Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2013 | 02h15

Maré turbulenta

O governo federal mostra-se perdido na identificação dos problemas econômicos. Primeiro, chama de marolinha um fenômeno que passa a ser um tsunami e, depois, se mostra como uma pororoca. Interminável! Nesse roteiro, o governo rema sem destino, vislumbrando um cenário que somente ele enxerga. Tomara que a canoa não esteja furada. E o povo sobrevive boiando.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Ilusionismo

Em janeiro de 2012 o ministro Guido Mantega, da Fazenda, disse que o País cresceria 4,5% no ano. A previsão foi sendo reduzida para 4%, 3,5%, 3%, 2,5%, 2%, 1,5% e acabou em 1%. Em janeiro de 2013 ele disse que o crescimento anual seria de 4%, mas foi minguando, minguando e, agora, diz que torce para que seja de 2,5%. Assim o tempo vai passando e ele vai nos ludibriando. Quando vão dar-se conta de que não se trata de um economista, mas de um ilusionista?

SERGIO BRESCIANI

sergio.bresciani1@gmail.com

São Paulo

Alívio (?) na economia

Se, como diz Celso Ming (4/12, B2), a presidente Dilma Rousseff não pretende mudar os rumos da política econômica, podia ao menos proibir o ministro Mantega de falar!

MARCELO DA ROCHA AZEVEDO

marcelo@xelcon.com.br

São Paulo

Importações absurdas

O governo parece interessado em resolver nossos problemas da balança comercial, entretanto não se incomoda com a importação de lixo da China. Enquanto nossa indústria sofre com a competição dos chineses, são-nos fornecidas mercadorias que não servem para o uso de nossa população. Só para citar um exemplo, não se consegue adquirir um guarda-chuva que preste, já adquiri cinco deles, um dos quais, ao ser aberto pela primeira vez, perdeu um rebite e ficou inutilizado. Pergunto se não está na hora de haver um controle rigoroso da qualidade dessas mercadorias, para que o povo não seja logrado e o Brasil não gaste fortunas com uma atividade comercial predatória como essa a que estamos assistindo. A indústria nacional, com certeza, agradeceria esse tipo de controle, sendo certo que não haveria possibilidade de reclamações dos chineses, haja vista a falta de qualidade dos produtos em questão.

EDSON JOSÉ MENEGHETTI

meneghetti@aasp.org.br

São Paulo

PETROBRÁS

Transparência

Se uma empresa do porte da Petrobrás se dá o direito de não divulgar a sua "metodologia" de reajustes (de preços dos combustíveis), o que será da transparência das empresas de menor importância? Que não caminhemos para a desinformação, pois isso pode acarretar muitos problemas em nossa economia.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Vexame internacional

Com esse insulto à inteligência, o governo impôs à Petrobrás um vergonhoso vexame em escala internacional, que vai custar muito caro à confiança no Brasil pelo mundo afora.

ARY NISENBAUM

aryn@uol.com.br

São Paulo

Chavismo

Baixou o espírito de Hugo Chávez na Petrobrás. Graça Foster virou "rainha da Inglaterra" e os membros do Conselho de Administração são inúteis, não decidem absolutamente nada, quem manda é seu Mantega. Viva o PT!

GODOFREDO SOARES

caetano.godofredo@terra.com.br

São Paulo

Explicações

Em 21/4/2006 o mentiroso-mor, acompanhado de Sergio Gabrielli (o que comprou uma refinaria superfaturada nos EUA), declarou que éramos autossuficientes em petróleo. Na campanha presidencial alegaram que Alckmin queria privatizar a Petrobrás. Agora que elles afundaram a empresa o que têm a declarar?

JOSE ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Gestão fraudulenta

Os responsáveis pelo descalabro na Petrobrás deveriam ser indiciados por gestão fraudulenta. Onde está o Ministério Público?

