Fórum dos Leitores

HOMENAGEM A MANDELA

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2013 | 02h07

Caminhos do mundo

Três "celebridades" se encontraram na África do Sul, cada uma representando um caminho no mundo atual: Barack Obama, a força democrática da supervisão; Raúl Castro, a ditadura ideológica com repressão; Dilma Rousseff, a hegemonia partidária por meio de manipulação. Todos em homenagem a Nelson Mandela, a luz da sabedoria na paz e na reconciliação. Vamos rezar para que o exemplo desse grande e saudoso estadista sul-africano venha a prevalecer no mundo, em benefício das futuras gerações.

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

O gigante e os anões

Ajoelham-se moralmente ante esse gigante que mudou o mundo para melhor 91 chefes de Estado. São todos anões perante a visão, a persistência e os valores humanos pelos quais Nelson Mandela batalhou por meio século, mostrando-se à altura do futuro, e não apenas de nosso tempo. Que aprendam com o legado de Mandela a construir o convívio harmônico e igual entre seres humanos diferentes.

ARY NISENBAUM

aryn@uol.com.br

São Paulo

Revoada à África do Sul

Há tempos não se assistia a um número tão grande de personalidades mundiais comparecendo às cerimônias fúnebres de um líder de outro país. Todos se dirigindo à África do Sul para homenagear Nelson Mandela, que com certeza foi um ser humano ímpar deste século, só comparável na História moderna a Mahatma Gandhi. Tratado como Madiba por seu povo, termo que reporta ao clã Thembu, a que Mandela pertencia, e que significa sinal de carinho e respeito, fico indignado com o absurdo de muitos desses denominados líderes terem ido prestar seus "respeitos" a um espírito tão grandioso. Beira o escárnio a presença de muitos deles, caso, por exemplo, de George W. Bush, ex-presidente dos EUA, que montado numa mentira convenientemente armada por ele e seus comparsas atacou o Iraque e causou a morte de milhares de seres humanos, americanos, iraquianos e de outras nacionalidades, sem demonstrar o mínimo remorso. Da comitiva brasileira, que também voou para lá, qual dentre eles o nosso povo poderia chamar de "Madiba"? Claro que nenhum, pois um ou outro pode até ter alguma das suas qualidades, mas com certeza não pode nenhum deles sequer aproximar-se das do líder sul-africano.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Natureza humana

Um tirano tem uma visão doentia e distorcida da natureza e da realidade humanas, por isso consegue lançar trevas por seu caminho. Ao contrário de Mandela, que escreveu: "Tanto oprimidos quanto opressores devem ser libertados". Homens como ele vieram ao mundo para iluminar o tempo em que viveram.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Palavras de sabedoria

"O opressor tem de ser libertado tanto quanto o oprimido. Um homem que tira a liberdade de outro é um prisioneiro do ódio, está preso atrás das grades do preconceito e da pobreza de espírito. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, sua origem ou religião. Para odiar as pessoas precisam aprender e, se aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, mas jamais extinta. Bravo não é quem não tem medo, é quem o vence. Quando nos libertarmos de nosso próprio medo, nossa presença, automaticamente, libertará outros." Sábias palavras do grande líder pacifista após 27 anos (!) de prisão. Seu legado viverá para sempre. Viva Mandela!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Grandeza de espírito

Vítima de um regime racista, Mandela amargou anos de reclusão e de lá saiu para presidir a sua pátria, porém sem ódio, sem exumação de mortos e sem exorcizar raivas e mágoas. Uniu negros e brancos e levou os sul-africanos a olhar para o futuro. Já aqui se vive para procurar culpados e consumar a vingança, criar cotas para isso e para aquilo, gerando o condenável preconceito de cor e classe social. Por isso estamos neste clima de violência desenfreada em todo o Brasil, uma vez que o poder público vive somente para fomentar o verdadeiro apartheid brasileiro.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Poder compartilhado

