Fórum dos Leitores

LEILÃO DE LIBRA

O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2013 | 03h14

O petróleo nunca foi nosso

Mesmo com a Petrobrás ruim das pernas, sofrendo intervenção excessiva do governo federal, desfazendo-se de ativos no exterior, sem capital para cobrir o seu déficit com a construção de mais refinarias e sendo obrigada a importar gasolina para abastecer o mercado interno, petroleiros entraram em greve contra o "salvador" leilão de Libra. Vão ser néscios assim lá longe!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Petrobrás dos petroleiros

É nisso que dá empresa estatal como a Petrobrás. É um patrimônio não da Nação, mas dos petroleiros, que têm salários de Primeiro Mundo e nos abastecem com produtos de Terceiro. E por tabela tornam-se instrumento de política do partido do governo. Eles agora não querem a entrada de capital privado porque acham que podem continuar contando com o governo, isto é, com o nosso dinheiro, para tapar o rombo em que ela se encontra. Essa greve é um despropósito, porque a Petrobrás não tem dinheiro para explorar e produzir, mas mostra como eles lutam para manter os privilégios, ou melhor, a mamata. Imaginem se ainda tivéssemos a Vale, as siderúrgicas e outras estatais privatizadas o tamanho da conta que estaríamos pagando por ano. É por isso que a "privataria tucana" foi e continua a ser a pedra no sapato dos nacionalistas, petistas, brizolistas, etc.

MIGUEL PELLICCIARI

emepe01@uol.com.br

Jundiaí

Significado da greve

A rigor, o que os petroleiros querem dizer é que o pré-sal é um assunto muito sério para deixar na mão de petistas.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Pré-sal chinês...?!

Será que essa Libra está pendendo mais para o lado da China? Dois pesos e duas medidas? O ex-diretor da Petrobrás e professor da USP (Ildo Sauer) entende do assunto. Não o conheço pessoalmente, mas seguramente não fala asneiras. Provavelmente essa balança está desregulada e aí é preciso uma aferição mais acurada, sem interesses outros.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

ELEIÇÕES 2014

Constante sobressalto

O ano de 2014 promete ser empolgante. Alianças surpreendentes, verdadeiras jogadas de xadrez; eleições burlescas, com partidos fake; protestos urbanos provavelmente mais intensos, com depredações impunes, cada vez mais destruidoras; esperança de desfecho do mensalão, consolidado pela prisão dos condenados; tentativas frustradas de desobediência civil visando ao não pagamento de IPTUs extorsivos - esses são alguns dos eventos que tornarão a vida do brasileiro um constante sobressalto. Tudo cimentado por uma Copa do Mundo cheia de jogadores ricos, pouquíssimos craques. Talvez reste algum espaço para, entre outras tarefas urgentes, o País melhorar os seus índices econômicos, desenvolver a infraestrutura capenga, controlar a inflação, sempre ameaçadora, promover uma política externa mais inteligente, que o reinsira no grande comércio mundial, elevar sua classificação no ranking da educação e usar com mais transparência os impostos arrecadados, com vista a diminuir a espera do cidadão por tratamento no SUS e garantir o seu direito de ir e vir. Será...?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

CPMF volta a assombrar

O deputado Rogério Carvalho (PT-SE) pretende ressuscitar a CPMF, que serviu para tudo menos para a saúde, agora chamada de Contribuição Social para a Saúde (CSS). Complementar ao Mais Médicos, programa político da presidente Dilma Rousseff, a CSS tem fundo exclusivamente eleitoral, porque o deputado é amigo pessoal do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo. De novo a população tem de ficar alerta para não permitir a aprovação de mais um aumento da absurda carga tributária, que já anda por volta de 38% do PIB. Não está na hora de mudar esse governo?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

O passado não serve mais

"Você não sente nem vê/ Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo/ Que uma nova mudança em breve vai acontecer/ E o que há algum tempo era jovem, novo/ Hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer/ (...) E o passado é uma roupa que não nos serve mais". Esses versos, da bela canção Velha Roupa Colorida, do cearense Belchior, composta nos anos 70, é um retrato do que pode acontecer no cenário político nacional. É certo que a descrença é geral e ninguém pode garantir que a dobradinha Eduardo Campos-Marina Silva oxigene as velhas e podres práticas políticas tupiniquins. No entanto, parece que é o momento certo do surgimento de uma terceira via. A polarização do que está posto vem demonstrando saturação, desgaste e, o que é pior, desilusão.

