Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2013 | 02h03

IPTU inconstitucional

Não podia dar outra: o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, por maioria de votos, conceder liminar pedida pela Fiesp e pelo PSDB contra o aumento abusivo do IPTU de 2014, considerado inconstitucional. Melhor que isso, só dois disso! Esperamos um mínimo de bom senso do prefeito pela malddad que pretendeu cometer. O aumento de até 35% fere o princípio da capacidade de contribuição. O reajuste só poderá ser feito com base na inflação, estimada em 5,7% para 2013 pelo IPCA. Por enquanto, o aumento do IPTU está suspenso.

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Impostos e rombo

Agora dá para entender por que a cidade de São Paulo tem os impostos mais altos do País: é para compensar o rombo nas contas municipais causado pelos esquemas criminosos de sonegação de ISS e IPTU. Enquanto a extensão e a magnitude dos golpes não forem apuradas, o prefeito não tem moral para pretender novos sacrifícios do contribuinte paulistano, salvo a correção dos tributos pela inflação oficial.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

O novo na política

Diante da corrupção que corre solta em todos os níveis da administração pública, a ação saneadora do prefeito Fernando Haddad é um alento no cenário político nacional. Como ministro da Educação administrou por sete anos e meio um orçamento que é o dobro do da cidade de São Paulo, de forma ilibada e eficiente. Criou o ProUni, que possibilitou o ingresso de 1,5 milhão de estudantes carentes no ensino superior. Como prefeito e sem aparelhamento, montou um secretariado eminentemente técnico. Criou a Controladoria-Geral do Município, que desbaratou a quadrilha do ISS, cujo prejuízo de R$ 500 milhões é a ponta de um iceberg, pois outros desvios bilionários certamente serão descobertos. A novidade é que o prefeito promoverá em curto prazo o ressarcimento do prejuízo pela cobrança às construtoras envolvidas, acrescido de multa e juros. Outras ações legais caberão ao Ministério Público e à Receita Federal. Até Lula e Dilma, por causa do apoio do PSD ao governo federal, solicitaram moderação ao prefeito, que, mostrando independência, respondeu fortalecendo a Controladoria. Por motivos difusos, incluindo interesses escusos, pessoas tentam desqualificar a ação saneadora do prefeito chamando-o de poste, ignorantes de sua condição de bacharel em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia, com notável reconhecimento acadêmico. O prefeito teve a "maldade" de desbaratar quadrilhas formadas na gestão Serra/Kassab, constituindo uma exceção no desolador e corrupto cenário da política nacional.

PAULO SERGIO FIDELIS GOMES

psf.gomes@ig.com.br

São Paulo

Outra cracolândia

Recentemente foi divulgada pesquisa que apontou alto índice de reprovação da gestão Haddad. Isso reflete a sensação do paulistano de que a cidade está largada, abandonada, sem rumo. E o prefeito, aturdido, perdido, sem saber o que fazer. No complexo viário que interliga a Avenida Paulista, a Rua da Consolação e as Avenidas Angélica, Dr. Arnaldo e Rebouças há um conglomerado de moradores de rua que cresce dia a dia e já progride para uma nova cracolândia. Quem trabalha ou mora na região presencia todos os dias a intensa movimentação no local. E as autoridades responsáveis por zelar pelo espaço público nada fazem até que esteja totalmente degradado.

MÁRIO LUIZ LÚCIO

mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

Moradores de rua

É de estarrecer a "inocência" dos secretários municipais de Segurança Urbana e Assistência Social. Ao ler a entrevista de ambos no Estado de domingo, fiquei assustado, pois eles parecem acreditar em Papai Noel. Esse é um problema que requer atitudes mais drásticas, e não fantasiosas e pouco eficientes. Se querem solução, busquem o ex-prefeito de Nova York e ex-promotor público Rudolph Giuliani, ele tem a receita. Basta ter coragem e não dar ouvidos aos sonhadores.

JOSÉ ROBERTO MARFORIO

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

CET

Sugiro que se mude o nome da CET para Companhia de Entrave ao Trânsito. Sim, porque quem só sabe diminuir a velocidade nas ruas e avenidas sob o pretexto de reduzir os acidentes, não verificando os que acontecem, na maioria, no início da madrugada, e com motos e caminhões, e não é feito nenhum trabalho em cima desse dado; quem distribui indiscriminadamente faixas exclusivas para ônibus, não se importando se o local tem apenas duas faixas de rolamento e não está nem aí se causa enorme prejuízo ao comércio local; quem elege como vilão do trânsito o automóvel particular sem se importar com as condições do transporte coletivo, extremamente precário; quem defende o transporte coletivo, mas discrimina ônibus fretados, empurrando-os para locais e horários incompatíveis com sua função; quem só sabe arrecadar com multas pesadas aplicadas não por agentes, mas por meios eletrônicos, e ainda assim alardeia que tais multas são de caráter educativo, não pode ser uma companhia de engenharia... Para fazer tudo isso basta um estudante da oitava série!

