Fórum dos Leitores

VIOLÊNCIA NO FUTEBOL

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2013 | 02h04

Insegurança nos estádios

Mais uma vez correm o mundo imagens de violência em campo de futebol brasileiro. Resta a antiga discussão sobre a responsabilidade da segurança interna nos estádios, que já foi feita em São Paulo nos anos 1980 e até hoje não tem definição. O ocorrido em Santa Catarina é a inaceitável repetição de episódios que mancham a imagem do nosso futebol, retrato da falta de legislação eficiente e da mercantilização selvagem do esporte. A repercussão constitui inconveniente propaganda para o País, que em alguns meses vai sediar a Copa do Mundo. Já passou da hora de as autoridades desportivas, o governo e o Parlamento buscarem legislação e procedimentos de segurança compatíveis com as dificuldades do momento. Há que endurecer contra quem transforma o esporte em válvula para a explosão de seus instintos criminosos. Se a Inglaterra conseguiu controlar os temíveis hooligans, nós também podemos fazer isso com os nossos desordeiros. É uma questão de fácil solução. Basta ter vontade política, administrativa e social...

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

'Belo' espetáculo

Para quem está às vésperas de receber seleções do mundo todo, nossos torcedores oferecem um "belo" espetáculo, como o publicado na primeira página do Estadão de ontem. Lamentável.

FLÁVIA DE CASTRO LIMA

lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

Vergonha

O mundo não precisa ficar preocupado. As vergonhosas demonstrações de estupidez e barbárie a que milhões de pessoas assistiram em todo o planeta no domingo não se repetirão durante os jogos da Copa de 2014 porque os preços estipulados pela Fifa não são para brasileiros...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

OMC

Protecionismo

Esperamos que a presidente Dilma Rousseff não impeça o florescimento do comércio brasileiro em âmbito mundial com medidas protecionistas, como faz a Argentina. Ademais, parabéns à OMC pelo acordo alcançado em Bali, que teve como protagonista o brasileiro Roberto Azevêdo, pois perder a confiança em tal entidade não seria bom para nenhum país. Entendeu-se que abrir o comércio a outros países é mais proveitoso do que o protecionismo. Estamos na era da globalização. Países, conversem!

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Conselhos Participativos

Dispus-me a ter uma atitude participativa para se tentar fazer algo por esta nossa tão degradada cidade e decidi participar da eleição para os conselhos dos bairros, promovida pela Prefeitura. Primeiro passo: procurar saber dos candidatos. Surpresa, descobri que no site feito para esclarecer a população só havia o nome dos candidatos, sem nenhuma outra informação. Como se pode votar num nome sem ao menos um pequeno currículo mostrando as posições do candidato, mesmo que superficialmente? Com toda a paciência liguei para vários setores da Prefeitura e ninguém soube informar nada, até que o funcionário encarregado da organização na Sub Sé me disse: "Consulte no Google"! Dá para acreditar numa proposta de participação com essas bases? Ainda com paciência, consegui algumas informações a fim de formar um quadro sobre três ou quatro candidatos. Domingo, dia da votação, procurei na internet o local para votar no meu bairro (Consolação), muni-me dos documentos necessários, procurei a localização da escola onde se daria a votação para o pessoal da minha zona eleitoral e lá fui eu disposta a votar nos candidatos sobre os quais tinha encontrado informações que se afinavam com meu pensamento acerca do bairro e da cidade. Chegando ao local (cerca de 20 minutos de caminhada da minha casa), deparei com as portas fechadas. Bati palmas, procurei vizinhos, bati nos portões, até que uma funcionária da escola apareceu e me disse: "Ah, eles mudaram o local da votação. Eles vieram aqui, viram que era muito pequeno e resolveram fazer numa escola na Rua Humaitá. Eu fiquei só pra avisar o pessoal". Isso no dia da votação! Não tiveram nem competência para visitar os locais antes da divulgação e avaliar se eram adequados ou não. A Rua Humaitá pertence à Bela Vista, não ao distrito da Consolação, e fica a 1,5 km do local de votação registrado nas listas da Prefeitura. Era para não votar mesmo. Ou para votarem só os do "grupo", arrumando uma "justificativa" para se dizer que poucas pessoas participaram porque a população não se interessa mesmo... Só posso dizer que estamos a anos-luz de um processo democrático!

SILVANA SANTOPAOLO

silvana@psi.com.br

São Paulo

Decoração de Natal

No Natal do ano passado a nossa cidade foi presenteada com lindas decorações alusivas à data e um dos locais beneficiados com a colocação de pequenos pontos de luz foi a Avenida Pacaembu, que, infelizmente, a exemplo de outros bairros, carece de uma iluminação melhor e com a decoração em suas árvores todos os que por ali passavam puderam encantar-se com a luminosidade e a beleza visíveis a distância. Este ano, infelizmente, ao que parece seremos privados desse espetáculo tão bonito, apesar do valor do IPTU e de outros impostos que pagamos, e deveremos continuar na escuridão.

