Fórum dos Leitores

RENAN CALHEIROS

O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2013 | 02h04

Useiro e vezeiro

Renan Calheiros mais uma vez dá o tom do deboche com a coisa pública, o dinheiro do povo e a representatividade de seu cargo. Ele classificou como "a serviço" uma viagem ao Recife, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para submeter-se a um implante de cabelos. Só falta arrumar uma empreiteira para pagar o procedimento.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Não basta

O senador Calheiros provavelmente devolverá o dinheiro dos custos da viagem ao Recife porque foi descoberto. Se ninguém abrisse a boca para denunciar o fato, ele passaria na encolha, como muitos e muitos outros já passaram. Assim, não adianta devolver a grana. É preciso punição, com a perda de mandato, já que ele é reincidente nesses voos à custa do dinheiro público - em junho, Calheiros fez a mesma coisa para ir a um casamento em Trancoso, na Bahia.

HABIB SAGUIAH NETO

hsaguiah@gmail.com

Marataízes (ES)

Defesa petista

O senador petista Jorge Viana, vice-presidente do Senado, saiu com esta a respeito do uso do jato da FAB para fazer implante: "Renan foi para casa e desceu antes para fazer essa intervenção. Recife fica a menos de 100 km de Maceió. Estão forçando a mão para transformar isso em notícia". O PT tem ética própria e sempre minimiza os erros de seus membros e aliados estratégicos. Foi assim no mensalão, com defesas veementes e até tratamento de herói aos condenados naquele sórdido processo, e será desse modo sempre que alguém do grupo for pego com a boca na botija. O Brasil é deles e as nossas leis não se aplicam a eles, que sempre terão razões para não segui-las. Errado é o nosso povo, que colocou essa corja no poder.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

AS MÁQUINAS DO PAC

Benefício particular

A Controladoria-Geral da União (CGU) investiga o desvio, para uso particular, de equipamentos doados pelo governo federal a prefeituras brasileiras. As máquinas doadas são para abrir e conservar estradas vicinais, mas, segundo a CGU, isso não tem ocorrido. Está explicada a aprovação do governo Dilma: doando máquinas a prefeitos inescrupulosos sob fogos, fanfarra e bandinha no palanque, até eu. E por que as prefeituras dependem tanto dessas doações? Onde está o dinheiro arrecadado em impostos?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Fiscalização

Tornou-se habitual a denúncia de desvio de finalidade de bens públicos. A CGU e o Ministério Público investigam pelo menos 110 municípios onde os prefeitos desviaram para uso particular caras máquinas recebidas em doação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Brasil já se escandalizou com muitos outros casos, mas os errantes nunca são punidos. A distribuição de equipamentos aos municípios é uma importante alavanca para o desenvolvimento. Mas, para que funcione, é preciso eliminar o viés político. O prefeito, para receber as máquinas, justifica e detalha a sua necessidade e se compromete a cumprir um cronograma de utilização do equipamento. O órgão federal analisa a justificativa para, só depois, aprovar o pedido. O governo federal não pode simplesmente doar e supor que a população já está atendida. O cronograma de trabalho tem de ser fielmente cumprido e, não o sendo, o equipamento deve ser recolhido e repassado a outro município com real necessidade, e o prefeito, em razão da fraude, ter o mandato cassado e ser processado. Além do dever de fiscalizar do governo federal, como poder concedente, em nome da moralidade, o cumprimento fiel do compromisso assumido pelo prefeito na hora da aprovação da doação do equipamento deve ser cobrado pela imprensa e devidamente fiscalizado pelo Ministério Público, por ONGs sérias e pelo próprio cidadão. É assim que se exerce a cidadania.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Em vez de doar

Poderiam ser adotados outros caminhos para atender as prefeituras do Brasil, valorizando o empreendedor local, resguardando a importância da indústria e distribuindo ganhos em toda a cadeia produtiva, com melhores resultados técnicos, operacionais e financeiros.

EURIMILSON JOAO DANIEL

daniel@escad.com.br

Santo André

JOSÉ DIRCEU

O elo panamenho

A JD Assessoria e Consultoria, empresa de José Dirceu, abriu em 2008 uma filial no Panamá, paraíso fiscal da América Central. A empresa aparece registrada no mesmo endereço da Truston International, controladora do Hotel Saint Peter, de Brasília, aquele que ofereceu salário de R$ 20 mil para que Dirceu trabalhasse lá como gerente administrativo. Cabe, agora, apurar a relação entre as duas empresas, porque, pelo visto, aí tem uruca e maracutaia, algo em que o partido de Dirceu tem know-how.

