Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2013 | 03h13

Mantega x tucanos

Depois de afundar a economia brasileira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, agora vem dizer que se o PSDB estivesse no governo na crise de 2008 o País estaria falido?! Realmente, ele administra a economia com tanta capacidade... É só ver a atual situação do Brasil. Vamos precisar de vários anos para ver se conseguimos sair do buraco em que ele nos está enfiando - se é que conseguiremos.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Muita pretensão

Ao criticar a gestão econômica da era FHC, Mantega mostrou o quanto é pretensioso, pois em matéria de economia ele faz do nosso país um laboratório com experiências pontuais para ver se dá certo. O primeiro mandato do presidente Lula, que sabia de suas limitações na área econômica, só teve resultados positivos porque ele não se meteu com Antônio Palocci e Henrique Meirelles, que simplesmente deram continuidade à gestão econômica do governo anterior. Nós nos lembramos de que na época Mantega, que comandava a pasta do Planejamento, insistia, juntamente com o vice-presidente José Alencar, na queda dos juros, pleito sempre ignorado pelos gestores econômicos, e por isso os resultados foram positivos. Na atual gestão, com a interferência negativa da presidente Dilma Rousseff, o ministro não consegue estabelecer uma política realista. Basta ver a questão dos juros, que chegaram a um patamar perigoso, podendo voltar aos dois dígitos, na tentativa de conter a inflação. Acrescentem-se à sua gestão o PIB ridículo, o aumento descontrolado da dívida pública e o sucateamento da Petrobrás. Portanto, sr. ministro, quem não tem competência que não se estabeleça. Ou, no mínimo, fique em silêncio.

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Sem comparação

Há que lembrar ao ministro Mantega que o presidente Fernando Henrique Cardoso herdou um País destroçado pela inflação avassaladora e mergulhado em verdadeiro caos econômico. Com assessores de competência comprovada e como titular da Fazenda (governo Itamar Franco), FHC implantou o Plano Real, projeto eficaz, bem estruturado, que pôs o Brasil nos eixos, livrando-o definitivamente de uma inflação perversa, verdadeira chaga que sacrificou o povo brasileiro por longos anos. Não reconhecer que a era FHC prestou inestimável serviço à Nação é deixar-se contaminar por política menor e não ter olhos para a realidade dos fatos.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Conquistas perdidas

Em 9/10 o New York Times e o Wall Street Journal criticaram a política "consumista" do governo brasileiro, que, além de não permitir que a economia do País cresça, traz inúmeros inconvenientes internos. Diz o Wall Street Journal que "a conta chegou para a classe média". Realmente, a situação da classe média está ficando muito difícil, as dívidas chegam a 20% do orçamento familiar - enquanto nos EUA esse índice é de 10% - e os juros em nosso país, os maiores do mundo, podem chegar a 90% ao ano. Um dado importante é que metade (51%) dos domicílios no Brasil gastou mais do que sua renda. Isso põe em dúvida a eficácia das políticas do governo. Com a inflação em 6% ao ano, essa situação poderá agravar-se e a classe média já está "devolvendo" um pouco do que ganhou - seu avanço foi significativo, em face de uma economia mais dinâmica, na década passada. Com a falta de política econômica adequada, perdemos várias conquistas, inclusive as propiciadas pelo Plano Real. E continuamos com cerca de 50% das casas brasileiras sem saneamento básico, aumentando consideravelmente os problemas de saúde nas áreas abrangidas.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Paleolítico

Vi na TV uma notícia que nos leva à Idade da Pedra. Pasmem: um importador precisa de cem documentos para liberar uma importação! O que o sr. Fernando Pimentel está fazendo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior?

