Fórum dos Leitores

CORRIDA ELEITORAL

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2013 | 02h17

Dilma e o estudo

Adversários têm de 'estudar', diz Dilma... Repete-se o bordão: faça o que eu digo, não faça o que eu faço (no caso, fiz!). Pena que essa cidadã não tenha estudado nada sobre os problemas brasileiros e, mais ainda, nunca tenha estudado possíveis soluções. Essa senhora é totalmente desconexa, vive fora da realidade. E com isso sofre o Brasil, sofrem os brasileiros e, pior, sofrerão as próximas gerações.

SERGIO RODRIGUES

serrod@uol.com.br

São Paulo

Soluções

Deus do céu, Dilma Rousseff aconselhando adversários a estudar e conhecer os problemas do Brasil é deboche insuperável! Ninguém jamais conhecerá como ela e o Lula os problemas que eles próprios criaram com sua política irresponsável e, muitas vezes, até mesmo criminosa. Melhor que os adversários, à vista do caos instalado no País, estudem soluções.

MARIA COELHO

maricotinha63@gmail.com

Salvador

Problemas brasileiros

Diante do conselho de Dilma a seus futuros adversários de que estudem muito os problemas brasileiros para se candidatarem, pergunta-se: ela estudou? Se estudou, o que aprendeu? E se aprendeu, não deveria deixar o Brasil à deriva, como está: sem investimentos na educação e na saúde, quase nenhuma infraestrutura, obras incompletas e superfaturadas, e por aí vai. Que Dilma trabalhe mais e fale menos é o que o Brasil deseja.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Soberba

A presidente diz que rivais precisam conhecer os problemas do País. E "eles", que estão no governo há mais de dez anos, conheceram? O PAC foi para a frente? A educação, a saúde, a segurança foram? Não aprenderam nem a fazer editais de concorrência e querem dar lições aos outros. A soberba é um problema...

HOOVER AMERICO SAMPAIO

hoover@mkteam.com.br

São Paulo

Adversários ignorantes?!

Calma, presidente Dilma. Não é porque serão seus possíveis adversários na eleição de 2014 que Marina Silva, Eduardo Campos e Aécio Neves passam a ser ignorantes (sinônimo de sem estudo). Pena que para ser presidente não haja exigências mínimas de escolaridade e de ética, motivos pelos quais estamos hoje convivendo com baixo crescimento econômico, inflação alta, contas públicas em deterioração e milhões de analfabetos puros e funcionais. Acorda, oposição!

CARLOS ROLIM AFFONSO

profrolim@globo.com

São Paulo

É preciso dizer a verdade

A presidente Dilma Rousseff tem razão: seus adversários têm de se preparar, "estudar muito" os problemas do Brasil e apresentar um programa de governo - o oposto do seu desgoverno. Para iniciar suas campanhas deveriam tentar educar melhor o eleitor. Mostrar-lhe os gastos absurdos desses anos petistas, a importância de governar com uma máquina mais eficiente e enxuta, com menos ministérios e nas mãos de pessoas competentes e profissionais em cada área, com mais interesse no bem-estar do cidadão no médio e no longo prazos, e não somente visar a reeleição, mostrar mais serviço de fato, em vez de iludir por meio de enormes verbas publicitárias, e muito mais. Está na hora de abrir o jogo com o eleitor. Creio que nosso povo está preparado para entender que a conta que estão empurrando para nossos netos está cada vez maior e que algo terá de ser feito. Como já dizia o saudoso Chacrinha, "quem não comunica se trumbica". Está na hora de a oposição se comunicar com toda a força, para o bem do futuro do nosso Brasil!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Noel Rosa

É, tem razão a presidente Dilma ao dizer à oposição que é preciso estudar os problemas do País. Se S. Exa. me permite, não só a oposição, mas principalmente o governo deveria começar a estudar atendendo à letra de uma música do inesquecível Noel Rosa: Onde Está a Honestidade?.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Imagem do Brasil

O editorial Dilma e a imagem do Brasil, no Estadão de ontem, 15 de outubro (A3), foi o melhor presente que recebi no Dia do Professor, porque mostrou dois Brasis absolutamente distintos: o fictício, visto pelas lentes da presidente Dilma Rousseff e de seus ministros, e o real, enxergado do exterior com muita preocupação pelo FMI. Afinal, "a mistura de baixo crescimento, inflação alta e contas públicas em deterioração" projeta para o curto e o médio prazos problemas estruturais que o próximo presidente não terá condições de resolver sem prejudicar as classes menos favorecidas da sociedade, em especial as famílias beneficiárias da rede assistencial que usufruem a "retórica populista" criada pelos governos do PT a partir de 2003. Ainda bem que pesquisa não ganha eleição e a sociedade civil organizada tem um ano para conscientizar a população mais carente de que o "neopopulismo petista" caminha na contramão da construção de um País sério, ético, justo e verdadeiramente democrático.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Intenções políticas

Dr. Joaquim Barbosa, candidato a presidente da República, tem o meu voto garantido.

JOSÉ ROSA

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Secretaria da Justiça

A secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa Arruda, desmente a informação veiculada na edição de domingo do Estado de que haja qualquer situação conflituosa entre ela e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori. Ao contrário do afirmado pelo jornalista Marcelo Godoy, o relacionamento harmônico entre as duas instituições já rendeu inúmeras parcerias, como o apoio às famílias de dependentes químicos (plantão judiciário no Cratod), o enfrentamento da violência contra a mulher e do tráfico de pessoas, a construção, reforma e adaptação para acessibilidade de pessoas com deficiência de mais de uma centena de Fóruns no Estado de São Paulo, entre muitas outras. Reafirma, finalmente, que ações em prol da Justiça e da garantia de direitos continuarão sendo efetivadas em estreita parceria entre as duas instituições.

