Fórum dos Leitores

CHUVAS E TRAGÉDIAS

O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2013 | 02h07

Verão de desesperança

O início da época das chuvas começa a dar curso a tragédias anunciadas, como se vê no Espírito Santo e em Minas Gerais. Infelizmente, muito mais vem por aí. As causas são identificáveis, a começar pelo aspecto macro no campo energético: o emprego de energias de origem fóssil (petróleo, carvão mineral e gás natural), que afetam o sistema climático, no lugar de energias limpas e renováveis, cujo potencial no Brasil é amplo. Também o desmatamento sem recomposição dos ambientes degradados; o desprezo pela realização de obra simples para contenção de deslizamentos, como taludes gramados e inclinados adequadamente, que dariam novo aspecto, até estético, às encostas; a abertura de caminhos para vazão das águas de modo seguro, sem comprometimento das edificações; distanciamento mínimo destas dos declives, por leis de posturas. Enfim, um conjunto de medidas, desde as dependentes da política energética do governo federal até comezinhas providências municipais, que não foram adotadas a tempo e modo, parafraseando John Steinbeck, submeterá grande número de pobres e tristes brasileiros a mais um verão de sua desesperança.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Falta de vontade política

Infelizmente, a ocupação urbana irregular tornou-se irreversível no Brasil. O caos instaurado na época das chuvas continua recorrente. Há décadas, por falta de vontade política, governantes incompetentes impõem verdadeira tortura às populações ribeirinhas pobres, frequentemente com óbitos absolutamente desnecessários, sem direito a ações de indenização para reparação de danos materiais e morais.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Falimos

Até o ano passado a queixa na época de chuvas era de que os governos municipais, estaduais e federal continuavam sem fazer nada para retirar os moradores das encostas com risco de deslizamento. Este ano, além de nada disso ter mudado, temos de somar ao desempenho de nossas medíocres administrações públicas a incompetência e a incapacidade de simplesmente armazenar e distribuir as doações recebidas para os desabrigados.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Vidas ceifadas

O verão nem bem começou e as chuvas da estação já fazem estrago no Espírito Santo e em Minas Gerais. Será mais um ano de inundações e desmoronamentos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outros Estados da Federação. Como de costume, depois da catástrofe instalada, o governo federal promete aos governadores milhões emergenciais para a solução do problema, porém o dinheiro demora a chegar, se é que chega. Aí as águas começam a baixar, quem já não tinha quase nada perdeu tudo, os políticos fazem ouvidos de mercador e protelam a solução para o próximo ano. Medidas concretas para prevenir catástrofes nunca são tomadas. O máximo de prevenção, pelo que se sabe, são sirenes e buzinas avisando que o morro vem abaixo e então já é tarde, vidas inocentes foram ceifadas pelo lamaçal da vergonha. E a presidente Dilma Rousseff, acompanhada de uma dúzia de "aspones", ao sobrevoar áreas destruídas na Região Metropolitana de Vitória, diz que "a prioridade é salvar vidas"...

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Socorro às vítimas

O governo federal edita medida provisória e libera recursos para cidades atingidas pela chuva no Espírito Santo. Queira Deus que esses recursos cheguem ao seu destino sem que as enxurradas os arrastem também.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Omissão e verbas

O governo federal editou medida provisória que não exige a apresentação prévia de projeto, por Estados ou municípios, para liberar verba de auxílio aos desabrigados de enchentes. Puseram a raposa a tomar conta do galinheiro. Era o que queriam, nunca apresentaram projetos. Em nome de apoio político e ante o clamor dos desabrigados, o governo federal fazia vista grossa e liberava o dinheiro. Na maioria dos casos, nem prestação de contas havia. Farra com o dinheiro público! O governo deveria cuidar disso diretamente, sem interferência de Estados e/ou municípios. Tudo isso que está ocorrendo é por omissão das autoridades. E esses omissos ainda vão receber verba sem apresentar nada? A ministra Gleisi Hoffmann garante que vai haver fiscalização. Deve estar brincando ou achando que somos idiotas.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

RENAN CALHEIROS

Austeridade...?

