Fórum dos Leitores

DIREITOS HUMANOS

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2013 | 02h14

Inconstitucionalidade

Sou pastor e lamento a decisão inconstitucional da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que aprovou na quarta-feira projeto de lei que permite a organizações religiosas expulsarem de seus templos pessoas que "violem seus valores, doutrinas, crenças e liturgias" e ainda desobriga igrejas de celebrar casamentos em "desacordo com suas crenças". É inconstitucional porque a nossa Carta Magna determina a separação de igrejas e Estado. Isso significa que o Estado não deve normatizar nada - favorável ou desfavorável - sobre questões de fé. Quem deve normatizar as questões internas de cada igreja é a própria igreja - adere à fé quem quiser, sem ser obrigado a fazê-lo. Fica aqui o meu protesto contra quem se arroga o direito de me representar sem ter mandato para tanto.

FERNANDO HAMILTON COSTA, ministro presbiteriano

fernandocostavdm@yahoo.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Espertinho

Fernando Haddad recuou do reajuste do IPTU e agora se fala em 20% para residências e 35% para comércios. Além de continuar sendo incoerente, ilógico e totalmente absurdo mesmo com tal redução, quer nos subestimar, iludindo e enganando que nos tenha favorecido com a redução. Me engana que eu gosto!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

O embuste do IPTU

Está mais do que clara a artimanha que o sr. prefeito da capital usou, juntamente com seus cumpanheros do PT, para poder aumentar o IPTU que nós, paulistanos, teremos de pagar a partir de 2014. Num engano propositado, o sr. prefeito entregou a solicitação do novo aumento, com taxas astronômicas, que vão de 29,95%, passam por 35% até desaguar em 45%, para que os srs. vereadores do PT aprovassem essa majoração. E num golpe de mestre, usando de verdadeiro ardil, esses vereadores, conforme instruções maiores recebidas, vão aprovar taxas menores - embora ainda muito altas -, que vão agradar a parte da população. Assim se completa o golpe que virá, em prejuízo dos proprietários e dos moradores da nossa cidade.

DOUGLAS JORGE

douglasjorge23@yahoo.com.br

São Paulo

Bode na sala

O prefeito Fernando Haddad usou a velha tática do bode na sala: mandou um baita aumento no IPTU para depois baixar e dizer que ouviu o clamor dos paulistanos. Tática antiga de um político formado num partido que se perdeu no tempo. Qual trabalhador tem em seu salário aumentos como os propostos por prefeituras, Receita Federal, etc.? Há quanto tempo não se corrige a Tabela do Imposto de Renda? É uma vergonha, vamos protestar contra tudo isso.

AMAURI FRANCISCO MACHADO

machadoamauri@yahoo.com.br

São Paulo

Partido das taxas

O pessoal do PT que governa a nossa cidade está de brincadeira com a população. Querer aumentar o IPTU em mais de 20% com a atual crise que vivemos é um desrespeito, um acinte, e merece que todos vamos às ruas para mostrar que não admitiremos ser, mais uma vez, espoliados pelo partido das taxas.

RENATO NASCIMENTO

jrnasc@gmail.com

São Paulo

Fábrica de dinheiro

Nosso prefeito resolveu mostrar a que veio. É sempre assim, a administração pública não contém os gastos e já que tem o poder de "fazer dinheiro", ela o faz a qualquer custo. O aumento de 20% extrapola toda e qualquer atualização, ultrapassa o aumento das mensalidades escolares, dos planos de saúde, dos dissídios salariais, dos combustíveis, etc. O administrador competente, honesto e comprometido com aquilo para que foi eleito trabalha com o numerário de que dispõe, não fabrica dinheiro, reduz gastos, age com probidade, respeito e consideração. Na iniciativa privada, quando o empresário necessita de dinheiro (decorrente da instabilidade do nosso desgoverno) recorre aos bancos, pois não pode fabricar dinheiro como o poder público. A resposta para tal discrepância é que a corte está infestada de ratos, roedores que transmitem a doença da corrupção e são os primeiros a abandonar o navio ao renunciarem para não serem cassados.