GABRIEL FERNANDES

gabbrieel@uol.com.br

Recife

Decepção à vista

Pelas declarações de Campos e Marina, os seus eleitores, que esperam mudanças, vão se decepcionar, porque estarão trocando seis por meia dúzia.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Segundo turno

Se Marina Silva, que agora declara ter feito esse acerto com Eduardo Campos porque chegou a um ponto em que não tinha alternativa, já que a briga dela não é para ser presidente da República, mas contra o PT e o chavismo que se instalaram no Brasil, pensasse dessa forma em 2010 e tivesse apoiado a oposição, o País não teria perdido esses quatro anos de desgoverno Dilma. Vamos esperar coerência de Marina num eventual segundo turno entre o PSDB e o PT.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

O apoio do PSB

Na corrida presidencial de 2014, com a eventual chegada ao segundo turno do PT e do PSB, temos certeza do apoio do PSDB e dos demais partidos de oposição ao PSB. Já na eventualidade de o PSDB chegar ao segundo turno com o PT, não temos certeza do apoio do PSB ao PSDB. Aliás, essa falta de apoio não precisa ser de forma ostensiva, basta o PSB ficar em cima do muro, como ficou Marina Silva na eleição de Dilma Rousseff. Com a palavra Eduardo Campos.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO DE IDAS E RECUOS

Mais uma vez, como no aumento da passagem do ônibus, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como uma franga, recua do reajuste abusivo de até 45% no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Arnaldo de A. Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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O BODE NA SALA

Prefeito reduz de 45% para 35% e de 35% para 25% o aumento dos impostos. Quem não sabia que as porcentagens iniciais eram o "bode na sala"? Era óbvio.

João Carlos Macluf

jcmacluf@delta.inf.br

São Paulo

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ISENÇÃO NO IPTU

A isenção até cinco salários mínimos é bem-vinda, mas, sem progressividade, é profundamente injusta, pois quem recebe até R$ 3.420,00 fica isento, não paga nada. Porém, quem recebe R$ 3.421,00 vai pagar, e pagar muito. O correto e justo seria aplicar uma tabela progressiva como a do Imposto de Renda.

Gustavo Guimarães da Veiga

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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IDEOLOGIA PETISTA

O aumento desproporcional do IPTU proposto pelo prefeito Haddad para os imóveis da capital, mesmo com o desconto programado de 10% liberado diretamente da Itália, onde se refugiou para não sofrer nenhum tipo de protesto imediato, é a típica cultura comunista bolivariana praticada pelo Partido dos Trabalhadores que entende que a prosperidade e o conforto almejados por todos os humanos, quando alcançados, invariavelmente são fruto do prejuízo de terceiros. Nessa ideologia, não existe a meritocracia, ou se rouba e se prospera ou se rouba de quem rouba para poder prosperar também. O exemplo patente disso é o próprio prefeito Haddad que foi eleito graças à conchavos e tramoias espúrias do seu padrinho Lula, ele próprio, o principal exemplo de que no nosso Brasil, a fanfarronice e o discurso populista ainda valem muito mais do que o estudo, a competência e o mérito.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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EM BREVE, NOVA ‘DERRAMA’

