Fórum dos Leitores

SUCESSO DIPLOMÁTICO

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2013 | 02h14

Acordo nuclear

O mundo regozija-se com o histórico pacto nuclear assinado por EUA, China, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha e França com o Irã. O bom senso prevaleceu e certamente esse pacto é o início de um acordo definitivo que visa a resolver a questão de forma pacífica e sem o uso da força. Todos se beneficiam com essa solução, inclusive Israel e Arábia Saudita, pois freia o projeto nuclear iraniano e, por conseguinte, também contempla a segurança desses países. A desculpa de que as seis nações mais poderosas do planeta serão ingenuamente enganadas pelo Irã me parece absurda, pois se qualquer exigência não for satisfeita o pacto será desfeito e não haverá um acordo definitivo. O mundo todo, incluindo reconhecidas personalidades judaicas, acha que as autoridades israelenses deveriam acatar decisões que contribuem para a paz, caso contrário levarão seu país ao isolamento internacional. Parabéns ao presidente Barack Obama pela expressiva vitória diplomática, mas que esteja atento, porque forças retrógradas no seu próprio país tentarão reverter essa decisão histórica.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Sossego geral

Ótimo para o planeta o acordo conseguido por Obama. Agora, para felicidade geral do planeta, só falta estendê-lo a Paquistão, Índia, Israel e, principalmente, Rússia, China e EUA. Só assim poderemos dormir sossegados.

DOMINGOS PEROCCO NETTO

dperocco@ig.com.br

Itatiba

Irã e sua bomba

O argumento justificado: se Israel tem a bomba, por que o Irã não pode tê-la? O argumento a ser pensado: Israel prometeu riscar o Irã do mapa?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

O pacto

Levaram dez anos para assinar um pacto que durará seis meses. Nesse período o Irã vai interromper o seu programa de enriquecimento de urânio em níveis acima do necessário para a produção de energia. Em resumo, a bomba atômica iraniana foi adiada por seis meses.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

PLANOS ECONÔMICOS

Correção da poupança

Portador de câncer, idoso, aposentado e aguardando há mais de 20 anos o ressarcimento do desvio que os governos anteriores e o atual, juntamente com o sistema bancário, fizeram com o nosso dinheiro, creio estarmos, os poupadores da época, prestes a ser vilipendiados. Conforme a movimentação e a pressão que o governo federal e sua base no Congresso Nacional vêm fazendo sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) - que hoje conta com oito ministros nomeados pelo governo petista, e ainda com o ministro Ricardo Lewandowski como relator, eleições no próximo ano, necessidade de grandes doações para o partido -, decerto perdemos. A presidente Dilma Rousseff alega que tirar dinheiro do mercado prejudicará os bancos, tanto os privados como os governamentais, que hoje são obrigados a dançar conforme a sua vontade, passando por cima dos princípios econômicos mais elementares. Já comecei a rezar, a população da minha idade não tem representatividade, é só ver o que estão fazendo com nossa aposentadoria.

FERDINANDO PERRELLA

fperrella@hotmail.com

Sorocaba

De restrição ao crédito

No caso das cadernetas de poupança, o crédito não deixará de existir, somente trocará de mãos. Havendo decisão do STF favorável aos poupadores, ele será injetado novamente na economia e voltará a circular. Essa pressão dos bancos tem de ser vista com muita cautela. Não se pode aceitar que se deixe de julgar com justiça sob a alegação de que eventual decisão desfavorável aos bancos trará restrição ao crédito, etc. Afinal, o sistema financeiro nacional é um dos que cobram os juros mais altos do mundo e já ganhou muito dinheiro de seus clientes e poupadores utilizando a nefasta fórmula dos juros extorsivos sobre juros extorsivos em diversas operações de crédito País afora. Será que não chegou a hora de a Justiça restaurar o equilíbrio no sistema? Torçamos pelo bom senso e pela justiça do STF.

ALEXANDRE PONTIERI

alexandrepontieri@gmail.com

Brasília

A incorreção monetária

É preciso deixar de lado pregações pseudomoralistas e lembrar que os bancos não agiram de maneira torpe ao corrigir o saldo das cadernetas de poupança por índices menores que os da inflação calculada pelo IBGE . Apenas acataram determinações vindas do governo, via Banco Central, que não admitiam discussão ou negociação. Os mesmos índices "mutilados" foram usados para corrigir saldos devedores nas operações de financiamento da casa própria, entre outras. Como as operações eram casadas, os bancos não saíram ganhando, contrariamente ao que afirmam de maneira pouco responsável os que sustentam que "os banqueiros devem pagar". Portanto, se o STF decidir pela inconstitucionalidade dos redutores determinados pelo governo e que há uma conta a ser apresentada, terá de ser ao governo, ao qual caberá ressarcir-se, se achar conveniente, junto aos que se beneficiaram da redução de suas dívidas.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

UTOPIA AUTORITÁRIA

Imprensa crítica

O artigo O Brasil na banguela, de Carlos Alberto Di Franco (25/11, A2), certamente deflagrará as reações habituais dos súcubos do governo: mentiras, pessimismo, as cassandras de sempre, o País caminha muito bem e o faria melhor se não fossem a imprensa e as elites conservadoras. Acontece que as constatações sobre educação, cuja precariedade tem notório efeito paralisante de nosso desenvolvimento econômico e social, são irrespondíveis. Poderíamos falar, ainda, sobre o óbvio da corrupção generalizada, da infraestrutura esburacada e lamacenta, da saúde criminosa, etc. Só se justifica a existência de uma imprensa honesta, de olhos bem abertos e críticos. Imprensa bajulatória de governo inepto corresponde às picaretas destinadas a enterrar o cadáver em que se converterá uma grande nação. Essa é despicienda.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Pandora oliva

Ninguém precisa mais falar em volta dos militares. O próprio PT - Partido Totalitário - está conseguindo essa proeza. São uns suicidas políticos. Merecem.

