Fórum dos Leitores

FIM DA INVASÃO DA USP

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2013 | 02h11

De rebeldes a bandidos

Lastimável o rumo adotado pelo movimento estudantil brasileiro. No passado esses jovens lutavam de cara limpa contra a tirania brutal opressora e o regime militar. Hoje os herdeiros do movimento envergonham os que arriscaram a vida pela liberdade. "Estudantes" (se for levantado o histórico escolar veremos que, na verdade, não são) escondem o rosto e, mascarados e anônimos, combatem não uma tirania, mas a própria democracia. Sem causa, depredaram a Reitoria da USP, com pichações, danos e até furto de equipamentos. Não podemos nem mesmo utilizar o rótulo de rebeldes sem causa. Desgraçadamente, o melhor conceito seria bandidos sem-vergonha.

JOÃO MARCOS FERNANDES, ex-aluno da USP e ex-cara-pintada que lutou pelo impeachment de Collor

jmf.dentista@bol.com.br

Jandira

Arruaceiro e baderneiro

Pergunta-se: o baderneiro e arruaceiro que grafou o nome "USP" na parede da Reitoria de tão importante instituição de ensino superior do País, como aparece na foto da primeira página do Estadão de ontem, trocando a letra S pela suástica de Hitler merece continuar estudando de graça, por conta da aplicação dos tributos dos paulistas nessa universidade?

RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO

ruycar88@uol.com.br

Londrina (PR)

Lição de civilidade

Se dependesse de mim, e de milhões de contribuintes, os invasores que estudam de graça, à custa dos pagadores de impostos, seriam expulsos, embora com a possibilidade de readmissão desde que pagassem os cursos, a um preço bem alto, para aprenderem o que é civilidade.

MARIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Vândalos

A depredação na Reitoria é um retrato fiel do Brasil de hoje: um país que perdeu o seu rumo. Em nome de uma pseudodemocracia, vândalos passam por cima das instituições, das normas, do bom senso. A meu ver, depredar patrimônio público é crime gravíssimo, pois prejudica toda uma comunidade, e mereceria pena bem alta. Mas, infelizmente, no Brasil reina a impunidade. Que esse triste episódio sirva de lição para que o Judiciário, quando acionado, não permita tais invasões e, ainda, não rejeite denúncias de crimes dessa natureza, como já ocorreu. Não é essa a democracia que queremos.

DALILA DE M. CARDOSO VIEIRA

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

Ressarcimento

A presidente Dilma Rousseff considerou um "absurdo" a decisão do Tribunal de Contas da União de parar obras com irregularidades de todos os tipos, questionando: "Quem vai ressarcir a União?". Em nome da saída pacífica dos "alunos", a Justiça permitiu o vandalismo na Reitoria da USP durante 42 dias. Quem vai ressarcir a universidade e o Estado de São Paulo?

OMAR EL SEOUD

elseoud@usp.br

São Paulo

Culpados ocultos

O resultado da invasão da Reitoria da USP é visível nas fotos publicadas no Estadão. Os responsáveis têm de ser julgados por seus crimes, condenados a reparar os danos e expulsos da universidade, se forem alunos. Mas essa invasão tem culpados ocultos. Salvo o desembargador Xavier Aquino, que determinou a reintegração de posse imediatamente, outros juízes que passaram pela ação movida pela USP se recusaram a exercer a prestação jurisdicional que a universidade merecia, omitindo-se de maneira clara (e isso pode ser lido em suas decisões). Isso ajudou a levar ao dano feito na Reitoria. A USP provavelmente já tem de quem cobrar o prejuízo (o Estado de São Paulo), eis que houve grave omissão de seus agentes (magistrados). Esses juízes deveriam ser investigados pela Corregedoria do TJSP e pelo Conselho Nacional de Justiça, a fim de se apurar essa grave falha na prestação de serviço público.

LUIZ AUGUSTO MODOLO DE PAULA

luaump@yahoo.com.br

São Paulo

Descalabro

A destruição da Reitoria da USP, mostrada na foto da primeira página do Estadão, define a atual situação lamentável deste país dos absurdos, cotidianamente exposta por nossos periódicos e magistralmente sintetizada pelo ex-prefeito Gilberto Taxab e pelo atual, Fernando Malddad, ao se acusarem mutuamente: descalabro! Neste caso emblemático, que remonta aos meus tempos de docente e diretor de Faculdade de Medicina, o motivo é a reivindicação da eleição de dirigentes de instituições universitárias pelos alunos. Um absurdo tão gritante que poderia ser comparado à gestão de um lar com a participação decisória dos filhos menores de idade. Claro está que só chegamos a este ponto por causa da tibieza das autoridades, incluindo a dos juízes que convalidaram a invasão, os quais deveriam ser corresponsabilizados pelos danos morais, materiais e educacionais dessa ação depredatória.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Queda de Donato

