Fórum dos Leitores

ITAQUERÃO

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2013 | 02h14

Carências preteridas

Lamentável o desastroso desabamento de parte das arquibancadas do estádio do Corinthians - o Itaquerão -, em que dois operários perderam a vida. "A pressa é inimiga da perfeição", diz o ditado popular. A insistência de políticos, principalmente do nosso ex-presidente, em trazer a Copa do Mundo para o Brasil provocou uma afoiteza em construir estádios de futebol para que o País se adequasse ao evento. Não há necessidade de ser expert na área de engenharia para ter em mente que obras de grande envergadura requerem estudos, projetos e execução em tempo adequado para que se evitem acidentes irreparáveis, com a perda de vidas humanas. Em estrita obediência às determinações da Fifa, gasta-se uma fortuna na construção de estádios, em detrimento de inúmeras carências sociais, as quais sacrificam em demasia a população brasileira, em especial a mais carente. Ah, os políticos!

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Acidente

Infelizmente, o acidente na obra é o retrato do Brasil de hoje. Má qualidade em tudo e atabalhoamento em qualquer atividade.

LUIZ FELIPE DE C. KASTRUP

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

Negligência

O acidente no Itaquerão é uma consequência lógica de responsabilidade da autoridade que, diante de uma situação de risco grave e iminente, foi negligente. Prevaleceu a necessidade de cumprir prazos em detrimento da segurança dos trabalhadores.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Lambança na construção

A última peça da cobertura do Itaquerão estava sendo instalada quando desabou de um guindaste, por volta do meio-dia de ontem, destruindo parte da arquibancada do futuro estádio do Corinthians e deixando mortos. A Odebrecht, construtora responsável pela obra, confirma a morte de ao menos dois operários. O Corpo de Bombeiros chegou a falar em três vítimas e funcionários, em quatro mortos. Isso é o que dá fazer só gambiarra e querer acabar logo por causa do padrão Fifa! Lamentável e vergonhoso sob todos os aspectos, com o Morumbi pronto. Mas todo mundo quer levar "algum". Chamem o ex-presidente do Corinthians que ele resolve.

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

São Paulo

Grave erro

Assisti pela televisão à lamentável tragédia que vitimou dois operários no estádio de Itaquera, os quais, infelizmente, deram a sua vida por um dispensável estádio de futebol. Agora o mínimo que o clube e a construtora devem fazer é amparar seus familiares, não só neste momento, mas por décadas. O tombamento de um guindaste não é um acontecimento banal e com certeza alguém cometeu um grave erro para que tal acontecesse. Esse equipamento tem um contrapeso dimensionado até com margem de segurança alta.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Gerente de hotel

Quando li a notícia de que José Dirceu havia sido contratado para assumir a gerência administrativa de um hotel em Brasília, logo pensei: corajoso o proprietário do estabelecimento pelo fato de contratar um presidiário condenado por corrupção ativa, principalmente para cargo de tanta confiança, e com significativo salário! Mas ao tomar conhecimento pela mídia de quem será o "patrão" - político filiado a partido (PTN) que apoia a presidente Dilma Rousseff e dono de empresa de comunicação, com numerosas emissoras de rádio - e da localização do hotel (a dez minutos do Congresso e do Palácio do Planalto) a exclamação passou a ser outra, agora carregada de indignação: o conchavo político continua a todo vapor, às escâncaras, sem nenhum escrúpulo! É uma das provas de quem realmente é José Dirceu e do que ele é capaz. Mais uma razão para que se mantenha a sua condenação em regime fechado.

PAULO GUIDA

PauloGuida@cyrela.com.br

São Paulo

Questão de ordem

O local do "emprego" do presidiário - condenado por corrupção - José Dirceu obedece às regras para o regime de prisão concedido, que é de cem metros do presídio, ou veremos mais uma embromação?

NILSON SOARES DA SILVA

nilson.ssilva@uol.com.br

Conchas

Desconfiança

Sei não, mas não dá para desconfiar de R$ 20 mil como pagamento a gerente administrativo de hotel pertencente a grupo com sede no Panamá, cujo capital é de R$ 499.999 para essa companhia e R$ 1 para pessoa filiada a partido da base aliada do governo? A quem pertence tal empresa? De acordo com gerentes de outros hotéis, nenhum deles recebe salário tão polpudo. Então, o que de especial tem o famoso presidiário para merecer tal prêmio? Hum... Aí tem! Ah, se tem...