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

Repeteco

O alcaide vai aumentar o IPTU em 2014, quando os imóveis mais antigos tiverem perdido valor - em São Paulo a grande maioria de imóveis é antiga. Mas não se comprometeu a recapear as ruas esburacadas, melhorar a sinalização (os semáforos são sincronizados: quando um abre, o próximo fecha...), organizar o trânsito e multar as empresas de ônibus pelos péssimos serviços. Está repetindo em São Paulo a sua péssima atuação no Ministério da Educação. É um autêntico alcaide, nome dos prefeitos antigamente, quando as ruas não eram asfaltadas e os cidadãos se locomoviam a pé, a cavalo ou em charrete e a cidade tinha poucos milhares de habitantes.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Hora de mudar

A Prefeitura só adiou o aumento escorchante do IPTU para depois da eleição presidencial de 2014, pois o eleitor já valoriza o seu voto e está farto da incompetência petista nos cargos públicos. Não terá chegado a hora de destronar o PT do poder?

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Férias?!

O "prefeito" nem sequer iniciou o mandato e já está em férias. Deve ser o esforço para resolver os problemas da cidade que o esgotou. Que tristeza, está descansando em Paris e São Paulo pegando fogo.

JOSE ROBERTO MARFORIO

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

Pavor

Espero que o prefeito Haddad esteja gostando de sua visita a Florença e Milão, já que não poderia visitar importantes pontos turísticos da cidade de São Paulo, como a Praça da Sé, sem ter de passar por cima de dezenas de drogados e empurrar outros tantos alcoólatras que monopolizam os degraus da catedral, ou ainda aguentar "música" sem parar, com alto-falantes, em frente do Teatro Municipal. Será que existe alguma outra cidade no mundo onde uma situação dessas seja permitida? Fico apavorado só em pensar na impressão que os fãs de futebol do mundo inteiro terão quando vierem no ano que vem para a Copa.

JOHN FITZPATRICK

johnfitz668@gmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA NOS VOOS

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) cortará gastos com manutenção preventiva, apesar de alertas de que a medida poderá comprometer a segurança dos voos no Brasil. É espantoso! O desvario é tão grande que daqui por diante viajar de avião no Brasil se tornará um ato de bravura. A quem atribuirão a culpa se algum acidente acontecer, como o que houve com o avião da TAM em Congonhas? É de supor que tal decisão deva ter tido o aval da Presidência da República. Vale lembrar que, por terra, ainda temos estradas federais precárias e perigosíssimas, graças à pouca prioridade que se tem dado à infraestrutura no País. Essa é a herança que estão querendo nos deixar? Isso é que se pode chamar uma política de terra arrasada. Que barbaridade!

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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ROLETA RUSSA

Cortar a manutenção preventiva dos aeroportos é fazer roleta russa com os usuários e com a população das imediações. Não seria mais racional demitir os aspones?

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

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META DE INFLAÇÃO

Dona Dilma disse que pelo 10º ano consecutivo, a meta do governo para o índice de inflação foi atingida. O governo fixou este ano a meta de 4,5% de inflação com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais. A meta pode variar, portanto, de 2,5% a 6,5% que estará dentro da previsão do governo Dilma, ou seja, 44% acima da meta ou 44% abaixo da meta. A segunda opção, infelizmente nunca foi alcançada durante todos os anos das administrações petistas.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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RIGOR FISCAL

Nossa presidente teve o desplante de declarar que o compromisso com o rigor fiscal de seu governo não se alterou e que, pelo décimo ano consecutivo, a inflação vai fechar na meta. Ela não precisava tripudiar sobre o povo brasileiro, que sabe que a inflação já há muito tempo está sendo maquiada para que a sua cara verdadeira não seja mostrada oficialmente. Esse propalado rigor fiscal que o governo diz que tem não combina com o inchaço da máquina pública, nem com as escolhas equivocadas que constantemente são feitas, colocando dinheiro público em lugares errados. Muito fácil manter a inflação dentro da meta, represando os aumentos sobre os componentes de sua forma de cálculo que são administrados pelo poder público. Resta saber até quando esse represamento vai ser possível.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ESTÃO DE BRINCADEIRA