ANTONIO M. GUIMARÃES NETO

amgn56@gmail.com

Belo Horizonte

CARTEL DOS TRENS

Esclarecimento

O título da reportagem Lobista diz a tucano como arrumar verba para obra da Alstom (5/12, A10) leva o leitor apressado a supor erradamente que eu tenha algo que ver com irregularidades que possam ter ocorrido no fornecimento de obras e serviços metroferroviários do governo paulista. O título junta "lobista" com "Alstom" e põe minha foto para ilustrar a palavra "tucano": está feito o estrago! Ora, o texto, que nem todos leem, põe as coisas no lugar. Recebi, sim, um e-mail em 26 de setembro de 2006 em que Jorge Fagali Neto sugeria que o então candidato José Serra, se eleito governador, buscasse nesses mesmos organismos recursos suplementares aos orçamentários para a conclusão de obras contratadas nos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin. Os vários projetos a que ele se refere, a cargo do Metrô, da CPTM e da EMTU, não são da Alstom, mas do governo de São Paulo. Os autores da matéria poderiam apurar junto ao atual secretário de Transportes Metropolitanos qual a participação da Alstom nos empreendimentos citados que autorizasse o título a designá-los "obras da Alstom". A Linha 4 do Metrô deve muito ao trabalho do sr. Fagali. Foi ele que conduziu, na década de 1990, tratativas do governo com o Banco Mundial, que, pela primeira vez em sua história, concordou em financiar linha de metrô num país do Terceiro Mundo. Essa iniciativa deveria ser saudada, em vez de estigmatizada. Ou será que vamos supor que o Banco Mundial esteja comprometido com o cartel dos trens? Sobre o e-mail que motivou a reportagem, reitero o que disse ao repórter: ele ficou sem consequências, pois não transmiti as sugestões ali contidas a Serra. Afinal, estávamos na reta final de uma campanha tensa e não seria razoável tratar com ele, àquela altura, desse tipo de assunto. Eleito, Serra não foi ao Japão tratar desse tema, tampouco ao Banco Mundial. O aditivo ao contrato de financiamento para a Linha 4 só foi assinado quase dois anos depois e num valor muito diferente do constante indevidamente no famoso e-mail. Não houve interferência de Fagali nesse financiamento suplementar, como repórteres teriam podido constatar se tivessem ouvido o ex-secretário José Luiz Portella. Logo, a notícia do Estadão é uma não notícia.

ALOYSIO NUNES FERREIRA, senador (PSDB-SP)

Brasília   _______________________  

COTAS NO SERVIÇO PÚBLICO

Depois do governo federal (PT), é a vez de o governo estadual paulista (PSDB) aderir à política demagógica, oportunista e eleitoreira das cotas raciais. O governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) vai criar cotas no serviço público estadual com 35% de vagas para negros e indígenas. Em vez de meritocracia, igualdade, inclusão social e cidadania, o que teremos serão privilégios e esmolas, como se negros e índios fossem inferiores, verdadeiros "cafés com leite" que precisassem de caridade e proteção. O Brasil é um país miscigenado e uma grande democracia racial, uma grande mistura étnica, algo que só nos valoriza e enriquece como nação. A política de cotas raciais cria no País um racismo às avessas e vai contra o princípio básico da meritocracia, sobretudo nos concursos públicos. Alckmin (PSDB) e Dilma (PT) estão de olho na reeleição em 2014 e agem de forma demagógica e eleitoreira, fazendo caridade com o chapéu alheio. Por aí se vê como o Brasil anda para trás e retrocede, enquanto países como Coreia do Sul e China investem pesado em educação de qualidade e se superam a cada ano, com estudo e trabalho, e não com cotas e privilégios.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COTAS RACIAIS E RACISTAS

A sociedade brasileira é desigual, mas está-se tornando rapidamente desigual e racista. O caminho para o desenvolvimento de uma sociedade justa é a educação e, na sua esteira, boas oportunidades. A quem interessa uma sociedade racista? Ao poder autoritário. E este povo misturado? É, nós estamos com os dias contados...

Renata Pimentel de Oliva renataoliva54@uol.com.br

São Paulo

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BOM SENSO

35% de vagas para cotistas? Estamos privilegiando uma raça (termo indissociável às cotas) ou buscando a igualdade, sr. Alckmin? Dessa forma o nível do servidor público pode cair em razão da obrigatoriedade de inclusão de pessoas muitas vezes despreparadas e, considerando a quantidade de servidores públicos no âmbito educacional, isso será um problema. As ações afirmativas ou discriminações positivas podem até ser necessárias, mas há um ponto que ultrapassa o bom senso.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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O EXEMPLO DO MINISTRO

De novo esta besteira de cotas para negros, indígenas, etc. Será que não aprenderam que as cotas dizem que este é um país racista, pois isso é separar as pessoas? Será que o ministro Joaquim Barbosa precisou de cotas para chegar aonde chegou? Não. Ele só estudou, sr. governador. O senhor é inteligente. Não entre nesta onda.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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NÃO SOMOS IGUAIS?

O governo paulista vai criar cotas no serviço público para negros e indígenas. Pergunto: e os brancos, que hoje são minoria, não terão direto a nada?

