Alertei-os de que a população, de todas as classes sociais, não suporta novos aumentos de impostos. E que alguma reação haveria. Veja que um deles não se reelegeu e o outro conseguiu na última vaga e, portanto, sob condições incompatíveis com a posição que ocupou de líder de bancada e presidente da Câmara por longo período. É imperioso que, ao invés de medidas burocráticas e simplistas, se pense em meios eficientes de encontrar novas receitas e, principalmente, utilizar com inteligência e integridade os vastos recursos que são oferecidos pela população aos governantes. Nossa querida São Paulo merece prosperidade, merece e precisa de obras e de serviços de boa qualidade. Para todos os seus cidadãos, inclusive os tantos que vivem as naturais limitações de renda, mesmo morando em bairros centrais e em habitações que foram obtidas com trabalho e esforço de muitas vidas, de avós, pais e filhos que auxiliaram na construção dessa nossa grande cidade. Sr. prefeito, que susto com as passeatas, não? Imagine, agora, o susto que teria se boa parte desse mais de milhão de afetados pela sua brutal proposta de aumento não conseguisse pagar o IPTU. Sejamos razoáveis. O imposto foi revisto há poucos anos e vem sendo reajustado anualmente. A sua proposta deveria fazê-lo corar de vergonha. Desista de "tungar" a população e tente mostrar alguma capacidade administrativa.

Luiz Antonio Werner

luiz.werner@siplancontrolm.com.br

São Paulo

*

IPTU ABUSIVO E INCONSTITUCIONAL

Será que o prefeito Haddad desconhece o imposto chamado ITBI (antigo Sisa), de 2%, cobrado sobre o valor da transação toda vez que o imóvel for alienado? Diferentemente do IPTU, que é anual, o ITBI é cobrado toda vez que o imóvel for comercializado, ou seja, se ocorrer a operação duas ou três vezes no ano, duas ou três vezes o imposto é cobrado, o que, francamente, sempre considerei um roubo. Agora, tentar justificar o injustificável e fugindo da inconstitucionalidade, que é bem clara no que tange ao aumento do IPTU, quando diz que o aumento terá de ser proporcional à inflação, eu pergunto: e o IPTU que já pagamos, e o ITBI de 2% sobre todas as alienações do ano, por acaso é sobre o valor venal do imóvel ou sobre o valor da alienação? Não estaria a Prefeitura já recebendo sobre a valorização do imóvel?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

IPTU E DIREITO À CIDADE

O valor venal é certamente maior nos locais de comércio de massa (5/10, A23). Poderíamos até festejar o aumento geral do valor venal e do IPTU, caso ele continuasse a proteger o paulistano da sanha desapropriadora dos Poderes Executivos que só executam o interesse das empreiteiras. Ora, o Projeto de Lei do Plano Diretor (PDE) da Prefeitura já estabelece valor de referencia para pagamento refletindo o valor venal, mas, descontado o montante das obras realizadas na área onde se localiza o imóvel transferido ou desapropriado - ou seja, quem paga é o cidadão com o seu bem, que quase nada receberá após os descontos; e quem lucra na venda dos imóveis é a empreiteira, para variar. O PDE ainda estipula exclusão das expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios, ou seja, fundos de comércio que se danem para a empreiteira se locupletar ainda mais. Temos também a Casa Paulista do Estado de São Paulo e, "por coincidência", a sua ação judicial em Brasília visando a delimitar os valores e tornar expeditas as desapropriações; se essa arguição de descumprimento de preceito fundamental prosperar, proporcionará desapropriações imediatas e por valores ainda mais irrisórios. Portanto, a cidadania requer inserção no PDE que qualquer desapropriado receba o valor de mercado do seu imóvel previamente à publicação de declaração de utilidade pública, ou receba o valor venal de referência considerado na cobrança do Imposto de Transmissão de Bens - o que for maior. O paulistano, seja ele morador, trabalhador ou investidor, tem que ter o seu direito à cidade protegido da cobiça das empreiteiras em receber terrenos grátis e dos poderes executivo e legislativo inclinados a fazer as suas vontades - sabe-se lá por quê. Afinal, a cidade pertence a quem?