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Estrela vermelha

Com a chegada do gerente José Dirceu ao hotel quatro-estrelas de Brasília, o Saint Peter passará à categoria cinco-estrelas!

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella..net

São Paulo

Valorização da carreira

Os gerentes do setor hoteleiro agradecem veementemente ao sr. José Dirceu pela valorização da carreira de gerente administrativo. É que, conforme rege a lei trabalhista sobre cargos e salários, cada empregado registrado pela empresa deve ter remuneração compatível e equivalente para todos os demais funcionários registrados no mesmo cargo.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Equiparação salarial

De fato, os gerentes administrativos dos hotéis de Brasília devem estar felizes com esta oportunidade de requerer equiparação salarial, beneficiando toda a classe.

ARY NISENBAUM

aryn@uol.com.br

São Paulo

Emprego mais econômico

Comunico aos dirigentes do Hotel Saint Peter de Brasília que aceito o mesmo cargo oferecido ao sr. Dirceu pela metade do salário dele. Acrescento que não sou nem nunca fui presidiária e tenho disponibilidade de horário.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@Hotmail.com

São Paulo

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ACIDENTE NO ITAQUERÃO

Primeiro foi o estádio do Engenhão, cuja cobertura, após muito tempo, descobriu-se que estava prestes a cair. Depois veio o tombo do bondinho de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. E, agora, o Itaquerão? Será que todo mundo neste país é irresponsável ou estão de brincadeira? O que a nossa ridícula, frouxa e fraca Justiça faz? Nada. Só assiste, pois são tantas as maneiras de evitar uma condenação que, quando se tem grana, nada acontece. Uma vergonha um país tão miserável e com tanta gente morrendo gastar dinheiro em obras como esta e ainda a coisa fica como está. Cadê o ministro da Justiça, que adora se meter onde não deve e nada faz? Cadê o Lula? Cadê a presidente Dilma? Cadê? Cansei!

Antonio Jose Justino anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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TIPICAMENTE BRASILEIRO

A triste morte de dois trabalhadores ocorrida ontem durante as obras da construção do estádio do Corinthians, o "Itaquerão", escancaram o tipo de país em que estamos vivendo hoje em dia. Uma combinação de corrupção, desvio de dinheiro público, financiamento de um estádio particular pelo BNDES com o dinheiro do povo, cartolas corruptos e incompetentes do clube, CBF e Fifa, políticos oportunistas e irresponsáveis, obras superfaturadas e figuras como Andrés Sanchez, Ricardo Teixeira, Lula, Alckmin, Kassab, Blatter, Odebrecht, não poderia ter um desfecho diferente. Fica aqui a solidariedade às famílias, amigos e companheiros dos mortos em mais um "acidente" tipicamente brasileiro. Não seria surpresa se disserem que as vítimas é que são os culpados.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

O Brasil continua sendo o país das catástrofes, sem dúvida alguma. Desde os deslizamentos na região serrana fluminense, na última semana o descarrilamento de trem de carga e, agora, o Itaquerão. Faltam planejamento, eficiência e seriedade não apenas dos governantes, mas das entidades fiscalizadoras. Muitos países fizeram Copas sem nenhum incidente. Se não conseguimos construir estádios, teremos competência para uma organização eficiente do evento? E qual será a reação das outras seleções diante de tamanha irregularidade? Fazemos com atraso, a toque de caixa e ainda de forma a desabar, e as responsabilidades devem ser apuradas, custe o que custar, pois o custo do estádio já foi excessivo.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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RESPONSABILIDADE