Alvaro A. Fonseca de Arruda alvaro.arruda@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

Após suspeita sobre hotel, juiz da Vara de Execuções Penais negou pedido de José Dirceu para trabalhar. O chefe da quadrilha, José Dirceu, parece que não manda mais nada. Vai ter de se resignar com o "tamo junto, cumpanheru" do ex-chefe e cumprir sua pena direitinho, sem mais artimanhas.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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ACIDENTE DE PECURSO?

A saída de José Dirceu do Presídio da Papuda para ir trabalhar num hotel no centro de Brasília falhou. Não passou do "lobby". Ops!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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EMPREGO DIFÍCIL

Fechadas as comportas do canal do Panamá, procura-se uma nova rota até o Hotel Saint Peter.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESENHANDO

"Por que 400 pessoas podem trabalhar no hotel e o ex-ministro não?", pergunta com ingenuidade o advogado de José Dirceu, o dr. José Luiz de Oliveira Lima. Então vamos desenhar para que ele consiga entender. Primeiro se coloca uma casinha num país chamado Patatá, cujo dono invisível e misterioso, através de um lindo pássaro, entrega um saco com dinheiro para comprar um hotel na capital da Banânia. Mas o estranho proprietário tem lá 400 pessoinhas que ganham só um saquinho de dinheiro cada um. Mas haverá entre estes, se autorizado por um justiceiro, um ser especial de rara inteligência e esperteza que aprendeu com o Rei Midas a transformar tudo em ouro, e por isso seu salário será muitas vezes maior do que é pago a outros profissionais com a mesma função nesta cidade. E por que este senhor é o escolhido dos deuses? Ah! Este é um mistério que só o ministro da Justiça, que dizem ser cega, terá o poder de solucionar, caso não use a venda em seus próprios olhos com medo de que a luz da verdade possa ofuscar, punindo uns, mas libertando toda uma nação. E poderá questionar: para que libertar a todos, se o povo domesticado fica dócil e tão bem no cercadinho onde foi colocado, de onde nunca mais vai conseguir sair porque suas asas não mais estarão aptas a voar? Que sejam, então, libertados os punidos e tudo ficará bom como sempre foi. Entendeu agora, dr. José Luiz?

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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VAGA DE GERENTE

Hotel quatro estrelas, pertencente a uma companhia controladora (sócia de mais de mil empresas) com sede no paraíso fiscal do Panamá, ora "presidida" por um auxiliar de escritório e uma secretária, procura gerente-administrativo sem nenhuma experiência ou qualificação técnica para o cargo e oferece salário mensal de R$ 20 mil (mais de dez vezes o que ganha um gerente-geral na cidade) para início imediato. Não é necessária a apresentação de boas referências nem de ficha limpa na Justiça. Tratar no Hotel Saint Peter, em Brasília (DF).

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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MÃOS SUJAS

É impressionante como são "sujas" as mãos de José Dirceu. Em qualquer assunto em que esse elemento esteja envolvido tem "sujeira" das grossas. Por isso o regime semiaberto é um risco para o País e um convite a esse malfeitor para articular novas tramas. E o pior é que tem gente que gosta disso.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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RISCO

Dirceu é considerado uma das maiores inteligências do PT e não poderia ignorar as falcatruas desse hotel. Mesmo assim, arriscou mexer com elas. Deve ser coisa pequena. Imaginem as grandes que ele não vai arriscar...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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MARACUTAIAS

Nada como ter uma imprensa livre e investigativa (caso do Hotel Saint Peter), para desmascarar quem quer o "controle social da mídia". Qual será o motivo?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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EXPERIÊNCIA

Dirceu e Delúbio Soares devem conseguir com facilidade um bom emprego: o de faxineiros. São especialistas em fazer lavagens e limpar os cofres públicos.

José Carlos de Sylos sylosjunior@hotmail.com

São Vicente

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SOCORRO!