VERA AUGUSTA V. BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

ELEIÇÃO NA USP

Esclarecimento

Agradeço a menção nominal do professor doutor Renato Janine Ribeiro no artigo de domingo (Sucessão nervosa) no caderno Aliás sobre eleições na USP: "Adotou-se uma medida simples, defendida havia anos, entre outros, por Hernan Chaimovich e por mim". Por oportuno, esclareço que a sugestão de ampliação do colégio eleitoral, com a inclusão de Congregações e Conselhos de Departamento, apresentada numa comissão de que participei, foi feita depois que a minha proposta inicial de eliminar eleições e instituir uma Comissão de Busca fora amplamente derrotada. Quanto à minha posição sobre eleições, recentemente voltei a me pronunciar contra eleições diretas: "No mundo das universidades de pesquisa, a liderança se conquista, sim, mas não pelo discurso populista, o voto universal, pela associação a partidos políticos ou a corporações. Liderança, nas instituições acadêmicas de fronteira, está sempre relacionada com academia, excelência, visão contemporânea e inserção nacional e internacional" (Jornal da Ciência, e-mail 4.850, de 6/11/2013).

HERNAN CHAIMOVICH, professor sênior, Departamento de Bioquímica, Instituto de Química

hchaimo@gmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS

O confronto entre torcedores no jogo entre Vasco e Atlético Paranaense, em Joinville (SC), no domingo, ganhou repercussão mundial, e não adianta as autoridades brasileiras afirmarem que esse episódio não deixou marcas negativas para o País. Será que vale a pena ao turista estrangeiro correr risco de vida para assistir à Copa do Mundo 2014 no Brasil? Segue a minha sugestão: assistam aos jogos pela televisão em seus países, e ponto final.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SELVAGERIA

As cenas deprimentes do domingo em Joinville (SC) mostram como ainda somos um país bárbaro, selvagem, brutal e atrasado. No jogo Atlético-PR 5 x 1 Vasco da Gama, no estádio do Joinville, o que se viu foram cenas dignas de uma praça de guerra, de bandidos covardes e marginais da pior espécie, que se disfarçam de torcedores, mas na realidade não passam de criminosos sádicos e perigosos que só vão aos estádios para brigar, ferir, matar e destruir. Inaceitável o fato de o poder público, de forma irresponsável e tola, não mandar a Polícia Militar para dentro do estádio. Faltando apenas seis meses para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, mostramos ao mundo todo como somos um país desorganizado e perigoso. Ao invés de civilização, educação, respeito, organização e eficiência, o que vimos em Joinville foi barbárie e animalidade, uma mancha no Brasileirão 2013, que teve um fim melancólico e triste. Oxalá isso sirva para que as autoridades acomodadas acordem, se mexam e tomem as medida necessárias para coibir a violência nos estádios. Já estamos cansados de tanta violência, bagunça e impunidade no futebol brasileiro e no País de modo geral. No fundo, é um triste retrato do Brasil dos dias de hoje.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PROMETE

Pelas cenas de violência vistas na briga entre as torcidas de Atlético Paranaense e Vasco, esta será realmente, como disse a presidente Dilma Rousseff, a "Copa das Copas". Para o bem ou para o mal.

Fábio Aulísio faulisio@hotmail.com

São Paulo

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ÂNIMOS CONTIDOS

As detestáveis brigas nos estádios já estão correndo o planeta. Estamos às vésperas de uma Copa do Mundo aguardada por mais de 60 anos. Todas as forças da sociedade futebolística devem se unir em torno desta pacificação geral de ânimos. Autoridades e cartolas não podem estragar este prazer reprimido por tanto tempo e têm de tomar medidas para prevenir e coibir o estado de espírito dos torcedores exaltados. Eles estão estragando a alegria de quantos desejem ir às arenas para assistir a um bom jogo. Gastar muito mais com segurança, fazer campanhas publicitárias, levar novamente um maior número de crianças aos gramados, etc., para conter as frustrações destes inconvenientes vândalos do futebol. Enfim, fazer o que for possível e necessário para que essa vergonha nacional não mais aconteça. A economia, o turismo e o povo, certamente, agradecerão.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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LUTA

Não incentivam o MMA como esporte? Pois tivemos MMA praticado nas arquibancadas de Joinville. Qual o problema?

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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VAMOS FECHAR PARA BALANÇO?

A discussão sobre o conflito entre os torcedores do Atlético- PR e do Vasco não deve se ater somente à segurança dos estádios e à responsabilidade policial. Se houvesse um pouco de civilidade, nenhum esquema de segurança seria necessário. Por uma calamidade cultural e histórica os cidadãos brasileiros são tratados pela lei como se tivessem 5 anos de idade, e, em algumas ocasiões, é assim que se comportam. É necessário repensar nossas leis, que são excessivamente analíticas, o que torna as autoridades preguiçosas e burocráticas. Também faltam estímulos para o povo se educar, o que resulta numa supervalorização de coisas como o futebol e a TV – é aquela velha história de pão e circo –, como falta o pão cultural, acaba sobrando o circo. Nos cérebros de ostra destes torcedores adultos não vamos conseguir incluir nenhum valor novo, mas precisamos cuidar dos mais jovens, que já estão aprendendo com seus pais toda sorte de impropérios e ofensas aos adversários, tudo em nome da paixão por seus times. O governo, que torra tanto dinheiro em campanhas publicitárias de fundo eleitoreiro, poderia patrocinar algumas ressaltando o verdadeiro sentido do esporte, que busca a melhoria do ser humano, em que vencer não é mais importante do que competir e confraternizar.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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TERCEIRO MUNDO

