Fórum dos Leitores

SEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2013 | 02h05

Outra vez o vandalismo

Os vândalos continuam dando um baile na polícia. Chegam de mansinho, todos sabem o que vai acontecer. Nenhuma ação preventiva. Carros da polícia queimados, policiais agredidos, vandalismo generalizado, com prejuízos para a cidade e os cidadãos. Alguns suspeitos são detidos e algumas horas depois, liberados, estão prontos para novas agressões. Até quando?

CELSO BATTESINI RAMALHO

leticialivros@hotmail.com

São Paulo

Manifestações

Conforme o Estadão de ontem, sob a égide da liberdade de expressão, as autoridades policiais dizem que garantirão a continuidade das manifestações de protesto de grupelhos organizados, que, haja ou não atos de vandalismo, geram o caos na cidade. Pergunto: e quem é que garantirá à maioria da população desta sofrida cidade a sua liberdade de ir e vir - para o trabalho, o descanso ou mesmo o lazer?

RALPH SOLIMEO

ralphsolimeo@terra.com.br

São Paulo

Os vândalos e a lei

A presidente Dilma Rousseff pede que os criminosos sejam punidos nos termos da lei. Muito nobre da parte dela. Mas que lei?

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

Tolerância zero

Já passou da hora de a Polícia Militar (PM) reagir com rigor a esses baderneiros. Não tenho dúvida de que a população aprovaria uma ação do tipo tolerância zero contra esse bando de desocupados infiltrados nas manifestações, às vezes até justas. Onde está a inteligência da nossa polícia, que não consegue detectar de onde partem as instruções para esse bando? Por que não divulgar maciçamente na mídia que rostos cobertos e mochilas não serão tolerados nas manifestações e que seus portadores serão investigados, fichados e punidos com o rigor das leis (espero que tenhamos leis para tal)? Triste é constatar que esses infiltrados têm por único objetivo tirar o brilho de reclamações justas, como, por exemplo, esse estupro do IPTU do sr. Haddad, cujo principal objetivo é reforçar o caixa de todos os locuPleTados, inclusive do chefe deles. Acorda, Brasil!

ARIOVALDO MARQUES

arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

Selvageria

Essa turma é baderneira, arruaceira, sem nenhum conteúdo ou viés. Nada, apenas a selvageria. A repressão do Estado tem sido leve, contida, pois se liberada poderá haver mortes. Por outro lado, prende e, se bobear, no mesmo dia estão soltos. O que os políticos, o governador, quem de direito têm de fazer é criar (se é que não há) leis pesadas, punições severas, só assim esse cenário começará a mudar. Enquanto levarem nesse banho-maria, teremos indefinidamente essas tragédias no nosso cotidiano.

AILTON DIAS PEREIRA

ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

Black blocs x polícia

Os chamados black blocs são, antes de tudo, covardes, pois quem usa máscara não é senão covarde. Abominável ver a polícia ser atacada por esses marginais. Atingiram até um coronel da PM. Não entendo por que a polícia não reage à altura de tais agressões. O governador fala em reação, mas na prática nada acontece. É patético ver policiais usarem gás de pimenta para conter a fúria dessa horda. Não se fala mais em balas de borracha e outros meios enérgicos para controlar os black blocs, nome pomposo inglês para designar criminosos comuns. Por que não se prendem esses "zorros" da maldade logo que aparecem? A polícia tem de esperar a quebra de lojas, bancos, ônibus, carros, etc., para reagir? A máscara, por si só, já não é um indício de intenção criminosa? Onde está a lógica desse comportamento?

LABIBI JOÃO ATIHÉ

labibi.atihe@atihe.com.br

São Paulo

Covardia

Será que com mais esse ataque covarde dos mascarados a quem estava lá para cumprir o seu dever de proteger a população (coronel Reynaldo Simões Rossi) veremos atitudes mais sérias das nossas autoridades? Não basta recolhê-los a uma delegacia, identificá-los, dar-lhes um "sermão" e soltá-los. Quem age dessa maneira não tem solução. É preciso isolá-los completamente, para que as pessoas de bem possam voltar a viver com um pouco mais de tranquilidade.

MARIA ELISA GHERINI STEPHAN

elisagherini@yahoo.com.br

São Paulo

Impunidade

A que ponto da impunidade chegamos! "Manifestantes" (?) destroem o terminal Dom Pedro II, em São Paulo, depredam ônibus e instalações, agridem e espancam um oficial da PM que deveria dar segurança à população ordeira. Esses vândalos chegaram a ponto de tentar destruir o prédio da Defensoria Pública, instituição que faz a defesa dos mais humildes e necessitados de justiça. Em breve vão agredir juízes, promotores e quem quer que se oponha a eles. A falta de autoridade também leva ao caos...

