Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2013 | 02h13

Como não fez a faxina...

A presidente Dilma Rousseff não fez a "faxina" no primeiro ano de seu desgoverno e agora confirmado está: ação movida pela Promotoria de Belo Horizonte pede o bloqueio de bens do "amigo" ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, por desvio de verba de programa quando era prefeito da cidade, e a devolução ao erário de R$ 8 milhões. Barbaridade! Querem apostar que o ministro vai negar tudo, declarar-se inocente e, mais, acusar alguém por desejar denegrir sua "honra"? O Ministério Público e a Polícia Federal devem investigar no próprio ministério, com toda certeza vão encontrar coisas do arco da velha. Mais um ministro "esperto" que acha que o dinheiro público é dele...? Conhece bem o e$quema do PT!

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

A bandalheira

Um incêndio de grandes proporções atingiu o valhacouto da administração pública brasileira. Em retaliação às acusações do prefeito Fernando Haddad, o ex-prefeito Gilberto Kassab traz à tona o que os brasileiros sempre sentiram nos últimos tempos: a corrupção nos consome, de cabo a rabo. Se foram R$ 500 milhões na nossa cidade de São Paulo, foi R$ 1 bilhão na fiscalização federal. Como consta do nosso folclore político, ou acabamos com a bandalheira ou todos nos empanturremos.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Embargos

Gostaria de saber se todos esses políticos e gestores da res publica (sic...) que desviaram mais de R$ 500 milhões do suado dinheiro da população paulistana, e que continuam a receber os seus astronômicos salários, vão apelar para os embargos infringentes, assim como fizeram os mensaleiros, cuja pizza vai para o forno amanhã.

RUTH MOREIRA

ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

IPTU

Sr. prefeito Fernando Haddad, já que a partir de 2014 não haverá mais corrupção nos órgãos da Prefeitura, não seria uma boa ideia aproveitar a oportunidade que a Justiça lhe está oferecendo para reformular o projeto de aumento do IPTU para níveis civilizados? Não esqueça que, além desse aumento absurdo, contará com todo o acréscimo proveniente das novas construções de 2013 e 2014, o que não é pouco.

DÉCIO ORTIZ

decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

De quadrilhas

Desbaratada essa quadrilha do IPTU na Prefeitura, haverá outra quadrilha "nova". É como chefe do tráfico de drogas, sempre tem um substituto pronto. O importante é manter o esquema funcionando para financiar campanhas eleitorais e mordomias. Sempre houve e sempre haverá "esquema". Ou me provem o contrário. Enquanto isso, aproveitem para aumentar o IPTU dos trouxas que pagam.

RICARDO GUERRINI

irgguerrini@uol.com.br

São Paulo

Fiscais da Prefeitura

Agora o assunto ficou bem mais claro e explícito: a picaretagem começou no governo de dona Marta do PT.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

PASSAPORTE DIPLOMÁTICO

Cassado

Justiça anula passaporte de filho de Lula. Demorou...

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Tráfico de influência

Determinar é uma coisa, conseguir é outra. Afinal, cometer uma injustiça dessas com o filho do "cara" é terrível, não? Dom Lulla I, o cínico que nunca sabia de nada, deve estar fulo, pois ele é o salvador da Pátria, já que antes dele nada havia, só um vazio enorme. Espero que levem o caso adiante para dar um bom exemplo, mostrar que o tráfico de influência é pernicioso para o Brasil. E não existe tráfico de influência nos outros países? - perguntarão fundamentalistas lulopetistas. Certamente que sim. Mas apenas nos países onde os poderosos não temem a Justiça, como nas piores ditaduras africanas, ou na Coreia do Norte, ou em Cuba, é que esse tráfico é feito de maneira tão desaforada, tão sem pudor, tão descarada.

