Fórum dos Leitores

IMPOSTOS

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2013 | 02h05

Arrecadação recorde

No acumulado do ano até novembro, a arrecadação de impostos e contribuições federais passou de R$ 1 trilhão. Será que com o aumento da receita, graças aos nossos impostos, o governo federal vai, finalmente, investir em saúde, educação, segurança e infraestrutura, ou continuará a enterrar nosso dinheiro em estádios de futebol? Além dos impostos federais, não podemos esquecer que também pagamos os estaduais e municipais. É muito dinheiro para pouco retorno em benefícios sociais para a população. Se a Polícia Federal melhorar sua fiscalização, com certeza vai encontrar muito mais dinheiro circulando em meias e cuecas pelos aeroportos do País. E aí, gigante, não está na hora de acordar novamente?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

País rico...

... é país com mais de R$ 1 trilhão até novembro. Imaginem esse dinheiro todo nas mãos de pessoas competentes, honestas e patriotas. Dava para reconstruir o Brasil. Construir centenas de escolas e hospitais bem equipados e centenas de presídios sem energia elétrica, no meio do nada, para acomodar os atuais ladrões do dinheiro público. É bom demais para ser verdade, estamos no Brasil...

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Eméritos perdulários

Lula e Dilma Rousseff são eméritos perdulários, não obstante a carga tributária de 38% do produto interno bruto (PIB), daí a carência de recursos para investir e, para não paralisar de vez o Brasil, as privatizações de rodovias, aeroportos e portos. A Vale, depois de privatizada, deslanchou. A exemplo da Vale, seria benéfica também a privatização da Petrobrás: a empresa se libertaria das centenas de misteriosas ONGs sugadoras de recursos, que comprometem a transparência para os acionistas. A Petrobrás funciona como se fosse o 40.º ministério, obediente às mazelas e maléficas influências governamentais. Infelizmente, esta é a nossa realidade.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Dinheiro público

Em São Paulo temos o impostômetro. Brasília está lançando o sonegômetro. Quando teremos o corruptômetro? O tamanho do painel será maior que a Muralha da China...

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Éticas partidárias

De um lado, nos últimos dias tivemos numerosas manifestações de petistas, em congresso do PT e na mídia, ovacionando os mensaleiros condenados (como criminosos manipuladores de recursos públicos), elevando-os ao nível de mártires e heróis nacionais. Manifestando primitivos ressentimentos, foi também repetidamente manifesto o total desprezo pelo STF e seus membros, tentando abalar a estrutura básica da democracia, que se fundamenta na independência e harmonia entre os três Poderes. Atitudes claras de arrogância e prepotência, revelando o disfarçado, mas verdadeiro viés ditatorial dos detentores do poder. De outro, tivemos manifestações de expressivos líderes do PSDB (particularmente Geraldo Alckmin e Aécio Neves) recomendando ao Ministério Público que proceda a uma séria e severa investigação das denúncias de corrupção teoricamente envolvendo nomes do partido, nos contratos do sistema de transporte no Estado de São Paulo. Recomendação dos líderes do PSDB: confirmadas as acusações, cadeia neles! Sem comentários sobre as duas atitudes.

GIOVANNI PENNESI

pennesi27@hotmail.com

Lins

Dever histórico

O povo brasileiro precisa fazer um pacto nacional contra a corrupção. Nenhuma nação pode resistir à sequência desses atos e ao volume de dinheiro público que se perde no ralo da imoralidade. Essa imoralidade tem nome e sobrenome e é o resultado de nossa leniência. Gostaria de poder levantar a Nação para exterminar essa desgraça que castiga impiedosamente os brasileiros de todas as classes. Pergunto-me como fazer este povo se unir para esse dever histórico.

JOSÉ ROSA

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

Transparência

A corrupção instituída no Brasil é tão forte que só perdeu três pontos na avaliação sobre transparência no mundo.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.comj

Jales

RENOVAÇÃO DE FROTA

Carta-frete

A necessária renovação da frota de caminhões, tema de editorial do Estadão de 12/12 (A3), esbarra num problema antigo, a carta-frete, modalidade de pagamento proibida pela Lei 12.249/10 e adotada livremente nas estradas brasileiras. A carta-frete empurra o caminhoneiro para a ilegalidade e a informalidade. E sem comprovação de renda ele não consegue ter acesso a nenhuma linha de financiamento para trocar seu veículo. Enquanto as autoridades responsáveis pela fiscalização da prática criminosa não fizerem cumprir a lei, não haverá linha de crédito capaz de promover a tão necessária e importante renovação da frota.