Justiça vilipendiada por pressões visando à maquiagem de penas aplicadas no mensalão; José Dirceu, um dos condenados, dispondo-se a abocanhar emprego de gerente de um hotel cuja propriedade está enredada num esquema tão complicado que nem a Scotland Yard seria capaz de decifrar; parlamentar, também condenado, alegando enfermidade não confirmada por junta médica, solicitando cumprimento domiciliar de pena e, diante da objetividade do laudo, recorrendo à aposentadoria para se livrar da cassação; atmosfera generalizada de corrupção, com intrusões do ministro da Justiça fazendo papel de intermediário com a Polícia Federal a fim de, mediante colagens de emails e dossiês, incriminar políticos da oposição e desviar a atenção do eterno julgamento que agrediu a sociedade durante sete anos e que ainda não conseguiu chegar a um termo, deixando um gosto amargo, originado pela sensação de que um dos mais importantes protagonistas passou incólume pelo processo. Além de tudo isso, paira no ar a ameaça de colapso da mais importante empresa pública do País, resultado de política econômica equivocada e voltada para objetivos políticos e produzindo índices econômicos que, associados à falta de transparência em relação às estratégias a serem adotadas, afugentam investidores e resultam em crescimento pífio. E, para completar o quadro, assiste-se a um festival macabro de saúde pública desumana, educação pessimamente ranqueada e segurança precária, impossibilitando a garantia de direito de ir e vir de grande parte da população. Socorro! A sociedade brasileira necessita urgentemente que alguém lhe lance uma boia salva-vidas.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CLASSE MÉDIA?

Em carta aberta publicada em 10/10/2012, José Genoino assim declarou: "Pouco importa se, após mais de 40 anos de política, o meu patrimônio pessoal continua o de um modesto cidadão de classe média". Ora, segundo a Fundação Getúlio Vargas, no Brasil pertencem à classe média aqueles que recebem a importância de R$ 1.064,00 a R$ 4.591,00. Aqueles que ganham acima disso são considerados da classe A, a elite. Ora, José Genoino, como deputado federal, percebia a importância de nada menos que R$ 26.723,13 (brutos), fora o "cotão" verba de multiuso destinado a refeições, passagens de avião, etc., que chega por volta de mais ou menos R$ 33 mil. Assim mesmo José Genoino se considera um modesto cidadão de classe média – que cara de pau. O que faz José Genoino com a dinheirama praticamente limpa que ele recebe? Porque o "cotão" que os deputados recebem é uma bela ajuda de custo. Deduz-se que o marxista classe A José Genoino é um péssimo administrador dos proventos que recebe todo os meses, fora os décimos terceiro, quarto e o décimo quinto, que os nossos parlamentares recebem todos os anos.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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FUGA DO CASTIGO

Que desenho você faria diante da pesquisa do Datafolha segundo a qual 87% dos simpatizantes do PT concordam com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, de mandar engaiolar no feriadão de novembro os corvos protagonistas do mensalão? O desenho não deixa dúvida de que a revolta dos "inocentes" estava circunscrita às cabeças coroadas. Imaginavam possuir a espada Excalibur, o Santo Graal ou o Anel do Nibelungo. Cartolas de bengala e fraque que transformaram a política em um pântano de areias movediças. O revés não faz parte do DNA dos petistas. O projeto do partido é de uma supremacia secular assim como Adolf Hitler prometeu aos alemães um Reich de Mil Anos. José Genoino renunciou para não ser cassado e continuar a gozar das benesses de um salário inconcebível para os níveis do País. Na sua esteira estão os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que só esperam a ordem de prisão para renunciar. João Paulo Cunha (PT-SP) ainda não se decidiu. A renúncia, que poderia ser uma mácula nas suas histórias políticas, passa a ser uma alternativa de salários que fazem corar o contracheque de um médico, um engenheiro ou um professor. "Entregou-se tanto ao vício da luxúria / que em sua lei tornou lícito aquilo que desse prazer / para conceder a censura que merecia" (Dante Alighieri).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O MENSALÃO E O CARTEL DOS TRENS

Duas observações merecem ser feitas sobre a declaração do ministro Gilberto Carvalho, que disse que o escândalo do cartel de trens, que supostamente ocorreu durante administrações do PSDB em São Paulo, supera o mensalão. Primeira observação é que Gilberto, ao dizer que recursos públicos passíveis dessa acusação são muito, mas muito maiores que os desviados no mensalão, admitiu com essa fala o que foi comprovado no decorrer do processo do mensalão, que houve uso de recursos públicos, e não o simples uso de caixa dois, como ele antes afirmava. Segunda observação é que, mesmo ficando comprovado que aconteceu esse roubo milionário, ele será apenas mais um roubo, entre tantos que ocorreram e continuam ocorrendo no Brasil, alguns punidos, outros não. Não pode, porém, ser comparado ao mensalão, que é caso único na história do nosso país, um crime muito maior e que vai muito além de um mero desvio de dinheiro público, um gravíssimo crime, um atentado contra a nossa democracia.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CARTEL DA VERGONHA