O que se viu domingo, com os atos de selvageria entre as torcidas no jogo do Atlético-PR e Vasco realizado em Joinville, foi algo de assombroso e estarrecedor, que mostra o total despreparo do Brasil em sediar um evento do porte da Copa 2014. Na realidade, a Copa só serviu para encher os bolsos de dinheiro de todos os envolvidos e, principalmente, dos políticos corruptos, que são a maioria, se não sua totalidade. Com um detalhe que agrava muito mais o ocorrido: as imagens da carnificina e da selvageria correram o mundo, e servirão para piorar e denegrir mais nossa imagem já totalmente comprometida, só vindo a confirmar nossa classificação como país do Terceiro Mundo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FÚRIA INJUSTIFICADA

Esses animais retratados espancando e pisoteando um torcedor caído e indefeso deveriam, isso sim, dirigir a sua fúria bestial contra os políticos corruptos que infestam o Congresso e causam tanto mal ao povo brasileiro.

Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

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ELES QUEREM BRIGAR

A violência no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, tomou conta dos noticiários. Eu não sei por que tanto espanto e comentários. Isso é normal, todo ano acontece! As temidas "torcidas organizadas" gostam de brigas, até pela internet marcam encontros para confrontos. Eu ainda busco compreensão para a violência física esportiva. Outra violência que ocorre no "país" do futebol são os preços dos ingressos, que são caríssimos, aliado aos quadrilheiros denominados flanelinhas, que cobram em média R$ 5 dos torcedores para estacionar os carros em lugares públicos. Violência é saber que muitos clubes devem fortunas aos cofres públicos e, mesmo assim, conseguem bons patrocínios do "governo", caso da Petrobrás e da Caixa Econômica. Conclusão: no futebol, todo tipo de violência é aceita. É muito gol contra.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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A POLÍCIA NOS ESTÁDIOS

A culpa pelo que aconteceu no confronto entre Vasco e Atlético Paranaense é, única e exclusivamente, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que pune um time com perda de mando de campo e, depois, permite que seja realizada uma partida decisiva num campo de peladas longe de suas torcidas e, ainda por cima, sem policiamento. Não se tratava de um jogo qualquer, eram duas grandes equipes, num confronto da última rodada do maior campeonato de futebol do mundo. O jogo mais esperado da competição, em que um time lutava para conseguir uma vaga na Libertadores e o outro lutava para não ser rebaixado para a Série B do campeonato. Essas punições com perda de mando de campo não são condizentes com as decisões de um órgão que discute e define as legalidades do esporte no Brasil. Isso parece decisão de cachaceiro. Se um time é considerado responsável por uma confusão durante uma partida, que seja punido com uma multa de R$ 1 milhão. Senão, com a perda de uma, duas ou três partidas do campeonato, não com perda de mando de campo. Isso é incentivar a violência. Só quem gosta disso são aqueles militantes da desordem, que estão sempre nos estádios, às vezes por vontade própria e noutras, a mando de alguém que quer ver o circo pegar fogo. Mas para coibir isso é que a polícia deve estar presente, junto dos torcedores e nunca do lado de fora.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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GUERRA DE TORCIDAS

Sou absolutamente contra a utilização de policiais dentro dos estádios. Os clubes que contratem seguranças. Tirar polícia das ruas para cuidar destes vândalos? Se esses bandidos querem se matar, que se matem. Os cidadãos de bem deveriam deixar de ir aos estádios enquanto essa violência persistir. Sem torcedores de verdade e apenas com os vândalos nos estádios, tenho toda certeza de que os clubes tomariam uma atitude para coibir a entradas desses bandidos nos estádios. A minha parte eu faço. Não vou mais a estádios, apesar de adorar esse programa.

Rogério Tófoli Kezerle rogeriokezerle@Hotmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

As cenas deprimentes assistidas nas arquibancadas durante o jogo em que se decidiam a subida do Atlético Paranaense para o G-4, com direito a disputar a Libertadores e descida do Vasco para o Z-4, que o rebaixaria para a série B do Brasileirão, traziam um clima propício ao vandalismo, alimentado pela paixão que toma conta do torcedor brasileiro. Uma nova fórmula deveria ser estudada pelos "cartolas" do futebol para que um clube de massa, ou campeão no ano anterior, pudesse ser poupado do rebaixamento por apenas uma vez. As provocações são inevitáveis, a humilhação é lancinante. Não há força policial que possa conter a fúria de um torcedor apaixonado e ofendido. Não é raro assistirmos a verdadeiras batalhas envolvendo até mesmo policiais e que não foram dados os destaques da batalha de Joinville. A imprensa estrangeira está apreensiva com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol no Brasil.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ARENA PARA OS BRIGÕES

Proponho uma solução para acabar com as brigas nos estádios: as federações de cada Estado da Nação deverão dotar os estádios com locais separados para quem quer torcer apenas para os seus times e também para os animais que querem apenas brigar. Fará parte da lei um artigo estabelecendo que os briguentos não terão direito a segurança policial ou privada nem a assistência médica e ambulâncias. Os briguentos entre si farão a segurança e o transporte de feridos às suas expensas. Parece brincadeira, mas aí eu quero ver quem é machão mesmo para encarar.

