Fórum dos Leitores

NOITES DE TERROR

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2013 | 02h10

São Paulo e Rio em chamas

Não está mais que na hora de os governadores Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral tomarem atitudes mais drásticas contra o vandalismo que toma conta das duas maiores capitais do Brasil? É certo que sim, pois se esperarem que o governo federal ofereça ajuda neste momento delicado, mas muito interessante para quem deseja ardentemente conquistar os dois Estados, podem esperar sentados. Será que ainda não perceberam que esses movimentos quase diários podem estar sendo plantados para inibir manifestações ordeiras e justas? Os bandidos depredam patrimônio público, incendiando viaturas policiais e pichando fachadas históricas, atormentam comerciantes, danificam lojas e produtos expostos, põem transeuntes e motoristas em risco. A troco de quê? Se forem repelidos com a "poderosa" arma gás de pimenta, os policiais são considerados violentos. Até quando comerciantes vão ter "sangue de barata" para ver seu patrimônio construído a duras penas ser destruído pelo vandalismo? Portanto, srs. governadores, se não forem tomadas atitudes enérgicas, conscientes e inteligentes, para ontem, a situação só tende a piorar, e muito, e poderá tornar-se incontrolável. Ou, como tudo no Brasil, vão esperar o vulcão explodir para só depois tomar uma decisão?

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Vandalismo x polícia

Como é possível a polícia do nosso Estado não dar conta de 20, 30 baderneiros, vândalos, etc.? A questão é a seguinte: quem está por trás disso tudo?

ANTONIO FEIERABEND

afeierabend@hotmail.com

São Paulo

Arruaças

Os chamados black blocs, baderneiros e arruaceiros na versão século 21, estão prestando enorme desserviço à população brasileira. Durante séculos nossa brava gente bronzeada foi chamada de passiva, leniente e omissa diante dos desmandos de governantes inescrupulosos. Pois justo no momento em que a sociedade civil sai às ruas para manifestar seu descontentamento com a corrupção, a inércia e a desfaçatez dos governantes, surgem os ignóbeis black blocs para atrapalhar, tirar o foco e tumultuar as legítimas manifestações populares. É muito triste ver que no meio de uma passeata histórica pela educação e pela dignidade dos professores tenhamos, ao final, de ver na mídia as cenas de barbárie dos covardes encapuzados quebrando estabelecimentos privados e pichando bens públicos. Queimar ônibus é coisa de bandidos da pior espécie, não de quem quer mudar os destinos do nosso país. Cadeia neles!

RAFAEL MOIA FILHO

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

Apoio aos professores

De que adianta o sindicato dos professores do Rio de Janeiro dizer que sua passeata terminou às 19h40, e pacificamente, se dias atrás eles anunciaram que qualquer apoio à classe era bem-vindo, até mesmo dos black blocs? Pois os black blocs foram lá apoiá-los, só que à moda deles. Poderiam ter ficado calados ou reprovar esse vandalismo, que tem o repúdio da sociedade.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Herança maldita

Quando o pessoal do MST e assemelhados invadia terras produtivas, destruindo, saqueando, roubando, as autoridades nada faziam, e não o fazem ainda hoje, sob a alegação de que é um direito deles de protestar. Com paus, enxadas, foices e facões?! Nada fizeram porque era lá longe que isso ocorria, destruindo trabalhos de uma vida toda, de mais de 20 anos de suor, sob o sol e a chuva. Agora ocorre algo semelhante nas cidades, com os chamados vândalos, que as autoridades querem enquadrar, até na Lei de Segurança Nacional. Demoraram muito. Desde a primeira manifestação de desordem a atuação deveria ter sido imediata e rigorosa. Essa é a herança maldita do MST em forma de impunidade, que transposta para as cidades, com paus, pedras e até martelos, dói mais na vista, porque está perto, e nos índices de popularidade visando à eleição. A periculosidade no campo e na cidade é a mesma, não pode ser tratada de forma diferente. A sociedade quer a atuação imediata das autoridades, seja no campo ou na cidade.

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

CORRIDA ELEITORAL

O tripé de Dilma

Marina Silva, com toda a razão, criticou a política econômica do governo federal e a presidente Dilma Rousseff respondeu, em entrevista, que jamais abandonou o "tripé macroeconômico". Pelas críticas de que se tem notícia de economistas nacionais e agora também de fora do País (FMI), apontando o baixo crescimento, a inflação alta, as contas públicas em deterioração, não se confirma essa afirmação. Também chamam a atenção para as pressões inflacionárias preocupantes, pelo alto endividamento do setor público e pela necessidade urgente de investimentos em infraestrutura. Se Dilma jamais abandonou o tal tripé, não sabemos, mas que a nossa realidade econômica é essa apontada estamos sentindo na pele. A erosão é evidente e o discurso populista não nos dá nenhuma segurança. Nem com "tripé" de quatro pernas.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Mentiras como verdades