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

PRÉ-SAL

Leilão de Libra

A greve dos petroleiros e o Exército nas ruas para garantir o leilão do campo de Libra demonstram que a crise mudou de patamar, no Rio. Antes havia uma crise de representatividade (as manifestações pacíficas são o sintoma direto e as depredações, o indireto). Agora a estrutura política pode começar a entrar em contradição com a sociedade. A legitimidade do poder não é estática, mas dinâmica, perante a opinião pública. Há o risco de o imponderável provocar um início de contestação de legitimidade que pode voltar a afetar as três esferas do Poder Executivo.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

BIOGRAFIAS

Dedo na ferida

Em todo esse imbróglio sobre a tentativa de cerceamento ao trabalho dos biógrafos, o mais grave é perceber que entre os ferrenhos defensores da censura estão alguns cínicos pseudodemocratas que ganharam fama pelas lutas libertárias, nas quais o lema "é proibido proibir" era um dos mais recorrentes. Na verdade, o que eles querem é que só seja permitida a publicação dessa indecência chamada "biografia autorizada", que na maioria das vezes não passa de mero artifício de marketing destinado a levantar a bola do biografado e, em outras, render um troco, seja por meio do puro e simples pagamento pela autorização ou de um porcentual sobre o arrecadado com a vendagem da obra. O resto, por mais que queiram dourar a pílula, não passa de conversa mole pra boi dormir.

JÚLIO FERREIRA

julioferreira.net@gmail.com

Recife

Censura explícita

Pelo ordenamento jurídico, o artigo 20 do Código Civil deveria ser declarado inconstitucional, uma vez que se opõe ao inciso IX do artigo 5.º da Constituição. Na Lei Maior está explícito que não haverá censura ou licença prévia para a expressão da atividade intelectual. Mas o Código Civil não condiciona a proibição de obras - biografias explicitamente - exclusivamente a quando ferirem a honra ou a imagem, qualquer uso comercial é impedido. Assim, uma reportagem de jornal sobre qualquer pessoa não poderia ser veiculada, pois o jornal é vendido e tem valor comercial... Se isso não é censura, estou consultando os dicionários e textos legais errados.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Lorena

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CAMPANHA ELEITORAL DE VENTO EM POPA

Onde estaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não vê a presidente Dilma Rousseff em campanha? Dilma foi a Salvador participar da assinatura do contrato para a conclusão da linha 1 do metrô e início da linha 2. A obra começou há 13 anos e já consumiu R$ 1 bilhão, sem ter entrado em operação. No Brasil, país onde tudo acontece, existe evento para assinatura de conclusão de obra. Se o metrô já consumiu R$ 1 bilhão e precisa de mais dinheiro, apesar de não estar operando, está na cara o superfaturamento. Pior: a presidente vai até lá na condição de candidata, com holofotes filmando toda a operação eleitoreira. O Tribunal de Contas da União (TCU) está apurando denúncias de superfaturamento e desvio de recursos. Será que a apuração ficará pronta antes das eleições? Quando o TSE acordar, já terá passado o evento, e assim vamos, a presidente candidata saindo a campo em busca de votos dos trouxas que mal sabem que o metrô prometido há mais de 13 anos está lá servindo de plateia para as próximas eleições, enquanto a população que paga a obra sofre sem transporte. Brasil, um país de tolos!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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LERO-LERO

A presidente veio à Bahia e liberou recursos bilionários para grandes projetos de mobilidade na cidade de Salvador. Isso rendeu belas fotos ao lado do governador para este período pré-eleitoral, em que só ao governo se consente campanha. Acredito na liberação dos recursos, mas não acredito na execução dos projetos. Não ouso dizer a que locais - bolsos, ilhas ou cofres partidários - os recursos chegarão. Como São Tomé, quero ver para crer e, como Rita Lee, "já cansei, de lero-lero".

 

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

 

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INAUGUROU, MAS NÃO FUNCIONA

Dilma anunciou, em Salvador, a liberação de recursos para muitas obras ligadas ao sistema de transporte urbano. Vocês acreditam? O metrozinho baiano (16 anos e apenas três estações) ainda não funciona, embora tenha sido inaugurado pelo menos uma vez. Dá para acreditar?

