Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2013 | 02h02

Doações de campanha

Está na hora de os partidos obterem os recursos de que necessitam para sobreviver, e eleger seus membros para funções de representação no governo, de quem acredita em suas propostas e acompanha seus trabalhos. Até agora, fazendo ou não o que se comprometem em seus estatutos e programas, recebem dinheiro público e dos que se beneficiam diretamente de suas atividades, principalmente empresas jurídicas, e deixam aos eleitores a simples função de votar. Eleições viraram disputas entre agências de propaganda, que captam o que a população deseja apenas para formular as campanhas e induzir o voto dos eleitores, sem que haja compromisso efetivo com o cumprimento das promessas feitas. Basta!

JORGE ALVES

jorgersalves@2me.com.br

Jaú

O poder e o dinheiro

Está muito claro para os cidadãos com um mínimo de informação que empresa que faz doação a políticos para fins eleitorais fica credora de favores. Na realidade, a empresa faz um investimento no político e espera auferir lucros e "juros compostos". Bom seria se cada eleitor que estivesse convencido de sua representatividade nos Poderes Legislativo e Executivo ajudasse, com seus recursos, a eleger aqueles em que acreditasse. As eleições ficariam baratas, não haveria exageros nas propagandas nem lixo de "santinhos" e outros tipos de propaganda de candidatos nas ruas, entre outras inconveniências que ocorrem em épocas de eleição e das quais os eleitores estão fartos. "Vamos combinar" que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem a obrigação de entender que, nas eleições onde estiverem subjacentes apenas o poder e o dinheiro, não haverá escolha de políticos honestos. Trata-se de uma incongruência, um desvio de lógica. Ou melhor, um absurdo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Outras mudanças

Não entendi o porquê de o ministro Teori Zavascki pedir vista do processo que proíbe doações de empresas privadas a campanhas eleitorais. É patente, de notoriedade reconhecida, que o dinheiro dessas empresas não só desequilibra o resultado das eleições - o que por si só já deveria estar proibido há tempos -, como também instiga a corrupção, eis que o político fica com o "rabo preso", principalmente, com as que têm como clientes principais órgãos públicos. E são exatamente elas que participam desse jogo de cartas marcadas com muito dinheiro. Mas existem outros dois cânceres no processo político eleitoral que também devem ser extirpados porque estimulam a corrupção e a compra de votos: a coligação partidária, que faz inchar a máquina pública com farta distribuição de cargos (vide os absurdos 39 ministérios), e, por consequência, os partidos nanicos, que estão lá para se venderem a quem dá mais; e a obrigatoriedade do voto, porque boa parte do eleitorado (burro e/ou comprado) não compareceria às urnas, fazendo a eleição ter pessoas de melhor qualificação para escolher os candidatos e partidos. Seria de bom alvitre os ministros do STF incluírem na pauta essas mudanças, que certamente farão enorme bem ao País e à sociedade.

JOSÉ EDUARDO VICTOR

je.victor@estadao.com.br

Jaú

Bom só para o PT

Os juízes do STF que se contrapõem ao financiamento privado de campanhas eleitorais pisam na bola. Já o PT esfrega as mãos e comemora: vem aí o financiamento público! O que se vê como solução (falsa) para o problema do caixa 2 (que tenderá a explodir com a proibição do financiamento privado) soa como música aos ouvidos petistas, que deverão disparar ainda mais na liderança do ranking de verbas eleitorais entre os partidos com representação no Congresso. Em breve seremos apresentados a mais um episódio da série "o que é bom para o PT é péssimo para o Brasil". E a democracia que se exploda!