Demorou para o prefeito Fernando Haddad (PT) tomar providências e afastar o seu secretário de Governo, Antonio Donato, citado em diversas gravações e implicado diretamente pelos fiscais corruptos no esquema de propinas do ISS, que lesou a Prefeitura em mais de R$ 500 milhões. Haddad deveria tê-lo exonerado logo no primeiro dia, tamanhas as suspeitas que pairam sobre ele. Além da tentativa de aumento abusivo do IPTU, o prefeito ainda tentou proteger e blindar Donato, algo inaceitável, pois quando há suspeitas de corrupção contra um secretário seu afastamento deve ser imediato e preventivo. Por essas e outras é que nunca mais voto em candidatos do PT, seja para que cargo for. Nem para síndico de prédio.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

O roto e o rasgado

Isso é que se pode chamar de "o feitiço virou contra o feiticeiro". Importante secretário da gestão Haddad, Donato está mais que enrascado nesse imbróglio por ligações com vários suspeitos do esquema de propinas do ISS, além de ser acusado de receber "mesada" de auditor fiscal envolvido em tal propinoduto. Haddad quis atingir Kassab tendo como alvo mais adiante a gestão tucana e acabou envolto numa teia de corrupção de que não conseguiu escapar, já presente desde quando era secretário de Finanças na gestão Marta Suplicy. Melhor assim, pois quando denúncias de corrupção vêm à tona quem sai ganhando é o povo. Mas fica uma lição para o novato prefeito petista: nunca se deve levantar o dedo em riste quando é o roto falando do rasgado.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

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EM MAUS LENÇÓIS

Quando irrompeu o escândalo da fraude fiscal no município de São Paulo, a lógica da maracutaia - termo popularizado por Lula quando oposição - era a de que alguém da gestão Gilberto Kassab (PSD), que havia sido prefeito nos últimos anos, pudesse ser apontado como elo político beneficiário do "esquema" de desvio do dinheiro público. Qual não foi minha surpresa ao ver as investigações apontarem, sim, um figurão da área política suspeito de envolvimento. Só que, prá variar, um figurão do PT, partido que atuava na oposição à gestão Kassab! As gravações telefônicas em que o nome do vereador do PT Antonio Donato, até terça-feira secretário municipal do governo Haddad ("Malddad"), é apontado como beneficiário do esquema caíram com o efeito de uma bomba nas hostes petralhas, produzindo estrago suficiente para que o secretário "pedisse para sair". Donato, o vereador mais votado do PT, pode negar (todos negam!), mas está em maus lençóis porque as evidências contra si são fortes o suficiente para que ele fique o mais distante possível da administração municipal. O PT sempre inovando: não contente em se beneficiar da corrupção quando é governo, agora, aparentemente, farta-se também quando é oposição.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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DURA LIÇÃO

Antonio Donato, petista ex-braço direito do prefeito Fernando Haddad, conforme denúncias feitas à polícia por membros da própria quadrilha que fraudava o ISS, também era agraciado mensalmente com um valor nada desprezível de R$ 20 mil. Donato criou uma saia-justa monumental para o "por enquanto ingênuo" prefeito Haddad, que o defendia cegamente, assim como Lula (porque sabia de tudo), por gratidão nada republicana, defende até hoje Zé Dirceu e sua quadrilha do mensalão. Essa é uma dura lição para Haddad, que achava que sairia como herói perante o eleitorado, assim como o seu partido, o PT, nesta história de ter identificado a quadrilha formada por próprios servidores do município.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SEM DESVIOS

A decisão de pedir afastamento do cargo de secretário de Governo coloca o vereador Antonio Donato numa posição de destaque. Com as acusações que vem sofrendo por parte de envolvidos no esquema de desvios de verbas provenientes do ISS e IPTU, ele vai poder se defender e provar que não tem culpa. Ou não. O que não se pode aceitar é o desvio das acusações para encobrir quem tem culpa já comprovada. E que não haja demora na punição aos mesmos e, sobretudo, que a verba desviada seja devolvida ao erário.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ESTÁ FALANDO DE QUEM?

Esta verdadeira avalancha de denúncias que acabam se confirmando em grandes escândalos financeiros, envolvendo invariavelmente políticos e servidores públicos, infelizmente terminam sempre em "pizza", como se diz. As frases mais ouvidas dos acusados são aquelas cunhadas por um notório político brasileiro: "Não sei, não vi, não conheço, é tudo intriga da oposição". E não se fala mais no assunto. É impressionante como o governo atrai esse tipo de gente. Salvo raras exceções, normalmente são ineptos para exercer os cargos para os quais foram indicados, porém mostram-se de uma competência extraordinária para meter as mãos nos cofres públicos.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MUDANÇAS ESTRUTURAIS

Se o prefeito Fernando Haddad quiser dar a volta por cima e fazer as mudanças estruturais pelas quais a cidade clama, que rompa de vez com a administração Gilberto Kassab. Qualquer jogo de cena nesse sentido jogará o nosso prefeito num precipício político - sem volta.