MARCO ANTONIO R. NUNES

nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

Leniência

Talvez se agredirem um juiz o Judiciário fique menos leniente com esses bandidos black blocs.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

Solidariedade ao coronel

Minha total solidariedade ao coronel Reynaldo Simões Rossi pela agressão sofrida quando de seu trabalho de negociação durante manifestação, na sexta-feira, convocada pelo Movimento Passe Livre. Inaceitável numa democracia que o princípio da autoridade seja rompido. O simbolismo da cena choca qualquer pessoa de bem e transmite péssima mensagem ao regime democrático. Se as autoridades estaduais e federais não agirem com muita firmeza, começaremos a rumar para o caos. Espero sinceramente que não se repita 1964, mas pela primeira vez começo a temer que, se as autoridades e os movimentos sociais não compreenderem que a linguagem tem de ser outra em relação a esses criminosos, estaremos dando a deixa que alguns desejam. A democracia não tem máscara.

RUI TAVARES MALUF

rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

Algemas

Se o coronel Reynaldo Rossi pretendia falar de modo civilizado com pessoas que usam máscaras de assaltantes comuns, aprendeu que, em certos casos, as algemas falam mais alto.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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REAJUSTE AUTOMÁTICO DE COMBUSTÍVEIS

Uma coisa é a Petrobrás fazer um planejamento importante e apresentar ao mercado, outra, infelizmente, é ficar refém da ingerência nociva dos petistas do Planalto do Planalto, que têm impedido a estatal de caminhar com eficiência. Mas não deixa de ser uma boa notícia que a Petrobrás, finalmente, pretende usar uma nova metodologia para calcular os preços de seus produtos, como para o diesel e a gasolina, assim como já é praticado há tempos para o querosene de aviação e a nafta, tendo como base a flutuação dos preços internacionais. Se o humor da presidente Dilma for suficiente para dar celeremente aval para que seja aplicada essa nova metodologia de preços, já que a sua popularidade está ameaçada, até pela situação constrangedora em que se encontra a estatal, que extrapolou inclusive seu índice de endividamento, a Petrobrás poderá voltar recuperar não só seu caixa, mas o vigor dos investimentos e a sua imagem, além do valor de mercado da empresa, que caiu mais de 50% nestes últimos anos. Será que agora vai?!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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NÃO MAIS NA CALADA DA NOITE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre teceu críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso por conceder aumento nos combustíveis somente na calada da noite. Hoje, que o PT é governo, está planejando que a Petrobrás tenha reajustes automáticos e periódicos nos preços dos combustíveis. Isso ocorrendo, não há mais necessidade de aumentar os combustíveis na calada da noite, é só apertar um botão que os reajustes serão automáticos.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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GASOLINA BARATA?

A gasolina nos Estados Unidos custa, em média, US$ 0,90 por litro (R$ 2,00). Na Alemanha, 1,50 euros (R$ 3,90). Só que lá, com carros parecidos aos que rodam aqui, com um litro se anda uma distância de 70% a 100% superior. Cara mesmo (e ruim) é a gasolina no Brasil, onde hospedamos o túmulo da Matemática, ainda por cima escondido por uma densa neblina de mentiras. Todos os dados são facilmente encontrados no Google.

Frank Sarnighausen

sarnighausen@uol.com.br

Itirapina

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OS LUCROS DA PETROBRÁS

A verdade quanto às quedas constantes que ocorrem na Petrobrás no que se refere à margem de lucros é que a transformaram, de alguns anos para cá, precisamente 11 anos, ou seja, a partir do dia em que o PT-lulismo assumiu o País, num cabide de empregos, nomeando pessoas incapazes sem nenhum conhecimento técnico, comercial e muito menos administrativo para dirigi-la.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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‘HORA DE REPENSAR O PRÉ-SAL’

Embora erudito, o artigo "Hora de repensar o pré-sal", publicado no caderno de Economia do dia 22/10 e escrito por Rogério L. Furquim Werneck, parece muito preconceituoso e xenófobo. Dá a impressão de que o governo fez um favor à Petrobrás em ceder 5 bilhões de barris em 2010 e os acionistas, para não serem diluídos, puseram 110 bilhões. Reclama de que as ações da Petrobrás perderam 50% do seu valor, como se a culpa não fosse do próprio governo, que a obriga a se endividar para atender aos investimentos e para atender à deletéria política de controle de preços. Diz que o Tesouro cedeu essas reservas à Petrobrás, como se não fosse ela que o encontrou sob todos os riscos e custos que nunca foram reembolsados. Enfim, parece que o autor deseja que o petróleo fique para sempre debaixo do mar.