Após o pacote de bondades da Prefeitura de São Paulo suspendendo o aumento das passagens dos ônibus do município, recebemos a devida contrapartida, no sentido do pretendido aumento do IPTU da ordem de 30% a 45%, utilizando o velho artifício de valorizar os números da Planta Genérica de Valores (PGV), o nosso antigo conhecido "valor venal do imóvel". Além disso, os valores propostos superam, em muito, os índices oficiais de inflação, bem como o aumento da capacidade de pagamento dos proprietários e inquilinos dos imóveis. Ademais, como o IPTU representa cerca de 13% da arrecadação total da Prefeitura, esses aumentos representariam um impacto de apenas 4% a 6% sobre o total desta, o que, fatalmente, demandará brevemente uma nova "derrama", através de outro artifício tributário. Por outro lado, o aumento do valor venal do imóvel (atual PGV), para efeito de arrecadação de IPTU, é completamente absurdo, pois, por mais que um imóvel tenha se valorizado, seu proprietário somente teria uma eventual contrapartida dessa valorização quando de sua venda. Neste caso, a nossa Receita Federal, prontamente, se encarregará de tributá-lo, através do inexorável Imposto sobre Ganhos de Capital-Imóveis.

Luiz Antonio Alves de Souza

zam@uol.com.br

São Paulo

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CHEGOU A BAGUNÇA

Então, elegeram o PT (Haddad) e vejam a situação em que se encontra a cidade: inicialmente as faixas preferências dos ônibus (instaladas sem critério, prejudicando sensivelmente a circulação dos automóveis), o aumento do IPTU (porcentual nunca antes aplicados) e essa bagunça no Controlar (fazer ou não fazer a inspeção veicular). Aquela situação caótica em que deixaram o País está-se instalando aqui, em São Paulo. E, como sempre, nós pagamos a conta. Bem feito, espero que apreendam.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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BATE/AFAGA

Previ em mensagem enviada a esta coluna no começo deste mês, dizendo que o sr. Haddad usaria a velha tática malandra do bate/afaga para empurrar goela abaixo do paulistano mais um aumento de impostos. Primeiro agita com 40%, depois deixa por 20% e ainda sai como "bonzinho". Haddad está-se revelando um misto de Martaxa + Kassab. Aliás, parece que foi ele o culpado pelo apelido que a sua chefe ganhou, pois ele era o responsável pelas finanças da Prefeitura na época. Portanto, seu "brilhantismo" era previsível e, como tal, não deveria ter sido eleito. Parece copiar também o também "brilhante" Kassab, que quis acabar com os drogados derrubando a cracolândia e solucionar os congestionamentos proibindo a circulação de veículos. Os cidadãos não podem ser castigados por vencerem na vida ou por precisarem se deslocar por onde acharem mais conveniente. Um imóvel no centro não é necessariamente mais valioso que um na periferia e o morador desse imóvel pode não ser o dono dele e muito menos ser rico. Aliás, para isso já existe uma implacável alíquota de Imposto de Renda e um feroz imposto de transmissão na hora da venda. Agora parece que Haddad quer favelar ainda mais o centro de São Paulo, que, comparado com outras capitais pelo mundo afora, tornou-se feio, sujo, solitário e perigoso. Graças a restrições e abandonos provocados por administradores públicos "brilhantes", não se passeia mais pela São João com a Ipiranga, nem pelo Viaduto do Chá, como nos anos 70. Mas políticos malandros pouco se importam com isso, pois enchem seus bolsos com o dinheiro farto dos impostos e vivem isolados nos seus mundinhos intocáveis. Para se manter no poder, vale qualquer coisa, como aumentar o número de isentos, transformando o IPTU numa espécie de bolsa-família, o que lhes garantirá milhões de votos nas próximas eleições. O problema é que, quando se isenta um cidadão, outro paga por ele. Esse sobrecarregamento de IPTU já empurrou muitos paulistanos de bom poder aquisitivo para belos condomínios nas cidades limítrofes. Acho que mais alguns milhares pensarão nessa hipótese.

João Carlos A. Melo

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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PEGA MAL