ANTONIO JOSE G.MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Certeza

Ao ler a notícia de que a empresa do "ilustre morador da Papuda" no Panamá, não por coincidência, fica no mesmo endereço da controladora do Hotel Saint Peter, aquilo que era desconfiança se transformou em certeza. Acredito que, se continuarem as investigações, hão de descobrir a maior lavanderia petista. Minha sugestão é de que continuem seguindo o dinheiro, porque a recente descoberta pode ser apenas a ponta do iceberg.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Adriano Luchiari e família, Aloisio A. De Lucca, Ambasciata d'Italia - Brasília, Antonio Carlos de Faria - Odebrecht Infraestrutura, Antônio Márcio Buainain, Barbara Cristiano - UniSant'anna, Carmela Tassi Chaves, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado de São Paulo, Comissión Latinoamericana de Cooperativas de Ahorro y Crédito(Colac), Contextual Comunicação, diretoria do Secovi-SP, Erika Santos - Accor, Eugênio Bucci, família Camargo Neme, Galeria de Comunicações, GPS Leilões, Grupo Ecogeo, Grupo Lance, Helena Caldeira - Associação Morumbi Melhor, Ingrid e Alexandru Solomon, Instituto Ciência e Luz, José Roberto Afonso e equipe, Luiz Antônio Colussi e família, Luiz Dias e Maria Teresa Amaral, Natura e Santander.    

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RENAN CALHEIROS USA E ABUSA DA FAB

Não é tão simples como imagina o senador Renan Calheiros, que agora, depois de descoberto que usou um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir a Pernambuco implantar cabelos, ele venha pagar o custo pelo abuso, e sabe-se lá em quantas vezes. Ele que viajasse pela aviação comercial. Mas não gozaria do privilégio de ir e voltar no horário que bem desejasse, né não? Melhor castigo seria a perda do cargo de presidente do Senado, porque para consertar mesmo o uso e abuso que políticos fazem das coisas públicas deveria o alagoano perder o mandato, com proibição de oito anos para voltar a concorrer novamente.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

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NÃO TEM CURA

É impressionante o descaso de autoridades com elevados e desnecessários gastos imputados ao governo. A viagem da então primeira-dama, dona Mariza, esposa do ex-presidente Lula, ao cabelereiro em São Paulo e, agora, a do presidente do Senado, Renan Calheiros, para um "tratamento da careca" no Recife são uma demonstração inequívoca do baixo nível cultural e da mediocridade de nossos políticos do alto escalão da República. O pior, mediocridade não tem cura e é transmissível.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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ABUSADOS

A classe política deve estar num entusiasmo enorme ao saber que passa de R$ 1,5 trilhão o que foi abocanhado da classe trabalhadora, produtiva e séria, via impostos. Assim sendo, as maracutaias vão continuar acontecendo e a mordomia já está garantida. Que o diga o sr. Renan Calheiros, que cinicamente vai continuar voando em aviões da FÁB. E não vai dar a mínima aos idiotas que produzem essa fortuna. É de dar náuseas.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

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CABELO CARO

Considerando que um voo de Brasília para o Recife em avião da FAB táxi aéreo custa aproximadamente R$ 32 mil, cada um dos 10 mil fios de cabelo implantados na cabeça de Renan Calheiros representará um gasto de transporte de R$ 3,20 aos cofres públicos.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ATÉ QUANDO ABUSARÁS DA DECÊNCIA?

Nunca imaginei ficar tão nauseado como fiquei ao tomer ciência da mais recente canalhice de Renan Calheiros. Preocupo-me em imaginar que o desprezo e tripúdio pela coisa pública e por todos em geral seja para ele, entre tantos outros políticos, o sentimento maior que consegue demonstrar. Não bastasse ter praticado o ato, que pode até ser "legal", imoral, torpe, indecente, ofensivo à democracia, tem ainda o cinismo e desplante de dizer que fará uma consulta à Aeronáutica para ver se sua ação foi "indevida". Como podemos ter esperança de um Brasil melhor, mais justo, próspero, enquanto pessoas da dimensão moral de um Renan, em vez de estarem na cadeia, preside o Senado, convivendo com a alta cópula, digo cúpula do poder que o teme, "respeita" e reverencia. Que tanto saberá de "malfeitos" de tantos para justificar tanto poder, podre, mas poder?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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TITICA DE GALINHA

Desde criança ouvia falar que, passando titica de galinha na cabeça, o cabelo não cairia e ainda nasceriam mais fios. Nunca precisei fazer tal experiência, pois sempre tive muito cabelo. A mídia andou divulgando que um famoso senador ira implantar 10 mil fios de cabelo. Ouso sugerir a ele que, com a quantidade de amigos que tem, provavelmente alguns donos de granjas, inclusive no Estado onde reside, acredito que alojado num galinheiro teria matéria-prima em abundancia e de graça. Com tal providência, evitaria "comentários indevidos" e estaria economizando dinheiro do Senado e do Tesouro, afinal de contas o povo tem certeza absoluta de que é o serviço médico do Senado que está pagando essa conta.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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VAIDADES

Correção de pálpebras e implante de cabelos. Dá-lhe "gatão" de Murici (AL)!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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DO FIO DE CABELO

Se para detectar a saúde de uma pessoa basta analisar uma única gotícula de sangue, na viagem do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao Recife num avião da FAB para um implante de cabelo ninguém duvida de que uma simples análise de um único fio de cabelo é mais que suficiente para avaliar o nível moral do ilustre político alagoano.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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RENAN REINCIDENTE