KLAUS REIDER

vemakla@hotmail.com

Guarujá   ____________________   O JULGAMENTO DOS PLANOS ECONÔMICOS  Às vésperas do tão aguardado julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as correções da caderneta de poupança durante os vários planos econômicos brasileiros, o governo federal organizou uma blitz econômica e jurídica (23/11, B19), comandada pelo ministro Guido Mantega e por Alexandre Tombini, do Banco Central, para “trocarem ideias” com os ministros a respeito de problemas para a economia, se os bancos forem derrotados. Se a democracia é fundamentada na independência dos Três Poderes, essa blitz não caracteriza uma interferência no Judiciário? Será que o governo Dilma considerou a visita do ex-presidente Lula ao ministro Gilmar Mendes um bom exemplo a ser seguido para tentar influenciar o STF? Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas *

A CORREÇÃO DAS POUPANÇAS Deixa ver se eu entendi: o governo está pressionando o STF para que julgue o processo que pede a indenização de perdas com a correção das poupanças nos planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2 levando em consideração os impactos dessa correção para os bancos, que perderiam R$ 150 bilhões, e geraria uma retração de R$ 1 trilhão no crédito do País, e não apenas pela justiça do pleito dos que estão pedindo essa indenização. Se é para julgar de acordo com interesses e cenários de ocasião, sem considerar apenas o que diz a lei, para que existir um tribunal formado por tão ilustres juristas? Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro  *

LIVRE DE PRESSÕES Os poupadores esperam dos ministros do STF, especialmente do seu presidente, o ministro Joaquim Barbosa, cuja retidão e senso de justiça nunca cederam a pressões, um julgamento condizente com a “nova” postura do nosso Judiciário, cuja independência ficou demonstrada pelos fatos recentes. 

 

Maria Alice Jarussi ggveiga@outlook.com

São Paulo *

20 ANOS DEPOIS O STF, nos próximos dias, terá a responsabilidade de decidir um assunto econômico de grande importância para uma considerável parte da população brasileira. Trata-se da legitimidade da decisão do governo federal dos idos de 1987/1991 – que “tungou” via manobras nos índices de inflação os rendimentos da poupança brasileira. Passados mais de 20 anos, os poupadores da época querem esses rendimentos de volta. José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro *

POUPANÇA NACIONAL Governo Dilma contra os poupadores é um fato que será lembrado nas próximas eleições.

 

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com 

São Paulo *

ALERTA Não tenho a menor dúvida de que os ministros do STF não hesitarão em conceder os benefícios das perdas econômicas aos poupadores. Excluindo aqueles em caráter pessoal, pois certamente os ministros foram prejudicados, as razões são muito fortes. Os bancos cumpriram o que foi determinado pelas autoridades monetárias, ou seja, o calote. Assim, a responsabilidade é toda do governo. Dizer que isso criaria um rombo nas contas do governo é falácia. Obviamente, isso não poderia ser pago de uma vez só, mas distribuído ao longo de dez a 20 anos. O rombo de que falam, de R$ 150 bilhões, não confirmado nem confiável, representa apenas 1,5 ano de roubalheira que agentes públicos praticam desde sempre e menos de 10% dos recursos desviados ao exterior por estes mesmos agentes. Conforme informam os sites de notícias, existem depositados em paraísos fiscais R$ 1,5 trilhão. Então o governo que fique alerta, evitando tais desvios.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro *

GOVERNOS QUE ERRAM Quem deveria pagar o prejuízo que os bancos terão com o rendimento garfado das poupanças devido a planos econômicos fajutos é o senhor Lula, que emprestou bilhões para ditadores africanos, e dona Dilma, que em seguida perdoou essas dívidas. Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo *

CRISE DOS BANCOS? Madame Rousseff está dando uma de Robin Hood às avessas. Depois de anos a fio, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar os adormecidos planos Verão, Bresser e Collor, em que os bancos, principalmente Banco do Brasil e Caixa Econômica, deram uma tunga nos cálculos dos rendimentos das cadernetas de poupança. A atitude de madame, confrontada com as recentes pesquisas de intenção de voto, nos deixa à cavaleira para crer que ou a maioria dos nossos eleitores são um aprisco de panacas ou fica provado que os Ibopes da praça estão comprometidos com o governo, que, não tendo uma piada que preste, diz que uma decisão favorável aos poupadores pode gerar uma crise no sistema financeiro dos bancos. O que os bancos fizeram com os poupadores foi nada mais nada menos do que apropriação indébita, rapina, mão grande e está na hora de devolver o que não lhes pertence. A presidente, quando fala em crise financeira, finge esquecer os bilhões de reais que escorrem para o ralo na rotina de corrupção, que é o grande destaque de seu governo nos noticiários de todos os dias. Conta outra, Dilma. Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ) *