A meta oficial da inflação estabelecida é 4,5% ao ano. Nos últimos 12 meses, encerrados em setembro ficou em 5,86%, portanto, bem acima do índice desejado e o governo ainda festeja. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se da por satisfeito e a presidente Dilma Rousseff, de bom astral, distribui beijinhos aos desavisados, da lástima que tem sido o seu governo. Parece que estão de brincadeira, pois a maioria da população esclarecida sabe que este índice só foi obtido, graças à maquiagem dos preços controlados. Para se certificar disso, basta ir a qualquer supermercado e constatar que o custo de vida está muito elevado e como gostam de dizer, com viés de alta, pois assim que a tarifa dos transportes públicos e o aumento dos combustíveis forem autorizados e não vai demorar muito, o índice inflacionário que já é persistente alcançara níveis insuportáveis, pois são segmentos que afetam diretamente todos os demais setores da economia. Fazer o que! "Cada povo tem o governo que merece" (Joseph De Maistre).

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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NA BERLINDA

O Brasil continua na berlinda. Após a divulgação de ser o país a praticar o maior juro, de ser o último na classificação dos Brics, agora é destaque por deficiências na agenda política do Fundo Monetário Internacional (FMI), ou seja, inflação, imensa dívida pública e infraestrutura deficiente, e pelo IMFC, o principal conselho político da instituição. Isso comprova a má administração dos governos petistas, a má qualidade de seus dirigentes, especialmente da equipe econômica, o que está, cada vez mais, levando o Brasil ao fundo do poço. Depois de R$ 1,2 trilhão de tributos arrecadados, só neste ano, e o retorno de menos de 5% disso, aonde esses governantes querem levar os brasileiros?

Carlos E. Barros Rodrigues

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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‘COPO MEIO CHEIO’

Na semana passada, a presidente Dilma disse: "O copo está meio cheio, com viés de alta". Essa frase, em que ela referia-se à política econômica e às manifestações de rua em junho, certamente foi sugerida por Lula, já que é um assunto que ele conhece bastante. Entretanto, não é verdadeira a afirmação, pois, considerando as observações dos economistas e até de publicações especializadas da Europa e dos Estados Unidos, o "copo" do Brasil está esvaziando e também porque ela não respondeu a nenhuma das questões levantadas pelos participantes das manifestações de junho. O Brasil caminha em velocidade cada vez maior para grandes problemas na economia. O País está crescendo pouco e voltou a inflação em nível já bastante elevado de 6%, o gasto público e o desemprego vêm aumentando e a abertura de novos postos formais de trabalho caiu 48% de 2011 para 2012. Alguns setores apresentam desemprego. A balança comercial brasileira aponta um elevado déficit com origem, em grande parte, nas importações da Petrobrás, que muitas vezes apresenta até números mentirosos, na tentativa de esconder os números verdadeiros. Investidores estrangeiros deixam o Brasil. Assim, o que se vê é que o viés é de baixa no copo, o que Dilma não pode admitir, pois está em campanha eleitoral.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PERTO DO VOTO

A fábula da marolinha, especulação leviana disseminada pelo heresiarca nacional no meio da crise, e a verdade crua do presente brasileiro, é suficiente para uma sã opção eleitoral: os desenvolvidos, derrocados em 2007/2008, estão a caminho de lenta mas efetiva recuperação e o Brasil cresce menos que os emergentes, os quais, de seu turno, reagem em patamares inferiores aos daqueles economias. Avançamos pífios 2,5% contra a média de 4,5% em 2013 e 5,1% dos emergentes em 2013 e 2014. Nosso endividamento público crava inaceitáveis 68,3% e 69% contra 35,3% e 34% dos países situados em idênticas circunstâncias, perfeitamente comparáveis, nos dois mencionados anos. Felizmente, estamos perto do pronto atendimento: o voto.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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LULA NA ARGENTINA