FABIO ORBITE

inforbite@yahoo.com.br

São Paulo

Elogiar é preciso

Passava na terça-feira às 16h30 pela alça da Ponte Morumbi em direção à Avenida Roque Petroni quando vi um dos nossos "marronzinhos", descido de sua caminhonete, usando a pá que trazia na boleia para desentupir um bueiro. É assim que o Brasil vai e irá adiante! Cada um fazendo a sua parte e um pouco da dos outros. Não sei se algum partido político - entre as dezenas existentes - se lembrou de pôr algo assim em seu programa.

LUIZ R. DE BARROS SANTOS

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

CALAMIDADE

Rio de Janeiro alagado

Em qualquer país, até em republiquetas, a chuva de ontem na cidade do Rio de Janeiro não seria motivo para os alagamentos, os transtornos causados ao cidadão e os costumeiros pedidos do prefeito Eduardo Paes à população para que não saia de casa. Bem, quando se é incompetente e se tem uma administração idem, é o que resta fazer. Os alagamentos ocorrem com qualquer chuva e têm surgido outros em locais que nunca alagaram. A incompetência da prefeitura é um espanto. O cidadão agradece ao prefeito o retorno que está tendo e os transtornos que está passando. Pelo visto, a cidade só é maravilhosa em dias de sol.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

 

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A (VERDADEIRA) HISTÓRIA DO BRASIL

 

Questiona-se se Juscelino Kubitschek e Jango teriam (ou não) sido assassinados. A história tem o direito de saber o que aconteceu com os ex-presidentes e todos os que se confrontaram no passado. Isso provavelmente ainda virá à tona, mas dificilmente produzirá efeitos jurídicos ou punições, pois, afora a Anistia, mesmo que tenha havido crime, a maioria dos seus executores já está morta ou prestes a morrer, vencida pela idade. Então, o melhor e mais sério para a verdadeira história brasileira é deixar o deslinde dessas questões para os especialistas. Esses profissionais terão condições de analisar as motivações da ruptura institucional dos anos 60/70 e de esclarecer questões ainda pendentes como, por exemplo, que tipo de democracia pretendiam os insurgentes então apoiados por Cuba, União Soviética e outros regimes totalitários. Poderão, até, questionar contabilmente o que foi feito dos vultosos recursos financeiros oriundos das ditas “expropriações” de bancos e empresas (que resultaram em muitas mortes, inclusive de inocentes) e, em particular, da ajuda monetária recebida do exterior. O governo, que financia tantas ONGs, deveria destinar recursos a professores, historiadores, pesquisadores e entidades de pesquisa de reconhecida capacidade, para proporcionar o levantamento da verdadeira História do Brasil, e não o simples repisar das histórias da ditadura ou dos seus opositores, já sobejamente conhecida. Qualquer tentativa de criminalização de uma parte, endeusando a outra, não atende às demandas do Brasil atual, que reclama por saúde, educação, trabalho, segurança e outros serviços públicos negligenciados. 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DIFÍCIL CONSTRUÇÃO DE HERÓIS E MÁRTIRES A Comissão da Verdade, também conhecida como “Comissão da Vingança”, não consegue decolar num enunciado seguro de culpas e atrocidades dos militares, seus perseguidos favoritos. Há muito tempo tenta “produzir” culpados sem lograr êxito e, pior, “ninguém dá bola” para uma comissão que tenta tirar de informações deficientes grandes tragédias. Apesar de todos terem pousado as armas, terroristas e torturadores, assim como agentes do governo, se satisfizeram com o desfecho da questão com uma anistia, decisão típica do Brasil. Entretanto, a referida comissão não a aceita e não se cansa na busca de heróis e ou mártires da esquerda e agentes do governo brutais, o que está difícil. Além dos que se disseram vítimas de torturas e que não o foram, como mostram diversos testemunhos, há uma forte suspeição e também testemunha de que a presidente Dilma Rousseff não foi torturada, ao contrário do que diz. De qualquer forma, está difícil para os “vingadores” criarem heróis e ou mártires da esquerda. Os últimos, Jango e Juscelino, foram as recentes piadas endossadas pela ministra Maria de Rosário, que busca loucamente vítimas da revolução de 1964. Apareceram testemunhas de que Jango morreu mesmo do coração e, quanto a Juscelino, testemunhas afirmam que nos restos mortais do seu motorista foi encontrado um prego no interior do crânio, que os técnicos reconheceram como pertencente ao caixão. Agora a Comissão da Verdade definiu melhor: não é prego, e sim uma “bala”, resultante de um tiro a mando do presidente Figueiredo. E assim prossegue a história, com conjeturas e alucinações. O fato é que, depois de tanto tempo gastando o nosso dinheiro, a comissão não obteve resultado importante identificando agentes do governo, principalmente militares, seu alvo preferido. Estão tentando criar histórias que ainda não passaram da fase de inverossímil. Tem-se de reconhecer que o esforço da comissão tem sido enorme, organizaram um grupo de pessoas os mais “raivosos” possível, sem nenhuma tentativa de apontar  assassinos e torturadores dentre os terroristas, pelo que aparentemente não os há. Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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RESPEITO ÀS FAMÍLIAS Cumprimento a intenção da Comissão da Verdade em buscar a causa da morte de líderes que marcaram presença no desenrolar da política brasileira. Os direitos humanos e o nosso ordenamento jurídico conferem a imprescritibilidade do direito da personalidade. A família Herzog teve seus direitos quando o governo militar se responsabilizou pela morte de Vladimir, e que continue assim, em respeito às outras famílias, como a de Juscelino Kubitschek.