ALBERTO SOUZA DANEU

albertodaneu.health@gmail.com

Osasco

RECEITA FEDERAL

Esclarecimentos

Sobre o editorial Burocracia nos portos (11/11, A3), a Receita Federal enaltece a intenção do Estado de tornar mais claras questões tão importantes para o País, como é o caso da necessária melhoria do funcionamento dos portos. Entretanto, no que diz respeito à atuação da Receita Federal, fazem-se necessários alguns esclarecimentos. De fato, o aprimoramento da atuação da Receita no despacho de importação já permite que 83,07% (outubro/2013) das declarações sejam desembaraçadas em menos de 24 horas e que o tempo médio entre o registro da DI e seu desembaraço seja de 1,69 dia (outubro/2013). Não obstante, já existe diagnóstico sobre a necessidade de avançar na modernização dos processos de controle do comércio exterior, particularmente mediante atuação articulada entre os órgãos visando a uma inspeção da mercadoria única e coordenada. Há espaço para melhor atuação de todos os intervenientes, inclusive privados, para que o tempo total entre a chegada do navio e a retirada da mercadoria seja reduzido, de maneira que não se gastem mais três dias para o importador poder registrar a declaração nem que este leve cinco dias para retirar a mercadoria já liberada pela fiscalização, como apontado no editorial. Quanto à posição do Brasil no ranking do Doing Business, cabe ressaltar que há fortes críticas de vários países ao uso desse ranking pelo Banco Mundial, tendo em conta que se baseia em entrevistas formuladas a determinados operadores. Além do mais, a Receita Federal nunca foi ouvida para comentar ou se manifestar sobre as informações apresentadas. Nesse sentido, a Receita tem-se articulado com o próprio Banco Mundial buscando a construção de indicadores que se baseiem em dados efetivamente coletados a partir de medições concretas. Por fim, no que se refere ao Porto Sem Papel, é importante lembrar que a Receita Federal e a Secretaria Especial dos Portos concluíram em agosto a integração desse sistema com o Siscomex Carga/Mercante, de forma que as informações relativas a cargas (manifestos, conhecimentos e itens) que são registradas pelas agências de navegação são informadas uma única vez, no Siscomex, que permanece como ponto de entrada.

ERNANI CHECCUCCI, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Secretaria da Receita Federal do Brasil

imprensa@receita.fazenda.gov.br

Brasília

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A DESOCUPAÇÃO DA USP

É vergonhoso e lamentável ver como ficou a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após a ocupação do local por este bando de vândalos. Estudam numa das melhores escolas do País, gratuitamente, e vão lá para depredar e roubar equipamentos? Quem vai pagar por todo este estrago? Nós, como cidadãos de bem, que pagamos nossos impostos? Por que não cobrar desta corja ou de seus (ir)responsáveis legais?

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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PERDERAM A RAZÃO

Uma pergunta para reflexão: esses alunos que foram "desocupados" do prédio administrativo da melhor universidade brasileira querem ter direito a voto direto para reitor?

João P. Mendes Parreira

jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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A CONTA DO ESTRAGO

Pergunto ao juiz Adriano Marcos Laroca, que negou a reintegração de posse da USP há um mês: para quem a USP manda a conta dos estragos? Para o s...?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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MAIS ÔNUS DO QUE BENEFÍCIOS

As fotos que foram publicadas, da reitoria da USP após a saída daqueles estudantes esquerdistas que diziam ter uma grande causa, mas que na verdade queria era só "causar", são de arrepiar. São fotos verdadeiramente revoltantes e pode-se dizer até pornográficas. A USP é de propriedade do Estado de São Paulo, sustentada por todos os seus cidadãos. Não é justo que nós paguemos por esta vergonha. Quando aquele juiz de direito chamado Laroca deu aquela sentença dizendo que "a ocupação de bem público, para deixar de ter legitimidade, tem de causar mais ônus que benefícios para a universidade ou à sociedade", e negou que se mandasse tirar de lá os estudantes, ele endossou a atitude desses alunos. Gostaria de lhe perguntar agora se ele acha que houve algum dano e se ele está disposto a arcar com o pagamento da reforma necessária. Ou se vai mandar que os rebentos atrevidos e seus pais paguem o prejuízo que causaram. Onde está a democracia, sr. juiz, o sr. poderia nos explicar? Onde está a Justiça?

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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POIS É...

Pois é, dr. juiz Laroca, da 12.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Eis, nas páginas dos jornais, o resultado mais que previsível do seu extremo progressismo, que o motivou a negar a reintegração de posse da reitoria da USP, tomada pelos "alunos" pela enésima vez. Veja: muita destruição, sujeira e roubo de equipamentos. Assim se deu a tal "liberdade para protestar" a que o senhor se referiu. Sabe o senhor responder quem pagará pelos estragos? Sim, é o cidadão ordeiro, que protesta, sim, mas com ordem, sem destruir nem roubar nada. A isso o senhor chama, certamente, de "justiça".

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SOLUÇÃO FINAL

Pelas fotografias dos escombros da reitoria da Universidade de São Paulo, dá nojo ver o que os marginais fizeram com o que o povo trabalhou para pagar e eles destruíram. A nós, obrigados a bancar a reconstrução, só resta exigir das autoridades que ainda restam no Estado os nomes e a condenação de cada bandido, a fim de que a sociedade lhes dê as costas para sempre. E para os que tentarem defendê-los.