José Carlos Farina josecarlosfarina@yahoo.com.br

Rolândia (PR)

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PUNIÇÃO

Incompetência da polícia, da Justiça, dos dirigentes ou puramente um jogo de interesses de todos, quem ganha e quem perde com tanta impunidade? A foto estampada na primeira página do "Estadão" de ontem mostra claramente vários brutamontes vascaínos pisoteando sem dó um torcedor atleticano. Ouvi dizer que quem banca essa torcida bandida são os próprios clubes. O que acontece com os clubes, absolutamente nada além de uma pequena multa e perda de mando de alguns jogos? Quero sugerir à Justiça brasileira, que a meu ver é exageradamente cega, que exija o rebaixamento de série do clube cuja torcida foi a agressora e pena de no mínimo dois anos em regime fechado para os brutamontes assassinos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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PRIORIDADE

Até quando o Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor vai deixar o vandalismo comer solto nos estádios de futebol? Até quando a prioridade vai ser sanar as dívidas dos clubes com o governo? Respondam-nos, ministro Aldo Rebelo e secretário Antônio José Carvalho do Nascimento Filho. O torcedor quer saber.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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‘A COPA DAS COPAS’

Seria motivo de riso, não fora a autora da frase pronunciada na cerimônia do sorteio dos jogos na sexta-feira, 6/12, de que a Copa do Mundo de Futebol de 2014 será "a Copa das Copas". E para desmentir a presidente, já no dia seguinte, os passageiros dos aeroportos do País usufruíram do nosso descalabro aéreo. Segundo o ministro responsável, o início do revertério começou na quinta-feira, com as fortes chuvas no Sudeste, e se estendeu até sábado. Os passageiros que se encontravam no Aeroporto de Congonhas comeram o pão que o diabo amassou e, se essa foi uma amostra para a Copa, vamos ficar mal na fita. A edição de Esportes do "Estadão" de domingo, 8/12, também nos informou que as seleções não poderão se queixar por falta de voos por todo o País. A que voará menos é a da Bélgica, com 726 km, enquanto a dos Estados Unidos voará 5.588 km, e tais distâncias se referem somente à fase inicial do torneio. Não bastassem tais notícias, no domingo, 8/12, assistimos ao vivo e em cores, direto da Arena Joinville, a mais uma batalha campal entre "torcidas", desta vez as do Atlético do Paraná e o Vasco da Gama, que interrompeu o jogo durante mais de uma hora, com helicóptero em campo para socorrer torcedores feridos. Cenas dantescas, dignas dos países mais atrasados deste planeta e jamais de um que irá sediar a competição mundial daqui a seis meses. Como sempre, serão instaurados inquéritos contra alguns desses selvagens, que levarão décadas até eventualmente chegarem a alguma punição. Serão aplicadas as sanções costumeiras contra o clube mandante, como se fossem apenas atinentes ao futebol. Nossas autoridades, que se preocupam em aparecer sorrindo nas solenidades oficiais, deveriam sair de seu marasmo e atacar o problema como deve ser, para que esses bandidos desapareçam dos estádios de futebol para sempre, devidamente enquadrados no Código Penal e trancafiados para um estágio em nossos presídios. As manchetes sobre o tumulto dos principais jornais de países estrangeiros nos envergonham profundamente e deveriam preocupar mais seriamente a nossa presidente. Pelo andar da carruagem, essa Copa vai se tornar um grande vexame para o Brasil.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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VEM QUE TEM

Atenção estrangeiros que pretendem vir ao Brasil assistir à Copa do Mundo de futebol no ano que vem! Não desistam de vir, intimidados diante das cenas de selvageria, protagonizadas por torcedores durante o jogo em Joinville, transmitidas ao vivo pela televisão. Podem vir, mas por medida de segurança aconselho: contratarem escoltas particulares, de preferência lutadores aposentados do MMA, para acompanhá-los aos jogos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SOLUÇÃO

Presidente Dilma, não perca esta grande oportunidade de criar mais um ministério: o Ministério de Apartação de Brigas do Futebol (MABF).

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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‘MAU SENSO FC’

Contraste gritante no país do futebol pentacampeão, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, no Brasil: de um lado do campo, a bola cheia do Bom Senso FC, com propostas que visam a aprimorar vários pontos importantes envolvendo jogadores, clubes e campeonatos; do outro, a bola murcha do "Mau Senso FC" das torcidas (des)organizadas, promovendo deprimentes e condenáveis espetáculos de barbárie e violência gratuita dentro e fora dos estádios. Segue o jogo...