Para fazer implante de cabelos o presidente do Senado brasileiro utiliza um avião da Força Aérea Brasileira - pela segunda vez em seis meses, que fique bem claro. Descoberto, formalizou pergunta para saber se o uso foi indevido e prometeu devolver o dinheiro (de novo?). Na segunda-feira à noite, para fechar com chave de ouro, fez pronunciamento em rede nacional falando em austeridade. E tudo deve ficar por isso mesmo. Definitivamente, este não é um país sério. É de ficar com os cabelos em pé. Que vergonha!

LUIZ ROCHA

drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos

Voz das ruas

Renan Calheiros representa a maioria dos senadores. Eleito presidente do Senado para a segunda sessão legislativa (2013-2014) da atual legislatura (2011-2014), pode ser eleito presidente para a primeira sessão legislativa (2015-2016) da próxima legislatura (2015-2018), mesmo não havendo reeleição, pois se trata de outra legislatura. Entretanto, o pilar da coalizão governista, imune à vontade popular, será confrontado com a voz das ruas, porque há uma eleição no meio do caminho.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Adélia Franceschini - Fran6 Análises de Mercado, Agência da Boa Notícia, Apsen, Bancada dos deputados do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Carlos Zarattini - deputado federal, Carolina & The Katalyst Team, Claudinei Vieira, Claudinho de Souza - vereador, Decio Fischetti, Edgard Gobbi, Edmar Arruda - deputado federal, Escritório Paulista de Contabilidade Ltda., Fabio Figueiredo, Flaboutique, Fundación Casa de la Sabiduría e Luiz Nusbaum.

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PROMESSAS VÃS

 

Discursando em cadeia nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), defendeu a reforma política, tão necessária para o aprimoramento de nossas instituições. A extinção do voto obrigatório seria um avanço significativo, pois a nosso ver obrigaria um compromisso ético mais condizente entre os que postulam cargos eletivos e seus eleitores. Henrique Alves, também em seu discurso, alegou que "o verdadeiro senhor da Casa é o povo brasileiro". Até os dias atuais, essa expressão é onírica e carece de qualquer sentido. O Parlamento brasileiro foi, sim, e é até hoje propriedade privada dos senhores congressistas, que nunca têm mãos a medir quando o assunto é legislar em causa própria. Exemplifica a última atitude acintosa do presidente do Senado, Renan Calheiros, utilizando-se de jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para dar vezo às suas vaidades pessoais, à custa do erário. Felizmente, a imprensa livre o denunciou e agora alega que irá ressarcir os custos. Vergonha!

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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HUMORISTAS DO CONGRESSO

Nós francamente não merecemos! Se já não bastasse, ao final de um ano como este de 2013, sermos obrigados a ouvir um discurso em cadeia onerosa para o contribuinte, de rádio e TV, sem nenhum valor histórico de realizações, proferido pelo nada probo presidente do senado, Renan Calheiros, pior ainda foi assistir também em cadeia nacional de comunicação ao depoimento do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, de que colocará na pauta em 2014 a discussão do fim da reeleição para cargos majoritários e também do indigerível voto obrigatório. Dá para acreditar nesta gente? Alves vai ter peito de enfrentar o corporativismo da Casa e, principalmente, de seu próprio partido, o PMDB? A não ser que o povo novamente saia em grande número e para valer às ruas e avenidas deste país em 2014, fazendo com que se cumpram as promessas destes péssimos humoristas do nosso Congresso... Lógico que sem a presença dos vândalos, ou terroristas dos black blocs, que se suspeita que estiveram em junho de 2013 a serviço dos partidos da situação.