Moacyr Castro

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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PODER E AUTORIDADE

Qualquer manual acadêmico de liderança diz que, para ser líder, é necessário ter "poder e autoridade". O primeiro, uma mera qualificação fisiológica; o segundo, o saber pelo conhecimento. Universidades, principalmente públicas, se tornaram "cabides de emprego" de pistolões políticos e, quando há problemas, a saída é o uso da força, que significa o "poder", sem a mínima condição de "autoridade", que significa a sabedoria. Com as várias "imposições ditatoriais" sobre as universidades, inclusive da própria reitoria como gestão, não é de admirar que as universidades se tornem foco de protestos, tanto pela impunidade generalizada como pela incompetência dos dirigentes que se impõem às próprias instituições e às políticas de cotas e outras, típicas de politiqueiros muito mais "ocupados" com mensalões.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CRISE DE VALORES

Os valores perderam lugar no Brasil em muitos aspectos, que não vou nem tentar expor aqui. Apenas me atenho à USP e seus problemas com estudantes e funcionários. Parece que ninguém está se lembrando de um fato simples e óbvio: nós, cada um dos cidadãos paulistanos, PAGAMOS, por meio de impostos, para que cada estudante universitário que frequenta gratuitamente a USP consiga seu diploma, para ter uma profissão que lhe garanta o futuro. Por isso eles NÃO têm nenhuma prerrogativa de exigir direito de voto na escolha de reitores, nem de mandar expulsar a polícia do campus para usarem livremente drogas (proibidas por lei e, neste caso, nem se apercebem de que são manipulados por traficantes...), nem de dar festas regadas a álcool e drogas madrugada adentro, pululando nus pelos gramados e sacudindo soutiens e cuecas como bandeiras - como na madrugada de sábado 9/11. Menos ainda têm direito de se unirem a funcionários, devidamente pagos com todos os direitos trabalhistas respeitados, que têm é de cumprir as funções para as quais foram contratados. Alunos têm a obrigação de frequentar as aulas e as bibliotecas, estudar, prestar exames, formar-se e abrir caminhos pra os próximos, felizes de terem tido a sorte de chegar lá sem pagar nenhum tostão.

Irene Kantor

irene.kantor@terra.com.br

São Paulo

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REPROVAÇÃO ESCOLAR

Os alunos da rede estadual de São Paulo passarão a poder ser reprovados nos 3.º, 6.º e 9.º anos do ensino fundamental (8/11, A38). O secretário da Educação, sr. Voorwald, declarou: "Entendo que crescerá a responsabilidade do aluno...". Ora, depois do crime de se ter feito aquele ensino começar aos 6 anos, quando nessa idade a criança ainda deveria estar brincando no jardim de infância (que foi assassinado, substituído pelo ensino infantil), no fim do 3.º ano o aluno terá 8 anos. Portanto, ou o sr. Voorwald está louco em exigir responsabilidade de uma criança dessa idade ou, para usar uma expressão cunhada por Pierluigi Piazzi, é um típico "pedagocrata", sem a mínima noção do que é infância e do que é pedagogia.

Valdemar W. Setzer

www.ime.usp.br/~vwsetzer

São Paulo

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INFERNO ASTRAL

Gilberto Kassab e José Serra vivem verdadeiros infernos astrais. Gilberto Kassab, porque a Controladoria Geral do Município (CGM) descobriu um rombo de R$ 500 milhões na Secretaria Municipal de Finanças, e tudo indica que outros desvios escandalosos surgirão. José Serra, por ter de explicar as desastrosas nomeações de Hussain Aref Saab, como diretor de Aprov, e de Mauro Ricardo como secretário municipal de Finanças, além de justificar a existência de cartéis de multinacionais em 20 anos de governos tucanos em São Paulo. Sintomaticamente, José Serra declarou, em recente entrevista, que considera a existência de cartéis um fato corriqueiro e normal.

Paulo Sergio Fidelis Gomes

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

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TELHADO DE VIDRO

Esta verdadeira avalanche de denúncias a que temos assistido nos últimos meses só pode ter uma explicação: a proximidade das eleições. É um salve-se quem puder!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO E AUMENTO DE IMPOSTOS

Repetidos escândalos na gestão passada na Prefeitura de São Paulo demonstram que mais de R$ 1 bilhão deixou de entrar nos cofres públicos em apenas dois esquemas de corrupção: o anterior, montado por um tal Aref, que sob as barbas do prefeito anterior comprou mais de 80 apartamentos em um ano no cargo; e o mais recente, que está nas manchetes. Demonstram também que o fato de esse valor imenso não ter sido recolhido à Prefeitura continuou a funcionar e que a municipalidade tem tantos recursos que mal sabe a quanto montam. O valor desviado é superior ao necessário para cobrir o perdido com o recuo no pretendido aumento nas passagens de ônibus. Certamente, houve muitos outros esquemas de corrupção, talvez não da mesma dimensão. É o que se deduz de tantas outras notícias repetidas regularmente ou pelo que se ouve de empresários que tentavam obter simples alvarás de funcionamento na cidade. Estivesse vivo, Maquiavel poderia dar palpites sobre como governantes poderiam satisfazer a si mesmos e a seus súditos se removessem obstáculos à produção de bens e serviços. Max Weber poderia traduzir algumas lições de eficiência administrativa para esse dilema do político moderno de querer sempre aumentar o caixa. Evidentemente, a primeira etapa a ser transposta por um governante em sua vontade de aumentar impostos deveria ser acabar com o desperdício e a corrupção, e aprimorar a cobrança dos já existentes. Não bastasse essa obviedade, deveria ainda pensar em como enxugar as despesas com a máquina e tornar mais eficiente o uso dos recursos já captados. Por fim, deveria ainda se aplicar a um fundo para aumentar a atividade econômica, elevando assim a captação de recursos e tomando um caminho em que também seus administrados se beneficiariam. A este último argumento, Maquiavel acrescentaria que é bom para o príncipe ver que os imóveis de seus súditos se valorizaram, sem necessariamente querer, só por isso, extorqui-los. Enfim, o aumento só deveria ser proposto se nenhum desses caminhos, após experimentado, fosse suficiente. No entanto, o primeiro pensamento de políticos eleitos para o Executivo no Brasil parece ser o aumento de impostos. É, sim, uma solução bem mais fácil que as acima apontadas. Falta-lhes inclusive um sentido lúdico, uma vontade de enfrentar um desafio, uma vontade de poder, diria Nietzsche: fazer mais com os mesmos recursos, demonstrando ser competente. Fazer mais cobrando mais impostos é muito fácil.