Antes foi um casamento em Troncoso. Agora, Renan Calheiros requisitou avião da FAB para ir ao Recife, onde foi fazer transplante capilar. Pego no pulo, diz que vai "consultar" a FAB para saber "se houve irregularidade de sua parte". Ora, para o casamento pagou por sua irregularidade, é óbvio que a viagem para Recife é tão irregular quanto, visto que é óbvio que usou o avião da FAB para fim estritamente particular. O decreto que disciplina o uso de aviões da FAB deveria estabelecer que o pedido seja formulado por escrito e assinado pelo usuário, obrigado a declarar a imprescindibilidade e a finalidade da viagem. Além disso, deveria prever multa equivalente ao dobro ou triplo do custo, se o uso foi irregular. O uso irregular não pode ficar acobertado por sigilo e sujeito ao jornalismo investigativo e denunciador da irregularidade. Assim, diante do abusivo uso das aeronaves da FAB, dona Dilma Rousseff, na sua qualidade de gestora máxima das finanças públicas, está obrigada a rever os termos do referido decreto e estabelecer a multa pela requisição e uso irregular em tela a fim de acabar com essa confusão do público com o privado. Então, dona Dilma? Usar avião da FAB não deve ser objeto de "requisição" para ulterior apuração da regularidade do uso, mas, sim, de pedido escrito, cabendo à autoridade aérea verificar a regularidade do mesmo (resguardada a comprovação ulterior do motivo do pedido) e, então, sob sua responsabilidade, deferir o pedido, se for o caso.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

 

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CARECA DE TUDO

Em vez de cabelos, o que o presidente do Senado, Renan Calheiros, deveria mesmo fazer é implante de decência, honradez e probidade que seu cargo requer. Como já demonstrou outras vezes, é um político careca por fora e por dentro da cabeça. Não há tratamento, simpatia ou milagre que resolva o seu problema crônico.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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FALHA DO SENADOR

Senhor Renan Calheiros, presidente do Senado, existem coisas na vida que nós temos ou não, claro que, no seu caso, estou falando em "vergonha na cara", que, diferentemente de cabelos, não pode ser implantada. Outra coisa: reembolsar o governo pelo voo da FAB de Brasília ao Recife, onde fez implante capilar, jamais preencherá o seu vazio de caráter.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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ONDE ESTÁ A OPOSIÇÃO?

Pensei que pelo menos nos últimos oito dias do ano, nós, brasileiros, estaríamos dispensados de ler ou ouvir as costumeiras podridões patrocinadas pelos dirigentes e políticos deste desmoralizado país em que vivemos. Ledo engano. O presidente do Senado acaba de usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar ao Recife, onde faria um implante de 10 mil fios de cabelo. Será que essa oposição não tem homens? Será que é formada por maricas, covardes e corruptos em sua totalidade? Será que a imprensa nacional passou para o lado dos bandidos e se nega a realizar sua verdadeira função, que é a de informar e até mesmo de denunciar esses atos de pouca vergonha, que hoje se tornaram institucionalizados? Será que tudo acontece em troca das publicidades oficiais superfaturadas? Será que a Justiça vai continuar indefinidamente acomodada, calada e escondida debaixo de seus altos salários e mordomias? Até quando o Brasil permanecerá nas mão desta megaquadrilha que menospreza e agride nossa inteligência?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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JOSÉ DIRCEU NO PANAMÁ

Nunca a palavra "panamá", que, além de dar nome a um país da América Central, também caracteriza para nós uma desonesta atividade humana, foi tão bem escolhida, como país, para ser filial de uma empresa cuja finalidade é fazer lobby no setor público do nosso esbulhado Brasil. Refiro-me à empresa do famigerado ex-ministro José Dirceu, cuja vida política deixo de comentar, por ser danosa e funesta e por ser também do total conhecimento público do nosso povo. Dita empresa, cuja razão social já foi alterada cinco vezes, tem o título JD Assessoria e Consultoria e atua em diversos setores do governo federal. A palavra "panamá", popularmente falando, entre seus significados também quer dizer "roubalheira em empresa ou repartição pública" (moderno dicionário da Língua Portuguesa "Michaelis 2000"). É assim, criminosamente agindo e ampliando o escopo da sua consultoria, que, conluiado com um escritório de advocacía que lhe oferece "testas de ferro" para agir e abrir filiais em paraiso fiscal, o nefasto José Dirceu constituiu a fortuna que tem. Segundo a Polícia Federal brasileira, a abertura de filiais em paraisos fiscais, como no Panamá, pela firma aludida, é para dificultar o "rastreamento do dinheiro" roubado. A ambição estimula a ambição, mas diz a máxina latina "feriunt summos fulmina montes" (os raios caem sobre os montes mais altos).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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PARAÍSOS FISCAIS

Empresas sérias, e que não tenham como único objetivo a lavagem de dinheiro, não se instalam nem abrem filiais em paraísos fiscais, como a Truston, cujo dono eu tenho quase certeza que sei quem é, e a JD Assessoria e Consultoria cujo dono eu não preciso imaginar quem seja, pois ela é declaradamente do José Dirceu. Com a divulgação da existência da JD no Panamá, ficamos sabendo que o ilustre presidiário não tem apenas aquela oferta de emprego de R$ 20 mil vinculando o seu nome com aquele paraíso fiscal.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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DONO

A comprovação de que Zé Dirceu é o "dono" do hotel/covil Saint Peter, em Brasilia, foi desvendada pelo "Estadão". Estava muita "estranha" a proposta de "emprego" para o Zé Dirceu para trabalhar no hotel, já que desse ramo a única coisa que sabe é nada além de se "hospedar" para forjar/montar processos falsos, tal qual o dos aloprados. Pesquisem e encontrarão mais, inclusive do capo do PT e de outros partidos.