Devanir Amâncio

devaniramancio@ig.com.br

São Paulo

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ALIANÇA AMEAÇADA

A anunciada aliança de Dilma (PT) com Kassab (PSD) para as eleições de 2014 mostra bem no que o PT se transformou. Pragmático e sem um pingo de idealismo, valores ou princípios éticos, o PT acaba de se aliar a alguém acusado de participar de um esquema de grossa corrupção em São Paulo, com o desvio de mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos. Mas isso não importa ao PT, com seu projeto de perpetuação no poder, custe o que custar. Na verdade, Dilma e Kassab, PT e PSD, se parecem, se completam, tem o mesmo projeto e são farinha do mesmo saco. É uma aliança que nos lembra o pacto entre Hitler e Stalin, na 2.ª Guerra Mundial, ou seja, um horror. O PT pode ser tudo, menos um partido de esquerda e voltado para a defesa do povo.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A ÉTICA PELOS ARES

"Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!", dizia Lênin, instruindo aos seus pupilos a profissão de ser comunista. Nada de novo nos dias atuais, quando os seus seguidores, principalmente no lulopetismo, continuam programados a, além de negar toda e qualquer mácula, ainda tentar acusar os adversários de tentarem "plantar" acusações

infundadas para tirar proveito eleitoral. É o que temos visto na mídia e lemos ontem no editorial sobre a canalhice que toma conta do Brasil como um rastilho de pólvora, de um partido que usou levianamente a ética para se eleger. A ética foi mandada pelos ares, para o fundo do poço, para o inferno, menos para onde deveria ir: todo e qualquer reduto esquerdopata.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA INSTITUIÇÃO

Uma coisa temos de admitir e reconhecer: a corrupção está institucionalizada em todos os setores aqui, no Brasil, graças à filosofia de um partido político e seu mentor.

Artur Topgian

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

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ESTAMOS BEM SERVIDOS

Na reportagem sobre a fraude do ISS em 11/11 ("Construtoras pagavam mesada para quadrilha do ISS por tratamento vip"), há o texto: "Apenas 10% iam para os cofres municiais, 10% iam para os intermediários que levavam o dinheiro aos fiscais e 30% ficavam com a quadrilha". E os 50% restantes ficaram com quem? Essa fraude mostra várias coisas: 1) a bolha imobiliária, pretexto para aumento de impostos e que mais dia menos dia estoura; 2) a carência de investimento em rede de água e esgoto, pois as obras apontam sempre para o céu, utilizando estruturas arcaicas capazes de servir duas casas, não um edifício com 50 ou mais apartamentos (multiplicado por centenas). Os rios continuam poluídos porque é um trabalho de Sísifo, e logo os reservatórios de água estarão esgotados para atender os sedentos; e 3) a indiscutível piora no trânsito, cujas únicas atitudes são baixar proibições e, claro, a velocidade. Em matéria de porcaria, estamos muito bem servidos.

Lucília Simões

lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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HABITE-SE, SE PUDER

Não bastasse a falta do interesse público e a preocupação com a garantia de segurança e bem-estar para os futuros habitantes dos novos empreendimentos na cidade de São Paulo, antes da concessão do Habite-se, os empreendimentos aprovados, segundo critérios que sequer resvalam no interesse público, são verdadeiras arapucas inabitáveis ou suscetíveis a gerar conflito entre os futuros moradores. Infelizmente, essa situação não ocorre apenas na cidade de São Paulo. Em Guarulhos, existem inúmeros empreendimentos que são entregues antes da conclusão e, após a conclusão, revelam-se ainda piores: não respeitam o memorial descritivo, usam o espaço mínimo para instalar algumas vagas de garagem, sem áreas verdes, sem bicicletários, são construídos em materiais de péssima qualidade. É o caso de vários empreendimentos da Even, que foi agraciada com o prêmio de sustentabilidade da revista "Exame", o que é ainda mais um indício da falta de seriedade nesse setor. A Justiça precisa ser mais ágil para resolver essas pendências, sem impor custas processuais que desencoragem a luta pelos direitos dos novos mutuários.

Airton Reis Júnior

areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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CORRUPÇÃO

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) publicou dia 12/11, como informe publicitário, "nota de repúdio" sobre eventual gravação caluniosa, esclarecendo que está tomando providências cabíveis no âmbito da Justiça para que a verdade seja revelada. Destaca ainda que o Sindicato da Habitação colabora com o Ministério Público e a Prefeitura para apuração e punição dos culpados. Ontem, dia 13, o presidente desse órgão classista, sr. Claudio Bernardes, declarou que ajudar investigação é "questão pessoal" e, portanto, o sindicato só poderá conscientizar as empresas. A colaboração do Secovi, portanto, é bastante incentivadora e esperamos produza apuração e punição dos culpados, lembrando que algumas das empresas do ramo da habitação já foram citadas nominalmente nas reportagens anteriores, e uma delas já confirmou o pagamento de propina. Vale lembrar que das empresas sob a mira do Ministério Público Estadual, a maior parte, se não todas, são filiadas ao Secovi.

