Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2013 | 02h05

Gerente de hotel

O Estadão de ontem publicou matéria (A5) sobre a pretensão do condenado no mensalão José Dirceu de ser gerente de hotel em Brasília, já que seu regime será o semiaberto, o que lhe permitirá trabalhar durante o dia e dormir na prisão - quando não, dormir no próprio hotel. Como a impunidade grassa em todo o País, isso é bem possível. Para isso ele já vem exercitando seus conhecimentos na cadeia como "o rei da cela", estabelecendo tarefas, horários, limpeza, etc. É um desejo muito bem planejado, pois será o local perfeito para receber políticos, fazer reuniões, comer muito bem, ter roupa lavada e, sobretudo, muita liberdade. Tendo como gerente um condenado pelo Supremo Tribunal, nesse hotel eu jamais me hospedaria.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail .com

Santo André

Melhor que a encomenda

O sr. Dirceu fez um contrato de trabalho como administrador de hotel quatro-estrelas em Brasília. É tudo o que ele queria: vai continuar fazendo lobby, como sempre fez. A prisão, dessarte, não será tão ruim assim, está melhor que a encomenda.

MARIA JOSÉ DA FONSECA

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

Desplante

Mais um deboche de José Dirceu dizer-se empregado, "de carteira assinada", do belo Hotel Saint Peter, em Brasília. Isso é para obter prisão domiciliar, pois, de tão dedicado, certamente acabará dormindo no emprego. E sendo um hotel local de grande circulação de pessoas, poderá continuar a encontrar-se, "casualmente", com políticos e fazer lobby, também casual. Quanto desplante, meu Deus!

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Prisão domiciliar de Dirceu

Se é à vera, é um desrespeito à inteligência de todos; se é à brinca, um escárnio inadmissível ao Judiciário essa história de Dirceu gerente de hotel na Esplanada dos Ministérios. Não será, certamente, gerente, mas recepcionista: receberá políticos e empreiteiros que lá passarão a se hospedar e, discretamente, com ele se encontrarão em busca de seus serviços de lobista e de orientações políticas. Quando os condenados do mensalão foram levados para Brasília houve protestos de seus advogados, alegando que os condenados têm o direito de estar presos no seu domicílio. Espero que o ministro Joaquim Barbosa não descumpra a lei e devolva Dirceu a São Paulo.

PAULO ROBERTO SANTOS

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

Taxa de ocupação

Se a Justiça autorizar, José Dirceu se tornará o novo gerente administrativo do Saint Peter. Já se pode imaginar qual será a nova taxa de ocupação desse hotel.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Emprego ou trabalho?

Confesso que estou estupefato com a rapidez com que o apenado José Dirceu conseguiu um emprego. Imagino, embora a história pregressa não o recomende, que ele tenha um vasto e bem-sucedido currículo na área de administração. Como estou disponível no mercado de trabalho, pretendo enviar o meu currículo e a minha carteira profissional para os proprietários do hotel em Brasília. Eu me satisfaço com um trabalho honesto.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Competência é competência

Estou impressionada com a competência do mensaleiro José Dirceu! De dentro da penitenciária conseguiu emprego de gerente administrativo num hotel quatro-estrelas em Brasília. Óbvio que se trata de um emprego, não de trabalho. E pensar que há tantos, que não estão presos, procurando trabalho. Cada vez mais atual o ditado que diz que quem tem padrinho não morre pagão.

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

Nova jogada

Dirceu trabalhar como gerente de hotel só pode ser piada. Pela grana e as costas quentíssimas que tem, deve ter comprado o hotel. Essa é a primeira jogada para ele poder sair durante o dia. Um cara que está vendendo um imóvel de R$ 5 milhões em São Paulo claro que tem muito mais do que essa pequena casa. Como ele é o rei das jogadas, essa deve ser uma nova modalidade.

ANTONIO JOSE G. MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

É piada, sim

Se em menos de um mês de gaiola Dirceu conseguir sair da Papuda para "trabalhar" perto da Esplanada dos Ministérios, dará razão a Delúbio Soares quando rimou mensalão com piada de salão. Para evitar essa situação basta o ministro Joaquim Barbosa despachar o pedido de Dirceu só depois do fim do julgamento dos embargos infringentes. Uma medida mais que justa, né não? Se desde já o ministro despachar favoravelmente a esse pleito, será a desmoralização do STF.

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

Maquiavelismo

Tenho de admitir, o sujeito é maquiavélico! Há emprego mais adequado para os interesses de Dirceu do que gerenciar um hotel próximo do Congresso, do Palácio do Planalto e dos ministérios? Há. Ser aspone de um de seus velhos parceiros, remunerado por nós. Se o STF não o deportar para São Paulo, ele ainda chega lá... E rindo de todos nós!

ROBERTO MACIEL

rvms@oi.com.br

Salvador

Indulto

Se forem indultar José Genoino e Roberto Jefferson por motivo de doença, por que não indultar também o coitado do Dirceu? Ele também sofre de uma doença incurável, a megalomania.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

SUBSTITUIÇÃO DE JUIZ

Sem pressão

A respeito da matéria Após pressões de Barbosa, TJ troca juiz responsável por execução de penas (25/11, A4), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, nega que tenha feito pressão pela substituição do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. O presidente lamenta não ter sido ouvido sobre assunto de tamanha gravidade.