Paulo Panossian Paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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VOTO FACULTATIVO

No Estado democrático de Direito, obrigatórias devem ser as eleições, não o voto. Que a partir de 2014 o voto seja facultativo. Muda Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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PRONUNCIAMENTOS

Como a legislatura brasileira é bicameral, e tudo que é aprovado na Câmara dos Deputados tem de ser obrigatoriamente aprovado no Senado, tivemos na última quarta-feira o pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, enaltecendo os feitos daquela Casa em 2013, que só não foi um repeteco do pronunciamento de segunda-feira do presidente do senado, Renan Calheiros, porque Alves resolveu diferenciar-se de Renan com a promessa de ressuscitar em 2014 as discussões da reforma política no Congresso. Resta-nos, agora, o pronunciamento de dona Dilma, que nos próximos dias, como sói acontecer em seus utópicos discursos, vai nos apresentar no horário nobre da TV um país das maravilhas chamado Brasil, que hipoteticamente seria governado por ela e que todos os brasileiros gostariam muito de conhecer...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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ENCHENTES NO ESPÍRITO SANTO

O governo do Espírito Santo não consegue dar vazão às doações? Isso até se entende e é normal, pelo volume de doações que deve estar chegando ao Estado. Mas o governo federal de Dilma tem o Ministério das Cidades, com muitos companheiros parasitas que podem ajudar nessa tarefa humanitária. Já vimos muitos desses filmes, e inclusive doações sendo levadas ou roubadas por gente que delas não precisa, nem precisava, mas é o maldito DNA de Gerson de sempre levar alguma vantagem em tudo. A hora é agora e o governo federal precisa se mexer e ajudar. As pessoas não podem ficar vendo a banda passar e, nesse meio tempo, alguns morrerem ou ficarem doentes. Por favor, Dilma, mexa-se.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

 

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BANANA

Depois da tragédia, o donativo oficial é aquele de sempre: uma "banana".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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RENAN CALHEIROS

Não é tão simples como imagina o senador Renan Calheiros, que, depois de descoberto que usou um jato da FAB para ir a Pernambuco implantar cabelos, ele venha pagar o custo pelo abuso – e sabe-se lá em quantas vezes e se o valor total, o que duvido. Ele que fosse pela aviação comercial, mas não gozaria do privilégio de ir e voltar no horário que bem desejasse, né não? Melhor castigo seria no mínimo a perda do cargo de presidente do Senado, porque para consertar mesmo o uso e abuso que políticos fazem das coisas públicas seria o alagoano perder o mandato, com proibição de oito anos para voltar a concorrer novamente. Mas como resolver assuntos como esse, em Lulândia, perdão Sarneylândia? Corrijo porque Sarney é o mandachuva de verdade e Renan, assim como Lula, apenas fazem parte de seu rebanho. A pergunta certa é: por que Sarney manda tanto neste país? Presumo que em seus mais de 40 anos atuando em Brasília no Cambalacho Nacional, e principalmente quando presidente, ele tinha acesso aos arquivos do ex-SNI e sabia da vida pregressa de toda a politicanalha nacional. Só isso explicaria o porquê de políticos do Maranhão e Alagoas, dois dos Estados mais atrasados do País, mandarem tanto! Enquanto isso a presidente Criatura pensa que é ela. Não sendo essa, quem teria versão mais racional?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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CINISMO

Renan Calheiros diz que devolverá o dinheiro gasto no uso do avião da FAB para uso particular. Em quanto importa esse gasto? Será que o "nobre" senador vai dividir o custo pelo número de assentos no avião? Se assim for, quem paga pelos assentos restantes? Quanto cinismo e desfaçatez!

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

 

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RENAN, O GRANDE

Sob o ponto de vista político, nada pode ser mais repugnante, às vésperas do recesso parlamentar, do que ouvir os discursos exaltando o trabalho dos presidentes das mesas diretoras. Do Senado às Câmaras Municipais, o que mais se ouve são elogios vindos, claro, daqueles que se locupletam das inúmeras vantagens. Como fez o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, ao se referir a Renan Calheiros na última quarta-feira. Disse o político acreano, representante do PT: "As conquistas do País e da presidente Dilma só foram possíveis por sua causa, Renan". Engraçado como essa turma se esquece das coisas. A amnésia parece entrar em cena e apagar de seus cérebros, por exemplo, todos os escândalos e o movimento recente – e abafado – "Fora Renan!".