 

Felipe da Silva Prado  felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

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MISTÉRIOS Desde 1963, os EUA tentam descobrir quem matou JFK; desde 1976, o Brasil tenta descobrir quem “matou” JK. Um dia a verdade será descoberta. J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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JFK E JK – A CONSPIRAÇÃO Recentemente pudemos acompanhar uma série de reportagens sobre os 50 anos do atentado de Dallas que vitimou o presidente Kennedy, nos EUA. Várias conjecturas, que perduram no tempo, sobre o número de atiradores, sobre a possível conspiração etc. Eis que agora já teremos como rivalizar com os americanos. A Comissão da Verdade concluiu que o desastre de carro que vitimou JK foi um atentado. Um atirador de escol vitimou o motorista do carro que o conduzia, provocando o desastre, fazendo com que o veículo cruzasse a pista e se chocasse com o ônibus. Haja criatividade para imaginar alguém estrategicamente posicionado num ponto específico da rodovia capaz de disparar com tamanha precisão tal tiro. Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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MATARAM JK, FINALMENTE O solerte vereador Natalini convocou a imprensa para informar que a comissão por ele presidida detectou mais de 90 indícios e obteve testemunhos que comprovam que “JK não morreu de morte morrida, mas, sim, de morte matada” (sic). Esclareceu que um dos motoristas que teria presenciado o fato, com “olho de lince”, à distância considerável e com pouca luz, viu que o condutor do veículo do ex-presidente, antes da batida, estava com a cabeça deitada entre o volante e a porta do carro. Outro depoimento por ele destacado, considerado de suma importância, foi o do motorista do ônibus da Cometa, que se envolveu no acidente, que afirmou ter sido procurado alguns dias depois por dois estranhos que ofereceram duas caixas cheias de dinheiro para comprar o seu silêncio. Causa espécie que empedernidos matadores, que tiveram a audácia e a perspicácia para engendrar um pavoroso “acidente” que redundou na morte de um político eminente e carismático, ao invés de eliminar uma testemunha de tal relevância, o que seria concretizado com enorme facilidade pelos “membros da cruel ditadura”, tenham preferido mantê-la viva, correndo o risco de serem desmascarados posteriormente, o que estaria ocorrendo agora, quase 40 anos depois. Vigora no âmbito das máfias a regra que determina a imediata “queima de arquivo”, precavendo-se contra surpresas futuras. Não foi o que se deu com as testemunhas do assassinato do prefeito Celso Daniel? E o petista em apreço nem foi executado por integrantes de algum tipo de facção ditatorial, não é verdade? Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

 

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HOMENAGEM No dia em que a presidente Dilma e quatro ex-presidentes da República foram homenagear Nelson Mandela, aqui, no Brasil, finalmente a Comissão da Verdade esclarece, em definitivo, o que já se suspeitava. Juscelino foi assassinado. A Nação agora tem todo o direito de saber quais foram os responsáveis pelo hediondo crime, não para puni-los, o que seria esperar demais de nosso Judiciário, mas para que se homenageie, também, o ilustre brasileiro.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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À MODA DA VENEZUELA Primeiro foi o Jango, agora o Juscelino. Estão à procura do nosso Bolivar para que, em seguida, apareça um passarinho azul para dar conselhos políticos e econômicos infalíveis. Frederico Fontoura fredy1943@gmail.com

São Paulo

 