WELLINGTON GERALDO SILVA, secretário de Comunicação do Supremo Tribunal Federal

Brasília

N. da R. - O jornal mantém as informações divulgadas.   _________________  

OS PLANOS ECONÔMICOS NO STF

O tão esperado julgamento dos planos econômicos foi inserido na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) para hoje, 27/11/2013. Porém o caso vem sofrendo especulações e manobras políticas desproporcionais realizadas pelo governo federal e por seus aliados, o Banco Central do Brasil, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Mesmo após 25 anos de decisões favoráveis aos poupadores em todas as instâncias judiciais do País, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), os órgãos acima citados vêm insistentemente tentando alterar o rumo da jurisprudência pacificada, alegando que os poupadores não devem receber os valores que lhes foram indevidamente descontados de seus rendimentos, sob pena de quebra do sistema financeiro do Brasil, medida que afronta claramente a Constituição federal no que tange ao princípio da segurança jurídica (trata-se de posição favorável aos poupadores pacificada em "todo" o Judiciário nacional que não pode ser alterada unilateralmente pelo STF, por mera "pressão" dos principais interessados, o governo e os bancos), bem como no que se refere ao princípio da isonomia ou igualdade (muitos já receberam os valores devidos, serão eles cidadãos diferentes daqueles que ainda não receberam?). O governo, por determinação da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a Febraban (também na pessoa de seu presidente) realizaram nas últimas duas semanas reuniões com todos os ministros do STF que serão responsáveis pelo julgamento do caso a partir de hoje, alegando improcedentemente que o País e os bancos quebrarão no caso de vitória dos poupadores, mesmo tendo as instituições financeiras provisionado anteriormente todo o passivo envolvido e realizado lucros inacreditáveis com a prescrição do direito daqueles que não ingressaram com as ações de ressarcimento. Esses servidores estão se utilizando de dados e planilhas de cálculos completamente irreais para pressionar os ministros. Alegam que as perdas dos bancos chegam a R$ 149.000.000.000,00 (cento e quarenta e nove bilhões), quando na realidade não passam de aproximadamente R$ 20.000.000.000,00 (vinte bilhões), conforme dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), demais órgãos de defesa dos consumidores e analistas econômicos. A discrepância é muito grande e fácil de ser explicada: o Banco Central se apoia no número total de poupadores lesados na época, inclusive naqueles que não ingressaram na Justiça e já perderam o direito ao ressarcimento, enquanto o outro lado se apoia exatamente no número de ações judiciais que tramitam nas mais variadas áreas do Judiciário. Não se pode admitir que os ministros do STF sejam "enganados" no que se refere aos valores envolvidos ou que cedam à pressão política (o que é pior) dos bancos e do governo.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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PREJUDICADOS

Coitados dos bancos, não podem ter prejuízos! E o povo pode?

Henrique Sérgio Sznifer hssznifer@ig.com.br

São Paulo

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RENDIMENTOS DA POUPANÇA

Quando os bancos podem decidir sobre o que pagar ou receber, ou quando as leis dão margem a variadas interpretações, o objetivo é sempre conseguir o maior lucro possível. Mas, no caso das perdas de correção monetária dos rendimentos da poupança, os bancos estão completamente isentos de culpa. Foram meros intermediários e repassadores das políticas econômicas dos governos federais. Os processos de ressarcimento das perdas teriam de ser acionados diretamente contra o governo federal. Mas, como sabem os advogados que promoveram o movimento, essa seria uma causa perdida de antemão. Quando se trata de receber dinheiro sem fazer força, miseráveis, pobres e classes médias, corruptos ou não, justificada ou injustificadamente, se comportam exatamente da mesma forma: a reposição das correções monetárias de décadas atrás é a almejada Bolsa Família das classes médias.

Leonardo Giannini leogann930@terra.com.br

São Paulo

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ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Eis uma ótima chance para Lewandowski limpar sua barra perante a opinião pública, depois de sua antipática atuação no processo do mensalão. Para tanto, como relator do processo sobre a correção da poupança, é só encaminhar o julgamento no sentido de ser aprovado o ressarcimento à que tem direito os poupadores lesados pela determinação do governo em conluio com os bancos, durante os planos Collor, Bresser e Verão, que, de forma aviltante, surrupiou os poupadores daquela época. Justiça seja feita, mesmo que tardiamente.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CALOTE

É sabido que houve quebra de confiança (calote) dos bancos com relação aos poupadores, que foram vilipendiados dos seus direitos, ao receberem a correção menor que a contratada e devida, por causa dos desastrados planos econômicos. Cabe aos bancos providenciarem ao devido e justo ressarcimento como vinham fazendo, nos milhares de acordos processados, o que já caracterizou a responsabilidade; se os bancos alegam que foram "obrigados" pelo Banco Central a procederem à extorsão, que paguem a quem devem e requeiram o ressarcimento do governo, que tem muito dinheiro disponível, já que afirma para o mundo que o "Brasil é um país rico e sem pobreza"; que paguem aos poupadores o que é devido, sob pena de sofrermos o maior calote da história do Brasil, por improvável, mas, eventual "decisão política" do STF, que sofre pressão descarada, infame e tendenciosa do governo federal e dos seus apaniguados no Congresso; isso seria temerário para a então prestigiada Justiça, pois eventual manobra ao arrepio da lei trará consequência funesta à democracia e a derrocada das instituições. Socorro, imprensa! Vigie e proteja-nos, pois este, sim, é um "poder" transparente e confiável.