Conforme publicado pelo "Estadão" (16/10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em meio a um discurso pontuado por críticas à imprensa, realizado na terça-feira, 15, na Argentina, que a imprensa nunca lhe deu trégua e fez um apelo para que manifestantes no Brasil não façam a negação da política. O ex-presidente afirmou ainda que "alguns canais de televisão, alguns comentaristas tentam desacreditar a política, mas fora da política não há saída". Há saída, sim: basta ele desgarrar-se do poste que criou.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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PIJAMAS NELE

O ex-presidente Lula disse em palestra que está magoado com a mídia, jornais e TV, pois não lhe dão o merecido elogio que tanto quer, disse que os jornais e TV nunca ganharam tanto quanto no período de sua Presidência. Ora, o dinheiro não é dele, é do povo brasileiro. O PT acha que todo o dinheiro que entra no governo federal é seu e o toma lá dá cá continua existindo na esfera federal, daí o mensalão e outras verbas acabam comprando quem se vende. Lula está parecendo com a síndica do meu prédio, não quer prestar contas ao condomínio. Ponha o pijama e vá dormir, já não é sem tempo.

Maria José da Fonseca

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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PRETENSÃO

O ex sr. Lula da Silva sempre reclamando de algo, diz em Buenos Aires que a imprensa, nunca noticiou "o Lula é bom". Nem precisa refletir, pois ele nunca foi bom. Aposentadoria que é bom, o Brasil precisa e está mais do que na hora - adeus, sr. Lula.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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LULA ACUSA A MÍDIA

O ex-presidente Lula discursou num congresso em Buenos Aires (15/10) afirmando que "a imprensa é que contribui para o descrédito da classe política...". Ora, presidente, tenha a santa paciência, a nossa classe política é, sem sombra de dúvidas, uma das mais corruptas e antiéticas do mundo, desvia verbas da saúde, da educação, da merenda escolar, do saneamento, do transporte público e quantas mais houver. Nunca é punida por isso e nunca devolve os valores desviados, que são lançados a fundos perdidos. Perdidos para os contribuintes, evidentemente. Curiosamente, agora ficamos sabendo que a culpa do descrédito dos nossos políticos é da imprensa, e só faltou dizer: principalmente daquela que está sob censura judicial há mais de quatro anos. Acorda, Brasil!

Marco Antonio R. Nunes

nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

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TRÉGUA

Lula I (e único) alega que não teve trégua da imprensa brasileira. Sugiro ao mesmo que responda à crônica de Ignácio de Loyola Brandão de 28 de junho no "Caderno 2". Aí, sim, darei razão a ele.

Jose Robertyo Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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GENEROSO

Lula disse "nunca me deram uma trégua", referindo-se à mídia. Porém, se ele continuar alimentando-a generosamente, como está, jamais a terá, né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2014

Almir Pazzianotto Pinto foi extremamente infeliz nas comparações feitas em seu artigo "Eleições 2014" (16/10, A2). À parte de sua crítica política atual, ele demonstrou preconceito exacerbado e ignorância história ao afirmar que "o Brasil é fruto de três culturas: a do sobrenatural, trazida pelos negros; a da indolência, transmitida pelos índios; e a do privilégio, herdada dos portugueses". Ignora o ex-ministro que o europeu tentou subjugar o nativo indígena a seu mando e a recusa foi traduzida como essa indolência. O negro escravo buscava na manutenção de sua cultura original africana um pouco de alento para sobreviver. E a questão do privilégio deve ser vista em relação ao abandono que essa terra teve do governo europeu, sendo "descoberta" somente com a vinda da família real. Palavras fortes, mas que na tentativa de defender o ponto de vista político do autor, trouxeram um desconforto muito grande para um país multicultural como o nosso.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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LUCIDEZ

