Fórum dos Leitores

PLANOS ECONÔMICOS

O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2013 | 02h03

Correção da poupança

Finalmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, após quatro anos, se lembrou dos planos econômicos e marcou o julgamento das poupanças para esta semana. Muitos poupadores, antes que tais ações fossem suspensas pelo ministro, até já receberam o que lhes era devido, outros "não esperaram" (morreram). Pena que o julgamento tenha sido marcado para data próxima do fim do ano e das férias forenses. Ainda assim, e confiantes na responsabilidade e respeitabilidade do STF, os poupadores remanescentes aguardam um feliz ano-novo.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Fé na Justiça

O governo federal quer evitar a derrota dos banqueiros no julgamento da ação relativa à perda de rendimento das poupanças durante os Planos Verão, Bresser e Collor. E por quê? Porque o próprio governo é um deles, ou seja, é um banqueiro, pois tem dois grandes bancos: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso significa que o governo não está nem um pouquinho preocupado com os milhões de pessoas que tinham sua poupança na época. Os poupadores esperam por esse julgamento há mais de 20 anos! Aliás, naquele tempo a poupança era muito incentivada pelos próprios governos. Afinal, de que lado estão os governantes? Os argumentos do batalhão de representantes do governo são a possibilidade de quebra dos bancos, a queda da arrecadação e a diminuição da concessão do crédito. Ora, esses argumentos são descabidos. Se fizermos o somatório do lucro líquido dos grandes bancos nos últimos 20 anos, veremos que supera em muito o que têm de pagar aos poupadores. Por exemplo, três grandes bancos obtiveram até outubro de 2013 mais de R$ 20 bilhões de lucro líquido. Conforme o ditado bíblico, "a esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida". Portanto, continuamos com fé na Justiça.

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

Defesa dos bancos

É condenável a equipe econômica e outros órgãos governamentais gastarem o nosso dinheiro em defesa de interesses particulares, mesmo porque de minoria privilegiada. As instituições financeiras - a Caixa Econômica incluída -, se condenadas a pagar as diferenças de correção das cadernetas de poupança das décadas de 1980 e 1990, e julgando-se prejudicadas por terem de devolver o lucro que obtiveram à época, que o cobrem na Justiça, à sua própria custa, dos governantes e ministros que elaboraram e implantaram os planos econômicos objeto dessa contenda. O erário, ou seja, nós, contribuintes, nada temos de pagar por atos falhos de pessoas que foram eleitas, e bem pagas, com a promessa de administrar com honestidade, probidade, igualdade e justiça o País - portanto, o interesse coletivo.

VALENTIM JOSÉ CAMARÇO NETO

vjcneto@gmail.com

São Paulo

Reserva para a velhice

O que o governo quer é que o STF favoreça os bancos, e não a população, sob a alegação de que poderá haver quebradeiras bancárias. Ora, não foram os poupadores que criaram essa situação e também não significa que todo o dinheiro devido vai sair dos bancos. Ninguém é louco, na situação atual, de sair gastando a rodo. O dinheiro de cada um vai permanecer na poupança para custear a velhice dos poupadores daquela época. Que se faça, pois, justiça!

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Manobras do governo

Ainda bem que temos o Estadão para mostrar as manobras espúrias do governo Dilma Rousseff-PT. Os bancos estão trabalhando com o nosso dinheiro desde 1990 e agora alegam que vão quebrar se tiverem de devolver aquilo de que se apropriaram? E o que falar àqueles milhares de brasileiros que cometeram suicídio ou "quebraram" no ápice do Plano Collor, pela sandice do próprio governo? Dilma-PT, está na hora de acordar do sono eterno: pau que dá em Chico dá em Francisco.