Carlos Laué Junior

jana.ivana@terra.com.br

São Paulo

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TUMORES

Curioso e representativo dos velhos vícios e preconceitos - que dificilmente ajudarão este país a combater a corrupção endêmica que o assola desde priscas eras - é o fato de que o artigo "A corrupção deles" (10/11, E3), apesar de, supostamente, combatê-la, inicia-se chamando quem a denúncia de "Judas da vez" e, de que, por sua vez, o artigo "Punir quem" (10/11, E3), que teria, alegadamente, a mesma finalidade, tem, como chamada de sua foto (o emblemático Porsche amarelo), a expressão "dedo-duro" (enfatizamos e sublinhamos ambas). Vai ser difícil extirpar esses tumores - corrupção, fraude, furto, todos às expensas de nosso povo - de nossa cultura e de nossa sociedade.

Domingos Fernando Refinetti

drefinetti@stoccheforbes.com.br

São Paulo

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A NOVELA DO MENSALÃO

O procurador-geral da República pediu a execução imediata da pena imposta aos 23 réus dos 25 do mensalão, já condenados. Assim, mais um capítulo da novela se desenvolve, apagando as esperanças do povo brasileiro na agilidade da Justiça quando poderosos a ela se submetem. Mas, na verdade, os brasileiros já se cansaram da novela e já nem mais prestam atenção no desenrolar dos capítulos. O ano de 2014 está próximo, e o de 2015 não fica longe. E quem sabe algum dia veremos os resultados apenatórios da Ação Penal 470 aparecerem, com todos os réus cumprindo prisão domiciliar ou auferindo as vantagens das penalidades alternativas.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRIMINOSOS

No julgamento do mensalão não existe mais a figura do réu, todos foram julgados e condenados, o status agora é de

criminosos. A justiça faz mais uma patética tentativa de fazer com que a quadrilha criminosa seja posta atrás das grades, mas a resistência é feroz. Se algum dos criminosos do mensalão for preso um dia, será curioso observar quantos minutos serão necessários para que se conceda um habeas corpus, indulto de natal, de dia das mães, ou outra manobra qualquer para que os criminosos voltem para as ruas. Não é fácil acabar com uma tradição de 513 anos de impunidade.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ATÉ QUE ENFIM

"Actum est"? Será que finalmente a Ação Penal 470 está chegando ao fim e os mensaleiros vão começar a cumprir suas penas? Arre, já é hora de virarmos essa triste página de nossa história!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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A ANS CONTINUA A ENXUGAR GELO

E desanimadora toda e qualquer notícia sobre o desrespeito dos planos de saúde para com seus clientes. O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Andre Longo, afirma que as operadoras têm se esforçado para resolver problemas e que, de cinco reclamações que chegam à agência, quatro são resolvidas. Seria bom o presidente verificar na Justiça quantos são os clientes que tiveram seus procedimentos negados e, por isso, recorreram à lei, e muitos morreram. A ANS continua enxugando gelo, pois a operadoras impedidas de comercializar seus planos mudam seus nomes e vendem o que querem. Basta ver o tanto de operadoras no mercado, cujo dono é sempre o mesmo. As empresas citadas funcionam como o governo, prestam um serviço de quinta e cobram valores de Primeiro Mundo. As multas, conforme divulgado, nunca são pagas. Multar para quê? Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO

O ministro da Saúde cubano, sr. Roberto Ojeda, em visita ao Brasil, disse que os médicos cubanos contratados pelo programa federal Mais Médicos, praticam o "internacionalismo proletário". Que é uma atividade inventada pelos comunistas bolivarianos, para explicar o programa Mais Médicos, vendido pelo governo federal e a cúpula petista como a grande solução para a deficiência crônica de médicos, enfermeiros, instalações, equipamentos, medicamentos, verbas e competência do falido serviço de saúde pública brasileiro. Em resumo, no "internacionalismo proletário", os médicos bolivarianos cubanos são deportados para o nosso país, onde não terão um salário compatível com a sua função, não terão o convívio de seus familiares, não terão permissão para mudar de emprego, não terão a permissão para voltar para Cuba, não terão casa própria e não terão uma legislação trabalhista que os proteja. Mesmo assim, os médicos cubanos se sujeitaram a esse regime escravo, porque em Cuba as privações são muito maiores e muito mais drásticas do que o que sofrerão por aqui. A nossa dupla de presidentes, junto com os radicais petistas, continuam topando qualquer coisa pelo "pudê". O "internacionalismo proletário" alocado ao programa Mais Médicos é apenas uma boa desculpa que vai ser mantida até a reeleição de dona Dilma para a presidência e a eleição do ministro da Saúde, o poste 3, cantado em prosa e verso como o grande responsável pelo programa Mais Médicos, para o governo do Estado de São Paulo em 2014. Daí para a frente, tudo vai ser diferente e os proletários internacionalistas cubanos deverão voltar para casa, deixando para trás o sistema de saúde brasileiro provavelmente pior do que está.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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VELHA CUBA, NOVOS CONCEITOS