JULIA R. TRINDADE, Assessoria de Imprensa da secretaria

juliatrindade@sp.gov.br

São Paulo

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DILMA EM CAMPANHA ELEITORAL

A presidente Dilma Rousseff afirmou em 14/10, na cidade de Itajubá (MG), que "seus prováveis adversários na eleição do ano que vem precisam se preparar e "estudar muito" os problemas do País. Disse ainda que "evita tratar da eleição de 2014" não por estar de "salto alto", já que lidera as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, mas porque tem de se dedicar ao cargo. A realidade, no entanto, nos mostra no dia a dia que a sua atuação é bem diferente. No dia 10 de outubro, por exemplo, a presidente se reuniu no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, durante quatro horas, com seu núcleo político para tratar da sua reeleição. Da reunião participaram, além da presidente, o ex-presidente Lula, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o ex-ministro Franklin Martins, o marqueteiro João Santana - considerado o 40.º ministro de Dilma, que poderia receber o apelido de ministro Ali Babá -, Rui Falcão, presidente do PT, e o chefe de gabinete da presidente, Giles Azevedo. Por causa do encontro para tratar de eleição, Dilma deixou o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, esperando por quase três horas. Ora, durante todo esse tempo evidentemente a presidente não governou, assim como os seus colaboradores nomeados em seus cargos de relevância no governo federal também não exerceram as suas funções, para as quais são remunerados com dinheiro público. Sabemos que tais atitudes não são atitudes só da presidente em nosso mundo político totalmente deturpado, mas tal acontecimento, como outros quetais, não autoriza a presidente vir a público afirmar o que disse em 14/10. Ela não está só governando, como quis fazer crer aos incrédulos, mas está, sim, em campanha desenfreada e antecipada pela sua reeleição. Portanto, a frase de efeito que pronunciou em Itajubá seria jocosa, não fora pronunciada pela presidente da República. Mas no caso foi acintosa, incompatível com o cargo que exerce.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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FANFARRONICE

Dilma é mesmo uma fanfarrona. Dias atrás ela disse que, se fosse pensar em reeleição, então não governaria. Portanto, podemos concluir que ela pensa na reeleição há 2 anos, 10 meses e 15 dias. Na segunda-feira, como eterna candidata, afirmou que seus oponentes terão de estudar muito os problemas brasileiros. Bom, que ela não seja a professora, do contrário seus "alunos" correm um enorme risco de desaprenderem o que sabem, pois ela não estudou e não parece estar estudando os problemas brasileiros. Aliás, diga-se de passagem, não estuda problema nenhum. Querendo agradar ao maior eleitorado possível, aprovou esta sandice de concessão de táxis vitalícia. Tenho a impressão de que em breve ouviremos "nunca antes na história deste país os taxistas foram tão bem tratados". Socorro!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ESTUDO

Tem razão a presidente Dilma quando diz que quem pretende governar o Brasil tem de estudar muito e ter propostas. Seria ótimo se houvesse algum ministro do governo Dilma que tivesse estudado muito, e não tivesse sido indicado ao cargo apenas por conveniência política. Seria ótimo se o governo Dilma tivesse alguma proposta melhor do que colocar uma garrafa de cachaça na cesta básica.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CADÊ O GOVERNO?

Para um país de tamanho potencial e que ainda carece de realizar obras de infraestrutura abrangente em mais de 40% de suas áreas estratégicas, lamenta-se a incompetência na gestão dos mal cuidados programas e projetos do PAC, reconhecidamente comandados por apaniguados incompetentes que desperdiçam recursos preciosos de modo imoral e irresponsável. Jogam-se recursos no ralo, desmoraliza-se a gestão e frustra-se a nação, basta constatar obras como a transposição do Rio São Francisco, ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, presídios, escolas, etc. Estádios? Tudo bem, afinal teremos circo. Pior impossível.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

São Paulo

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O DIFÍCIL FUTURO DE DILMA

Dilma Rousseff terá um caminho difícil para trilhar nos próximos 12 meses. Os três candidatos que terá de vencer na eleição presidencial estão muito bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto e ainda têm bastante para crescer, pois sua exposição foi muito reduzida, comparada com a da presidente. Seus concorrentes terão apoios políticos bastante fortes, sobretudo nos principais redutos eleitorais. Outro obstáculo à frente dela será o desgaste natural para mandatários em exercício. Os maiores obstáculos, entretanto, virão do seu próprio governo ou, melhor dizendo, desgoverno na economia, principalmente. Dilma teve contato com muitas pessoas competentes que poderiam tê-la ajudado a fazer um bom governo. Não obstante, optou por pessoas muito pouco competentes e o resultado aí está, o desastre que está sendo seu governo será o principal motivo de sua provável perda. Inflação derrota candidatos e a nossa gira em torno de 6%, enquanto a meta para um bom governo seria de até 4,5%. O povo já sente esse desconforto. Os juros reais são novamente os maiores do mundo. O desemprego será o "golpe final" para sua derrota. Está aumentando e pelo quatro mês consecutivo a queda no emprego industrial. Em 2012 o Brasil criou 48,8% menos vagas formais, ou seja, apenas 1,1 milhão. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a classe média brasileira vai diminuir, como em toda a América Latina, e sugere ao Brasil fazer as reformas. Assim, com seu partido PT no poder há quase 11 anos, Dilma, com um governo desastroso, afunda o País para uma difícil situação que o Plano Real e o governo FHC haviam ultrapassado.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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DE ATO FALHO EM ATO FALHO...

A respeito do próximo ano de 2014, o governador Tarso Genro (PT-RS) afirmou ao "Estado" que "vai ser (um ano) muito importante porque nosso projeto ‘estratégico’ estará sendo testado no debate e nas urnas" (14/10, A4). Já que, em bom português, "estratégico" é sinônimo de astucioso, ardiloso (deriva de ardil, que é cilada ou armadilha), será que o socialista/comunista/leninista gaúcho refere-se, também estrategicamente, ao bolivarianismo venezuelano fajuto ou ao comunismo ditatorial rasgado que, está na cara, é o desiderato de Lula? É por isso mesmo que frequentemente me pergunto: será que vamos perder essa chance incrível de botar essa malta toda e seus dirigentes para correr?