 

Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador

 

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JOGADA POLÍTICA

Todas as ações e atitudes de Dilma Rousseff só visam a beneficiá-la na sua reeleição em 2014, custe o que custar, desde que ela e Lula possam continuar atingindo seus objetivos. Basta ver que está prestes a aprovar a criação de mais 200 municípios pelo Brasil. Imaginem só o custo anual dessa jogada política para nós?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O MESTRE E A ALUNA

Dias atrás o País comemorou o dia do mestre, para homenagear o profissional que deveria merecer toda atenção e prestígio da sociedade, o que infelizmente não ocorre, por uma infinidade de razões. Mesmo assim, todos guardamos no nosso coração e na mente imagens e palavras de vários professores inesquecíveis. Quando, porém, a presidente Dilma, em discurso recente, referindo-se aos adversários de 2014, declara que "tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente...", acrescentando ainda: "Acredito que, para as pessoas que querem concorrer ao cargo, elas têm de se preparar, estudar muito, ver quais são os problemas do Brasil. Eu passo o dia inteiro fazendo o quê? Governando", é viável especular primeiramente sobre o grau obtido na disciplina de expressão oral, constante da ementa do curso onde certamente esteve matriculada, preparando-se para exercer o cargo para o qual foi eleita. Por outro lado, é fácil adivinhar qual foi o seu inesquecível mestre e orientador. E aí surge a indagação: o exemplo por ele transmitido permite concluir que nas suas campanhas para eleição, quando candidato, pensou em outra coisa, além de ser presidente? Mas uma conclusão é inescapável: pelo que se pode depreender dos dez anos de governo do PT, o curso em que seu líder e professor se destacou foi o de desconstrução do Brasil. Será que, sem a sociedade perceber, a aluna está aperfeiçoando seus métodos e acrescentando novos itens aos respectivos programas?

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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ESTUDAR MUITO

Por que culpar a Dilma, se o mestre Lula ensina tudo errado?

 

Omar El Seoud elseoud@usp.br

São Paulo

 

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HERANÇA PETISTA

Foi preciso muito estudo para se chegar à corrupção que aí está?

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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RISCO

Dona Dilma, cuidado. Se o povão for estudar e aprender a ler tudo o que acontece no seu governo e no anterior, o PT não receberá mais votos.

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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REPROVADA

Só perguntando: Dona Dilma por acaso estudou o Brasil? Se estudou, foi mal e está reprovada. Que governinho ruim!

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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QUE PROGRESSO?

Será que ninguém leva um jornalzinho "pra" dona Dilma? Ou será que ela não quer ver o maravilhoso país que ela governa? Não dá para acreditar que ela fale com seriedade do progresso que ela e Lula construíram.

 

Sérgio Bruschini sergiob@dualtec.com.br

São Paulo

 

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HUMILDADE, DILMA!

Parece ser o "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço" a máxima seguida e recomendada por Dilma, a ver pelo "conselho" de que seus opositores deveriam "estudar mais" antes de pretenderem ombrear-se consigo em 2014. Como todos sabem, Lula, o padrinho, não pode ser acusado de ter "estudado" na vida; pelo revés: nosso "ex" sempre se vangloriou de não ter conquistado diploma algum, chegando ao ponto de exaltar o fato de sua mãe ter "nascido analfabeta". Lula pode não ter estudado, mas, como tem boa estrela, teve a sorte de eleger-se presidente no período mais venturoso da economia global em décadas, tempo em que o preço de nossas commodities foi às alturas e os dólares passaram a ingressar de forma incontida nos cofres do Banco Central. Aquele tempo de bonança, todavia, passou e, sem o empurrãozinho que os bons ventos de fora ofereciam, o governo do PT mostrou, finalmente, a que veio: para atrasar o País. O editorial "Dilma e a imagem do Brasil" (15/10, A3) dá a dimensão do problema: "a mistura de baixo crescimento, inflação alta e contas públicas em deterioração" é o resumo da obra de Dilma. Com esse elenco de "realizações" nada alvissareiro, Dilma deveria baixar o tom de sua empáfia e calçar as sandálias da humildade, ao invés de pretender aconselhar seus adversários.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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NÓ EM PINGO SEM ÁGUA