Paulo Lofreta, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços

comunicacao@cebrasse.org.br

São Paulo

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PANO PARA MANGA

Essa história do desvio no Imposto sobre Serviços (ISS) ainda vai dar muito pano para manga. Agora existe uma lista com 300 ladrões - e alguns deles ainda trabalharam uns quatro meses na equipe do prefeito Malddad, fazendo talvez um estágio, afinal de contas o PT em matéria de maracutaia é PHD com os aloprados, os mensaleiros, os das cuecas e outros tantos. Espero que o corregedor, que também já pisou na bola por ter arquivado o processo, esteja a fim de mostrar todos os podres sejam de quem forem, e que as construtoras também sejam condenadas por querer dar uma de Gerson e levar vantagem, algo que no Brasil virou rotina da vergonha.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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TIRO PELA CULATRA

O secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo, Antonio Donato, pediu ao prefeito Fernando Haddad para se afastar do cargo por causa das suspeitas de seu envolvimento com a máfia do ISS. O prefeito Malddad saiu atirando para todo lado, como se estivesse livre, leve e solto, e atirou no próprio pé, ou seja, seu secretários siamês está envolvido até os fios dos cabelos da cabeça. Isso ainda vai render muito ponto negativo para o PT, que adora atirar nos outros. Esse tiro, porém, saiu pela culatra.

Kaled Baruche

kbaruche@bol.com.br

São Paulo

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O MEDO DO PT

Os petistas estão preocupados com o espirro que foi dado na Prefeitura poder se transformar numa pneumonia causando prejuízos às candidaturas de Dilma Rousseff ao Planalto e de Alexandre Padilha, em Sao Paulo. Na politicalha deste país, uma coisa é certa: basta a parte denunciada ameaçar contar o que sabe que logo os ânimos se acalmam. Com medo do estrago que está por vir, Dilma e Lula agem para segurar a ira de Kassab. Somente essa declaração dada pela imprensa mostra a fraqueza do governo refém dos partidos aliados. Os vereadores que votaram contra o aumento do IPTU também sofreram retaliações e perderam cargos nas sub-prefeituras, pois Haddad e seu grupelho vão passar o rodo nos vereadores. Como este é o país do jeitinho, vamos assistir a mais uma pizza. Muito barulho para nada. Entre as declarações de quem acha que está sendo perseguido e ameaças daqueles que dizem que não caem sozinhos, vamos ver pouca eficiência no que diz respeito a punições. Nada como um pleito eleitoral para varrer todo o lixo para baixo do tapete. É só uma questão de tempo. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

PT e PSDB continuam em sua guerrinha em torno das mazelas cometidas por ambos quando em exercício de comando órgãos públicos, como se não fossem farinhas do mesmo saco, ao qual, aliás, pertencem todos os absurdamente numerosos partidos políticos do Brasil. Enquanto o PSDB continua atento ao desenrolar em câmera lenta do processo do mensalão, o PT ataca de escândalo dos contratos da CPTM e do Metrô, ambos de São Paulo, sob o comando dos tucanos, e mais recentemente a quadrilha dos auditores da Prefeitura de São Paulo, na administração Kassab, um aliado de última hora. Mas a realidade é que não existe anjo no nosso universo político e a grande maioria, quando no poder, sempre está com o pensamento voltado para a reeleição e as maneiras de remunerar bem seus afilhados e demais amigos. Ontem, 12/11, o "Estadão" nos forneceu mais uma notícia a respeito, ou seja, de que seis deputados federais de São Paulo (do PT, PDS e SDD), destinaram emendas para a denominada Máfia do Asfalto. Um dos deputados acusados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que destinou a emenda para a cidade, mas a responsabilidade pela contratação é da Prefeitura. Ainda pediu ao jornal que fosse incluído no texto que "essa é uma reportagem requentada". "Escreve isso aí", insistiu. Mas a reportagem afirma ainda que o nome dele aparece na contabilidade da Máfia do Asfalto. Eu nunca fui deputado federal e muito menos fui ligado a um partido político, exatamente pela desonestidade que impera no meio, mas, se estivesse sob a minha responsabilidade destinar verbas para outros órgãos públicos ou não, com certeza me consideraria obrigado a constatar que elas foram bem aplicadas, e corretamente, sem cambalachos de quaisquer espécies, e jamais aceitaria uma quantia qualquer que fosse por cumprir apenas a minha obrigação. Mas, entre todos os escândalos dos políticos com que infelizmente a imprensa nos brindou, a tônica sempre é a mesma: políticos envolvidos com empresários desonestos para todos faturarem em cima dos cofres das viúvas, como se costumam designar os órgãos públicos espoliados pelas camarilhas em todos os níveis de governo.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COMPARANDO