João Guilherme Ortolan guiortolan@hotmail.com

Bauru

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RECONQUISTA

Damos razões e créditos para as afirmações de Marina Silva ao nomear este atual governo petista de "chavista". A realidade nos mostra que, depois de quase 12 anos no poder, o "arraso à Pátria" aparece a todo momento. O estado lamentável das finanças da Petrobrás, o BNDES transformado em pai de todos os amiguinhos do rei, a avacalhação das agências nacionais, com visível politização de seus cargos e desvios de finalidade, as mudanças de critérios sem bases técnicas para mascarar os resultados financeiros nos superávits primários, entre outros burlados resultados, mudanças das leis no meio do caminho, como a que permite o uso indevido de dinheiro dos cidadãos, como os 10% do FGTS dos empregados, sem contar com as intromissões no Banco Central e, recentemente, na Receita Federal, causando o pedido de demissão do subsecretário de Fiscalização por não concordar com as "influências externas" nas decisões de um órgão que deveria ser totalmente isento de politicagem. Um governo que usa da pobreza como massa de manobra, aproveitando de sua ignara condição prometendo aquilo que nunca receberão, e até oferecendo como grande solução "agentes de saúde" estrangeiros como médicos confrontando os críveis Conselhos de Medicina, não pode se qualificar como democrático e muito menos pretender permanecer infinitamente no poder pelo poder. Cabe a nós, cidadãos conscientes, colocar um fim nessa verdadeira mamata ou chegaremos a uma situação bem mais ingrata do que o "chavismo" da Venezuela. A hora é agora, temos de reconquistas a Pátria para os brasileiros.

Leila E. Leitão

São Paulo

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O TELHADO DE EDUARDO CAMPOS

Indicações políticas para cargos técnicos no governo vê-se a todo instante. A imprensa, de vez em quando, fala na aparelhagem do Estado brasileiro por 20 mil militantes petistas, o que nos leva diretamente às razões da inoperância da máquina pública, em todos os níveis. Mas esta projeção de Eduardo Campos, ainda mais visível com a adesão de Marina Silva ao seu PSB, faz lembrar a imoralidade da indicação da sua mãe, sabe-se lá com que qualificações, para o Tribunal de Contas da União (TCU), quando aliado de Dilma. Mãe é mãe, tudo bem, mas a cara de bom moço e a voz mansa não o tornam diferente de tudo o que aí está.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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TERCEIRA VIA

Embora seja importante para o grupo de Marina Silva manter os olhos voltados para a Rede Sustentabilidade, no entanto, o PSB já existe e abrigou Marina. Pela repercussão que houve da junção de ambos, Eduardo Campos e Marina Silva, parece que a candidatura deles merece ser prestigiada. Um candidato jovem e com boa formação administrativa, como é o caso de Eduardo Campos, pode ser bem apoiado pelo perfil sonhático de Marina Silva, mais afeita aos debates que propriamente à administração da coisa pública. Enfim, a dupla já constitui a terceira via, possibilitando aos eleitores sair da tradicional disputa entre PMDB e PT, direcionando os votos para uma nova postura e modo de fazer política: sem barganhas, cargos e sem aquisições ou conquistas financeiras.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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EM BUSCA DE UM ENREDO

Lula, Dilma, Serra, Aécio, Campos e Marina são seis personagens à procura de um enredo para as eleições de 2014. Todos estão realizando os seus ensaios para garantir o papel de protagonista. A melhor interpretação levada ao palco no teatro da política receberá os aplausos da maioria dos telespectadores.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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COM TODO RESPEITO

Nestas comemorações dos 100 anos de Vinícius, coletâneas de frases do poetinha têm sido publicadas - ao lado das suas inesquecíveis canções, claro. Diante do casamento de Aécio com uma linda mulher, lembrei-me que Vina, politicamente incorreto, desculpava-se: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Assim, apoio o mineiro, salvo se Temer vier a candidatar-se. Aí vai ter até terceiro turno...

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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FORA DE FOCO

Os notáveis do PSDB estão fora de foco desde que FHC deixou o governo. Os pretensos elegíveis pensam que basta se candidatar que já está eleito, daí a briga entre eles. Nem fazer oposição sabem, ficando com picuinhas entre si, para alegria dos outros. Assim garantirão mais uma gestão longe do Planalto, que deveria ser o foco.

Tadaiuki Yamamoto tadai@ig.com.br

São Paulo

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TUDO OU NADA

Não adianta a dupla Marina Silva e Eduardo Campos (PSB) declarar na mídia (TV, jornal) que não é oposição. Ambos têm de assumir uma posição. Isso é puro subterfúgio. Por que não já começar com seriedade? Seria mais honesto e benéfico dizer: nós somos oposição do PT na próxima eleição e vamos lutar por um país melhor. Transparência, por favor! O povo não é idiota e está cansado de ouvir imbecilidades de políticos corruptos que só pensam em seus próprios benefícios. A população acordou e está de olho e pronta para reclamar seus direitos. Portanto, dona Marina Silva e sr. Eduardo Campos, agora é tudo ou nada.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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PURO SANGUE

Os novos acontecimentos na política do País, inevitavelmente, levarão o PT a um plano B. Lula candidato no lugar da atual presidente, que poderia até ser sua vice. Nessa lógica, os conterrâneos Lula e Eduardo Campos terão mulheres de peso ao seu lado. Só falta Aécio arranjar logo uma noiva. Quem sabe alguém do PR?