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MORTES INVESTIGADAS Agora é a vez da morte do JK, a ser investigada sob suposto assassinato pelos militares na época da ditadura. Há poucos dias foi a vez do envenenamento de Jango, do qual esperamos os resultados. Quem será o próximo a justificar da existência Comissão da Verdade? A título de sugestão, por que não apuram a verdade sobre quais dos atuais ocupantes do governo petista estavam envolvido no assassinato do soldado Mario Kosel Filho, enquanto cumpria seu dever constitucional com a Pátria? Se isso lhes incomoda, então vamos ao assassinato do ex-prefeito Celso Daniel. Afinal, ele era um petista e estarão em casa.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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O ASSASSINATO DE JK Nada contra que a Comissão da Verdade elucide os assassinatos cometidos pela ditadura militar no Brasil, desde que faça o mesmo com os assassinatos e atentados praticados pelos ex-terroristas e atuais socialistas bolivarianos de carteirinha, que continuam vivos e atuantes na política brasileira. Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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COMISSÃO DA VERDADE Estou decepcionada. Imaginei que a Comissão da Verdade fosse conseguir provar que os militares envenenaram Jango. Tiraram o ex-presidente de seu eterno descanso e nada! Agora, apelaram para Juscelino. Vamos ver se desta vez emplacam. Afinal, convenhamos, um país governado por um partido que se diz de esquerda, mas que não consiga apresentar nenhum ex-presidente vítima da opressão, fica sem graça. Força aí, pessoal da Comissão da Verdade, ainda dá para investigar se foram os “milicos” que cortaram o mindinho de Lula.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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AGENDA As Comissões da Verdade, em vez de ficarem investigando cadáveres, que se preocupem com o verdadeiro caos da saúde pública, com a situação real da educação no Brasil, com a verdadeira insegurança da população, do comodismo e verdadeira necessidade dos bolsas-dependentes. Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

   

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UM HISTÓRICO APERTO DE MÃOS

 

 A cena histórica da troca de aperto de mãos entre o presidente Barack Obama e Raul Castro, durante as cerimônias fúnebres do sepultamento de Nelson Mandela, pode ter um significado mais amplo do que o simbólico fato em si. A diplomacia americana terá uma excelente oportunidade de esquecer o fosso ideológico entre os EUA e Cuba, e doravante desenvolver iniciativas eficazes e necessárias para a suspensão do embargo econômico imposto há 50 anos à ilha dos irmãos Castro. É certo e indiscutível que, com a suspensão dos embargos, as relações econômicas entre os dois países tomarão um novo rumo e produzirão efeitos benéficos, em especial para a sofrida população cubana. Uma imperdível oportunidade para que seja demonstrado a todo o mundo a falência de um regime autoritário, imposto ao país caribenho durante décadas, regime que absolutamente nada mais fez que aumentar a pobreza no país, retratada pelo caos econômico em que vive Cuba nos dias atuais.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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EXEMPLO PARA O MUNDO A vida nos prega situações em que somos obrigados a agir diferentemente das realidades que nos reserva. O presidente Obama, um dos 90 chefes de governo que compareceram à cerimônia religiosa em memória do grande líder Nelson Mandela, teve de cumprimentar Raul Castro, que junto com seu irmão Fidel comandam um dos regimes mais sanguinários do mundo. Seu gesto não poderia ser diferente, Obama sabia que o mundo o acompanhava pelos meios de comunicação nas homenagens e, em sendo o maior líder do mundo moderno, teria de demonstrar justamente a lição que Mandela deixou, ou seja, a tolerância para com o inimigo. Sua elogiável atitude como líder e estadista da maior nação do ocidente não poderia ser diferente. Isso não quer dizer que o presidente Obama vá ser condescendente com o regime de Cuba. Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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SITUAÇÃO EMBARAÇOSA O funeral de Mandela fez com que dois polos antagônicos na política internacional trocassem apertos de mãos. Obama e Raúl Castro, meio constrangidos, vão tirar de letra essa situação embaraçosa, mas o mico maior vai ser difícil para o Obama pagar: ao lado da musa da Dinamarca e do gentleman inglês, Obama apareceu se autofotografando, e ao lado a fisionomia nada amigável da Michele Obama. Com certeza o bicho pegou (“Estadão”, 11/12, A1).   Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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ALAGAMENTOS NO RIO DE JANEIRO O prefeito Eduardo Paes, em declaração a uma repórter de um telejornal, mostrou-se surpreso com o volume de água numa determinada área da cidade e disse que tem de apurar. Genial a declaração dele. Apurar, prefeito? É, de repente um e-mail para São Pedro ajudaria. Quanta incompetência! E ainda dá uma declaração dessa. Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com  

Rio de Janeiro

 

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RIO EM ESTADO DE ALERTA O prefeito do Rio de Janeiro reconhece que é inaceitável o alagamento na Via Binário, inaugurada há menos de dois meses na cidade. Eduardo Paes avalia que houve erro na engenharia da construção, que foi criada para substituir o elevado da Perimetral, demolido há cerca de um mês. Isso não é desculpa e ninguém mais aceita a irresponsabilidade e brincadeira do prefeito com o dinheiro público, que literalmente é jogado na privada (ou na água).