Salvador Cândido Brandão

scbrandao@aasp.org.br

São Paulo

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A ‘GAZOLINA’ DO ENEM

Após ser revelado que a Petrobrás estuda um novo modelo de precificação e reajuste do preço da gasolina, fui surpreendido pela divulgação, no domingo, de que na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) havia uma questão em que a palavra gasolina era grafada com Z, mesmo que se tratasse numa charge dos anos JK. Agora começa a fazer sentido a defasagem de preço: a Petrobrás importa gasolina (com S) a US$ 100,00 o barril do petróleo, e a Petrobrás vende a gazolina (com Z) a preços do tempo de JK. Juro que vou vender minhas ações da Petrobrás, porque essa não é uma empresa séria, muito menos brasileira. É uma empresa de sindicalista e sob o jugo de interesses partidários do grupo que a tomou de assaltou nos últimos anos.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA NACIONAL

Pobre do país em que o "ministro" da Educação tem de ir até a imprensa para justificar a razão ou razões pelos erros de Português cometidos pelos autores da prova do Enem. Grafaram a palavra gasolina com Z no lugar de S. Digno da administração atual.

Jose Roberto Marforio

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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E A PRESIDENTE CANTA MAIS SUCESSO

A presidente da República - o poste, para alguns - agradeceu às mais de 600 mil pessoas que trabalharam para o sucesso do Enem 2013. Dos 7,1 milhões de inscritos, mais de 2 milhões (29%) não compareceram. Sucesso? Se isso é sucesso, o gasto não justifica esse tipo de prova. Mas, como o povo é cordeiro, vale tudo.

Tanay Jim Bacellar

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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MANIFESTAÇÃO E VIOLÊNCIA

As manifestações de rua ainda resistem nas principais capitais do País e têm como pano de fundo a indignação contra a corrupção que drena para o ralo bilhões e mais bilhões por ano do dinheiro público, a grita por reajustes salariais de funcionários públicos e a melhoria dos serviços públicos, além do passe livre. Mas também são visíveis as práticas violentas de grupos que se juntam aos protestos para provocar a quebradeira e o confronto com a Polícia, como aconteceu na sexta-feira (25/10) no Terminal Dom Pedro, no centro da capital paulista, quando o coronel da Polícia Militar (PM) Reynaldo Simões Rossi foi agredido covardemente por um grupo de mascarados. O policial foi atingido diversas vezes na cabeça e nas costas com pauladas e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas. Na confusão, 78 manifestantes foram detidos para averiguação, e destes apenas 11 continuam detidos. O governo do Estado deve urgentemente tomar medidas firmes contra os mascarados baderneiros e criminosos, porque invadir e depredar prédios, terminais de bancos, incendiar veículos de imprensa e ônibus é crime. Qual é o limite para o direito de manifestação? Toda pessoa está sujeita às limitações determinadas pela lei, com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdade de outros. Outras opiniões divergem dessa visão civilizada. Alguns grupos de intelectuais e militantes de movimentos sociais apoiam o vandalismo por acreditar que a violência revolucionária é a única forma de alterar uma situação estabelecida. Com essa premissa, rotulam de conservadores e coniventes com a corrupção todos os que condenam a destruição. É sempre melhor optar pelo incômodo do confronto das ideias. O que de maneira nenhuma podemos permitir é o retrocesso democrático e dar espaço à volta de regimes ditatoriais, que sufocaram, torturaram e mataram dezenas de brasileiros durante duas décadas. Democracia, sim. Direito de protestar, sim. Transgredir a lei e usar a violência, jamais. Lugar de bandidos transgressores da lei é na cadeia, e não em manifestações pacíficas.

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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AGORA É OFICIAL

Oficializou a baderna. Ver mais uma capa do "Estadão" com black blocs espancando um coronel da Polícia Militar, após todos os confrontos e afrontas anteriores, e não ver a Polícia enquadrá-los, inclusive na Lei de Segurança Nacional, nos leva a crer que não existe pulso suficiente para dominar a situação. O secretário da Segurança Pública não se demitiu ainda? Por quê?

João Helou

helouhelou@gmail.com

São Paulo

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REAJAM!

Alguém, por favor, me explique por que policiais armados, inclusive um coronel, não podem usar suas armas para impedir que indivíduos que estão destruindo propriedades e cometendo agressões físicas dolosas na sua presença, registradas de maneira inquestionável por inúmeras câmeras, prossigam na destruição e agressão? Concordo que até cometerem o primeiro ato não são criminosos, mas por que permitir o segundo, o terceiro, etc.? Em que regime de direito estamos? Por que a autoridade constituída, em vez de manter a ordem, se posiciona como espectador passivo e se sujeita até a se tornar vítima, oferecendo a outra face? O vandalismo, quando é realizado de maneira oculta, é um desafio à autoridade, mas aberto e exposto, ao vivo, é deboche. Por que não reagem?

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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CORONEL DESARMADO

Não entendi como um coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na ativa, foi brutalmente atacado e desarmado por vândalos em pleno serviço sem ter recebido a devida proteção da corporação. Será que estou mal informado ou essa digna instituição está com geps na sua formação?