A presidenta Dilma anda de vaqueira alucinada e, preocupada com as eleições, está, pasmem, dando nó em pingo sem água. Foi assim na terça-feira, em Vitória da Conquista (BA), quando participou de evento para entrega de 1.740 unidades do Minha Casa, Minha Vida. Parte delas, porém, mesmo já com os novos moradores, segue sem luz e água encanada. Beneficiários passam as noites a luz de velas, usam baldes com água trazida de outros locais e contam com ajuda de vizinhos que já têm água ou energia em casa. No Brasil, político quer holofotes e, claro, mamata para eles e a cumpanheirada, e o PT não ia perder a viagem.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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SOBRE EDUCAÇÃO

Com relação ao comentário de Dilma Rousseff de que seus competidores "têm de estudar muito e ver quais são os problemas do Brasil", espero que a sugestão sirva também para quem se deixa fotografar ostentando um livro de cabeça para baixo, que diz "tapume" ao invés de tatame e que, durante visita à Antártida, disse que o cenário era a maior "geladeira", ao invés de geleira. A propósito, ninguém melhor que Marina Silva, a ex-seringueira, alfabetizada aos 16 anos e com vida na floresta, para conhecer os verdadeiros problemas do Brasil. Lembro-me do encerramento da última Olimpíada realizada na Inglaterra, quando surgiu Marina Silva segurando uma das pontas da bandeira olímpica, ao lado de outras celebridades. Uma emoção incontida tomou conta de mim. Eis a nossa Marina, esta, sim, uma mulher de aparência frágil, porém de uma grandeza extraordinária.

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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MARINA SILVA

Nós esperávamos que um dia apareceria um político macho para enfrentar este governo, mas, para nossa surpresa, é uma mulher chamada Marina, que não leva desaforo para casa, respondendo à altura e sem medo de volta, mostrando com essa atitude que não tem rabo preso. Parabéns e sucesso.

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

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É A ECONOMIA!

Oh, "presidenta" Dilma! A assertiva sacada pela ex-senadora Marina Silva de que "seu governo foi negligente com o tripé econômico (na) geração de superávits primários, (no) regime de câmbio flutuante e em metas para a inflação" ("Estado", 16/10, A1 e A8) procede, sim, senhora! Como é que não? V. Excia. pode iludir algumas pessoas por algum tempo, mas não todas as pessoas durante o tempo todo! Mesmo porque nenhum (eu quero dizer "nem um" sequer, estamos entendidos?) dos três componentes do tripé, excluídas as alquimias contábeis e financeiras praticadas em seus dois governos, verdadeiras panaceias que até mesmo as pedras coloniais do calçamento das ruas de Paraty já conhecem e que são especialidades de seu "guarda-livros" Guido Mantega, têm sido cumpridas durante os seus dois períodos de governo. Se duvida do que digo, pergunte ao excelente Celso Ming, cá do "Estadão", ou a qualquer aluno de segundo ano de qualquer faculdade de Economia. Por falar nisso, Celso Ming encerrou assim sua coluna de quarta-feira: "Já que falta colaboração da política fiscal do governo, o Banco Central terá de enfrentar sozinho essa provável estocada da inflação" (16/10, B2). Antes, porém, Ming já havia considerado na mesma coluna a possibilidade "de mais uma consequência": a de que, pelo andar da carruagem, a renitência da inflação "deva exigir mais aperto da política monetária (política de juros)", também. Enfim, esse tipo de enunciado a "presidenta" pode fazer, mas sempre com cuidado, em Salvador, na Bahia, em Garanhuns (PE) ou em bandas onde ainda existem currais eleitorais. Por estas bandas, com certeza ela será vaiada.

João Guilherme Ortolan jortolan@uol.com.br

Bauru

 

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VOZ DA OPOSIÇÃO?