ALFREDO PERES, presidente da Associação dos Meios de Pagamento Eletrônico de Frete

São Paulo

CELSO LAFER

Homenagem a Corrêa

O artigo A boca e a língua do justo, do dr. Celso Lafer (15/12, A2), homenageia meu pai, o saudoso ministro Maurício Corrêa. Não obstante a imensa admiração profissional que nutro pelo grande jurista Celso Lafer, cumpre-me cumprimentá-lo pela lembrança do julgamento do habeas corpus no que ficou conhecido como caso Ellwanger. Muito bonito o artigo que fala sobre meu pai, mas, parafraseando-o, quem está em dívida eterna com o povo judeu somos nós, que devemos desculpas por todo o sofrimento que esse povo já viveu e cujo ápice ocorreu no Holocausto, que alguns desavisados insistem em afirmar que jamais existiu. Obrigada pela sincera e bela homenagem.

CLÉA GONTIJO CORRÊA

cleagcorrea@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Adriano Pires, Agostinho Turbian - GCSM, Bárbara Benatti - Movimento Todos pela Educação, De Pieri Comunicação, Ingaí Incorporadora S/A, Instituto Mais, Klaus Reider e família, Unesco - Representação no Brasil, Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e Penteado Mendonça Advocacia.

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PARTIDO DOS IMPOSTOS

O governo brasileiro arrecadou em novembro R$ 112,5 bilhões, recorde para esse mês em arrecadação de tributos. É a especialidade do governo petista: aumentar e arrecadar mais impostos. Deveria chamar-se PI.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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EMPERRADA

Segundo dados divulgados pela Receita Federal, a arrecadação somou R$ 112,5 bilhões no mês de novembro. Mesmo assim, nossa economia continua emperrada. Por que será?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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CONTAS DO GOVERNO, SEM MAQUIAGEM

Ao declarar que "a ordem neste ano e nos próximos é que uma transação deve também parecer honesta", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, usa a novilíngua do petismo. Se para a mulher de Cesar não bastava ser honesta, precisava parecer honesta, para um ministro de Estado não basta "parecer honesto", tem de ser também honesto. Credibilidade é patrimônio difícil de conquistar, porém sua fragilidade requer zelo constante. Logo, cuidado com os atos e palavras, sr. ministro. Por uma inocente declaração "em off" – "o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde" – o embaixador e ministro de Economia de FHC Rubens Ricupero foi crucificado pelo PT a ponto de ter de pedir demissão. Outros tempos, outra moral e ética.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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NÃO LEVAM O PAÍS A SÉRIO

Ficam dúvidas no ar quando alguns petistas abrem a boca e professam seus mais íntimos sentimentos. Se não bastassem as abobrinhas de Lula e da "presidenta" várias vezes nesses quase 12 anos de poder, mais recentemente os mensaleiros presos esperneiam como se fossem injustiçados e a companheirada faz ato de desagravo pelas suas prisões. João Paulo Cunha, mais um julgado do mensalão, aguardando sua "nova morada", se compara ao líder Nelson Mandela em sua prisão e faz uma cartilha atacando a Suprema Corte, que o julgou. O hilário ministro Mantega, aquele que afirmou recentemente que nossa economia cresce com as "pernas mancas", também avisa que agora a ordem "é não fazer operação que não pareça correta". Simplesmente assume que até então fez coisa não tão corretas e, portanto, deixa dúvidas sobre sua capacidade de agir com segurança no comando nas finanças da Nação. Não é à toa que muitos especialistas afirmam que o PT no comando do Brasil fabricou uma década perdida. Nunca levaram a sério o papel para o qual foram eleitos. Lamentavelmente!

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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UM BOM GOVERNO

É obvio que um bom governo é aquele que mais acerta ou menos erra; que enxerga o que é necessário, em tempo, e tenta fazê-lo; que quando diz coisas boas elas são reais; que quando se diz transparente, você pode conferir tudo; que quando lida com nosso dinheiro, o faz com cuidado e eficiência; que quando escolhe parceiros comerciais, o faz pensando no Brasil, não em ideologia; que, ao lutar contra a inflação, corta despesas e baixa impostos (como deveria ser para os combustíveis), por exemplo; que faz da meta fiscal ponto fundamental; e, quando vê que algum ministro não dá conta do recado, o troca; e por aí vai. Achou algum ponto de identidade com o governo petista? Mais fácil achar o Wally...

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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BARATAS TONTAS

Imagine-se uma barata, que pode ser cascuda ou não, que inadvertidamente descobre que está dentro de um galinheiro ocupado por muitas, muitas galinhas. Essa é a situação da equipe econômica e de todos os demais membros deste malfadado governo, que, após 11 anos de aprendizado de feitiçaria econômica, não passam de morubixabas inconsequentes. Leiam e creiam: para fazer com que 50 milhões de brasileiros comecem a economizar, o governo vai fazer softwares de jogos e distribuir tablets em áreas pobres e favelas das grandes cidades. Até agora, os Merlins do Planalto haviam concluído que a solução estava no consumo desenfreado da emergente classe média brasileira. Incentivo ao consumo via desoneração de Imsposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e facilidades de empréstimo bancário a tripa-forra, gerando uma inadimplência que faz com que o indivíduo recorra a um novo empréstimo para quitar o anterior. "Enquanto o homem (dirigente) e o homem (dirigido) não forem educados devidamente, nada se conseguirá" (Alm. Thompson).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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INFLAÇÃO E SEGURANÇA