ARGUMENTO DESCABIDO Dona Dilma e a sua equipe da cúpula econômica e jurídica, designadas para, numa blitz, convencer os ministros do STF a favor dos banqueiros e contra os poupadores argumentando que a “eventual vitória dos poupadores retiraria R$ 1 trilhão da economia”, deveriam saber que a poupança é uma forma de investimento feita pelos próprios bancos. Ou seja, a maior parte deste montante continuará depositada nos próprios bancos (só que agora em nome dos seus legítimos donos, os poupadores). Outra parte será gasta no mercado de bens duráveis, tais como moradia, veículos, etc. e, por fim, outra parte será gasta em consumo. Claro, ninguém vai guardar todo este dinheiro “no colchão”. Assim, o argumento “da retirada de R$ 1 trilhão da economia” é totalmente descabido e demonstra incompetência da equipe econômica deste governo ou a existência de algum outro interesse como, por exemplo, o financiamento das campanhas das eleições de 2014. José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga *

JABUTICABA Bancos versus poupadores é a nova “jabuticaba” na praça. Os bancos e o governo não querem ressarcir os poupadores “tungados” pelos Planos Cruzado, Bresser, Collor e Verão. Para um país cujo maior problema econômico é a baixa taxa de poupança e, consequentemente, de investimentos, desestimular a poupança seria a última coisa a fazer, mas com os governos que temos e com a nata dos homens de nossa economia, é isso que ambos os estamentos, em conluio, sempre fizeram. Os argumentos dos contrários ao ressarcimento do furto são, em sua maioria, pífios. Pífios como a mentalidade de nossa nata política e econômica. Se querem “distribuir renda”, neste caso não é preciso inventar uma nova bolsa, a “Bolsa Poupança”, basta devolver a quem de direito o que lhes foi surrupiado. Que haverá mudanças de titularidade, não há que discutir. Mas uma coisa é titularidade e outra é o total do agregado capital na economia nacional. Outra coisa é quem saberá aplicar melhor esses recursos que terão sua titularidade diluída, seus legítimos milhões titulares ou seus atuais milhares de detentores. Os ativos não vão evaporar. Mas, como os fins NÃO justificam os meios, é melhor deixar a seus legítimos titulares (os aplicadores tungados) exercerem seu sacrossanto direito de disporem como melhor lhes aprouver os recursos que são seus. Neste país de corruptos e de irresponsáveis, vamos ver como vai acabar mais esta novela. Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas *

ATO DE TERROR O governo petista tenta mais uma vez intimidar o STF (no julgamento do mensalão foi assim também). Acontece que, no próximo dia 27/11/2013, a nossa respeitável Suprema Corte, finalmente, deve decidir sobre o expurgado índice de correção da poupança, nas décadas de 80 e 90, em que os planos econômicos na época, na tentativa de controlar a alta da inflação, reduziram substancialmente os ganhos dos milhares de aplicadores da caderneta de poupança. E os petistas do Planalto, que se dizem amigos dos trabalhadores (diga-se, só da boca para fora), se aliam ao sistema financeiro, por conveniência pura, porque recebem também destas entidades muitos recursos para suas campanhas eleitorais, e afirmam que, se o STF der ganho de causa aos aplicadores em questão, os bancos podem até quebrar. Ou seja, um digno ato de terror contra a classe trabalhadora que a duras penas conseguiu poupar parte de seus parcos recursos, e uma clara e desprezível pressão aos ministros do STF. Na realidade Dilma e seus camaradas estão somente preocupados com a eleição de 2014. Porque a Caixa Econômica, sendo uma das mais afetadas com essa possível decisão da Corte, dado que importante volume de recursos seria desviado para restituir, e com justiça, os aplicadores. E que, no entender do Planalto, faltaria dinheiro para financiar o setor imobiliário e outras orgias tão comuns deste relapso governo. Portanto, a presidente está obcecadamente preocupada com a sua reeleição, e apresenta esta farsa de que os bancos brasileiros podem até quebrar. É bom lembrar que os bancos privados até já fizeram provisão de recursos para pagar regiamente os poupadores, como a imprensa tem divulgado. E, se os bancos públicos que vivem de cócoras para a gastança do Planalto, não se prepararam para tal, que tenham a dignidade de se arranjar e saldar aquele pobre poupador que espera há 20 anos essa correção, caso o STF assim decida. E chega de papo furado. Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos *

BANDEIRA ABANDONADA O governo federal mostra mais uma vez sua total parcialidade em favor dos bancos, a quem atacavam e prometiam combater veemente quando na oposição para fazer com que houvesse respeito, redução dos juros e acesso a população. Porém, assim que chegaram ao poder, passaram a se comportar completamente diferente do prometido em campanha, inclusive agora os defendendo para evitar uma derrota dos mesmos nos processos movidos pela população para receber o que foi retido nas cadernetas de poupança após implantação de planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990. Aliás, correção que é de nosso pleno direito, até porque foi uma ação ganha na Justiça, que já deveria ter sido paga na sua totalidade. Essa atitude só vem mostrar a verdadeira face do “PTlulismo”, corrupto e vergonhoso, que está preocupado apenas com os bancos, e não em defender a população, sua bandeira antes de assumir o “pudê”! Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo *

ROLO COMPRESSOR Em vésperas de um julgamento que, maquiavelicamente, ainda não ocorreu, bancos e governo federal se unem para congelar o dano causado aos correntistas. E os argumentos são infames. Não parece estar em discussão a questão de quem tem direito à diferença da correção, mas apenas o eventual “prejuízo” que os bancos teriam, como entende o governo. É algo parecido com não repatriar recursos retidos em bancos suíços, por exemplo, considerados de origem ilícita, de propina, para não causar “prejuízo” aos seus titulares. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por seu lado, vê “desastre” numa eventual derrota. Ora, depois de aplicar aqueles recursos havidos de forma indevida, por 24 anos, aos juros “módicos” que os bancos cobram, é um acinte vir com essa alegação. Bancos e o governo do PT têm algo em comum: verbas generosas para a próxima, e já em curso descarado, campanha pela reeleição de Dilma. É o rolo compressor a pleno vapor! Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba *

LOBBY DO MINISTRO CONTRA POUPADORES Houve tempo em que o governo federal apregoava: “Poupe que o governo garante”; hoje, a autoridade em questão faz lobby junto ao STF para que deem parecer contrário a dezenas e dezenas de milhares de sentenças já conquistadas pelos poupadores em instâncias inferiores contra os bancos, em razão das perdas que estes impuseram nos chamados expurgos dos Planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). As justificativas dos estafetas dos bancos, comandados por Guido Mantega e Tombini, num patente desserviço à Nação, além de baseadas em números absurdos visando a criar clima tenebroso, porém risível a quem minimamente acompanha a ação, dispõe ainda sobre a pervertida proteção do Estado a quem deu flagrante “golpe na praça”, contra a ação na Justiça, quase que coletiva de 400 mil processos movidos por cidadãos que foram notadamente e comprovadamente lesados. Os bancos, através do conluio com seus lobistas, pagos pelo erário, alegam: 1) que seguiram a orientação do Banco Central à época – centenas de milhares de sentenças já transitadas em primeira e segunda instância e no STJ não concluíram por ordem alguma nesse sentido. 2) Que se as instituições tiveram algum ganho (?), estes foram repassados a financiamentos imobiliários. Ora, Banco Robin Hood seguiu ordens do Banco Central para tirar de uns e distribuir a outros? E quanto ao capital emprestado que não lhe pertencia, não cabe devolver ao legítimo proprietário com juros e tudo mais cabível em termos de correções? Notem, são as teses defendidas pelo ministro da Fazenda, para “livrar a cara dos safos” autores do mais notável golpe na praça de que se tem notícia contra os poupadores no Brasil. Outro precário argumento é a incapacidade de pagamento, ou, melhor, o ressarcimento destas instituições a quem lesaram. Bem se sabe que as mesmas já têm lançadas em seus balanços, consideráveis reservas para estas perdas (já tidas como plausíveis pelos respectivos corpos jurídicos); bem se sabe ainda, da extraordinária capacidade de geração de lucro do segmento – o maior do mundo; portanto, falar em caos, só se for o da moral que transborda por todos os lados, descaradamente, desmedidamente de um governo cujo cerne do poder trabalha objetivamente pelo corporativismo e clientelismo. Qual o soldo disto? Certamente não é o bem-estar da Nação! Não se pode dar a público o verdadeiro e meritório palavreado a determinados homens públicos que vendem a alma ao diabo e que tornam evidente o vale tudo dos poderosos contra o povo. Neste cenário falsamente constituído pela política, faz-se o enriquecimento de poucos à custa da usurpação do povo, seja por impostos escorchantes arrestados pela corrupção, seja por essa amaldiçoada ação corporativista e clientelista que distribui benesses aos “amigos” do poder. Nos seus porões, que já são mórbidas catacumbas reina o silêncio, ali fomenta-se a negligência e se atenta para com a perseverança dos bons que certamente ali ainda possam militar. Somente estes últimos, em espírito e altivez é que poderão salvar, e reconstruir este país; assim é o que se espera do Poder Judiciário em cabal e ostensiva manifestação em mais este triste episódio da vida pública brasileira. Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo *

INCORREÇÕES MONETÁRIAS Segundo Colbert, arrecadar é como depenar gansos, tentar obter o máximo com um mínimo de gritaria das aves. Quando se pensa em gansos, não há tantos problemas. Depois de míseros 12 anos o STF decidiu que houve inconstitucionalidades nas leis que alteraram o índice de correção monetária dos balanços das empresas. Então, as medidas impostas às empresas há mais de 20 anos (1989) deixam de ser válidas. Não é o caso de discutir a decisão da mais alta corte. Surge a pergunta: E agora? De imediato, nota-se que em função da decisão, aparecerão contas salgadas e a inevitável pergunta: Quem as pagará? De um lado, empresas capitalizadas tiveram de corrigir os balanços com índices inferiores à inflação calculada pelo IBGE. Como o saldo dessas operações resulta em uma despesa maior, com a redução dos lucros tributados na época, é possível que diversas empresas procurem seus direitos na Justiça, com a alegação pertinente de ter recolhido Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a maior, sem contar que a distorção, ou a correção desta se estenderia ao longo do tempo, até o advento do Plano Real que, na tentativa de desindexar ao menos parcialmente a economia, passou a ignorar a correção – até que algum revoltado, a hipótese é delirante, mas não impossível, venha a questionar a constitucionalidade do Plano Real. Há o outro lado da moeda. As empresas que apresentaram o chamado saldo credor da correção monetária se verão, de repente, na situação de não ter recolhido IR e CSLL no montante devido, com a nova determinação. A menos que a União dê mostra de uma total inesperada e improvável inapetência arrecadatória, haja cobranças, quem sabe mais um Refis. E depois de uma longa hibernação, é possível, caso o STF assim determine, que os detentores de cadernetas de poupança possam reivindicar valores, que em função de diversos planos governamentais não lhes foram creditados. Resta saber, como se operacionalizaria tal ressarcimento. A voz corrente é que a conta deverá ser apresentada aos bancos. No entanto há objeções pertinentes. Os bancos públicos e privados não aplicaram índices menores para, a sorrelfa, e por pura perversidade, prejudicar pequenos, médios e grandes poupadores. Cumpriram leis e determinações cuja constitucionalidade passa a ser rediscutida. Vale lembrar que o mesmo índice que prejudicou os poupadores beneficiou os mutuários de determinados planos de aquisição da casa própria pelo Sistema Financeiro de Habitação. Proprietários de imóveis já quitados poderão ver-se diante de novas cobranças, ou isso dará origem a uma nova versão do FCVS, potencial esqueleto para os armários da União? Isso sem contar que muitos desses mutuários na tentativa de recuperar perdas, podendo ter a surpresa de descobrir que, na realidade estão devendo. É fácil imaginar a confusão. Fulano de Tal possuía uma caderneta de poupança no banco A e B e financiamento no banco C. Haja levantamentos. Continuando no terreno das hipóteses, já que nada foi – ainda – decidido, a conta teria grandes chances de ser apresentada ao mandante das operações, ou seja, o governo. No caso dos bancos públicos isso parece inevitável, já que haveria a necessidade de capitalizá-los, com injeções de dinheiro do nosso incansável Tesouro – leia-se de todos nós. Aos bancos privados restará a alternativa de encaminhar a conta, por exemplo, ao Banco Central, cujas determinações foram seguidas, naqueles dias de inflação destrambelhada. Afirmar que as instituições financeiras ganharam com essa correção incorreta merece uma reflexão, já que os depósitos em caderneta serviram para o financiamento habitacional, cujas correções de uma forma ou de outra seguiram a lei. Ganhos de um lado perdas do outro. As consequências das decisões do STF são de impossível quantificação e a operacionalização possui aspectos políticos de inimaginável complexidade. A não ser que se procure um bode expiatório para a confusão.  Diz um provérbio da região de Provence: ”Quando as cabras dão leite, não é preciso procurar bodes... expiatórios”. O problema se agrava quando se procura substituir as cabras por pedras. Alexandru Solomon Alex101243@gmail.com

São Paulo *

BANCO DA PAPUDA Aproveitando o fim de semana chuvoso em São Paulo, resolvi fazer um breve exercício de futurologia, baseando-me em fatos reais e que tiveram ampla divulgação na imprensa. O condenado à prisão com a saúde “extremamente debilitada” José Genoino concedeu entrevista à revista “Isto É” – um verdadeiro deboche à Corte Suprema. No próximo ano, sem dúvidas, será cabo eleitoral da dona Dilma. Segundo a revista “Veja”, outro condenado, José Dirceu, em 12 dias de cárcere virou “o rei da cela” – é ele que dá ordens aos companheiros. No próximo ano, será nomeado diretor da penitenciária. Marcos Valério, na função de lobista e em parceria com os experientes banqueiros presos, será convocado por Dirceu para trabalhar na criação do BP, o Banco da Papuda, que terá Delúbio Soares na gerência. A nova instituição financeira, de início, já contará com pelo menos 12 mil correntistas (população carcerária) e estará dispensada pelo Banco Central, por ordem de Guido Mantega, da moeda escritural (depósito compulsório bancário). Essa transação será feita diretamente com a tesouraria do PT.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo *

‘REI DA CELA’ Com relação à reportagem publicada no “Estadão” (22/11, A5), sob o título “Rei da Cela”, após alguma reflexão, qualquer cidadão de bem neste país chega à conclusão de que de fato o Supremo Tribunal Federal, com exceção de alguns ministros, estava correto e agiu com imparcialidade e Justiça quando reconheceu José Dirceu como chefe da quadrilha de mensaleiros. E a prova mais cabal dessa condição a despretensiosa reportagem trouxe à lume: o instinto nato de liderança negativa de Zé Dirceu. Agora, preso, aparentemente sem qualquer poder, age assim sobre seus asseclas também presos, então imaginem só com o imenso poder de chefe da Casa Civil, tendo como superior um ignaro preocupado com o próprio umbigo, que nada via, nada ouvia e nada fazia? Será? Não seria melhor perguntar para dona Rose?  Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@ig.com.br

Rio Claro *

DIRCEU INSATISFEITO Li ontem, com total perplexidade, as declarações do ex-ministro José Dirceu, criticando Lula e outros do PT pelas fracas manifestações de solidariedade aos recentes presos do partido por causa do mensalão. José Dirceu ainda explica o motivo, ou seja, desta maneira, sem as veementes manifestações de defesa aos presidiários, a opinião pública vai acabar, de fato,  relacionando as prisões com a compra de votos no Congresso, o que pode atrapalhar a candidata Dilma e o partido nas próximas eleições. A cara de pau de José Dirceu é de dar inveja a Maluf. Tomara que daqui para a frente ocorra uma implosão neste partidinho nefasto, que é composto por membros nefastos, de baixo nível e mal intencionados. Cadeia para mais alguns é o que desejam todos os brasileiros. Camillo Ferreira camillo.ferreira@ig.com.br

São Paulo *

LULA E O MENSALÃO

 