De tanto ver triunfar as nulidades no Brasil, todos, sem exceção, querem levar alguma vantagem – isso está no nosso DNA. Só pelo prazer de atingir o Morumbi, o sr. Andrés Sánchez se achava acima de tudo e de todos e vivia fanfarroneando como se fosse o cara para construir o Itaquerão. Agora, com essa meleca nas costas, precisa assumir o ocorrido, e não querer bater num jornalista que está trabalhando. E o Ministério Público e a nossa idiota Prefeitura, que liberou mais de R$ 400 milhões num bairro que não precisava de um estádio, mas, sim, de infraestrutura, veem onde esse dinheiro foi aplicado? Está na cara que o material dessa cobertura pode ter sido trocado por algo pior e com qualidade duvidosa. O Engenhão é um exemplo disso e, claro, também o know-how de quem o estava instalando. O que não pode é ficar como tudo fica sempre. Precisamos acabar com maracutaias e falcatruas definitivamente, e evitar a morte de inocentes.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA

São Jorge cochilou e, ao escorregar do seu cavalo, esbarrou a sua lança na grua que sustentava estrutura metálica da arquibancada.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NARIZ DE PALHAÇO

Ministério Público que cumpra já com o seu dever! Infelizmente, vidas foram ceifadas, e mais uma vez a ganância do homem se sobrepõe a qualquer limite. Nossos reajustes de IPTU pagarão esse conserto, podem ficar tranquilos. Hoje coloco meu nariz de palhaça, pois é assim que me sinto, uma verdadeira palhaça, num país sem rédea, governo de m..., dívida passando da casa de R$ 2 trilhões, inflação assumindo a casa de 6%, o País perdendo credibilidade... Fora PT!

Patricia Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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ENTRE OS PRAZOS E A SEGURANÇA

Uma consequência lógica da omissão de quem tendo o poder de interditar equipamento ou embargar obra, diante de uma situação de risco grave e iminente, foi negligente. Prevaleceu a necessidade de cumprir prazos em detrimento da segurança dos trabalhadores.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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SEGURANÇA NA OBRA

Executores de obras de engenharia não devem desconhecer o Capítulo V, Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nem a Portaria 3.214/78 e suas alterações, que tratam de dois assuntos muito importantes. NR-12-Máquinas e Equipamentos, NR-11-Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, conjuntamente com a NR-18-Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção Civil. No caso do içamento de cargas, há necessidade de: projeto de rigging (levantamento de cargas), efetuado por um profissional habilitado, além do treinamento para o operador do equipamento, tanto na operação deste equipamento quanto na segurança do trabalho, dado por profissional habilitado. Também há necessidade de que sejam efetuadas previamente as análises formais de riscos e a revisão de segurança do equipamento a ser utilizado na operação, seja ele guindaste ou grua. Além disso, há que se isolar a área operacional, porque ninguém pode ficar dentro de uma área de risco de queda de materiais. Na utilização de guindastes, há que se verificar a resistência do piso onde ocorrerá o patolamento do mesmo, para garantia da sua estabilidade. Também devem ser estudadas previamente as interferências, como possibilidade do atingimento de redes elétricas aéreas ou demais que se encontrem sob o piso onde haverá a operação, visando à sua integridade. Devem-se efetuar testes prévios antes da operação final. Não se pode operar em caso de ventos que desestabilizariam o conjunto do equipamento e a carga a ser elevada, e na ocorrência de chuvas – porque a lança pode atrair inclusive raios, causando o risco de morte iminente de operador e de auxiliares no içamento de cargas. Os auxiliares de levantamento de cargas devem ter sido previamente treinados para efetuar a sinalização, conforme o código de sinais, recomendado no item 18.36.6 da norma regulamentadora NR-18 da Portaria 3.214/78. Recomenda-se que tudo esteja em conformidade com o Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, que deverá ser antecipadamente elaborado por um engenheiro de Segurança do Trabalho, com assinatura de Anotação de Responsabilidade Técnica, e deverá contemplar para cada fase da obra, a segurança compatível com a tecnologia a ser utilizada na operação. Resumindo, segurança é para profissionais habilitados e experientes. É um trabalho de equipe, onde um mínimo deslize pode ser fatal e caro.