É impressionante a posição de Dilma sobre as coisas do País. Não sei se ela não entende o que as pessoas dizem ou se faz de desentendida. No caso do tripé econômico, que, segundo Marina Silva, foi abandonado pelo governo brasileiro, Dilma responde que isso nunca aconteceu. Ou mente ou finge que não entendeu a crítica. O tripé é composto pelo superávit primário, que não foi atingido - Dilma falsificou números, como a imprensa demonstrou, para se aproximar da meta. Também pelo câmbio flutuante, que só flutuou quando o governo não interveio - também neste caso Dilma finge que não sabe o que Mantega tem feito no câmbio. O terceiro item do tripé, a inflação, igualmente está distante da meta e talvez ultrapasse o limite máximo fixado. Dilma faz de conta que mantém o tripé porque muita gente não sabe do que se trata. Para os que sabem, ela usa a "contabilidade criativa", mudando os números reais da economia, na escola de Cristina Kirchner. Realmente, Dilma conta mentiras com tanta habilidade que até parecem verdades.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

De destruição

Após farpas trocadas de ambas as partes, Marina diz que não quer destruir Dilma. Nem pode, Dilma já se autodestruiu.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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DO PROTESTO DE PROFESSORES AO BLACK BLOC

Mais uma vez, vândalos deixaram marcas de destruição na cidade de São Paulo. Agora o vandalismo veio depois dos protestos em apoio aos professores na terça-feira. O que não dá para entender é que, mesmo antes de o patrimônio público e privado que foi destruído ser reparado, os poucos bandidos que foram detidos pela polícia horas depois já estavam em liberdade.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INVASORES

É incrível como em qualquer manifestação justa e comportada, como a de alunos, professores, etc., aparecem os black blocs, avisados não sei por quem, e começam a bandalheira, quebrando tudo pela frente. Será que esses black blocs não são "PT blocs", para desestabilizar um protesto justo e assustar a população, evitando novas manifestações? Pensem bem! Desse governo podemos esperar tudo!

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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ALGO ESTÁ ERRADO

Não podemos nos esquecer de que quem iniciou esta moda de protestos mascarados de bandidos narcotraficantes foram os alunos da Universidade de São Paulo (USP) algum tempo atrás. Depois de vários pequenos protestos pacíficos legítimos nos grupos de rede social na internet contra a corrupção, iniciados há dois anos, quando se levantaram as bandeiras que a população verdadeira utilizou em junho de 2013. Após isso, começaram a aparecer estes grupos mascarados novamente, que não passam de massa de manobra das esquerdas, inclusive os alunos da USP, a fim de tirarem a população verdadeira das ruas por causa da violência. Por que a esquerda está agindo assim? Estão a serviço dos mensaleiros? Querem disfarçar o estrago que fizeram na economia e enganar a população até outubro de 2014? Por que os criminosos estão praticando o terror contra a polícia e a população? É para intimidar e induzir ao erro na hora de votar? Estão preparando para um golpe esquerdista, contrariando o desejo de 70% da população? Algo está errado, é nisso que temos de concentrar nossas reflexões.

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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SEM REIVINDICAÇÕES

O Black Bloc é só cópia de torcida organizada: nem cheerleaders tem...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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A BAGUNÇA CONTINUA

As autoridades de São Paulo continuam "marcando bobeira" com os vândalos. Agora até meu pacífico Butantã foi atingido pela onda de idiotice e destruição. Policias e Justiça têm de colaborar entre si para que os detidos permaneçam algum tempo presos e sejam devidamente processados. Os empresários deveriam responsabilizar criminalmente o Estado pelos prejuízos. É bom que essa situação seja logo resolvida, porque está tendo o condão de até começar a despertar as adormecidas casernas.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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O MAL-ESTAR DA POLÍTICA

O mal-estar da política pode ser avaliado pela atual crise de representatividade e conflito entre os Três Poderes. Na cidade do Rio de Janeiro, o Executivo encaminha o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos Professores, o Legislativo aprova o projeto e o Judiciário anula a sessão de votação. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) suspende o corte de ponto dos professores, as ruas são palco de destruição e a população não é ouvida em referendo para aprovar ou rejeitar a proposta.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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OS DESAFIOS DO PCC