O raciocínio dos fraudadores em R$ 500 milhões do ISS deve ter sido mais ou menos este: que são R$ 500 milhões, perto dos mais de R$ 2 bilhões que Lula amealhou?

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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O PASSAPORTE DE LULINHA

A Justiça Federal anulou o passaporte diplomático do filho de Lula ("Estadão", 12/11, A5), que foi concedido flagrantemente em desrespeito à lei. Pois bem, e agora, com fica? Ficará por isso mesmo. Com a palavra, o Ministério Público Federal. Aqui, cabem dois procedimentos: um administrativo e outro criminal, cuja vítima mais uma vez é contribuinte brasileiro. Os responsáveis devem responder por crime de prevaricação e organização criminosa, além da ação de improbidade, com ressarcimento dos prejuízos e perda de direitos políticos. Não posso acreditar que Lula tenha transmitido, de forma hereditária, a blindagem de impunidade que seus asseclas promovem quando são, como agora, pegos com a mão na massa, o que, segundo a filóloga Dilma, não passa de "malfeito". Eufemismo petista para designar crimes e transgressões da administração.

Carlos B. Pereira da Silva

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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MALANDRAGEM

Que pena, o passaporte diplomático de Lulinha "Gates", aquele que recebeu R$ 5 milhões da antiga Telemar, foi devolvido por ele, por não ser autoridade e, por ser igual ao pai, um tremendo malaco. Lula realmente mostra a que veio: levar vantagem, corromper, criar um poder imortal para o PT e dar boa vida à família e aos cumpanheiros, aloprados ou não. Pena que as verdadeiras autoridades não concordam com isso. Espero que mais falcatruas apareçam e acabem, afinal de contas, de canalha já estamos fartos.

Antonio Jose G. Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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QUE PERDA!

Com a anulação do passaporte diplomático do brilhante embaixador do departamento dos aspones da família Lula, perdemos todos, pois o cara realmente fazia a diferença na diplomacia brasileira.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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A INOCÊNCIA DE DIRCEU

José Dirceu afirmou que "o Brasil sabe de sua inocência". Será que ele se referia ao Brasil que recebe as esmolas do Bolsa Família? Ou será que é o Brasil beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida? Ou será o povão que não lê jornais nem se preocupa com os detalhes do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como o mensalão? As eminências mais destacadas de nosso Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela condenação de toda a "máfia", e ele, Dirceu, foi apontado como o líder do grupo. Será que nossas maiores sumidades jurídicas estão erradas, e o resto está certo? Não, Dirceu, a justiça tem de ser aplicada na forma mais contundente possível, especialmente em se tratando de pessoas do alto escalão do governo, responsáveis maiores pela boa e correta aplicação do dinheiro dos suados impostos que todo trabalhador paga. O exemplo deve vir de cima. Chega de impunidade!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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A VONTADE DO POVO

O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu disse: "O Brasil sabe que eu sou inocente e eu espero que o Supremo faça justiça". Zé, presumo que, se dependesse da vontade do povo, o senhor já estaria atrás das grades há muito tempo.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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HORA DA VERDADE

Dirceu afirma que o Brasil sabe de sua inocência. Será? De quatro, pelo menos uma. Mentiroso contumaz, bastando lembrar de "Carlos Henrique Gouveia de Mello". Mecanismo psíquico da negação. Acreditar piamente que o que fez não foi crime justificando os meios pelo fim e/ou que é um simplório, traído por práticas inaceitáveis, por práticas das quais nunca teve conhecimento, ah! Não. Essa é a desculpa de Lula. Que foi apunhalado pelas costas? Não, também é do Lula. Um bando de aloprados? É do Lula.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DILMA PEITANDO O TCU

O PT quer mesmo transformar o Brasil numa China ou numa Cuba, onde todo poder é centralizado no governo e não se admitem críticas. O Tribunal de Contas da União (TCU) não fiscaliza mais o Imposto Sindical, deixando os sindicatos nadando em dinheiro; a Controladoria-Geral da União (CGU) é obrigada a afrouxar o controle das verbas repassadas aos municípios; e agora Dilma Rousseff critica a recomendação de paralisação de obras pelo TCU, suspeitas de superfaturamento. Por isso "elles" querem podar o TCU e a imprensa. O que ela prefere: parar a obra e corrigir os exageros ou continuar, mesmo pagando duas ou três vezes mais e depois correr atrás do prejuízo, já sabendo que não receberá R$ 1 de volta? Como as empreiteiras de sempre são grandes doadoras de campanha, é fácil responder a essa pergunta.