Muito lúcido o artigo "Eleições 2014", escrito pelo dr. Almir Pazzianotto e publicado no "Estadão" de 16/10, em que o ilustre advogado expõe com clareza e coragem a trajetória do Brasil lulopetista, caminhando celeremente para a mediocridade bolivariana. O PT inventou uma nova filosofia de governo, pois, diferente do capitalismo, comunismo, nazismo, etc., temos aqui o "farsismo", em que o que conta são os discursos, as mentiras, as manipulações e a cara de pau. Não importa se as coisas acontecem ou não, o que importa é a propaganda para enganar os incautos. O dr. Almir é intérprete qualificado dos descaminhos do PT, pois foi advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do lulopetismo, quando o nosso "nunca por demais louvado" Lula era seu presidente.

Affonso Maria Lima Morel

affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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AS OBRAS DO PT

Parabéns ao "Estadão" pela publicação do magistral artigo assinado por Almir Pazzianotto Pinto, na página A2 da edição de 16 de outubro. O artigo deveria ser divulgado a todas as camadas da sociedade brasileira. Com invejável lucidez, traduz a verdadeira enganação que está sendo o governo do PT, com menção às 10 obras em 12 anos de governo, com especial destaque à grande obra do mensalão. Não vamos esquecer!

Flavio Carlos Geraldo

madflavio@uol.com.br

São Paulo

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CPTM E PCC

Por que os costumeiros vestais que, com razão, criticam os desvios de políticos do PT, sintomaticamente calam-se em relação ao propinoduto da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a inércia dos governos tucanos em relação ao Primeiro Comando da Capital (PCC)? Será que sua indignação com a corrupção é seletiva?

Wilson Haddad

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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A DIMENSÃO DO CRIME ORGANIZADO

Declara o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que é inadmissível a dimensão do crime organizado. Vale, aqui e agora, citar um princípio geral do Direito: "dormientibus non sucurrit jus", ou melhor, o direito, a resolução de problemas não satisfaz aqueles que dormem. E o governo da República tem empurrado com a barriga os gravíssimos problemas da segurança pública, inclusive os que se referem ao crime organizado, exceto no Rio de Janeiro, onde houve comparecimento da União nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e outras providências. Na verdade, não será somente São Paulo que será atacada. A Nação, como um todo, sofrerá as consequências das atuações do PCC, mesmo porque logo teremos a Copa, as eleições e outros eventos que convidarão a bandidagem a agir para agredir o aparelho estatal. Não será o caso de diminuir a dimensão, com providências enérgicas e investimentos?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O PCC E A ‘COPA DO TERROR’

É impressionante como o Estado de Sao Paulo está refém da bandidagem. Espero não lamentarmos o infeliz do presidente Lula trambique da Silva ter-se empenhado tanto para o Brasil sediar a Copa do Mundo.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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SEM SINAL

Para enfrentar e combater de forma decisiva a rede de comunicação do crime organizado em todo o País é absolutamente imperiosa a instalação dos bloqueadores de celular nos presídios, de forma a cortar o "oxigênio" que alimenta a cadeia de comando do PCC. Basta! CelBloc neles! "Quem não se comunica se trumbica", já dizia Chacrinha.

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

Excelente o artigo do dr. Ronaldo Marzagão ("Segurança Pública, ainda uma questão estrutural", 16/10, A2). Com conhecimento de causa aponta o caos estrutural da Segurança Pública em todo o Brasil, diversos organismos policiais, onde ninguém manda em ninguém, são organismos autofágicos que apenas servem a eles mesmos, assim como tantos outros organismos do Estado brasileiro. Aliás, o País enfrenta o mesmo caos em quase todos os setores: com superposições de atribuições, leis e regulamentos a ponto de não ser leviano afirmar que no Brasil ninguém está seguro de nada, e insegurança pública é só mais uma entre tantas inseguranças que ameaçam os brasileiros. A assertiva que no Brasil até o passado é incerto, é válida inclusive ao imaginar que a prisão do delinquente deixe no passado sua vida criminosa, e mais segura a sociedade quando o que se constata é que preso ele fica mais seguro e à vontade para continuar delinquindo! Este é o País do faz de conta!