Segundo o ministro da saúde de Cuba, exploração de mão de obra com retenção do salário, limitação do direito de ir e vir com a guarda dos passaportes, proibir a expressão de ideias e opiniões e familiares mantidos quase como reféns, agora é conhecido como "internacionalismo proletário", seja lá o que isso signifique.

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CUBANOS E BRASILEIROS

A diferença dos médicos cubanos para os brasileiros é que os médicos cubanos se formam para servir o povo e o brasileiro, para servir as elites dos Jardins, Morumbi, Alphaville, etc. Sempre com muita arrogância, claro.

Fernando Castellari

castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

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TRABALHO ESCRAVO

"Internacionalismo proletário" (?!) Eufemismo utilizado pelo dr. Padilha, o novel poste do Lula, para designar "escravidão à moda dos Castro". Que venham os tais médicos cubanos, competentes cabos eleitorais... Causa espécie a letargia que contamina os combatentes membros do Ministério Público do Trabalho.

Ulisses Nutti Moreira

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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CABO LULA

Mas era só o que faltava: Lula depois de apoiar Ahmadinejad, Chávez, Maduro e Bachelet, acaba de gravar um vídeo em apoio a Xiomara Castro, mulher de Manuel Zelaya (Honduras, em que foi derrubado). E com a maior cara de pau afirma que Honduras pode "se reencontrar com a democracia, o progresso e a justiça". Com certeza ele deve usar óleo de peroba na hora de fazer a barba.

Conrado de Paulo

depauloconrado@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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JANGO

Os restos mortais do ex-presidente João Goulart já não têm o direito de descansar em paz. Em nome de uma Comissão da Verdade (revanche) do esquerdopata governo petista, o esquife do ex-presidente foi profanado desde a sua morte ocorrida em 6 de dezembro de 1976. Doze peritos fizeram o procedimento da necropsia acompanhados de outros da Argentina, Uruguai e Cuba, sendo estes três uma garantia de lisura nos trabalhos (?). A Comissão Nacional da Verdade (CNV) quer saber se Jango morreu de infarto, como atesta o óbito, ou se foi envenenado por agentes da Operação Condor, durante o regime militar. Pelo tempo decorrido, haveria dificuldade de se poder assegurar se a morte decorreu de envenenamento. O segundo enterro de Jango será no dia 6 de dezembro, quando se completam 37 anos de sua morte. A Secretaria de Direitos Humanos está providenciando para que o enterro tenha honras de chefe de Estado. Segundo notícias não confirmadas, madame Rousseff deverá decretar luto oficial de 3 dias em homenagem a Jango. Quem viveu os dias agitados de março de 1964 sabe da balbúrdia em que o País estava mergulhado. Na época o então presidente João Goulart protagonizou os movimentos mais críticos da política brasileira, que acalentava um namoro explícito com a República Popular da China que arrastava o Brasil para um concubinato que o atual governo se esmera em concretizar. O grande perigo desse movimento não é ação que se desenvolve, mas a intenção que se concentra nas suas entranhas.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A EXUMAÇÃO DE JOÃO GOULART

Vejo na imprensa a foto de dois jovens segurando cartazes renegando a "ditadura" e enaltecendo Jango. Pergunto: que sabem eles da história se, pelo que se percebe, nem seus pais tomaram parte dos fatos no início da década de 60? Enquanto a verdadeira história não for publicada, muita malversação dos fatos vai continuar deturpando a realidade.

João Menon

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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A POLÍTICA DOS MORTOS

Neste governo, em que todas as armas são lícitas para vencer as próximas eleições e neutralizar a derradeira muralha democrática que barra o assalto final, o Exército, novamente vem à baila a morte de Jango - daqui a pouco será a de JK. Lembro-me de ter a imprensa noticiado, já depois da redemocratização, investigações sobre os dois ex-presidentes, resultando em confirmação de mortes naturais, isto é, não provocadas pelo aparelho repressivo. A viúva de Jango, que sabia da fragilidade da sua saúde, só aceitou este novo episódio por pressão do filho, e sabe-se lá o que deseja este rapaz. Evidentemente, a ação dos legistas suíços está sendo fundamental no caso Arafat, um homem de muitos inimigos, de judeus a muçulmanos. Os técnicos cubanos, venezuelanos e bolivianos empenhados no caso João Goulart devem levar a outros resultados, já que são todos competentíssimos e insuspeitos.