É uma vergonha para a Justiça brasileira a não condenação de pessoas que, por 20 anos, assaltam os cofres estaduais. Coube à Justiça suíça condenar João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, por lavagem de dinheiro, e bloquear as contas do lobista Jorge Fagali Neto. Zamboni também prestou serviços de "assessoria" a governos tucanos, tendo recebido R$ 33 milhões. Fagali, investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, "assessorou" Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, que, coincidentemente, nomeou seu irmão José Jorge Fagali para a presidência do Metrô. Outra coincidência foi Jorge Fagali Neto suceder Aloysio como secretário de Transportes no governo Fleury. Aloysio posa de vestal, mas, além desses veementes indícios de envolvimento com o cartel, foi secretário nas nebulosas gestões de Kassab e Fleury. Vergonha maior é constatar que os cartéis que convivem promiscuamente com gestões tucanas por 20 anos só foram descobertos devido à denúncia da Siemens. Surpreendentemente, diante deste imbróglio, a cúpula tucana se restringe em lançar uma cortina de fumaça processando a denunciante Siemens. Realmente, FHC tem razão ao dizer que tucanos e petistas não são "farinha do mesmo saco", pois os petistas guardam os dólares na cueca e os tucanos, em contas na Suíça.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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MANTENHA DISTÂNCIA

O governo de São Paulo não tem órgãos eficazes para apurar ilegalidades como má gestão e responsabilidade funcional de servidores. É inaceitável que a atividade pública seja gerenciada por agentes públicos sem nenhum compromisso com a sociedade, que violam diariamente os princípios legais e continuam exercendo suas funções normalmente, sem nenhum tipo de fiscalização. A única solução por enquanto é rezar muito e procurar ficar bem longe destes servidores.

Luiz Roberto Pereira luizrobertoal@uol.com.br

São Paulo

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CANCELAMENTO DE CONTRATOS

Enfim, após diversas denúncias feitas pela mídia, este jornal inclusive, o Ministério Público (MP), que não podemos esquecer arquivou 45 inquéritos há pouco sobre a corrupção no Metrô e nos trens, agora toma a primeira atitude que se espera deste órgão defensor da sociedade: pediu o cancelamento de dez contratos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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INVESTIGAÇÃO

Gostaria de cumprimentar o Ministério Público Estadual de São Paulo por ter decidido questionar o método que foi utilizado pelo Metrô, que pagaria preços absurdos para reformar trens antigos. Segundo informações do MP, esses valores se aproximam de trens novos. As denúncias foram feitas na Assembleia Legislativa de São Paulo, por intermédio do deputado petista Simão Pedro, hoje licenciado para assumir a Secretaria Municipal de Serviços. Segundo informações de sindicalistas e trabalhadores do setor, somente a capa dos trens parecem muito bonitas, pois sua estrutura está deteriorada, colocando em risco os funcionários e usuários do dia a dia. O pior dessa situação é que nem sequer a Assembleia Legislativa conseguiu instaurar uma CPI, uma vez que o governador de São Paulo detém a maioria de votos daquela Casa e jamais aceitou essa ideia ou de qualquer outro tipo de investigação. Acreditamos que, apesar de tudo, temos ainda alguns aguerridos deputados que cumprirão este papel de colocar às claras e levar aos tribunais todos aqueles que foram desonestos com o trato ao dinheiro público. Nossa esperança é de que o Ministério Público Estadual dê continuidade a estes questionamentos, assim como responsabilize eventuais desvios de dinheiro público, doa a quem doer. Além do papel importante a ser cumprido pela Assembleia e o MP, também torcemos por um bom empenho e transparência dos órgãos de imprensa, divulgando todos os detalhes das "transações". Fazendo comparações, é um escândalo muito maior que o chamado mensalão. Vamos aguardar e torcer por bons resultados investigativos.

Adalberto Angelo Custódio betocustodio@uol.com.br

São Paulo

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NO RALO DA CORRUPÇÃO

Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que o Brasil perde anualmente de R$ 50 milhões a R$ 80 milhões com a prática irregular (corrupção). Para um país como o nosso, onde há tantas carências principalmente nas áreas de saúde e educação, é muita grana indo para o lixo, ou, melhor dizendo, para o bolso dos larápios.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DESVIO E ARRECADAÇÃO EM SP

A descoberta das ações ilegais promovidas por auditores e fiscais da Prefeitura de São Paulo em relação aos desvios de ISS e IPTU, favorecendo construtoras, já teve repercussão na arrecadação municipal. Foram mais de 42% de aumento nos valores. Mas, no caso, algumas questões precisam ser ressaltadas. Em primeiro lugar, os demais servidores municipais precisam exigir a punição desses colegas irresponsáveis e oportunistas. E os empresários que agem corretamente também não podem ficar omissos e calados. Quem é fraudador deve ser identificado, devolvendo os valores desviados, e punidos de acordo. Para que os fatos não sirvam para ser usados para denegrir a imagem de quem age com seriedade, como é costume fazer com a classe política.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CORRUPÇÃO NA PREFEITURA

