Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2013 | 02h04

Queda recorde

Aquele Natal espetacular anunciado pela presidente Dilma Rousseff não se confirmou, foi o pior desempenho em vendas natalinas dos últimos 11 anos. Uma perfeita coincidência com o tempo em que o PT está na Presidência. Queda recorde. Só estão em alta a inflação, o dólar, a corrupção, a pouca-vergonha, os desmandos, a mentira. Será que o País suporta mais um ano de (indi)gestão petista? Não aguentamos mais! Almejamos um feliz ano-novo, para não sermos pessimistas. Que Deus ilumine os brasileiros para uma definitiva alternância do poder. Senão...

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo  

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'Quizás, Quizás, Quizás'

Oportuno o editorial Sempre a corrupção (27/12, A3), sobre o programa demagógico de doação de máquinas de terraplenagem a prefeituras do interior do País. Trabalhei no departamento de manutenção da frota da Prefeitura de São Paulo, que na ocasião tinha todo tipo de equipamento movido a combustível derivado do petróleo e uma porcentagem bem menor de veículos que operavam com álcool combustível. E, de fato, as máquinas de que trata o editorial eram as que mais exigiam mão de obra especializada, tanto na operação como, principalmente, na manutenção e que consumiam boa parte da verba do departamento. Essa bondade do governo federal, cantada em prosa e verso pela presidente, é, na verdade, um convite ao "baile" para os municípios que não têm estrutura e aporte financeiro para mantê-las e muito menos um prefeito honesto. Não é preciso ser nenhuma sumidade em gestão pública para prever o que inexoravelmente aconteceria, como de fato aconteceu. É mais uma dívida que o PT tem com o erário. "Hasta cuándo?", diria Oswaldo Ferrés, compositor de Quizás, Quizás, Quizás.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo  

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MENSALEIRO CONDENADO

Contradições

José Dirceu brada que foi injustiçado, que o castigo que lhe foi imposto jamais frustrará os seus sonhos. Se é fervoroso patriota, por que, então, montou empresa em paraíso fiscal? Não dá para entender.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo  

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Mensagem eletrônica

Até onde sei, o cidadão José Dirceu está cumprindo pena, não é isso? Então, quem lhe deu o direito de mandar mensagem eletrônica para a população? Será que na Papuda está havendo tráfico de influência ou algum deputado esqueceu seu aparelho na mão dele? Mistério.

LUIZ ANTÔNIO BELUZZI

luiz2812@icloud.com

Apiaí  

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JD ASSESSORIA

Contestação

As recentes reportagens do Estado 'Dirceu abriu filial de consultoria no endereço de dona de hotel no Panamá' (22/12) e 'Empresa de Dirceu alterou finalidade cinco vezes' (23/12) fazem insinuações sem fundamento sobre a constituição e atividade da JD Assessoria e Consultoria. Lançam dúvida sobre a atuação profissional do ex-ministro exatamente no momento em que ele pede à Justiça autorização para trabalhar num escritório de advocacia em Brasília. A JD Assessoria e Consultoria volta a reiterar que nunca atuou ou estruturou nenhuma operação no Panamá. Conforme nota publicada no último domingo, "o pedido de abertura da filial, feito a partir do Brasil, nem sequer foi registrado naquele país, sendo revogado por decisão da própria empresa, que seguiu todos os trâmites previstos pela legislação brasileira". A JDA nunca teve ligação alguma com os sócios do Hotel Saint Peter, que em novembro ofertou emprego ao ex-ministro. Qualquer insinuação nesse sentido, como já expressa por políticos da oposição, é mentirosa e com claro objetivo de criminalizar José Dirceu. O jornal afirma ainda, sem a boa prática que recomenda sempre ouvir o outro lado, que o ex-ministro alterou a razão social da empresa seguidas vezes para fazer lobby no governo federal, construindo fortuna nos últimos anos. Nova inverdade. A JDA presta, sobretudo, serviço de consultoria a empresas no exterior. Tanto a empresa quanto o ex-ministro José Dirceu têm suas prestações de contas à Receita Federal aprovadas todos os anos. A casa que serve como sede da consultoria foi adquirida por um terço do valor publicado pela reportagem e ainda hoje está financiada, com prestações quitadas mensalmente pela própria empresa. O jornal não faz referência ainda à crescente valorização dos imóveis na cidade de São Paulo, numa forçosa tentativa de aludir a um suposto enriquecimento do ex-ministro.