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

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PREJUÍZO É MORAL, CARA-PÁLIDA

Desejaria destacar, embora não fosse necessário a quem deveria manter a ética, no caso o sr. Renan Calheiros, que devolver valores após imposturas não o isentam nem minimizam suas travessuras constantes, pois os prejuízos não são monetários, "cara-pálida e calvo", mas, sim, moral. Nós, brasileiros, não somos seus Papais Noéis para bancar suas impropriedades. Além disso, convoca em rede nacional, um discurso de exaltação à cidadania e à moralidade, destilando uma ironia grosseira, como autêntica mostra de um grande cara de pau. Talvez pudesse fazer uma plástica facial ao estilo José Dirceu e tentar mudar uma imagem, impossível de reverter o conteúdo.

João B. Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com

Barueri

 

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RENAN NA TV

Ao assistir pela televisão (23/12), em rede nacional, à fala do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), eu pensei que ele iria pedir desculpas por ter usado o avião da FAB de maneira irregular. Como ele não pediu desculpas alguma e ainda falou de moralidade, eu acho que ele ainda tem dúvidas sobre a ilegalidade que cometeu pela segunda vez, e que o povo brasileiro é formado por imbecis. Será que a cabeça do senador Renan está carente de cabelos ou carente de moralidade?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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CALHEIROS CIDADÃO

Todo e qualquer plano de saúde considera o implante de cabelos como procedimento estético e não reconstrutivo. É justo! Resta saber se o nosso ilustre (lustroso) senador teve sua "reconstrução céfalo-capilar" coberta pelo plano ou reembolsada por nós, e aí, questionamos o Ministério Público ou qualquer outro órgão: isso não se constitui em jurisprudência que beneficiaria milhares de outras pessoas que também querem e merecem esse direito?

Cláudio Santili ortoped.santili@gmail.com

São Paulo

 

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SACANA

Para definir Renan Calheiros, basta pensar na palavra "sacana". Ele deve ter nascido com ela pregada em sua testa. Nada o define melhor.

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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ELEITORES DE RENAN CALHEIROS

Com todo respeito, se temos de reclamar, devemos fazer com quem vota neste senhor. Quem é pior? Ele ou quem vota nele, dando a ele o direito de fazer o que sempre faz? E assim acontece com todos os políticos safados que são reeleitos. O povo os reelege, mesmo sabendo que não prestam. E então: quem é pior? O povo que os reelege ou eles, que já demonstraram que não servem?

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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IMPRENSA INDEPENDENTE

É quase certo que o "Estadão" não publicará este comentário, mas Eugênio Bucci foi corajoso ao qualificar a imprensa como preponderantemente de direita ("Dos que tanto amam odiar a imprensa", 26/12, A2). Mas na defesa da independência jornalística que ele faz em relação ao governo federal, como fica o comportamento da imprensa frente aos governos paulista e mineiro, ambos sob a batuta do PSDB? Ou quer ele acreditar que o escândalo dos trens em São Paulo e o mensalão mineiro estão tendo a mesma cobertura que teve a Ação Penal 470?

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

 

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A NOVELA DO CARTEL EM SÃO PAULO

Todo dia sai alguma reportagem na mídia sobre o cartel dos trens e metrôs envolvendo sucessivos governos paulista, sob o comando do PSDB. Quem acompanha o caso, como eu, "acredita piamente" que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sob o comando de Vinicius Carvalho, e o Ministério da Justiça, sob o comando de José Eduardo Cardozo, trabalham de forma isenta e não politizada, assim como eu acredito em Papai Noel e duendes. Eu só não consigo entender: por que, se a corrupção está aqui no meu Estado, com a formação de cartel envolvendo grandes empresas (Alstom, Siemens, etc.) e o governo paulista, atualmente sob o comando do Geraldo Alckmin, candidato a reeleição, que irá concorrer com o poste n.º 3 Alexandre Padilha, a Polícia Federal apreendeu R$ 1,6 milhão de dinheiro vivo no aeroporto internacional de Brasília, escondidos em meias, cuecas e malas de passageiros? Brasília não é capital do País, onde está situado o Congresso Nacional, comandado pelo PT e pelo PMDB? Não é aí que fica o Palácio do Planalto, sob o comando do PT há 11 anos? Na minha opinião, muitas coisas precisam ser esclarecidas, antes da próxima eleição, pois o povo não pode ir para as urnas enganado. O Código de Defesa do Consumidor defende o consumidor, e quem defende o eleitor?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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O BOLSA FAMÍLIA E A ELEIÇÃO