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

 

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS

Parabéns pelo artigo de Fernão Lara Mesquita, "O buraco é mais embaixo" (21/12, A2). O articulista, com a bravura característica da família Mesquita, chama as coisa por seus verdadeiros nomes, e sua leitura lava a alma dos cidadãos deste país arruinado moral e financeiramente pelo PT. Que continue nos brindando com escritos do gênero!

Eduardo Spinola e Castro spinola.adv@gmail.com

São Paulo

 

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COITADO DO NOSSO BRASIL

O jornalista Fernão Lara Mesquita, no seu artigo de sábado, traduz fielmente a posição do Brasil nos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Para quem é, "bacalhau basta". Parece que já estamos quase chegando de uma situação ou posição de ter de obrigar as Forças Armadas a darem um basta.

Angelo Bretas Bhering bhgcamp@bol.com.br

Belo Horizonte

 

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DENÚNCIA

Magnífico o artigo assinado por Fernão Lara Mesquita, "O buraco é mais embaixo". Deveria estar publicado no topo da página 3, como artigo de fundo do jornal. Por que não adotar diariamente o tom usado por Fernão para tentar levantar a sociedade contra o desgoverno que tomou conta do País e tentar evitar sua reeleição?

Raphael Nogueira de Freitas ranfreitas@gmail.com

São Paulo

 

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DESESPERANÇA

Parabéns a Fernão Lara Mesquita, que emitiu uma voz inflamante e tonitroante, em ritmo torrencial, refletora da indignação que se abate sobre os homens dotados de um mínimo de consciência política e, por isso, têm a percepção de que estamos governados por uma horda de oportunistas quixotescos de propalada esquerda e que erigiram um projeto de poder de décadas, com o douramento de algumas pílulas vez ou outra com o fito de aparentarem-se legítimos e bons políticos voltados aos interesses gerais. É despiciendo repisar fatos concretos, que diuturnamente nos enchem de desesperança ao acessar os meios de comunicação. Se este é um momento de afastar as tristezas, é melhor frequentar as sonatas dos réquiens.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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BYE BYE, BRASIL

Parabéns aos editores do "Economia&Negócios" de domingo, pela seleção de tantos craques em diagnósticos e prognósticos da nossa economia. Espero que todos estejam equivocados sobre o próximo quinquênio, senão... Bye, bye, Brazil.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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BRASIL-FRANÇA

Claramente até o Itamaraty, prestigiada entidade nos dez anos de PT no poder, já se aparelhou. O embaixador do Brasil na França, questionando a escolha dos caças suecos, está correto defesa dos laços "fraternos" com a França ("Brasil e França depois do FX2", de José Mauricio Bustani, 23/12, A2)? A bem da realidade, são gastos com defesa, que são como pérolas aos porcos, o Brasil não tem capacidade de incorporar a tecnologia embarcada das últimas tecnologias em qualquer área de atuação. E diferente dos envolvidos nenhum país vai transferir tecnologia, são muitos anos de investimentos em P&D, que devem ser amortizados com vendas a países que só exportam commodities, caso especifico do Brasil. Qualquer guerra ou conflito com uma potência aniquila o país, mesmo com gastos em modernização das forças armada, lideradas por um diplomata de carreira. "Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2011, em território americano rompem paradigmas de segurança, reação e poderio bélico e expõem a principal nação do mundo às fragilidades e a necessidade de defesa do país: um ataque aniquilador sem armar de última geração... A comercialização e venda para manter as forças armadas ativa nos países que se encontram em guerra ou com problemas sérios de fronteira física, ameaçadas pela religião, ideologia e regime reinante no país. No "business is business", não existe o correto, mas a maior rentabilidade; se a matança for de outros povos e países não existem implicações morais, mas faturamento e aumento das exportações... O Irã com armas nucleares e a Síria em uma guerra civil sangrenta sendo armada pela Rússia e Irã. Neste segmento de destruição o importante é aumentar os resultados e a eficácia está diretamente ligada a inovação de equipamentos e armamentos para a guerra - maior destruição, menor efetivo no teatro de guerra e maior lucro para as empresas fabricantes de armamentos; com o fortalecimento das forças armadas do país. O Brasil segue o mesmo roteiro, embora sem nenhuma tecnologia, com parte da população sendo subsidiada pelo Bolsa Família e enfrentando todos os problemas de segurança, saúde, educação, infraestrutura e déficits adere e participa deste mercado de "guerra", Scholz (2013). O PAC fornece recursos para o projeto do desenvolvimento da aeronave militar KC-390, pela Embraer, com dotação de R$ 1,185 bilhão, com receitas previstas de R$ 450 milhões em 2013 e do helicóptero, EC-725, pela Helibras, com repasse de R$ 444,3 milhões (Santos; Góes, 2013). "O Ministério da Defesa fez uma convocação e as maiores empreiteiras do Brasil já asseguraram participação no desenvolvimento da indústria de equipamentos de segurança nos próximos anos. Coforme a Lei 12.598 (Brasil, 2012), aprovada em março, os grupos que criarem subsidiárias no setor terão vantagens tributárias e condições especiais para intermediar a incorporação de comprar do governo. Todas as principais empreiteiras: Oldebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Engevix, além da Embraer, já entraram no ramo. Os grupos Synergy e Camargo Corrêa, ainda negociam parceiros com tecnologias e produtos para ingresso no mercado para não perder a oportunidade oferecida com investimentos em defesa (Fariello, 2012)" Scholz (2013). Também é importante lembrar que é a terceira vez que o governo quer incentivar este setor e não podemos esquecer do fracasso da Engesa e da sobrevivência de outras que mantém boas relações com a burocracia. E a iniciativa da Fundo de Marinha Mercante (FMM). País que depende de poupança externa e não consegue seguir um cronograma do PAC, acha que vai fazer parte do clube dos fabricantes de armamentos. E a educação, a saúde e etc. Será que os submarinos em construção com empreiteiras que nada entendem de embarcações não terão o mesmo fim dos navios contratados e que não conseguiam navegar?