Prezado sr. prefeito Haddad, após sua fuga de helicóptero da Prefeitura, quando os paulistanos foram à sua porta para lhe mostrar com quantos paus se faz uma canoa, o sr. foi esperto. Desta vez o sr. foi para o outro lado do Oceano e deixou a malandragem do IPTU para trás, aguardando matreiramente que a coisa estabilize. Muito esperto, porém truque antigo, pouco criativo, diria até infantil. Mas, pensando bem, a turma do PT não tem nada de infantil, pelo contrário. O sr. há de voltar, pois não vai largar o osso, não é? Quem começou essa safadeza com o IPTU foi sua colega de PT, sim, a Martaxa, prontamente seguida por seu medíocre sucessor Kassab e, agora, como a cartilha do PT ensina como ordenhar os trouxas da classe média, o sr. resolveu embarcar neste trenzinho. Se fosse o sr., não faria isso, pois uma hora "a cobra vai fumar", e o sr. já sentiu o cheirinho da fumaça. Será que vai ser justo na sua vez? Vai arriscar? Se acontecer, tente não fugir de novo, como dizem, "pega mal". Em tempo, faça uma administração Haddad, e não PT. Conquiste nosso respeito, e não o nosso ódio.

Ricardo Guerrini

ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

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FÉRIAS

O sr. prefeito Fernando Haddad não completou dez meses no cargo e já tirou férias? Quem o elegeu que o aplauda.

André C. Frohnknecht

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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INOPORTUNO

Com todo o respeito ao direito saudável e necessário de qualquer cidadão a tirar férias periódicas, o prefeito Fernando Haddad que me desculpe, mas foi totalmente inoportuno o seu pedido de nove dias de licença para comemorar seu aniversário de casamento. Com menos de um ano de gestão e com todos os problemas que a maior cidade da América Latina está vivendo, o prefeito deveria dar exemplo de trabalho e responsabilidade perante os cidadãos e não reforçar o velho estigma de que funcionário público é "folgado".

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O CONTRATO DA INSPEÇÃO VEICULAR

Já era esperado, a inspeção veicular volta a ser obrigatória em São Paulo. É a lógica, o contrato assinado pela Prefeitura pelo então prefeito Gilberto Kassab só terá o seu vencimento em 2018, ou melhor, dentro de 5 (cinco) anos, e, para ser rescindido, só com o pagamento da multa, que pelo prazo a vencer deve ser bastante elevada. Ninguém viu antes? Ou seria encerrado na "raça" pelo autoritarismo petista? Mais uma promessa da campanha não cumprida, "seu" Haddad (PT), como não foi o chamado bilhete único. E agora? Já esculhambaram o País e querem acabar de vez com o município e o Estado São Paulo, as duas principais fontes de arrecadação do Brasil, que sustentam a Nação, o desgoverno federal e os muitos Estados deficitários. Até quando vamos aguentar a corrupção existente sem a apuração dos envolvidos e a devolução dos valores roubados? Daí as manifestações diárias e dos baderneiros (Black Blocs), para disfarçar a atenção dos inúmeros problemas que ocorrem no País, além dos prejuízos incalculáveis que estão causando às empresas privadas, públicas e ao povo. PT, nunca mais!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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ANCHIETA-IMIGRANTES

Os congestionamentos no Sistema Anchieta-Imigrantes estão cada vez mais frequentes. Ficamos de 3 a 4 horas parados na estrada. Numa viagem que deveria levar 1 hora (70 km). Afetando a qualidade de vida de usuários de ônibus fretados, condições de segurança nas rodovias (assaltos e acidentes com caminhões com cargas perigosas e passageiros lado a lado). Em dias de rodovia parada, assaltantes vão "enfileirando" os automóveis. Vai um veículo após o outro. Onde está a polícia? O Ministério Público instaurou inquérito para apurar os problemas junto da Ecovias e Artesp. Quais as justificativas para a baixa qualidade do serviço prestado pela Ecovias (pedágio altíssimo)? O que a Agência Reguladora dos Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (Artesp) faz que não regula? A estrada é concessão estadual. Mas não é um problema apenas de interesse local. Por estas estradas circulam aproximadamente 1/4 da balança exportadora/importadora que vai ou vem de/para o Porto de Santos.