A notícia sobre a ação da Controladoria Geral da União (CGU) fiscalizando as vitrines da campanha à reeleição da presidente Dilma não passa de mera notícia, porque jamais medidas severas serão tomadas para punir as irregularidades constatadas no Programa Bolsa Família. Sorteadas 60 cidades com mais de 500 mil habitantes, o resultado foi catastrófico, o que, diga-se de passagem, não é novidade. Um total de 59 cidades obteve reprovação da CGU. Pessoas com renda acima do teto recebem o benefício, tudo dentro de um esquema controlado pelo Partido dos Trabalhadores. Nos municípios onde há construção de creches e pré-escolas prevalece o clientelismo político, em que a falta de transparência é uma marca da militância, enquanto em 13 municípios a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) possuem irregularidades já conhecidas nas obras executadas e fonte de receita para financiamento da campanha eleitoral. Presume-se que 15 milhões de famílias estão sob o sombreiro protetor do Bolsa Família, o que torna difícil uma virada nas eleições de 2014 quando essa massa pensa com o intestino.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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MALANDRAGEM

Depois de entupir o Norte e o Nordeste de bolsas e garantir o eleitorado que tem sido decisivo na conquista do poder, o PT resolveu caçar miseráveis em São Paulo, o Estado mais rico e mais alérgico ao petismo. Certamente todos os tentáculos petistas tidos como líderes "sociais" já devem ter sido escalados para percorrer favelas, pensões, cortiços, acampamentos, invasões, etc., para oferecer as tais bolsas "milagrosas". Alguém precisa explicar a essa gente que as tais bolsas só visam ao seu voto agradecido, à conquista do poder e à riqueza nos bolsos desses "salvadores". Basta reparar que, após 12 anos no poder, os bolsistas iniciais não saíram da miséria e os números alardeados mostram que a cada ano o número de bolsas aumenta, levando à conclusão de que a miséria está aumentando, em vez de diminuir. Essa gente iludida precisa entender também que não alcançou a classe média. O PT é que baixou a porta de entrada da classe média para R$ 291,00 e o topo para R$ 1.019,00. Ou seja, numa canetada, qualquer pedinte passou a ser classe média e pedreiros, pintores, eletricistas, metalúrgicos, químicos, etc. passaram a ser ricos. Mais ou menos como o sr. Fernando Haddad tentou resolver os congestionamentos de São Paulo aplicando faixas de tinta no asfalto.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NADA ALÉM DO VOTO

Gente, vamos deixar os bolsistas em paz, eles custam muito caro para o governo petista, que em troca só quer o seu voto, nada além do seu voto.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

 

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BOLSISTAS

Esse assunto dos bolsistas e dos programas assistenciais deveria ser mais explorado, investigado e divulgado pelo "Estadão". Ainda não está bem claro para o leitor o tamanho da conta, dos desvios, dos resultados, etc.

Wagner Carvalho Lima paidaluiza@gmail.com

São Paulo

 

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CONTA DE LUZ

Alguns meses atrás a presidente Dilma Rousseff anunciou que iria reduzir os preços da energia elétrica aos consumidores. Conclusão: o valor das contas de energia que consumimos continuou o mesmo, só que o governo está utilizando milhões de reais que pertencem ao Tesouro para repassar às empresas de distribuição para subsidiar a diferença. Como perguntar não é ofensa: Diferença de que, se os valores da energia elétrica continuam como outrora?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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O GOVERNO ERROU