Ao homenagear o líder negro Nelson Mandela, não me posso esquecer do líder branco Frederik Willem de Klerk, responsável pela iniciativa de compartilhar o poder em nome da paz. Parodiando o ditado chinês "é mais fácil montar um tigre do que desmontar", é mais difícil abrir mão do poder do que conquistá-lo.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Esqueceram Barbosa

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, é hoje a personalidade de maior destaque no mundo quando se fala de Brasil, por suas atitudes e pela condução dura que deu ao processo do mensalão. O ministro Barbosa esteve com Mandela na África do Sul em 2000, quando participou da Pré-Conferência Mundial contra o Racismo. Mesmo assim não foi convidado pela presidente Dilma para integrar a comitiva brasileira que participou da homenagem a Mandela. A atitude da presidente não foi nem uma gafe, mas um vacilo imperdoável que só o PT é capaz de cometer.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

BANCO DO BRASIL

Aposentadorias

A propósito da reportagem Órgão regulador quer limitar aposentadoria do BB (9/12), como a Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil, que presido, foi uma das denunciantes das aposentadorias milionárias dos altos executivos do banco, permito-me alertar que o dr. José Maria Rabelo, da Previc, ao fixar o teto de aposentadorias em R$ 30 mil, não é movido por nenhum desejo de vingança, como afirma a matéria, mas em cumprimento da lei, ao acatar a denúncia formal de que o BB quer espoliar a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), pondo em risco aposentadorias e pensões de milhares de ex-funcionários. Se o Banco do Brasil quer premiar seus altos executivos, que o faça por sua conta, criando, por exemplo, um Brasilprev para eles, não à custa do patrimônio de aposentados e pensionistas associados da Previ.

ISA MUSA DE NORONHA

isamusa@uol.com.br

Belo horizonte  

 

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ADVOCACIA INFLUENTE A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra foi contratada para defender um empresário ligado ao PT, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, em processos no Tribunal de Contas da União (TCU) nos quais ele é suspeito de superfaturamento em serviços prestados ao governo federal. Com certeza ele será inocentado, pois no Brasil não importa a lei, o que importa é a escolha do advogado. O “Estadão”, que está sob censura há 1.533 dias, se quiser resolver essa pendência judicial, deveria contratar Erenice Guerra ou Kakay, um dos advogados mais requisitados de Brasília. Caso contrário, ficará censurado eternamente. Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana  

 

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O ROTO E O RASGADO O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, que ficou conhecido em 2010 por dar ajuda financeira para manter a casa onde funcionou o núcleo da pré-campanha de Dilma Rousseff, é suspeito de superfaturamento em serviços prestados ao governo federal, o que fez com que suas empresas crescessem acima do padrão no governo petista. Contrata para defendê-lo perante o Tribunal de Contas da União (TCU) a ex-ministra Erenice Guerra, sobre quem pesa suspeita de tráfico de influência e lobby de um de seus filhos que operava esquema dentro do Planalto. Contudo, em janeiro de 2011, investigação da Casa Civil sobre os casos termina inconclusiva, sem recomendar nem definir nada, ou seja, em pizza. Sem dúvidas, diante de tal manobra macabra, em que o “roto defende o rasgado”, esperam que o fim seja igual: pizza. Não é?  Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo  

 

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SERÁ? Já que a ex-ministra Erenice Guerra advoga para empresário suspeito de superfaturamento em serviços prestados ao governo federal, será que não tem nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal que seja sócio dos advogados de defesa dos mensaleiros? Isso é apenas uma curiosidade. Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo  

 