Rafael Luiz Riga Travaglioni

Riga@terra.com.br

São Paulo

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CRIMINOSOS

E disse Wadih Damous, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, referindo-se aos mascarados que fazem quebra-quebra nos movimentos reivindicatórios: "Não há como dizer que os manifestantes, ainda que pratiquem atos de depredação, integrem uma organização criminosa". Mascarados do Black Bloc, quebrem, quebrem tudo, continuem quebrando, o dr. Wadih acredita piamente que vocês, destruidores dos bens públicos e privados, não fazem parte de uma organização criminosa. Para ele, vós não sois teleguiados, sois santos, santos e santos.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ENIGMA DECIFRADO

Acho que consegui descobrir o objetivo dos black blocs: é derrubar o governo. Seguindo uma lógica camoniana, eles invertem a sintaxe e partem para a destruição das vidraças das instituições bancárias. O subliminar é simples: se acabarem com os bancos, o governo não terá a quem vender seus títulos e terá de emitir dinheiro. Isso trará a inflação de dois dígitos de volta e o povo acabará não reelegendo o governo que aí está. Simples, não?

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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MOVIMENTO PASSE LIVRE

Antes de eliminar a tarifa dos ônibus, o poder público precisa eliminar é o MPL.

Aldo Mattos

aldo@aldomattos.com

São Paulo

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BLACK BLOCS

Pesquisa Datafolha aponta que 95% dos paulistanos desaprovam a atuação dos Black Blocs. Os 5% restantes devem ser das autoridades de segurança e do governo que até agora, depois de quatro meses de depredações, continuam olhando a atuação desse grupo...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PASSIVIDADE

O Datafolha acaba de registrar que o apoio a protestos cai de 89% para 66% em quatro meses. Essa queda explica a passividade dos nossos governos federal e estaduais com o vandalismo e a violência crescente mostrados nas últimas manifestações de rua. O interesse das nossas autoridades é que esse apoio chegue próximo a zero, acabando de vez com o fantasma dos verdadeiros e justificados protestos que varreram o país de norte a sul e que os deixaram sem dormir por um bom tempo no mês de junho. Certamente, boa parte desses black blocs é de agentes infiltrados pelos próprios governos, fomentando a violência e afastando cidadãos de bem das ruas.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DESAPROVAÇÃO POPULAR

Na recente pesquisa Datafolha, de 25/10, 95% dos paulistanos desaprovam a agressão contra o coronel Reynaldo Simões Rossi e os atos de vandalismo e depredações feitos pelo grupo black blocs. O governador Geraldo Alckmin já afirmou várias vezes que não dá para aceitar esse tipo de comportamento, só que está demorando demais para tomar medidas concretas e efetivas. Para completar: difícil mesmo é aceitar que 5% dos paulistanos aprovam esse absurdo de vandalismo, quando o correto mesmo seria 100% de desaprovação.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CASTRANDO O BRASIL

"Coronel da PM ferido e centro de SP depredado." Estão castrando o Brasil. Quem? A mídia politicamente correta, a polícia e a autoridade reféns dessa mídia, uma classe política inepta (que já devia ter-se retirado, mas continua aí porque não apareceu ninguém para substituí-la), um Judiciário exibicionista, e uma classe média preguiçosa, incomodada com os excessos, sim, mas não a ponto de levantar do sofá. Você está incomodado com a baderna? Não se lamente: exija da autoridade que exerça legitimamente a força, e que os meios de comunicação parem de condenar a polícia toda vez que um PM tonto comete um excesso.

Ricardo Ferreira

fredrfo@gmail.com

São Paulo

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OPORTUNISTAS

"Baderneiros" ou "vândalos", como são chamados, são elogios para quem não aprendeu o que é ser cidadão, o que é manifestar-se em prol de alguma causa. Protestar é direito de todos nós, o que não podemos é aceitar a atitude reprovável desses elementos rebeldes sem causa e oportunistas que não têm o que fazer. Estes coitados merecem ser punidos com rigor. Nós questionamos por que a Polícia que vê este meliante destruindo não o prende no ato. A Polícia fica olhando a destruição, os incêndios e não prende. Não dá para entender por que. Acho que a melhor punição é fazê-los pagar por e limpar o dano causado, pois prendê-lo e soltá-lo é ser conivente com estes seres de espírito inferior.

Regina Teles

telesreginamara@gmail.com

São Paulo

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A REAÇÃO DA PRESIDENTE

"A violência cassa o direito de quem quer se manifestar livremente. Violência deve ser coibida (sic)". Palavras de dona Dilma, também conhecida por atuar em organizações que utilizaram de maneira extrema tal prática. Tais como Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Seria arrependimento, ato falho, ou conveniência?

Ulysses Fernandes Nunes Jr

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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SEM LÁGRIMAS

Manifestações violentas contra o quê? Este caminho não levará aos vários objetivos. Esquecemos das manifestações das mulheres brasileiras em paz a favor da Pátria? É muito triste essa violenta agressão contra o coronel da PM. Covarde. Parem urgentemente e negociem como cidadãos civilizados, sem derramar lágrimas e sangue.