ATALIBA M. DE MORAES FILHO

ataliba@outlook.com

Marília

Lágrimas de crocodilo

Há mais de 20 anos usando o dinheiro do poupador, os "pobrezinhos" dos banqueiros alegam não ter dinheiro para devolver o que nos é de direito? Se não souberam aplicar ou usaram nossas economias na construção de suntuosas e nababescas agências, o problema é unicamente deles. Mas isso não passa de pura chantagem, a começar pelo valor informado pela Febraban, R$ 149 bilhões, que, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é "piada", o valor real seria inferior a R$ 18 bilhões. Não esqueçamos que o governo tem grande culpa nisso, já que foi para tentar ajustar índices de inflação nos anos 80 e 90 que os famigerados planos foram editados. Se fôssemos um país sério, tal julgamento jamais existiria, porque as devidas correções foram surrupiadas do nosso bolso, portanto, alguém nos deve, não importa se o governo (Banco Central) ou os chorões de plantão. A dívida existe e é irrefutável. Logo, hecatombe econômica/fiscal e reeleição à parte, pague-se! E estamos conversados.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Me engana...

Fazer justiça e corrigir os planos econômicos, pagando aos poupadores o que lhes é devido, é ir contra os interesses do governo federal, podendo até causar quebra de bancos, que trabalham com lucro irrisório. Porém gastar o dinheiro público indevidamente - na construção de estádios, em propaganda da Caixa nas camisas de times de futebol, em obras faraônicas que não são realizadas (transposição Rio São Francisco, por exemplo), no perdão de dívidas da Bolívia, da Venezuela, de países africanos, etc. (política de bom samaritano com o dinheiro do contribuinte brasileiro), em polpudos empréstimos do BNDES a amigos, no desvio de recursos do erário para toda espécie de corrupção, na criação de ministérios e cargos públicos para acomodar "cumpanheiros" com altos salários e até na distribuição de renda à classe pobre, que não passa de compras de votos -, isso não afeta a economia do País. Só nos resta dizer: me engana que eu gosto!

EDSON BAPTISTA DE SOUZA

baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

Pacto de austeridade

Dona Dilma poderia dar o exemplo evitando tantas viagens pelo Brasil com motivação eleitoreira ou coibindo a propaganda bilionária de ministérios, Petrobrás, bancos federais, etc. (os últimos anúncios do BB e da Caixa fazem propaganda do governo).

MARCO CRUZ

mm.cruz23@gmail.com

São Paulo   _____________  

ILÊNCIO DOS BONS

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons" (Martin Luther King). Assim como ele, em relação à USP, o que me preocupa é onde estão os professores doutores, os alunos e os funcionários comprometidos com esta que é a melhor universidade da América Latina, que não se unem e tomam uma atitude de defesa desta instituição, deixando que menos que 5% de alunos baderneiros, que se deixam manipular por partidos e sindicatos do "quanto pior, melhor", destruam, pichem, vandalizem e depois não sejam punidos? Unam-se como eles e digam "aqui, não mais", pois dentro de suas salas de aula permitiriam estes vandalismos. Não confundam autoridade com autoritarismo e se manifestem. A posição que tomarem em defesa desta universidade será um exemplo para todos. Deixem de omissão, que é a pior forma de participação.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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NÃO PODE FICAR IMPUNE

Segundo a USP, os 42 dias de invasão na reitoria irão custar aos cofres públicos de São Paulo, aproximadamente R$ 2,4 milhões, pelos furtos e destruição de equipamentos eletrônicos, móveis e materiais de escritório, além de danos à infraestrutura. Esses vândalos, por ora desconsiderando de onde eles vêm, a quem nós, paulistas, oferecemos a oportunidade de estudar para seu benefício pessoal na melhor universidade do País, mostram que não são dignos dessa conveniência. Deveriam ser expulsos e, ainda, condenados a pagar pelos prejuízos causados ao patrimônio público estadual.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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O QUE RESTOU DA INVASÃO DA USP

A pergunta o que restou da invasão da USP tem uma resposta: o de sempre, a impunidade! Impunidade porque os que praticaram tal invasão, assim como outras vezes, não serão presos, identificados, processados, obrigados a pagar os danos causados e expulsos da universidade, só isso. São uns imundos e não os classifico como porcos porque ofenderia o animal. Estou errado?