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POR ONDE ANDAM? Estava sentindo falta da ex-braço direito da presidente Dilma, a ex-ministra, atual amiga de fé e irmã camarada Erenice Guerra. Ontem ela voltou às capas dos jornais, envolvida em mais um caso que cheira a corrupção por todos os lados. Sinto falta de ouvir falar dos outros tantos ministros do começo do governo Dilma, todos, assim como a Erenice, que perderam seus cargos por avassaladores indícios de corrupção em suas pastas. Claro que ninguém foi investigado, julgado nem muito menos condenado, e devem estar tocando sua vida. Por onde andariam, o que será que estão fazendo os ex-ministros corruptos dos primórdios da era Dilma, em tempos de mudanças ministeriais e eleições? Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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‘ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES’ As reações dos petistas contra a divulgação do livro de Romeu Tuma Jr. apenas comprovam as verdades do livro e o seu título, “Assassinato de Reputações”. Passaram o recibo de que são capazes de fazer um dossiê em menos de 24 horas. Defensores do PT entraram no site Wikipédia no dia 9/12/2013, às 15h36, e fizeram um dossiê de Tuma, falsificando sua data de nascimento para 4/10/1963, quando sua verdadeira data de nascimento é 13/8/1960. Com isso divulgaram outros dossiês pela internet provando que ele, em 1980, não poderia ser da polícia, pois só teria 16 anos. Na realidade, Romeu Tuma Jr. entrou na polícia em 1978, com 18 anos, e em 1980 tinha 20 anos. Não é de agora que conhecemos esta especialidade dos petistas de assassinar reputações, que o diga o íntegro Alcenir Guerra, vítima deles. Goebbels está tremendo de inveja dos métodos do partido.

 

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador  

 

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MAROLINHA POLÍTICA O livro do sr. Turma Jr. nem foi lançado nas livrarias e já provoca reações no sr. Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Por que será? Qual o motivo da fúria? Será que o mistério da morte do Celso Daniel será exumado, e isso vai trazer dores de cabeça ao PT e a suas lideranças? Calma, ministro, isso pode ser só uma marolinha política, não se enerve. Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo  

 

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INVESTIGAÇÃO GERAL E IRRESTRITA As denúncias que o livro de Tuma Jr. faz têm de ser investigadas. Ou o ministro da Justiça só manda investigar o que é contra os tucanos? Estamos esperando, já que estas denúncias têm origem não em papéis apócrifos, como os que ele recebeu do petista Simão Pedro. E agora, já que ele disse que tudo seria investigado? Os cartéis de trens não agiram em outros lugares como Minas, Rio Grande do Sul, etc.? Só em São Paulo é que houve problema?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo  

 

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‘O ESTADO-OMBUDSMAN’ Se depender do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a única notícia que o jornal “O Estado de S. Paulo” deveria publicar são as que podem atingir os adversários do PT, como a do cartel da Siemens, ligando supostamente políticos do PSDB ao fato, e nunca as que falam da prisão dos mensaleiros e do mensalão, que Lula afirmou ser uma invenção da mídia golpista. Sugestão ao ministro: se as notícias que esse jornal vem publicando sobre o partido que defende não lhe agradam, que aconselhe seus integrantes a respeitarem a lei, conforme informou o colunista João Bosco Rabello em sua coluna na página A10 de 8/12 (“O Estado-ombudsman”). Amâncio Lobo Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo  

 

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SE HÁ CORRUPÇÃO, NINGUÉM SABE DE NADA Orestes Quércia não sabia da corrupção em seu governo, Mário Covas não sabia, José Serra não sabia, Geraldo Alckmin não sabia, Gilberto Kassab não sabia, Getúlio Vargas não sabia, Lula não sabia. Tentando diminuir um jornalista que cobre política em Brasília, alguém (Collor) disse a ele: vocês, jornalistas, apenas escrevem a história, nós a fazemos. Fiquei esperando o jornalista responder, mas ele ficou quieto. Poderia ter dito que, sim, de fato, os jornalistas escrevem a história – a história podre – que muitos políticos escrevem. Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo  

 