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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SAINDO PELA TANGENTE

Todos nós esperávamos, ansiosamente, que o Supremo Tribunal Federal (STF) não se submetesse ao Executivo e aos bancos, no que diz respeito ao julgamento das diferenças da poupança, que deveria ocorrer ontem. Que decepção! Transferir o julgamento para 2014, de preferência após as eleições, foi uma forma de não desagradar às partes envolvidas. Menos, é lógico, a população de poupadores, que, aliás, fica sempre "a ver navios". Quando, neste país, teremos voz?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PLANOS ECONÔMICOS

Se bem entendi o artigo "O Supremo Tribunal e os Planos Econômicos" (27/11, A2), o interesse social deve prevalecer acima do individual; porém afirmo seguramente que nem por isso devemos matar nossa galinha dos ovos de ouro. Poupança não gera inflação, muito ao contrário, é motivo de incentivo nos governos sérios. O que gera inflação é a expansão dos meios de pagamento, e na época o que mais trabalhava era guitarra do governo. Entendemos que o ataque à inflação foi abordado de maneira errada, várias vezes. Daí a razão de nosso esperneio. Discordo veementemente do ilustre autor.

Olinto Tessaro oltess@uol.com.br

São Paulo

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A GALINHA DOS OVOS DE OURO

Enviei mensagens para a Central do cidadão do STF, ministros do STF, senadores, mídia, "Fórum dos Leitores" do "Estadão", Idec, parentes e amigos, mas o que notei é que muito pouca gente se importa com o nosso caso. Vejam que a imprensa está dando pouco destaque. A não ser o "Estadão", que divulgou ultimamente grandes matérias, as demais estão apenas dando poucas notícias a respeito. Enfim, temos de continuar trabalhando, pois a captação de recursos via aplicação caderneta de poupança é vital para o governo construir casas populares e os banqueiros fazerem empréstimos a juros bem maiores do que aqueles irrisórios da poupança. Digo isso porque, caso os poupadores sofram uma punhalada pelas costas, a poupança poderá ficar abalada no mercado financeiro, pois são milhões de pessoas que aplicam na famosa caderneta de poupança, e aí os banqueiros e o governo poderão ficar sem a galinha dos ovos de ouro.

José Luiz Martin jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

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FAZENDO CONTAS

Todo plano econômico federal tem um fundamento apropriado para combater um problema estrutural ou conjuntural do país. No caso do Brasil, à exceção dos PND I e II, do ex-ministro Roberto Simonsen, todos os planos econômicos desde os anos 60 tinham como objetivo ajustar a moeda e combater a inflação. Evidentemente que, com a inflação crescente e próxima do terceiro dígito, havia necessidade de cortar o fio desse novelo inflacionário à custa da parte mais fraca, o poupador, e não das partes mais fortes, governo e iniciativa privada das grandes corporações e sob o prisma teórico do pensamento capitalista. Necessário? Sim! Injustiça? Sim! Remediar agora essas injustiças requer critério apurado para "salvar" a parte mais fraca, o poupador, e não "afogar" a parte mais forte, a iniciativa privada! A bem da verdade, naquele novelo ilusório de altas taxas de rendimentos oferecidas nas aplicações de poupança e até de overnight a iniciativa privada sempre saía ganhando, uma vez que se pagava x de rendimento ao poupador é porque obtinha x+a(y) como resultado de suas operações no mercado aberto. Tudo isso causando inflação pela artificialidade do rendimento. Quando da implantação dos planos econômicos e o corte radical do pagamento da correção monetária (99% daquele x pago aos poupadores!), as instituições financeiras ganharam o x+a(y), MAS NÃO PAGARAM O x aos poupadores, mas sim x-99%, tendo absorvido o resto como lucro real das operações daquelas datas fatídicas para a inflação e para os poupadores (sic). Cabe o correto discernimento da questão para poder apropriar corretamente o âmago da questão e ponderar matematicamente uma forma de ressarcir os injustiçados, sem quebrar a forca atual das instituições financeiras, uma vez que o montante lucrado naquelas ocasiões já não existe mais nos seus balanços patrimoniais, tendo sido diluído nas gestões que apropriaram esse resultado em diversas contas, inclusive como determinante da lucratividade acionaria dos seus sócios. Apenas como exemplo, o Plano Collor foi estruturado de forma a devolver os valores confiscados das poupanças em 18 meses, a despeito de algumas ações individuais e até em grupo, que conseguiram reaver os valores antecipadamente e à vista, citando como exemplo, o primeiro processo ganho nesse sentido pelo brilhante tributarista brasileiro sr. Milton Fagundes.