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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CORRUPÇÃO NA PREFEITURA

A Controladoria Geral do Município (CGM) investiga um assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da gestão Fernando Haddad, em São Paulo, por suspeita de enriquecimento ilícito e de manter relações com a máfia do imposto sobre serviços (ISS). O titular da secretaria é Eliseu Gabriel, vereador licenciado pelo PSB. O prefeito "Malddade" mexeu com fogo e está sendo chamuscado. Ele se esqueceu de que pertence ao PT, o partido mais antiético da República.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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FAXINA

O assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da Prefeitura de São Paulo, Tony Nagy, foi afastado de suas funções na quinta-feira. Ele é investigado pela Controladoria Geral do Município sob suspeita de enriquecimento ilícito e de manter relações com a máfia do ISS. Do jeito que a coisa vai, o prefeito vai ter de apagar a luz, pois isso não vai parar, é muita grana para muita gente. Além disso, esta ética administração ainda escondeu tramoias da polícia para tentar envolver só os otários que apoiaram o PT.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DEMISSÕES NA PREFEITURA

Da forma como caminham as investigações, quem fica para apagar a luz?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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SEM SAÍDA

O "imposto" achacado das empreiteiras e construtoras para a concessão do Habite-se pela máfia de fiscais da Prefeitura de São Paulo era o famoso ISS, o "Imposto Sem Saída": ou paga tudo o que deve ao governo, como reza a cartilha oficial, ou paga apenas parte, via propina. "Se correr, o bicho pega; se ficar, come!"

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CASO SIEMENS

Quando achamos que já conhecemos todos os opróbrios de que o PT é capaz para ganhar eleições, vemos que eles são capazes de muito mais; além de falsos dossiês encomendados, calúnias, entre outras atrocidades contra os adversários, são capazes de trocar falsas informações por cargos importantes até de capital privado. Essa manobra está sendo engendrada contra o PSDB e o DEM, pelo então diretor do Cade, Vinicius Carvalho, em troca de um cargo na Vale, para apontar possíveis responsáveis de recebimento de propinas da empresa Siemens. Mesmo que as afirmações não sejam verdadeiras, as suspeitas são lançadas, pois sempre causam uma desconfiança contra aqueles que os petralhas consideram inimigos, porque desconhecem o papel de adversários numa democracia. Bem, é só nos atermos às falas de Lula em toda e qualquer oportunidade, quando tem um microfone à sua disposição, destemperado, deita o verbo contra tudo e contra todos e, principalmente, contra a imprensa, que fala verdades sobre aquilo que ele acha que é seu. São truques asquerosos usados por pessoas sem o menor escrúpulo. Lamentável!

Leila E. Leitão

São Paulo

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O ‘TOMA LÁ, DÁ CÁ’ DE SEMPRE

É impressionante como pessoas se vendem. Como o sr. Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, e Vinicius M. de Carvalho, diretor do Cade, petista de carteirinha, se prestam a estes serviços, vêm a público denunciar várias pessoas sem provas, só para dizer que todos fazem como os petistas fizeram no mensalão, o toma lá, dá cá de sempre.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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GRANDES SURPRESAS

Teremos ainda grandes surpresas na limpeza da "fossa séptica" do caso da propina da Siemens a políticos e diretores vinculados à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DEM, PSDB, PT, ETC.

Primeiramente, gostaria de informar que não tenho partido político algum, não defendo nenhuma sigla partidária, para mim e para muitos brasileiros, todos aparentam ser iguais, todos pretendem estar no poder e ganhar muito para isso. Aproveitam-se dos erros alheios para galgar espaço e credibilidade, é um verdadeiro show de acusações e desonestidade. O PT lidera o ranking das falcatruas, talvez pela ideologia que prega a seus seguidores. As obscenidades em curso (fiscais da prefeitura, mensalão, metrô, mensalinho, etc.) já revelam que todos "cozinham com a mesma água". É triste ver um país tão grandioso padecer pela corrupção e, pior ainda, ver um povo maravilhoso que moralmente está se perdendo, que já não distingue com tanta clareza a diferença entre o moral e o imoral.

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

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ACORDA, PSDB!