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CORTEJO FÚNEBRE POR MANDELA A foto estampada na capa do “Estadão” de ontem, mostrando os ex-presidentes acompanhados de Dilma Rousseff, antes de embarcar rumo à África do Sul, bem poderia ser uma bela evidência de evolução institucional e de convívio civilizado entre as forças antagônicas constituídas no contexto político brasileiro. Todos sabemos, porém, que essa não é uma típica imagem que diz mais do que mil palavras, por mais que Dilma tenha destacado, em seu Twitter, se tratar de uma “demonstração de que as eventuais divergências não contaminam as posições do Estado”. Ora, as eventuais divergências contaminam, sim, as posições do Estado. O que, afinal, significam os diversos casos de dossiês aloprados montados por petistas para difamar e acusar sem provas políticos oposicionistas de envolvimento com irregularidades? O que dizer das investigações para lá de estranhas do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), chefiado por um petista de carteirinha – que vêm se valendo de expedientes questionáveis na apuração dos cartéis em licitações de obras metroviárias, viciando e tornando suspeitos processos que poderiam ajudar a conferir às mesmas mais transparência e concorrência? Sra. Dilma, as posições do Estado estão, sim, contaminadas – pela obsessão petista de eliminar os seus adversários e se tornar hegemônico na democracia, que tanto seu partido ajuda a fragilizar. Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

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JUNTOS Inimigos contumazes unidos numa foto do “Estadão” do dia 10/12/2013 é antológico. São caranguejos do mesmo saco! Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo  

 

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TRAVESSIA Os louvores a Mandela, partindo dos nossos políticos “maiores”, são um vazio de generalidades. Mesmo FHC, que prefacia a edição brasileira da autobiografia deste grande herói dos tempos modernos, parece desconhecer o homem, já que, como os demais, concita a todos a tomá-lo como exemplo de homem público, mas exibiu outras práticas, embora delas tenha se afastado. Mandela, como Luther King, não falava em multiracialidade, mas em nacionalidade única. Ao cabo do seu mandato, retirou-se da política, pairando acima de todos, como um grande pai, indulgente, mas atento. Criou uma Comissão da Verdade... e da Reconciliação, com ênfase em reconciliação, obrigando a todos, agentes do Estado e terroristas, a confessar, em primeiro lugar, os seus excessos, antes de acusar o adversário pelos males sofridos. Nunca se fez passar por vestal, mas amadureceu despindo-se dos preconceitos, abominando as práticas da elite do seu partido que, próxima ao poder, acomodou-se e passou a usufruir “facilidades” do Estado. Há duas passagens no seu grande livro, que, estas sim, são exemplares para os verdadeiros estadistas: “O que marca o reinado de todos os grandes líderes é manter o seu povo unido” e “atravessei rios famosos”. Há muitos rios a serem atravessados pelos políticos brasileiros, mas esta travessia a quase totalidade dos que posam na foto à hora do embarque para a África do Sul não deseja fazê-la. Nem podem! Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)  

 

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DILMA E OS EX-PRESIDENTES O funeral do inesquecível Mandela se transformou num verdadeiro “trem da alegria”. Enquanto o Brasil se afunda na areia movediça, “Dilminha” e a quadrilha de ex-presidentes embarcaram, todos sorridentes, rumo à África do Sul (olha o povo pagando a conta!). Será que não aprenderam nada com o legado e o exemplo de Madiba? Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com

São Paulo

 

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COMITIVA Quatro ex-presidentes formam a “comitiva” da presidenta em sua viagem. FHC, Lula, Sarney e, fico abismado, Collor! Um atentado à minha consciência, um desânimo e uma vontade de acordar deste pesadelo. Luiz Alberto de A. Mello luizaamello@ig.com.br

São Paulo

 

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FELIZES E SORRIDENTES Ao ver a foto dos cinco maiores responsáveis pela atual situação do nosso Brasil, felizes e sorridentes, com o avião Aerolula ao fundo: Fernando Henrique, o culpado pela ascensão do PT ao poder; Sarney, o pior presidente que o Brasil já teve; Collor, aquele que saiu tocado após os escândalos de corrupção; Lula, o pai do mensalão; e Dilma, a mãe da queda vertiginosa da nossa economia, fico me perguntando: de que eles riem? Será que é de nós? Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro  

 

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FOGUEIRA DAS VAIDADES

 

A exemplo de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Ignácio, a presidente Dilma não perde a oportunidade de usar a palavra em qualquer cerimônia, seja no âmbito doméstico ou na esfera internacional. Lá foi ela, acompanhada de quatro ex-presidentes, para a África do Sul para participar do funeral de Nelson Mandela, e, novamente, dará vezo ao seu fascínio pelo microfone. Seus discursos, a nosso ver, na maioria das vezes, são isentos de conteúdo e robustos de iniquidades. Durante seu mandato, ele já deixou claro que o que mais ama é viajar e usar da palavra, discursando sem freios e sem comedimento.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo  