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

*

IPTU NO CENTRO

Deve haver algum engano! Como exemplo: imóvel "A", IPTU: isento em 2009 e 2010; R$ 100,40, em 2011; R$ 102,56, em 2012; e R$ 103,50, em 2013. Quanto ao imóvel "B": R$ 2.049,96, em 2009; R$ 2.520,14, em 2010; R$ 2.605,87, em 2011; R$ 2.775,17, em 2012; e R$ 2.891,35, em 2013. Diferentemente do afirmado, "já que a última revisão data de 2009". Considere-se ainda que havia a intenção de reduzir o IPTU visando a revigorar o centro da capital paulista e sanar o atual estado de deterioração do bairro.

José Erlichman

joserlichman@gmail.com

São Paulo

*

BALÃO DE ENSAIO

Óbvio que os estapafúrdios aumentos propostos pela Prefeitura são um balão de ensaio. Se colarem, excelente para o alcaide. Se tiverem de baixar para um nível ainda superior à correção monetária, que nunca desapareceu do cálculo de impostos, tributos e taxas, ainda muito bom para o prefeito, que poderá ainda dar-se ares de generoso. Em vista do baixíssimo retorno na prestação de serviços que deveríamos receber pelo altíssimo custo do IPTU que já pagamos, é um justo direito de nós, contribuintes, pleitearmos a manutenção do IPTU no nível atual. O Ali Bhaddad, legítimo sucessor de Martaxa e Taxab, que utilize melhor os bilhões que arrecada e abdique da boa vida que pretende propiciar à falange de apaniguados que aí está na retaguarda da demagogia eleitoreira.

Leonardo Gianinni

leogann930@terra.com.br

São Paulo

*

DOS ÔNIBUS PARA O IPTU

É de conhecimento público que as empresas de ônibus sempre agiram em conluio com as prefeituras na definição do preço das passagens urbanas, e desses acordos espúrios sempre sobraram vantagens para os dois lados. Isso quando as empresas não eram extorquidas pelas prefeituras (a exemplo de Santo André, de Celso Daniel). Como em junho a população se posicionou contra o aumento das passagens de ônibus, o espaço de manobra do prefeito Fernando Haddad ficou limitado (aliás, eliminado) e não restou outra alternativa senão achacar os munícipes via aumento abusivo do IPTU. Será que teremos de sair para as ruas novamente, ou vamos apenas responder nas urnas em 2014?

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

‘O IPTU E AS TARIFAS DE ÔNIBUS’

É esclarecedor o texto publicado pelo "Estadão": "O IPTU e a tarifa de ônibus" (8/10, A3), informando que é natural e mesmo recomendável que a atual administração de São Paulo proponha à Câmara Municipal uma atualização da Plantas Genérica de Valores (PGV), já que a última revisão data de 2009. A crítica pertinente refere-se à justificativa de que o aumento do IPTU servirá para cobrir subsídios, já que a atualização do PGV deve atender a estritos critérios técnicos. Esse esclarecedor editorial deve calar os que criticam por criticar sem apresentar argumentos plausíveis.

Paulo Sergio Fidelis Gomes

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

*

A QUEM RECLAMAR?

Muitos cidadãos de São Paulo são frontalmente contra o aumento de IPTU proposto pelo atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Mas nada ou quase nada se ouve falar dos vereadores em defesa de seus munícipes. Aparentemente se farão de mortos e deixarão que o orçamento do município seja aprovado tal qual proposto pelo prefeito. Na verdade, não temos a quem reclamar, nem como agir contra. Mandar e-mails e esbravejar não vai mudar nada. Isso porque não temos de fato representantes no Legislativo. Nosso processo eleitoral é um faz-de-conta. Votamos, mas nosso voto pode eleger um outro candidato e até de outro partido (um absurdo!). Os eleitos gastam fortunas para se elegerem e, na melhor das hipóteses, se tornam reféns de suas dívidas de campanha. Resta-lhes se compor com o Executivo e nós, cidadãos, ficamos às favas. Ou mudamos o processo eleitoral no Brasil ou jamais teremos representatividade enquanto cidadãos. Precisamos de voto distrital com a prerrogativa de "recall" (procedimento que permite aos eleitores de um determinado distrito retirar do cargo os parlamentares que se mostrem infieis ou corruptos). Voto distrital significará campanhas eleitorais mais baratas e maior comprometimento dos eleitos com os eleitores.