Renan Inagaki

renan.inagaki@gmail.com

São Paulo

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INFRAERO CORTA CUSTOS

É um absurdo, porém uma realidade, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mostra sua total incapacidade e inércia em administrar aeroportos sob seu controle. Diante da previsão de prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões, resolve cortar gastos de manutenção em aeroportos, atitude que pode gerar situações de alto risco, apesar de alerta de técnicos.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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RENEGOCIAÇÃO PERIGOSA

Se FHC, preocupado com a questão fiscal no País, renegociou durante sua gestão as altas dívidas de estados e municípios por 30 anos, e com taxas na época, é bom que se diga, bem abaixo daquelas pagas no mercado, agora a presidente Dilma, confirmando a sua indiferença com a causa pública, e objetivando com essa decisão demagógica receber apoio político a sua reeleição em 2014, espera aprovar ainda neste ano uma MP enviada ao Congresso que não somente irá reduzir consideravelmente as parcelas mensais pagas hoje, como também retroativamente será recalculada a divida pelos novos índices sugeridos para correção deste estoque de dívida, que poderá ser reduzido em no mínimo 40%. E principalmente favorecer a prefeitura petista de Fernando Haddad, o maior devedor com a União. Mas o que preocupa mesmo se aprovado esse novo trem da alegria, é o que será feito com a sobra de recursos em caixa?! Pelo triste histórico da classe política brasileira, certamente a tendência é inflar mais ainda a máquina púbica com os intermináveis cargos de confiança, e criar mecanismos para o aumento dos desvios de recursos públicos. Neste caso, já que os principais devedores são os estados e as maiores cidades do País, não seria prudente carimbar essas verbas, por exemplo, para investimento no caótico segmento da mobilidade urbana, já que não mais serão destinadas ao pagamento da divida?! Nós temos uma negativa experiência neste sentido com os royalties do petróleo, que mais serve para orgia dos políticos sem que se privilegie a melhora na infraestrutura! E desmentindo o que muito se prega de que esta dívida renegociada em boa hora por FHC é impagável devido a alta correção que sofre anualmente, a realidade na verdade é outra. Por exemplo, no ano 2000 esta divida total representava 11 % do PIB, de R$ 1,23 trilhão, ou R$ 154 bilhões. Hoje apenas 8,6% do PIB, de R$ 4,6 trilhões, apesar de o montante total da dívida estar na casa dos R$ 468 bilhões. E provavelmente com a aprovação deste duvidoso projeto de renegociação, que permite, repetindo, o recalculo retroativo utilizando os novos índices sugeridos no projeto, o total do estoque da divida poderá cair dos R$ 468 bilhões atuais para algo próximo de R$ 280 bilhões. Um verdadeiro presente antecipado de Papai Noel. E que certamente deixará a sociedade brasileira refém da possível farra do aumento da dívida, já que governadores e prefeitos terão espaço para tal. Mesmo porque a nossa divida publica bruta alcança hoje patamares próximo a 70% do PIB, ou seja, quase o dobro dos países emergentes, e não tão distantes dos desenvolvidos! Uma bomba de efeito retardado.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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COMPLEXO DE VIRA-LATA

Pouco tempo atrás, dentre outras bravatas, o PT afirmava que "nos governos do PT o povo brasileiro deixou de ter complexo de vira-lata". Todo mundo já sabe que o que o PT diz não se escreve. Ou é bravata, apropriando-se de acertadas decisões de governos anteriores, ou é mentira eleitoreira. O PT já disse que liquidou a dívida do País com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Bravata, mentira eleitoreira e burrice. O que o PT fez foi trocar dívida externa com taxa de juro baixíssima, por dívida interna com a maior taxa de juro do mundo. É inacreditável que o governo do maior país e o maior PIB da América do Sul, uma democracia plena, faça "péssimos negócios" com países africanos (perdoou US$ 1,5 bilhão de dívidas), países caribenhos (calote venezuelano na refinaria PDVSA/Petrobrás e envio de dinheiro dos impostos pagos pelos brasileiros para Cuba, via Mais Médicos) e países sul-americanos (confisco de refinaria da Petrobrás e revista forçada do avião do ministro da Defesa do Brasil, na Bolívia) reaja como vira-lata na política e nos negócios internacionais. Os brasileiros nunca tiveram complexo de vira-lata. São os governos petistas que têm demonstrado ter complexo de vira-lata!