Segundo líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), teremos a "Copa do Terror", oportunidade em que o comando da organização criminosa deseja mostrar a sua força e o seu conteúdo de vingança, especialmente se a cúpula for removida para o presídio de Presidente Bernardes. O Estado demorou muito para atuar e o Poder Judiciário paulista foi muito contemplativo com os bandidos, prestigiando espúrios direitos humanos. Entretanto, se não houver uma ação conjunta entre as Polícias Civil e Militar, Ministério Público e Poder Judiciário, com o prestígio do governo estadual, chegaremos a um ponto em que ocorrerão execuções, e autoridades poderão morrer no cumprimento de seus deveres. Estamos, na verdade, em guerra. E a guerra contra o crime organizado precisa contar com suportes anormais e próprios de épocas distintas e diversas. As remoções para prisões de extrema vigilância e segurança, bem como a punição de policiais e servidores que se submetem ao crime, são providências inafastáveis, da mesma forma que os advogados ligados ao PCC precisam ser punidos exemplarmente, porque advogado é defensor, e não moleque serviçal de bandidos.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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‘PACTO’

Podem estar certos de que a "Copa do Terror" não acontecerá, pois haverá o famoso "pacto". Grande parte da bandidagem está de fato infiltrada nos governos, o pacto resolve o problema de todos os bandidos. Mesmo porque, na Copa, vai correr dinheiro para brancos, pretos, políticos, bandidos e traficantes, sem precisar da bandidagem do dia a dia, seja nos governos, seja nas cadeias ou nas favelas.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PCC PREPARA ATAQUES

Está na hora de a população cobrar os governos federal, estaduais e municipais: "bandido bom é bandido morto".

Marcio Pinto Costa

marciopintocosta@gmail.com

São Paulo

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SAI DE BAIXO

Os bandidos descobriram que são mais organizados e têm maior poder que o Estado, além de não haver corruptos em sua organização (PCC), portanto, sai de baixo.

Nilson Soares da Silva

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

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CAUSA E CONSEQUÊNCIA

O maior problema a ser enfrentado pelo governo Alckmin não é exatamente o PCC, mas, sim, a corrupção policial. Ela é causa, a outra, em grande parte, é consequência.

Ulysses Fernandes Nunes Jr

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NOS PRESÍDIOS

Corrupção nos presídios sempre existiu, mas agora está comprovada pelas escutas telefônicas feitas pelo Ministério Público Estadual e divulgada amplamente com grande destaque pelo "O Estado de S. Paulo". Além da instalação de bloqueadores de celular, que deverá ocorrer até dezembro próximo, algumas outras medidas deveriam ser tomadas pela Secretaria de Segurança Pública, como: as visitas que os presidiários recebem, tanto de seus advogados como de seus familiares, deveriam ser feitas em locutório onde o detento ficaria isolado de seus visitantes por um vidro a prova de bala e a conversa seria feita através de interfone. Dentro dos presídios masculinos deveriam existir agentes penitenciárias femininas com a finalidade de revistar as mulheres na entrada, impedindo a entrada de telefones celulares, drogas ou bilhetes comprometedores. Outra providência seria responsabilizar os agentes penitenciários e os diretores dos presídios pelas informações fornecidas ao juiz que autoriza a saída dos detentos para os fins de semana prolongados; Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Criança, festas de fim de ano e pela semana santa, etc. Se qualquer crime fosse praticado na rua pelo preso, o agente penitenciário, bem como diretor, seriam considerados coautores desses crimes. Com essa medida, certamente as saídas seriam em muito reduzidas e aqueles responsáveis que informam o juiz do bom comportamento do detento à custa de propina deixariam de praticar esse crime.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

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PMS QUEREM AUMENTO REAL DE SALÁRIO

As entidades representativas dos diferentes segmentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo informam à população, que a classe vive hoje seus dias mais desalentadores. Vê o governo do Estado, seu empregador, anunciar como vantagens uma série de medidas que em nada atendem às reivindicações de aumento salarial para a categoria, de 14% neste ano e 10% em 2014. Se atendida a reivindicação, descontada a inflação, o reajuste real não chegaria a 4%. Mas o governo, infelizmente, acena apenas com um reajuste de 7%, que representaria ganho real de 1,38%. Promete à tropa promoções e benefícios que já existiram e foram retirados injustamente da classe por sucessivos e insensíveis governos. Tudo isso anunciado pelo governo é fruto das reiteradas reivindicações que a classe tem feito. Mas, sem o reajuste real de salários, as dificuldades continuarão. É preocupante, para uma categoria que precisa de motivação para exercer sua função, o clima de apatia que já começa a se sentir nos quartéis, onde os regulamentos impedem manifestações. Não se pode descartar a realização das operações-padrão, um recurso legal mas nefasto para o rendimento do trabalho policial. Nas PMs de vários Estados, fala-se em greve para o próximo ano, em coincidência com a Copa do Mundo. Em São Paulo, as associações de classe e os PMs, ordeiros e cumpridores da lei, têm rejeitado a greve seguidas vezes. Mas há de se reconhecer que, o governo precisa ser sensível. O governador Geraldo Alckmin deveria ouvir representantes da tropa (e não dos gabinetes palacianos) antes de decidir sobre a política salarial da classe. Da forma que vem encaminhando a questão, só consegue aumentar a indignação. Isso tudo, sem falar que as medidas em gestação pelo governo excluem qualquer benefício aos 70 mil inativos e pensionistas, que dedicaram toda a sua vida e ainda, por serem policiais, são cassados pelo crime organizado, estejam na ativa ou inativos. São policiais a vida toda. As associações dos PMs paulistas esperam que o governo reveja as medidas anunciadas e faça as devidas alterações para evitar que continuem sendo classificadas como sendo seu "pacote de maldades". Queremos, todos, mais do que "bondades", justiça... só justiça.

Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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É NADA

Os reajustes anunciados para policiais civis e militares, com enorme alarde, são verdadeiros engodos. Quem fica sabendo parece que vamos ficar ricos com as benesses. Mas, na realidade, 20%, em dois anos, em um salário minguado, é nada.

Edmar Augusto Monteiro

edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

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‘ELEIÇÕES 2014’

Excelente o artigo do ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto ("Eleições 2014", 16/10, A2), em que expõe com clareza incontestável as dez obras que o PT poderá reivindicar como suas na campanha pela reeleição de Dilma Rousseff em 2014, tais como: mensalão, rompimento dos princípios da ética e da moralidade, insegurança jurídica, desprestígio da diplomacia, compra e venda de legendas, declínio das atividades industriais, exportação de empregos para China e Índia, criação de ministérios inúteis, construção e financiamento de estádios de futebol e oficialização da palavra "presidenta". Depois dessa coletânea de fracassos, a pergunta que fica é: que mistérios insondáveis rondam os institutos de pesquisa que apontam Dilma como a favorita para presidente em 2014?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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DILMA MANDA ESTUDAREM

Foi inesperada a afirmação da presidente Dilma aconselhando seus adversários a "estudar muito". Todos precisam e devem estudar muito, até o último minuto de vida, porque o conhecimento é o alimento da alma e não tem fim. Pena que a presidente não tenha a mesma opinião de seu padrinho Lula, que sempre afirmou que não é necessário estudar nada para ser presidente. O ex-presidente não deve ter dado o mesmo conselho a Dilma, já que ela é "doutora", de tese defendida na Unicamp, como afirmava seu site anos atrás. Essa informação foi retirada depois, sabe-se lá Deus por quê!

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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SALTO ALTO

Como a presidente só pensa "naquilo", eleição, é claro, quando da inauguração de fábrica em Itajubá (MG), disse que os seus adversários precisam se preparar e "estudar muito" os problemas do País, mesmo porque ela continua se preparando e estudando, para quando começar a governar, sabe-se lá quando. A campanha eleitoral continua, aliás, nunca terminou. Mas Dilma nem trata da eleição de 2014 e muito menos não está de "salto alto" em razão de liderar as pesquisas "encomendadas". Do que mesmo? Ah, das eleições, então! Não confunda "salto" com a$$alto, que passou a ser rotina dos bandidos urbanos, e, com todo o respeito, da maioria dos no$$os políticos e "autoridades", que perderam de vez a vergonha, a ética, a honestidade e a moralidade. Pelo visto, o patriotismo também. O povo brasileiro que se acostume e que se lixe, enquanto imperar neste país a impunidade!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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HORA DE TRABALHAR

A atual presidente age exatamente como o antecessor (que nunca se afastou do poder) e faz campanha explícita (sem comentar a fortuna que gasta nas propagandas enganosas comuns no PT), e na maior cara de pau diz que só trabalha. Está mais do que na hora de deixar de balelas e "tentar governar", coisa que com certeza não sabe. Aliás, sua participação no governo não altera em nada a situação calamitosa em que deixaram o País.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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BARBOSA NA POLÍTICA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que não descarta a possibilidade de entrar para a política e ser candidato à Presidência do Brasil após a aposentadoria. Não tenham dúvidas de que ele já está sendo adulado, convencido e trabalhado por Lula e Dilma para se filiar ao PT, para lhes garantir desta forma continuidade em mamar nas nossas tetas. Tudo isso mesmo após demonstração de repúdio de ambos por ele quanto ao caso "mensalão", né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SALVE!