De acordo com texto de Rolf Kuntz ("A cavalgadura rampante e a inflação do airbag", 14/12, A2), o impacto, na inflação, da inserção de freios ABS e airbag nos veículos produzidos no Brasil seria de algo em torno de 0,1%. Em entrevista ao "Estadão", o ministro Guido Mantega disse que a ordem é "não fazer operação que não pareça correta". E o que parece correto? Deixar o Brasil vendendo carros que pecam nos itens de segurança ou "empurrar com a barriga" essa reforma em prol de uma suposta política de contenção da inflação? Nós já pagamos uma fortuna por nossos carros, se compararmos com o preço no exterior, queremos pelo menos um pouco de segurança.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

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A ESCOLHA DO MINISTRO

Ao que parece, este ministro Guido Mantega trapalhão está preocupado apenas com agradar aos sindicatos e às montadoras, com vistas às eleições de 2014. Quanto às possíveis vítimas em acidentes decorrentes da falta desses dispositivos de segurança, que se danem, afinal mortos não votam. Não é, sr. ministro?

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

 

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NÃO SE JUSTIFICA

Com o impacto dos acidentes na (qualidade) de vida das pessoas e nas despesas hospitalares (SUS) não se preocupam... apenas com o impacto na venda dos veículos para a "nova classe média" num ano de eleições! Nem a alegada preocupação com o impacto na inflação é verdadeira, uma vez que, segundo os especialistas, seria de 0,1% em um ano, conforme artigo de Rolf Kuntz no "Estadão". Uma economia com duas pernas mancas não seria tão preocupante, tantas as pernas de que poderia dispor. O problema é ter um condutor cego.

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jau

 

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ANACRONISMOS

A decisão "kirchnerista" do ministro Mantega de adiar a obrigatoriedade de utilização de equipamentos de segurança nos automóveis expõe o anacronismo dos nossos governantes. Como é possível preferir o aumento de despesas no tratamento de feridos e inválidos, pagamentos de pensões e o custo social da perda de vidas contra uma hipotética variação inflacionária? Esta, como tantas outras hipóteses governistas, é provavelmente falsa: as indústrias já estavam preparadas para concorrer no novo cenário. Uma concorrência de verdade, com muito mais participantes no mercado e parâmetros de qualidade reconhecidos internacionalmente. Vendendo carroças, essas fábricas ganharam muito mais no Brasil do que em seus países-sede e todos já sabiam que isso (em janeiro) iria ter um fim. Agora, chegado o momento de obter ganhos mais modestos e civilizados, aparecem Jeca, Odorico Paraguaçu e os pensionistas Saci, Curupira e Mula sem Cabeça para nos impor o retrocesso. Ridículo.

Ilan Rubinsteinn ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

 

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PEZINHO PRA FRENTE, PEZINHO PRA TRÁS

À insensatez do ministro Mantega sobrepõe-se a sua teimosia. Quando anunciou, em 11/12, que estudava adiar a obrigatoriedade da fabricação dos automóveis novos com airbag e freios ABS a partir de 2014 para 2016, não só deixou os setores das montadoras e os de autopeças estarrecidos, como também aqueles que se preocupam com a segurança dos que trafegam nas vias das cidades e nas autoestradas, bem como os seus transeuntes. O caderno de "Economia" de 13/12 publicou a justa indignação do presidente da Bosch no Brasil, uma das maiores fabricantes de componentes da América Latina, que disse "adiamento do prazo para obrigatoriedade de airbags e freios ABS, feito na calada da noite, vai inibir investimentos" e, ainda, "ampliamos a produção em 2012 para atender à nova demanda, e agora estamos com esse mico". E o nosso ministro ainda acha que pode brincar com isso. Segundo publicação no "Jornal do Carro", 44 mil pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito, mas o ministro está preocupado com o desemprego dos metalúrgicos. Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com a interrupção da fabricação de veículos da Volkswagen devido aos novos componentes, 6 mil vagas de empregos podem ser fechadas. E processo semelhante ocorrerá com outras montadoras, que produzem veículos cujas estruturas não podem receber as melhorias. Estamos a menos de um mês de 2014 e é lógico que toda a cadeia produtiva de veículos já se estruturou para atender às novas regras, estabelecidas pelas Resoluções n.º 311 e n.º 312 do Contran, publicadas em 7/4/2009, tanto que as concessionárias já vendem várias marcas e modelos obedecendo a tais normas. Agora minha maior indignação é pelo desrespeito do ministro com a vida. Pesquisas realizadas na Europa, onde todos os veículos são equipados com os freios ABS, apontam que o número de mortes por acidente caiu 30%, enquanto estudos internacionais indicam que em acidentes potencialmente fatais há 51% de chances de os ocupantes sobreviverem se estiverem com cinto e se o carro tiver airbag. Se fizermos um cálculo aproximado com tais estatísticas, teoricamente o uso do airbag evitaria a morte de 22 mil pessoas/ano. Claro que é uma possibilidade, tanto quanto a perda de vagas de trabalho para os metalúrgicos, que tanto preocupa o ministro. Qual a conta que fez para salvar um total aproximado de 10 mil vagas para os metalúrgicos, ante as 22 mil mortes por ano devido aos nossos veículos ultrapassados? Mantega já diminuiu o prazo de adiamento de 2016 para 2015, escalonando a obrigatoriedade para só 80% da frota e o restante ficando para 2015. Maior casuísmo impossível. Claro que com tal porcentagem vai quebrar o galho da Kombi, do Gol G4, do Mille e outros quetais. E ainda saiu com mais uma frase lapidar: "Pequeno adiamento não trará prejuízo". Como diria o índio Tonto para o seu amigo, "não trará prejuízo prá quem, cara pálida?".