Carlos Tortoza mr_tortoza@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO – O LAUDO MÉDICO DE GENOINO

"Tenho vergonha do meu país", diz filha de José Genoino, Miruna, após laudo de junta médica atestando que ele não sofre de um problema cardíaco grave. "Com que autoridade os senhores (médicos que o examinaram) sentem-se no direito de dizer que meu pai pode voltar para lá? Viram as condições oferecidas? Comeram a comida de lá? Foram ao banheiro de lá? Viram o ambulatório?". Pobre menina, esqueceu-se de que seu pai tem uma história de guerrilheiro que comeu o pão que o diabo amassou e esteve preso na ditadura militar – até recebe uma indenização por isso. É forte o suficiente, pois sabia o que lhe podia acontecer quando cometeu o ilícito e participou desse desgoverno que nada fez para melhorara as condições degradantes dos presídios nesses últimos 11 anos em que administrou o País. Justa sua queixa como filha, porém não contra aos médicos. Deveria dirigi-la aos chefes do governo, principalmente ao anterior, que engendrou o mensalão, de cuja armação seu pai querido foi aquele que assinava os "cheques". Ao contrário de se revoltar, deveria estar envergonhada pelos feitos pouco honrados praticados pelo pai e manter-se no recato.

Leila E. Leitão

São Paulo

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‘TENHO VERGONHA DO MEU PAÍS’

"Tenho vergonha do meu país", diz filha de Genoino após laudo de junta médica, determinada pelo ministro Joaquim Barbosa, do STF. Parodiando a Rádio Estadão, a rádio de quem quer saber: "Nós, cidadãos brasileiros", também temos vergonha, vergonha de ter políticos petistas (mensaleiro) corruptos como o sr. Genoino.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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UM JULGAMENTO NA DEMOCRACIA

A filha do deputado José Genoino declarou ter vergonha de ser brasileira. O deputado foi julgado e condenado na mais alta corte de Justiça do País, com todas as chances de defesa e dentro das leis do País. Diga-se de passagem, julgamento a que chegam somente privilegiados que podem contar com bons advogados e sem restrição de capital para pagamento das gordas faturas. Pois bem, o deputado foi julgado e condenado na forma mais democrática possível. Eu também, às vezes, sinto vergonha de ser brasileiro, por vários motivos, mas o principal deles é ser representado em boa parte por políticos de baixa qualidade, que no dia seguinte da eleição se esquecem de seu país e passam a pensar apenas em si próprios. Isso se chama democracia, e graças a Deus vivemos nela. Se ainda assim a filha do deputado continuar sentindo vergonha, poderá mudar-se para algum país como a Coreia do Norte ou Cuba, onde todos são "livres e felizes".

Olavo Bruschini o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

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PRIVILÉGIO

Alvíssaras. A cardiopatia de José Genoino, apesar das afirmações de seu advogado e seus familiares, não é grave, as doenças diagnosticadas são totalmente controláveis com medicação oral, além do resultado cirúrgico satisfatório. Nada como a chance de frequentar o hospital das "zelites" e ter o tratamento médico adequado. E que belo trabalho a junta médica de Brasilia realizou.

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CORAÇÃO BANDIDO

Milhares de brasileiros já passaram por procedimentos no coração, muitos outros sofrem de pressão alta, no entanto, continuam na dura luta pela sobrevivência trabalhando, pois, se pleiteassem a aposentadoria por invalidez, o mísero salário que recebem, seria reduzido drasticamente. As notícias vindas de Brasília (DF) são animadoras. A junta médica chegou à conclusão de que o deputado presidiário José Genoino não precisa permanecer em casa para o tratamento, basta seguir o receituário médico prescrito, onde não há contraindicação para cadeia. Só falta a Câmara dos Deputados contradizer esse diagnóstico, o que não é difícil, e conceder ao "político preso" aposentadoria integral de R$ 28 mil. Quanto aos cuidados na cela, não se preocupem seus correligionários, sabemos que José Dirceu é muito organizado e paizão de todos, os medicamentos serão ministrados na hora certa.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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PRESO DOENTE

Lembrando-me do dito "não se impressione com os cabelos brancos, porque os canalhas também envelhecem"? Ocorreu-me: será Genoino o único preso com grave problema de saúde? Se não é, os demais têm merecido os mesmos apelos para prisão domiciliar e ocupado o valioso e oneroso tempo da máquina judiciária para apreciação dos pedidos? Doença é desculpa para a discriminação? Digam que não, por favor!