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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TELHADO DE VIDRO

Foi só o Aldo Rebelo se revoltar com a imprensa internacional quando foi questionado sobre a violência no Brasil, minimizando esse grave problema do nosso dia a dia e declarando que o brasileiro é um povo cordial, para acontecer o episódio de selvageria em Joinville. O que as imprensas francesa, inglesa e dos demais países que Aldo declarou serem muito mais violentos que o nosso vão fazer agora? Certamente, vão cair de pau. Quem tem um imenso e frágil telhado de vidro não pode atirar pedras no telhado do vizinho.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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QUEM SE ARRISCA?

Profundamente tristes e lamentáveis as cenas da selvageria no jogo de domingo em Santa Catarina. Num país aonde imperam as injustiças sociais e "trucidas" vão ao campo de jogo para bater, matar e morrer, alguns eventos até marcados pelas redes sociais, fica difícil acreditar que uma simples corda será suficiente para segurar estes bárbaros. Aliás, os corintianos que foram até a Bolívia tirar a vida de um garoto de 14 anos, depois de soltos, foram flagrados numa briga em Brasília, justamente contra os vascaínos de domingo, que mesmo em menor número massacraram alguns torcedores do Atlético. O que dizer disso tudo? Estamos no país da impunidade. Alguns roubam, enriquecem e nem a Receita Federal nem o Coaf "conseguem" rastrear e identificar estes ladrões de colarinho branco. A Copa veio para o Brasil e foi comemorada pelos petistas, sendo que temos inúmeras obras mais importantes e prioritárias para serem feitas do que estádios. Que com as lamentáveis imagens dos canais de TV os bárbaros sejam identificados e presos, e sem direito a fiança. Alguém se arrisca a dizer aos estrangeiros que o Brasil é um país civilizado e seguro e que eles podem vir "tranquilamente" com suas famílias para "curtir" a Copa? Eu não queria estar neste papel nem ser o turista que pode engrossar as tristes estatísticas do nosso vilipendiado país.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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O ÚLTIMO SUSPIRO

Sou vascaíno e pergunto até quando as torcidas organizadas do Vasco continuarão existindo? E as outras, quando serão banidas também? As cenas lamentáveis, brutais, se sucedem a toda rodada. Entendo que as emissoras de televisão evitem mostrar determinadas cenas, porém acho que chegamos a uma situação em que precisamos que as imagens sejam transmitidas ao vivo, para que assim, talvez, alguma coisa aconteça para revertermos essa situação. O Vasco buscava evitar o rebaixamento para a série B, mas acho que deveria ser punido com o rebaixamento para a C ou D, e o mesmo vale para todos os times. Vamos esperar as mortes, que já aconteceram em estádios da Inglaterra, para tomarmos as medidas, já tomadas por eles, para acabarmos com esta selvageria? Meus sentimentos à morte do espetáculo do futebol e àqueles que são obrigados, como eu, a ver estas cenas.

André Vincenti André andre@molducenter.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM A NELSON MANDELA

Fiquei satisfeito, e a cumprimento por isso, ao ler que a presidente Dilma Rousseff convidou seus antecessores (Lula, FHC, Collor e Sarney) para fazerem parte da comitiva oficial brasileira ao enterro de Nelson Mandela. Só mesmo um homem da estatura moral e de importância ímpar na história da humanidade seria capaz de reunir adversários políticos em prol de uma causa única. Que sua luta não tenha sido em vão.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA

O que houve de pior na República brasileira foi designado para ir prestar homenagem ao que houve de melhor na República da África do Sul. A presença desse grupo no sepultamento do líder sul-africano que ganhou respeito do mundo por sua postura ética, moral e dedicação ao seu povo, tanto como presidente do país quanto como cidadão comum, que não teve a torpeza de explorar a miséria na construção da escada do poder e não distribuiu favores pecuniários em troca de apoio para se segurar no topo é uma acintosa falta de respeito à memória do líder que se foi, à nação sul-africana e a todas as pessoas que prezam a honra, a honestidade, a solidariedade e o respeito às leis como os principais elementos que dão lustro ao caráter. Quanta hipocrisia! Pelo que foi, pelo que fez, pelo que conquistou, pelo exemplo que deixou, Mandela não merece.

Geraldo Hernandes gherr@ig.com.br

Santo André

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DILMA, OS EX E UM FUNERAL

Certamente, Dilma e seus antecessores estarão indo a uma festa para aparecer como convidados especiais. Aparecerão na mídia como uma tropa da elite de um país que sucede ao outro na Copa do Mundo de Futebol, ainda o esporte mais popular depois de o também negro Pelé assombrar o mundo. Pagaremos mais um pouco dos nossos suados proventos do trabalho para que apareçam bem na imprensa internacional e local, bem confortados nos hotéis de 5 ou 6 estrelas. Se fossem honestos, austeros e respeitosos à liderança de Mandela e sua causa, assim como ao seu povo, ficariam em casa orando e se penitenciando publicamente por não terem o mesmo feito em suas vidas. Tenho pena dessa turma.