Carlos de Oliveira Ávila

gardjota@gmail.com

São Paulo

*

SE LIXANDO

Logo após as eleições de 2010, os políticos de Brasília mostraram o quanto estão se lixando para o povo, dando a si mesmos um aumento salarial de 60%, três vezes a inflação do período. Como as próximas eleições são em 2014, têm três anos para os eleitores esqueceram. Pena que muitos serão reeleitos... O mesmo faz Fernando Haddad, em São Paulo, com este aumento absurdo do IPTU. Como vai tentar a reeleição só em 2016, ele tem muito tempo para que essa medida impopular não o prejudique quando chegar a hora.

Sérgio Aparecido Nardelli

sergio9@ig.com.br

São Paulo

*

TERROR EM SÃO PAULO

Volta, Kassab, por favor!

Vagner Ricciardi

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

*

SALÁRIO JUSTO

A mídia divulgou e, se não me falha a memória, as reivindicações dos professores previa salários superiores a R$ 14.000,00. E daí? Salário justíssimo. Um servidor de cafezinho ganha, no Senado, mais de R$ 15.000,00. Isso é um deboche, uma bofetada na cara de todos os brasileiros. Mas dos senhores congressistas não podemos esperar nada além disso.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

INVASÃO DA USP

Sobre os recentes acontecimentos na Universidade de São Paulo (USP), é preciso analisar o que acontece: 1) Que os alunos se achem no direito de eleger o reitor, vá lá. Afinal, ainda não maduros intelectual e moralmente, são facilmente influenciados e conduzidos pelos verdadeiros mentores de toda e qualquer "manifestação" na universidade, os estudantes profissionais filiados aos partidos de esquerda mais radicais. 2) Que eles queiram se manifestar, sem problemas. Desde que em locais preparados para isso, como auditórios e quadras esportivas. Nas ruas, não! Querer impor sua vontade atrapalhando o direito de ir e vir dos demais não é manifestação pacífica, é autoritarismo. Quando esses métodos ocorrem em vias de fundamental importância para a volta para casa após um dia estafante de trabalho, como a Avenida Paulista, pior ainda. 3) Os estudantes clamam por "democracia", mas exercem o autoritarismo quando invadem e ocupam a reitoria ou qualquer outra dependência da universidade. 4) Finalmente, o juiz que negou a reintegração de posse à reitoria deve estar brincando! Provavelmente, faltou a muitas aulas na sua faculdade de Direito, talvez por estar envolvido em "manifestações", e mantém um bando de arruaceiros, baderneiros e desocupados tranquilos na reitoria. Só falta mandar que a universidade proporcione alimentação, diversão e, quem sabe, umas bebidinhas para os marginais. Tenha a santa paciência!

José Alfredo T. Andrade

tolosajaa@uol.com.br

Santos

*

IRRESPONSÁVEL

Diante da panfletária "sentença" do "juiz" Adriano Marcos Laroca, de 12ª Vara da Fazenda Pública, pensei em quanta gente séria e responsável está contribuindo com a enorme carga fiscal e parafiscal para remunerar e conceder mordomias e privilégios a servidores públicos desqualificados e irresponsáveis. Num país sério e respeitável, um servidor tão incapaz seria afastado definitivamente de suas funções e submetido a tratamento de seus desvios ético-funcionais.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

*

USP/UNICAMP

O impasse criado pela ocupação tanto da reitoria da USP como da reitoria da Unicamp poderia ser resolvido com a convocação de um plebiscito com toda a comunidade para debater as normas da presença da Polícia Militar nos campi. O uso dos canais institucionais pode pôr fim à crise, dada a legitimidade e autonomia da universidade em resolver seus conflitos internos.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