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

GESTÃO HADDAD

IPTU, a palhaçada

Os contribuintes poderão receber dois boletos de cobrança do IPTU em 2014. Que fazer? Pagar os dois boletos? Não pagar nenhum? Sair de palhaço? Na minha humilde opinião, o correto seria que o IPTU tivesse reajuste pela inflação. Mas como o poder sobe à cabeça dos governantes, acharam melhor aumentar o IPTU de forma abusiva. Portanto, usaremos o famoso nariz de palhaço enquanto ficamos na esperança de que a Justiça esteja do lado do cidadão contribuinte, tão desprestigiado no Brasil.

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

Táxis nos corredores

Gostei das faixas exclusivas de ônibus, mas não concordo com proibir os táxis. Eles fazem parte da mobilidade urbana e são prestadores de serviço público. Se a velocidade dos ônibus não é maior, não é por culpa dos táxis, mas da má qualidade do leito carroçável. Exemplo é a faixa da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Mesmo quando não era proibida, ninguém dirigia pelas faixas por causa dos buracos e das protuberâncias, nem os táxis nem os particulares (já deram uma maquiada). Os ônibus articulados parecia que iam se quebrar ao meio. Muitas pessoas não andam de ônibus por motivos outros do que só a qualidade do transporte público. São deficientes, idosos, claustrofóbicos, etc. Um amigo perdeu o avião porque o táxi não pôde andar na faixa exclusiva da 23 de Maio e não há transporte coletivo direto de onde ele mora para o Aeroporto de Congonhas.

VICTOR HUGO DE A. RAPOSO

renard-46@hotmail.com

São Paulo

Rodízio

Andei na Avenida Rebouças e observei que o que tem de menos nos corredores de ônibus são ônibus. O secretário Jilmar Tatto está certo, virou corredor de táxis. Sugiro criar um rodízio por final de placas dos táxis nos corredores, e não o fim da permissão aos taxistas para transitarem nos corredores.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Abel Holtz & Associados Ltda., Angelo Piccardi e família, Antonio Dias Neme, Carci, Carlos Vogt, Cecília Centurion, Clube Pequeninos do Jockey, Eduardo Salles - Secretaria da Agricultura da Bahia, Fausto Ferraz Filho, FBS Comunicações, Flávio Cesar Pigari, Gemma Regniez - Embaixada Britânica no Brasil, Idealteam, Irene Maria Dell'Avanzi, Jatiacy F. Silva - Soluções Corporativas em Serviços & Negócios, José de Oliveira Messina - Colégio Dante Alighieri, Ralcoh Comunicação e Vera Moreira Comunicação.

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MANCADAS E GENUFLEXÕES

Muito ilustrativa de como o desgoverno do PT depende de que o cenário internacional seja para lá de positivo para tocar o barco de nossa economia foi a singular declaração de Guido Mantega, ministro da Fazenda, segundo a qual o "prolongamento da crise financeira" nos faz crescer com "pernas mancas". Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o que fez o País "ir bem" no primeiro decênio foi, justamente, o inusitado boom econômico global, que alavancou todas as economias – em particular as emergentes, entre as quais nos situamos. Foi, porém, um cenário único, findo com a crise de 2008. Sem aquele "bem bom", o Brasil voltou à mediocridade, com claras limitações para seu desenvolvimento, a ver pela baixa taxa de investimentos (18% a 19%). O pior da crise já passou e, hoje, os emergentes vão a 4,9% ao ano, em média. Não o Brasil, a mula manca da história, que apresenta "pibinhos", desindustrialização, problemas fiscais e na balança comercial, entre outros empecilhos. O que Mantega pede é a volta de um cenário excepcional, sem o que continuaremos empacados, porque dependentes dos demais. Nessa história toda, deu-se bem Lula, para variar, que tornou-se presidente no melhor momento, surfou naquela magnífica maré em boa parte de seu governo, cunhando sua marca "nunca antes na história deste país", e saiu quando as coisas pioraram. De quebra, enganou milhões de trouxas que seguem a vida fazendo-lhe genuflexões e elegendo seus postes sem luz.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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‘PERNAS MANCAS’

Se eu fosse o presidente do País, teria demitido o ministro da Fazenda após ele ter dito que "a economia brasileira cresce com pernas mancas".