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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POLÍTICA DO ETERNO ATRASO

Com a assunção ao poder deste governo de corruptos e incompetentes, e patrocinados por um bando de cumpanheiros larápios que passaram a ocupar órgãos do poder que dispõem de uma enormidade de recursos destinados a melhorar as condições sociais da população, à qual deveriam dar-lhe condições de sobreviver pelos próprios meios, e não apenas sustentá-la "ad æternum", esta corja de malfeitores, por interesses exclusivamente políticos e ideológicos, acabou criando milhares de desocupados que não estudam para poder sair da condição de pobreza, e, ao mesmo tempo, não querem trabalhar para não perder os benefícios que os sustentam. É a política deste governo que insiste no atraso e o populismo para se manter no poder à custa da ignorância do povo, levando o País a ocupar cada vez mais as piores posições em todo quanto é tipo de indicadores. Assim, de braços dados com a Argentina, continuamos a afundar. Triste destino nos depara se continuarmos nas mãos deste bando de quadrilheiros que deveria estar vendo o sol nascer quadrado faz muito tempo.

Humberto Boh hubose@gmail.com

São Paulo

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TRAIÇÃO CIRÚRGICA

Depois de prestigiar o poder do clã Sarney na política nacional e manter uma relação próxima nestes últimos 11 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff acertaram uma "traição cirúrgica" ao senador José Sarney e a sua família, que comandam o Maranhão há 50 anos. Isso, sim, podemos considerar como um "amigón", ou "muy amigo". Na verdade o PT, quando acha que não vai levar mais vantagem, pega mata e dá para o carcará comer. Ainda bem que não voto nesses corruptos.

Jani Baruki janibaruki@bol.com.br

São Paulo

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O PT E A CERTEZA DA VITÓRIA

Aloizio Mercadante disse semana passada: "(Na eleição presidencial) o que nos dá a certeza da vitória é a qualidade do governo. Por isso a presidente Dilma é só beijos". Essa "certeza de vitória" confessada por Mercadante é ruim por dois motivos: 1) salienta que o povo aprova o governo petista, apesar dos pesares de sua corrupção (mensalão); e 2) demonstra que o PT está tranquilo com sua reeleição, pois acredita já ter o povo cativo. "Na democracia, o povo é a bela moça: quanto mais facilmente a moça ceder ao homem-político, menos ele se empenhará para conquistá-la!"

Wellington A. Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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PINOCCHIANDO

A presidente, que tem 110% de aprovação, que ganhará facilmente no primeiro turno da eleição de 2014, foi efusivamente vaiada no Rio Grande do Norte e pediu para não ser vaiada no Paraná. Quem estará mentindo de Norte a Sul? O povo ou as pesquisas? Não me mintam, não!

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

Santos

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BOLSA FAMÍLIA PARA POLÍTICOS

A sociedade brasileira precisa saber quem são, e a que partido político pertencem, esses 2.168 pseudorepresentantes do povo, travestidos em sua maioria de vereadores, que recebiam fraudulentamente os benefícios do Bolsa Família. Fraudes estas que um ex-presidente da República como Lula teve a cara de pau de criticar a nossa imprensa por estar divulgando, o que, aliás, é muito ao gosto do seu PT. Espero também que esses 2.168 políticos tenham seus mandatos cassados, porque, diferentemente do que pensa Lula, são fraudadores e indignos "fichas sujas".

Paulo Panossian paulopanossian@hotmailc.om

 

São Carlos

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BOLSA-POLÍTICO

Nossos políticos são imaginativos e criativos, mais de 2 mil deles estavam recebendo do Bolsa Família, o que desilude a população e faz com que o cidadão desacredite dos seus representantes. Devem se conscientizar estes políticos que exercem temporariamente o mandato em nome da sociedade, sem regalias ou privilégios, muito menos enriquecimentos patrimoniais sem origem. E, ainda que formem uma grande família, uma seleta casta, não merecem a bolsa que foi criada mais para as classes menos privilegiadas em situações de real necessidade.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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VERGONHOSO

Por acaso há algo a comentar quanto a ter 2.168 políticos, em pleno exercício de seu mandato, que recebiam o benefício do programa Bolsa Família? Vergonhoso!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NEFASTAS LIGAÇÕES

Realmente o papa Francisco tem razão. Numa de suas aparições dominicais, analisando o atual momento político mundial, disse: "La política è troppo sporcata". Acertou em cheio, porém entre nós ela extrapola todos os limites da bandalheira. O "Estado" publicou no domingo (13/10, A10) a informação de que figuras não gratas, "suspeitas" de desvio de dinheiro público, estão retornado à cena política. São eles: dois ex-governadores, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, e o ex-senador Luiz Estêvão. Pelo que aprontaram, nunca mais deveriam dar as caras. Além disso, o (Mau)luf, como sempre antes de eleições, volta à tona. Adulado pelo ex-presidente Lula, seu mais crítico opositor, ajudou a eleger o poste Fernando Hadadd prefeito, e agora está sendo assediado de novo pelo PT e pelo PMDB, e com reforço do PSDB, partido que sempre o execrou. Que vergonha, por mais um minuto e 16 segundos de exposição na telinha ignoram tudo, inclusive bilhões de reais escondidos em paraísos fiscais, desviados de cofres públicos. É ou não é muitíssimo suja nossa política?

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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POLÍTICA SUJA

A Cúria Romana está para a Igreja assim como o Congresso Nacional está para o Brasil.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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PASSAGENS NA COPA DE 2014

As companhias aéreas já estão se aproveitando do assunto Copa do Mundo para aumentar o valor das passagens. Essa é uma atitude de país pobre que fica esperando uma oportunidade para lucrar em cima do cliente. Onde moro, um apartamento que vale R$ 180 mil é vendido por R$ 550 mil porque as construtoras vendem o Metrô junto. E o mais incrível, as pessoas compram. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deveria fiscalizar o abuso das aéreas, finge-se de morta, pois trabalha para as companhias. A TAM, companhia mais chilena que brasileira, é a líder no aumento das passagens, seguida por Avianca, Gol e Azul. Agora só faltam os hotéis começarem a cobrar preços estratosféricos. Já dizia meu avô, enquanto existir capim, os burros não acabam. Os brasileiros deveriam fazer um boicote e deixar os voos vazios. Queria só ver a cara dos donos dessas companhias. Infelizmente, o passageiro está longe de afrontar as empresas, por enquanto ele é refém delas e segue maltratado, ignorado e desrespeitado. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COMO IR A NOVA YORK