Rosely Ferreira Pozzi rosepozzi@gmail.com

São Carlos

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‘VALENTE’ GENOINO

Uma parte do laudo elaborado pela equipe médica, a respeito do estado de saúde do deputado federal (?) José Genoino informa que ele "vem apresentando um conjunto de manifestações clínicas sintomáticas, de forte componente psicossomático". Apertando a tecla SAP, verifiquei que isso significa que o herói do PT, líder da resistência contra a burguesia, nada mais é do que um homem covarde, que por ocasião de sua prisão na época da guerrilha do Araguaia entregou todos os seus "companheiros" sem levar um único tapa.

Wagner Ribeiro wagner.ribassoc@uol.com.br

São Paulo

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NA DITADURA E NA DEMOCRACIA

José Dirceu e José Genoino não perderam a oportunidade, na ditadura foram presos políticos e exilados; na democracia, com o poder na mão, roubaram e foram presos. Coitados.

Wirlon Sastre de Oliveira ciaoliveiragerencia@gmail.com

São Paulo

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UM EMPREGO PARA JOSÉ DIRCEU

O hotel 4 estrelas de Brasília Saint Peter acaba de contratar um novo gerente administrativo, o condenado José Dirceu. Pois é, se a Justiça autorizar, José Dirceu já tem novo endereço para continuar prestando "consultoria" aos empresários interessados em fechar grandes negócios com o governo. Lembrete aos clientes de José Dirceu: não se esqueçam de providenciar cidadania e passaporte italianos, se não quiserem passar alguns anos na Papuda.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TUDO É POSSÍVEL

O condenado pelo mensalão, petralha Zé Dirceu, contratado a gerenciar hotel em Brasília e a receber R$ 20 mil por mês é inacreditável. Mesmo se exigido que trabalhe com a vestimenta de presidiário, como ação mercadológica também voltada a hospedagens de familiares de presos, é inaceitável. Em Brasília, epicentro da corrupção, tudo é possível.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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SUSPEITO

Dando sequência às investigações, o STF deveria mandar fazer um levantamento para averiguar se o hotel empregador pertence mesmo ao seu declarado proprietário e como o dinheiro foi adquirido para a sua compra. Talvez ainda haja alguma surpresa por trás desse emprego.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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HOTEL SAINT PETER

O PT conseguiu arrumar um local reservado para seus encontros mensaleiros e para o proprietário do hotel aumentar seu faturamento. Ideia genial, digna do grão mestre Dirceu.

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

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PIADA DE HALL DE HOTEL

Delúbio Soares errou apenas no termo de sua "piada de salão", usado para rimar com mensalão, porque José Dirceu mostrou que o correto não é salão, e sim hall de hotel.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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CERTEIRO

Com Zé Dirceu gerente de hotel, Genoino vai para a diretoria do sindicato dos transportes coletivos. Os demais mensaleiros, para o sindicato dos taxistas, dos restaurantes, dos caminhoneiros, etc. Ou seja, o mensalão vai atingir diretamente o bolso do povão. É a evolução da espécie. Êta Brasil maravilhoso.

Batista Moretti Batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho

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DE OLHOS BEM ABERTOS

Trabalho num hotel em Brasília? Inventa outra, né! Quer desculpa mais esfarrapada para continuar manipulando os bastidores? O pior cego é aquele que não quer ver. Abre o olho, Brasil, antes que seja tarde demais.