Florisvaldo Oliveira Andrade florisvaldoadv@hotmail.com

Osasco

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BALELA E PROCRASTINAÇÃO

Como publicado no caderno de Economia e Negócios do "Estadão" de 22/11, o desgoverno do PT de Dilma, Lula e Guido Mantega teme pela quebra dos bancos, caso estes venham a ter de pagar pelas ações das poupanças dos planos econômicos das eras dos desvairados Sarney e Collor de Mello. Por que então o BNDES vive a emprestar a fundo perdido dinheiro para a Bolívia, que se apropriou de nossas refinarias lá instaladas através de atos ilícitos de Evo Morales e teve afagos de Lula? Por que o mesmo BNDES empresta dinheiro para a Venezuela de Hugo Chávez e, agora, Nicolás Maduro, sabendo que nunca iremos receber de volta? O mesmo se aplica às empresas de Eike Batista, por influência de Lula? Por que temos de arcar com a extrema bondade de Lula quando este "senhor" livrou países da América do Sul e da África de pagarem suas dívidas para com o Brasil? Por que Lula e Dilma aceitaram que o Paraguai burlasse o acordo firmado quando da construção de Itaipu e aceitou a total alteração deste acordo contra o povo brasileiro, gerando aumento nas contas de luz dos consumidores brasileiros e jogando o acordo no lixo e abrindo mais um buraco na economia do Brasil? O Brasil, até o dia de hoje, já arrecadou mais de R$ 1,424 trilhão em impostos municipais, estaduais e federais. E agora vêm Guido Mantega, Alexandre Tombini e toda a tropa de Dilma achacar os ministros do STF para que estes votem contra os poupadores ou adiem mais uma vez a votação destes planos econômicos. Muitos destes poupadores inclusive já faleceram, pois isso já se arrasta por 20 anos com os vários adiamentos feitos pelo próprio STF, e o último realizado por Dias Toffoli a mando de Lula e Dilma, ainda em setembro de 2010. Após isso, o próprio Alexandre Tombini achacou o ministro Gilmar Mendes para que adiasse o julgamento mais uma vez, afirmando o mesmo o que estão alegando agora. Vamos lutar por nossos direitos constitucionais!

Boris Becker borisbecker54@gmail.com

São Paulo

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COMO PRECATÓRIOS

Finalmente o Supremo deve julgar os planos econômicos e fatalmente os poupadores serão beneficiados. Agora receber, que é bom, só Deus sabe quando. Será como os precatórios, quando o governo diz "devo, não nego, pago quando e como quiser". Surrupiar o dinheiro do povo, ser condenado a devolver e não fazê-lo é o mesmo que roubar duas vezes.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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LOBISTAS NO PODER

De acordo com vários jornais, montou-se sob ordens do Palácio do Planalto, uma "espécie de força tarefa"; no popular: puro apoio ao clientelismo, em que determinados agentes do governo, bem remunerados pelo povo, atuam em lobby pelos bancos no caso dos expurgos econômicos nas cadernetas de poupanças em que se busca julgamento pelo STF. O próprio ministro Guido Mantega, Alexandre Tombini, presidente do Bacen, o advogado-geral da União, Luís Carlos Adams, também lembrado pelo caso Rose na "venda" de pareceres daquele "órgão", e que, aliás, neste caso já foi dado como favorável às instituições financeiras, apesar de centenas de milhares em contrário assentados em todas esferas do Poder Judiciário. É patético? Ilógico? Não, são o clientelismo e o corporativismo dizendo a você, cidadão lesado, contribuinte espoliado, quem é que manda no País. As últimas notícias dão conta de que o lobby "pede" ao STF que "empurre com a barriga" o mérito final daquilo transcorrido há mais de 20 anos e que hoje representa o maior número de processos empacados nos tribunais decorrentes de uma única causa; cerca de 400 mil. Quase meio milhão de poupadores contra àquilo que o Poder Executivo acha cabível apoiar parecer contra o povo. Se já não importa o mérito para os lobistas instalados no poder, e como estamos no vale-tudo desde 2003, laçaram bisonhamente e descaradamente o slogan: "Dê um golpe na praça, enrole por 20 anos e até a Advocacia da União lhe dará parecer favorável junto ao STF, e de sobra os serviços de lobby garantirão entrevista e choradeiras dignas da apresentação de números absurdos que só a equipe de Mantega pode fazer com a cara de pau de apresentar!" O que minimante o cidadão pode esperar do Estado? Justiça! É o que se espera neste caso. Não quero crer que dentro do STF, salvo algumas exceções, haja aquiescência e receptividade, pela ação de "Mantega e Cia.". Se isso acontecer, é porque a Justiça faliu, sepulta-se a honra dos homens de bem.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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PIADA DE MAU GOSTO