Que bela notícia nos deu Joaquim Barbosa ao afirmar que poderá ser candidato daqui a alguns anos! Pena que só daqui a alguns anos! Como gostaria de vê-lo com a faixa presidencial. Na vida o que se aprende em casa e, depois, na escola (aquelas que existiam até bem pouco tempo) é o que forma o caráter e a personalidade do cidadão. A família, o teto, nos exemplos dos avós e pais, tudo é agregado na nossa personalidade. Devem existir no Brasil milhões iguais a ele, pessoas de caráter e honestidade, acima de qualquer suspeita. Ninguém chegou por mérito a um Supremo Tribunal. Os últimos, indicados que foram, vieram para dizer, em português castiço e puro, que existe um poder acima de tudo e de todos no País, e que este poder não é a Pátria nem a Nação, e, sim, um partido político. Foi fácil abocanhar o poder. Oferecer uma bolsa qualquer e pegar o voto. Propagar aos quatro cantos que houve mobilidade social ascendente. A classe "Z" migrou para a C. Têm eletrodomésticos e até carro, mas não sabe como pagar por eles. Isso é segredo guardado a sete chaves. Deixa rolar, o povo carneirinho não sabe reclamar. Vamos todos jogar futebol nos belos estádios. Vamos gravar discos e acender os holofotes da fama. "Carqué" um pode. É preciso resgatar o caráter dos políticos que correram atrás de benesses e verbas do povo protegidos por imunidades. O que este partido proporcionou nesses anos todos foi fantasiar um desenvolvimento anão, um desmantelamento da saúde e da educação, transformando o povão num grande rebanho obediente e refém de ideologias da esquerda caviar. Se isso é democracia, minha avó é bicicleta.

Ney Julião Barroso

nejubar@hotmail.com

Rio de Janeiro

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JUIZ POLÍTICO

O ministro Joaquim Barbosa está exagerando. Ele pode dizer publicamente que poderá ser candidato à Presidência da República, mas desde que não esteja na função de juiz. É preciso evitar ilações de que seus posicionamentos num processo como o "mensalão" tem que ver com alguma vinculação política e partidária. Pelo visto, ele está precisando de orientações de quem entende de política.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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RENEGOCIAÇÃO TRIBUTÁRIA

Aos amigos, os favores da lei; aos inimigos, os rigores da lei. Contrariando pareceres técnicos de funcionários da Receita Federal (aliás, que até se demitiram), estão sendo refinanciados R$ 700 bilhões de débitos aos "amigos" do governo para garantir a reeleição. Os Refis acontecem por iniciativa dos Poderes Executivo ou Legislativo, e, historicamente, os empresários aderem, fingem que pagam ou pagam simbolicamente e, muitas vezes, são perdoados, e isso é um desestímulo, uma forma de penalizar aqueles que cumprem corretamente as suas obrigações tributárias. Isso até seria aceitável se no Brasil não houvesse problemas básicos (infraestrutura, saúde, educação, segurança, transportes.). Tais despautérios de Dilma/Lula lhes rendem dividendos políticos, mas sabe quem paga a conta? Nós, eleitores/contribuintes.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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BOA NOTÍCIA

A boa notícia da semana foi a sanção da Lei 12.865 (DOU 10/10/2013), que abre a oportunidade da regularização tributária de alguns contribuintes penalizados por decisões impróprias, a meu ver, tomadas pelo sistema. Na essência foi reaberto até 31/12/2013 o prazo para opção pelo pagamento à vista ou parcelamento, com redução de multas e juros, de débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, inclusive de contribuições sociais previdenciárias, e para com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, vencidos até 30/11/2008, na forma da Lei 11.941/2009. Da mesma forma foi reaberto, até 31/12/2013, o prazo para opção pelo pagamento à vista ou parcelamento, com redução de multas e juros, de débitos administrados pelas autarquias e fundações públicas federais e os débitos de qualquer natureza, tributários ou não tributários, com a Procuradoria-Geral Federal, na forma da Lei 12.249/2010. Ocorre que a Receite Federal, no primeiro momento, chamou a sai a consolidação e o parcelamento dos débitos de acordo com a manifestação do contribuinte. Talvez por não ter conseguido fazer a consolidação por não ter encontrado todos os processos em boa ordem, emitiu novas normas para que contribuinte escolhesse os processos. Muitos contribuintes que fizeram a primeira opção passaram "batidos" nas novas escolhas, fazendo com que a Receita desconsiderasse a primeira opção. E ocorrem outras inconsistências. Exemplo é o contribuinte excluído que recorreu à Justiça Federal e esta mandou reintegrá-lo. Só que a Receita não tinha programa para o ajuste. Novas normas deverão ser baixadas nas próximas semanas. A meu ver a Receita Federal deveria respeitar os processos originais e parcelá-los de acordo com a opção do contribuinte, deixando de consolidá-lo com outros processos. Hoje está um "nó górdio". Os valores envolvidos nesse "acerto tributário" estão perto dos R$ 700 bilhões. Para uma ideia de grandeza, o gasto anual com o pessoal da União está na ordem de R$ 200 bilhões. Na grande mídia houve anúncio de descontentamento do pessoal da Receita Federal pela decisão tomada. Considero uma atitude imprópria já que a decisão é de natureza política. Cabe a Receita Federal opinar, mas a decisão sempre será política definida em Lei. Foi o que ocorreu. Para não alegar ignorância, destaco que foi incluído na Lei um dispositivo chamado gentilmente de "pirata". É aquele que instituiu a hereditariedade nas permissões para taxistas em todo o território nacional. Coisa de Brasil.