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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QUANTO VALE UMA VIDA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que tem um encontro marcado com a Anfavea para postergar a obrigatoriedade para 2014 de airbag duplo frontal e o sistema antitravamento dos freios (ABS) nos veículos brasileiros, mesmo sabendo que tais itens são obrigatórios há 20 anos em outros países e salvam vidas. Essa é uma prova fundamental de que a vida do cidadão vale menos do que os R$ 1.500,00 que custarão os itens de segurança. Esses burocratas deveriam saber que o trânsito brasileiro mata mais do que guerras, enquanto nossas estradas e veículos carecem de itens fundamentais para a segurança. Urge que entidades públicas e privadas se posicionarem contra essa afronta ao direito fundamental do cidadão de adquirir um produto com condições mínimas de segurança, ressaltando que a maioria dos compradores de veículos novos gastará valores superiores aos desses itens em adereços, sons ou acessórios decorativos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

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SEGURANÇA

Como se não bastasse a falta de segurança nas ruas, eis que o ministro da Fazenda pretende adiar a obrigatoriedade dos novos itens de segurança em 100% dos carros a serem vendidos em 2014 para mais um ou dois anos, diante do aumento do IPI a vigorar em janeiro, e que levaria ao aumento dos preços dos veículos, podendo chegar a 9,5% nos carros populares, os mais vendidos. Será que o governo petista nunca considerou de quaisquer aumentos no preço dos veículos, diante da exigência de novos equipamentos, a fazê-la de forma gradual, ao invés de ser tomada de uma só vez e em prejuízo de todos? Tudo indica que não, uma vez que a demagogia não admite alternativas que não sejam de aparentes resultados à autoilusão. Dessa forma, os consumidores gastarão mais, mal, e a segurança dos veículos continuará como tal.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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POLÍTICA CRUEL

O governo claramente está negligenciando a segurança dos nossos automóveis deixando de instalar "supérfluos" acessórios, como por exemplo airbags, ABS e outros mais, para que esses não fiquem mais caros e, consequentemente, possam ser vendidos como bananas em fim de feira. Tudo isso em nome de uma política econômica mercantilista mercenária e cruel. Que ninguém fique espantado com essa atitude, afinal é assim mesmo que agem os países de Terceiro Mundo que caminham para o "quarto mundo". Quem é que liga?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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PIB 2013

As estimativas para o PIB de 2013 voltaram a cair, conforme relatório divulgado nessa segunda-feira pelo Banco Central: passou de 2,35% para 2,30%. Só não informaram se esse índice é com ou sem maquiagem. Mas vamos aguardar o índice oficial, pois para desespero de Guido Mantega e Dilma Rousseff, esse índice ainda pode cair mais.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PIB E DESIGUALDADE

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil escancaram a imensa desigualdade regional do País. Enquanto o Piauí ostenta números de países africanos miseráveis, o Distrito Federal tem renda per capita semelhante à da rica França. São desigualdades enormes e inaceitáveis. O Brasil precisa dividir melhor a renda, desenvolver todas as suas regiões, sobretudo o Norte e o Nordeste, região mais pobre do País, e acabar com a péssima distribuição de renda, tanto regional como social, uma das mais injustas e desiguais do mundo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NO CHILE

Saudamos o povo chileno pela vitória da democracia na eleição de domingo. Fortalecida pela reeleição, a presidente Michele Bachelet terá mais legitimidade para integrar o Chile ao Mercosul, valendo lembrar a luta de seu pai, o brigadeiro Bachelet, torturado e morto pelos sicários de Pinochet durante a Operação Condor. Que tenham sucesso!