Olympio F. A. Cintra Netto olympiofelix@gmail.com

Bragança Paulista

 

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MAL ESTAR

Prova da "política enganosa" do PT: a única vez em que Guido Mantega deu uma declaração verdadeira ("Estadão", 13/12, B7), quando disse que a economia brasileira cresce com "pernas mancas", recebe uma reprimenda da presidente Dilma.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

 

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ESTAGNAÇÃO

Depois de amputar as pernas da economia brasileira, Mantega declara que nossa economia cresce com pernas mancas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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SEM DIREÇÃO

Mancando ou não, quando não se sabe onde se vai, qualquer caminho leva até lá...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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OTIMISMO

Nosso ministro Mantega é um otimista! Quando ele diz que a economia cresce com as pernas mancas, pode subentender-se como crescer com o pé na cova.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

 

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PREGO NO SAPATO

Pensando nas pernas mancas da economia brasileira, o importante é descobrir a razão desse manquitolar. Para isso não precisamos nem dos médicos cubanos. A condução da política econômica, conduzida por Guido "Cláudio" Mantega, prestigiado por Dilma "Cláudia" Rousseff, tem sido como um prego na sola daqueles sapatos antigos, (vocês mais novos não passaram por isso) que à medida em que a sola ia se desgastando, a ponta do prego ia machucando nossos pés. Estou apelidando-os de "Cláudios" pelo seu significado latino, que é "coxo", "manco", nada contra o nome, que é dos mais bonitos. Mas esse prego nos nossos sapatos pode até estourar a bolha da dívida pública, que está enorme, porque o governo toma dinheiro no mercado a juros superiores aos cobrados pelo BNDES em seus investimentos improdutivos, ou pior, financiamentos a fundo perdido ou "secretos" concedidos a ditaduras como Cuba, Angola e outras.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

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EFEITO DILMA

Se a presidente chora em cima do caixão, por um líder incontestável, com discursos demagógicos, a construção civil – que mais emprega – chora de raiva do nosso PIBinho de 0,5%. Será que irão enganar por muito tempo? Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, que o diga Geraldo Vandré...

Nelson Scatena depto_comprasmadeirarte@yahoo.com.br

São José dos Campos

 

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UM BRASIL ALEIJADO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "a economia do País anda com duas pernas mancas", no que concordo: ele é o ortopedista.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

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ESTÍMULO PERIGOSO

Muitos economistas desconfiam do efeito colateral das medidas tomadas pelo governo federal para estimular o consumo, por meio da facilitação do crédito e da desoneração tributária de alguns setores. Eu, particularmente, não tenho certeza se são sustentáveis. Temo pela formação de uma perigosa bolha que poderá explodir no médio prazo. Esse negócio de "boa dívida" não faz muito sentido pra mim, porque não está isenta de contágio. Devedores fazem questão de pagá-la, mas há um limite. Não a consideraria um fator de estabilidade dos níveis de inadimplência, como também não consideraria o empréstimo consignado. Minha Casa Melhor atrelado ao Minha Casa, Minha Vida gera uma variedade enorme de despesas adicionais, irresistíveis. Acho melhor ficar bem atento aos níveis de endividamento familiar e à sua proporção, preocupante, em relação ao PIB.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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VAMOS GASTAR!