S. E. Alpha

sebastiao.alpha@icloud.com

São Paulo

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O ‘X’ BEM EXPLICADO

No livro de 1987 "The pursuit of growth", de G. Ray Funkhouser e Robert R. Rothberg, lê-se este interessante trecho: "Muitos investidores têm sido logrados pela trapaça da aparência de vencedor. São seduzidos a embarcar numa especulação comercial que brilha intensamente com o esplendor do sucesso. Ferraris novas e reluzentes, escritórios parecidos com palácios, trajes de seda feitos sob medida, anéis de brilhante, divertimentos e jantares extravagantes. A lógica superficial é a seguinte: devem estar ganhando rios de dinheiro para gastar desse jeito. Afinal de contas, nada é tão bem-sucedido como o sucesso". Será que os autores previram certas empresas brasileiras que tão bem se encaixariam nessa descrição?

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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CIÊNCIAS ‘COM’ FRONTEIRAS

O PT, junto com o ministro Aloizio Mercadante, está usando o Ministério da Educação (MEC) para barganhar votos, ridicularizando o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), fazendo do MEC uma farsa para alcançarem seus próprios objetivos. Ainda não houve as provas, mas, em cima da hora, faltando três dias para o término das inscrições do Enem, o ministro Aloizio Mercadante mudou as regras para impedirem alunos de escolas superiores do Brasil como USP, ITA, Unicamp e IME, que não utilizam o Enem para a composição de suas notas, de participarem do programa Ciência sem Fronteiras, abrindo assim as vagas para prestigiarem aqueles que podem utilizar os benefícios dos programas petistas. Imaginem quantos milhões de votos produziu nas últimas eleições o sistema de cotas universitárias. Daí o porquê de tais mudanças.

Márcia Callado

marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Falta saúde, falta educação. Falta moradia, falta educação. Falta alimento, falta educação. Falta emprego, falta educação. Falta segurança, falta educação. Falta consciência, falta educação. Faltam políticas certas e políticos corretos, falta educação. Educação é o caminho.

Silvia M. Pinheiro Rezende

silviapr54@hotmail.com

São Paulo

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HORÁRIO DE VERÃO

E cá chegou o famigerado e nefasto horário de verão. Nossos relógios biológicos ficam malucos, andamos todos cansados o dia inteiro. Tudo por uma economia irrisória que, desconfia-se, ocorreria com ou sem a uma hora a mais de luz. No verão as pessoas ficam menos em casa à noite e usam o chuveiro morno ou frio. É claro que o consumo já seria menor. Horário de verão nos trópicos é coisa de quem não tem o que inventar.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CONVERSA DE BOTECO

Em vez de mexer no horário, os tecnocratas deveriam é formular um programa de economia o ano todo, em que o consumidor seria incentivado a economizar concorrendo a prêmios na medida em que conseguisse atingir as metas estabelecidas pelas concessionárias. O resto é conversa de boteco e economia mixuruca.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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REVISÃO DA APOSENTADORIA

Não podíamos esperar outra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) senão esta, limitando em dez anos o prazo para pedir revisão da aposentadoria, sendo em minha opinião uma decisão perversa e desrespeitosa com a Constituição federal. Nela consta que não pode haver perda do poder aquisitivo dos pensionistas, sendo causa pétrea o respeito ao direito adquirido. Porém, não poderíamos esperar nada deste atual STF, que é notadamente partidário do PT, manipulado por Lula, o grande traidor dos trabalhadores e aposentados.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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TELEFONIA E MOLECAGEM

A empresa TIM foi multada por derrubar as ligações telefônicas de seus usuários. Não importa em quanto, ou se vai pagar. Já sabemos que não vai pagar. Cabem n +1 recursos e, ao término, daqui a 20 anos, o que este valor representaria? Mas a questão que quero colocar não é essa. É ao que talvez poucos se atentem. O motivo da condenação: derrubar ligações. Coisa de sem caráter. Se tivéssemos um governo sério, de caráter, e sendo uma empresa estrangeira, seria notificada a deixar o País o mais rápido possível, com o recado de que o Brasil não aceita molecagem. Que a façam no país deles. Mas, com o governo que temos, sendo o PT o rei da molecagem, que moral se tem para fazer ou dizer isso?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOLHA PAULISTA