A equipe desse nosso desgoverno anuncia aos quatro ventos que os bancos vão quebrar se pagarem os poupadores. Essa é mais uma piada de mau gosto, pois os mesmo perderam em todas as instâncias, aliás, de goleada, recorreram ao Supremo e, segundo consta, foi feito depósito para recorrerem e não quebrarem, a não ser que esse depósito tenha sido de mentirinha, como é praxe, aliás, eles iludem o povo. Agradecemos um milhão de vezes que o nosso bom Deus nos enviou Joaquim Barbosa, e excomungamos satanás por ter enviado esse tal partido dos petralhas. O poste diz país rico é país sem pobreza, só que os ricos continuam mais ricos e a classe média vai caminhando para as favelas, segundo as pesquisas.

Natal Sapia n.sapia@hotmail.com

Guarujá

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DIREITO

Não é só a correção dos planos econômicos. Os bancos, ao não pagarem aos seus correntistas as devidas correções, usaram sem autorização essa dinheirama toda para investir em seu próprio benefício, auferindo lucros expressivos. O valor informado, de R$ 149 bilhões, gerou lucros e os correntistas têm o direito de receber proporcionalmente o aumento patrimonial gerado pelo gerenciamento desses valores pelos bancos. Com a palavra, os bons advogados do Brasil.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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SENHOR TEMPO

Nada como o tempo para colocar as coisas nos seus devidos lugares. Quando o governo FHC, através do Proer, procurava evitar uma crise do sistema bancário (fragilizado pelo fim dos lucros com a hiperinflação) que viesse a pôr em risco os depósitos dos correntistas e poupadores, bem como a desorganizar toda a economia, o PT, apoiado por boa parte da imprensa, aproveitou o quando pôde para apontar o presidente tucano como reles defensor dos interesses banqueiros. Hoje, ante a iminência do pronunciamento do STF acerca do logro praticado pelos bancos contra os titulares de cadernetas de poupança por ocasião dos planos econômicos de fins dos anos 80 e princípios dos anos 90, o mesmo PT sai a campo em defesa dos banqueiros e, por consequência, contra os poupadores, ainda que não haja, como já deixou claro o procurador do Banco Central, risco algum de quebra dos bancos. Os bancos tiveram mais de vinte anos para ganhar dinheiro com a correção a menor feita nas contas dos poupadores naquela época. Os poupadores, naturalmente, esperam que os ministros do STF não se deixem influenciar pela lábia dos emissários do governo.

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

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CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR

Eis que chega ao final a longa espera pelo julgamento dos planos econômicos das cadernetas de poupança, que de forma arbitrária e desonesta tirou rendimentos dos poupadores. Não importam a relutância do governo e a choradeira dos bancos dizendo que vão quebrar, nada disso importa, qualquer resultado contra os poupadores será a legalização de um crime contra a economia popular, será a demonstração de que a Justiça no Brasil tem dois pesos e duas medidas, como em tantos outros julgamentos.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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HORA DA VERDADE

Não é justo que a decisão do STF no julgamento da revisão das correções das poupanças seja, novamente, adiada. O Banco Central afirma que será um desastre financeiro para os bancos. Mas o que é isso? Durante mais de 20 anos eles ficaram com o dinheiro dos poupadores e o utilizaram para fazer empréstimos a juros infinitamente maiores do que pagarão aos poupadores. Por que não fizeram reservas contábeis suficientes para o pagamento? Será que o Banco Central não sabe que a maioria dos poupadores já morreu, outros tantos nem sabem que têm direitos e aqueles que receberem irão pagar dívidas (volta o dinheiro para os bancos) e comprar remédios? Por favor, senhores ministros, esta é a hora da verdade, pois os bancos e seu parceiro maior, o governo, sabem cobrar, mas não querem pagar. Toda vez que tenho de enfrentar filas nos bancos, apesar dos juros e tarifas exorbitantes que cobram, gerando ano após ano bilhões de lucros, penso "até quando o nosso dinheiro suado vai continuar enchendo as burras dos poderosos?".

Alberto B. Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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ACORDO

Há mais de cinco anos contratei uma advogada para receber a minha poupança referente aos planos Bresser e Collor. Lembro-me de que ela me cobrou R$ 2 mil para tocar a causa. Até hoje, não vi a cor do dinheiro. Antes de mim, várias pessoas receberam um bom dinheiro. Tenho uma sugestão: primeiro, saber quantas contas individuais existem para receber a poupança. Segundo, calcular o montante e multiplicar por 10%. Desse total, distribuir aos poupadores, independentemente do valor a receber, 10%. Assim, o governo não daria um calote total nos

correntistas e os bancos não quebrariam.