Sérgio Aparecido Nardelli

sergio9@ig.com.br

São Paulo

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TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

Na última quarta-feira, o TCU recomendou a paralisação de sete obras por suspeita de irregularidades, e na sexta-feira a presidente Dilma criticou a recomendação do TCU, informando ainda que não perderá "por nada" a inauguração da BR-448, um dos projetos cuja paralisação foi recomendada pelo TCU. Aí eu pergunto: para que serve o TCU? Se não serve para nada, por que Dilma não o extingue, por decreto ou por medida provisória? Com certeza, a extinção do TCU será considerada legal pelo STF, afinal de contas, o PT no governo pode fazer "o diabo" e nada lhe acontecerá, com o apoio do STF.

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PARA QUE SERVE O TCU?

A sra. presidente ataca severamente o Tribunal de Contas da União por ter ele determinado a suspensão das obras de diversos projetos do governos. Diz a sra. presidente que isso é um absurdo, concluindo-se que ela não vai obedecer à ordem judicial. É de se perguntar: para que serve o TCU? Naturalmente, para cabide de empregos, inclusive para a mãe do governador candidato a presidente da República. Pobre país.

Caio Celso Nogueira de Almeida

caio@spacnet.com.br

Garça

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TRAMA

Pena que os eleitores do PT não são leitores do "Estadão". O editorial de terça-feira ("O verdadeiro absurdo", página A3) foi muito esclarecedor de toda a trama feita pelo PT com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para levantar recursos dos superfaturamentos e conquistar votos. A presidente Dilma não tem capacidade para ponderar, entre fazer uma obra com projetos errados e paralisar a mesma obra por erros de projeto, ou ela não sabe arquitetar bem o esquema.

Wagner Monteiro

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

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MAR DE LAMA

A última preciosidade da presidente Dilma está em considerar as ações do TCU "absurdo, parar grandes obras federais sobre a suspeita de problemas de execução". Por acaso estaria referindo-se à transposição do Rio São Francisco? Pelo sim, pelo não, controladorias existem e estão lá para fiscalizar, não sendo exagero admitir de indícios, normalmente provados, de corrupção. Sejam em obras, bolsas, financiamentos, concessões, desonerações, licitações, em suma, onde há participação de verbas públicas surgem escândalos, dos quais só tomamos conhecimento graças à imprensa, que alguns conhecidos petistas lutam para restringir sua liberdade - quem sabe por isso. Não é novidade que na política, a corrupção é em grande parte sub-produto da oportunidade e, se incorrigível nos governos do PT, não satisfeito mostra-se "campeão nacional", levando-nos a viver num mar de lama insuportável.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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O ABSURDO DA CORRUPÇÃO

Como já é de nosso conhecimento o ex-presidente Lula entre 2007 e 2010 travou diversos embates contra o Tribunal de Contas da União (TCU) acusando-o de dificultar as realizações de obras federais,especialmente as que ele fazia questão por representarem caminho aberto para o PT-lulismo continuar comandando, manipulando, escorchando e dilapidando o País. Inclusive ao lançar um pacote de projetos do PAC em Salvador, em 2008, ele afirmou que o órgão "quase que governa o País, porque diz que obra pode ou não pode" ser executada, sendo que o que vemos é realmente uma corrupção galopante e contínua em todas elas. Isso faz com que até a presente data não se tenha visto nenhuma delas concluídas, e, sim, inúmeras paradas e até abandonadas, se deteriorando no tempo. No entanto, com a maior cara de pau, Dilma Rousseff, nomeada "mãe do PAC" por ele, diz ser um "absurdo" o TCU mandar parar obras suspeitas de superfaturamento.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GOVERNO DE PARLAPATÕES

Além de todas as manobras nada republicanas tomadas à sorrelfa em todos os setores do Planalto, nos deparamos com a presidente a criticar o TCU por suas investigações e descoberta de irregularidades em grandes obras públicas, e o ministro da Fazenda afirmando que a inflação teve um "bom resultado". Como um bom resultado? Os números o contradizem, mesmo porque, os maiores culpados da descambada da inflação moram no próprio governo, com sua gastança descontrolada, com os estímulos ao consumo e incentivo ao crédito fácil. Sentimos na pele a inflação, principalmente em produtos básicos como o leite e derivados, e vemos a estagnação nos resultados de nosso desenvolvimento. Como afirmou Rolf Kuntz em seu artigo "O vilão da inflação é também o da estagnação" ("Estadão", 9/11, A2), não culpem a carne, o tomate e as passagens aéreas, salão de beleza entre outros itens. "O vilão existe, sim, mas é de outro tipo".