O governo errou, diz ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mas esse governo só erra... Digam-me onde acertou. Antes do PT, dizia-se "não há precipício do tamanho do Brasil"; agora temos de dizer "não há Brasil do tamanho desse precipício". Fora PT, fora Dilma, fora Lula! Que venha 2014, o ano da virada!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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SEGURANÇA NAS ESCOLAS

O "Estadão" de ontem (26/12) tratou dos problemas de segurança nas escolas de São Paulo e a razão é simples: num país em que a população tem dobradiça na coluna, fica fácil para os governantes exigirem que o cidadão cumpra suas obrigações e eles não darem nem bola para as suas, até mesmo as elementares.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

 

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TEMPO DE PAZ OU DE TRISTEZA

O Natal é um dia festivo no mundo cristão, porém em alguns países do Oriente Médio, África e Ásia, infelizmente o dia é de tristeza, destruição e morte, haja vista as explosões de carros bomba no Iraque, ataques no Egito, Síria, Afeganistão e intolerância à liberdade de culto, como na Arábia Saudita e no Irã. O que há de comum entre esses países? A religião oficial ou majoritária, qual seja, o islamismo radical e fanático. Por ironia, dos poucos, senão o único país da região em que existe a total liberdade religiosa é justamente o país taxado de intolerante, imperialista e racista, o Estado de Israel. Que o mundo livre não se esqueça deste "pequeno" detalhe.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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POR DIAS MELHORES

Tailandeses, turcos, líbios, tunisianos, sírios, ucranianos, todos se rebelando em busca de dias melhores. Menos os cubanos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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VISITA PROVOCATIVA

As duas grandes chagas do sofrido século 20 – guerras mundiais – só podem ter lugar no arrependimento – ou, no mínimo, no silêncio respeitoso adotado pelos alemães sobre o tema –, de modo que a provocativa visita do premiê japonês, Shinzo Abe, ao Santuário de Yasukuni, em Tóquio, foi lamentável e mereceu as justas expressões de indignação da China e da Coreia do Sul e as críticas de Washington. Percebemos, nas esteiras dos últimos acontecimentos políticos, a partir da Rússia e, agora, do Japão, um preocupante restabelecimento de grave tensão internacional. Esperemos que o homem não reincida numa conduta que, nessas alturas, representaria sua autodestruição.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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INSTITUIÇÕES – FRANÇA-BRASIL

Digno de registro o impressionante retrospecto de cooperação Brasil x França nos campos empresariais, tecnológicos e culturais revelados pelo embaixador Bustani no seu excelente "Brasil e França depois do FX2" (23/12, A2). Também no campo institucional o Brasil tem muito que aprender com os franceses. O País só se tornará digno de respeito para receber investimentos – privados e dos grandes fundos institucionais estrangeiros – na infraestrutura, quando suas forças políticas, independentemente de suas ideologias, se unirem para colocar em níveis civilizados os 25 mil cargos federais suscetíveis de nomeação na administração direta, agências e estatais. Na Électricité de France (EDF), por exemplo, a grande estatal francesa na área de energia, o governo só pode nomear um terço do seu Conselho Administrativo. Os demais cargos são ocupados por pessoas de notório saber, definidos em lei, representando a sociedade daquele país com alguma ligação científica ou funcional com a estatal. Como se vê, a França também tem "savoir-faire" no campo ético e institucional cuja transferência de know-how também faria, com certeza, com justo orgulho!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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ULTRAJE

Reportagem do "Estadão" (16/12) sobre a gastança na construção das arenas para a Copa de 2014 deixou uma Nação indignada. Mas o governo pode se gabar. A construção das arenas consumiu até agora, quase R$ 10 bilhões, só no Mané Garrincha foram R$ 1,4 bilhão, o terceiro estádio mais valioso do planeta. Cada um dos 71 mil assentos custou a bagatela de R$ 20 mil. Essa montanha de dinheiro foi torrada sem nenhum constrangimento, as áreas da educação, da saúde e dos transportes urbanos, dentre tantas outras que se lixem. Barracões de pau a pique, mal acabados, são considerados salas de aula, com assentos improvisados em toras e "tocos" de madeira, principalmente no Norte-Nordeste, reduto eleitoral dos esbanjadores. O atendimento médico-hospitalar continua um desastre. Pacientes, haja paciência, do SUS continuam a morrer nas filas, só para se marcar uma consulta a espera é de no mínimo um ano, para uma operação sete, a internação é fácil, os infelizes são "jogados" em corredores imundos, amontoados como sacos de batatas. Os transportes urbanos continuam degradantes, porque sofreram um baque. A vultosa quantia de R$ 0,20 fez um estrago danado aos cofres públicos, por isso, os usuários continuam aos trancos e barrancos! É, Ronaldo você razão, realmente somos um país rico. O Tesouro Nacional está transbordando e o dinheiro acaba saindo pelos "ladrões".