Marina, a voz da oposição? Nas últimas eleições de que lado ela ficou, depois de perder? Ela foi ministra de quem? Ela começou com quem? Seus métodos são iguais aos de quem? Se ela ficar para o segundo turno com outro que não seja o plano A do PT, a quem o PT vai apoiar? Ela é oposição? A única oposição deste sistema inútil, posto como é, está na internet, nas redes sociais, ou eu sou um idiota?

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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SOBERBA

A fala de Dilma, ao se contrapor às críticas de Marina Silva - críticas que jurou desconhecer - é ofensiva ao povo brasileiro. Com um pibinho cubano, uma inflação reprimida a ponto de explodir, um sistema de saúde pública que despreza pessoalmente, um Banco Central obediente e a principal empresa brasileira reduzida a frangalhos pelos governos petistas, afirmar que o País anda para a frente é deslavada mentira. Nunca, nem nos governos militares, se viu tanta soberba e autoritarismo.

 

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

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SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", na sucessão presidencial que ocorrerá ano que vem, o quadro é o seguinte: Dilma tem 30% das intenções de voto estimuladas, contra 22% de Marina Silva (na ocasião da pesquisa sem partido e hoje no PSB), 13% de Aécio Neves (PSDB) e 5% de Eduardo Campos (PSB). Contra os mesmos adversários, Lula chegaria a 41% e os opositores ficariam, respectivamente, com 18%, 12% e 3%. Por comparação, a taxa de Lula é 37% maior que a de Dilma. Isso sem a gente contar com uma possível candidatura do ministro Joaquim Barbosa, que, a meu ver, ganha fácil se for concorrer, e terá o meu voto. Caso Barbosa não entre na disputa, vou continuar votando NULO, pois não acredito em políticos, porém espero, torço e rezo para que PT, nunca mais!

Fernando Faruk Hamza botafogorio@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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IMPUROS

Palanques duplos, efeito Geduardo, Lulécio, Dilmasia e outras siglas vexatórias ao povo brasileiro fazem parte da dança das cadeiras articulada para promover a continuidade do poder. Ninguém quer "largar o osso". Quando se lança um novo partido, a esperança é de que seus idealizadores e integrantes sejam inocentes, puros, virgens no tocante à sujeira dos demais partidos. O que vemos, é a união desses nascituros àqueles já contaminados e enterrados até o pescoço na pocilga da política brasileira. É mensalão, Banestado, Anões do Orçamento, TRT do Lalau, contas secretas no exterior, verbas do Senado, mensalinho, nepotismo no Senado, improbidade administrativa, etc., tudo isso está no pacote dos partidos existentes, que será transferido ao partido recém nascido em troca dos favores prometidos de uns aos outros. Quando teremos um partido puro, comprometido com o povo e com a moral, sem trocas ou favores? Precisamos e necessitamos disso. Acorda, povo brasileiro!

 

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

 

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CHAPA GEDUARDO

Nota 10 para o governador de São Paulo. Aécio Cunha merece castigo pela tripla traição (2002, 2006 e 2010). E Geraldo Alckmin faz à paulista: às claras.

 

Sylvio Gama sngama@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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EM BUSCA DA REELEIÇÃO

O dá lá, toma cá em dobro do lulopetismo não sobrevive mais sem estar no poder, são muitas bocas para alimentar de benesses e favores políticos.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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TAL AVÔ, TAL NETO

Depois do dito "governinho", veio a réplica: "A grandeza do homem está no caráter, não no porte físico". O prefeito de Salvador (16/10, A8), ACM Neto, desmanchou-se em mesuras à presidente Dilma. Sem incorrer em erro, podemos afirmar: tal avô, tal neto!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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COERÊNCIA E POLÍTICA

Espere e observe mais adiante. Hoje, Marina critica Dilma e ACM Neto e Dilma se confraternizam. Coerência e política são como água e óleo. Não se misturam.