Olympio F. A. Cintra Netto olympiofelix@gmail.com

Bragança Paulista

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PRECATÓRIOS

Tenho para receber precatórios da Prefeitura Municipal de São Paulo, desde 1997, processo número 117/97, da 8.ª Vara da Fazenda Pública, e número 89/97, da 1.ª Vara da Fazenda Pública, sem solução para o recebimento. Mas dinheiro para a máfia dos fiscais e companhia limitada está sobrando. Será que, com mais de 70 anos, tenho chance de receber antes de morrer?

João Alberto Machado myrthesnassif@hotmail.com

Aramina

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‘AS METAS DA JUSTIÇA’

Causa um certo alívio o editorial "As metas da Justiça" (25/11, A3), pois essa lerdeza leva processos a prescrever prejudicando a vítima e beneficiando o réu, o que só faz engordar o cordão dos impunes em outra lenta e costumeira verbosidade ardilosa dos iniciados. Excelentíssimo virou esse lentíssimo, ou justiça que tarda, falha. Mexer com essa nobre estirpe que pode fazer greve à vontade, que tem segurança absoluta de seus ganhos em sua conta e de sua aposentadoria integral, que resiste às modernizações tão necessárias pode dar "muito pano para a manga". Numa oportunidade, vi num fórum um funcionário utilizando máquina de escrever e, sob meu espanto, ele disse que não se adaptava ao computador: pressa só vale quando querem aumento muito acima do que auferem os reles mortais. Melhor esperar para ver se o bom senso do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suplantará a prostração reinante nos tribunais.

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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MERITOCRACIA

O Poder Judiciário, representado pelos presidentes dos 90 tribunais brasileiros, estabeleceu novas metas de produtividade para o próximo ano, visando a uma maior rapidez nos julgamentos das ações propostas, modernização dos fóruns utilizando tecnologia de informação e comunicação e adoção de programas de capacitação e treinamento dos servidores judiciais. Com certeza, uma justiça mais célere e mais eficiente trará muitos benefícios ao País e à população brasileira. Vamos torcer para as metas serem alcançadas e que os Poderes Executivo e Legislativo sigam o exemplo do Poder Judiciário: lutem para extirpar o câncer da corrupção do País.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A GASTANÇA DO GOVERNO

O perfil da administração petista se equivale àquele cidadão sortudo que ganhou uma fortuna na mega sena e que age de forma relapsa e incompetente, despende seus recursos em coisas fúteis, gaba-se de suas orgias, não investe como deveria, não deixa bons legados e põe em risco sua credibilidade. E, como consequência, vê sua dívida aumentar irresponsavelmente, o que corrói seu patrimônio com o excessivo pagamento de juros da sua enorme dívida. Assim é o governo do PT, que a cada dia nos surpreende negativamente na condução da nossa economia. E, como divulga a imprensa, a dívida pública acaba de quebrar a barreira dos R$ 2 trilhões, porque somente no mês de outubro deste ano cresceu R$ 33,66 bilhões, ou 1,69%. E, pelo jeito, com a campanha da reeleição de Dilma Rousseff, já nas ruas (infelizmente), a gastança improdutiva deve continuar... E quem produz e sustenta esta nação, como sempre, paga o pato. Ou melhor, a conta.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A ENRASCADA DE DILMA

"Se não dá para cumprir a meta como está, vamos mudá-la." É o que deve ter dito a presidente Dilma ao seu ministro Guido Mantega. A questão de mudar a meta pode "enganar brasileiros", mas não os estrangeiros, e daí o nervosismo atual. O Brasil está muito perto de ser rebaixado pelas agências de avaliação de risco. Dilma, Lula e o PT nunca tiveram cuidado com as finanças públicas: criaram 43 empresas e autarquias, ampliaram o número de ministérios para 39, enchendo o serviço público de "cumpanheiros", além de muitos outros gastos inúteis. Agora ela corre atrás do prejuízo, que inclui, também, o aumento da inflação, que poderá comprometer sua reeleição. Os eleitores, no entanto, não percebem os danos que a presidente trouxe ao País. Agora ela solicita ao Congresso Nacional uma medida que praticamente determina o fim da "Federação" brasileira, com o governo federal não mais cobrindo esforços fiscais frustrados de Estados e municípios, como manda a Constituição. É o que solicitou ousadamente ao Parlamento. Deve estar preocupadíssima, para fazer tal solicitação.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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HERDEIROS DA DÍVIDA PÚBLICA

Imperdível a leitura no "Estadão" de 24/11 (página B8) do artigo "O tamanho do problema", de autoria do economista Gustavo Franco, demonstrando de forma didática das alquimias contábeis do governo petista aos resultados econômicos que lhes convêm. Sem desmerecer os atuais escândalos, as análises apresentadas mostram em que mãos nós nos encontramos, com "truques baratos de contabilidade", entre eles, no desespero, a tentativa de mudar normas de avaliações aceitas internacionalmente e, no caso, de nossa dívida bruta, de 68% do PIB, e não de 59%, como interessa ao governo que acreditemos. Para gastarem mais com objetivos políticos eleitoreiros. Bem lembrada pelo autor o ex-presidente dos EUA (1929/1933) Herbert Hoover, segundo o qual "bem aventurados os jovens, pois eles herdarão a dívida pública".