Editorial aponta que o PAC privilegia o mercado imobiliário em detrimento da infraestrutura (18/10, A3) que deveria antecedê-lo. O economista premiado com o Nobel, Robert Shiller, disse que temia a existência de uma bolha imobiliária no Brasil (15/10, B9); em 2005, ele alertou que havia o risco de estouro de uma bolha de imóveis nos EUA... Somando o atual projeto mirabolante no Estado, a Casa Paulista, e a especulação imobiliária desenfreada aumentando os preços dos imóveis novos sem base nos respectivos custos, está iniciada a contagem regressiva para o estouro da bolha imobiliária brasileira.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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SEM-TETO

Para não cansar, sem-teto esperam por casa deitados.

Enquanto o prefeito Fernando Haddad passeia pelas catacumbas de Roma, vai comer no Trastévere, jogar moeda na Fontana di Trevi e faz "lobby santo" para ser abençoado pelo papa Francisco, sem-teto esperam deitados por suas casas, na porta da Prefeitura, no centro de São Paulo. Eles agora prometem acampar na frente da casa do prefeito, no Paraíso.

Devanir Amâncio

devaniramancio@ig.com.br

São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

O senador Mário Couto (PSDB), em recente pronunciamento no Senado, informou que, conforme relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), das 200 obras analisadas, 191 mostram irregularidades. Lembrou o senador da Ferrovia Norte-Sul que já foi inaugurada 8 vezes sem que jamais tenha sentido a presença de algum trem. Discursando como um Cícero romano, Mário Couto afirmou que a presidente não tem respeito pelos pobres, haja visto que a transposição do Rio São Francisco, redenção de milhares de famílias do Nordeste da seca está paralisado. O despotismo e a ânsia do poder pelo poder leva esse governo a misturar politicalha com humilhação. Em Vitória da Conquista (BA), foram entregues 1.368 casas do programa Minha Casa, Minha Vida. Só que essas casas não tinham rede de esgoto, eletricidade e água nas torneiras. O povo, refém das "bolsas", está completamente abduzido com esse programa assistencialista compra o voto sem politização e nos leva a admitir que nesse panorama e sem uma oposição que pense Brasil, Dilma Rousseff pode começar a traçar planos para um segundo mandato. No MT cogita-se uma aliança entre o PT e o PSDB nas eleições de 2014. Pai, afasta de nós esse cálice. "A história se repete a primeira como tragédia e a segunda como farsa" (Karl Marx).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TPE, TENSÃO PRÉ-ELEIÇÃO

A política, todos sabem, se faz com muita politicagem, com associações e conchavos nem sempre muito ortodoxos, denúncias verdadeiras ou quase, revelações bombásticas e por aí afora. Nossa prezada provável candidata à Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva, com essa carinha e atitudes de Madre Tereza de Calcutá, cuja integridade moral e cívica ninguém tem menor sobra de dúvidas, infelizmente jamais chegará a lugar algum. Sabendo o que ela sabe, tem de ir logo "prás cabeças", como se diz. Acorda, Marina!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PORCO NA CABEÇA

Enquanto José Serra e Aécio Neves batem cabeça e a nova dupla, Eduardo Campos e Maria Silva não saem do muro, pois pelo que se lê e se ouve, não são posição nem oposição, o que soa muito estranho, Dilma Rousseff, depois da queda nas pesquisas em razão das manifestações de junho e mesmo com um governo desastroso, cresce novamente e já nem se fala mais em segundo turno. O cavalo tem passado arreado e ninguém se habilita em montá-lo. Pelo andar da carruagem, quem vai "montar no porco" mais uma vez, somos nós, que vamos ter de suportar este governo por mais quatro anos.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ETERNO CANDIDATO

Enquanto Marina Silva, Eduardo Campos e Aécio Neves discutem a construção de um novo modelo para o Brasil, o eterno candidato José Serra fica "olhando para o próprio umbigo" e diz ser candidato à Presidência da República em 2014, ao rejeitar compor com Aécio Neves numa chapa "puro sangue" do PSDB. José Serra e seus aliados, ainda não perceberam que seu alto índice de rejeição junto ao eleitorado, não o recomenda para a almejada candidatura, lembrando que, nas duas últimas eleições, José Serra não conseguiu fazer frente aos postes do PT impostos pelo ex-presidente Lula.