A Prefeitura arrecadou quase mais 50% (42%) após o escândalo do ISS na mídia. Agora, com um trabalho simples, criando um grupo de fiscais previamente vacinados contra a propina, e, selecionando edifícios acima de determinado gabarito, com a finalidade específica na verificação da regularidade de construções em perfeita consonância com as plantas aprovadas (ocupação dos terrenos e número de andares), aí, sim, teríamos uma verdadeira tempestade de milhões de reais (multas, pedidos de regularização daquilo que foi construído clandestinamente, pequenas irregularidades, entre aspas, etc.). Repito: trabalho simples, sem ônus para a Prefeitura e com resultados imediatos.

Carlos Laué Junio bibalaue@gmail.com

São Paulo

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GESTÃO HADDAD

O orçamento do município de São Paulo para 2014 foi aprovado em primeira votação e, apesar do aumento significativo da receita, devido ao aumento de 42% da arrecadação com ISS, após as investigações da máfia dos fiscais e do aumento das verbas federais, prevê uma redução de 15% nos recursos destinados à área social, que atende principalmente os mais carentes. Gostaria de saber onde o prefeito Haddad irá investir (gastar) o dinheiro extra que está entrando no caixa da Prefeitura? Será em tinta, para pintar mais faixas exclusivas para os ônibus, ou será na campanha do candidato poste n.º 3 ao governo estadual de São Paulo e na campanha à reeleição do poste n.º 1? Com certeza, quem não verá a cor desse dinheiro será o pobre paulistano que votou em Haddad.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A PROVA DA CORRUPÇÃO

A declaração do secretário Marcos Cruz, ocasião em que disse em entrevista a Adriana Ferraz que o valor "extra" da arrecadação do ISS atingirá R$ 30 milhões decorre da descoberta da fraude efetuada pela máfia do ISS, só vem provar, comprovar e demonstrar que vivemos sob comando absoluto de políticos corruptos e politicagens sujas nos roubando, desviando e superfaturando.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DEGRADAÇÃO DO CENTRO DA CIDADE

Cumprimento o jornal pela matéria "Atrasado, teatro vira espaço para o crack" (2/12/2013). Passei, no domingo à tarde, pela Praça Julio Prestes, a caminho da Sala São Paulo, e fiquei surpreso com o estado de degradação a que chegou o centro da nossa cidade. De um lado, a Rua Helvétia, tomada pelo lixo e por usuários de drogas e, do outro lado, uma fileira de barracos ao lado da praça, numa cena triste e revoltante. Faço um apelo ao sr. governador e ao sr. prefeito para que unam esforços e removam com a devida urgência aquelas pessoas daquele lugar para moradias dignas e iniciem de imediato a reurbanização desse espaço público. Os moradores de São Paulo e os turistas que são obrigados a passar por ali não merecem ver cenas tão degradantes. Precisamos revitalizar o centro com a ocupação imediata de todos os espaços ociosos para construir praças, parques, jardins, enfim, áreas verdes que melhorem a paisagem e a qualidade de vida dos paulistanos.

Idérito Miguel Caldeira iderito@gmail.com

São Paulo

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FAVELA DA CRACOLÂNDIA

O espaço público é de todo cidadão e não para moradores de rua fazerem do espaço sua moradia. É lamentável que isso ocorra sob o olhar da polícia e da Prefeitura, que observa passivamente esta comunidade crescer, crescer, ao ponto de o morador do bairro que paga imposto não ter o direito de andar na calçada, passar de carro e prejudicar o comerciante do local. Vi estes dias uma notícia de que na Rússia é proibido ocupar o espaço público e aquele que o fizer é punido. Lá a lei funciona, e no Brasil? Estive na Sala São Paulo no fim de semana e o cheiro de urina na região, a sujeira, é um absurdo em pleno centro da cidade, e não vi a Polícia ou qualquer órgão da Prefeitura atuar na área. A Prefeitura intervém na favelização depois que ela cresce, e assim nascem as favelas em lugares proibidos e de risco. Isso porque a nossa lei promove o crescimento de bandidos que destroem o patrimônio público, como é o caso dos elementos oportunistas que participam de manifestações, dos moradores de rua, que ocupam os espaços públicos, e nada acontece. A Prefeitura, a polícia e a lei são omissas a estas questões. Um absurdo! Convoco o sr. Haddad, o sr. Alckmin e outros políticos para que intervenham e punam com rigor estes abusos. Só no Brasil existe esta nova modalidade – favela da cracolândia – em pleno espaço público. O sr. Haddad vai cobrar IPTU da favela da cracolândia? Vai cobrar impostos dos moradores do bairro Luz, que convivem com esta visão degradante em sua porta? É urgente a recuperação do espaço público dessa favelização, que ocupa ambos os lados da calçada. Somos moradores do bairro e exigimos nosso espaço livre de qualquer infração e será abusivo cobrar IPTU de seus moradores. O bairro perdeu o valor e seus moradores estão desolados e sozinhos para enfrentar este cancro diariamente. Cansamos de ver a polícia ficar no seu posto passivamente vendo este horror de condições sub-humanas.