Ainda faltam oito meses para a Copa do Mundo começar, mas tente comprar passagens aéreas durante o torneio para ver: o preço chega a ser dez vezes mais alto do que em um dia normal, isso porque a toda hora se mostra que, comprando antecipadamente, o preço é mais barato. Como alguém quer que se faça turismo, se a passagem aérea vai ser muitas vezes mais cara do que o ingresso? Como o ministro do Esporte, que não entende nada de nada, a não ser de parasitar o PT, pede ingressos de R$ 30, se a passagem aérea vai sair os olhos da cara? Cadê a Anac, o cabidão do PT? Claro, todos querem e ganhar, e o povo otário que fique esperto e caia fora dessa Copa de vergonha e enganação.

Antonio Jose Justino anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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‘GOELA ABAIXO’

O intelectual Nirlando Beirão, numa expressiva página do caderno "Aliás" deste jornal - e, menos mal, na última página - fez defender o adoecer da ave para que dessa brutalidade venha-se a ter a iguaria "foie gras" ("Estadão", 13/10, E10). Bem poderia ele conclamar os leitores a pesquisar nas páginas da internet de como se chega ao saboroso resultado. Foi nos dito somente meia verdade e, pelo o que deixou de fazer, faço eu: caro leitor, busque na internet (Google) "foie gras" e tire a sua conclusão, e não se deixe levar por "cérebros gordos". As aves, gansos ou patos, são levados forçosamente à engorda, isto é, são adoentados para com isso agradar aos paladares dos seletos consumidores. Os animais aí estão para somente nos auxiliar na nossa alimentação, até que um dia nós, mais educados, deixemos de nos alimentar deles, pois os animais também têm medo de morrer.

Jaime Vianna jaimevianna@terra.com.br

São Paulo

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NOSSA CAMINHADA

O autor de "Goela abaixo" foi feliz em alertar sobre a hipocrisia da preocupação com o sofrimento dos gansos e a falta da mesma com relação às galinhas e faisões, por exemplo. Mas não mencionou que o hábito dos humanos de comer proteína animal representa a maior causa individual das mudanças climáticas, um colossal desperdício de proteína vegetal e implica o sofrimento desnecessário de bilhões de animais de produção anualmente. Pombos seriam "criaturas asquerosas", mas seus hábitos alimentares não incluem comer cadáveres nem órgãos deliberadamente destruídos apenas para satisfazer a glutões ou gourmets. É incrível a falta de empatia com outros seres que sofrem do início ao fim de suas miseráveis vidas. No século 19, "O Jovem Rei", de Oscar Wilde, já sugeria uma reflexão sobre a origem das "coisas boas da vida", como jóias e roupas finas, muitas vezes fruto de trabalho escravo de seres humanos, aceitável na época. Proibir o foie gras faz parte da caminhada da humanidade contra o sofrimento desnecessário dos animais.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

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ARGUMENTOS INFANTIS

Lendo o artigo "Goela Abaixo", que domingo (13/10) ocupou uma página do caderno "Aliás", brotou em mim uma enorme necessidade de expor minha indignação e diferença de opinião com o autor Nirlando Beirão. Entre muitas notícias ruins que circulam nos meios de comunicação, vez por outra nos deparamos com algumas que nos deixam alegres, felizes mesmo ao percebermos que não estamos totalmente sufocados na mediocridade nem na crueldade e na miséria de pensamento e sentimento. Foi isso o que senti com a aprovação do projeto do vereador Laércio Benko, para proibição da produção e comercialização do foie gras na cidade de São Paulo. Uma iguaria que (graças a Deus e ao preço salgado) poucas vezes vi ser degustada e me lembra os bárbaros em seus banquetes arcaicos, assustadores e cruéis. Considerando que vivemos em tempos modernos (?!), deveria ser vergonhoso e chega a ser ridículo que alguém se sinta tão ultrajado por este projeto por não mais poder degustar este raro punhado de gordura, que um dia foi um fígado, com um vinho que lhe seja o casamento perfeito. O autor do artigo muniu-se de argumentos infantis e pouco consistentes, como "preconceito de classe" e "gente que nunca ouviu falar de foie gras, mas tem profunda raiva de quem já ouviu". Deveria mesmo envergonhar-se de citar sua nutricionista, que com absoluta certeza não lhe prescreve este tipo de "iguaria". Como médica, acho óbvio que minha colega na área da saúde deva ter-se sentido desconfortável com as "escapadas gastronômicas" nada saudáveis de seu paciente. A avalanche de avanços da medicina associados ao incentivo globalizado a hábitos de vida saudáveis, prática de exercícios físicos, controle de stress e alimentação balanceada nos permitem hoje viver mais e melhor. É lamentável que haja gente (que se julga culta e formadora de opinião) que esperneie tanto para acatar uma lei que, diga-se de passagem, vai afetar a poucos, mas vai proteger milhares de animais, que são, sim, tratados de forma cruel, que o autor do artigo tentou por todos os meios maquiar e banalizar a absurda forma de obtenção de sua chique iguaria. Não há como se falar em "preconceito de classe" dizendo que as outras espécies animais estão fora da custódia afetiva, pois felizmente muitas coisas boas começam pequenas, mas se expandem com o tempo. Não é só porque touradas ainda acontecem na Espanha que não se pode parar de empanturrar os gansos aqui no Brasil. Este projeto é só o início, mas está totalmente coerente com a consciência politicamente correta. Vivemos num país onde felizmente é possível expressar nossas ideias, embora ao lermos um artigo como aquele constatemos que muitos de nós ainda pensam estar vivendo na Idade Média. Porém estes medievais, depois de lamberem os beiços com tanta gordura de fígado de ganso, obviamente ao destruírem seus próprios fígados, entupirem suas artérias e, quem sabe, capitularem com um triste AVC ou uma coronariopatia, irão correr para o nutricionista, apelar para a medicina, as nistatinas ou coisa que o valha, para tentarem reverter o prejuízo e continuarem a ser luxuosos decadentes consumidores de foie gras, casacos de pele e outras vampirizações "inconscientes" e totalmente desnecessárias das espécies que nos são inferiores na cadeia da Biologia.