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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ESTÁDIOS A PESO DE OURO

Em extensa e oportuna matéria do caderno de Esportes do "Estadão", ficamos conhecendo os 20 estádios de futebol mais caros do mundo. Não são os ingressos mais caros. Bem entendido. Mas o custo de construção. E o nosso país, quando o assunto custo envolve o poder público, sai de baixo! Ou melhor, a estrela deste negócio se chama "superfaturamento". Pois é, se o nosso futebol é pentacampeão, no quesito custo de construção de estádios para esta Copa do Mundo de 2014, estamos mal na fita, ou na rabeira do zelo pelos recursos públicos. Dos 20 estádios pesquisados, sendo os mais caros do mundo, 50% destes estão no Brasil, sob os auspícios do governo petista. O estádio de Wembley, em Londres, tem o custo por assento mais caro, R$ 32.480,00, e capacidade para 90 mil torcedores. E todos sabem que os custos de construção na Europa são bem mais altos do que no Brasil. Agora como é que dá para explicar que o estádio já construído de Brasília (Distrito Federal), governado pelo petista Agnelo Queiroz, com capacidade para 71 mil espectadores, custou para os cofres públicos R$ 1,41 bilhão, ou R$ 20.700,00 por assento, e o Mineirão também já pronto custou por assento apenas R$ 10.250,00, comportando 67 mil torcedores?! Ou seja, o Mineirão do governador Antônio Anastásia, do PSB, saiu por menos da metade do preço do estádio construído pelo PT no Distrito Federal. Aí tem marmelada, sim, senhor. Até no Maracanã, com capacidade para 76 mil espectadores, o valor de construção por assento ficou 25% mais barato, ou R$ 15.570. Ou seja, nesta amostragem mais uma vez o PT dá as cartas de que literalmente se lixa para os recursos dos contribuintes. Só querem mesmo é colocar a mão suja no digno dinheiro pago com muito suor do povo brasileiro. E é por isso que os petistas não gostam da imprensa e do probo e implacável Joaquim Barbosa. O resto é justiça neles!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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AS PRECES DA FIFA

As preces da Fifa não foram atendidas. Quando esteve aqui, na Bahia, para o sorteio da Copa do Mundo, o presidente da Fifa comentando o acidente na Arena Corinthians, declarou que não havia plano B e que, apesar do acidente, o cronograma seria cumprido sem problemas. Mas no final declarou que agora todos deveriam rezar para Deus e Alá para que não acontecesse mais nenhum acidente. Mas de quinta para domingo morreram dois operários na obra da Arena Amazonas. Foi Alá ou Jeová?

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

 

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PALÁCIOS DA BOLA

Talvez tenha passado despercebido da maioria o registro da reunião do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com deputados federais para obtenção de apoio a perdão de dívidas dos clubes de futebol deste país, mas é bom lembrar essa corja que esses mesmo que pleiteiam perdão dessa dívida são os mesmos que pagam salários de R$ 500 milhões/R$ 600 milhões, às vezes até mais, a um jogador e que devem sabe-se lá quanto à dita-cuja Previdência Social. São os mesmos que estão a se refestelar com a construção dos ditos palácios da bola. Vergonha.

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

 

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FLUMINENSE NA PRIMEIRA DIVISÃO

As empresas que anunciam e patrocinam o Campeonato Brasileiro devem pensar duas vezes nos valores que vão gastar em 2014. A entrada do time carioca (Fluminense) pela porta dos fundos vai afastar os torcedores da TV. A CBF e a quadrilha que a comanda não vão descansar enquanto não acabarem com o já combalido Campeonato Brasileiro, sem grandes jogadores, com times falidos e o famoso tapetão. Brasil, o país do futebol meia-boca, da mala preta, do jogo comprado. O futebol de verdade acabou!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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PORTUGUESA REBAIXADA

Rebaixar a Portuguesa à segunda divisão por uso irregular de um jogador por alguns minutos é tão esdrúxulo como cassar a OAB do advogado que, defendendo este clube, tirou foto por alguns segundos ao lado do centroavante do Fluminense.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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BAGUNÇA NO CAMPEONATO BRASILEIRO

A responsabilidade desta bagunça para determinar quem cai para a segunda divisão é da CBF. Ela é quem deve divulgar aos árbitros quem pode entrar em campo ou não. Se o atleta está suspenso, por que é permitida sua entrada no campo?

Mário Aldo Barnabé mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

 

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HORA DE PENSAR NO FUTEBOL BRASILEIRO

Descenso é bom para o futebol brasileiro? Ao invés de procurar detalhes obscuros para evitar a queda dos clubes grandes para a 2.ª divisão, o início do ano é momento propício para que dirigentes esclarecidos e cronistas esportivos sensatos se reúnam para mudar o sistema de rebaixamento que é mais um fator para piora o já capengante futebol brasileiro.