Como noticiou o “Estadão”, José Dirceu, pelo menos a três visitantes, reclamou da postura de Lula com relação ao escândalo do mensalão. Certamente as reclamações vão continuar e, talvez, os demais se juntem aos protestos de José Dirceu. Assim, a situação de Lula fica difícil, porque o Brasil sabe que ele sabia da existência do mensalão, mas calou-se. Aliás, todas as maracutaias eram feitas ao lado de sua sala, no Planalto, por cujos corredores transitavam dezenas de políticos e beneficiários dos dinheiros públicos. Agora, após a omissão do procurador-geral da República em não incluir Lula na denúncia, desde que ele, pelo menos por omissão, participou dos atos delituosos, talvez, venham à tona inúmeros fatos que poderiam ou deveriam ser incluídos na Ação Penal 470. Daqui para a frente, certamente, teremos novidades, com os condenados dando com a língua nos dentes. José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro *

A FALTA QUE LULA FAZ Uma coisa é certa: toda vez que toma chuveiro frio na Papuda, Zé Dirceu por certo se lembra de Lula.

         

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo *

MENSALEIROS CONDENADOS “Oi, zum, zum, zum, zum, zum, tá faltando um.” Nunca essa música foi tão atual. Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo *

ASCENSÃO E QUEDA A matéria sobre Dirceu (25/11, A5) é antológica. Ninguém tem o conhecimento nem o direito de falar mais sobre Lula do que Dirceu. Artífice inconteste da estratégia que levou Lula ao poder, José Dirceu preso dá indícios de se sentir vítima da ingratidão, para não dizer traição, de Lula, e cobra o cumprimento de suas promessas sendo uma das mais importantes a de desmascarar o mensalão como uma farsa. O pior inimigo é um ex-amigo... É matéria para ler e guardar, para um dia entender a ascensão e queda do metalúrgico que se fez presidente. Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo *

DIRCEU SABE DEMAIS Preso em uma cela de seis metros quadrados, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu criticou Luiz Inácio Lula da Silva pela forma como ele administrou até agora a crise do mensalão. A insatisfação com o ex-presidente foi manifestada por Dirceu a pelo menos três amigos que o visitaram, nos últimos dias, no Complexo Penitenciário da Papuda. Podemos dizer, sem dúvida de errar, que José Dirceu é o cara e sabe demais para o Lula não seguir suas instruções. Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo *

LULA MEDROU O “herói” do mensalão, ex-ministro José Dirceu, está irritadíssimos com o silêncio que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depositou sobre a Ação Penal 470/2005. O homem quer porque quer saber quando Lula vai falar alguma coisa sobre a decisão do STF que o condenou. Aconselhamos José Dirceu a esperar sentado; em pé, vai ficar cansado.  Sabe quando Lula, que nunca leu um livreto sequer, vai querer saber o que está dentro de um processo com 234 volumes, 50.389 folhas e 500 apensos? Nunca. Tenho quase certeza de que Lula nunca ligou a TV Justiça para assistir a uma sessão do julgamento do mensalão. Se ligou, foi no dia em que o procurador-geral da República Roberto Gurgel disse: “Foi sem dúvida o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público flagrado no Brasil, instituindo-se uma sofisticada organização criminosa com o objetivo espúrio de comprar os votos de parlamentares”. Como a maioria dos petistas, Lula medrou.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ) *

O QUE LULA TEM A DIZER? Se “Lulla” não sabia de nada, o que “elle” teria para falar? Fala aí, Zé! Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales *

A VERDADE E O MEDO DA VERDADE Gritam os petistas de carteirinha contra a “farsa do mensalão” e contra a condenação de Dirceu. Fazem questão de esquecer que a melhor evidência de que tudo é verdade foi a rápida demissão de Dirceu da chefia da Casa Civil, seguida da mais rápida ainda cassação de seu mandato de deputado, imediatamente após as declarações de Roberto Jefferson. Nem a demissão nem a cassação teriam ocorrido se os crimes não tivessem acontecido. Parece não ser outra a razão de o chefão Lula estar quietinho, meio escondido, temendo mexer no assunto e acabar vendo tudo sendo jogado no ventilador, o que o sujaria com o jato da verdade, até então cuidadosamente coberta por espuma. Se assoprar... Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia *

AINDA MUITAS DÚVIDAS O que há por trás do “cartel dos trens”? Um cipoal de dúvidas envolvem a denúncia de corrupção nos metrôs (em São Paulo e em Brasília). Antes, os supostos relatórios que denunciavam o cartel chegaram à Polícia Federal pelas mãos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), cujo presidente trabalhou para o sr. Simão Pedro (PT-SP). Agora, desmente-se a primeira versão, e já não foi o Cade, mas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que diz ter sido o responsável pelo envio do relatório sobre o “cartel de trens”. De seu turno, um ex-diretor da Siemens diz ser o documento anônimo. Enfim, semeiam-se dúvidas quanto aos acusadores, o que nos obriga a desconfiar também da veracidade das acusações, ou de seu verdadeiro alcance. Será que nisso, e por trás dos camarins, não estaria o comando dos cordões que movem o circo de marionetes, nas mãos invisíveis do PT, num jogo muito bem arranjado, para denegrir e conspurcar a memória de Covas, e nessa esteira alargar a carga cerrada de acusações à imagem de seus sucessores?  Tais idas e vindas trazem nelas impresso o selo próprio de peteiros, que tentam pôr ferradura em cão. A ideia é a de barrar, pela calúnia, a  credibilidade política dos adversários, afinal das contas, “será que a lei foi feita só para o PT”? Pelo andar da carruagem, neste angu tem caroço. A dúvida procede. Se o documento é apócrifo, se foi elaborado com destino certeiro, como carta a Urias, se nesse quartel de corruptos do “metrô” não existe um só do PT que, para usar o termo tão ao gosto do seu patrono maior, nessa “maracutaia” não se encontrou nenhum “companheiro”, que de maneira useira e vezeira sempre estiveram presentes em todas as escamotagens de quantas houve registro no governo petista, por que não estariam também nesta? Pelo “empurra-empurra”, quer-nos parecer faltar credibilidade às acusações. Demais dessa razão, as incertezas que circundam os fatos nos levam a acreditar não se estar pisando em solo firme, e que tais acusações estejam, de fato, asfaltadas na verdade. Enfim, a verdade há de aparecer, e, caso pairem dúvidas a respeito dessas tramas (caso não se comprovem as “maracutaias” do dito cartel), uma certeza de tudo isso resta: a que tem por norma o bordão repetido no Barbeiro de Sevilha: “Caluniai, caluniai: sempre restará alguma coisa”. Antonio Bonival Camargo