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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A MÃE DOS ESQUELETOS

Medidas provisórias de Dilma oneram contas públicas em R$ 96,3 bilhões ("Estadão", 24/11). A presidente Dilma se consolida como a mãe dos esqueletos, consequências nefastas e incalculáveis da sua política econômica, reforçando o legado do ex-presidente Lula, que se consolidou como o coronel dos coronéis, vanguarda do atraso institucional e moral.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

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EMBRAER

Apreciei muito a reportagem a respeito do projeto Cargueiro da Embraer KC-390 ("Reportagem Especial", caderno de Economia, 24/11, B10). Gostaria de sugerir a elaboração de um encarte especial contando da criação da Embraer, das lutas e dificuldades que enfrentou, seus produtos e, depois, da privatização – o quanto a empresa deslanchou em termos de projetos e mercados nacional e internacional. Vale lembrar que dificilmente, caso a Embraer não fosse privatizada, ela seria hoje a grande empresa que é. Também é bom não esquecer que o ex-presidente Lula preteriu os aviões da Embraer pelo jato da Airbus, que custou vários milhões, para desfrutar de belos passeios acompanhado, e ainda vieram com papo de que precisavam de um avião com maior autonomia para não precisar fazer escalas. Finalizando, fica ainda a sugestão da leitura do livro "Decolagem de um sonho", do engenheiro Ozires Silva, principalmente para os senhores mandatários aprenderem algo sobre respeito, amor e retidão pela coisa pública, ao invés de ações tais como comprar armamento, sistema de lançadores de foguete da Rússia, que, além de custar mais que o dobro de outros melhores, não tem parecer favorável das Forças Armadas brasileiras. Passaram por cima de estudos realizados. Com certeza teremos problemas de assistência técnica futura, ainda chamarão a Avibras para assumir tais pepinos russos. Por que não tivemos capacidade de negociar melhor o déficit da Rússia e a liberação da carne brasileira?

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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MENSALÃO – O TRABALHO DE DIRCEU

O "Estadão" noticiou ontem que José Dirceu de Oliveira e Silva, advogado, ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República do governo lulista (portanto gerentão do Brasil) e mentor do famigerado processo mensalão, transformado em Ação Penal 470, em que ele foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto, pleiteia em petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, autorização para trabalhar como gerente administrativo do Saint Peter Hotel, um hotel quatro estrelas de Brasília, com o qual alega que já assinou contrato de trabalho, só dependendo da aludida autorização. Como este mundo prega peças nunca jamais imaginadas pelas pessoas que já exerceram tanta influência e tiveram tanto poder na esfera político-adminstrativa como Dirceu. Realmente, passar de ministro de Estado para gerente administrativo de hotel é um rebaixamento de poder, de autoridade, que deve ferir e fazer doer a alma do delinquente em tela, se é que ele ainda a tem.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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RIR OU CHORAR?

Meu Deus, o Brasil é mesmo um país surreal! Qual seria o motivo para tão rápida contratação de José Dirceu como "gerente administrativo" de hotel em Brasília, ainda que condenado à prisão por crimes como corrupção ativa e formação de quadrilha, entre outros? Seria por sua tão bem-sucedida carreira como "consultor"? Em qualquer país desenvolvido Dirceu seria execrado, aqui é disputado pelos hotéis na capital da República. É por essas e outras que somos tomados de tanto desgosto quando constatamos que país sem valores é este, sem dignidade e cheio de oportunistas à espera de uma boa chance de poder contar com os ótimos "serviços" do hotel, daqui por diante, onde o ex-ministro de Lula, ex-presidente do PT, ex-consultor, com certeza, prestará aos ilustres hóspedes, já demonstrados pela excelente organização que promoveu na cela onde se encontra preso. É para rir ou para chorar?

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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CAROÇO NO ANGU

Endereça petição ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, o condenado e cumprindo pena José Dirceu. No petitório, demonstra seu interesse em trabalhar no Hotel Saint Peter, um quatro estrelas de Brasília, cuja vaga já lhe está assegurada. Interessante a opção, mesmo porque todo trabalho enobrece o homem. Mas, como diz o caboclo paulista, "neste angu tem caroço", o que significa que por trás de seu desígnio deve existir algo bastante interessante e que só o tempo poderá revelar. Relembre-se, no entanto, desde já, que hotel é um bom lugar para dormir também.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NOITE NA PRISÃO

O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu foi contratado como "gerente administrativo" de um hotel quatro estrelas de Brasília (DF). Como perguntar não é ofensa, será que no período noturno, quando ele terá de dormir no Presídio da Papuda, ele vestirá pijama normal ou aquele macacão tradicional de presos?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AS MULTAS DO PROCESSO

Finalmente, os mensaleiros estão sendo presos. Agora, como será que eles vão pagar as multas enormes impostas durante a condenação? Será que Zé Dirceu arrumou o emprego no hotel para começar a pagar a parte dele? Duvido, todo esse dinheiro vai acabar saindo dos nossos bolsos.