Fernando de Souza Rossi vandorossi@uol.com.br

São Paulo

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O PRÓSPERO DIRCEU

José Dirceu não faz por menos. Para marcar presença como funcionário do Hotel Saint Peter e, com isso, conseguir que o hotel se torne o point do lobby na capital federal, amealhando dessa forma hóspedes ilustres interessados nos serviços do novo gerente, pediu o polpudo e irreal salário de R$ 20 mil. Imaginem quanto Dirceu deve cobrar de seus clientes pelos serviços de facilitação em negócios escusos e obscuros com órgãos do governo, e que já deve tê-lo transformado num dos homens mais prósperos do Brasil.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DOSE PARA ELEFANTE

Sim, somos reféns da "democracia" à brasileira! Este emprego de "gerente de hotel" de um e a "doença grave" de outro, para dar "a volta por cima" das decisões da Justiça, serão, se aceitos, uma pá de cal na nossa esperança de equidade. É dose para elefante!

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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LONGE DE BRASÍLIA

Mais uma vez a máquina destrutiva do PT brinca com a decisão da Justiça. Será que o Supremo Tribunal vai engolir a maracutaia que estão preparando? Deixar José Dirceu ficar na prisão semiaberta em Brasília, passando seus dias num hotel quatro estrelas, com infraestrutura para coordenar o mesmo esquema pelo qual foi condenado, recebendo politiqueiros profissionais, atormentando o andamento dos processos no Supremo, tentando desestabilizar o presidente do tribunal, fazendo lobby em favor de corruptos e recebendo R$ 20 mil por mês é o fim. Por que o herói das plásticas não continua exigindo o que pediu no dia que foi condenado, cumprir a sua pena em São Paulo, onde estão sua família, seu medico e seus amigos? Senhores ministros do Supremo Tribunal, se o senhores não querem ser desmoralizados pela quadrilha que heroicamente puseram na cadeia, não deixem este golpe acontecer. Mandem o Zé e seus asseclas cumprir pena longe de Brasília.

Antonio Favano Neto a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

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É GOLPE

Como previsto, a defesa de José Dirceu entrou com pedido junto ao STF para que o ex-ministro de Lula possa sair da cadeia durante o dia para trabalhar no Hotel Saint Peter, em Brasília, onde foi contratado por R$ 20 mil mensais como gerente administrativo. No regime semiaberto a pena deve ser cumprida em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar e no regime aberto a execução da pena é em casa de albergado ou estabelecimento adequado. Se não existe vaga para que o chefe da quadrilha cumpra a pena no regime semiaberto ao qual José Dirceu foi condenado, que cumpra pena no regime fechado, até que haja uma vaga no semiaberto. A pena de José Dirceu não lhe pertence, o não cumprimento da pena a que esse réu foi condenado põe em jogo a credibilidade no Supremo Tribunal Federal, na democracia brasileira e no Congresso Nacional. Se não há vaga para Dirceu, que se construa uma colônia agrícola e que o delinquente aguarde a conclusão da mesma em regime fechado.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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QUE EMPREGO BOM!

Salário de R$ 20 mil em hotel quatro estrelas? Aí tem coisa...

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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RISCO

Por favor, informem-me o endereço do Hotel Saint Peter, em Brasilia, para que eu nunca me hospede lá. Com o novo gerentão, minhas bagagens e bens lá deixados estariam correndo certo risco.

Renato Aldecoa renatoaldecoa@gmail.com

Socorro

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PRÉ-REQUISITO

É um absurdo um hotel contratar José Dirceu como gerente administrativo, em Brasília. Essa atividade requer formação em Administração ou Hotelaria, bem como experiência na área. Estará ocupando indevidamente um cargo, cuja atividade profissional deve ser preenchida por uma pessoa que cursou uma graduação ou pós-graduação na área, investiu em sua carreira e, principalmente, que tenha expectativa de se colocar no mercado hoteleiro. A busca por mordomia não cessa: alimentação, banho quente, piscina, sauna, bons lençóis (porque irá dormir durante o dia), ar-condicionado, etc. E, principalmente, cuidar do setor de alimentos e bebidas que zelará com muito carinho para que nada falte no estoque, visto que irá receber parlamentares que lá irão para fazer reuniões ou visitá-los. Esperemos que os "órgãos fiscalizadores" observem e cumpram seu dever de fiscalizar o exercício ilegal da profissão. Surpresa maior foi a oferta de trabalho. Sou professora universitária da área de Administração e vejo que meus alunos, formados, não conseguem colocação nesse mercado com tanta facilidade. Será que precisariam cometer algum delito para conseguir um cargo de gerente administrativo? Esse conceito vai além do que lemos e/ou escrevemos na área de Recolocação de Mão de Obra na área gerencial.