 

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

 

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PROTESTO DOS SEM-TETO O movimento dos Sem-Teto parou o trânsito na Avenida Paulista ontem, e isso se espraiou por parte da cidade. Esses movimentos dos sem-teto, sem-terra, etc. querem se aproveitar dos demais cidadãos, que trabalham, economizam com sacrifício o seu dinheiro e, abstendo-se de muitas coisas que gostariam de ter, conseguem a própria moradia. Querem que os outros paguem e lhes deem de presente casas, terras, etc. Por que não vão estudar, trabalhar e economizar? Querem tudo de presente porque são vagabundos. Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

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NO LUGAR ERRADO Certas manifestações são recorrentes e intoleráveis, como a realizada pelos integrantes do Movimento dos Sem-Teto em frente ao prédio do prefeito. Estes baderneiros invadiram propriedade particular, roubaram energia elétrica, tiveram integrantes presos e irracionalmente exigiam que o prefeito se responsabilizasse pela soltura do único companheiro que ainda estava encarcerado. Nenhuma manifestação desse tipo, ruidosa e feita por horas durante a madrugada, perturbando outros moradores, é aceitável, mas, caso fosse justificável, quem a orquestrou deveria promovê-la em frente do prédio da autoridade responsável pela prisão do transgressor da lei. Valdenice Santana dos Santos santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

 

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LEGALIZAÇÃO DA MACONHA NO URUGUAI O Uruguai é o primeiro país do mundo a legalizar a maconha, e o objetivo central do governo é tirar dos traficantes a maior fonte de renda e arrecadação, que é a maconha. Diante disso, o governo uruguaio estatizou a produção, distribuição, venda e até o controle de consumo do usuário através de cartão, criando a figura do “maconheiro de carteirinha”. Se na prática a estatização não funciona na produção de aço, energia, etc., com empreguismo e corrupção de toda ordem, por que agora irá funcionar na produção e comercialização da maconha? Como a criminalidade e o consumo de drogas estão intimamente ligados, será que o Uruguai não irá se transformar no centro mundial de marginais? Só o tempo dirá se esse projeto irá dar certo. Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DECISÃO HISTÓRICA Cumprimento o Senado do Uruguai pela aprovação da lei que autoriza a produção e o comércio da maconha no país. É uma decisão histórica, que coloca o vizinho Uruguai no patamar dos países evoluídos, modernos e civilizados. O Uruguai dá um bom exemplo ao mundo ao lidar com coragem e bom senso com a delicada questão das drogas, ao priorizar a política de redução de danos, e não a da repressão e castigo. A legalização da maconha no país irá contrariar os interesses dos traficantes e da banda podre da polícia, reduzirá os crimes e ainda trará novas receitas ao Estado uruguaio. Oxalá o Brasil aprenda com o bom exemplo e se espelhe no Uruguai. A chamada política de “guerra às drogas” copiada dos EUA é um retumbante fracasso e suas consequências são desastrosas, com mais violência e crimes.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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SÍMBOLO NACIONAL Para completar definitivamente, só falta mesmo é o desenho do “raminho” na bandeira do Uruguai. Aí, sim, fica emblemático. José Piacsek Neto bubanetopiaccsek@gmail.com

Avanhandava

 

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DROGA LEGALIZADA Pois então, presidente Dilma, vai ficar atrás do Uruguai, que legalizou a maconha? Que tal legalizar a corrupção no Brasil? Ela já é tão clara e transparente que ninguém notará nada. Estipule um teto mínimo e máximo a ser corrompido. Quem extrapolar, a senhora aposenta com salário integral e sem descontos. Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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VAI ‘BEM’ A AMÉRICA LATINA Uruguai legaliza a maconha;  saques deixam sete mortos em cidades argentinas; chavismo faz 75% dos prefeitos no pleito municipal venezuelano... Enquanto isso, o país tropical desce a ladeira com seu pibinho, desindustrialização, déficits, 50 mil homicídios/ano,  escolas mal na foto e com a juventude na rua dizendo que partido algum a representa. Vai “bem” a América Latina. Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

 

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O SUS E O DESCASO FUNCIONAL

 