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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PICHAÇÕES

Como se explica a pichação de monumentos públicos que homenageiam personalidades da literatura, da música e das artes? Por mais que nos esforcemos não encontramos uma resposta plausível. O que se passa na cabeça destes vândalos? Por que eles têm atitudes assim? Qual o prazer que eles sentem? Alguma revolta eles devem sentir! Essas dúvidas permeiam meu pensamento e creio que jamais serão esclarecidas. Independentemente dos motivos pelos quais essas pessoas fazem essas pichações, creio que elas deveriam responder perante a lei aos crimes cometidos, porém em prisão preventiva para evitar que, em liberdade, continuem a depredar e a emporcalhar as ruas e a memória dos ilustres Carlos Drummond de Andrade e Zózimo Barrozo do Amaral.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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JUSTIÇA ACIMA DA LEI?

Semana passada (dia 19 de dezembro, às 14h30), trafegando pela Rodovia Washington Luis sentido capital, quase fui "atropelado", pouco antes entrada do pedágio de Rio Claro, por um veículo de forçava a passagem em um local que a velocidade é limitada a 80 km/h (há um radar no local). O veículo em questão era um Renault Megane, cor preta, completamente "insufilmado", a placa traseira tinha um brasão que não pude reconhecer se era do Estado ou da República, tinha o numero 113 e os dizeres "desembargador do trabalho". O motorista, irresponsável, entrou no "box" de cobrança automática de pedágio com a velocidade de 63 km/h, quando a velocidade no local é de 40 km/h. Não bastasse isso, poucos quilômetros à frente há um outro radar e no local a velocidade máxima é de 90 km/h e o motorista passou – certamente – a uma velocidade muito superior a esta. Queria saber se estes veículos com estas "placas mágicas" não estão sujeitos às regras do código nacional de trânsito e se estão imunes às multas? Como um país pode querer desenvolver-se tendo funcionários públicos que se imaginam acima da lei? Quem fiscaliza e pune esses abusos? Aproveitando, o que faz um desembargador do trabalho?

Vlamir Breternitz vlamirb@atlanticafoods.com

São Paulo

 

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‘A LUTA DE CLASSES DE HADDAD’

Muito pertinente a colocação sobre a visão míope do prefeito de São Paulo, em relação ao seu ímpeto arrecadador ("A luta de classes de Haddad", 24/12, A3). Faltou acrescentar o acerto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que literalmente contribuiu, sim, para ajudar os "pobres" do sr. Haddad. Afinal, para quem sobraria a conta do aumento exponencial do IPTU proposto? Os 35% de aumento nos imóveis comerciais seriam naturalmente transferidos aos preços e seriam justamente os "pobres" que o sr. Haddad quer defender que mais sofreriam com a inflação criada pelo distinto prefeito. E falando em "pobres", quando o prefeito e o secretário de Transportes irão colocar ônibus para justificar a construção destes corredores especiais? A julgar pelo status quo atual, o único feito foi transtornar ainda mais o paulistano e engarrafar mais ainda o ultrajante trânsito da cidade. Mais uma questão a esclarecer: Lula, quando presidente, sempre procurou viabilizar e facilitar o sonho da aquisição de um carro zero para cada brasileiro. Agora que, somente em São Paulo, rodam mais de 5 milhões de automóveis, aparece um prefeito do mesmo PT e quer enxotar todos estes carros... Então, cadê a alternativa de transporte de massa? Será que esse senhor representa uma dissidência dentro do partido que representa?