Até quando o PSDB vai aturar essa investida negativa e mentirosa,comandada pelo PT, contra o governador Geraldo Alckmin e seu secretariado? Está na hora de os tucanos mobilizarem o seu eleitorado.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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A MESMA TÁTICA

Todos os políticos se utilizam da mesma estratégia: quando questionados sobre desvios de dinheiro público, ninguém sabe de nada...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FOMOS ANTROPÓFAGOS

A Polícia diz que abrirá 12 inquéritos paralelos para investigar a corrupção ligada aos tributos da Prefeitura de São Paulo ("Estado", 22/11); um ex-diretor da Siemens faz graves acusações contra homens públicos do PSDB ("Estado", 21/11), considerados impolutos, embora com fragilidades evidentes: não exibe as provas que diz ter e pede socorro ao PT, não às instituições encarregadas de proteger os que fazem imputações; e os mensaleiros estão presos. Se há vidas passadas individuais, e nas futuras purgamos os pecados ancestrais, é possível que haja vidas passadas coletivas. Os brasileiros foram visigodos antropófagos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PATINANDO

O Brasil patina e continuará patinando, caso não extirpemos o vírus da corrupção. Essa praga já infestou a política brasileira em todas as instâncias e esferas. Tem dado nojo abrir os jornais todos os dias e dar de cara com mais um escândalo. Pior de tudo: ninguém faz absolutamente nada, todos os dias um novo corrupto, alguns até vão presos, mas o dinheiro roubado e/ou desviado nunca volta para os cofres públicos. Até quando?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO VERSUS ESTADO

Quando se mistura capital público e o privado, o conflito de interesse se estabelece sempre que a vontade de uma das partes se sobrepõe aos da empresa constituída. A falta de mecanismos de proteção ao acionista privado – e mesmo do Estado – ficou nítida no editorial "Governo versus Petrobrás" (4/11, A3). Estruturalmente essa situação repete-se nas Parcerias Público-Privadas (PPPs). As PPPs só terão condições de decolar – destaque para a ótima reportagem de Luiz Guilherme Gerbelli (16/11, B1) – quando o investidor privado, nacional ou estrangeiro, sentir que pode confiar na independência das instituições brasileiras (tribunais e agências). Enquanto não houver a consciência dessa necessidade por parte do governo e dos políticos, todo o esforço de juntar o capital público e privado será inútil.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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CRESCE A ARRECADAÇÃO. E DAÍ?

Com a arrecadação de impostos recorde pelo governo federal de R$ 100,9 bilhões, no mês de outubro, ou 5,43% sobre o mesmo período de 2012, e nestes 10 meses de 2013, um total de R$ 907,4 bilhões, é de perguntar o que há de novo na nossa economia. Com toda esta dinheirama recolhida pelo fisco, pagas até com muita dificuldade pela grande maioria dos contribuintes, estamos investindo com eficiência na modernizando da nossa infraestrutura?! A qualidade dos serviços públicos atende bem o clamor da população?! O governo gasta só o que arrecada?! Diminui com prudência a sua dívida pública?! É parceira da ética, e implacável no combate a corrupção, etc.?! A resposta a estas importantes e inadiáveis questões deve estar bem embutidas nos medíocres PIBs, de 2,7% em 2011, 0,9%, 2012, e provável 2% em 2013. Ou seja, todos no governo Dilma...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GRAU DE INVESTIMENTO

O Brasil recebeu grau de investimento em 2008. Passados cinco anos, é ameaçado pelas agências de classificação e poderá perdê-lo. Justificativas para concedê-lo e para retirá-lo não faltam. A quem interessa este dá e tira? Somente aos especuladores internacionais. Quando quebrou na crise de 2008, um grande banco americano era considerado o máximo em matéria de avaliação. Então um país ou uma empresa qualquer deve trabalhar no sentido de fazer o melhor que puder seguindo um padrão elevado que o ponha pelo menos na media dos melhores países e empresas. E que se lixem para estas agências de classificação de riscos, pois a mim me parecem arapucas remuneradas pelos grandes especuladores do mercado financeiro mundial.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVOS LÍDERES MUNDIAIS