Regina Teles telesreginamara@gmail.com

São Paulo

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CASTIGO

Não queriam o PT na Prefeitura? Paguem um aumento absurdo do IPTU e entreguem o centro da cidade aos mendigos e traficantes.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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O GOVERNO QUER MAIS

O "Estadão" nos dá conta de que o "iluminado" ministro Guido Mantega cogita a volta da cobrança da Cide, a famigerada Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico. Primeiro, vemos que esse sujeito só fala asneiras e faz tudo para aumentar a cobrança de impostos e taxas apenas para ajudar o governo. Em segundo lugar, vemos que o governo, se aceitar as ideia desse "iluminado" mais uma vez, estará cavando sua própria sepultura (o que, aliás, é bom), já que se mostra um governo espoliador, uma vez que tal contribuição, como o próprio nome diz, é uma intervenção unilateral sobre o domínio econômico, atingindo o bolso do brasileiro. O que notamos é apenas uma retórica do governo para veladamente aumentar mais a nossa contribuição, cujo valor arrecadado terá destino certo, porém não para a finalidade desejada pelo povo brasileiro. Inobstante, vemos uma Petrobrás gastando enorme quantia em propaganda e benefícios e, ao mesmo tempo, dizendo-se deficitária. Tudo isso reflete o desgoverno atual e a sua fúria arrecadatória, ao invés de reduzir seus gastos.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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RECEITA DE MENOS, COMPROMISSOS DEMAIS

Só com a gasolina a R$ 100 o litro para gerar os recursos para a Petrobrás construir os novos portos, novos estaleiros, que irão construir a nova frota de navios petroleiros, as tantas plataformas de petróleo, novas refinarias, oleodutos, isso tudo sem esquecer o dia a dia da empresa. Os recursos necessários para explorar o pré-sal são maiores do que a Petrobrás e o BNDES somados têm para investir. O Brasil de amanhã é muito maior que o de hoje, e não poderá ser construído só com os recursos internos. A abertura do mercado e a privatização da Petrobrás são etapas necessárias para que o Brasil dê o gigantesco salto para cima e para a frente. Insistir na visão tosca e simplista do "o petróleo é nosso" não vai levar a lugar algum, e ninguém quer a gasolina a R$ 100 o litro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM RESPOSTA

Num país minimamente sério, haveria uma reação forte, em cadeia nacional, da presidenta e do ministro da Fazenda. Aqui, na Bananolândia, o editorial do jornal mais influente do País, intitulado "Novo golpe contra a Petrobrás" (4/12, A3), ficará sem resposta. Com uma carga acusatória pesadíssima e muito bem fundamentada, nosso "Estadão" claramente mostrou que tanto a Presidência da República quanto o Ministério da Fazenda são dirigidos por marionetes, reféns da conveniência eleitoral. Tudo gira em torno da eleição: "seriedade dá trabalho", conclui o impactante editorial, que demonstra – infelizmente – que o Brasil não é governado hoje por gente séria.

Julius Boros

Cotia

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INCOMPETÊNCIA

Palavras do sr. Delfim Netto, conselheiro de assuntos econômicos da sra. Dilma Rousseff: "O que o governo fez com a Petrobrás foi uma tragédia". Diante dessa manifestação, a presidenta ainda vai continuar com este incompetente Mantega como ministro da Fazenda?

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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MAU NEGÓCIO

Nos EUA um magnata do ramo, certa vez, entrevistado sobre qual é o melhor negócio do mundo para investir, respondeu: "Uma empresa de petróleo bem administrada". E, insistiu o repórter, qual é o segundo melhor negócio do mundo para investir? "Uma empresa de petróleo mal administrada", respondeu ele. Pois no Brasil, contrariamente, vemos que nem uma empresa petrolífera mal administrada é um bom negócio.