Marco Aurélio Sprovieri

msprovieri@sincoeletrico.com.br

São Paulo

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PROBLEMA JURÍDICO-DOGMÁTICO

Manifesto-me sobre o artigo "Segurança Pública, ainda uma questão estrutural", de autoria do sr. Ronaldo Marzagão: a dicotomia polícia judiciária e polícia administrativa - incluída nesta a polícia ostensiva de segurança pública - se manifesta com êxito em países integrados nos sistemas jurídicos romano-germânicos e decorre dos primórdios do direito administrativo francês. Não se trata de um sistema falido. Se o fosse, não teria resultados satisfatórios em outras nações. O problema brasileiro é de conteúdo jurídico-dogmático, não essencialmente estrutural ou meramente conjuntural, razão pela qual se faz urgente um aprofundamento doutrinário acerca das modernas medidas de polícia. Unificar polícias, desmilitarizando-as, entre outras propostas de cunho meramente orgânico, de nada adiantarão se não resolvidos os desrespeitos aos já existentes princípios constitucionais que devem limitar a atuação policial. Ou seja, os excessos e outras falhas policiais continuarão a acontecer.

Lincoln D’Aquino Filocre, procurador do estado de Minas Gerais, Diretor Executivo do Instituto Brasileiro de Direito e Política de Segurança Pública

idesp.brasil@gmail.com

Belo Horizonte

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BALANÇO DO CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresenta números relativos aos processos considerados como solucionados em 2012. De um total de 100, apenas 30 foram concluídos. E mesmo assim foi um número superior do que nos anos anteriores. Cabe então uma indagação, ou seja, por que não mudar a composição do tribunal, com mais juízes e, claro, mais funcionários? Mas que os magistrados sejam indicados por seus méritos, sem a interferência do governo federal. Justiça que demora nas decisões não pode ter esse nome.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MAIS MÉDICOS, MAIS ERROS MÉDICOS

Acredito que os advogados irão ganhar um novo filão para exercerem a sua função: ajuizar ações cobrando indenizações às vítimas de erros médicos atendidas pelos médicos do programa Mais Médicos, do governo federal. Espero que os advogados não se esqueçam de incluir no polo passivo da ação, além do médico importado, os principais responsáveis pelos erros médicos: o governo federal, representado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A DOSE ERRADA

Emblemático o caso do médico argentino do programa Mais Médicos que atua no Rio Grande do Sul, que prescreveu dose de antibiótico três vezes maior que a recomendada. Só veio demonstrar a irresponsabilidade com que o governo trata os cidadãos deste país.

Paulo de Tarso Abrão

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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A PERÍCIA DE JANGO

Jornais dão conta que Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, com a sua visão acurada, e justa que só ela, convocou técnicos internacionais para acompanhar a exumação e periciar os restos mortais de Jango. Ela quer provar que o ex-presidente foi envenenado, certamente pelos militares! Está trazendo técnicos da Argentina, Uruguai e Cuba com esse objetivo. Inacreditável! Essa perícia precisa de gente mais confiável para tornar-se crível. Sugiro que peçamos à Venezuela e à Bolívia que enviem os seus melhores profissionais. Aí, sim!