O economista da Goldman Sachs que inventou o termo Brics para se referir aos países emergentes mais promissores citava Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desses países somente a China continua brilhando, embora menos. Disse ele que provavelmente os novos emergentes de destaque que poderão brilhar nos próximos 20 anos são México, Indonésia, Nigéria e Turquia, o que chamou de grupo Mint. Tendo em vista essas colocações chega-se à conclusão que os Brics perderam o brilho por seus governos muito ruins no Brasil, Rússia e África do Sul, sendo que Índia e China, porque foram atingidas pela crise na economia internacional. China recentemente reconheceu que seu modelo esgotou-se e criou novo modelo. O governo do Brasil ainda não percebeu que seu modelo esgotou-se, há dois anos, no mínimo.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CAPITAL EXTERNO

Brasil é o quarto país mais atraente ao capital externo. Lógico, aqui a grana vale para tudo. Ou não?

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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A INCOERENTE DESONERAÇÃO

Recentemente o governo desonerou uma parte dos tributos sobre veículos automotores. E junto com a malfadada CPMF, extinta, na realidade, por ser insonegável e tributar também os poderosos na medida do seu "poder" ($), este foi um dos únicos incentivos tributários à população. Mas, no caso da aquisição de veículos, esta desoneração, mesmo aparentando um incentivo, na verdade e enganosamente, aumenta a cobrança de outros tributos: emplacamento anual, combustível, manutenção (material e mão de obra), seguros, pedágios, multas, etc.. No entanto, contraditoriamente e sob várias alegações, principalmente a do estado caótico de nosso trânsito, conseqüência das nossas vias de circulação mal planejadas, mal construídas, mal conservadas, a todo momento e por vários "objetivos" (modificação, recuperação, etc.), são motivo de obras, as autoridades vêm incentivando a utilização pela população do transporte coletivo, este que elas não fazem nada para melhorar.

Nilton de Freitas Guimarães nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

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O DINHEIRO DOS OUTROS

Gastar dinheiro dos outros é fácil e não dói. Dinheiro que entra fácil sai fácil. Exemplo máximo: os Três Poderes brasileiros, que não são republicanos. Nosso país necessita da nossa efetiva atuação, para um dia ser uma nação.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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PREVISÃO DE PIBINHO 2013/2014

E agora, mamãe? Cadê a tão esperada robustez? O que a senhora tem para me dizer? Estão de volta as críticas sobre a dificuldade que tenho para crescer. Dizem que estou fraco e encolhendo. Mamãe, será que a senhora e o tio Guido não estão percebendo? Não diga que está havendo um pessimismo exagerado ou que isso é intriga da oposição. Mamãe, lero-lero não resolve, é preciso ação. Mude os argumentos. Eu não posso crescer se não houver investimentos. Aquela nossa inimiga cresce assustadoramente. Está vitaminada. Não facilite mamãe, ela pode te colocar numa enrascada. Mamãe, chega de tratamento equivocado. Acelere o meu crescimento para que tenhamos bons resultados. Eu não quero continuar levando tombo. Isso me deixa constrangido. Por favor, transmita isso ao tio Guido. Assinado, Pibinho.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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VACAS MAGRAS

Estamos passando por um momento de "vacas magras" na economia brasileira. A criação de emprego com carteira assinada cai 55% em outubro. Os dados, do Cadastro Geral e Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados na quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Quando a presidente vai começar a governar? Reeleição nem pensar!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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DESMATAMENTO E RESPONSABILIDADE

Desmate na Amazônia (dados no "Estado" de 15/11/2013): no ano de 2012, 5.843 km2, um quadrado de 76,5 km de lado; de 2008 a 2013, 44.227 km2, um quadrado de 210 km de lado. É roubo de patrimônio da Nação! Quem são os beneficiados? Grileiros, garimpos, ruralistas. E nem se computou a extração de madeira, na maior parte clandestina. Por que não há indignação pública? É por falta de percepção? Tanta destruição não pode ocorrer sem permissividade dos poderes públicos federal, estaduais e municipais. Onde fica o desempenho da Responsabilidade do Brasil com as mudanças climáticas?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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O AUMENTO DO IPTU