Leila E. Leitão

São Paulo

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CONCORDO COM ELA

Concordo com a presidente Dilma ao se indignar com TCU diante da recomendação de paralisação de obras por suspeitas de corrupção. Isso só acarretará mais custos ao País. Ou será que algum brasileiro sabe ou soube de algum dinheiro roubado, desviado ou surrupiado do nosso erário que tenha sido ressarcido aos cofres públicos?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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DILMA NÃO QUER FISCALIZAR

Aonde tudo isso vai parar?! A presidente desrespeitosa com os recursos dos contribuintes também corta verba da Controladoria-Geral da União (CGU) e impede que Estados e centenas e municípios sejam investigados pelo destino que dão às verbas federais. Dando sequência a esta esbórnia, o governo também retém recursos da Receita Federal, que inclusive deixa de fiscalizar as nossas fronteiras e interceptar principalmente a entradas de armas e drogas ilícitas. Não satisfeita com essa total imprudência dos cortes de verbas de setores vitais para barrar a corrupção, etc., Dilma teve a petulância de criticar em público o TCU, só porque o tribunal sugeriu a paralisação de sete obras em que se constataram irregularidades graves nos contratos, entre elas o superfaturamento. Esses valores que estão sendo cortados do orçamento destas entidades públicas citadas, pelo Palácio do Planalto, que arrecada do sugado contribuinte mais de R$ 1 trilhão no ano, são insignificantes. Mas o prejuízo para a Nação com esse estúpido contingenciamento no orçamento da CGU e da Receita Federal deve provocar um rombo para Tesouro, entre 2013 e 2014, de algo próximo de R$ 20 bilhões. Ou seja, a gerentona de Lula prefere não liberar esses menos de R$ 100 milhões que foram retirados do orçamento dessas entidades para certamente jogar no lixo da ignorância administrativa uns R$ 20 bilhões, por falta de fiscalização. E o que mais indigna é que a presidente, em plena e irresponsável campanha eleitoral antecipada para 2014, ainda fica oferecendo bilhões em recursos do erário de duvidosa utilização aos seus aliados de norte a sul deste país. Um caso típico de polícia.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O DESMANCHE DA PETROBRÁS

Auditoria da própria Petrobrás denunciou que houve um ágio que variou de 9% a 1.654% a favor da Odebrecht por serviços prestados em dez países, em especial na Bolívia. É por causa destas corrupções, inclusive com a compra de uma refinaria em Pasadena por US$ 1,158 bilhão a mais, que a nossa estatal está sendo decomposta pelo PT para depois vendê-la por um preço subfaturado e ficar com a diferença.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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A JOIA DA COROA

Muito se tem falado e muito mais escrito sobre a gigante Petrobrás, uma estatal com um potencial econômico que aparece no mundo como uma das maiores empresas. Qual a razão de a Vale, mineradora privatizada, estar em condições econômicas completamente adversas da em que a Petrobrás está atolada? A petrolífera não tem onde contabilizar tanto óleo, tal a descoberta a cada dia de novas reservas, seja em águas profundas ou águas menos profundas. Acontece que riqueza do subsolo só se transforma em riqueza concreta quando extraída. A balança comercial está deficitária não só pela fraca performance das nossas exportações. Pesa muito nesse déficit a importação de combustíveis, muito longe da bravataria do apedeuta que garantia a entrada do Brasil no seleto clube da Organização dos Produtores de Petróleo (Opep). A Petrobrás no governo petista transformou-se num instrumento de acomodação da "cumpanheirada". Um cabide de empregos jamais visto desde a sua fundação. O Tribunal de Contas da União (TCU) está denunciando irregularidades com um contrato feito com a Odebrecht, durante a presidência de Sérgio Gabrielle, no valor de R$ 825 milhões, em que foi constatada a compra de três copiadoras ao custo de R$ 7,2 milhões e o salário de um pedreiro nos EUA por R$ 22 mil mensais. Graça Foster pode até ter boas intenções, mas terá de se curvar à prepotência da gerentona num ano de reeleição presidencial.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MENTES PRIVILEGIADAS

A notícia do "Estadão" de que a Petrobrás pagou à Odebrecht três vezes mais pelo monitoramento de obras internacionais que nunca foram realizadas, dando um prejuízo de milhões de reais à petroleira, é só a ponta do "iceberg". Imaginem o que acontece entre centenas de prestadoras de serviços da Petrobrás, quando um pedreiro pode ganhar até R$ 20 mil por mês. Não é preciso ter nenhuma mente privilegiada de Albert Einstein para concluir a causa da quebra da Petrobrás. Privilegiadas mesmo são as mentes de nossos governantes, que rapidamente concluíram que a quebra da petroleira é simplesmente o preço da gasolina, que deve ser reajustado urgentemente. Coitados de nós, pobres assalariados.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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O VELHO ‘SE PASSAR, PASSOU’

Caso a suspeita se transforme em constatação de irregularidade, após rigorosa investigação, o contrato internacional da Petrobrás com a Odebrecht é uma verdadeira ode à gastança e desperdício do dinheiro público: sobrepreços de até 1.654%, locação de três fotocopiadoras por US$ 7,2 milhões, salário mensal de US$ 22 mil a pedreiros nos EUA e aluguel de terreno próprio da companhia, entre outras barbaridades. Trata-se do tão conhecido useiro e vezeiro truque SPP: se passar, passou.