 

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DESPRESTÍGIO No tributo à memória de Nelson Mandela, Dilma referiu-se a ele como a personalidade maior do século 20. Lula, ao seu lado, fez cara feia, sentindo-se desprestigiado. Ah, a vaidade... Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo  

 

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CONVERSA NO AVIÃO A política é mesmo sórdida. O cidadão comum, aquele que se envergonha da política brasileira, estaria a pensar: qual seria o diálogo entre políticos tão díspares, trancafiados numa aeronave num voo de mais de 12 horas a caminho da África? Daria tudo para presenciar os falsos diálogos e cortesias, tais quais as representações teatrais mais sutis, a que somente a classe política se submete. Que tarefa árdua para todos esses cinco passageiros “assardinhados” nessa nau repleta de inimigos declarados. O que mais pode um simples cidadão pensar sobre essa cena?

 

Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br

São José do Rio Pardo  

 

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O QUINTETO Depois de ver na primeira página do “Estadão” a fotografia do “Quinteto Presidencial” do Brasil, unidos e alegres, só me restam duas ações a fazer: votar nulo e me mudar para a Venezuela. Ana Lucia de Padua clabap@ip2.com.br

São Paulo  

 

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DECISÃO ERRADA Se, em vez de aconselhar-se com o Sr Lula sobre quem os deveria acompanhar aos funerais do velho Madiba, tivesse dona Dilma pedido audiência ao bom senso, certamente, ao bom senso não faltariam vozes para que a escolha do representante do povo brasileiro, nos funerais, fosse o juiz Joaquim Barbosa. Grave injustiça de dona Dilma. Diria que essa falha deveu-se ao revanchismo; por ser ele implacável contra a corrupção. Prefere uma representação de máscaras (de hipocrisia), visto que, dos quatro, escolhidos um só merece estar no cotejo do herói de um povo; do herói dos princípios. Em recente reportagem do “Estadão”, “tributo a Madiba”, vemos por detrás do sorriso paternal a desilusão de ver seu exemplo ignorado, e seu substituto, Jacob Zuma, desviando “milhões de dólares do contribuinte. E,os véus cinzas da desilusão fecharam-se sobre as faces cândidas do velho preto guerreiro, e esses véus, de funda tristeza, não se lhe levantaram mais. Daí que, forçoso seria no cortejo estivesse um lídimo representante do povo brasileiro, Joaquim Barbosa, que em sendo um abraça a todos os brasileiros, visto trilhar pelos mesmos caminhos de Mandela, com a alma voltada para o povo, de maneira pura e sincera. Irmão de raça, coisa edificante, Joaquim e Mandela, ambos negros, ambos vencedores, ambos empenhados na luta pela igualdade e direitos de todos, que a vendeta  negou-lhes esse derradeiro adeus. Se a Madiba fosse dada a escolha dessa representação: entre a hipocrisia e a sinceridade; entre o disfarce e a verdade; entre a magnificência e a simplicidade; entre a pompa e majestade das comitivas; a sincera lágrima do povo simples e sofrido; entre o oco das palavras sonoras e vazias, e a eficaz ação em prol do povo, certamente sua escolha cairia sobre seu irmão de cor, o juiz Joaquim Barbosa. Antonio Bonival Camargo

São Paulo  

 

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O BRASIL NO FUNERAL Ganharam todas as capas dos jornais brasileiros a presidente Dilma e os outros quatro ex-presidentes. Somando todos os cinco, não fizeram 10% do que o grande Mandela fez para seu povo na África. Todos estão marcados, em suas gestões, por corrupção, ladroeiras, inflação alta, formadores de quadrilhas, maracutaias, descaso com a educação, meio ambiente e saúde. Não escapa um. Esse foi o Brasil no funeral de Mandela. Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba  

 

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ANTES SÓ Quando vi aquela foto na primeira página do “Estadão”, perguntei: o que FHC está fazendo lá? Nem pelo Mandela! Que fosse em avião de carreira. Antes só do que mal acompanhado!