Inexiste argumento plausível que justifique o aumento absurdo do IPTU na cidade de São Paulo que não tem contrapartida principalmente nos quesitos segurança e mobilidade urbana. O Ministério Público Estadual questionou a aprovação do aumento pela Câmara Municipal numa sessão ilegal em que não constava da pauta a discussão do aumento. O juiz Emílio Migliano, da 7.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, deu uma liminar para tornar sem efeito a sanção da Lei n.º 711/2013 aprovada pelos vereadores. O alívio do paulistano durou pouco, porque o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivan Sartori, suspendeu na quarta-feira, 13/11, a liminar que barrava a lei do aumento atendendo pedido da Procuradoria-Geral do Município. Nota-se que em várias ocasiões liminares nascem e morrem em constantes e diferentes interpretações, até que prevalece a força do Estado contra a indigência do cidadão. A Justiça lembra a Esfinge de Tebas, sempre propondo um "decifra-me, ou te devoro". E não há Édipo que decifre seus enigmas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O ELO COM A CORRUPÇÃO

Deixe ver se entendi direito: as construtoras foram obrigadas a pagar propinas milionárias para conseguir das "autoridades" a liberação da papelada exigida para poder comercializar as unidades edificadas (alem de contratar, durante as obras, um bom número de "faz-nada" para justificar o "pleno emprego"), encarecendo altamente os imóveis novos, o que causou a tal da "valorização imobiliária", por conta da qual devo pagar um IPTU imoral pelo meu apartamento bem velhinho? Eu só queria saber...

Elke Sack

São Paulo

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FINAL FELIZ

Não tem jeito, a novela do aumento de IPTU em São Paulo continua. O juiz Emílio Migliano Neto suspendeu por meio de liminar o aumento; o prefeito Fernando Haddad sancionou o aumento. E pior que ser roubado é ter de ser obrigado a contribuir com o roubo. Gostaria de acreditar num final feliz para a população, mas depois do resultado do julgamento do mensalão fica difícil, pois na vida real quem paga a conta é sempre o trabalhador. A justiça no Brasil está sujeita aos partidos políticos, principalmente ao PT.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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IPTU ESMAGA O POVO

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por decisão de seu presidente, Ivan Sartori, suspendeu a liminar concedida para impedir o lançamento do IPTU da cidade de São Paulo, tendo-se em conta irregularidades na votação da lei, com desrespeito ao Regimento Interna da Câmara de Vereadores. A liminar tinha sido concedida, a pedido do Ministério Público, pelo magistrado da 7.ª Vara da Fazenda, da capital deste Estado. Entretanto, a batalha jurídica não se findou e novos procedimentos serão impetrados, de tal sorte que o pagamento do escorchante tributo será obstaculado ou talvez impedido pela Justiça. Entretanto, há males que resultam em situações satisfatórias. Assim, o PT perdeu muito mais que o sofrimento dos contribuintes que vão submeter-se ao opressor tributo. Em toda derrama, ou imposição tributária, nunca o poder opressor venceu, no tempo e no espaço. Dá para trocar o Geraldo Alckmin com essa gente?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TAPA NA CARA

Quer dizer que volta o IPTU? Vai ficar por isso mesmo? É um escândalo, um tapa na cara da população paulistana que não faz outra coisa senão sustentar quadrilhas de corruptos. Dizem que se não o fizerem, a Prefeitura vai perder R$ 800 milhões. Oras, senhores, acabamos de saber da maracutaia de R$ 500 milhões. Isso é o que sabemos. Fora o resto em São Paulo, fora o resto no País. Fizessem as autoridades o que deveria ser feito, com ética, (oras, a ética...) visando ao bem comum (não aos bens), sobraria dinheiro para tudo e mais um pouco. Mas, como a ganância é insaciável dessa sub-gente que não vê limite para a roubalheira descarada, o cobertor fica curto. Para eles, só eles, sempre eles! E nós, só nós, sempre nós, se não resolvermos acordar e dar um basta definitivo no que aí está, iremos bovinamente pagar a conta da ruína iminente que se tornou o Brasil, que há muito deixou de ser um país de todos para ser apenas país de alguns poucos "estrelados". E vai ficar por isso mesmo?