Renata Silva renatarpreto@gmail.com

Ribeirão Preto

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MAU GOSTO

Foie gras no "Aliás", por quê? Repugnante, simplesmente repugnante e de mau gosto, uma coluna tão grande a defender uma iguaria de poucos para poucos. Nas páginas do "Estadão", por este Beirão sem noção e metido a ricão. Com todos os efes e erres, ele enreda para o mundo dos Nahas da vida, como se fosse normal comer foie gras em terras tupiniquins. "Condão de anestesiar a alma."

Reinaldo reinaldo@chavantes.ind.br

São Paulo

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UMA QUESTÃO ÉTICA

Foi difícil engolir até o final o artigo do sr. Nirlando Beirão, que o jornal publicou no caderno "Aliás" deste domingo, 13 de outubro. Forcei-me a lê-lo, apesar do enjoo, para poder escrever esta carta. Fiquei estarrecida ao perceber que um escritor e jornalista, no terceiro milênio, coloque sua experiência gastronômica acima de qualquer outro princípio ou sentimento. O fato de que animais sejam submetidos a procedimentos de tortura para produzir uma iguaria parece não ser problema para o sr. Beirão. Além de serem alimentados de forma cruel, também têm suas patas pregadas em taboinhas para que não consigam andar e engordem mais. Com certeza ele viu na TV os patos felizes, assim como vemos vaquinhas , carneirinhos e porquinhos, todos saltitando em belas fazendinhas, e deu-se por satisfeito. Quanto às regras europeias, podem ser rígidas quanto à higiene, mas não dão qualquer importância para a crueldade, mantendo legal e alegremente porcos, vacas, frangos, etc. em regime de confinamento por toda a vida. Para quem não sabe, confinamento significa criar animais em baias tão estreitas que eles nem podem se virar. Nunca tomam sol, nem pastam nem andam. Não sei em que momento o homem chegou a tal barbárie legalizada, mas se as pessoas soubessem o sofrimento que está por trás do que comem, certamente ficariam chocadas e pediriam mudanças drásticas e imediatas. E o Brasil já está caminhando em direção ao confinamento. Por isso é tão triste que um escritor e jornalista tenha uma visão tão mesquinha, totalmente voltada para seu próprio prazer. Prazer que conscientemente ele obtém à custa de imensa crueldade. Assim como é surpreendente que chefs de cozinha não tenham fantasia para substituir a "iguaria" sem ficar choramingando. O pior comentário foi de um destes, que ligou os protestos de junho pelo País às dificuldades encontradas pelos chefs de cozinha no Brasil sem o foie gras. Tudo a ver. Qualquer que seja o movente do vereador que interditou o foie gras, o fato é que menos animais vão ser atormentados para o deleite do ser humano. E isso é bem-vindo. Fico feliz que o meu tributo pago a um servidor público tenha servido para isso. Já não posso dizer o mesmo em relação aos funcionários públicos que, de mãos dadas com Naji Nahas, expulsaram centenas de famílias dos seus lares no episódio do Pinheirinho. A propósito, o sr. Beirão não se incomodou realmente com a presença do "Naji". Nem perdeu o apetite. Imaginem se ele vai se importar com os gansos pregados em tábuas e com funis no bico. Gostaria que o jornal, aproveitando a polêmica em torno do fígado, levantasse a questão destas práticas cruéis de criação e abate dos animais e mostrasse para a população o que ela está realmente consumindo, e propusesse um debate sério a respeito. Podemos criar animais para o consumo humano, mas não é preciso tratá-los desta forma.Temos o direito de tratar como máquinas seres que comprovadamente sentem dor e medo? O que a indiferença ao abuso legalizado traz como consequência para nossa formação ética e moral? Trata-se de uma questão ética, ligada a outras formas de crueldade e exploração de animais e seres humanos, um tema importante que o jornal, por enquanto, tratou apenas como "episódio pitoresco" no seu caderno de domingo.

Gabriella Rinaldi brilli@uol.com.br

São Paulo

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BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

Nas últimas semanas ganha corpo entre artistas e juristas argumentos quanto à discussão sobre a legalidade dos lançamentos de biografias não autorizadas. E desde já me posiciono que sou contra a edição de biografias não autorizadas, em que o biografado é exaustivamente analisado pela ótica crítica ou do elogio, que se alternam e se invertem num jogo de morde e assopra, mas cujo resultado financeiro dessa obra literária vai para as contas bancárias do biógrafo e das editoras. Obviamente, respeito os argumentos contrários, embora não os aceite pela sua fragilidade. Sustentar, por exemplo, que tal proibição é censura prévia, soa esquisito; o que no Direito, quando não temos um fundamento jurídico sólido e convincente para uma defesa em recurso, chamamos de "jus sperniandi". Tal argumento é desmontado por quatro simples motivos. 1) Censura é o ato de controle ideológico da comunicação de massa feita por um governo, muito comum em regimes ditatoriais ou autoritários, com uma finalidade específica. Não é possível identificar, na realidade brasileira atual, traços que demonstram ser o regime que vivemos autoritário ou que o governo tenha interesse específico de fazer um controle ideológico sobre determinados assuntos, em especial sobre a vida privada de qualquer cidadão. 2) O artigo 20 do Código Civil, que garante a proteção do indivíduo à privacidade, a honra e a imagem, versa sobre o direito particular do cidadão de "ser deixado em paz", bem como proíbe que terceiros explorem seu nome e sua fama para obter lucro. 3) A lei em que se fundamenta tal vedação é legitimamente aprovada por um regime bicameral (Câmara dos Deputados e Senado federal), com parlamentares eleitos democraticamente em eleições livres. 4) A notoriedade ou a fama não dá direito a qualquer pessoa devassar a intimidade do cidadão, ao qual lhe reserva a lei - inclusive - o direito de ser esquecido. Ademais, a vida de um homem (gênero) é feita de atos e omissões, palavras e silêncios, presenças e ausências, visibilidades e segredos que não cabe a ninguém revelá-los, exceto sob autorização do envolvido ou pelo próprio. Por esses motivos, creio que não seja ético vilipendiar a intimidade, o passado, a honra e a boa fama de qualquer pessoa sob o falso argumento do direito à informação, de uma falaciosa transparência da sociedade atual, um pseudocompromisso com a verdade ou apelar para o frágil argumento de censura prévia, sendo que o pano de fundo está o lobby capitalista do mercado editorial, tentando ampliar a venda de conteúdo questionável e polêmico, à custa de pessoas que se veem reféns da notoriedade, da fama ou personagens de fatos históricos. Precisamos ganhar, como nação, maturidade e serenidade para administrar certas questões com bom senso, respeito ao próximo, à sua intimidade, ao seu pensamento e à sua história de vida, pois uma mentira reimpressa milhares de vezes torna-se verdade.