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo  

 

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CONSELHOS DE BAIRROS EM SÃO PAULO O projeto da prefeitura paulistana em eleger 1.125 integrantes de conselhos (2.855 candidatos) de bairros que atuarão em 32 Sub-prefeituras, com a finalidade de ouvir as necessidades  e  aspirações dos moradores,  é sem dúvida uma boa iniciativa que irá ajudar na fiscalização e no planejamento da prefeitura (“Conselhos manipulados”, 7/12, A3). É claro que vereadores e mesmo partidos políticos irão tirar vantagem dessa eleição, porém, se for considerada a tendência crescente de brasileiros apartidários – 38% em 1988 e 56% em 2012, conforme Ibope –, para os paulistanos o que interessa são as soluções dos problemas do bairro, independentemente do partido político envolvido. Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas  

 

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NÃO NOS REPRESENTAM Parabéns ao “Estadão” pelo editorial “Conselhos manipulados”, de 7/12/2013. Participei da Consocial nas três esferas e de um Fórum pós Consocial aqui, no Município de São Paulo. Nada que foi da iniciativa popular da sociedade civil e principalmente quando se trata de controles sobre os políticos eles estão dando atenção, apenas garimpa o que interessa a eles, quando não, plantados por eles através das sanguessugas infiltradas, por exemplo, “financiamento público das campanhas”. Durante o Fórum, visitei seção no Conselho de Saúde, o mais antigo implantado, onde foi visível a manipulação em votações de moções, conforme mostra o editorial, o chefe toma lugar na mesa, coloca em votação a moção, levanta a bandeirinha e mais nove cordeiros fazem a mesma coisa. Um que estava do meu lado era acordado por um colega com uma cotovelada para que levantasse a bandeirinha. 10 a 7, 10 a 5 e 10 a 3 foram os resultados, apesar de estarem no ambiente mais de cem pessoas, obviamente impedidas de votarem pelas regras que eles mesmos fazem. Tanto nas eleições nos três níveis (municipal, estadual e federal) como na tentativa de participação destes conselhos, somente usam a sociedade para legitimar suas pretensões, na maioria das vezes tentando impor à maioria da sociedade civil ideologias que nós não queremos. Eu não vou mais legitimar estes sanguessugas que não nos representam.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo  

 

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RESPALDO PARA OS DESMANDOS Sempre que o PT vence as eleições na prefeitura de São Paulo, é desengavetado o projeto “de poder” total, cujo nome é Conselhos Participativos. Eles seriam excelentes, não fosse a forma indireta de manipular o que eles realmente querem fazer. Usam uma eleição que já é viciada pelas suas origens como respaldo para seus desmandos. Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo  

 

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‘CONSELHOS MANIPULADOS’ Excelente o editorial “Conselhos manipulados” (7/12, A3), pois demonstra fielmente a razão da eleição destes conselhos, em benefício do PT. Durante as gestões dos prefeitos Reinaldo de Barros, Paulo Maluf e Salim Curiat, exerci os cargos de administrador regional, hoje chamados de vice-prefeitos, em diversas regiões da cidade de São Paulo, da zona oeste (Perus-Lapa), zona norte (Vila Maria/Vila Guilherme), zona leste (Tatuapé/Itaquera-Guaianazes), além da assessoria especial do secretário das Administrações Regionais, Francisco Nieto Martin. Portanto, consegui verificar o quanto o poder público é negligente, a começar pela destinação de verbas, falta de pessoal qualificado para atender a população, fiscalização, de acordo com as conveniências, tanto moral como monetária, interferência política do(s) vereadores da região, apadrinhamento e outros conchavos realizados nos corredores da sede da prefeitura, terminando na sala do prefeito. Na época em que exerci o cargo, os canais de cobrança e sugestões nas regionais, sempre foram, as associações ou sociedades amigos dos bairros, organizações sem vínculos políticos, na sua maioria, cujas solicitações, na medida do possível, eram atendidas. Os responsáveis por estas sociedades sempre foram moradores cujas raízes com a região eram bastante conhecidas. Portanto, na minha opinião, estes conselhos criados pelo PT, não resta a menor dúvida, são uma maneira de manipular eleitoralmente, com o objetivo de, está bem claro, transformar 2.855 candidatos em futuros cabos eleitorais. Além do mais, nada justifica, pois a pergunta que não quer calar é qual a função de um vereador? Eles não são eleitos, e ganham bem, para representar suas regiões? Mais uma enorme encenação do PT, que é mestre em jogar para a plateia, pois em matéria de competência é zero.