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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2014

No próximo ano ocorrerão dois eventos de grande importância no Brasil. Começando pelo mais importante, na visão do governo, a Copa do Mundo de Futebol. Isso porque, se conquistada, será exibida em cada local de votação na eleição como a grande obra do PT. E o segundo evento, as eleições, cujo resultado deverá ser o mesmo da Copa: vitória da seleção, vitória do PT. Será? Até lá o atual governo deverá driblar a inflação, a corrupção, a presidente da Petrobrás, que quer administrar profissionalmente a estatal e não está conseguindo, pois o reajuste dos combustíveis é proibido, pois, para o governo, quebrar a Petrobrás e acabar com as usinas de álcool são o preço que o País deve pagar por termos uma oposição paraplégica no seu encalço. 2014 é o ano da cobra, para os brasileiros que ainda têm o jogo do bicho, e o atual governo vai tentar manter tudo isso que foi construído passando por cima do Código Penal e da Constituição. Marina Silva que se cuide. Estão muito quietos e ela, acostumada com as matas, sabe que quando a floresta silencia é sinal de que o maior predador está caçando.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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GOVERNO ‘SUPEREFICIENTE’

Nos quase três anos de governo, Dilma mostrou uma forma peculiar de governar e recentemente isso ficou demonstrado com maior clareza. Ela não tem um plano de governo. Tem uma meta que é a reeleição em 2014 e só. Por isso somente "reage" a criticas a seu governo, não melhora. Quando Marina Silva a criticou, Dilma lançou um novo PAC. A presidente é viciada em PACs, só que eles começam, mas não terminam porque o governo não tem competência para planejar e executar obras. E muitas ficam paralisadas, enroladas com a justiça por alguma falha legal, como superfaturamento, pagamento de obras não realizadas e outras "injustiças". A nossa infeliz presidente não terá muito a comemorar ao terminar seu mandato. Nenhuma obra importante ficou pronta como a Refinaria de Pernambuco, transposição do Rio São Francisco, ferrovias que liguem algum lugar a outro, navios que consigam navegar, as creches e casas prometidas, naturalmente tudo já com orçamentos "estourados". Igualmente, não se tem informação de algum resultado dos inúmeros planos lançados com "fogos e trombetas" nas áreas de educação, onde o analfabetismo aumentou e saúde, sem mencionar, é claro, a necessidade de importar médicos caros e mal formados, para uma enorme quantidade de postos de saúde inexistentes. Pena que dona Dilma não tenha muito a comemorar, pois foi infeliz até na economia, em que conseguiu aumentar a inflação, trazer o desemprego de volta e travar o crescimento da economia. Ela também não teve muita sorte com os políticos indicados para os principais cargos públicos, não conhecedores dos assuntos, alguns mais interessados em enriquecimento pessoal, a maioria incompetente. A despeito de tudo isso, a corajosa Dilma tentará uma nova oportunidade, quem sabe de anunciar novos PACs, que provavelmente também não progredirão. Assim, o cidadão continua atônito, na expectativa de um dia ter um governo que governe e Lula se esconde da imprensa para não ter que explicar em qual área Dilma "seria" boa gerente.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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O PODER PELO PODER

Li o "Estadão" de 16/10/2013 (A2) o artigo "Eleições 2014", em que o dr. Almir Pazzianotto Pinto lembra uma frase de outro ilustre, o sr. Gilberto Amado, de que desde o século passado esta é a definição de partido político: "Partido político é associação de indivíduos para a conquista e a fruição do poder, só e só". Infelizmente em 2014 ficaremos sem opções em quem votar. Todos só querem o poder pelo poder.