Jürgen Detlev Vageler

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

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O POVO CALOU

Quando ocorreu a primeira manifestação em São Paulo, alguns políticos, muitos jornalistas e os politicamente corretos de sempre "caíram em cima" da PM criticando-a por ter usado de uma repressão chamada de violenta e que volta a usar agora, quando o "Estado" perdeu o controle para os vândalos e as multidões não mais saem às ruas. Agora é tarde para reclamar e a manifestação de inconformismo com Fernando Haddad e o IPTU ficará "para uma próxima vez". A questão é que alguns políticos têm medo, outros querem agradar a todos e seguem a "maré" da opinião pública manifestada por jornalistas comprometidos com um esquerdismo favorável ao PT, PCdoB e outros, como também com os Black Blocs, que são vistos como "jovens inconformados com o status quo", em vez de bandidos anarquistas, o que realmente são. O fato inconteste é que a imprensa, políticos e a segurança pública abriram as portas de São Paulo para o banditismo, apoiado por espetaculares reportagens de TV. O povo não sai mais às ruas para protestar contra ações ligadas ao PT porque o ato se transformará em violência. A revista "Época" noticiou um campo de treinamento de "vândalos" em Mato Grosso, organizado pelo PT e PCdoB com o auxílio do MST, da Farc e de grupos terroristas. Para o que eles servirão? Para garantir a violência e amedrontar o povo. Agora o governo de São Paulo, com um oficial ferido, reconheceu que esses vândalos são realmente bandidos e liberou balas de borracha, além de outras medidas. Oxalá a população algum dia possa voltar a gozar de um privilégio de países democráticos como a manifestação de massas.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

No vandalismo em São Paulo alguns dos black blocs foram detidos com base na Lei de Segurança Nacional (LSN), mas em seguida soltos, pois segundo o advogado Rodrigo Ribeiro não poderiam ser enquadrados por infringir a LSN. A LSN "serve para proteger os interesses brasileiros, a soberania nacional, o patrimônio público - enfim, o Brasil. Protege o Brasil contra ameaças externas, ajuda a preservar as instituições, o estado democrático de direito e os chefes dos poderes da União". Foi de suma importância tal esclarecimento, quando no Regime Democrático a transparência é vital e o uso do cartão corporativo não está enquadrado na LSN. Isso nos dá o direito de nós, contribuintes, pagadores de impostos, exigirmos que os dispêndios de 2003 a 2010 com o cartão corporativo do presidente e da primeira dama sejam divulgados nos mínimos detalhes, visto que assumiram o cargo em Brasília tendo em mãos uma modesta bagagem, mas na saída foram necessários 11 (onze) caminhões baús, além de uma considerável fortuna. Ainda mais que na vida pública a transparência não é opção, é obrigação.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DOMÍNIO DO FATO

Como vimos na última manifestação, em que a violência dos black blocs atingiu seriamente um policial e que, ao serem levados para as delegacias, aparecem os seus advogados para dizer que não fizeram nada ou que quem os prendeu tem de dizer que parte específica ele aprontou para ser responsabilizado (?!). Eles estão mascarados! Será, então, que os black blocs podem ser enquadrados na Lei do Domínio do Fato, em que eles são autores, e não mero partícipes, pois todos vão para as manifestações mascarados induzindo e instigando a violência. Por essa teoria, para que a autoria seja comprovada bastam a dedução lógica e a responsabilização pelos atos praticados.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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AGRESSÃO AO CORONEL

Tem países onde agressões a agentes públicos têm agravantes de penalização. Por outro lado, num caso como o ocorrido em São Paulo, um comandante de batalhão tem de ter à sua volta uma equipe de apoio e segurança. Nos filmes e documentários de guerra vemos como oficiais de patentes mais elevadas têm sempre uma espécie de staff de segurança e apoio consigo. Nos filmes de Marinha norte-americana, vemos que até a bordo o contra-almirante comandante da frota é seguido constantemente por um fuzileiro naval armado.

Heitor Vianna P. Filho

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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VIOLÊNCIA CONTRA TODOS

Ao abrir o "Estadão" no domingo fiquei indignado com a manchete "PM anuncia ‘forte resposta’ a grupo que agrediu coronel". Vejo com indignação, sofrendo como cidadão, que tal coisa partiu da PM. Ora, senhores, não vejo em nenhum momento estampado que a PM agirá com forte resposta a bandidos que matam, roubam e agridem pessoas do bem. O coronel apanhou, e quando nós cidadãos apanhamos não só da PM, mas dos bandidos, quem vem em nosso socorro? Nunca vi piada de tão mau gosto. Estas declarações são de pura proteção ao aparato do Estado, e não de nós, cidadãos. Sou contra vândalos, a PM tem de detê-los, prendê-los e retirá-los de circulação. Por que não fazem isso?

Selmo Luiz Santos Prior

svscont@ig.com.br

São Paulo

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CONTRA O QUE PROTESTAM

Se ainda havia dúvida do patrocínio deste bando de bandidos dos Black Blocs pelos petralhas, por que não houve quebra-quebra pela aceitação dos embargos infringentes, que beneficiou os mensaleiros do PT?