EDNILSON MACHADO, Assessoria de Comunicação de José Dirceu

São Paulo

N. da R. - A existência da filial da consultoria JD no Panamá e o seu endereço de funcionamento nesse país foram registrados no 3.º Cartório de Registro de Títulos e Documentos de São Paulo pelo ex-ministro José Dirceu. À reportagem a assessoria de José Dirceu afirmou que a filial fora constituída para "prospectar negócios". As alterações societárias para incluir novas atividades da JD também foram registradas em cartório. Sobre a casa o jornal informou apenas que está avaliada em R$ 5 milhões por corretores e que esse imóvel foi adquirido após a última declaração de bens do ex-ministro, que informava patrimônio de R$ 172,8 mil.  

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BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e feliz ano-novo de Alfredo Leite, Aloísio de Toledo César, Alumiar, Carlos Alberto Di Franco, Carolina Memran - Cmpres, Celia Henriques Guercio Rodrigues, César Roberto Alves Moreira, Eletrobrás/Eletronuclear, Hilo de Moraes Ferrari, Humberto Schuwartz Soares, Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Jefferson Severino, Jorge de Azevedo Pires, Kaliandra Sá - TIM, Luciano Harary, Luis Erlanger, Luiz Carlos de Oliveira, Luiz Ricardo Navarro, Marcelo Oliveira de Mello, Marco Barone/Lucia Faria Comunicação, Maria Helena, Sergio Mauad e filhos, Maria Tereza Murray, Marito Cobucci, Markiano Charan Filho, Marlene Franco e família, Mauricio Flank, Mello Advogados, Moacyr Castro, Nelson Penteado de Castro, Nelson Pereira Bizerra, Nicolás Lamas Díaz - Consultoria Informática, Norma Kherlakian Assessoria Imobiliária, Odonto System, Panayotis Poulis, Partido Federalista, Paulo Meyer, Paulo Panossian, Paulo Roberto Girão Lessa, Pedro Violante G. Farah, Ricardo Melhem Abdo, Riviera Master Imóveis, Roberto Macedo, Roberto Sekiya, Roberto Twiaschor, Rosana Chiavassa, Silvio Natal, Sindeepres, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Sinesio Müzel de Moura, Tonico Senra Assessoria de Imprensa, Topema Cozinhas Profissionais, Uriel Villas Boas, Valeria Rossi - ExxonMobil, Valter C. Silva, Vctec Indústria e Comércio de Peças, Vicente Limongi Netto, Vicente Muniz Barreto e Virginia Andrade Bock Sion.

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POLÍTICOS INSENSÍVEIS

Secas e enchentes são as grandes oportunidades que têm os políticos para se darem bem. Acompanhei o noticiário recente e não vi em nenhum momento eles aparecerem para ver como estavam as providências de resgate das pessoas. Não fossem os homens que servem na Defesa Civil dos vários níveis atuando com eficiência e presteza, as coisas estariam piores. Mas, quando a presidente Dilma vai visitar os locais das tragédias e dizer que vai liberar verbas, sai até porrada para conseguir um lugar de papagaio de pirata ao lado dela. É muita canalhice em pouco espaço. Pena é que as enchentes não sumam com estes canalhas. Não têm a menor sensibilidade.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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SOBREVOO

Sai ano, entra ano, e no Brasil as tragédias causadas pelas chuvas se sucedem e as pessoas que quase nada têm perdem tudo, inclusive a vida. Engraçado, se não fosse trágico, a postura desse governo, chamado de mãe (ou pai) dos pobres, dona Dilma, a presidente, apenas sobrevoa a região, dizendo que o importante é preservar as vidas, sem se atrever a colocar os pezinhos no chão, digo na água, para se solidarizar com os sobreviventes. Aliás, seguindo o exemplo de seu criador, que teve o mesmo comportamento, quando ocorreu tragédia semelhante em Santa Catarina e ele estava presidente. Nos países capitalistas, quando ocorrem tragédias semelhantes, os governantes não se furtam a estar nos locais para confortar os moradores, é essa a diferença da nossa esquerda caviar. Francamente, devo confessar que tenho inveja dos capitalistas, detratados pela nossa esquerdinha festiva.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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MINHA CASA, MINHA MORTE

Palmas para a presidente Dilma, que, ao contrário do seu criador, que nunca visitou áreas durante catástrofes para não associar sua imagem a nenhuma coisa negativa, tem visitado locais de enchentes, para avaliar melhor o grau de incompetência de seus assessores. Certamente a natureza segue seu rumo e não se pode dominar as enchentes, mas retirar casas das áreas de risco é plenamente factível. Enquanto ela cria o Minha Casa, Minha Vida, seus ministros insistem em criar o já esperado terror das águas de verão gerando o fatídico projeto “Minha Casa, Minha Morte”. Infelizmente, sua reza na missa de condolências em Petrópolis no ano passado não foi atendida. Lembre-se, no entanto, que Deus não é mau, apenas segue a regra do livre arbítrio que também se aplica à natureza. Infelizmente também, para a senhora, esse fato imperdoável tira voto. Felizmente, toda desgraça tem seu lado positivo. Quem sabe o povo acorda e escolhe melhor seus dirigentes.