 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo  

 

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‘AS BICICLETAS E A LEI’

 

Deixo aqui meu agradecimento à desembargadora Lucia Helena do Passo, por ter acolhido recurso contra a decisão da juíza do Rio de Janeiro Raquel de Oliveira, que deu ganho de causa a uma ciclista que, pedalando na contramão, colidiu contra um carro. Decisões erradas só fomentam a violência no trânsito e o consequente caos em nossos hospitais e IMLs. Bicicleta é, perante o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), um veículo, e seu condutor, como o de outro qualquer veículo, tem de respeitar as mesmas normas de circulação nas vias. É óbvio que nossas cidades estão quase que unicamente (mal) preparadas para a circulação de veículos motorizados e essa é a razão para que pedestres e ciclistas burlem a ordem estabelecida em busca de alguma sensatez para seus caminhos. O que não é tão óbvio assim é que com frequência leis, normas e parâmetros técnicos do CTB são usados pelos responsáveis pelo trânsito beirando a má-fé intencional contra a boa circulação e segurança de pedestres, ciclistas e principalmente pessoas com deficiência. Mesmo tendo um trânsito genocida, infelizmente temos uma justiça que parece desconhecer o CTB e suas sutilezas, e ainda faz julgamentos baseados em achismos pessoais. Infelizmente os novos ciclistas, a maioria de classe média e alta, saíram dos seus carros e chegaram à bicicleta com as bolas trocadas. Pouco interessados no respeito à lei e o coletivo antes, atrás do volante, e menos interessados ainda pedalando suas bicicletas chiques. “Sabe com quem está falando?” Como pedestre, ciclista, e principalmente como cidadão que acredita em ordem e progresso, agradeço a desembargadora Lucia Helena do Passo.

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

 

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VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES Reportagem do “Estadão” de 9/12/2013 (A18) ressaltou a iniciativa de responsabilizar os prefeitos pelo desempenho de escolar. Pode ser uma medida útil, mas insuficiente. O resultado recente do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, em inglês), divulgado pelo “Estadão” há dias, permite observar que os países com melhores resultados, ricos ou pobres, são aqueles cujos professores são valorizados. A remuneração do mestre de ensino fundamental e médio, na China ou no Vietnã, é semelhante à de profissionais essenciais, como os médicos, pela mesma carga horária. Sem tal investimento, não adiantará punir o gestor municipal.

 

Pedro Paulo A Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp ppfunari@uol.com.br

Campinas

 

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PEDINDO DESCULPAS Levando-se em consideração as classificações do Pisa e o pedido de desculpas das autoridades educacionais chilenas aos seus estudantes pelos maus resultados obtidos, as autoridades educacionais brasileiras deviam, no mínimo, pagar indenizações aos nossos estudantes.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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UNIVERSIDADES BRASILEIRAS Mais um dado lamentável sobre a educação no Brasil: temos apenas reles 4 universidades entre as “top 100” dos países emergentes. Não estamos falando de EUA, Europa e Japão, mas sim dos chamados “emergentes”, que estão em situação parecida com a nossa. Como pode um país continental e que é a sétima economia mundial como o Brasil ter ínfimos 4% das universidades no “top 100” dos emergentes? É um retrato claro e acabado da incompetência dos governos e de como a educação não é e nunca foi prioridade para os nossos governantes oportunistas e tacanhos, que não investem em pesquisa e ensino de qualidade. Ao invés de investimento maciço em educação de qualidade, meritocracia e excelência das universidades, o que teremos cada vez mais será a demagogia das cotas raciais, o pacto da mediocridade, acomodação e atraso. Com certeza, não é isso o que desejamos para o Brasil e as nossas novas gerações.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo  