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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TROCA DE JUÍZES

Até a implementação da execução das penas pelos condenados no processo do mensalão tem questões que de certa forma motivam dúvidas. Por que a pressão do "dono" do processo, ministro Joaquim Barbosa, para a troca de um juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal? Ou será que cada juiz não tem o direito de agir conforme seu entendimento? Isso não é muito positivo para o conceito do Judiciário, por certo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CAMPANHA

Inexplicável esta campanha feita por petistas, desafetos, invejosos e aproveitadores de ocasião sobre uma pretensa motivação política que estaria movendo o ministro Joaquim Barbosa, quando o ilustre magistrado apenas atua para corrigir desvios no cumprimento estrito da lei. Imaginem se Joaquim Barbosa não tivesse sido indicado para o STF por Lula? O que estaria sendo dito dele neste momento?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PARTÍCIPE

O PT, só é contra a corrupção quando não participa dela.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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IPTU PAULISTANO

Apenas 2,5% dos paulistanos vivem em áreas urbanizadas. São esses 2,5% que deveriam pagar o IPTU atual. O resto deveria pagar o IPTU proporcional ao grau de urbanização que usufrui. Aumentos o poste-alcaide poderia propor apenas àqueles que tivessem o grau de urbanização aumentado.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O POVO NÃO PERDOA

Quando o prefeito Fernando Haddad participava de evento do Dia da Consciência Negra, no Vale do Anhangabaú, foi vaiado e, inclusive, atiraram outros objetos em sua direção, sem atingi-lo. O povo não perdoa e a sua reação extravasa limites, uma demonstração bastante clara de que o prefeito não está agradando, com certeza. O aumento exagerado do IPTU pode ter sido a "gota" que faltava. Por que será que a Globo/PT nem noticiou? Estamos vivendo o momento dos protestos pela inoperância de um partido que já está há mais de dez anos no governo do País e tem dado mostras da sua incompetência, e vai ser assim até as próximas eleições, em 2014. O povo se cansou de tantas mentiras e quer mudanças urgentes. As vaias tendem a aumentar, preparem-se!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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QUEM TEM RAZÃO?

Quem tem razão, a Receita Federal, que diz que a minha residência vale R$ 100 mil, ou a Prefeitura, que diz que vale R$ 800 mil? Resposta: nenhum dos dois. O IPTU é baseado no valor venal na data da aquisição e somente deve ser majorado em índices de inflação. Não é correto um aumento linear de 20% para todos. Uma residência da mesma metragem que a minha, adquirida anos depois, tem outro valor venal. Se for obrigado a vendê-la, haverá ITBI sobre R$ 800 mil e Imposto de Renda sobre ganho de capital de 15% sobre R$ 700 mil. Ganho de capital, cara-pálida, depois de pagar tanto imposto escorchante?

Victor Hugo

São Paulo

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COM SAÍDA

O prefeito Haddad cobra o IPTU dos moradores da cidade de São Paulo como se todos estivessem prontos a vender seus imóveis e auferir bons lucros pela valorização que a Prefeitura justifica. Se a intenção fosse realmente essa, que tal pagar a diferença do IPTU quando da venda do imóvel? Os inocentes não devem pagar pelos pecadores, não é assim que funciona a Justiça?

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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ABUSO

O absurdo dos absurdos é ter de provar na Justiça o lógico e evidente que é o aumento do IPTU abusivo e escorchante solicitado pelo prefeito Fernando Haddad e aprovado pelos seus cupinchas na Câmara de Vereadores, de 20% a 35%. Basta verificar quem, entre a população brasileira, a não ser políticos em geral, já teve nos últimos anos um aumento similar ou que chegue a 1/3 desse porcentual.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COPA 2014

Os números da Fifa quanto aos gastos em estádios para a Copa 2014 mostram a absurda diferença nas capacidades de planejamento e previsão de gastos dos entes públicos e privados. Diz a Fifa que, enquanto os estádios privados (Itaquerão e Beira-Rio) estão com os gastos praticamente iguais aos das previsões, totalizando R$ 1,15 bilhão, os quatro estádios públicos (Mané Garrincha, Arena Amazônia, Arena Pantanal e Maracanã) já custam R$ 3,69 bilhões, ante previsão de R$ 3 bilhões. É muita diferença. Já não bastasse o uso de verbas públicas nessas construções, o que demonstra desleixo com o dinheiro público, a falta de adequado planejamento e controle põe muito desse dinheiro pelo ralo. Seguramente, dona Dilma não é boa administradora.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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MARINA SILVA E O AGRONEGÓCIO