Carlos Norberto Vetorazzi

cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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VÂNDALOS

Governador Geraldo Alckmin, ou o sr. toma uma atitude drástica contra estes vândalos e baderneiros, ou pode esquecer sua reeleição. O povo de São Paulo está cansado da sua omissão. Ordene à Polícia que ela se comporte como deve ser uma Polícia. Mire-se na de outros países de Primeiro Mundo, onde pobre daquele que ousar a apontar um dedo para um policial. Estamos classificados como país de quinto mundo no tocante à repressão à violência. V. Sa. ainda não percebeu que tudo é obra do PT para desestabilizá-lo para colocar Padilha no governo? Só existe um caminho: violência contra a violência. Não se pode admitir que um coronel da PM seja quase morto pelos baderneiros. Lembre-se da postura do coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança do governador Maluf. Caso não tome uma medida drástica, pode ir arrumando as malas no final de seu atual mandato.

Antonio di Stasi

antoniodistasi@yahoo.com.br

São Paulo

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DIPLOMACIA DEMAIS

Sr. governador Alckmin, o seu secretário de Segurança Pública manda seus policiais para o campo de batalha sem armas? Isso já ficou claro quem são estes baderneiros inconsequentes, bandidos mesmo, e o senhor trata com muita diplomacia este fato. Já está na hora de a Polícia agir como deve, de peito aberto, para mandar estes vagabundos filhinhos de papai rico para casa.

Maria José da Fonseca

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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CASO ALSTOM

O dr. Malheiros Filho, defensor do sr. José Amaro Ramos, suspeito de lobby no caso Alstom, declarou que a investigação contra seu cliente na Suíça foi "encerrada" sem acusação formal. Não tinha prova nenhuma contra ele. Porém diz o jornal: "Mas nenhuma diligência foi realizada, frustrando os suíços. O pouco-caso do Brasil teria provocado o arquivamento de parte das investigações na Suíça". Talvez o que tenha ocorrido é que as autoridades judiciais brasileiras não tenham encontrado recibo da propina recebida pelo indiciado ou, tendo-a encontrado, não apresentava ela "firma reconhecida" e, consequentemente, não havia prova válida e irrefutável da operação. Como na Suíça, país altamente civilizado e de grande cultura, não existe a aberração que é o reconhecimento de firma, os suíços não só ficaram frustrados, mas perplexos e abismados. Nós, pelo contrário, que o diga o dr. Malheiros, demos ao mundo mais uma demonstração da superioridade de nossas instituições e de nosso respeito à dignidade da marginália.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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O CONCEITO DE CARGO DE CONFIANÇA

A liminar da Justiça do Trabalho, que proibiu os Correios de contratar em cargos de confiança ("Estado", 28/10), é profilática. Pode ser a luz no fundo do túnel dessa chaga que compromete o serviço público-estatal brasileiro em todos os níveis. Cabos eleitorais, parentes e até amantes de figurões são admitidos e sustentados com o dinheiro público, muitas vezes sem terem a obrigação de comparecer ao trabalho. E, normalmente, ganham mais que os servidores de carreira. Os governos encontraram nos cargos de confiança o meio de acomodar os amiguinhos do poder sem submetê-los ao concurso. Menos mal quando são pessoas qualificadas e comparecem ao trabalho. Mas, mesmo assim, sua contratação gera a indignação e o desânimo de todo o quadro de carreira, que se sente preterido. Se realmente necessitam de cargos de confiança, deveriam ser escolhidos no quadro da própria repartição, partindo-se da premissa de que quem já vive o dia-a-dia da casa deve ter idéias para o seu melhor desempenho. O País precisa de uma ampla reforma de conceitos. Começando com o fim da barganha de cargos por apoio político. Esse mau exemplo banaliza e sucateia o serviço público, desmotivando os milhões de servidores de carreira, que carregam nas costas as repartições.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FERIADO NO SERVIÇO PÚBLICO

Sou servidor público federal e me sinto, a cada ano, no dia 28 de outubro, envergonhado pelo ponto facultativo que se estabelece em toda a administração pública direta brasileira. Em que somos diferentes dos trabalhadores da iniciativa privada? E negar serviços públicos regulares, regularmente uma vez por ano, é simplesmente zombar da sociedade civil. Algum candidato, em 2014, propõe-se a rever tal lei absurda?