 

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O MAU CAMINHO Infelizmente a presidente Dilma está se tornando recordista em mentiras para o povo brasileiro e para a comunidade financeira nacional e internacional. Há algum tempo o “Financial Times” fez um artigo sobre o “jeitinho monetário do Brasil” citando as “tramoias” contábeis feitas pelo governo brasileiro, o que está sendo chamado ironicamente de “contabilidade criativa”. Como consequência disso e das constantes “alterações” dos números reais do governo, técnicos do Tesouro Nacional deram um “aperto” em seu chefe, Arno Augustin, para conter essas “falsificações” e outros truques contábeis pois não querem comprometer seus nomes com falsos números, como se fossem eles a criá-los e para mostrar que não pactuam. Augustin, petista “roxo”, atende às demandas de sua “patroa” sem titubear. O problema é que o governo do Brasil está caminhando rapidamente para um nível “desonesto” para com o povo, as instituições, credores internos e externos. É o mesmo que um devedor mentir ao gerente do banco. Esse é o papel de Augustin, para atender à presidente. Estamos caminhando para o “nível” de Cristina Kirchner que, após tantas mentiras, não tem mais seus números aceitos por credores e o FMI. Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo  

 

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‘DE MANOBRA EM MANOBRA’ Prezada professora Suely Caldas, cumprimento-a pelo artigo de domingo no “Estadão” (“De manobra em manobra”), como sempre. Às vezes fico com a impressão de que alguns membros do governo hibernaram, e quando acordaram, passaram a aplicar métodos e práticas (que aprenderam?) da época em que se formaram. A realidade hoje é bem diferente. O País evoluiu graças à estabilidade, credibilidade que foi construída ao longo dos anos e transparência.  Retroceder custará muito caro ao País. Acho também que a Petrobrás vem fazendo o trabalho da formiguinha (achou o pré-sal, vai investir pesadamente na exploração, etc.) e o governo da cigarra, que só quer tirar proveito para compensar sua displicência. Denis Mori djmori@uol.com.br

São Paulo

 

 

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AS MANOBRAS DE DILMA Acompanho com satisfação os artigos de Suely Caldas no “Estadão”. Quanto ao elogio à “classe média” de Dilma, eu pergunto: que diabo de “classe média” é essa? Com 81 anos de vida, nunca vi nada pior. Aldo Anhezini

São Paulo

 

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FERIDA Li o artigo de domingo no “Estadão” (“De manobra em manobra”) e fiquei um tanto quanto chocado com o cenário econômico do governo Dilma. Muitas constatações bombásticas e frias da autora (foi na ferida). Realmente, é muito triste, por não encontrar outra palavra, descrever a situação do País. Cláudio Salles claudio-salles2011@hotmail.com

Guarulhos    

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NEI SILVEIRA DE ALMEIDA Foi com imenso pesar que recebi a notícia do falecimento do Nei Silveira de Almeida, um idealista e batalhador incansável na luta pela educação e moralização do País. É do saudoso amigo o seguinte poema: “Não há razão para se preocupar, porque das duas, uma: ou você vence na vida ou então perde a partida. Se você vence na vida, não há razão para se preocupar, mas se você perde a partida, das duas, uma: ou você fica contente, ou então fica doente. Se você fica contente, não há razão para se preocupar, mas se você fica doente, das duas, uma: ou você se cura ou a morte lhe procura. Se você se cura, não há razão para se preocupar, mas se a morte lhe procura, das duas, uma: ou você vai para o céu ou então pro beleléu. Se você for para o céu, não há razão para se preocupar, mas se for para o inferno vai encontrar tantos amigos por lá, que não há razão para se preocupar!” Que Nei, despreocupado, descanse em paz. Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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