Como produtor rural, tenho profunda admiração pelo professor Roberto Rodrigues, figura muito especial e que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Já assisti a diversas de suas palestras e participamos algumas vezes de aberturas oficiais em alguns eventos do agronegócio. Em relação à sua entrevista no "Estadão" ("Marina precisa flexibilizar o discurso", 24/11), sinto dizer que o interesse e o apreço que Marina Silva tem pelo agronegócio são o mesmo que o PSOL e o PSTU têm pela propriedade privada. Mal tendo assinado sua ficha do PSB, Marina tratou de dar um "chega para lá" numa das maiores lideranças agrícolas do País, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que inclusive já havia declarado seu apoio pessoal à candidatura de Eduardo Campos (PSB-PE). Não tenho a menor ilusão de que Marina Silva se sentará para ouvir para valer o que é realmente o agronegócio brasileiro e sua importância. O simples fato de ela escantear Caiado e torcer o nariz para o seu colega de partido deputado Paulo Bornhausen (PSB-SC), oriundo de um dos Estados de maior sucesso no cooperativismo e exemplo nacional de geração de renda em pequenas propriedades agrícolas, mostra que Marina não está nem aí para o setor agrícola, seja ele grande ou pequeno produtor. Admira-me muito que pessoas como Eduardo Giannetti e outras sumidades de diversas áreas tenham encontrado qualquer conteúdo ou consistência nas palavras e ideias de Marina Silva. Assisti recentemente à entrevista dela no programa "Roda Viva", da TV Cultura, junto com minha esposa e, sinceramente, afirmo que ou somos muito limitados ou a ex-senadora fala um dialeto que não conseguimos aproveitar absolutamente nada de consistente. Frases de efeito, associadas à cacofonia eco-sustentável, são o recheio do seu discurso-pastel (muito volume e pouco conteúdo). Sei que o papel do professor Roberto Rodrigues é tentar aproximar todos os candidatos das demandas do agronegócio, mas acho que com Marina é como se diz aqui, na minha roça: "Já virou chapéu véio!". Quem é do setor sabe o que estou dizendo.

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

Buri

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A DOSE ERRADA

No programa eleitoreiro e irresponsável Mais Médicos, do desgoverno da presidente Dilma, divulgou-se a ocorrência de um primeiro erro de um médico cubano, que atuava na unidade do Programa de Saúde da Família (PSF), no bairro de Viveiros, na cidade de Feira de Santana (BA). O médico, afastado, identificado como Isoel Gómez Molina, teria receitado 40 gotas de dipirona para um bebê de um ano, quando o correto seriam 10 gotas. Outras ocorrências virão, por causa da contratação de médicos como escravos, sem a certificação de sua competência e sem considerar os problemas de infraestrutura nos hospitais da rede pública. Se a administração petista fosse competente, responsável e desse prioridade à saúde, não haveria necessidade de importar médicos estrangeiros. PT, chega de mentiras do programa Mais Médicos.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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O SONHO ACABOU

Vixi, começou! Médico cubano errou na dosagem médica de uma criança de um ano e dez meses: receitou quatro vezes mais dipirona do que o necessário, poderia ter matado a criança. Ainda bem que os pais não ministraram a receita. A previsão é de que isso possa acontecer muitas e muitas vezes.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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NOVA CUBA

O PT quer fazer do Brasil uma segunda Cuba, como a dos irmãos Fidel e Raul Castro, pois lá o governo controla tudo como se o povo cubano fosse escravo. No entanto, com a vinda dos médicos cubanos para o Brasil, provou-se que aqui não é nada diferente, a condição de escravos ainda permanece porque trabalham, mas não recebem e, como sabemos, o pagamento é feito ao governo cubano e ele é quem define o quando cada médico deve receber, ficando com a outra parte. Porém, se estão recebendo, ninguém sabe. Se isso não é escravidão é o que, então?

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

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O QUE SE PASSA NA VENEZUELA

Para quem acompanha o que acontece na América Latina, os textos de domingo de Mário V. Llosa e de Mac Margolis sobre Venezuela e América Central são leitura obrigatória. Descrevem de forma clara e objetiva o que se passa nesses países e o que pode acontecer em outros, visto sermos todos iguais (com poucas exceções). Viajo com frequência pela região (por força de meu trabalho) e vejo com muita tristeza e temor o que se passa na Venezuela, e sua destruição econômica, moral, ética e política. No caso dos países centro-americanos, o aumento da violência urbana e algum retorno de ideias totalitárias. O que estes países têm que ver com o nosso? Tudo. O Brasil é o país mais rico do continente e o mais violento. Narcotráfico dominante, polícia desaparelhada e Poder Judiciário corrupto. Temos no nosso país um governo cuja visão (escondida, mas viva) tem que ver com o que se passa na Venezuela: populismo e socialismo de quinta categoria. Teremos todos o mesmo futuro? Conseguiriam Chile, Uruguai e Costa Rica sair desse pacote de desventuras?

André Luis O. Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NOSSO SUADO DINHEIRINHO

Todos os que leram as tranquilizadoras palavras do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ao justificar o socorro ao governo da Venezuela, devem ter ficado perplexos com o artigo de Vargas Llosa de 24/11 sobre a devastadora situação naquele país. Disse o ministro que os companheiros bolivarianos "estão muito preocupados em enfrentar de forma clara e estratégica seus problemas econômicos". Sr. Marco Aurélio, o sr. acredita mesmo nisso? Ou mais uma vez está se usando indevidamente nosso suado dinheirinho?

Evelina Holender eveholender@hotmail.com

São Paulo

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IMPORTANDO ATÉ PAPEL HIGIÊNICO

No "Natal bolivariano", papel higiênico é o mais pedido, logo após rolhas, segundo lugar em cartas à Papai Noel.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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