Ruy Lopes Cardoso cardosoruy@gmail.com

São Paulo

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RETRATO

A foto da hipocrisia. Da presidente Dilma, senadores Sarney e Collor e dos ex-presidentes Fernando Henrique e Lula. Ali, naquela foto, o que um chamou o outro de ladrão... E estão ali, juntos. E o povo ainda vota nestes caras. É, não dá para reclamar não, merecemos assistir ao que fazem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMPARAÇÃO INEVITÁVEL

Tenho muito orgulho de ser brasileiro, mas, com a morte do cidadão do mundo, o ex-presidente da África do Sul, sr. Nelson Mandela, torna-se inevitável a comparação entre este e os condenados (justamente) do mensalão. É claro que os tempos eram outros, mas Mandela ficou preso durante 27 anos, sem que jamais tivesse reclamado por qualquer regalia a que pudesse ter direito. Já os "presos políticos" brasileiros José Dirceu e José Genoino, em menos de 20 dias presos, fizeram o diabo para tentar levar vantagens indevidas (prisão domiciliar, aposentadoria, trabalho durante o dia, manutenção de blog diário). Quer dizer, heróis existem, mas no Brasil é quase impossível encontrá-los.

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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OFENSA

Zé Dirceu e toda a corriola processada no "mensalão" deveria se calar, em vez de se colocar como presos políticos, porque soa como ofensa a Nelson Mandela, que aguentou 27 anos de cadeia "apenas" porque lutava pela liberdade de seu povo. O petista e "cumpanheros" são políticos presos, só isso.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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INCOMPARÁVEIS

No último dia 4/12/2013, Lula recebeu o título de "doutor honoris causa" da Universidade Federal do ABC. Na ocasião, estiveram presentes seus mais diletos companheiros, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e, como não podia faltar, a presidente Dilma Rousseff. Coitado, ele não tem culpa, e sim quem lhe confere tais títulos e quem o acompanha no evento. É uma exposição caricata. No dia 5/12/2013, em Diadema, Lula fez elogios a Nelson Mandela, da África do Sul, que morreu aos 95 anos, e aproveitou a oportunidade para comparar sua trajetória à daquele grande homem. Ora, não há ninguém que seja comparável a Nelson Mandela, muito menos quem já incorreu em tantas atitudes reprováveis. Ridículo!

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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MANDELA E LULA

Mandela: a educação foi seu carro-chefe. Formou-se em advogado e defendeu seus compatriotas. Pregou a união em seu país. Melhorou o nível de vida do seu povo, ensinando-os a pescar. Seu país desponta entre os emergentes. A Copa em seu país custou 10% do que custará a do Brasil. Prêmio Nobel da Paz. Resumo: um estadista. Lula: a educação nunca esteve em nenhuma de suas prioridades, inclusive pessoal. Embora seja "doutor honoris" nada, nunca leu um livro. Mal sabe ler. Distribuiu peixes, em vez de ensinar a pescar. Seu país é o pior dos emergentes em todos os aspectos. Dividiu o país. Resumo: um político anão.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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LIÇÃO

Lição que Mandela nos deixa: a política exige o que há de mais ético e moral no caráter de um homem. Seguindo esse princípio, o Brasil não tem política.

Caio Mario Britto caiomario.britto@terra.com.br

São Paulo

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MANDELA DE TODOS

Nação que quer se fazer por respeitar precisa de um estadista a altura de um Nelson Mandela. Este notável homem público da África do Sul, que acaba de falecer aos 95 anos de bela idade, foi coerente na sua vida pública. E, chegando ao poder, depois de ter vivido injustamente por longos 27 anos preso, não cultuou o ódio, a perseguição aos seus opositores, mas condignamente buscava o melhor para o seu povo. Defensor inabalável do diálogo, em momento algum se desviou de suas promessas e convicções. Mesmo quando preso, e totalmente isolado, não desrespeitou a Constituição de seu país. E neste isolamento a que foi mantido à força, ainda foi capaz de escrever sua biografia, sempre pautada pelo equilíbrio, revelando ensinamentos como grande legado para toda a humanidade. Mandela tinha o dom de um bom comunicador, mas jamais em tempo algum agiu com demagogia e populismo. Sua sede nunca se resumiu do poder pelo poder, mas, exclusivamente, pelo bem comum. A sua luta incansável pela igualdade racial culminou com o fim do apartheid. Se o seu povo ainda vive com alto desemprego e outras limitações, pelo menos hoje respira a liberdade e a democracia. E, como grande estadista que era, e jamais será esquecido, orientou por todos esses anos a sua gente, que foi discriminada por décadas antes do fim do apartheid, a não radicalizar contra aqueles que escreveram esta triste história. Que Nelson Mandela vá em paz! E aos nossos políticos, está aí uma notável referência a ser seguida. Mas é triste constatar que, destes que estão no poder da nossa República há mais de uma década, jamais sairá um Mandela.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FRUTOS

Nelson Mandela, que as sementes que semeou durante sua permanência na Terra sirvam como exemplo para toda a humanidade.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CARTA A MANDELA