 

José Alberto Pinto de Magalhaes j.albertop52@gmail.com

São Paulo

 

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O PRESIDENTE NEGRO

Depois da palestra do dia 14/10, no Rio, perguntado sobre uma possível candidatura presidencial em 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa respondeu, bem humorado: "Em 2018 quero estar em uma boa praia". Então, por que não se candidatar já para as eleições de 2014? Seria uma forma de tirar o País do jugo do PT, antes que seja tarde. Certamente o ministro seria eleito por esmagadora margem, porque o Planalto é sua praia.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

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URNA ELETRÔNICA

Notícia vinda de Brasília informa que especialistas em segurança digital ouvidos pelo senador João Capiberibe (PSDB-AP) são categóricos ao afirmar que existem falhas na urna eletrônica que permitem manipulações de dados, e defendem o voto impresso como uma medida eficiente para combater fraudes. Além de ser uma maneira segura de votação, não torna as eleições mais demoradas. Nos Estados Unidos, embora o voto não seja obrigatório, os americanos que foram votar optaram pelo voto no papel ou nas urnas que emitiam o registro de voto. Para finalizar: o comparecimento de eleitores norte-americanos nas urnas eletrônicas convencionais, as mesmas adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em todo o Brasil, foi zero. Por que será, hein? Qualquer dúvida sobre a eficiência norte-americana na área de eletrônica, é só entrar em contato, em Moscou, com Edward Snowden, o ex-contratado da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DE VOLTA AO CORONELISMO

O mote da vez é a Medida Provisória (MP) 651, que dá aos taxistas o direito de passar para seus herdeiros, sem novo processo licitatório, a exploração da atividade. Sem que a população perceba, estamos voltando ao famoso coronelismo, mas só que agora de modo "legal". Em tal sistema, a coisa pública se confunde com a coisa privada. Ou seja, o "público" nada mais é do que uma extensão do patrimônio particular. Essa medida provisória é a coisa mais absurda que pode existir. Estamos ferrados!

 

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de janeiro

 

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EXCRESCÊNCIAS DE UM SISTEMA PODRE

A MP 615, editada por Dilma em maio, destinava-se a conceder subvenção a produtores de cana de açúcar prejudicados pela seca no Nordeste. Muito justo, só que depois de passar pelos enxertos e conchavos do Congresso Nacional, a MP 615 serviu para aprovar a transmissão por herança de licenças de taxistas do titular para esposa e filhos, serviu também para permitir que agentes penitenciários portem armas de fogo fora do serviço, para reabrir o prazo de renegociação de dívidas de empresas com a Receita Federal e ainda para regularizar terras ocupadas por templos no Distrito Federal. A aprovação de um tal balaio de gatos é proveniente de um sistema que desvirtua o processo legislativo e o sistema democrático representativo. O Brasil não pode mais ser governado através de Mps.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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DESÂNIMO DO BRASIL

A compra de baterias antiaéreas pelo Brasil é o melhor negócio do mundo, para a Rússia, lógico. Num mundo armado com mísseis, gastar 2 bilhões com canhões antiaéreos é o mesmo que enfrentar um batalhão armado com fuzis de alta precisão com estilingue. É por essas e outras tantas idiotices ou atitudes pensadas, de má-fé, que o Brasil me desanima. Com esse dinheiro, quantos tomógrafos, equipamentos hospitalares de última geração, poderiam ser comprados? Para que armas, se o Exército não tem dinheiro para comida, e não vai ter para a munição desses canhões? Acordem, senhores e senhoras de Brasília. Vocês têm um país a administrar e o dinheiro é do povo brasileiro, e vocês o tratam como seu. Vocês estão matando muitos brasileiros gastando bilhões com canhões. São assassinos por omissão. Os miseráveis pedem tão pouco, apenas uma chance de viver, mas não podem pagar comissão, então só resta morrer, não é assim que funciona?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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AOS QUATRO VENTOS

A presidente Dilma, sem saber como resolver o assunto "espionagem" americana, e agora também a canadense, prova mesmo ser simples xerox de seu criador até na mania de contar vantagem. Veio a público anunciar com estardalhaço que determinou ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) criar um e-mail codificado a ser adotado elo governo. Não há um simples usuário de computador em seu governo para lhe chamar a atenção de que isso não se proclama aos quatro ventos, e sim cria-se, implanta-se e silencia? Anunciar como se fosse mais um do seus "grandes feitos" é simplesmente despertar a curiosidade dos hackers, que não duvido em pouco tempo poderão decodificar sua obra "genial". Coisa de gente besta, sô!