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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O IPTU NO CENTRO

O prefeito e 39 vereadores deram as costas aos projetos em estudos visando à revitalização do Centro da Cidade de São Paulo. Pretendia-se, com a redução dos impostos para os moradores e estabelecimentos que viessem para o centro, criar um fluxo de interessados nesta região; ao contrário do projeto aprovado, que eleva as alíquotas, os aumentos ainda criam dificuldades para os contribuintes cujos rendimentos não tiveram aumentos deste nível.

José Erlichman joserlichman@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE VISÃO OU INTERESSES ESCUSOS?

A respeito do editorial de 22/11, sob o título "O nó da mobilidade urbana", acredito que o que ocorreu com as nossas linhas férreas e mesmo, em São Paulo, com os bondes elétricos e o trenzinho da Cantareira, com um ramal para Guarulhos, não foi apenas a falta de visão dos governantes. O denominado lobby não é uma prática recente no país e foi muito sintomática a degradação da rede ferroviária no Brasil à medida que as montadoras de veículos iam se instalando por aqui. As ferrovias fora relegadas ao ostracismo, principalmente durante o governo militar, enquanto as rodovias iam se multiplicado. Trilhos e composições foram abandonados ao relento, causando um prejuízo que jamais será dimensionado. São Paulo tinha uma rede ferroviária magnífica e desapareceu depois de encampada pela Rede Ferroviária Federal. Foi, sim, um crime de lesa Pátria e que até hoje não foi devidamente apurado. Já formado e trabalhando na prefeitura ouvi muitas histórias mal explicadas a respeito do fim dos bondes elétricos em São Paulo. Acabar com o bonde "Camarão" que percorria toda a extensão, em faixa segregada e sem cruzamentos na hoje denominada Avenida Ibirapuera e que, com rapidez levava seus passageiros defronte o Instituto Biológico na Vila Mariana até o Largo 13 em Santo Amaro, também faz falta hoje. Tivesse sido preservada, estaria praticamente pronta a ligação do Largo Treze com o Largo Ana Rosa. É indiscutível a imobilidade dos bondes em casos de acidentes e mesmo a falta de energia elétrica, mas o motivo da sua definitiva supressão até hoje não convenceu, assim como o denominado trenzinho da Cantareira. O trem seguia pela Avenida Cruzeira do Sul e na altura da então Penitenciária do Estado, o ramal para Guarulhos virava à direita pela Avenida Ataliba Leonel. Esse ramal inspirou o imortal Adoniram Barbosa a compor samba "O Trem das Onze". Em projeto elaborado em 1926, que nunca saiu do papel, foi proposto a elevação e a eletrificação do então denominado Tramway da Cantareira, cuja concepção, no trecho da Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, era exatamente o da linha atual do Metrô. É difícil crer que todos os dirigentes de 1926 até pelo menos 1974, quando foi inaugurada a linha Norte- Sul do Metrô, fossem tão tacanhos a ponto de não terem a visão dos absurdos que estavam cometendo. Mais verossímil pensar em termos dos interesses que hoje estão sendo escancarados ao público, os quais, evidentemente, não foram inventados agora.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A PRISÃO DOS MENSALEIROS