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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ATÉ QUANDO?

Perguntar não ofende: Até quando nós, brasileiros, vamos ter de conviver com as dúvidas que ainda existem sobre as mortes de Getúlio Vargas (1954), Roberto Silveira (1961), Castelo Branco (1967), João Goulart (1976), Juscelino Kubitschek (1976), Carlos Lacerda (1977), Tancredo Neves (1985) e Ulysses Guimarães (1992)? Mais de meio século que esperamos a verdade, somente a verdade, sobre a morte desses nossos líderes.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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FALTA DO QUE FAZER

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), aparentando não ter muito a fazer, protocolou projeto de resolução devolvendo o cargo de presidente da República ao finado João Goulart, a título de "resgate da história nacional, valores da democracia, etc., etc.". Em caso de aprovação do projeto, o que não deverá ser difícil, mesmo diante do imenso trabalho exigido dos senadores, como ficaremos em relação à presidente Dilma? Teremos dois presidentes, um com mandato espiritual? E o Getúlio Vargas, não mereceria também o cargo? Afinal, ele exercia a Presidência quando suicidou-se, o que teria mais valor para a história, a democracia, etc., etc., do que ser defenestrado, como foi com Jango.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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PRESEPADA

O destino do País parece ser o perpétuo ridículo. As presepadas que o Senado vai encenando, devolvendo simbolicamente os cargos dos que foram deles alijados pela conduta antipatriótica nos idos de 60, é atroz. A não ser que tenha sido altamente edificante tentar implantar no País um regime comunista. Eles acabaram vencendo e hoje dominam o Estado brasileiro. Se há uma figura menor, a ser esquecida, esse alguém é o sr. Jango Goulart.

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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O NOSSO ÍDOLO

Em um aspecto essa tal "Comissão da Verdade" pode se sentir realizada, pois, sejam quais forem seus propósitos, conseguiu desenterrar de entre os mortos o "Bolívar brasileiro" pra chamar de seu. Já que existem variantes latino-americanas do marxismo como: o bolivarianismo, o chavismo, o castrimo, etc., o "nosso petismo" precisava encontrar um ídolo talvez o "janguismo" para concretizar os objetivos do famigerado Foro de São Paulo. Um marxismo prático, dissimulado, comendo nossa democracia pelas beiradas, já se encontra instalado em todos os setores da nossa Pátria o que explica uma série de acontecimentos que demonstram a degradação de preceitos fundamentais de moral e dos valores de nossa liberdade. Os defensores da nossa tão sonhada democracia precisam tomar as ruas, antes que seja tarde demais.

Leila E. Leitão

São Paulo

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JANGO EXUMADO

Essa tal de Comissão da Verdade é capaz de tudo para criar um fato novo. Estão mexendo com fogo. Fiquem atentos.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CASO JOÃO GOULART

Falam tanto da morte de João Goulart, no entanto, não se lembram do desastre que, naquela época, sua equipe de ladrões aprontou para o presidente Castelo Branco, que, aliás, este sim merece uma investigação profunda das causas que levaram à sua morte, pois, como um piloto salta de um avião em pleno voo deixando um passageiro a bordo a mercê da sorte? Ainda mais sendo o ex-presidente da República. Com certeza é muito estranho, de lá para cá nunca mais houve notícias de que um piloto saltou de paraquedas do avião para deixar o aparelho cair em solo. O normal é que no mínimo se tente um pouso forçado, mas nunca abandonar o avião. Ao que sabemos, João Goulart só fez intriga neste país, enquanto o presidente Castelo Branco fez tudo de que o Brasil desfruta até os dias de hoje, e a Usina de Itaipu é um exemplo, e que naquela época era criticada e chamada de obra faraônica, porém, continua até hoje sendo a maior hidrelétrica do mundo. A Ponte Rio-Niterói é outro exemplo. E, para finalizar, não poderíamos deixar de mencionar o grande Carlos Lacerda, articulador da revolução, que por sinal o Brasil está precisando e muito de um segundo Lacerda, para ver se alguma coisa de bom acontece neste país.

Daniel de Jesus Gonçalves

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

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JUSTIFICAÇÃO

Apesar de estar repousando há 37 anos no jazigo da família, em São Borja, no Rio Grande do Sul, por anacrônica medida de verificação da causa da morte do ex-presidente João Goulart, segundo a mídia, seu corpo foi exumado e tirado do seu sossego sepulcral - muito embora o cemitério tenha o nome de Cemitério da Paz (que ironia!) - para investigação da causa do seu falecimento. Será que os peritos que vão examinar os restos mortais do ex-presidente Goulart, depois de tantos anos, encontrarão alguma prova para justificar tão tardia exumação? Enfim, como diz o ditado, "são ossos do ofício".