Teresinha Lisboa teresinhacovas@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

Estes petralhas são de morte mesmo! Gostaria que respondessem às seguintes perguntas: 1) Quem é o proprietário do hotel que está "contratando" o tal Zé Dirceu? 2) Por que o interesse tão grande do "ministro" da (in)Justiça no caso do cartel dos trens? 3) Por que esta preocupação com Jango, quando até hoje não está oficialmente, embora oficiosamente todos já saibam que são os culpados, embora não os executores do muito mal explicado caso Celso Daniel? 4) Se o tal Genoino tem problemas de saúde agora, como estava a saúde dele no momento dos "malfeitos"? Enfim, a lista é grande e é melhor parar por aqui!

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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O DINHEIRO DE VOLTA

A notícia de que o Banco do Brasil entrou com pedido junto ao STF para que tenha acesso os dados do processo do mensalão e, com esses documentos, venha a tentar o ressarcimento dos fundos desviados da Visanet soa como mais uma boa piada. Sabendo que o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato é um emérito fabricante de dossiês e que teria declarado que tem inúmeros documentos em seu poder, soa inverossímil que o Banco do Brasil (leia-se o governo federal) irá pressioná-lo por qualquer motivo. Se o fizer poderá ver aberta a Caixa de Pandora que tem, no mínimo, nove digitais facilmente reconhecíveis.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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O REAL, A PETROBRÁS E O GATILHO

Estamos sobre a cratera de um vulcão prestes a explodir. O governo, em vez de acudir, mantém o discurso de regularidade, dá nosso dinheiro, sem qualquer reciprocidade, a Bolívia, Cuba, Venezuela e a países africanos e, internamente, distribui as "bolsas" que sustentam seu status político-eleitoral. Para retardar o caos, sucateia a Petrobrás, através da tabela achatada para os combustíveis, e busca desesperadamente manter os confiscos aos bens e rendas do povo. O Plano Real, de que tanto se beneficiaram eleitoralmente os governos das duas últimas décadas, parece estar se esgotando. A economia nacional padece com enormes gargalos, desnacionalização e outros problemas. Resolver a crise da Petrobrás é dever do governo. Mas, com o gatilho de preços que a estatal propõe, poderá reacender o monstro da inflação e o Brasil voltar a viver toda aquela ciranda onde uma mesma mercadoria pode ter três preços num só dia. Aí, adeus ao real, e todos pagaremos o preço da aventura...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO

A presidente Dilma não está disposta a financiar a Petrobrás com o dinheiro da volta da inflação. Em última análise, a pretensão da Petrobrás de reajustar seus preços com a volta do gatilho para os combustíveis significaria a volta do gatilho inflacionário e a volta da inflação, para todos os setores da economia. Está claro que a Petrobrás não tem os recursos para os investimentos necessários para fazer do pré-sal uma realidade. Está claro que a Petrobrás já esgotou sua capacidade de endividamento, sendo hoje a empresa mais endividada do mundo. Insistir nesse caminho poderá levar a uma antes inimaginável situação de insolvência. A solução para continuar investindo pesado sem contrair mais dívidas ou disparar o gatilho da inflação passa pela entrada de novos investidores, novos sócios que tragam dinheiro novo. O tamanho dos investimentos necessário para trazer o petróleo do pré-sal para as bombas torna a privatização da Petrobrás uma realidade inescapável, quando antes o Brasil se der conta e aceitar essa nova realidade, melhor.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MARIONETE

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, só peitando o governo conseguirá o melhor para a Petrobrás. Ou façam o que quer ou peça demissão imediatamente, caso contrário, não passará de uma marionete nas mãos destes incompetentes.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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NILTON SANTOS

Aos 88 anos de idade a Enciclopédia do Futebol nos deixou. Com o passamento de Nilton Santos, nosso futebol com certeza ficou mais pobre. Infelizmente, nada nessa vida é definitivo. A família enlutada receba meus pêsames.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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