Luiz Fernando de Barros Scholz lufe@netway.com.br

São Paulo

 

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OS CAÇAS SUECOS

Parcerias com a França nunca foram de confiança, a Inglaterra, a Espanha e Portugal que o digam. Na França estourou a primeira intentona comunista com a Revolução Francesa, que fez água mais rápida do que revolução russa. Simples, a França nunca escondeu que seus "líderes políticos" primam pela mentira. É claro que a compra dos aviões franceses era uma jogada política entre Lula e outro presidente francês, cuja unica verdade era ser "marido de uma bela mulher". Claro que a compra dos aviões suecos também não passou de uma "pirraça" de dona Dilma contra Obama, que não a chamou de "a cara". E afinal compramos aviões a jatos que não servirão para nada, exceto treinar pilotos, o que poderia ser feito em parceria com as nações fabricantes dos tais aviões, que hoje não servem para guerra, não servem para monitoramento de nada, não servem para patrulhamento do que quer que seja e vai por aí afora. Há 20 anos teriam justificativas, hoje as únicas justificativas são com certeza os "grandes mensalões" que darão aos políticos no "pudê".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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‘LEGALIZAÇÃO DA MACONHA’

É superficial, errôneo e "de uma ingenuidade cortante" o texto de Carlos Alberto di Franco ("Legalização da Maconha", 23/12, A2). O autor relata que a maconha torna esquizofrênicos mais propensos a crimes violentos, citando o assassinato do cartunista Glauco. Nada mais óbvio. E também nada mais óbvio que o álcool, droga legal, também o faz, ainda com mais intensidade: este é ligado à 40% (!) dos crimes violentos nos EUA, segundo o National Council on Alcoholism and Drug Dependence (http://www.ncadd.org/index.php/learn-about-alcohol/alcohol-and-crime). Sr. Franco, o que o senhor sugere? Proibir o álcool? Sabemos da experiência americana dos anos 20/30 que a Lei Seca, uma verdadeira alucinação, criou muitos mais problemas do que resolveu. Ninguém deixou de beber por causa dela. Mas a violência floresceu nas grandes cidades americanas. Veja Al Capone: o mais brando crime que ele cometeu foi traficar bebida! Ninguém pode ter a hipocrisia de defender que a "guerra às drogas" pode ser vencida. Isso porque ela falhou. Está mais do que claro que a legalização é a melhor saída, posição apoiada não apenas pelos maconheiros de plantão, mas pela respeitada revista "The Economist", no artigo "How to Stop the Drug Wars: Prohibition has failed; legalisation is the least bad solution" (http://www.economist.com/node/13237193). Apenas os EUA gastam, por ano, US$ 40 bilhões (!) tentando diminuir a oferta de drogas, e o consumo no território americano continua o mesmo. E os EUA prendem 1,5 milhão de pessoas (!) por ano por tráfico e consumo de drogas. Como o sr. Franco, que acha a legalização "ingênua", quer vencer essa guerra? E isso nos EUA, que tem um enorme poder de repressão ao tráfico. Não liberar a venda de drogas significa monopolizar um mercado que rende US$ 320 bilhões (!) por ano a criminosos cruéis. A verdade é que a proibição torna o tráfico o crime mais "leve" que um traficante pode cometer. 6 mil homicídios (!) por ano são cometidos, apenas no México, em nome da "guerra às drogas". Assim como a maconha é o passaporte para outras drogas (como o sr. Franco mesmo escreveu), o tráfico, que só existe pela proibição, é o passaporte para o homicídio. Traficantes não hesitam em matar em nome de seu negócio, seja por queima de arquivo, acerto de contas, vingança, guerra entre quadrilhas, e por aí vai. E o que é pior: tráfico ou homicídio? E, graças à proibição, Estados como Honduras, Guatemala e El Salvador, se tornaram Estados falidos, onde traficantes têm mais poder que o Estado. E espalham o terror numa anarquia generalizada! Portanto, a "guerra às drogas" está, sem sombra de dúvidas, perdida. E a sociedade tem de buscar meios alternativos de contornar o problema, começando pela legalização. É impossível um mundo sem drogas. Mas podemos, isto sim, diminuir o dano que elas causam.