Roberto Meir robertomeir@yahoo.com

São Paulo

 

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ÓPIO INTELECTUAL

Soube pelo editorial de 24/12 que o prefeito de São Paulo quer transferir renda entre os moradores desta capital. Soube também que ele foi vítima do engodo da luta de classes. Explico: ele queria aumentar o IPTU para tirar ainda mais dinheiro dos ricos e menos dos pobres. Acho que a assessoria dele não lhe disse que esse imposto já é, por natureza, proporcional ao valor do imóvel; portanto, os mais valiosos pagam mais os menos pagam menos. Além disso, ele continua adotando a mirabolante e malfadada luta de classes como explicação óbvia para tudo. Acho que a assessoria dele falhou aqui de novo: essa explicação tão fascinante explica tudo, isto é, não explica nada. Não pretende explicar é uma opção diferente: ao invés de explicar o porquê das coisas a gente pula fora dessa encrenca dizendo que o que há é uma luta de classes. Pronto. Está tudo dito e explicado. Só existe a luta de classes, mais nada. E não se me venha perguntar o que entendo por "classe", pois seria cair na antiga armadilha do bom senso, do princípio de não-contradição, das evidências e das provas e já deixei bem claro que minha opção é outra: essas questões não fazem sentido algum, pois o que existe é só a luta de classes. Essa luta não precisa dizer a que veio, não precisa se explicar a ninguém. Mesmo porque a palavra "ninguém" já pressupõe a existência de seres humanos e como já afirmei só existe a luta de classes e mais nada. Essa "explicação" vicia a cabeça e a pessoa perde o rumo e não sabe mais pensar, analisar, compreender, ouvir, debater. Como pode acertar nas medidas de governo um prefeito que viva assim, com esse credo, entorpecido por esse ópio dos intelectuais?

Luiz R. de Barros Santos luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

 

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HADDAD EQUIVOCADO

Creio que o prefeito de São Paulo precisa mesmo é estudar um pouco mais de sociologia, pois não me parece mal intencionado. Apenas faz uma leitura absolutamente equivocada da natureza humana. Pior para os paulistanos!

Claudio Botelho barrosobotelho@gmail.com

São Paulo

 

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BRASIL BOLIVARIANO

Às vezes não consigo acreditar no que leio sobre as atitudes dos governantes petistas e, cada vez mais, enxergar através de suas declarações o quanto nos aproximamos do Brasil bolivariano. Esta declaração do prefeito de Sao Paulo choca nossa capacidade de entendimento, como se fôssemos todos um bando de imbecis, sempre a mesma leitura deles, as classes sociais. E ele, de onde veio, como vive, qual a sua origem? Verbas, mais arrecadação, só para sustentar as máfias, os desvios, desmandos, enriquecimento ilícito, é para isso que desejam arrecadar mais. Infelizmente, se as oposições e o povo realmente não acordarem, iremos caminhar para uma situação muito difícil, e o povo de São Paulo irá arrepender-se muito pelo voto que deu a este senhor.

Reinaldo Bertagnon reibertagnon@uol.com.br

São Paulo

 

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OBRAS NA AVENIDA 9 DE JULHO

Avenida 9 de Julho em obras, transtorno infernal no trânsito que já é difícil. Uma pista só para os automóveis, alguns cruzamentos fechados. Não seria razoável que víssemos um monte de gente trabalhando, dia e noite, para terminar o mais rápido possível? Passo lá e vejo pouca gente trabalhando, à noite, então, meia dúzia de pessoas. Na quinta-feira, 23 horas, meia dúzia, exatamente. Cada dia mais me fica a sensação de que nosso prefeito curte um ódio por nós, cidadãos paulistanos. Quer nos ver sofrer. Só pode ser isso, burro ele não deve ser. E neste caso, ou é uma coisa ou a outra.

Lucia Gios Pazzanese lucilagp@sti.com.br

São Paulo

 

 

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