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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AO INFINITO E ALÉM!

Paulo Maluf é fichado em 188 países, tendo prisão decretada caso neles desembarque. Mas, no Brasil, é deputado e as ações contra ele sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) podem prescrever se não forem julgadas até daqui a aproximadamente um ano. Nenhuma novidade. É o cotidiano judicial imposto à sociedade brasileira prejudicada pela tradicional canalhice dos colarinhos brancos. No caso do mensalão, foi dada a largada para uma nova etapa de postergações, tendo o STF publicado o acórdão do julgamento da primeira fase de recursos, vindo a seguir novos recursos por parte dos réus. E "la nave va", singrando o mar infinito e aberto dos recursos. Será mesmo que não há mal que sempre dure?

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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O BLEFE DOS REPUBLICANOS

Os parlamentares republicanos dos EUA se dariam muito se fizessem parte do nosso esquizofrênico e incompetente Congresso. São oportunistas, sem projeto para o país e blefam e encurralam o governo como o de Barack Obama, irresponsavelmente sem se preocupar se a sociedade está sendo prejudicada. E depois de muito terrorismo político que os republicanos têm praticado, acabam de aprovar o que todos já esperavam, um teto maior para dívida pública americana, mesmo que de forma provisória. Mas que soa como um alívio para a economia mundial essa decisão propositadamente deixada para as derradeiras horas de um possível calote do governo Obama, fica a lição de como os políticos insensatos, como esses republicanos, estão se espalhando pelo mundo afora, desprezando, como os nossos também, os votos e a confiança depositados pelos eleitores nas urnas. É a cristalina falência da classe política universal, que há muito não consegue, pelas razões expostas, sequer revelar líderes, como outrora.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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REPUBLICANOS TERRORISTAS

Qualquer oposição tem o direito de discordar de metodologias aplicadas pelo governo de um país, isso é democracia. Mas utilizar-se do poder de veto para causar o terror socioeconômico é demais! O Partido Republicano faz uso das técnicas petistas quando eram oposição. Não querem discutir o país, sugerir mudanças ou argumentar condutas; querem ver o circo pegar fogo. Ignoram tratar-se de sua pátria mãe e que os prejuízos causados também recaem sobre eles próprios. Condutas anarco-fascistas assim são deploráveis.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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CALOTE

Que palhaçada foi essa de aventar qualquer possibilidade de calote dos Estados Unidos, quanto a qualquer ideia de dívida? Afinal, são eles que emitem os dólares à vontade, sem qualquer tipo de fiscalização. Jamais passarão qualquer apuro!

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

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CASO AMARILDO

O pedreiro Amarildo desapareceu da Favela da Rocinha no Rio de Janeiro em 14/7/2013. Passados agora mais de três meses, o governador Sergio Cabral - que tem o comando da estrutura policial - continua não conseguindo prestar contas à população. O pouco que vem à tona ocorre a "conta-gotas" por pressão dos meios de comunicação. Para completar o descaso, há alguns dias o secretário de Segurança, José Beltrame, declarou convictamente que esse episódio não irá macular as tais Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Pacificadora?

 

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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CONFIANÇA ABALADA

O caso Amarildo, com um policial militar afirmando que o pedreiro foi torturado, deu novo rumo às investigações. A prática lembra as usadas na época da ditadura militar, e isso abala a confiança que tem de haver entre a Polícia e a sociedade. O governo considera isso um caso isolado, acreditando que o mesmo não esteja ocorrendo em outras comunidades. Acreditando? É, o governo acredita muito. Ele crê que isso não ocorre. O que eles fazem? Onde vivem? Não veem que isso já é uma rotina? A cúpula da PM não diz outra coisa nos últimos anos além de que "isso é um caso isolado e será apurado". A sociedade está esperando, sentada, para não cansar.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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