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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O FIM DA USP

No dia 9 de novembro, houve uma festa com 500 pessoas na Universidade de São Paulo (USP). Realizada em frente à reitoria, terminou na madrugada após com uso de álcool e entorpecentes, e ainda pessoas nuas. Equipamentos de informática foram roubados e danificados, veículo da guarda foi pintado, assim como o centro comunitário, com muitos estragos. Em 13 de novembro, a polícia retomou o prédio da reitoria, onde encontrou todas as paredes pichadas e os vidros quebrados, o mobiliário destroçado e todos os computadores roubados. Um imenso prejuízo, que se repete todos os anos. Segundo estudantes, é uma minoria que faz a baderna, liderada por estudantes "profissionais", alguns políticos de esquerda e pessoal da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). É lamentável a atitude desses estudantes, desta vez protegidos pela Justiça, o que justifica a universidade não estar mais classificada dentre as 200 melhores do mundo, decepcionando a todos os paulistas que mantêm a universidade e, infelizmente, fornecendo ensino gratuito para quem não merece.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FORA!

Reclamamos e condenamos os atos de vandalismo, destruição e bandidagens do grupo Black Bloc, infiltrado durante os movimentos de protestos em passeatas realizadas na cidade de São Paulo. O que dizer destes alunos da USP que ocuparam e destruíram a reitoria durante 42 dias, comportando-se da mesma forma que esses marginais? Além de serem responsabilizados e obrigados a ressarcir os prejuízos provocados, deveriam também ser banidos da faculdade, não é?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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OS VÂNDALOS, AS AUTORIDADES E A LEI

A depredação da reitoria da USP não poderia ter acontecido. Principalmente por se tratar de uma das mais importantes universidades do país, onde o ensino é gratuito e só consegue entrar uma elite de candidatos muito bem preparada, de onde tendem a sair os futuros expoentes das profissões e da ciência brasileira. Esses alunos, ora travestidos em vândalos, sabiam bem o que faziam e, por isso, não podem restar impunes, como tem ocorrido na regra geral com aqueles que depredam, saqueiam e vandalizam. A título de serem democráticos, governantes, autoridades e dirigentes de instituições públicas, são muito lentos e negligentes ao tomarem medidas de proteção ao patrimônio sob sua guarda. E, no final, amedrontados em enfrentar os transgressores, fazem os reparos à custa do erário, rateando o custo da baderna para toda a população. Isso leva o País cada dia mais à desordem e à barbárie. É preciso, com toda urgência, restaurar o império da lei. Todo individuo tem de ser submisso à legislação vigente e saber que, se transgredi-la, sofrerá as devidas sanções. Os que não concordam com a lei, têm o direito de lutar pela sua mudança. Mas, enquanto em vigor, não pode deixar de cumpri-la. Sem isso, a sociedade perece.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BADERNEIROS PRIVILEGIADOS

Os "invasores e depredadores" das instalações da reitoria dizem que a Polícia Militar, a Reitoria e o governo do Estado buscam criminalizar o movimento estudantil. Onde está o juízo dessa malta de "malfeitores" e de marginais para agirem tão na contramão do que se esperaria de um grupo de privilegiados que estuda sem investir um tostão em sua formação acadêmica e ainda causa prejuízo financeiro ao Estado e ético-moral à sociedade que lhes paga as mordomias? Esses criminosos que desrespeitam as instituições querem o quê? Que os consideremos como escol e gente civilizada ou como realmente o que são? Baderneiros e vândalos devem ser tratados como tais. Só quando adotarmos a tolerância zero talvez se consiga reverter a deterioração de nossa sociedade e evitemos o caos. Da leniência e pusilanimidade da Justiça do Estado não se queixam, já que dela receberam o apoio para manter a invasão e as depredações a que se dedicaram para espantar o tédio dessas férias temporãs.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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DE PASSAGEM