Daniel Arjona de Andrade Hara haradaniel734@gmail.com

São José dos Campos

 

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MEDO E EDUCAÇÃO

O texto de Carlos Alberto di Franco desta segunda-feira expressa ignorância sobre a lei uruguaia e revela a manifestação do pavor e do não-pensamento, pois deveria este senhor da comunicação pensar que a proibição agrava o problema da dependência química, na medida em que não implica nenhum controle, ao revés deseduca, pois não se informa ou não se educa sobre as drogas, apenas se perpetua a mensagem de uma pedagogia, se é que é pedagogia, do amendontramento e não da educação sobre o assunto. Portanto, da mesma forma que pouco se sabe como é o modelo holandês, o texto deste senhor da comunicação apenas perpetua a desinformação e a ignorância sobre o modelo uruguaio.

Konstantin Gerber, grupo de pesquisas em Direitos Fundamentais, PUC/SP k.gerber@uol.com.br

São Paulo

 

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CORTINA DE FUMAÇA

É e continuará sendo controversa a questão da liberação de drogas. Mas Carlos Alberto Di Franco levanta uma polêmica que eu já entendia superada ("Legalização da maconha", 23/12, A2), pois ainda nos anos 70 foi comprovado que eram falsos os estudos que diziam que a maconha era droga de entrada para coisas mais pesadas. Diferentemente do álcool, cuja ação bioquímica em nosso corpo é semelhante à que cocaína e heroína desenvolvem. Creio que a verdadeira cortina de fumaça, perdoando o trocadilho, é evitar a discussão sobre o consumo de bebidas alcoólicas, essas sim comprovadamente causadoras de milhares de mortes, especialmente em acidentes de trânsito.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

 

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MICHELLE BACHELET

Cumprimentamos a jornalista Laura Greenhalgh pela entrevista com Michelle Bachelet, publicada domingo no "Estado", e esperamos que a presidente, fortalecida pela nova eleição, apresse a integração do Chile ao Mercosul. A matéria revelou detalhes, ainda inéditos, sobre o assassinato do brigadeiro Alberto Bachelet, pai de Michelle, republicano e maçom, como Allende, pelos sicários da Operação Condor, autores da pior das traições, a de voltar contra o próprio povo, as armas que o povo lhes confiou para sua defesa.

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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CAOS NA ARGENTINA

Argentinos se armam após insegurança e onda de saques, fazendo com que o faturamento das lojas de armas estejam em alta. Se nós fizéssemos o mesmo contra a insegurança, assaltos, assassinatos, sequestros, latrocínios, etc., o ramo no Brasil passará a ser o "número 1" em faturamento, rentabilidade e crescimento.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CARTEL DE TRENS EM SÃO PAULO

A base de sustentação do governador Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa de São Paulo conseguiu blindar o Palácio dos Bandeirantes contra investigações sobre o cartel que atuou em licitações do Metrô e da CPTM durante sua administração e em outros governos tucanos. Costumo votar no PSDB, mas neste caso é lamentavel tal corporativismo, pois quem não deve não teme, é o que todos do PSDB dizem. Independentemente de o PT ser o partido das falcatruas e das maracutais, pau que dá em Chico tem obrigatoriamente de dar em Francisco. Vergonhoso e lamentável.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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UMA QUESTÃO DE PRIORIDADES

No mesmo dia em que alegou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para o aumento do IPTU prejudicaria a saúde, as creches e os corredores de ônibus, o prefeito Fernando Haddad sancionou a Lei n.º 15.929, de 20/12/2013, que criou mais uma estatal municipal, a Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo, sociedade de economia mista, sob forma de S.A. de capital autorizado, dotada de personalidade jurídica de direito privado, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e com capital inicial de R$ 25 milhões integralmente subscrito e integralizado pelo Município de São Paulo. O vereador Andrea Matarazzo informou que realizou estudos que levaram á conclusão de que o prefeito investiu este ano 31% a menos do que poderia investir. O prefeito poderá adiar a constituição da empresa acima citada, pois com certeza SMC dará conta do recado, assim como diminuir, e bem, a verba par a propaganda, que com certeza a população prefere mais escolas e creches em substituição a filmes de auto promoção da administração municipal. O prefeito antes de sancionar a lei do Orçamento para 2014, certamente encontrará outras dotações menos importantes para população, tais como incentivos para a construção de estádios de futebol, mantendo como foi aventada as verbas para educação, saúde, creches e segurança pública.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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TÁXIS EM SÃO PAULO