Helio Mazzolli

mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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REFIS

Em maio a presidente Dilma Rousseff negou a reabertura do prazo do Refis sob a justificativa de que "privilegiaria a inadimplência e implicaria iniquidade com aqueles que aderiram ao programa e mantiveram-se regulares em relação ao montante parcelado e ao pagamento dos débitos correntes". E completou: "A medida cria expectativa de que haja periodicamente a instituição de parcelamento especial estimulando o inadimplemento de obrigações tributárias". Agora, nada disso vale diante do ato presidencial de sancionar o texto que reabre até o fim de 2013 o Refis da crise. O petismo é assim: ou não sabem o que dizem, ou o que fazem, ou ambos.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DÚVIDA

Pertenço à categoria de pessoas cujos pais sempre ensinaram que o sobrenome é um dos mais importantes legados que podemos deixar para nossos filhos. Pagar dívidas era um dos quesitos para que isso ocorresse. Desta forma, sempre fiz questão absoluta de quitar todos os meus débitos, algumas vezes com sacrifício, em especial os referentes aos cofres públicos. Saber que mais uma vez os que são devedores terão o benefício do refinanciamento me faz questionar se realmente vale a pena tal procedimento. Provavelmente, eu e mais alguns milhões de brasileiros temos tal dúvida.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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PARA AS GRANDES

Quanto ao perdão fiscal noticiado, eu gostaria de acrescentar que as multinacionais beneficiadas com certeza são as mesmas que retiram bilhões de reais ao ano no BNDES "para investimento". Ainda com certeza estão entre elas as empresas de telefonia, que, além de pegar bilhões ao ano no BNDES, escravizam-nos, os colonos, corrompem os "políticos" nos ministérios e agências reguladoras e ainda cobram o maior preço do mundo em tarifas, além de retirar os créditos de pré-pagos que não são usados. Eu, que tentei sem sucesso (por não ter garantias), anos a fio, um pequeno empréstimo no BNDES "para implantar uma pequena indústria", acho que o governo bem que poderia usar parte desse "perdão" para incentivar o empreendedorismo, pois os empreendedores não entram no BNDES nem pela porta da cozinha.

Nelio Alves Gomes

raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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PARA QUEM GOVERNA

Cumprimento o ex-subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, sr. Caio Marcos Cândido, por ter-se autodemitido de suas funções. Preferiu desligar-se a fazer parte da tramoia do governo com os devedores contumazes do Fisco, entre eles bancos e grandes empresas, ignorando recomendações técnicas da Receita Federal e retratando a indignação dos contribuintes em dia com suas obrigações. Cumprimento também a senhora presidente Dilma e seu ministro Mantega, esta é a prova clara e incontestável de para quem vocês governam. Acorda, Brasil!

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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BLINDADO, SÓ O BACEN

No que se refere à ingerência do governo na Receita Federal, sou a favor. Receita deveria ser para o bem, como a de bolo e a de médico. Não precisava ser representada por um animal selvagem, solitário, intimidador, que não cuida nem dos filhotes, muitas vezes, até, "devorador de homens". Acho bom que algum domador, mesmo petista, lhe dê um sossega.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FÓRUM ESTADÃO CENTRO-OESTE

Parabéns ao jornal pela iniciativa em realizar mais um "Fórum" sobre as regiões do País. A Região Centro-Oeste apresenta índices de crescimento acima da média do País, em função da política de atração de investimentos, principalmente em indústrias. Metalfrio, Eldorado Celulose, BRF e Odebrecht são bons exemplos. Temos de agradecer aos governadores pela criatividade e iniciativa em abrirem mão de parte do ICMS exigindo em contrapartida comprometimento dos investidores na implantação e operação dos projetos. Este é o único caminho que efetivamente trouxe resultados concretos no processo de redução das desigualdades regionais, gerando milhares de empregos. Falta apenas regulamentar em Lei Federal com regras claras e limites estipulados para que novos investimentos possam gerar maior crescimento e desenvolvimento para as Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Antonio Carlos Moro