Querido Tata, ouvi com pesar quinta-feira à noite a notícia de seu falecimento. Senti profunda tristeza, mas também alívio, por a vida ter-lhe finalmente concedido o merecido descanso depois de 95 anos entre nós. Vivi os últimos dez anos na África do Sul, a maioria dedicados a contar a história da luta e construção do país que o senhor ajudou a criar. Como museóloga, nestes anos, aprendi com seus ensinamentos que tratava-se de uma luta por algo maior que o fim da opressão racial, mas sim por uma sociedade livre do racismo institucionalizado, do "classismo", com igualdade entre homens e mulheres, e verdadeiramente inclusiva. Estes princípios o senhor pregou liderando pela generosidade, pela capacidade de perdoar seus inimigos, entendendo sua humanidade. Exerceu sempre a verdadeira "ubuntu", a filosofia africana de que "sou porque tu és", onde somente o bem-estar coletivo é o bem-estar real. Estes princípios o senhor viveu mesmo em suas decisões mais difíceis, quando suas ações pareciam indicar traí-los, mas porque sabia que a longo prazo eram a única forma de atingir seus ideais. De Rolihlahla – o provocador – o senhor tornou-se um pacifista, nunca comprometendo seu foco num futuro melhor para seu povo. Emocionou-me entender, ao longo de dez anos, que o senhor nunca quis ser endeusado ou visto como o herói perfeito, e expôs humildemente seus erros, pelos quais muitas vezes se desculpou. O senhor também nunca quis ser visto como herói único, pois sabia que a construção de uma nova África do Sul devia-se à luta de milhares de heróis, conhecidos e desconhecidos, que o senhor insistia em honrar. Líderes de nossos tempos deveriam curvar-se e abraçar sua memória e legado ampla e incondicionalmente. Espero que o senhor possa continuar servindo de exemplo e que, juntando-se ao vasto conselho de ancestrais, como prega a tradição africana, possa zelar por nós, de onde quer que esteja. Que sua luz brilhe sempre sobre nós, Tata! Hamba Kahle Madiba!

Gegê Leme Joseph ggleme@mac.com

São Paulo

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O EXEMPLO DE ‘MADIBA’

O mundo todo, sem exceção, venera os feitos e lastima a morte do líder sul-africano Mandela. A sua coragem transformou toda uma nação e mudou o rumo da História. E se no Brasil tivéssemos um lampejo dessa dignidade política, sem ambições pessoais, mas com visão de estadista, não estaríamos agora revirando os ataques e denúncias de corrupção que fazem parte das notícias. Que sirva de exemplo para um Brasil mergulhar na política soberana que ilustra seu andar em direção ao interesse público, destratado pelos nossos governantes.

Carlos Henrique Abrao abraoc@terra.com.br

São Paulo

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ESPERANÇA

Se Deus é brasileiro, agora precisamos de um Mandela. Que tal Joaquim Barbosa?

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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VILÕES DA NAÇÃO

Parabéns ao leitor EdelcioTadeu de O. Silvestre ("Fórum dos Leitores", 7/12, A2). Expressou o sentimento do povo brasileiro. Mandela foi o herói da África do Sul, os mensaleiros são os vilões do Brasil.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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APRENDIZADO

Partiu o grande pacifista Nelson Mandela. Muitos de nossos jovens nem sequer sabem quem foi esse estadista que tanto bem fez à humanidade. Mandela ficou preso por 27 e, ao sair, tornou-se um ser melhor. Eis aí uma prova de que a prisão transforma as pessoas. Elas podem tornar-se melhores ou piores. Caberá aos mensaleiros decidir em que pessoas se tornarão ao sair da prisão.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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‘MADIBA’

Mandela se foi e ficou o nosso mundo carente de seu carisma. Com tanta raiva e segregação espalhadas pelo mundo, deveriam todos refletir neste momento de "Madiba", que só teremos futuro num mundo multirracial e multicultural, sem distinção de grupos perante qualquer lei ou regime. Sejam de religiões e raças diferentes, teremos de nos respeitar antes de tudo como seres humanos. Não é o que se vê por aí, até aqui, em nosso país multirracial, vemos um regime de cotas nascer numa época em que isso não funciona mais. Todos iguais perante a lei, assim fala a Constituição, assim deveria ser. Por que mudar?

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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PENSAMENTOS DE NELSON MANDELA

Nos dias em que o mundo está com os olhos voltados para a África do Sul, que chora, dança e ora por Nelson Mandela, algumas de suas citações que certamente contribuem para nosso sempre necessário aperfeiçoamento como homens: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." "Não poderá encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver." "Uma boa cabeça, um bom coração, formam sempre uma combinação formidável." "Sonho com o dia em que todos levantarão e compreenderão que foram feitos para viver como irmãos." "Você não é amado porque é bom, você é bom porque é amado." "Perdoem. Mas não esqueçam!"

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DISTÂNCIA

As palavras citadas de Nelson Mandela pelo "O Estado de S. Paulo", edição de 7/12, de que "o opressor tem de ser libertado tanto quanto o oprimido" e de que "um homem que tira a liberdade de outro é um prisioneiro do ódio, está preso atrás das grades do preconceito e da pobreza de espírito", demonstram a distância e a diferença que o separam de um Hitler, Stálin, de um Fidel Castro e de seus sectários.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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POUCA REPERCUSSÃO

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, do PT/RS, não deve ter ficado muito satisfeita com o segundo enterro do presidente Jango, agora com honras de chefe de Estado e, evidentemente, com todo respeito. Praticamente não teve repercussão alguma. A morte do grande líder Mandela e o sorteio dos jogos da Copa 2014 foram a bola da vez, e nossa cara ministra pouco apareceu. Resumo: deu pouco "Ibope".