Mais uma vez alunos da USP, ressalte-se, a pequeníssima minoria invadiu e depredou o prédio da Reitoria da USP na Cidade Universitária e, mais uma vez por um motivo absurdo. Desta vez o pedido era para que também pudessem eleger o reitor da Universidade, como se jovens de tal quilate tivessem competência para tanto. O professor e ex-reitor da USP José Goldemberg resumiu brilhantemente o absurdo da pretensão: os alunos estão de passagem. Ficam por pouco tempo e seguem seu caminho. "A escolha do piloto do avião não é feita pelos passageiros. Há necessidade de conhecimento e vivência." Eu também a meu tempo de faculdade participei da invasão do prédio da mesma, mas por motivo de ordem didática e jamais passaria pela mente de qualquer um de nós pretender eleger um reitor ou um diretor de faculdade. E mais, todas as salas que não fossem destinadas às salas de aulas teóricas, foram lacradas, para evitar que qualquer aluno mais destemperado causasse algum dano ao patrimônio da escola. E tem mais, permitimos logo no dia seguinte da ocupação, que a imprensa visitasse o interior do prédio e constatasse a ordem ali reinante. Atendida nossas reivindicações, as aulas puderam ser recomeçadas no dia seguinte. Mas a realidade hoje é outra. As declarações de uma estudante da diretoria do DCE nos dão uma boa ideia da abordagem dos jovens alunos que participaram da invasão. Dizer que os alunos deveriam participar da vistoria posterior e que ouve autoritarismo na desocupação não espelham a realidade, pois os principais dirigentes do movimento deveriam ter ficado para receber a tropa de choque e a imprensa, enquanto que a desocupação foi decisão judicial que eles deveriam ter atendido de imediato. A invasão por parte dos alunos, esta sim foi arbitrária. É lógico que deverão ressarcir o Estado pelos prejuízos que causaram e ainda sairá barato, pois me parece que os fatos da maneira como ocorreram justificariam inclusive a expulsão dos participantes da USP.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE

Uma classe nova vem crescendo no Brasil. São os "vândalos". Que depredam bens públicos ou privados e tudo fica por isso mesmo. Ou seja: impunes. A imagem do "trabalho" desses descompromissados com a vida é bem clara depois da desocupação da reitoria da USP. Ora, isso é um absurdo, pois não é concebível que o patrimônio público, pago pelo contribuinte, sofra uma depredação daquelas, e esses "meninos" continuem a vida de maneira normal. Faz-se necessária uma punição exemplar, que seria a expulsão desses predadores da universidade, pois dessa gente nada podemos esperar, a não ser baderna e anarquia.

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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A FARRA CONTINUA

Não bastaram as demonstrações públicas, no primeiro semestre, de que o povo brasileiro não quer circo, quando precisa de saúde, educação, saneamento e infraestrutura. Não bastaram os orçamentos estourados, os financiamentos do BNDES para Arenas que ficarão as moscas pós Copa do Mundo ou serão entregues a clubes que são notórios devedores da Previdência Social e administrados por dirigentes com tanta ética e compromissos como os políticos que agendarem os eventos da Copa do Mundo e Olimpíada. Agora surge Brasília como a sede dos jogos Universitários Mundiais programados para 2019, com custos iniciais (jamais finais pois esses duplicam ou triplicam ao longo do tempo) estimados em R$ 2,2 bilhões. Espero sinceramente que as demonstrações populares de repudio que estão previstas para a Copa do Mundo, façam os dirigentes organizadores do Comitê Internacional desistam de mais essa aventura, que jamais deixa saldo positivo, exceto para os dirigentes locais, empreiteiras e políticos de plantão.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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ESTÔMAGO FORTE

Depois de sediar o PAN em 2007 no Rio de Janeiro, a próxima Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil acaba de vencer a disputa para sediar a Universíade em 2019, competição esportiva entre universitários. Estima-se que a cidade abrigará 12 mil atletas de 22 modalidades esportivas. Teremos mais uma Vila Olímpica e inúmeras construções de equipamentos esportivos com o superfaturamento de sempre. Aldo Rebelo, o ministro escalado por Dilma para vasculhar os escândalos que surgiram na gestão do seu antecessor, Orlando Silva, no Ministério do Esporte e até agora não conseguiu descobrir nada, estava eufórico com mais essa vitória brasileira. É necessário um estômago muito forte para suportar tanta podridão.

Maurício Rodrigues de Souza

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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PREÇO EXORBITANTE

Não está errado o Procon-RJ em pedir explicações ao Flamengo pelos preços anunciados dos ingressos para a partida final pela Copa do Brasil dia 27/11. O preço tem que ser explicado. Ocorre que a cidade do Rio de Janeiro ficou indecentemente cara na área de serviços. De repente entraram numa que a cidade é do Primeiro Mundo quando para mim não passa de Terceiro Mundo. Mais cara que outras cidades na Europa, EUA, etc., e que tem ou oferecem uma infraestrutura melhor que a do Rio. Vejam os preços das diárias dos hotéis, os preços nos restaurantes, as passagens aéreas, etc. O poder público não faz nada. Fica por isso mesmo. O pior é que o aumento abusivo não vem com a contrapartida de um bom serviço. Na questão do Maracanã, agora explorado pela iniciativa privada, tem ainda o agravante de o torcedor comprar seu ingresso com cadeira marcada e não consegue sentar, pois já está ocupada e fica por isso mesmo. E também não consegue ver, pois torcedores ficam em pé naquele muro de concreto e atrapalha a visão dos que estão sentados. E ninguém faz nada. Para que então os seguranças estão lá? Fazendo quê? Convivemos com falta de civilidade.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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