Sérgio Luis Avancine

sergioavancine@uol.com.br

Brasília

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A ‘MODULAÇÃO’ DOS PRECATÓRIOS

Li com atenção o editorial de 28/10, sob o título acima, pois sou um dos contemplados com o calote municipal. Dos quatro processos que entrei contra a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) entre 1993 e 1995, só recebi um até agora. Milhares de companheiros meus já faleceram ser receber o que lhes era devido. Como foi bem explicado no editorial, a decisão anterior do juiz Luiz Fux do STF não me entusiasmou em nada, pois sabia que teria vida curta. O tamanho do calote atingiu proporções de tal magnitude que se tornaram impagáveis do ponto de vista prático. A Prefeitura de São Paulo deve atualmente R$ 16,9 bilhões, e evidentemente está ficando cada vez mais difícil equacionar o problema. Isso ocorreu porque neste pobre país quase ninguém paga pelos ilícitos cometidos, principalmente os políticos. Tal pratica na realidade incentiva executivos públicos a gerarem dívidas para os órgãos que estão comandando, porque sabem de antemão que irão, em futuro bem distante, engrossar a longa fila dos precatórios. Nem seus sucessores imediatos e muito menos eles deverão se preocupar com isso, pois seu objetivo imediato é não pagar os pepinos que receberam das administrações anteriores. E foi assim, com casuísmo sobre casuísmos, que conseguiram a aprovação da PEC do calote, e, mesmo o STF reconhecendo o absurdo do calote, tem de se preocupar com a insolvência dos Estados, prefeituras e quiçá da União. O primeiro grande precatório alimentar da Prefeitura do Município de São Paulo foi gerado no governo de Luíza Erundina, que tinha como chefe de Gabinete José Eduardo Cardozo. Suas carreiras políticas evoluíram e ainda hoje não sofreram nenhum contratempo pela dívida que criaram para a cidade de São Paulo. Hoje a ex-prefeita é deputada federal e seu ex-chefe de Gabinete é o ministro da Justiça - mais irônico, impossível. O que se faz necessário é, além de definir um porcentual mínimo do resgate dos precatórios, em cada exercício, de maneira a diminuir o montante num intervalo de tempo razoável, é definir em lei, ou mesmo numa Emenda Constitucional, que o mandatário do cargo do Executivo de órgãos públicos, que não cumprir a cada ano o determinado em lei em relação aos precatórios, seja punido com a cassação do mandato e com a proibição de voltar a ocupar um cargo público. Também seria apropriado estudar uma legislação para que os prefeitos, governadores e o presidente da República não criassem mais dívidas futuras maiores que os resgates das dívidas existentes. Caso contrário essa fila antidemocrática vai continuar aumentando por anos a fio.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A NOVELA CONTINUA

Vergonhosa a situação dos precatórios no Brasil. Problema de incompetência e corrupção. Um direito do cidadão que não é respeitado nunca. Os anos passam, as dívidas aumentam e as pessoas morrem sem desfrutar do seu dinheiro. Sem contar que existe a máfia dos precatórios. Pessoas com pressa de receber acabam renunciando a uma parte dele com a promessa de pagamento mais rápido. Tudo mentira, quem renuncia perde o dinheiro e continua esperando pelo pagamento, enquanto a parte renunciada é negociada a toque de caixa pelos urubus de plantão. Uma injustiça, pois os donos das ações ficam a ver navios, muitos morrem sem receber, enquanto os "espertos" se beneficiam das renúncias. Os governantes são rápidos para arrecadar, mas, quando se trata de pagar o que devem, recorrem a mil artifícios. A última esperança de quem está na fila dos precatórios há tantos anos caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a missão de resolver a novela. Se os governos alegam não ter dinheiro, problema deles, deveriam ser obrigados a pagar em tempo recorde aqueles que não acatassem a ordem, pagariam multas, pois dívidas judiciais não pagas deveriam ser consideradas como crime fiscal. Ou será que a punição só serve para os contribuintes?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

O cantor Roberto Carlos disse que defende as biografias não autorizadas, desde que haja certos ajustes. A discografia completa do rei, sem o primeiro disco, mostra bem a sinceridade dele, tudo para manter a música "Quero que vá tudo pro inferno" fora dela.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SEGREDOS

Roberto Carlos caiu na real e, como dizem os antigos, mudou radicalmente seu pensamento. Ainda bem. Mas alguém fazer a biografia do José Dirceu, o que vai somar ou esclarecer? A biografia dele só ele mesmo fazendo e dizendo claramente por que bolou e ajudou Lula no vergonhoso evento do mensalão. Fora isso, é tudo enganação para tentar mostrar um cara que ajudou a termos a democracia. Isso não interessa mais, pois, como petista fundador, ele afundou vergonhosamente a fama de ético deste falso e enganador partido político que até hoje não esclareceu aonde foram e de onde vieram os R$ 153 milhões. Só dizem que o mensalão não existiu, mas o dinheiro, sim?