PARADOXO

Esta, como outras greves dos alunos da USP, é um paradoxo: alunos de universidades particulares, que pagam por seus estudos, raramente cogitam em dar palpites na direção das mesmas ou promovem greves. O motivo é claro: como estão pagando caro pela escola, sacrificando inclusive suas famílias, não têm tempo para se envolverem em picuinhas que não valem a pena, já que a vida acadêmica se resume a 4 ou 5 anos. O importante para essas pessoas é se formarem logo para poderem melhorar de vida. Já parte dos alunos uspianos, ao invés de aproveitar o ensino que lhes é oferecido, frequentemente de melhor nível do que o das escolas pagas, ficam perdendo tempo com utopias, inspirados talvez por parte dos funcionários ligados a partidos e sindicatos. O que tem de ficar claro para esses alunos é que não existe "almoço grátis". Se eles e suas famílias não pagam pelo ensino, é porque todos os outros contribuintes estão financiando sua alegre passagem pela USP - todos, inclusive os trabalhadores semianalfabetos e os estudantes das universidades particulares.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

*

DE MAL A PIOR

A Universidade São Paulo (USP) vai de mal a pior: além de ter sido rebaixada de posição no ranking das 200 melhores universidades do mundo, agora vive crises diárias atacada por vândalos, alunos fazendo ocupações, roubos de carros, assaltos, badernas em geral. Agora a última grande novidade é a prática de estupros nas suas dependências.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

NOSSO INFERNO ASTRAL

Não há exagero na expressão. Deixemos os demais sítios infernais e fiquemos, com extremo pesar, na USP e na Unicamp. Segundo o levantamento da Time Higher Education (THE), a USP deixou o pelotão das 200 primeiras instituições universitárias e a Unicamp não mais figura sequer entre as 300 primeiras. O instituto de avaliação mundial leva em conta a qualidade, e não a qualidade no sentido contrário ao equivocado enfoque do governo federal sobre nossa educação superior, que, nos mesmos moldes da orientação adotada pelo regime militar, desde a ascensão do PT ao poder, dá prioridade à quantidade de cursos, instala "campi" desnecessários, abre vagas sem prévio equipamento das universidades, cursos noturnos precários e deixa, com isso, de reforçar financeiramente nossas tradicionais instituições estaduais, que despencam ladeira abaixo, como bem mencionou editorial de "O Estado".

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

USP DESQUALIFICADA

Desde que o PT chegou ao poder, o Brasil ficou de barriga cheia, porém mais burro!

Werly da Gama dos Santos

gama_eamsc@yahoo.com.br

São Paulo

*

O ENEM, MAIS UMA VEZ

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) novamente causa espécime. Ainda não houve as provas, mas o Ministério da Educação (MEC) novamente faz bagunça ao mudar, sem aviso prévio, e a três dias do término das inscrições, as regras para a graduação, o que irá impedir alunos das melhores escolas superiores do Brasil, a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Militar de Engenharia (IME), que não usam o Enem para composição de suas notas, de participar do programa Ciência sem Fronteiras. É muito claro que essa mudança é um casuísmo ou vingança para com quem não "se enquadra" nas normas que querem impor. Será que por isso não conseguem, em outros setores, que consórcios participem de suas licitações?!

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS?

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, é o mais recente mercador das políticas do PT, eliminando instituições como USP, Unicamp e ITA do benefício de bolsa para o programa Ciências sem Fronteiras, privilegiando, com novas regras, de última hora, aqueles que podem ser beneficiados pelos programas petistas.