Rodrigo Cabrera Gonzales rodrigo@cabreragonzales.com.br

São José dos Campos

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O SILÊNCIO DAS EDITORAS

O debate improdutivo entre os artistas (escritores e músicos) só serve para blindar as editoras de manifestarem uma postura mais civilizada do assunto biografia. Os escritores, que em sua maioria ganham uma pequena porcentagem das vendas, são usados como prepostos de editoras e até lançaram mão das palavras-chave "censura" e "chapa-branca", usando o trauma da ditadura para vencer a pendenga; os medalhões da MPB resolveram montar uma trincheira no "procure saber", tentando resolver pela via burocrático-normativa a sua participação em obras que podem falar sobre eles. Enquanto estes "intelectuais" se digladiam, as editoras ficam quietas. O "Estadão" de domingo (13/10) noticiou que, no mundo civilizado, Malala é acompanhada pelos executivos de sua editora (sua biografia será lançada em 21 países) para dar entrevista à CNN. Cristiane F. recebe direitos do primeiro livro e do filme feito anos atrás e já prepara o lançamento de uma nova biografia, em parceria com uma escritora convidada. Parece que a postura de editoras e produtoras de filmes lá fora é diferente: o personagem consegue negociar (em todos os termos), não censurar, a sua participação numa obra, seja ela um livro ou um filme. Aqui, as partes vão ao Legislativo ou à Justiça para defender o seu quinhão. Editoras, chegou a hora de seguir os exemplos corretos.

Francisco Ferreira de Freitas franciscofreitas05@uol.com.br

São Paulo

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AFASTA DE MIM ESSE ‘CALE-SE’

Tudo na vida é sazonal e tudo o que vai volta, e às vezes volta com maior intensidade. É uma grande piada Roberto Carlos, Gilberto Gil, Erasmo Carlos e Caetano Veloso quererem proibir a publicação de suas biografias na marra. Será que existem muitas gambiarras ou bandalhas de que ninguém pode saber? Se a vida deles é pública... Só tomando uma atitude e pedindo a todos que esqueçam esses caras. Depois dessas, estão sem moral para abrirem o bico, pois não merecem mais nenhuma consideração.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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PROIBIDO PROIBIR

Biografias livres. É proibido proibir!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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A VERDADEIRA RAZÃO

Estou curiosa e desconfiada das razões por trás do movimento "Procure Saber" de Caetano Veloso e cia. Será falta de ter o que fazer ou é ignorância mesmo? Ou estão com medo das trevas, do anonimato, da falta de interesse do público por eles? Quem vai querer ler uma biografia da Paula Lavigne? Não autorizada teria uma página, autorizada teria só uma frase com as palavras "centrada em si mesma, ignorante e chata". Figuras públicas não têm vida privada e, portanto, não têm de dar autorização para que suas biografias sejam escritas. Com certeza Caetano e cia. do "Procure Faturar" jamais leram a biografia de Clarice Lispector, eo Benjamin Moser: é densa, intelectual, brilhante. Esse grupeto não tem tempo para isso. Também, o que se pode esperar de gente que passou 40 anos rimando "amor com flor"?

Marta Lawson Lawson lawsonmv@hotmail.com

São Paulo

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ALEGRIA, ALEGRIA?!

Não são apenas os tempos que mudam, mas também as atitudes do ser humano. Num passado não muito distante, os então paladinos da liberdade de expressão, só para citar dois muito famosos, os senhores Caetano Veloso, que cantava "É proibido proibir", e Chico Buarque de Holanda, que entoava "Cálice, afasta de mim esse cálice", hoje apoiam a proibição, tentando impor limites à produção de biografias não autorizadas. É como se diz, no mundo dos homens e no mundo dos deuses, a verdade é uma só: todas as coisas são passageiras. Só para dizer o mínimo!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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O DISCURSO DE LUIZ RUFFATO

"A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras!" (Aristóteles, 384 a.C.-322 a.C.). Se o discurso polêmico do escritor Luiz Ruffato na Feira Literária de Frankfurt, na Alemanha, não agradou a gregos e troianos - o que é comum -, pelo menos mostrou ao mundo que, se faltam outras qualidades ao povo brasileiro, pelo menos a qualidade essencial, aquela que garante todas as outras, esteve presente: a coragem. Mas por tudo o que temos visto em nosso país, e concordando em gênero, número e grau com o conteúdo corajosíssimo do discurso do mineiro Ruffato, perguntamos a Aristóteles: se a coragem garante todas as qualidades humanas, o que fizeram nosso povo, nossos políticos e nossas elites das outras tão necessárias qualidades, cuja ausência continua a nos manter entre a escravidão e o abuso dos poderosos?! Não me perguntem, perguntem, se tiverem coragem, àqueles que se proporão a nos dirigir a partir das eleições de 2014. E não se deixem enganar pela emoção de Galvão gritar de novo: Brasil campeão! Brasil campeão! Brasil campeão!