Jayme Murahovschi elomura@ig.com.br

São Paulo

 

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ALDEIA MARACANÃ

Ontem, segunda-feira, o caos se instalou na zona norte do Rio de Janeiro em face do fechamento da Avenida Radial Oeste, que passou todo o fim de semana fechada. O imbróglio continua. Meia dúzia de indígenas, tendo por trás ONGs suspeitas, ocupava novamente o cortiço da chamada Aldeia Maracanã. A incompetência do governo do Estado é flagrante. O fechamento da via para tirar seis pessoas trouxe um aparato militar digno das melhores batalhas: duas dezenas de carros, motos, reboques, ambulâncias e mais de 50 policiais militares. O carioca já está cansado desse repeteco. Ou se constrói alguma coisa no local ou demole logo aquela horrorosa construção entregue às baratas.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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FALHA INADMISSÍVEL?

Eduardo Paes, prefeito do Rio, declarou que o alagamento da Via Binário, que acabou de ser inaugurada como grande obra de seu governo, é falha inadmissível e que vai multar o responsável por isso. Só se estava falando diante de um espelho e pretende multar a si próprio, já que ele é o principal responsável pela obra, quem a autorizou e quem tinha obrigação de verificar a sua correção antes de dá-la como pronta para uso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PREFEITO BRINCALHÃO

Segundo o prefeito Eduardo Paes, o alagamento da Via Binário é falha inadmissível. Já contabilizaram quantas falhas inadmissíveis ocorreram na gestão do prefeito? A empresa responsável diz que não se repetirá. Devem estar brincando. Depois que já ocorreu, é mole dizer qualquer coisa. E o que os leva a afirmar que não ocorrerá? Os engenheiros dela são também videntes? Aliás, tem engenheiros? Pela falha, é difícil acreditar que tenham. Isso pode ter outra versão também. A Prefeitura, na pressa de entregar a Via Binário e demolir o elevado da Perimetral, pode ter pressionado a empresa a terminar a toque de caixa e sem cumprimento de todas as etapas. Sabem como é político. Se houve isso, acho que a empresa deve denunciar, pois ela é que está mal na fita. Em 2012, antes das eleições, o prefeito acelerou muitas obras para ajudá-lo na reeleição, e com denúncia de alguns funcionários, e depois o que se viu? Alagamentos, enchentes onde antes não havia, material se deteriorando com pouco uso, etc. É, vamos ter de aturar este brincalhão até 2016.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OBRAS DE ARTE

O Decreto n.º 8.124/13, que regulamentou o Estatuto dos Museus, editado em outubro pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura, define, em poucas palavras, que o governo pode declarar de interesse público obras de arte e coleções privadas, impedindo, assim, que sejam comercializadas para fora do País por seus legítimos proprietários, sem sua autorização. A ditadura está de volta?!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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PERSPECTIVAS PERTURBADORAS

O constrangedor espetáculo proporcionado pelos caciques do Partido dos Trabalhadores (PT), durante o último congresso nacional da agremiação, ao exibirem ato de desagravo a filiados condenados e presos no processo do mensalão, com direito a punho fechado erguido pelo ex-presidente Lula, à Genoino, e a presença da presidente Dilma, "deslizada" de seu cargo para atender um convescote partidário, constitui, antes de tudo, uma afronta aos trabalhadores brasileiros, inspiradores da sigla, via sindicalismo de resultados, é verdade, em nome dos quais, no entanto, as estratégias partidárias deveriam ser formuladas e decididas, direcionadas, porém, desde que o partido assumiu o governo, à manutenção do poder por todos os meios disponíveis, éticos ou não. Além disso, a defesa frenética dos condenados e presos, durante o encontro, demonstra, de maneira evidente, que, mais do que nunca, o país necessita, com urgência, de um choque de moral, antes que, através do posicionamento antidemocrático representado pelo confronto com as deliberações da Corte máxima, a sociedade ingresse num processo de decomposição configurado por um cenário onde tudo vale, desde que sejam preservados os "nossos" interesses em detrimento dos "deles". Como se tudo isso não bastasse, somos brindados com um discurso do deputado condenado, João Paulo Cunha, o primeiro após a sua condenação, no qual, é de pasmar, comparou sua trajetória com a de Nelson Mandela. São perturbadoras as perspectivas!

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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UM CONGRESSO AMEAÇADOR

Não da para acreditar que, depois de ter assistido ao 5.º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores no Centro de Convecções Brasil 21 em Brasília, ainda exista alguém neste país capaz de acreditar numa só palavra daquelas ditas pelos politiqueiros do PT, defensores ferrenhos dos réus do mensalão. Tudo muito ridículo num congresso para lá de ameaçador. A ponto de a presidente da Republica, Dilma Rousseff, aparecer para usar o palanque e ajudar disfarçadamente as lideranças a questionarem as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem um mínimo de cachimônia, todos tentaram desqualificar as posições tomadas pelo STF contra os réus do mensalão. Via-se em cada face a fotografia de um ódio diferente. É por isso que, nos lugares aonde vamos, encontramos sempre um cidadão dizendo: Estamos precisando de um líder com sabedoria e coragem para dar um basta nessa gente de vermelho que está querendo levar o Brasil à bancarrota. Eles já começaram a fugir da Câmara de Deputados.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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TROCA DE NOMES