ac.moro@adialbrasil.com.br

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR

Controlar obtém liminar para manter inspeção veicular em São Paulo. Sabia que isso ia acontecer. De onde vem essa Controlar, quem é o poderoso por trás desta empresa que conseguiu se estabelecer de tal forma que nem mesmo a Prefeitura consegue estabelecer novos parâmetros de inspeção. Dizer que é para o bem da população e melhora do ambiente não cola. Existem interesses muito maiores envolvidos, principalmente financeiros. Para que espezinhar tanto a população? Já não está de bom tamanho não ter hospital decente, não ter transporte de qualidade e que funcione, educação como prioridade ainda ter de jogar mais peso também encima de quem usa seus veículos na cidade? Essa empresa causa tanto transtorno reprovando carros por motivos que em grande parte nada tem haver com os poluentes emitidos, enquanto isso, as taxas vão para onde? Boa pergunta. Diante de tudo isso, a Justiça dá parecer favorável ao rico que quer mais dinheiro dos pobres. É assim como o aumento no IPTU que a essa hora deve ter sido aprovado pelos vereadores com uma competência assustadora. Pena que essa competência não se vê na hora de beneficiar o povo. Justiça e governos contra o povo! Quem será a favor então? Deus, cujos olhos estão atentos a tudo isso.

Carlos Henrique Oliveira

henrique.olyveira@hotmail.com

São Paulo

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A VOLTA DA CONTROLAR

Controlar 1 x Haddad 0, apenas dois dias após a paralisação. Como é que o prefeito da maior cidade do País pode ser tão mal assessorado ou então tão ingênuo para se expor a uma situação tão vexatória? Pena que nossos eleitores não se dão conta.

Estevam Eduardo Koenigsfeld

elk.ltda@terra.com.br

São Paulo

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TRANSPORTES - BRASIL E ALEMANHA

Recentemente tive a oportunidade de visitar a Alemanha a turismo. Voltei impressionado com a qualidade e a quantidade do transporte público e de cargas existente naquele país, que há 70 anos fora arrasado durante a Segunda Guerra. Pude observar bondes elétricos nas cidades pequenas, médias e grandes. Ao invés dos horrorosos corredores de ônibus, que viraram propaganda de nosso prefeito, esses bondes modernos poderiam substituir os ônibus em vias como a Avenida Santo Amaro, entre dezenas de outras. Não poluem, são silenciosos e o cidadão que anda de automóvel não corre o risco de ser atropelado por um motorista mal educado e inconsequente, já que o bonde anda em trilhos. Metrô cobrindo toda a área das cidades, com estações em cada bairro, nos mais e nos menos abastados. Trens de passageiros e de carga cortando o país de norte a sul, de leste a oeste. Vagões carregando até carros da Audi e VW numa quantidade incrível. Fiquei imaginando quantos caminhões haviam sido eliminados das rodovias somente com aquele trem. Balsas cortando os diversos rios, carregando cargas diversas e levando passageiros. Isso tudo sem falar nas rodovias de primeira qualidade (e sem pedágio) e das ciclovias espalhadas por todos os cantos, cidades e estradas. Sugiro ao governador Geraldo Alckmin e ao prefeito Haddad que promovam uma viagem técnica ao país citado. Eles têm muito que aprender com os alemães sobre esse tema tão em voga em tempos de manifestações. De lambuja, poderiam levar a presidente Dilma para aprender como se constrói uma infraestrutura de verdade, para que nosso Brasil comece a crescer realmente. Fica aqui a sugestão de um patriota inconformado com o que lê nos jornais diários.

Cristiano Murad

crismurad@globo.com

São Paulo

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METRÓPOLE AMEAÇADA

Não é possível! A Câmara Municipal de São Paulo está pronta para derrubar a Lei Cidade Limpa, que o ex-prefeito Gilberto Kassab, a duras penas, conseguiu aprovar, premiando os munícipes da cidade, que desde 2007 estão livres das propagandas nas ruas. Uma verdadeira poluição! Mas os lobbies das igrejas evangélicas, do comércio, incluindo as agências de publicidade, são poderosos e já vêm ganhando apoio de boa parte dos vereadores para que se imponha um golpe literalmente sujo contra a nossa querida metrópole. Se já não bastasse a insolúvel condição de ter de conviver com a poluição protagonizada pela frota de 7 milhões de veículos que circulam pela cidade, mais os intermináveis congestionamentos, etc., o paulistano, caso seja aprovado um dos nove projetos que circulam pela Câmara que objetivam acabar com a Lei Cidade Limpa, a cidade será novamente penalizada pela sempre irresponsável atuação dos vereadores.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CIDADE LIMPA

Cidade limpa deve ter ruas limpas, prédios bem conservados, árvores, coleta de lixo eficiente, o mínimo possível de pedintes nas ruas e faróis. Não basta tirar placas e painéis das atividades comerciais da sociedade. Chega de hipocrisia!