Diversas manifestações de técnicos declaram que o problema maior do Sistema Único de Saúde (SUS) não é a falta de verbas, mas o precário e falho gerenciamento. Na verdade, enfrenta o sistema de saúde nacional problema de endereçamento de verbas e, também, de eficácia gerencial. As Santas Casas, por exemplo, verdadeiro sustentáculo do SUS, recebem apenas 60% de cada diária a cargo do sistema, estando, por isso, deficitárias e dezenas delas fechando suas portas. Além de tudo, o atendimento ofertado pelo SUS é de péssima qualidade e joga nos corredores dos locais de atendimento os necessitados e beneficiários do órgão estatal, o que sugere a necessidade, pois, de uma reforma total no sistema. Perfeitamente adequado o editorial do “Estadão” sobre o SUS (“Como melhorar o SUS”, 11/12, A3), que merece ser lido e seguido pelo ministro da Saúde e dirigentes do órgão, implementando as ideias nele expostas. José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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O SUS INVISÍVEL Pense no que você fez hoje, em sua rotina: se foi a farmácia, vacinou-se, se fez compras no supermercado, se foi à padaria, feira livre, precisou de um procedimento médico de alta complexidade? Comprou água ou foi a um estabelecimento comercial?  Pensou? Diante de sua resposta, não tenha dúvida: você utilizou o SUS. Segundo pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 34% da população acredita que não utiliza os serviços do Sistema Único de Saúde. São 25 anos de SUS e a maioria da população desconhece a abrangência do SUS. O sistema gratuito e universal do Brasil é referência mundial de prevenção à aids, é recordista de transplantes, reduziu com louvor a mortalidade infantil e materna, foi o primeiro país do mundo a eliminar a poliomielite, é o único país que vacina idosos gratuitamente contra a gripe. São avanços que poucas pessoas conhecem, porque grande parte de mídia prefere exibir imagens de filas e atendimentos precários e as assessorias governamentais, muitas vezes, atuam apenas em demandas da imprensa. Adriana Santos adrianasantos.jornalista@gmail.com

Belo Horizonte

 

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TAPETÃO NO CAMPEONATO BRASILEIRO

 

Se confirmados o tapetão e a volta do Fluminense para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, o torcedor honesto, sério e ciente do perigo dos estádios deve ficar em casa em dias de jogos de seu time. Estará em segurança. Arquibancada de estádio no Brasil é mais perigoso do que uma esquina em Bagdá ou Cabul. O Brasil não é mais o país do futebol, é o país do crime organizado, desde o ladrão de pirulito em porta de escola até o ladrão chefe de Brasília, que “ninguém” sabe quem é. Se o Fluminense voltar para a primeira divisão, não será algo espantoso, pois políticos condenados ainda são deputados federais, tratados como “doutores” pelos humildes que tem medo e pelos ricos que querem favores. O Brasil apodreceu, só falta cair da árvore!

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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CASUÍSMO NO FUTEBOL Palhaçada, novamente tapetão. Cancelemos todos, caso venha a ocorrer, nossas assinaturas premier imediatamente. Não podemos aceitar mais um casuísmo neste vergonhoso, desonesto e “global” futebol brasileiro. Por favor, “Estadão”, ajude-nos e não se curve. Chega de corrupção. E aproveito para solicitar à mídia escrita, falada e televisada esportiva que não incite o povão que acompanha o futebol, como se estar na segunda divisão fosse uma catástrofe total. Absolutamente, a grandeza de um clube se faz com sua história, não somente vencedora, mas séria, como é a nossa querida Lusa, mesmo não sendo seu torcedor. Claudio A. S. Baptista clabap@ip2.com.br

São Paulo

 

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QUEDA LIVRE

 

No Brasil tudo cai: o satélite, o PIB, o Vasco, o Fluminense... Só não caem a violência, a inflação, os impostos, os cartéis.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella..net

São Paulo

 