José Carlos Degaspare

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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EMBARGOS E DESMANDOS

Coincidência ou não, bastou a instância máxima do Poder Judiciário flertar com corruptores que tramaram um golpe contra a independência do Congresso (o famigerado mensalão), a partir da admissão da possibilidade de embargos infringentes, para que uma série de decisões absurdas da Justiça se espalhasse País afora. Claro que uma coisa não está ligada à outra por critérios técnicos. A questão é de valores: a lamentável deliberação sobre os embargos infringentes deixou no ar, além de um forte aroma de pizza, a sensação de tolerância até mesmo com os mais graves e condenáveis desmandos, como os perpetrados pelos mensaleiros. Não demoraria muito para que juízes passassem a concordar com essa tolerância e a declarar aceitável a postura de "estudantes" da Universidade de São Paulo (USP) que usam marretas e pés de cabra como instrumentos de diálogo em "manifestações", ou que professores cariocas aliados a black blocs permaneçam recebendo seus salários sem trabalhar. A deterioração institucional iniciada pela era petista desde 2003 atinge, nos dias atuais, o seu fastígio. Ué, o gigante não tinha acordado?

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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PRISÃO DE BANDIDOS

Se o juiz tiver medo, não irá, por certo, decretar a prisão preventiva de bandidos, especialmente os ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). E assim, por volta de 160 deles, não tiveram as suas prisões decretadas, não sendo aceitos os pedidos do Ministério Público Estadual (MPE). Estamos em guerra. Se os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não se unirem para combaterem, em termos legais, o PCC, então, estará a criminalidade com campo livre para cumprir as suas ameaças. Dissidências entre magistratura e MPE não podem ter a força de deixar a bandidagem livre e impondo regime de medo à sociedade. Na verdade, agora não é hora de disputa entre poderes ou de fazer politicalha, mas momento exato para atacar e atuar contra o PCC. Será que São Paulo não terá condições de vencer o crime organizado? Mas que fiquem claras as participações efetivas dos responsáveis pelo combate, na guerra do PCC!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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VALOR À VIDA

"Hoje matar é a maior burocracia", diz Marcola, líder do PCC, só no Brasil tanta liberdade para bandidos. Isso é uma prova inequívoca de que os direitos desumanos dão mais valor a facínoras do que a gente do bem que paga impostos para nada. Uma vergonha.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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CONTROLE DE FACÇÕES

A recente reportagem deste jornal sobre o PCC mostra uma pequena ponta do gigantesco iceberg que é o controle de entidades e instituições no Brasil. A matéria, muito bem feita, deixa claro como funciona o Brasil. Cada facção tem seu "mercado" controlado para abastecer seus interesses. O PCC controla presídios, ataques públicos, parte da polícia e do Judiciário. O CV do Rio controla o tráfico de drogas, armas, fronteiras, parte da polícia e Judiciário. O PT controla os sindicatos, entidades profissionais, prefeituras, parte da imprensa e órgãos dos estudantes. O PMDB controla o Senado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o STF. O PSDB controla as empreiteiras e segmento ferroviário, parte da imprensa. Parece-me que todos, de alguma forma, estão interligados. Apesar de sermos uma "democracia", creio que a população não controla mais nada.

André L. O. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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CRISE DE VALORES

Observei com preocupação a reportagem do "Estado" relatando que o novo PlayStation será, no mercado brasileiro, o mais caro do mundo. O que me preocupa é que temos mercado para isso. Ao mesmo tempo, com todos os protestos sobre educação, etc., uma pesquisa revelou que o item mais desejado pelos brasileiros é um tablet. Nada contra a inclusão digital do brasileiro, mas alguma coisa vai muito mal na escala de valores da sociedade quando estamos dispostos a pagar muito mais que outros para ter essas coisas.

Mateus D. Leme

mateusdl@gmail.com

São Paulo

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