Caros colegas leitores, até receber uma mensagem de um amigo, não entendia por que a toda a hora eu lia ou escutava na mídia "no Brasil 60 milhões entraram na classe média". Perguntava como uma bolsa de menos de R$ 100 eliminava a pobreza automaticamente. Para mim, continuava tudo do mesmo jeito, os mesmos cortiços, as mesmas favelas, os mesmos mendigos. Que milagre era esse? Desculpem minha ignorância, confesso que não sabia que o governo tinha rebaixado a classe média para o mínimo de R$ 291. Como menosprezei a malandragem deste governo! Tão simples! Para acabar com a pobreza, é só trazer a classe média para baixo! Como ninguém pensou nisso? Então precisamos comemorar, pois segundo o PT a classe média ganha até R$ 1.019 e, portanto, acima disso o cidadão é rico. E não é que estamos rodeados de ricos sem percebermos? Ora! Alegrem-se, policiais, professores, médicos, metalúrgicos, químicos, pedreiros, pintores, podem gastar à vontade! Vocês são ricos! Caramba! Parece que eu e um bocado de leitores somos milionários, mas não sabíamos! Vamos gastar, gente!

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ATROFIA

Ministro Mantega diz que País cresce com "pernas mancas". Ao que eu acrescentaria: pernas mancas e cérebro atrofiado...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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ALÔ, MANTEGA!

No dia 10/12 (terça-feira), o impostômetro já passou de R$ 1,5 trilhão de impostos pagos à União, Estados e municípios. É um exagero para ninguém colocar defeito. A dívida do Brasil já é superior a R$ 2 trilhões e não param de gastar com inutilidades e corrupções... Onde vamos parar?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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PROMESSAS

Num passado recente, a "presidenta" Dilma Rousseff utilizou-se de todos os meios de comunicação para anunciar que haveria redução nos preços da energia elétrica. Após verificar as contas de consumo, observei que pelo menos aqui, em minha humilde residência, não se constatou queda alguma nos preços, exceto queda da energia, que por duas vezes queimou a placa do meu computador.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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INTERESSANTE

No Brasil, 92% da energia elétrica é gerada por hidrelétricas (a maioria já depreciada), cujo "combustível" é a água, e o preço do Mwh residencial R$ 294,08. Já nos Estados Unidos a energia elétrica é gerada: 49% carvão, 21% gás natural, 19,5% nuclear e somente 6% por hidrelétricas. Mesmo assim, lá o Mwh residencial custa R$ 189,34, ou seja, 35,62% mais barato que no Brasil.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

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INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA

Até Bill Clinton avisou para a Dilma que o país carece de investimentos em infraestrutura. Qual é a dificuldade, governantes? Precisamos ser alertados por um ex-presidente americano para se mexerem, porque não basta a população avisar? No ano de 1976, 1,84% do PIB foi destinado para infraestrutura. O.k., foi a década do milagre econômico ou como queiram, mas deixar este investimento em apenas 0,29% é demais, ainda sabendo de tal carência. Em São Paulo, governantes terão de enfrentar as empresas que dominam o transporte público para melhorar a condição de todos, se não, vai ficar por isso mesmo e todos sofremos, desde o usuário do ônibus até o proprietário do sedã de luxo, pois este também fica horas no trânsito.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

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SEM OBRAS

Marco Antônio Villa, em recente trabalho, ao tratar do governo atual, fez uma crítica fundamental que, embora óbvia, fica escamoteada, soterrada por factoides. Que obra importante fez este governo? E pergunto eu, e o anterior? E o anterior ao anterior? O fato é que estamos com a infraestrutura deixada pelos militares, um atraso irrecuperável de quase 20 anos. Por isso essa sede de renomear pontes, estradas, escolas, hidrelétricas, aeroportos. Passei pela Rodovia Presidente Dutra outro dia: a mais movimentada estrada do País, unindo os seus dois maiores centros urbanos, com apenas duas pistas em cada direção! Façam, e depois batizem suas "crianças"!