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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AS DENÚNCIAS DE ROMEU TUMA JR.

Simplesmente aterradoras as denúncias do ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr. ao escancarar, em entrevista à revista "Veja", as mazelas sobejamente conhecidas da ética petista. O livro que será lançado pelo denunciante, "O Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado", num país minimamente moral e sério, abalaria as instituições arroladas, levando seus responsáveis à cadeia ou a situações incontornáveis. Esperamos que repercutam as verdades comprováveis e que se punam os responsáveis, embora no Brasil, como ninguém assume nada e nem mesmo os principais mandatários, que nunca "sabem de nada", poderá transformar-se em mais um escândalo, que aliás nos desmoralizam a cada dia. Triste país.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

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DOSSIÊS

A especialidade de Aloizio Mercadante sempre foram "dossiês". Pela denúncia de Tuma Jr., vemos com maior clareza o "modus operandi" do partido do governo. Tarso Genro, Gilberto Carvalho, nenhuma novidade. Agora o "Barba" (Lula) como dedo-duro foi demais! E dormia no sofá de couro da sala do Romeu Tuma, no DOPS, nada de dormir no chão ou beliche, como apontado no filme. Foi mentira do delator.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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SEM MORAL

Como as companheiras, que enquanto estão desfrutando do dinheiro "ganho" por seus maridos se calam no luxo, Tuma Jr. só agora vem dizer essas coisas, sem provar, diga-se, e após ter sido flagrado de conversa com um grande contrabandista. Ora, Tuma Jr. não tem sequer moral para essas afirmações.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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A VERDADE

Só existe uma verdade, e muitas versões de conveniência. A hora da verdade está soando para o PT. Com Dirceu preso, Dilma fracassando e Lula sem a barba, como Sansão sem o cabelo, a força do partido está se exaurindo e terá de enfrentar o tsunami de Tuma Jr., que não chegará como marolinha. O ano de 2014 ficará para a História... Viva o Brasil!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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NÃO EXISTEM SANTOS

Acho louvável a iniciativa do ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Jr. de escrever um livro contando o que sabe sobre a podridão no governo Lula. Mas será que dedicou algumas páginas para falar de suas relações de amizade com o mafioso chinês Li Kwen, um dos maiores muambeiros do Brasil? Será que ele falou de quando pediu nomeação do namorado de sua filha para um empreguinho público? E contou o porquê de ter usado sua influência para evitar o flagrante dos envolvidos numa operação de lavagem de dinheiro? Tudo isso está claro nas gravações de suas conversas feitas pela Polícia Federal, divulgadas em 2010 pela imprensa. Infelizmente, não existem santos na política brasileira. Estão todos atolados no mar de lama.

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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PETRALHAS DESMASCARADOS?

Depois de o Lula da Silva esbravejar a profecia aos quatro ventos de que o projeto do PT é ficar até 2022 no "pudê", o senhor Tuma Jr. nos brindou com as denúncias, numa revista semanal de enorme tiragem nacional, contra os desmandos deste (des)governo petralha a longos 11 anos enterrando o Brasil. Além de Lula da Silva, ex-presidente ainda no comando, novamente o ministro Gilberto Carvalho e o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, estão enlameados até o pescoço. A pior denúncia seria a de que Lula da Silva teria compartilhado informações com a ditadura. Será?

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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DESINFORMANTE

Se verdadeiras ou falsas, as graves denúncias produzidas pelo delegado Romeu Tuma Junior, em entrevista à revista "Veja", só as apurações é que dirão. Todavia, naquilo que se refere ao mentiroso patológico que sob o pseudômino de "Barba" fora informante do Dops, nas habituais fugas às suas responsabilidades com o manjado chavão "não sei de nada", mesmo ninguém acreditando em suas palavras, para variar, desta vez poderia sair-se com o "fui um desinformante infiltrado".

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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NOTA DE FALECIMENTO

É com pesar que informo o falecimento de minha mãe, Filomena Matarazzo Suplicy, ocorrido sábado, dia 7 de dezembro, às 18 horas, em sua residência, em São Paulo. Filomena Matarazzo Suplicy, nascida em 24 de setembro de 1908, faleceu aos 105 anos. Era mãe de 11 filhos. Anésio Lara Campos Jr. e Maria Teresa Lara Campos (ambos falecidos) eram filhos de seu primeiro casamento, com Anésio Lara Campos. Viúva, Filomena casou-se com Paulo Cochrane Suplicy, com quem teve mais nove filhos: Besita Matarazzo Suplicy, Vera Matarazzo Suplicy, Paulo Matarazzo Suplicy, Eduardo Matarazzo Suplicy, Roberto Matarazzo Suplicy, Marina Vianna, Ana Maria Suplicy Funaro, Rony Matarazzo Suplicy e Luis Matarazzo Suplicy (também falecido). Filomena deixa 164 descendentes. O enterro aconteceu no domingo, às 15 horas, no Cemitério da Consolação.

Eduardo Matarazzo Suplicy, senador

São Paulo

 

 

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