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INCOMPETÊNCIA Fluminense, Vasco e o satélite brasileiro. Os três caíram juntos. Fatalidade ou incompetência? Se for para arriscar um palpite, eu fico com a segunda alternativa. Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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E OS POLÍTICOS? As cenas fortes de batalha campal, transmitidas ao vivo e a cores pela televisão no domingo, durante a partida entre o Vasco da Gama e o Atlético Paranaense em Joinville, cuja recorrência vem aumentando nos últimos tempos, têm como efeito nefasto, é óbvio, o afastamento cada vez maior dos estádios dos verdadeiros apaixonados por futebol e das famílias, os que abrilhantam o espetáculo, dando lugar a selvagens e assassinos travestidos de torcedores. Esses episódios, no entanto, remetem-nos a temores bem mais fundamentais, ligados à inescapável sensação de falência da nossa Justiça e de sua incapacidade ser aplicada com um mínimo de eficiência, no sentido de fortalecer a confiança da sociedade. A poucos meses da Copa do Mundo, numa época em que a tecnologia permite identificar com nitidez os protagonistas de tais acontecimentos, verificamos com tristeza a ausência completa de punições e, inclusive, o retorno daqueles vândalos aos estádios, em partidas posteriores. O que se vê, em contrapartida? Um lamentável jogo de empurra entre o Ministério Público e a Polícia do Estado de Santa Catarina, sem as necessárias iniciativas para resolver o problema e penalizar exemplarmente os responsáveis. Será que os melancólicos eventos que se verificam com frequência cada vez mais preocupante nas nossas arenas constituem somente a metástase de um tumor mais grave que vem retirando a saúde e a vitalidade da sociedade? Se for, é necessário um tratamento urgente com remédios fortes e, às vezes, amargos. É a grande oportunidade de nossos políticos se mostrarem dispostos a melhorar o baixo conceito de que desfrutam entre a população, ao invés de tentarem vender uma imagem de “boas praças” e emitirem declarações cosméticas, dando conta de que em várias partes do mundo ocorrem fatos semelhantes. Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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O FUTEBOL DA VERGONHA Vergonhoso o espetáculo que o Brasil mostrou ao mundo no futebol em Joinville. Os jornais de todo o País exibiram em destaque a falta de policiamento, a violência e a barbárie praticadas no estádio. O Brasil vai sediar a Copa de 2014 e vende essas imagens? Fala-se muito em impunidade, mas o que está faltando é limite na criação dos filhos. Essas pessoas que saem por aí barbarizando nada temem. A lei deveria ser implacável e a punição deveria levar em conta a gravidade dos fatos. Até quando vamos suportar esse estado de coisas e ficar exclamando? Será que nossas autoridades também entregaram os pontos?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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SEGURANÇA NOS ESTÁDIOS Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para preservação da ordem pública, e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I – Polícia Federal; II - Polícia Rodoviária Federal; lll – Polícia Ferroviária Federal; lV – Polícias Civis; V – Polícia militar e Corpo de Bombeiros Militar. Se um promotor recomenda a uma polícia para não dar segurança ao estádio de futebol, porque é privado, certamente lá não tinha pessoas, que pagam impostos, nem patrimônio. Por que, então, as polícias rodoviária e militar, nas estradas e nas ruas, se os carros são particulares? Para multar! É preocupante, a situação do País, com políticos, gestores e agentes públicos, que querem bom salário, poder e mordomias, e não querem trabalhar. Talvez entenderam que incolumidade é bagaceira. Jurailde Barbosa juraildebarbosa@hotmail.com

Taguatinga (DF)

 

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IMAGENS NOVAS, ASSUNTO ANTIGO Frequentei (hoje vou raramente) estádios de futebol desde o tempo em que a prefeitura fornecia ônibus da CMTC para os torcedores e de graça. Parou porque quebravam e danificavam sem qualquer motivo. Nos estádios vi os torcedores quebrando banheiros e roubando torneiras. No domingo, o que vi e o Brasil todo viu não é novo, pois nos últimos anos tudo foi filmado e nada aconteceu. Os torcedores na ida aos estádios, dentro e na volta, fazem o que querem, são filmados e nada acontece. Quem sai do Estado ou do País para ver jogo? Apenas quem está de férias ou não trabalha. Se está de férias, a maioria não vai a jogo de futebol e quem não trabalha não sei como faz. Na grande maioria são os mesmos, mas, como nada acontece, estão sempre aí. Ouvir o ministro do Esporte, assim como ouvir a nossa presidente, é tão infantil que não sei em que mundo vivem, uma vez que isso ocorre há anos e nada acontece, ou seja, daqui a uma semana não se fala mais no assunto e vamos aguardar as imagens em janeiro, quando volta o futebol. Na Copa nada vai acontecer dentro dos estádios, porque a Fifa não distribui ingressos. Temo pela vida dos estrangeiros nas ruas assim como nós, cidadãos brasileiros, que não sabemos se vamos voltar para casa. Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

 

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JOGO DE EMPURRA

 

O pior de toda essa violência que vimos domingo em Joinville é que nada vai acontecer, ninguém vai ser punido e, logo mais, veremos isso outra vez. Já estamos vendo o costumeiro jogo de empurra entre as autoridades, em que ninguém se responsabiliza pelo ocorrido.

 

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

 

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BANDIDOS NA TORCIDA Ratos sempre existiram, mas quando ficam muito à vista é porque a taxa está alta. Por causas óbvias para quem quer enxergar, hoje a taxa de bandidos está muito alta, quer dos infiltrados nas torcidas, nos movimentos de rua, no trânsito, como em qualquer outro ambiente. A mídia tem tido um papel fundamental de mostrar tudo isso e atualmente o faz com rapidez e geralmente com eficiência. Mas, infelizmente, existem também os efeitos colaterais ruins. Um deles é dar visibilidade a esses picaretas e isso acaba despertando o interesse dos miolos de galinha, cuja taxa também está bem alta. Talvez a primeira coisa que a mídia deve corrigir é dar nome correto para os elementos. Dizer que houve briga entre a torcida do Vasco e do Atlético Paranaense é uma grande impropriedade. O que houve, isso sim, foi uma selvageria entre bandidos infiltrados tanto numa torcida como na outra, como existem também nas demais.  Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

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FUTEBOL E POLÍTICA

 