Paulo Mello Santos

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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JANGO LIVRE

Quando Jango ficará livre das ações mórbidas da ministra, dona Maria do Rosário, que quer por que quer exumar os seus restos mortais? Obcecada por uma pseudocuriosidade nacional, de saber se o ex-presidente foi envenenado, embora grande parte da população brasileira nem se lembre mais dele, dona Maria do Rosário insiste na procura de uma "verdade", pouco importando se os resultados dos trabalhos de análise técnica, de caráter antropológico, de DNA e toxicológico, comprovem sua morte natural. Segundo ela, se não forem encontrados vestígios de substâncias venenosas que eram usadas no Cone Sul, naquela época, o material coletado na exumação será guardado "sine die", quem sabe em conservação criogênica, aguardando que o inexorável progresso da ciência venha conseguir tirar coelhos de cartolas, sem truques.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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A SEGUIR

Assim como, as investigações sobre as mortes de Jango, Juscelino, Allende etc., quando vão começar a investigar se Getúlio se suicidou mesmo?

Ulysses Fernandes Nunes Jr.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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A GUERRA DAS BIOGRAFIAS

A turma do show business, quer dizer, do entretenimento, que aqui em Pindorama se intitula "intelectuais", sempre marchando tão certinho, alinhada ao lulopetismo no trato das causas populares, entrou agora - já era tempo - numa guerra intestina. Tudo por conta das biografias "autorizadas", que, como jabuticaba, só existem no Brasil. É que agora, defendem interesses pessoais, exclui-se o povão! Por que razão Pedro Cardoso terá negado a Bárbara Heliodora o uso de foto sua no livro que trata do teatro no Rio? Pareceu-me uma homenagem a Pedro. Pedro censurou, disse não.

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

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MANCHA

É assustador, o que dizer, sobre baluartes da música, das letras, que são até os dias de hoje aclamados pelo público e lembrados sempre por defender a liberdade de expressão, a democracia? Chico, Caetano, principalmente, não poderiam manchar, agora, sim, sua biografia com esta defesa sórdida, influenciados por Roberto Carlos, que carrega alcunha de rei.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CONCILIAÇÃO

Para conciliar as discussões sobre a publicação de biografias sugiro que elas sejam liberadas com a seguinte condição: que o biografado (ou parente mais próximo) seja informado pelo autor do projeto da publicação e, havendo interesse do biografado (ou do tal parente), fica o autor obrigado a remeter uma cópia para que ele examine o texto no prazo de 30 dias. Caso ele não o aprove, não terá o direito de impedir a publicação, mas poderá exigir do autor que publique, no preâmbulo do livro, nota de apenas uma página, expressando os termos de sua discordância.

Carlos A. Silveira

silvercharles@uol.com.br

Boa Esperança (MG)

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NA CHUVA

"Quem sai na chuva é para se molhar", assim diz o ditado. A pessoa quer se tornar pública e famosa, mas não quer aparecer?! As famílias das celebridades falecidas querem exercer a censura com vistas às vantagens financeiras que pretendem usufruir?! Mais uma vez, parabéns ao ministro Joaquim Barbosa. Abaixo a censura, de qualquer espécie.

Ecilla Bezerra

ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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É PROIBIDO PROIBIR

O cantor Roberto Carlos, que um dia foi rei, deveria se lembrar dessa época e cantar "É Proibido Proibir". Ele e seus companheiros da Velha Guarda, e da Nova também, deveriam defender - e autorizar - todas as biografias, desde que sérias, compromissadas e com a responsabilidade exclusiva de quem as escreve. Não podem se esquecer de que a ascensão de suas carreiras se deu pelo interesse dos fãs por elas e que são pessoas públicas. Portanto, nada mais razoável todos conhecerem detalhes de sua vida. A não ser que tenham feito coisas erradas, se arrependem e não querem vê-las descobertas.

João Direnna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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DEMOCRACIA É ISSO

Então, fica combinado assim: você conquista fama e riqueza como empresário, artista, desportista ou lá o que for. Eu pesquiso sua vida e publico sua biografia - tudo ao meu jeito - e faturo alto; afinal, você é sinônimo de sucesso, obras a seu respeito venderão como água no deserto. Em nome da "liberdade de expressão", não lhe pedirei que me autorize, nem lhe concederei parte dos lucros - já não basta o que meu livro fará por você, tornando-o ainda mais conhecido do que já é? E se eu escrever inverdades, ou verdades que o incomodem, basta você me processar - afinal, a fantástica legislação brasileira prevê tudo isso, não? Claro, é trabalhoso e caro... Sim, recorrerei, colocarei embargos... Há até a possibilidade de sua ação prescrever, embora nossa Justiça seja uma das mais céleres do mundo, não é mesmo? Mas são ossos do ofício! Enfim, amigo, democracia é isso - liberou geral. Melhor você não dar mole, estou de olho. Afinal, é meu direito subir na vida, e sua obrigação me dar um empurrãozinho. Aguardo-o na noite de autógrafos!