Larissa Castello Branco

laricastellob@gmail.com

São Paulo

*

AEROPORTOS BRASILEIROS NA BERLINDA

Uma pesquisa feita pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) ouviu 23 mil passageiros nas salas de embarques de 15 aeroportos do Brasil sobre a qualidade dos serviços oferecidos. Congonhas ficou em 8.º lugar e Cumbica, em 13.º. Os serviços criticados foram o preço dos restaurantes, das lojas, dos estacionamentos e o acesso à internet Wi-Fi dentre outros. A pesquisa também mostrou que os aeroportos internacionais estão em baixa. Cumbica só ganhou de Manaus e Cuiabá. Um ranking vergonhoso, quando falta menos de um ano para o grande evento, a Copa do Mundo. A continuar esse descaso, o Brasil vai passar vergonha, pois além dos serviços criticados há o roubo e extravio de bagagens, a fila para tomar táxis e a falta de segurança. Enfim, um caos total. Espera-se que a pesquisa não fique somente no papel e que os responsáveis pelos aeroportos tomem providências no sentido de melhorar os serviços, afinal, passageiros e turistas merecem respeito.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

PREOCUPADO COM O NOME DO AEROPORTO

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT) protocolou projeto de lei na Câmara em que propõe dar ao Aeroporto Internacional de Viracopos o nome de Luiz Gushiken, um dos fundadores do PT e ex-ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva que morreu em setembro, aos 63 anos. Com respeito e admiração, proponho que se dê o nome da ilustríssima senhora mãe do deputado Berzoini ao bairro Jardim Itatinga, que fica ao lado do aeroporto. Se as moradoras deixarem, evidentemente.

Moacyr Castro

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

*

ETERNIZADOS

Só faltava essa, o deputado Ricardo Berzoini quer dar o nome de Luiz Gushiken ao Aeroporto Internacional de Viracopos, conforme projeto de lei 6.519/13. Anteriormente, sugeriram o mesmo em relação ao ex-governador Orestes Quércia, o que foi desconsiderado pela injustiça ao aeroporto. Se o petismo de fato pretende eternizar o "cumpanheiro", que o faça no prédio do BNDES, com o qual haveria mais familiaridade.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

O PODER DA FACÇÃO PCC

Assim como o Toninho, ex-prefeito de Campinas, e o Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, ambos do PT, foram assassinados por não comungarem com a corrupção dentro do partido (diga-se, até hoje não investigado com seriedade), a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), não se sabe a serviço de quem, deseja desde 2011, assassinar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conforme relatos de membros da cúpula contidos nas gravações obtidas pelo "Estadão". A matéria jornalística rica em detalhes mostra o poder e organização destes criminosos instalados que estão em 22 Estados e mais na Bolívia e Paraguai, e que contam com um exército de 7,6 mil bandidos, sendo 6 mil destes atrás das grades, e um faturamento anual de R$ 120 milhões, ou, quase o dobro que o PT receberá do Fundo Partidário em 2013. Se, por um lado, os promotores do Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) levaram exaustivos 42 meses investigando os meandros do PCC, revelando talvez um dos trabalhos de inteligência dos mais competentes da nossa história policial, a partir da divulgação desta reportagem certamente todos nós estaremos mais preocupados ainda ao perceber que esta facção está muito bem assessorada, até com conselho de administração implantado, um arsenal de armas sofisticadas a disposição, milhões de reais em caixa para poder financiar suas perversidades e tumultuar a vida dos cidadãos. Porque, é bom que se diga, eles já deram mostras do que são capazes, principalmente no Estado de São Paulo, que desde 2006, estranhamente sempre nos meses que antecedem as eleições no País, não sabendo a mando de quem, matam, atacando bases policiais, incendiando ônibus, etc. E esnobam, como demonstram as gravações que eles se gabam que conseguiram erradicar o uso de crack nos presídios. E quem o fizer matam... E ainda subestimaram o trabalho da polícia de São Paulo, afirmando de que o PCC é que foi responsável pela queda da criminalidade nestes últimos meses no Estado. Ou seja, se o comando da facção, confinado que está em diversos presídios, através do livre uso de seus celulares, decidir mandar ordem para seu exército de bandidos para que matem indiscriminadamente cidadãos honestos, os atos de terrorismo urbano poderão voltar. Além, lógico, dos estúpidos exemplares da nossa classe média, os covardemente mascarados do Black Blocs, que hoje vêm destruindo patrimônio público, são presos e, em seguida, impunemente soltos pelos nossos magistrados. O que nos resta é desejar que as autoridades constituídas fiquem bem atentas à movimentação destes crápulas.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.