O episódio da prisão dos condenados no escândalo do mensalão tem sido interessante para mostrar ao nosso povo diversas coisas, primeiro que os condenados não respeitam as leis e as instituições, pois dizem que foram julgados em tribunal de exceção, embora estejamos em uma democracia, e que curiosamente são presos políticos, ou sejam mistificam e tampam o sol com a peneira. Além disso, são cumulados de privilégios inclusive terão celas individuais, como se não bastassem as visitas fora do período em que os outros presos tem direito. Outra verdade que o povo passa a perceber é que a militância do Partido dos Trabalhadores é constituída de desocupados, posto que só quem não tem trabalho pode fazer o teatro que eles estão fazendo em frente ao presídio de Brasília. O petista italiano Pizzolato para sacanear as autoridades brasileiras fugiu para a Itália, para não ser preso, assim criou-se a certeza que o mesmo ficará impune, posto que possui a cidadania italiana, e como o governo brasileiro sacaneou o governo italiano ao dar asilo à um terrorista e assassino italiano, condenado à prisão perpétua naquele país, espera-se que isto se agregue aos motivos dos italianos para a não extradição do petista condenado. Então temos de criar um movimento que mostre aos italianos esta é a hora de eles darem o troco no governo brasileiro que os sacaneou, pois extraditar Pizzolato será uma forma dos italianos pagarem na mesma moeda a peça que o Lula pregou neles. Como no caso do italiano o governo mostrou que nesse assunto usa dois pesos e duas medidas, já que no caso dos atletas cubanos, eles foram entregues para serem castigados em Cuba, então os italianos podem muito bem usarem duas medidas, ou seja, uma diferente da usada para o banqueiro Cacciola, e com isso dar mais um lugar para a militância dos desocupados poderem montar o seu teatro.

Luís Severiano Soares Rodrigues luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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MARKETING DE COITADINHO

O ex presidente se manifesta reclamando que "a lei só vale para o PT" em mais um marketing de coitadinho. Se há petistas presos e processados é devido ao fato de que ali se encontra uma quadrilha. O senhor Lula quer o sr. Alexandre Padilha no governo do estado. Conseguiu Fernando Haddad na prefeitura que nada fez. Poupe o Estado de São Paulo. O sr. Alexandre Padilha faz propaganda para o governo paulista mas quem paga não é o PT é o palácio do Planalto, ele poderia explicar irregularidades sobre seu comando em 2004 da parceria Funasa x Fub. E o sr. Lula poderia explicar gastos milionários com cartões de crédito coorporativo, usados por sua família e até por sua "amiga" Rosemary Noronha. O problema é este, confundir o dinheiro público com dinheiro disponível.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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PAPUDA E A ISONOMIA CARCERÁRIA

Foi preciso a prisão de figurões para confirmar o que todos já sabem: os apenados brasileiros sofrem maus tratos nos estabelecimentos penais. Deputados e senadores que foram ao presídio da Papuda reclamam que Dirceu, Genoino e outros condenados do mensalão foram submetidos ao banho frio. Também conseguiram remover Genoino para prisão domiciliar e hospitalar e mobilizaram-se pelo regime semi-aberto a José Dirceu. Mas nada fizeram pelos outros detentos, que devem sofrer os mesmos problemas. A partir do momento em que o sentenciado é recolhido, a sua segurança está entregue às mãos do Estado. É obrigação estatal colocá-lo num ambiente salubre, zelar pela sua saúde, dar condições para ressocialização e assisti-lo juridicamente. Para ser verdadeiramente honestos, tais parlamentares deveriam voltar suas vistas para os milhares de outros presidiários recolhidos Brasil afora. Por questão de isonomia, os que tiverem doença grave merecem prisão hospitalar ou domiciliar, aos moldes da de Genoino. Os que já cumpriram suas penas não podem continuar presos. E todos têm de receber tratamento adequado e oportunidade de ressocialização para a volta ao convívio social. Isso pode demandar investimentos, mas é obrigação do Estado que, para executar esse mutirão carcerário, se não tiver pessoal próprio, pode firmar parcerias público-privadas com entidades de classe, cursos superiores e órgãos sociais. O que não pode é dispensar o tratamento a que têm direito apenas aos figurões e ignorar os problemas da massa carcerária. Todos são brasileiros, portanto, detentores da mesma cidadania...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MODELO DE ÉTICA

Essas vergonhosas manobras do PT para livrar José Genoino do presídio da Papuda alegando razões humanitárias e apelando para uma inacreditável injustiça, que estaria sendo cometida contra o preso, já que, segundo declarou o ministro Gilberto Carvalho: "Ele deu sua vida pelo País e é referência ética para nós", terão o seu preço sendo cobrado na próxima eleição de 2014. Especialmente o fato da ética de um criminoso condenado pela nossa mais alta Corte, por participação ativa no mais grave crime cometido contra a nossa democracia, ser a referência, o modelo a ser seguido pelo o PT.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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