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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NO REINO DE GERSON

Enquanto o governo, nossos intelectuais e até mesmo a Suprema Corte brasileira discutem com afinco a liberação de biografias não autorizadas de ricos e famosos, inúmeros projetos importantes para nossa economia e desenvolvimento estão engavetados. Estou decepcionado com nossos ícones da MPB, Caetano, Gil e Chico Buarque, que viveram os períodos sombrios da ditadura civil-militar brasileira e, já milionários, preocupam-se somente com direitos autorais ou biografias, enquanto a corrupção, a impunidade e o descaso atingem níveis alarmantes em todos os setores governamentais. Só posso concluir que vivemos a era da ditadura da maioria, enraizada na lei de Gerson, buscando vantagem em tudo, fundamentada no jeitinho brasileiro e festejada na política do pão e circo.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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APESAR DE VOCÊ

Filhote da ditadura - expressão criada por Leonel Brizola durante os debates transmitidos pela TV em 1989, que antecederam as eleições presidenciais. O termo tinha Paulo Maluf, entre outros, como alvo específico. Era evidente que ditadura e que espécie de filhote estavam no foco à época. No entanto, é lícito estender-se um pouco mais a questão interpretativa e divagar sobre o tema uma vez que há vários tipos de ditaduras, capazes, portanto, de produzir os mais diversos tipos de filhotes. O nosso glorioso Chico Buarque, por exemplo, bem que pode também ser considerado um filhote da ditadura de 1964, tendo em vista que uma de suas fases mais produtivas e talentosas, a que lhe rendeu talvez mais reconhecimento de brilhante compositor e fortuna financeira, ocorreu exatamente quando produziu letras de duplo sentido nas quais atingia os presidentes militares e driblava os censores de maneira inteligente e matreira. Sem 1964, não teríamos o "Apesar de você" e o "Cálice", entre outras belas composições. De certa forma, há, então, uma relação de causa e efeito quase epidérmica, de filho rebelde, talvez. Por outro lado, a ditadura que está sendo hoje lentamente implantada pelo PT por aqui, de inspiração cubana, aquela, não de um cálice de vinho tinto de sangue, mas de um verdadeiro tonel, pode também reclamar a correspondente paternidade, haja vista a apologia à censura do filhote famoso, controle sonhado pelos do governo atual, e o posicionamento de que, ao se manifestar, em ocasião passada, não se sabe com que propósito, a favor da liberdade de expressão relativamente à biografia de outro famoso, declarou nada saber sobre entrevista concedida ao biógrafo, onde ratificara sua opinião, fato contradito por vídeo divulgado. Como se vê, atitude típica de políticos petistas que frequentemente de nada sabem quando são acusados. A que prole então pertence nosso poeta? À originada em 1964, que lhe deu fama, ou àquela agora com as rédeas do poder? Pois é, caro Chico, "apesar de você", não se sabe que tipo de amanhã "há de ser outro dia" para o nosso país.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CULTURA INÚTIL

Será mesmo que há um número expressivo de interessados em consumir biografias de artistas brasileiros, como os ultimamente citados pela mídia? O que haveria de profundamente importante e edificante em sua existência? Como indagou o gênio Millôr Fernandes: "Será que também há vida imbecil nos outros planetas?".

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

Santos

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VIDA PARTICULAR PRESERVADA

A livre publicação de biografias deve ser proibida. Toda pessoa tem o direito de preservar sua vida particular. A possibilidade de o biografado receber pesadas indenizações, no caso de "violação de direitos", é piada. Até que isso ocorresse neste país onde a Justiça é lenta e injusta, a vida do biografado ficaria exposta à sua revelia, enquanto o escritor se tornaria célebre e rico à custa do biografado. Isso, sim, que é ser antidemocrático e antiético. A menos que seja feita com anuência expressa do biografado ou, caso seja falecido, de seus herdeiros.

Maria Cecíilia Naclério Homem

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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CENSURA

O sr. José Nêumanne, com a capacidade de raciocínio que o caracteriza, conseguiu, no artigo "Os ex-censurados que agora querem censurar" (23/10, A2), descrever a hipocrisia dos pseudodefensores da liberdade de expressão, cujo escopo, em síntese, é censurar o que não lhes é conveniente. A propósito, aviso aos srs. Caetano Veloso, Djavan, Chico Buarque, etc., que, se eles aprovarem, imprimirem e distribuírem gratuitamente suas biografias, ainda assim não me darei ao trabalho de ler qualquer uma delas, por ausência de conteúdo que venha a acrescer o meu patrimônio intelectual.

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças

real742@yahoo.com.br

São Paulo

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DEBATE

Considero contraditórios os artigos publicados no "Espaço Aberto" no dia 23/10 acerca das biografias. Se é autêntica a defesa do Estadão da liberdade de expressão, por que, então, não contemplar e respeitar aqueles que pensam diferente da linha editorial do jornal? Tolerância e pluralismo, sim, são parte da democracia; conceder espaço para artigos que somente expressam um ponto de vista único, sem debate e beirando a grosseria, não é nada democrático. Inclusive a biografia de José Dirceu foi publicada com erros. O biografo desculpou-se por isso? Onde fica a responsabilidade? Num regime de liberdades públicas, liberdade não é limitada pela censura, mas pela responsabilidade.

Andres Ueta

kueta@uol.com.br

São Paulo

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