A notícia da última sexta-feira (13/12), informando que uma escola de Salvador terá o nome do presidente Emílio Médici extirpado para dar lugar ao nome do assassino, terrorista e traidor da Pátria Carlos Marighella, é absolutamente estarrecedora. Que alguns não gostem do presidente Médici e do período militar, nada contra, cada um tem a sua opinião. Mas daí a homenagear um criminoso, colocando seu nome justamente numa instituição de ensino público, é um verdadeiro escárnio. Esta sanha ideológica, rasteira e metástica, que foi imposta pelo PT, é a forma mais nociva de lavagem cerebral que uma nação pode sofrer – onde o partido reinante escreve a história de acordo com o seu prisma ideológico, apagando a memória e distorcendo os fatos reais que fazem parte da história do País. Esse tipo de atitude é exatamente a mesma coisa que Joseph Stalin fazia quando retirava dos retratos os seus desafetos e inimigos que eram sumariamente eliminados, assim como também reescrevia fatos históricos da maneira que melhor lhe aprazia. O governador Jacques Wagner (PT), com certeza, deve ter apoiado a medida e com certeza fará de tudo para que se concretize. O Brasil de hoje reverencia, protege e enaltece criminosos. Pelo menos neste ponto, encontramos coerência biográfica entre os que propõem as homenagens e os homenageados.

Frederico d'Avila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

 

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PROSELITISMO IDEOLÓGICO

Não resta sombra de dúvidas. Getúlio Vargas foi o mais longevo ditador que o Brasil já teve. De 1930 até 1945, com uma revolta constitucionalista e um breve interregno no meio, governou com mão de ferro. O fim da Segunda Guerra Mundial e o retorno das tropas brasileiras propiciaram a volta da democracia. Nem naquela oportunidade nem em épocas mais recentes cogitou-se de modificar prédios, escolas, avenidas, ruas, pontes e até cidades e bairros que levam o seu nome. Eis que nos tempos atuais tentam reescrever a história do regime de exceção que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, com pelo menos cinco diferentes presidentes da República. Manipulam os jovens mal informados sobre quem foi a personalidade que empresta nome à escola na qual buscam o saber, para, num ato de puro revisionismo histórico, alterar-lhe o nome. Na Bahia, o autor do livro sobre o mundialmente mais famoso terrorista do Brasil conduz habilmente o processo, incentivando com isso, por certo, a venda da sua obra. No Rio de Janeiro, a espúria Comissão da Verdade estadual foi quem conduziu o processo. A pergunta que não quer calar é: os alunos foram informados de quem se trata a personalidade que batiza a sua escola? Caso positivo, por quem? Eles tiveram opção de escolha, mudar ou não? Sob certos aspectos, conclui-se o porquê do péssimo posicionamento dos estudantes brasileiros em relação aos seus congêneres mundo afora: nossos professores fazem muito é proselitismo ideológico.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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A CONFIRMAÇÃO DE UM VELHO MITO

A confirmação de um velho mito: "O casamento é a identificação de duas pessoas imperfeitas num indivíduo completo" (Ramalho Ortigão). Extrema esquerda e extrema direita, não raro, se impõem à opinião pública, quando não se aproximam em suas propostas tentadoras, enuncia um velho aforismo político. A confirmação está no episódio da mudança de nome do colégio estadual baiano Emilio Garrastazu Medici, a aranha mais venenosa da ditadura militar, para Carlos Marighela, o militante de esquerda que levou ao extremismo mais equivocado a resistência armada àquele regime, com o recrutamento de muitos jovens que, encurralados, transformaram-se de idealistas em meros saqueadores de bancos, ocultos em aparelhos para sobreviver e tendo dissipadas todas as esperanças, presos, torturados e mortos. A decisão, segundo notícia de "O Estado", partiu da generalidade dos alunos (cerca de mil), restando vencido, como não é estranhável, o intermédio do bom senso e da razão, na pessoa do geógrafo Milton Santos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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O ENTERRO DE NELSON MANDELA

Domingo (15/12) foi enterrado o corpo de um dos melhores líderes do mundo, Nelson Adrihlahla Mandela, aos 95 anos de idade, após vencer um câncer e lutar contra problemas respiratórios durante anos. Uma das mais importantes personalidades mundiais, Mandela lutou pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, e se tornou um herói aos olhos do mundo. Ícone pela liberdade, o líder ganhou o Prêmio Nobel da paz e foi um dos maiores estadistas do século 20. Mandela se manteve em destaque no cenário mundial sobre tudo em questões relativas aos direitos humanos, e nos últimos anos era apontado como um símbolo da busca pela paz mundial, cuja existência sempre esteve pautada na crença de que gestos contínuos de consideração e generosidade eram capazes de atenuar conflitos. Sua morte colocou sob o mesmo teto mais de 90 chefes de Estado, entre os quais Rui Castro, de Cuba, e aqui, no Brasil, provocou fato histórico: a presidente Dilma Rousseff e os ex-chefes da Nação Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor, José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva viajaram juntos para a África do Sul, a fim de prestar homenagem e um adeus ao líder. Milhares e milhares de pessoas prestaram as últimas homenagens ao símbolo contra o apartheid durante os três dias em que seu corpo ficou exposto no Union Buildings, o palácio do governo em Pretória. Dever cumprido. Mandela voltou à sua terra natal, o vilarejo de Qunu, onde foi enterrado.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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O NAUFRÁGIO DA USP LESTE