Três enganos frequentes a respeito de táxis e corredores de ônibus: 1) 1% é a estimativa da quantidade de viagens em táxis sobre o total de viagens diárias feitas pela população residente em São Paulo em dias úteis. Essa estimativa não contempla as viagens por táxis feitas por visitantes nacionais ou estrangeiros na metrópole paulistana. 2) A autorização da circulação de táxis nos corredores de ônibus foi dada inicialmente pela então prefeita Marta Suplicy antes de 2005 e ampliada pelo prefeito José Serra. 3) O serviço de táxi não é serviço de transporte público: pertence à categoria jurídica de serviço de interesse público, tal como os ônibus de fretamento, modalidades cujo uso por não residentes tende a crescer no município de São Paulo pela importância econômica da capital.

Rogerio Belda rbelda@terra.com.br

São Paulo

 

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FAIXA PARA TÁXIS?

Não poderia ser mais inoportuna a proposta, a ser estudada pela Prefeitura de São Paulo, de faixa exclusiva para táxis. Já não basta o aumento atabalhoado de faixas intermináveis de ônibus que prejudicam o já caótico trânsito de São Paulo? Sobrará alguma para nós, motoristas comuns?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SIMPLES ASSIM

Como as coisas são resolvidas rapidamente pelo prefeito "Malddad". Depois de sofrer ameaças, o prefeito parou de andar de ônibus. Se fosse um cidadão que pensa nos trabalhadores que usam o transporte coletivo deveria ter aproveitado as ameaças e partido para mudanças radicais, ou seja, oferecer mais segurança aqueles que usam o transporte público. Mais fácil é deixar de viajar de ônibus, simples assim. Imagine encarar uma viagem de ônibus, o prefeito deve ter agradecido aos céus as ameaças. Assim ele volta para seu conforto em carro de luxo Se todos aqueles que já sofreram ameaças, tiveram seus pertences roubados e foram expulsos dos coletivos porque os malfeitores resolveram botar fogo no ônibus também resolvessem parar de andar de ônibus o que aconteceria? É impressionante como a falta de competência em gestão está exposta. A culpa é do eleitor que continua elegendo candidatos que nada têm a fazer para melhorar a vida do cidadão a não ser chorar por mais impostos. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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HANDEBOL CAMPEÃO MUNDIAL

Parabéns às jogadoras brasileiras pela brilhante conquista do Campeonato Mundial de Handebol 2013! Em plena Sérvia, o Brasil bateu as anfitriãs na final, numa conquista inédita e histórica para o handebol brasileiro. Com um mínimo de apoio, planejamento e organização, podemos ter sucesso em qualquer esporte ou atividade. Talento e garra, nós, brasileiros, temos de sobra. Essa grande conquista do handebol feminino serve de exemplo para as demais modalidades esportivas olímpicas do País. Valeu, Brasil!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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PLANEJAMENTO

Nossas meninas conquistaram um campeonato que há pouco tempo era impensável. Esse foi o resultado de um planejamento que trouxe um técnico competente e que criou um ambiente propício a esse esporte. Isso já aconteceu com a ginástica que se iniciou com o mesmo procedimento e que nos deu muitas alegrias. A pena é que não damos continuidade ao que fazemos. No caso da ginástica, o contrato do técnico estrangeiro não foi renovado e esse esporte perdeu parte do impulso que tinha no início. No tênis, o fenômeno Guga poderia ter aberto caminho para muitos jovens pegadores de bola, mas não andou por dificuldades na direção do tênis nacional. A conclusão é que, com planejamento e continuidade, podemos vencer em muitos esportes, desde que os responsáveis estejam à altura de suas responsabilidades. Meninas, parabéns!

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

 

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SEM APOIO

Sinceras felicitações e agradecimentos às meninas brasileiras que se sagraram campeãs mundiais de handball sem nenhum apoio. Fosse um jogo de futebol qualquer, ainda que na "conchinchina", e teria sido dada a maior divulgação e, bem assim, teria sido televisionado o jogo.