Gil Cordeiro Dias Ferreira

gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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A MULTA DO FGTS

Lendo diariamente a discussão a respeito da multa de 10% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinada ao governo, me pergunto: porque o governo tem que ser "indenizado" quando um empregado é demitido? Por causa da estatística de queda na taxa de empregos que vai tirar a popularidade do governo? A meu ver, parece que governo e empregado acham que sempre há um pote de ouro no final do arco-íris do empresário. Não sei como funciona em outros setores, mas no de produção, em micro e pequenas empresas, desde que instituído o seguro desemprego, ninguém mais pede demissão. Se não conseguem fazer um acordo com a empresa para serem demitidos, infernizam a vida do empresário até que este "desista" e acabe demitindo o funcionário. Não há insubordinação que resulte em justa causa. Aliás, não sei o que é passível de justa causa. No fim, o empresário vive entre a cruz e a caldeira. Se não contrata não tem produção e se contrata está sujeito a pagar uma conta monstruosa ao empregado que acha sempre que deve ser indenizado por ter recebido seus direitos direitinho em troca de sua mão de obra. É uma cultura paternalista que nunca permitirá que o País seja competitivo.

Paula de Ribamar e Silva

paula.ribamar@gmail.com

São Paulo

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HOMOSSEXUALISMO E OS TEMPLOS RELIGIOSOS

O Brasil, um gigante em dimensões territoriais, possuidor do maior potencial verde do planeta (ainda), com um respeitável estoque hídrico que não está sendo devidamente cuidado, o único país onde viceja a jabuticaba, terra das portentosas mulatas nadegudas, orgulho nativo só encontrado nessas paragens, soberanos no futebol, detentor dos maiores escândalos políticos da história do País ainda se dá ao luxo de produzir fatos como o protagonizado pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Sob seu comando, essa comissão aprovou no último dia 16 (quarta-feira) projeto de lei em que os templos religiosos, juntamente com seus padres e pastores, não serão enquadrados na lei de discriminação se se recusarem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays e, pasmem, mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos. O pastor Marco Feliciano pretende impedir que o sexualismo nas igrejas tenha a sua presença tão marcante como na Idade Média, quando a Regra de São Bento previa que os monges deviam dormir cada um em uma cama, de preferência com sacerdotes mais antigos que cuidariam deles.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O QUE LHES CONVÉM

Primeiro, eles vetaram a presença dos homossexuais, mas, como não sou gay, eu me calei. Depois, eles vetaram a presença de qualquer outro grupo, a critério de Feliciano e seus carolas, como os judeus, negros, deficientes físicos e mentais, ciganos, adversários políticos e religiosos, tal como no nazismo, em nome da pureza, não da raça, mas do que lhes convém.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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SALVAMENTO NO GUARUJÁ

No último sábado (12/10) presenciei um salvamento que, não fosse meu testemunho, certamente passaria incógnito. O policial militar Sergio Lopes, que trabalha como salva-vidas, agiu com precisão e rapidez, com seu jet ski, no mar revolto de Guarujá, próximo das pedras na Praia de Astúrias, e salvou a vida de duas pessoas que ali se afogavam. O sargento agiu tanto no resgate quanto nos primeiros socorros. Apesar de tê-lo cumprimentado tanto pela presteza quanto pela bravura, gostaria de deixar registrado meus parabéns a este grande herói.

Denver Franco

denverpf@yahoo.com.br

São Paulo

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