Mário Alves Souza maroca64@bol.com.br

Salvador

 

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PÃO E CIRCO

Da desenfreada gastança, como consequêrncia, a incapacidade de o governo investir gerou para o vocábulo "concessão" um novo sinônimo para a palavra "privatização", é o que acontece com as rodovias e aeroportos. Foi a forma encontrada para arrecadar bilhões com as "concessões", manter a gastança e as mordomias, perpetuar-se no poder sem investir, amenizar a pressão do superávit primário e do PIB. O Brasil bolivariano é o país do futebol, corrupção, "esmolas" e gastança, ou seja, com pão e circo Dilma será reeleita.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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AVANÇO DA OMC

Finalmente, após quase 20 anos, a Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o comando do brasileiro Roberto Azevedo, deu um passo importante com a aprovação por consenso da desburocratização dos procedimentos aduaneiros para ativar o comércio entre os países. O objetivo da OMC sempre foi melhorar o comércio entre os países em desenvolvimento, porém, sempre encontrou dificuldades para aprovar uma agenda mais ambiciosa devido aos subsídios dos países desenvolvidos. A agenda aprovada é bem simples, e está longe de eliminar os acordos regionais em que o Brasil está bem atrasado, mas pelo menos chegou a hora de o País eliminar os inúmeros guichês e carimbos e criar um guichê único para ativar o comércio exterior.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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ATÉ QUE ENFIM

Foram necessários 20 anos para que a Organização Mundial do Comércio decretasse um acordo que favoreça um amplo e livre de amarras intercâmbio comercial. Esse histórico encontro em Bali, sob a liderança do diretor da OMC, o diplomata brasileiro Roberto Azevedo, é que se consagra esse notável acordo! E que pelos cálculos dos especialistas pode agregar mais de US$ 1 trilhão em negócios entre países-membros. E também na criação de 21 milhões de postos de trabalho pelo mundo afora. Agora, por incrível que possa parecer, este louvável acordo comercial da OMC quase vira pó, porque países idolatrados e amigos do petismo, como a Venezuela, Equador e, principalmente, Cuba, tentaram inviabilizar essa vitoriosa ação diplomática. Mas felizmente e como sempre acontece com os homens de boa vontade, venceu o diálogo, e não as armas de dirigentes retrógrados, totalitários e frustrados.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O FUTURO DA OMC

OMC, IPCC, etc. A ONU se tornou uma matrona esclerosada, sustentada por meia dúzia de nações e explorada por mais de uma centena de outras. Perdeu seu foco de criação e hoje é manobrada por quem a explora.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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PARCERIAS

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Para refinarias de petróleo, a Venezuela. Para o comércio mundial, a Argentina. Para as comunicações satelitárias, a China. As vizinhanças territoriais não se escolhem, são fruto do acaso, das contingências históricas; são como os parentescos, fortuitos. As parcerias técnicas, políticas e econômicas são de livre escolha, de conveniência e de oportunidade. Eleja mal seus parceiros e as culpas dos fracassos não serão deles, serão de quem fez a má escolha. Se a refinaria está atrasada e vai custar muito mais do que o orçado... Se o Mercosul está empacado e não nos leva a lugar algum... Se o veículo espacial portador do satélite de comunicação falha... Com que cara devem estar os ministros da Ciência, sr. Raupp, e o das Comunicações, sr. Bernardo, que, parece, assistiram ao fiasco do satélite em queda? E os restantes membros do governo que nos enfiaram em mais este vexame e que nos vai custar muito caro? Será que nossas "sumidades" acham que os chineses são mais confiáveis que outros eventuais parceiros? Ou serão mais afins com nossa ideologia terceiro-mundista? Que grande tropa de incompetentes e de corruptos está a desgovernar este país! E o povo, despreparado e ignorante, a pagar a conta sem dar-se conta.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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PARAGUAI ABDUZIDO