Fernando Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÃO NA USP

Foi muito esclarecedora a análise do professor José Augusto Guilhon Albuquerque, publicada no caderno "Aliás", de "O Estado de S. Paulo", em 15 de dezembro sobre a eleição na Universidade de São Paulo (USP) no final da semana passada e, s.m.j., aponta nas entrelinhas ao nosso governador qual dos três candidatos que compõem a lista seria o melhor reitor para a USP. "Nossa melhor universidade é respeitada nos meios acadêmicos e fora deles, em qualquer parte do mundo. Mas causa estranheza constatar que um país das dimensões do Brasil não possua uma só universidade de classe mundial, ou pelo menos incluída entre as cem melhores do mundo. "Existe na USP um enorme desequilíbrio no seu tripé estatutario, ensino/pesquisa/extensão de serviço a comunidade, resultado de graves distorções. Como outras universidades, a USP tem tido suas políticas estratégicas influenciadas, nos últimos anos, por pressões de agências domésticas de fomento e avaliação do governo federal(como a Capes e o CNPq) e de rankings internacionais - a valorizar de maneira quase exclusiva os indicadores de produtividade, sob a forma de publicação em veículos e formatos extremamente limitados". Seu corpo acadêmico vem sendo incentivado a dar total prioridade à publicação de papers, renunciando a uma interação rica com o ensino e com a resposta às demandas da sociedade - assim, sua missão se desequilibra. O objetivo estratégico central se torna produzir indicadores, em vez de cumprir as missões essenciais da universidade. Daí a concentração de recursos, de tempo e de dedicação dos docentes em detrimento do ensino, da produção de conhecimentos propriamente dita e particularmente da retribuição à sociedade. Uma das maneiras de retomar o equilíbrio entre as missões essenciais da USP é combater a centralização excessiva e sem planejamento das decisões sobre políticas e alocação de recursos. Isso poderia ser feito com um planejamento democrático e participativo a partir da USP real, isto é, dos departamentos e faculdades. Um planejamento diferenciado entre as unidades de ciências básicas, escolas profissionais e humanidades, e voltado para a busca do consenso. Exemplo disso foi o Plano de Desenvolvimento Institucional, liderado pelo então vice-reitor Hélio Cruz, hoje candidato a reitor, para ser adotado em princípio no próximo mandato. Para tanto, não basta a experiência executiva. Os outros dois candidatos a reitor da USP a têm, em distintos graus e dimensões: o professor Messias como articulador político em diversas gestões e o professor Zago, como presidente do CNPq no governo Lula.

Jose Mondelli jomond@fob.usp.br

São Paulo

 

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INDULTO DE NATAL

Enquanto as autoridades responsáveis pela segurança pública planejam estratégias para a segurança da população principalmente nas vias públicas, o governo promete bagunçar o trabalho da polícia. A partir do dia 19 de dezembro, a famosa "saidinha" de fim de ano põe em liberdade aproximadamente 22 mil criminosos de todos os tipos e taras. Já se tornou lugar comum o fato de que grande parte desses indultados não retornará à prisão. Cabe às família redobrarem seus cuidados para não entrar nas estatísticas dos crimes sem solução. Indulto de Natal? Nada fizeram de bom para merecer tamanha benevolência. Foram encarcerados porque seus crimes destruíram famílias inteiras com crimes hediondos. Roubos praticados com violência de selvageria sem limites. Essa gente desconhece o verdadeiro espírito do Natal. O perigo vai aumentar.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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POBRE AVENIDA PAULISTA

Desculpem o termo, mas no domingo 22/12, à noite, a Avenida Paulista transformou-se num vomitório a céu aberto, desbancando o pior das "paradas gays", "marchas para Jesus" e outras tantas. Para comemorar o Natal, milhares de sabugos de milho, pratinhos, garrafas de vidro e plástico, sacos e pipoca pelo chão e sarjetas, além de lixeiras entulhadas com lixo ao redor - em qualquer lugar civilizado haveria funcionários da Prefeitura esvaziando as lixeiras e repondo os sacos plásticos. Nas ruas transversais, dezenas de caminhões, disfarçados como sendo de mudança, despejavam centenas de vendedores irregulares de comida e bugigangas piscantes, que eram distribuídos a cada dois metros pelas calçadas da pobre Avenida, disputando o espaço com os milhares de populares, que subiam à superfície aos borbotões, a partir dos túneis do Metrô excepcionalmente aberto, sabe-se lá vindos de onde, para se juntar a essa grande festa da chamada nova classe média, acotovelando-se animadamente para grandes momentos a serem fotografados com seus modernos celulares, à frente dos nevados e mimosos cenários natalinos estrategicamente construídos à frente de bancos e lojas, permeados por um delicioso aroma de urina - aroma que, afortunadamente, não sai nas fotos. A estratégia que dói mais, no entanto é a dos governantes dessa triste cidade, que, por motivos para mim nebulosos, não enviam a fiscalização, permitindo um amplíssimo comércio ilegal de comida e brinquedos de qualquer procedência para suprir essa população despolitizada e deseducada, que se contenta simplesmente em caminhar e sujar a outrora bonita e agora degradada Paulista. Eu que por ali moro e trabalho, pagando escorchantes impostos, não consigo me conformar. Mas um Governo que oferece médicos sem preparo e adequação à lei para essa população, sem se preocupar com a qualidade do atendimento e dando importância somente à propaganda que isso gera, não vai mesmo se preocupar com xixi na rua e comida estragada, não é mesmo?

Marcello Menta Simonsen Nico mentanico@hotmail.com

São Paulo

 

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‘ROLEZINHO’

A geração digital faria muito melhor se protestasse contra a corrupção e a impunidade em nosso país, ao invez de criar confusão nos shoppings. Mulheres, crianças, idosos, poderão se machucar durante as correrias que estão aprontando. Inconcebível fazer esse tipo de coisa em ambiente fechado, com vários pisos e escadas. A quem responsabilizar caso aconteça algo grave?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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