São Paulo *

DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que teria entregue documentos à Polícia Federal nos quais nomes e cargos de políticos tucanos  aparecem supostamente envolvidos em esquema de corrupção em São Paulo,  declarou o seguinte: “Apenas cumpri meu papel”. Caro ministro, cá entre nós, ninguém tem a menor dúvida disso! Com ironia, companheiro, por favor.

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo *

NÃO PREVARICOU Caro senador Aécio Neves, o ministro José Eduardo Cardozo agiu corretamente ao enviar a denúncia à Polícia Federal, pois, do contrário, estaria prevaricando. Aí, sim, caberia o seu afastamento. Paulo Rodrigues dos Santos peruspirapora@yahoo.com.br

São Paulo *

O MINISTRO CUMPRE O DEVER Se os vagabundos ladrões fossem petistas, o ilibado ministro usaria seu dever de forma diferente, é apenas isso. Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo *

PADRÃO Se no documento de denúncia anônima estivesse citado o nome de algum figurão do PT, o ministro fingiria que não era “procedimento-padrão” para enviar à Polícia Federal, e estamos conversados.

 

Nilson Soares da Silva nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas *

BOLIVARIANOS O ministro da Justiça (?), José Eduardo Cardozo, é, na atualidade, o melhor exemplo do que é ser ministro da Justiça de uma República bolivariana, status que o PT pretende transferir ao Brasil. Pertencendo a um partido que, em época de eleições, monta sua tropa de choque esfarrapada moralmente, para enfrentar seus oponentes de forma sórdida,  fabricando dossiês falsos e zeloso da manutenção da mentira contínua e despudorada, esse senhor agora vem a público com uma denúncia provavelmente também falsa para tomar de assalto, a qualquer custo, o Estado de São Paulo. Que ele prove o que afirma! Lamentavelmente, a mídia lhe dá muito espaço e cobertura, logo, só podemos contar, para que a verdade se sobreponha, com o jornalismo sério e competente. Enquanto ele ainda existir, claro, antes que o fim da democracia, tão almejado por essa gente, aconteça. Lula nomeou Joaquim Barbosa para o STF (sem saber, evidentemente, de sua capacidade jurídica); se Dilma quer notoriedade para a sua campanha eleitoral, por que não nomeia Joaquim Barbosa para ministro da Justiça? Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo *

DISSIMULAÇÃO O sr. José Eduardo Cardozo, que até outro dia era um respeitado professor de Direito Constitucional da PUC e recordista de votos como vereador em São Paulo, hoje se apresenta como mais um vassalo do seu partido a desserviço da República, como protagonista de mais uma peça teatral armada pela oficina de atores do PT. Simão Pedro, como nas colônias de formigas, é um operário que segue rigorosamente os mandamentos da rainha da carreira. É mais um daqueles que, sem mandato, se torna uma figura irrelevante no universo político e que, como todo bom esquerdista, deixou para trás o Estado que acolheu a si e à sua família de imigrantes italianos para vir fazer agitação política em São Paulo, em vez de pegar no cabo de uma enxada ou no volante de um trator para produzir alimentos para seu país nas terras férteis do norte do Paraná. Infelizmente, mais um zumbi do PT permeado na política brasileira. Vinícius Carvalho, este, sim, um mentiroso de marca maior, dissimulado, escondeu até onde pôde que era filiado ao PT, a mesma agremiação política de Cardozo e Simão Pedro, também a desserviço da República e sem nenhum compromisso com a verdade. Carvalho também escondeu sua relação íntima e fraternal com o sr. Gilberto Carvalho, outra personificação do mal presente no governo da República, que tem pacto de sangue com suas ideologias e que joga às favas o compromisso com seu país. Se o Brasil de hoje é um caos sob todos os aspectos, tudo isso é graças aos quase 12 anos de governo petista, onde reinam o mau exemplo, a devassidão sobre a coisa pública e o desrespeito às instituições. David B. do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga *

UM  MENSALÃO TUCANO EM SÃO PAULO? Para alegria da petralhada e para esquecermos um pouco do “mensalão”, com bandas e fanfarras apareceu em São Paulo um escândalo envolvendo o governo estadual e empresas que participaram de licitações de obras e serviços para o Metrô e a CPTM. Quase diariamente a imprensa está sendo  abastecida por órgãos da Justiça Federal com  informações extraídas de processos envolvendo os períodos de governo de Covas, Serra e Alckmin. Não sei até onde há verdades nessas informações e sinto pelo suposto envolvimento nestas de Mário Covas, um político que sempre pareceu a mim honesto, diferente da corja que habita o País de cabo a rabo, e em quem votei em todas ocasiões em que ele concorreu a algum cargo. Hoje falecido, Covas não pode se defender, e por isso mesmo espero que haja honestidade no trato de seu nome, porque a mim não importa quem estiver envolvido nas denúncias, mas, se culpado, que pague por isso indo para a cadeia quem estiver vivo, com perda de  cargos e pagamento de multas. Quanto às empresas envolvidas, durante o processo se apure rigorosamente o total dos valores cobrados a mais nas obras que participaram e os devolvam corrigidos  com multas pesadas e sejam proibidas, de agora em diante, de participarem de licitações públicas. Para os funcionários  das  empresas que forem envolvidos nos processos, que  recebam o mesmo tratamento dado aos do Metrô, da CPTM e a políticos, ou seja, cadeia pura e simples. Deem graças toda essa cambada de não serem chineses, porque na China as penas seriam receberem uma bala na nuca. Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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PROPINA MAL ESCLARECIDA Eu ainda estou esperando uma resposta convincente da oposição e uma reação à altura sobre o escândalo da propina nos governos do PSDB em São Paulo. Se não tiverem coragem de desmascarar essa turma do PT, que hoje é dona do Brasil, vamos acabar nos tornando uma Venezuela, um Brasil bolivariano. Elas, sim, sabem fazer a coisa. Soltam o boato e, se a reação for medíocre, como tem sido, vale a verdade deles. O maior comprador da Siemens, da Alstom, etc. é o próprio governo federal. Será que lá não rolou nada ilícito? Agora, o que mais me impressiona nisso tudo é a ênfase que o noticiário da maior rede de TV do Brasil tem dado aos nomes dos governadores do PSDB, como se eles encabeçassem a trama. Aí, sim, tem... Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br

Jundiaí *

CORRUPÇÃO O cartel de trens e metrôs não é apenas cartel, e, sim, corrupção pura e simples do governo do Estado. A máfia dos fiscais dentro da Prefeitura de São Paulo demonstra que o Estado e, principalmente, a maior cidade do País e das maiores do mundo estão nesta condição pura e simplesmente pelo que assola nosso país desde Pedro Álvares Cabral: a corrupção.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca *

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO As declarações do auditor fiscal da Prefeitura de São Paulo Luiz Alexandre Cardoso de Magalhães, veiculadas no programa “Fantástico”, constituem um tapa na cara dos brasileiros. Enquanto o trabalhador luta para conseguir pagar suas contas, o aposentado é penalizado com o achatamento sistemático dos seus proventos e a classe produtiva é sufocada com uma astronômica carga tributária, o meliante confessa, em rede nacional, ter gasto, em noitadas com prostitutas, de R$ 8 mil a R$ 10 mil roubados dos cofres municipais. Precisamos de regulação e auditoria permanentes em todo o circuito das finanças públicas. Isso sem falar de um crivo fino nos processos de admissão de funcionários – concursados ou não – que tenham participação no processo de arrecadação e pagamentos. E, além do aperfeiçoamento dos controles da máquina estatal, faz-se necessário também apertar as leis punitivas da corrupção para, a partir do momento em que ficar provada a prática do delito, o autor poder ser trancafiado e só sair da prisão ao término da pena que lhe for atribuída pela Justiça. O que ocorre atualmente é um verdadeiro escárnio à consciência nacional. O indivíduo que roubou milhões ganha a liberdade, mesmo que provisória, e se comporta como um ídolo, ainda que às avessas. A sociedade tem de reagir e recolocar o País nos trilhos, urgentemente. Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo *

PELO MENOS CONFESSOU

 

É ponto pacífico que o auditor fiscal Luiz Alexandre Cardoso de Magalhães, partícipe da máfia que fraudou o ISS, deve ser responsabilizado civil e criminalmente pelos delitos que praticou, juntamente com outros seus colegas fiscais corruptos. Apesar de todos os seus erros praticados, nos surpreendeu sua sinceridade, ao confessar amplamente e com todos os detalhes seus delitos e as mordomias usufruídas com o dinheiro furtado, nada escondendo. Sua atitude é inusitada, pois estamos fartos de ouvir as negativas e desculpas de figurões da administração pública e da política, que quando cometem delitos e desmandos e são pegos, a primeira coisa que fazem é negar peremptoriamente e de imediato seus crimes. Pelo menos este malfeitor teve mais hombridade, confessando às claras em entrevistas os ilícitos que praticou.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo *

SACANAGEM Na entrevista de Luiz Alexandre, a confirmação: paga-se o “novo” ISS, o Imposto Sobre Sacanagem.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo *

A PONTA DO ICEBERG O escândalo dos fiscais da Prefeitura é apenas a ponta do iceberg. Não basta cadeia, tem de confiscar os bens dos envolvidos. Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo *

FÓRMULA 1 Por que será que o prefeito de São Paulo, Fernando “Malddad”, não quis fazer a entrega dos troféus aos vencedores do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1? Por causa do aumento do IPTU, dos escândalos dos fiscais, por pertencer ao partido dos mensaleiros ou todas alternativas anteriores?

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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