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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SUJEIRA

Maior sujeira é o absurdo aumento do IPTU proposto por Fernando Haddad.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A IDENTIDADE DA CIDADE PELA ESPECULAÇÃO

Está mais que divulgado pelos grandes institutos de pesquisa que a tendência dos próximos anos é aumentar o número de idosos no Brasil. O último Censo já revelou essa mudança na demografia brasileira e parece que a tendência política do nosso país é desconsiderar a realidade do idoso. A matéria de 13/10 "IPTU sufoca idosos de bairros centrais" veio reforçar esse descaso e desrespeito, após o anúncio de aumento do IPTU do senhor prefeito nas áreas consideradas "nobres" para ele. Não sou de São Paulo, mas vivi uma situação semelhante na cidade dos meus pais, quando, depois de 30 anos de moradia num determinado bairro, os novos moradores resolveram transformá-lo em condomínio e queriam expulsar os moradores que não podiam pagar o valor mensal de manutenção. Esses moradores eram os mais antigos e em sua maioria aposentados que compraram seus terrenos e construíram suas casas com o próprio esforço e trabalho digno. Na minha juventude, por causa de estudo e trabalho, vim morar na cidade de São Paulo e elegi o bairro da Vila Mariana como o meu "território" de moradia, porque aqui tenho referências de família, aqui minha mãe morou na juventude e fazia voluntariado na favela do Klabin, hoje considerado um dos pedaços com o metro quadrado mais caro da cidade. Eu ainda não tenho minha casa aqui, porque, aos 38 anos, ainda não consegui realizar o que o meu pai conseguiu aos 23: ter a casa própria. Sou funcionária pública, assistente social, e meu salário não dá para alugar um imóvel, e muito menos financiá-lo. Moro num quarto alugado na casa de uma senhora aposentada. Nos últimos dez anos houve um crescimento incontrolável de prédios de alto padrão, cada vez mais o bairro foi se descaracterizando, perdendo a sua identidade de "vila". É um absurdo um aumento de IPTU como está sendo proposto, sem considerar a realidade do bairro e o perfil dos moradores. Estudos avançados sobre território já vêm mostrando a importância de considerar as particularidades de uma determinada região e que não se pode criar uma identidade única considerando fatores econômicos. A aposentada com quem eu moro recebe injustamente um valor de aposentadoria (injusto, pois ela é servidora pública municipal aposentada e tiraram as gratificações de direito sem explicações) e, considerando o aumento de 30% no IPTU previsto para a Vila Mariana, a probabilidade é de que esta senhora aposentada tenha de entregar sua casa para as incorporadoras que estão, há um bom tempo, pressionando para que ela venda sua casa. Ora não é de estranhar que o presidente da Cirella faz parte da mesa de negociações do nosso nobre prefeito. A Cirella é a maior incorporadora da região da Vila Mariana e vem levantando empreendimentos em que cada apartamento ultrapassa a casa dos R$ 4 milhões. Ora, ora, ora, por que será que o senhor prefeito quer elevar o IPTU num bairro que, segundo o Censo 2010, tem a maior concentração de idosos da cidade? Que cidade é esta que está expulsando os moradores antigos por especulação imobiliária? Pois é, senhor prefeito, votei em você e confesso que estou arrependida e tenho me frustrado muito com este partido. Essa desculpa de que o IPTU garantirá o congelamento das passagens de ônibus é esfarrapada e não tem consistência. É um absurdo colocar no mesmo balaio uma população que vive variadas situações de vulnerabilidades com grandes empresários e uma população abastada. A triste realidade é que eu, minha família e a aposentada com quem eu moro teremos de fazer grandes sacrifícios para manter o patrimônio, ou entregá-lo, conforme projeto político, para as grandes incorporadoras desta cidade. Nossa cidade não tem mais identidade. Nossa cidade está perdendo a humanidade. É lamentável.

Daniela Reis

d_kisr@yahoo.com.br

São Paulo

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VANDALISMO COM O IPTU

Ninguém vai fazer nada, vamos ficar em fila, como bois a caminho do abatedouro, esperando a vez de sermos abatidos por este vândalo mascarado do PT?

Fernando Castellari

castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

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A TRAGÉDIA DOS REFUGIADOS

O problema da fome em muitos países africanos deveria receber maior atenção dos departamentos da ONU que tratam de assunto tão delicado. Para esses imigrantes, 20 mil deles mortos em naufrágios nos últimos 20 anos, tanto faz morrer de fome na África ou nas águas do Mediterrâneo, havendo nessa aventura um risco calculado, mas com a esperança de se livrarem da horrenda morte pela fome. Em barcos precários, mais de 20 mil morreram em naufrágios sem atingir a Europa. Mais de 30 mil conseguiram chegar à Itália, pelo mar, em 2013. Paralelamente à fuga pela fome estão os imigrantes fugidos das guerras civis, como na Síria e no Egito. Na Eritréia e na Somália despontam situações políticas em que não se pode falar em Estado soberano nem em Estado de Direito. Para os imigrantes africanos que conseguem chegar com vida ao continente europeu, isso equivale a chegar ao Paraíso.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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