Zeferino Guereschi zeguereschi@superig.com.br

São Paulo

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O DESMONTE DA PETROBRÁS

Se o PT continuar no governo, nosso país será transformado numa nova Cuba, só que em tamanho muito maior. O desmonte da Petrobrás é um indício de que as coisas não andam bem, sem falar na corrupção e no deboche dos políticos para com a população. A Venezuela já está na frente, até papel higiênico está em falta naquele país. Como produtora de petróleo, já esteve melhor no passado. Para não afundarmos de vez, é preciso haver alternância de governo. É preciso ficarmos atentos. Somos todos responsáveis.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PROSTITUÍDA

O governo definitivamente se tornou cafetão da Petrobrás.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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IMPÉRIOS, HOJE E AMANHÃ

Sabem o que Eike Batista, da OGX, disse a Graça Foster, da Petrobrás? "Eu sou você amanhã."

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CELSO MING, 10 ANOS

Parabéns a Celso Ming por dez anos de bons serviços de jornalismo econômico prestado aos leitores. E parabéns também por sua matéria "Questão de confiança" (5/12, B2). Os vícios de desempenho e de confiabilidade da administração petista são "estruturais". A confiança dos investidores em produção no futuro só poderá se recompor depois de uma substituição da direção e da gestão econômica do País.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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APAGÃO NA VENEZUELA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou de sabotagem o apagão em Caracas e outras cidades do país. Alguma vez o governo assumiu os seus fracassos? Como o Brasil, a Venezuela sofre com problemas de infraestrutura. Por aqui ainda não culparam forças ocultas, mas o seguidor de Chávez tenta tapar os olhos de sua população culpando inimigos, quando o maior inimigo do país é o seu governo. Todo esse barulho é porque no dia 8 próximo haverá eleições municipais e Maduro teme que seu povo possa acordar.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A BABÁ DE OURO

Conforme notícias na imprensa, um senador paraguaio de nome Victor Bogado contratou uma babá para cuidar de seus filhos com salário mensal equivalente a R$ 8.200 (babá de ouro), só que incluiu metade do pagamento na folha de pagamentos do Legislativo e a outra metade, no caixa da Itaipu Binacional. Diante desse fato, o Ministério Público resolveu processá-lo, mas 23 dos 45 senadores em votação no plenário impediram a retirada da imunidade parlamentar. Desde então, desenrolou-se uma avalanche de protesto em todo o país, com a adesão de entidades empresariais como restaurantes, hotéis, bares, shoppings e até postos de gasolina, que se recusam a atender os 23 senadores e seus familiares que apoiaram Bogado. Essa novidade vinda do Paraguai deixa claro que lá os donos do poder já não podem aprontar com impunidade absoluta. Agora, aplicar esse método de protesto a cada caso de corrupção que ocorre no Brasil é difícil, porque grande parte das entidades empresariais é amiga dos corruptos (ratos brasileiros), e o caso da oferta de emprego a Zé Dirceu num hotel em Brasília é um bom exemplo.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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EXEMPLO PARAGUAIO

É um bom momento para, a começar por Brasília, a exemplo do Paraguai, passar o Brasil a limpo. Numa manifestação pacífica o comércio paraguaio colocou em suas portas anúncio de repulsa aos deputados que, numa atitude corporativa, perdoaram um dos seus que, sob as expensas do governo, mantém a seu serviço particular uma babá. Aqui, no Brasil, mesmo com a lei da "Ficha Limpa" em vigor, políticos condenados judicialmente, após esgotar os direitos constitucionais de defesa, são mantidos pela Câmara como se inocentes fossem. O comércio brasiliense bem que poderia adotar o mesmo procedimento, iniciar o processo de repulsa a todos os deputados e daí, quem sabe, disseminar por todo o Brasil. Gente, o Brasil tem jeito, só depende de nós. A classe política existe para servir ao País, e não aos seus interesses pessoais ou corporativos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CESARE BATTISTI, BRASILEIRO E PETISTA

Conforme informou o "Direto da Fonte" (5/12), o tetra assassino Cesare Battisti conseguiu finalmente oficializar sua condição de "asilado político" no Brasil. É de esperar que o próximo passo seja obter a cidadania plena e, por afinidades, sua filiação ao PT. Quem sabe esse absurdo vergonhoso seja a senha para uma verdadeira "vendetta" dos eleitores em 2014.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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