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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NEM TUDO SÃO FLORES

O tamanho dos contratos que a Petrobrás realiza é de causar espanto. Precisam, pois, como consequência, ter uma fiscalização e um acompanhamento inusitados e adequados. Assim, em 2010, na gestão Gabrielli, foi firmado um contrato com a Odebrecht, no montante de US$ 825,6 milhões, com a finalidade de atuar nas áreas de segurança e meio ambiente em dez países, inclusa também a refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), alvo de intervenções do Ministério Público e TCU. O contrato milionário com a Odebrecht está sendo investigado por suspeita de superfaturamento. Pode-se dizer que a Petrobrás é a bola da vez. As suas ações baixaram de forma assustadora. Irregularidades administrativas são sempre apontadas pela imprensa, e a empresa foi ocupada politicamente por integrantes do lulopetismo, em detrimento de uma excelência empresarial administrativa. E, se apurado o superfaturamento no contrato comentado, os nomes dos beneficiados virão à tona e a devassa servirá para sedimentar também a campanha presidencial de 2014. Na verdade, nem tudo são flores no reino dilmista/lulista.

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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VÃO ACABAR COM O BRASIL

Já estou desanimado com nosso país (ou deles). Ontem, logo cedinho, vi que a primeira página do "Estadão" foi quase toda dedicada a notícias (nada boas) que envolvem o PT. Outro dia fiz as contas sobre o ágio cobrado nos contratos entre Odebrecht e Petrobrás (1.500%), quase morri de susto, mas nada aconteceu. Não houve nenhum protesto, ninguém queimou pneus em rodovias nem os baderneiros quebraram o patrimônio público. Eu era office boy de uma construtora em 1954, desde então, nenhum "habite-se" era liberado sem propina. Olhe que já passamos por todos os partidos, e só hoje isso é lembrado, em razão das eleições que se aproximam, e isso é um bom motivo para roubar voto de alguém mais honesto. Afinal... Deputados do PT e seu aliado PSD pagavam obras da Máfia do Asfalto a duas empresas que ganham todos os contratos, mas não vi nada sobre a Delta, a Odebrecht, etc. O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é advertido por omitir que já trabalhou para o PT. O filho de Lula tinha passaporte diplomático. Brincadeira, de tratador de tartarugas a diplomata! Tem ministra usando helicóptero da Polícia Rodoviária. Isso pode? O Congresso prevê alta de gasolina. Alguém quer apostar que isso só acontecerá após as eleições?

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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ENQUANTO ISSO, NA VENEZUELA…

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez e que é apoiado irrestritamente pela nossa dupla de presidentes, ordenou a ocupação das lojas venezuelanas que apresentem preços abusivos. É mais uma brilhante ideia bolivariana para acabar com a livre concorrência e colocar o país definitivamente nos trilhos do caos e da guerra civil. É aconselhável que a oposição brasileira, se é que ela existe ainda, fique de olho bem aberto, pois o próximo passo do molusco e seu poste primeiro será injetar mais ainda do nosso rico dinheirinho no país vizinho, e a fundo perdido, para tentar salvar o governo Maduro, que, todo mundo sempre soube, já nasceu podre.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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‘EXCESSO’ DE DEMOCRACIA

Neste momento em que o chavista Nicolas Maduro, apoiado pelo PT e prestigiado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex Lula, ordena ocupações e dá a senha para saques a lojas de eletrodomésticos na Venezuela, sob o pretexto de coibir a carestia, seria oportuno saber do ex-presidente Lula se ele ainda considera que a Venezuela, o mais novo integrante do Mercosul, ainda é vista como país em que há "excesso de democracia". Em minha modesta opinião, país onde o chefe da nação encoraja saques à rede de comércio como se isso fosse a coisa mais natural do mundo é tudo, menos uma democracia. A questão é particularmente pertinente à medida que as eleições se aproximam e esses políticos - que já estão em campanha aberta - têm de esclarecer ao eleitorado se prezam mesmo a democracia liberal - a "nossa" democracia -, pela qual insistem em dizer que "lutaram" nos idos do regime militar.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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BOLIVARIANOS & LULOPETISTAS

Se aqui não há guarda-chuvas para conter os perdigotos do Lula, pior na Venezuela: sem papel higiênico, Maduro não vai à m...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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