O título deste texto pode parecer, a princípio, muito fatalista. Porém acredito que ele é, na verdade e infelizmente, muito realista. Criada em 2005, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), também conhecida como USP Leste, vem atravessando um 2013 de desmonte, abandono e denúncias que culminaram com a interrupção abrupta das aulas na manhã desta segunda-feira (16). Desde sempre é sabido que o terreno em que a escola fora construída havia sido um aterro de lixo orgânico. O projeto de levar a USP à zona leste, no entanto, parecia ser maior do que a natureza do terreno escolhido para sua construção. Depois das obras faraônicas e da expansão do trem até a USP, eis que as aulas começaram e a primeira constatação já pode ser feita: os jovens da zona leste não estudavam ali. Seja pela falta dos cursos mais procurados, como medicina e engenharias, seja pela barreira do vestibular, fato é que, à exceção da superlotação dos ônibus e trens que os novos alunos da EACH proporcionaram, nada mudou na vida dos jovens da zona leste com a chegada da USP. Com esse pequeno detalhe, a EACH seguiu seu caminho e chegamos ao ano de 2013. Desgastado por uma gestão autoritária, sem diálogo com a comunidade acadêmica e alheia aos acontecimentos do campus, o diretor Jorge Boueri foi o pivô de uma crise anunciada. Em setembro deste ano uma placa colocada pela Cetesb (ou pela USP?) no campus alertava para o risco de contaminação do solo da EACH. E aí as coisas começaram a degringolar. Boueri havia autorizado, um ano antes, o despejo de diversos caminhões de terra na universidade. A procedência da terra, tão contaminada quanto o solo original, ainda está sendo apurada. Com o risco de explosão devido à alta concentração de metano, alunos, professores e funcionários entraram em greve e assim permaneceram por quase dois meses. As informações desencontradas da direção da EACH, da reitoria da USP, do governo estadual e da própria Cetesb só aumentaram o clima de indignação e incerteza. Com a crise já instalada novas denúncias surgiram: o diretor teria favorecido a esposa em seu concurso para docente da USP. Com o correr dos acontecimentos novas eleições foram marcadas e uma nova direção eleita. A retomada das aulas se deu mais por pressão daqueles que dependiam de seus diplomas e documentos de estágio do que de um real esclarecimento da situação. E na volta às aulas, um novo baque em dezembro. Na verdade, três baques consecutivos. Em uma semana os bebedouros foram interditados, a água estava imprópria para o consumo. Num segundo momento salas foram interditadas devido a infestações de piolhos de pombos. Para terminar, professores e alunos diagnosticados com sarna. Foi a gota d'água para na manhã desta segunda as aulas serem suspensas. Uma universidade que tem o orçamento maior que muitos municípios brasileiros com água e solo contaminados, infestação de piolhos e professores e alunos com sarna. Seria cômico, se não fosse trágico. E vergonhoso. Ironicamente esses acontecimentos se dão numa escola que abriga o curso de Gestão Ambiental e Gestão de Políticas Públicas. A previsão de volta é 6 de janeiro. Quem acredita? Quem terá coragem de voltar?Infelizmente essa sucessão de acontecimentos desastrosos só demonstra a irresponsabilidade direta dos gestores à frente dessa unidade. Seu descuido com o patrimônio público, com o dinheiro dos cidadãos e com a vida de todos que ali frequentavam. Irresponsabilidade também da reitoria da USP, que a todo momento foi evasiva e alheia à situação calamitosa da EACH. Nesse período eleitoral que a USP atravessa nenhuma das chapas apresenta propostas concretas para a solução da crise na EACH. Ficamos esquecidos. É o triste fim de um projeto interdisciplinar, de uma escola que pretendia unir em um mesmo espaço físico, através de um projeto pedagógico interativo, as artes, as ciências e as humanidades. As aulas talvez sejam retomadas no campus Butantã, com os cursos dispersos e o projeto pedagógico esfacelado. A estrutura construída na zona leste precisará de mais quantos milhões de reais para ser dedetizada e ter sua água e solo descontaminados? O prédio que abriga as salas de aula na EACH é conhecido como Titanic. E todos nós sabemos o que aconteceu com o Titanic.

Eleonora Rigotti elorigotti@gmail.com

São Paulo

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