Já se passaram sete anos desde que a Venezuela foi incorporada ao Mercosul com anuência de Brasil, Argentina e Uruguai. O Paraguai havia sido suspenso do bloco em junho de 2012 em consequência do impedimento do ex-presidente Fernando Lugo. A princípio, o Paraguai só aceitaria a entrada da Venezuela após a negociação de seu retorno ao bloco. Em meados desse ano os quatro países comunicaram o fim do castigo aplicado ao Paraguai, que tentou impedir que Nicolás Maduro assumisse a presidência do bloco. Jornalistas e políticos questionam por que o presidente do Paraguai, Horácio Cartes, havia modificado a sua postura. Na verdade, o Senado do Paraguai está se submetendo à hegemonia do trio que domina o cone sul, agora fortalecido pelo chavismo de Nicolás Maduro. Estrategicamente para os paraguaios, estar sob o sombreiro do Mercosul traz uma substancial segurança principalmente para a sua economia de fronteiras abertas principalmente com o Brasil. Técnicos do Mercosul elaboram uma proposta à União Europeia para um acordo de livre comércio. A inclusão da Venezuela no Mercosul faz parte de um projeto de bolivarianismo da América do Sul onde o Peru e a Colômbia já se imunizaram e aderiram ao bloco da Aliança do Pacífico. A situação econômica e social dos países do Mercosul reflete o fracasso das gestões de seus dirigentes, esquerdopatas xiitas que colocam o poder acima de tudo e de todos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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AS CHUVAS DE VERÃO

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, apesar de sete anos de mandato, atribui as enchentes que assolam o Rio de Janeiro aos seus antecessores. A mentira, a hipocrisia e a dissimulação são armas poderosas dos incompetentes e corruptos. Dinheiro para pagar helicópteros para uso familiar e viagens luxuosas para Paris não falta. Para investir em infraestrutura, pelo visto não há.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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GOVERNADOR IRRESPONSÁVEL

O sr. Sergio Cabral, atual governador, exime-se de culpa em relação às enchentes que assolaram o Rio de Janeiro nestes últimos dias. Assim foi, também, com relação ao bondinho de Santa Tereza, com as barcas, com os trens, com o metrô, com a insegurança, com a ineficácia nos hospitais. Enfim, até hoje, nossos irmãos serranos continuam sem suas casas. Escândalos surgem diariamente, e ele se exime. Até quando?

S. Pedrazzi s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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O PROBLEMA SÃO OS OUTROS

Cabral culpa as décadas de abandono no Rio por essa última grande enchente ocorrida no Estado. É a famosa transferência da própria culpa para uma tal herança maldita, como se ele não tivesse estado à frente do governo nesses últimos sete anos. Se tivesse viajado menos para Paris e passeado menos de helicóptero, talvez tivesse tido oportunidade de tomar alguma medida que impedisse ou minimizasse a tragédia.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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TRANSPORTE PÚBLICO EM SP

Já que a Prefeitura de São Paulo considera os corredores de ônibus um sucesso, não há empecilho algum para que o poste-prefeito Fernando Haddad cumpra sua promessa e vá trabalhar usando o transporte coletivo da cidade.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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EXCESSO DE RUÍDO

Já não aguento mais o ruído dos ônibus que trafegam na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, próximo da Alameda Lorena, pois a Prefeitura fez dois corredores exclusivos para o transporte coletivo, que emitem um barulho ensurdecedor. Moro no sexto andar do prédio dos fundos e muitas vezes não consigo ouvir a televisão, o telefone ou qualquer conversa com meus familiares, precisamos falar mais alto. De que adianta a Prefeitura implantar esses corredores para beneficiar a classe mais pobre, enquanto a classe que realmente sustenta esta nação, Estado e município fica relegada ao desprezo, com apenas duas faixas de rolamento e com grande perigo de ser atropelado por veículo de transporte público, quando é necessário entrar ou sair de sua garagem? A Prefeitura precisa fiscalizar mais, fiscalizar os veículos que emitem esse barulho, inclusive motocicletas, que ao passar por nós estouram nossos tímpanos, e ninguém faz nada. Acredito haver lei que proíba veículos ultrapassarem os 20 decibéis, e por que ela não é aplicada? Estão com medo? Ou são corruptos. Acordem, Prefeitura e CET.