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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ROUPA SUJA SE LAVA EM CASA

Estranho que um brasileiro (?) vá apresentar um tão negro quadro do seu (?) país na Feira do Livro de Frankfurt. Será que era para incentivar os alemães a desprezarem o Brasil? Roupa suja lava-se em casa, sr. escritor Luiz Ruffato, discute-se em casa, e compete a cada um de nós dar o seu melhor para atenuar os erros em que vivemos. E onde foi buscar os números de índios existentes pré Cabral e atualmente? Seriam, como afirma, 4 milhões? Era bom que apresentasse provas. Todos sabemos das desigualdades que, infelizmente, marcam o nosso país. Mas o sr. Ruffato preocupou-se em saber como seriam as desigualdades, por exemplo, na Alemanha, Estados Unidos, China, França, etc.? Falou, por exemplo, no crescente número de livros que se têm publicado e, naturalmente, lido no seu (?) país? Ou esqueceu? Afirma que até agora vivemos 500 anos de desgraça. A desgraça de ter criado gente que aproveita um qualquer poleiro para se evidenciar. Sr. Ruffato, é muita demagogia só para tentar vender mais livros... seus.

Francisco Gomes de Amorim oyarzun@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DISCURSOS IDEOLOGIZADOS

Na Feira de Frankfurt, perdeu-se a oportunidade de mostrar nosso valor literário e os discursos foram totalmente políticos e serviram para mostrar como nosso governo está ideologizado. Discursos alheios ao evento, feitos por cabos eleitorais do PT, mostraram que não havia outro, senão o interesse de glorificar um governo que está caindo em todos os fóruns mundiais, sejam econômicos, sejam na educação, sejam no IDH. Foi uma pena.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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MIGUEL COLASUONNO - HOMENAGEM

O início dos anos 1960 marcou uma fase de intensa transformação no perfil do curso de Economia da FEA/USP, momento em que jovens economistas formados pela escola tomariam a frente no projeto de modernização do ensino de economia: Miguel Colasuonno foi, nesse sentido, personagem central na perspectiva de consolidação desse projeto, assim como, de colocar em funcionamento o Programa de Pós-Graduação do IPE/USP. Na FEA foi aluno do curso de Economia entre 1958 e 1962 e da Pós-Graduação entre 1963 e 1964, especializando-se em Comércio Internacional e Câmbio com a tese Economia Internacional. No ano seguinte esteve na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, para fazer seu Ph.D. em relações internacionais. Miguel Colasuonno se aproveitava dos convênios firmados entre a Faculdade de Economia da USP e a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que garantiam tanto a formação de pesquisadores brasileiros nos EUA, como permitia que professores de universidades americanas viessem apoiar a construção de pós-graduações no Brasil. Essa experiência certamente garantiu a Colasuonno contato com as modernas teorias econômicas do período. Ao regressar ao Brasil em 1966, voltava para a FEA, mas agora como professor. Na graduação ministrou disciplinas como Análise Microeconômica, Formação de Preços e Moedas e Bancos. A grande novidade naquele momento, entretanto, era o início das atividades do programa de pós-graduação do Instituto de Pesquisas Econômicas, IPE/USP, criado em 1964. Delfim Netto foi quem liderou a construção do novo programa, quem sedimentou as parcerias com a Fundação Ford e a Universidade de Vanderbilt, permitindo a vinda de professores estrangeiros para ministrar cursos no IPE, tais como Andrea Maneschi, Werner Baer, Gian Singh Sahota e William Oliver Thweatt. O tempo de Delfim a frente do IPE, por sua vez, foi bastante curto. Em 1966, quando assumiu a Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, foi Miguel Colassuono o responsável pela continuidade do programa. Na administração do IPE, Miguel Colasuonno foi o primeiro secretário executivo, no período entre 1966 e 1971. Era considerado, como de fato foi, uma figura chave na implantação da pós-graduação e do próprio IPE, conforme depoimento de um dos professores americanos no período, Werner Baer. Nesse período em que esteve na liderança do IPE participou da formação da Revista Estudos Econômicos (1971) e, mais tarde, do que seria a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe (1973). Sua liderança como economista seria sedimentada com o prêmio Economista do ano em 1973. Em 1971, quando se tornou Secretário de Economia e Planejamento do Governo de São Paulo, iniciaria uma longa trajetória em cargos públicos, mas sem abandonar sua relação com a FEA. Na ocasião da fundação da Fipe Miguel Colasuonno não estava mais lecionando na FEA, mas foi nomeado como Conselheiro, permanecendo nessa condição ao longo de quase toda década de 1970. No início dos anos 1980, quando foi eleito Presidente do Sindicato dos Economistas, da Ordem dos Economistas e do Conselho Regional de São Paulo, também assumiu a presidência do Conselho Curador da Fipe (1982-3). Assim, Miguel Colasuonno certamente fica na história do curso de Economia da FEA/USP, do Programa de Pós-Graduação do IPE/USP e da Fipe, ao garantir que o processo de modernização de nosso conhecimento econômico fosse realizado. Se no que diz respeito ao ensino um novo padrão de curso de pós-graduação foi estabelecido, no que diz respeito às pesquisas econômicas, a liderança de Miguel Colasuonno auxiliou a construção de uma nova forma de se estudar os problemas econômicos, que seria seu legado para a Fipe nos últimos 40 anos. Todas essas contribuições sempre vieram acompanhadas de muita amizade, de muita generosidade e desprendimento, e de um otimismo que a todos contagiava: muitas gerações de economistas são gratas por terem tido o privilégio de conviver com Miguel Colasuonno.

Economistas da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) e da Fipe imprensa263@coreconsp.org.br

São Paulo

 

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