Essa selvageria no futebol é o fruto e legado do atual governo brasileiro e dos direitos humanos que mandaram ir buscar os torcedores bandidos do episódio na Bolívia. O que se vê hoje é uma a sociedade completamente refém da falta escrúpulos de nossos políticos, que indiretamente contribuem para incentivar a onda de violência vista diariamente nas ruas, nos estádios, etc. A falta de leis mais rigorosas, a impunidade, a corrupção são crimes políticos tão selvagens quanto toda essa barbárie praticada por esses torcedores. Prendem dentro de suas casas atônito e com medo o cidadão de bem, e mandam descaradamente soltar nas ruas de nosso país verdadeiros vândalos. Este é o país da Copa! Emanuel Angelo do Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

Osasco

 

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BOICOTE Sabe o que deveria acontecer aqui, na Copa do Mundo, depois desta palhaçada de briga no jogo do Atlético e Vasco? Depois das imagens que correram o mundo, nenhum torcedor das outras seleções deveria vir, e aí todos, indiscriminadamente, teriam um prejuízo imenso. Jose Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

 

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UM ANO SEM FUTEBOL Se eu fosse a juíza e/ou presidenta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), daria uma punição a quem deve repensar as atitudes. Na minha opinião, depois de um lamentável (e comum) incidente de torcidas, faria como punição ao País o corte de todo e qualquer jogo ou campeonato oficial de futebol pelo País durante o ano inteiro de 2014. Ou seja, de janeiro a dezembro de 2014. Só assim, com uma 40 a caráter, nossas queridas torcidas pseudo-organizadas teriam tempo suficiente para se desfazerem e se recriarem decentemente, inclusive para recriarem a proposta original do futebol. Ver cenas como as vistas e repetidas tantas vezes só me dão nojo e repúdio de um país onde o prazer do povo é ver pancadaria. Que me desculpem os torcedores – sou uma também –, mas não aguento desrespeito e falta de educação, por isso, como professora, exponho o que penso e gostaria imensamente de acreditar que meus alunos, em momento nenhum, estejam envolvidos em barbaridades como estas. Samantha Mester samanthamester@hotmail.com

São Paulo

 

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STJD Os responsáveis pela violência nos estádios é deste órgão, que teve uma eleição nebulosa para a presidência. Seus componentes, presumo, devem ter relações com todos os clubes e federações, além da TV, é óbvio. Se punissem os dirigentes com rigor, mormente, os presidentes dessas agremiações, os quais distribuem ingressos, cedem espaços dentro dos estádios para guarda e venda de uniformes e pagam passagens dessas torcidas organizadas, a situação seria diferente. O País atravessa uma crise tremenda de cima para baixo. O vandalismo nos estádios é um pequeno estopim em que reina a impunidade. Aqueles monstros não são torcedores, tampouco amam os clubes dos quais não vestem a camisa oficial. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tem nas mãos instrumentos capazes de penas mais enérgicas do que perda de mando de campo. Suspendam os presidentes desses clubes, sejam eles quais forem. Eliminem a farra da distribuição de ingressos. Proíbam uniformizadas nos estádios. Retenham esses monstros nas delegacias por até cinco horas antes e cinco posteriores e cada partida. Só assim a paz voltará a reinar nos campos de futebol. Ah! Sou vascaíno com muito orgulho, não me envergonho de dizê-lo, tenho vergonha dos peladeiros e dos brucutus dentro e fora de campo. Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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A UM PASSO DO CANIBALISMO Ao final da vida, a vergonha de ter nascido brasileiro. Brasil 2013, a um passo do canibalismo! Arary da Cruz Tiriba atiriba@terra.com.br

São Paulo

 

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TRAVESSIA FUGA DAS ILHAS No último domingo, 8/12/2013, foi realizada em São Sebastião (SP) a Travessia Fuga das Ilhas, famosa por sua paisagem incrível, alto astral, gente bonita, boa oportunidade de prova para fechar o ano. Esta foi a 3.ª vez que participei da travessia, até então muito me surpreendia a organização da prova. Porém, desta vez, foi diferente. Estava nítido que o dinheiro que eles estavam ganhando, à custa dos nadadores, era o que importava, e os atletas que se virassem. Havia muita gente “competindo”, muito mais do que a organização dava conta. Não souberam lidar com a falta de uma das escunas (cadê o plano B? Quem trabalha com eventos muitas vezes depende disso!) e isso afetou a boa realização da prova de alguns atletas. Faltaram salva-vidas (eram poucos os botes/barcos para casos de emergências), pondo em risco a vida dos atletas, afinal o mar estava agitado e havia correnteza. O pouco-caso com quem queria reclamar, afinal nessas horas ninguém é responsável pelo evento, ninguém pode responder. Além dos atrasos das baterias e outras pequenas coisas. Vergonhoso. Julie Fischer jubororos@yahoo.com.br

São Paulo

 

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