Yoshio Ushiro

São Paulo

 

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GUERRA NO TRÂNSITO

O Brasil é um dos campeões mundiais de mortes e de fisicamente incapacitados na inglória guerra no trânsito nas ruas e estradas. Essa condição é, por si só, vergonhosa. Note-se ainda o impacto de cerca de 40 mil mortes por ano nos serviços públicos hospitalares, na perda de pessoas em plena atividade profissional, na estrutura familiar, etc. Dito isso, considero rematado absurdo o governo federal, com vistas nas eleições presidenciais de 2014, gastar milhões em publicidade de estatais como Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, em horário nobre de televisão, em vez de utilizar o precioso tempo da mídia destacando os itens do Código Brasileiro de Trânsito e, por meio de breves vídeos, demonstrar as tragédias que ocorrem por desobediência ao citado código.

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

 

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METRÔ ATÉ AS PRAIAS

Nas últimas semanas e em inúmeros outros feriados e temporadas, conforme sempre noticia este jornal, as rodovias que levam ao litoral paulista se tornam verdadeiras desmancha-prazeres por conta das longas horas que os motoristas devem passar no trânsito. Mais urgente do que o trem-bala é, para paulistanos e paulistas, outra obra gigantesca: metrô até as cidades marítimas. Poderia ser em grande parte metrô de superfície, mas com raríssimas estações intermediárias.

Spartaco Francesco Ciccotti leonardo.silva@saoluis.org

São Paulo

 

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O ‘ROLEZINHO’ E AS AUTORIDADES

Os bailes funk, também chamados "rolezinhos" são a nova forma de desobediência civil. Jovens convocam outros jovens para os eventos, realizados à revelia nos estacionamentos dos shoppings. A fraqueza e a demagogia dos sucessivos governos que, para benefício eleitoral, cultivaram a cultura da liberdade sem responsabilidade e do direito sem dever, levaram a esse estado de coisas. Hoje se fecham ruas, estradas, depreda-se o patrimônio público e particular e pouco ou nada acontece aos agressores. Agora os shoppings é que estão na alça de mira. As autoridades precisam identificar quem são os organizadores dos tais "rolezinhos" e chamá-los à responsabilidade, deles exigindo as providências comuns a todos os eventos e, se insistirem em realizá-los sem as devidas autorizações e medidas de segurança, aplicar-lhes os rigores da lei. Não devem se esquecer, também, de identificar e punir aqueles que, com certeza, por algum interesse, estão atrás desses jovens incentivando-os ou até auxiliando-os na transgressão. Sem medidas enérgicas quanto às desobediências, marcharemos para a ruptura e aí, talvez, só medidas amargas – como o AI-5, que faz 45 anos nesse dezembro – sejam capazes de resolver o problema. Não podemos esperar que isso aconteça...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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OS 45 ANOS DO AI-5

Em 13/12/1968, foi promulgado o famigerado Ato Institucional No. 5 (AI-5) pela ditadura militar que viria a assolar o País por longos 21 anos. O AI-5 jogou o País num período de trevas, acabou com as liberdades públicas e individuais, com o habeas corpus, fechou o Congresso Nacional, autorizou cassações, tortura, censura e todo tipo de arbítrio, autoritarismo e violência contra os cidadãos. Foi um dos capítulos mais infelizes da história recente do Brasil e uma vergonha para aqueles que apoiaram tamanha covardia e indignidade. Passados 45 anos, felizmente vivemos num país democrático, onde há liberdade de expressão e direitos e liberdades públicas e coletivas. O AI-5 não pode ser esquecido, para que nunca mais se repita. Curiosamente, no mesmo dia 13/12/1968, junto com o funesto AI-5 – felizmente, já morto e enterrado faz tempo –, foi fundado na Rua Almirante Gonçalves, no posto 5, em Copacabana, o famoso bar Bip-Bip, que continua firme e for te até hoje, com suas animadas rodas de samba e de choro.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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