J. Treffis

jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VERBAS

Será que as verbas a serem liberadas para prevenção de desastres naturais estariam sendo destinadas para voos de políticos canalhas, ladrões e corruptos, para implantes de cabelos e festas de casamento? Aproveitando o clima natalino, época em que nossa sensibilidade aflora, quero dizer a esse punhado de bandidos que se dizem nossos representantes que Deus e seu filho, Jesus, tudo veem, que anotam tudo e que as doenças graves costumam reincidir. Estamos conversados, senhora presidente e senhor ex-presidente?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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AO ESTILO NAZISTA

A mentira tem sido o apanágio da propaganda política, que é beneficiada por uma massa ignara cujo voto não é levado em conta. Qualquer ideologia em que o engodo está identificado é assimilada nos ensinamentos de Joseph Goebbels, o chefe da propaganda nazista de Adolf Hitler. A cidade de Serra (ES) foi atingida, no mês de dezembro, por uma quantidade de chuvas que deixou 15 mil desabrigados. O informativo “Gazeta”, desse município, estampou na sua primeira página a seguinte manchete: “Médicos cubanos ajudam vítimas”. “Médicos cubanos estão atendendo de forma voluntária”. Mas, como o governo está em franca campanha para a reeleição de Dilma, lembremos de que ela mesma já disse num pronunciamento que “em época de campanha a gente pode fazer o diabo”. O que aconteceu na cidade de Serra (ES) é que, depois da visita de Dilma, no Espírito Santo, médicos que atendiam a população carente, ao chegarem ao trabalho, foram dispensados e substituídos por 11 médicos cubanos que não têm nada de voluntários. Receberiam R$ 16 mil mais auxílios diversos. Com essa de propaganda hitlerista e a politização zero da maioria do eleitorado brasileiro, o “Império de Cem Anos do PT” poderá ser alcançado.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ZUMBIS

Na sua edição de fevereiro de 2013, a revista britânica “The Economist” assinalou que os políticos brasileiros bem poderiam ser considerados zumbis, designação atribuída a criaturas mortas, e que, reanimadas, vivem a perambular, agindo de forma estranha e instintiva, apavorando e iludindo os seres normais. O exemplo então citado pelo periódico inglês para justificar o rótulo, foi o presidente do Senado, Renan Calheiros, símbolo emblemático de homem público que, engalfinhado com casos de corrupção, detém e exerce enorme parcela de poder. Ou seja, uma criatura que, durante algum tempo, espertamente embalsamada para se livrar da maldição temporária dos vivos, ressuscitou e reapareceu, ágil e atento, perturbando uma sociedade impotente para mudar o panorama vigente, por possuir como única arma um viciado sistema eleitoral, arquitetado por  notáveis zumbis, ao longo de décadas de atuação. Apesar de didaticamente exemplar a atuação do nosso senador para configurar a existência entre nós dessas apavorantes criaturas, é sabido que a nossa classe política está cheia deles, prontos, por exemplo, a requisitar e utilizar jatinhos oficiais de forma irregular e, após flagrados, virem a público, com expressão angelical (os zumbis se transfiguram!), declarando-se dispostos a consultar a Força Aérea Brasileira (FAB) para saber se erraram, prontificando-se a ressarci-la, como se fosse companhia aérea. E se não fossem flagrados? 

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

O presidente do Senado (nego-me a citar seu nome) deverá ressarcir o erário em R$ 32 mil por conta de seu turismo capilar usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e em R$ 1 bilhão a sociedade brasileira por danos morais. A sociedade também espera que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha coragem para, usando de suas atribuições, Lei de Improbidade Administrativa (n.º 8.429/92), comece a afastar do serviço público todos os ratos que circulam livremente palas salas, gabinetes e os fétidos porões dos três poderes. Isso antes que destruam o que ainda resta do País.

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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POR UM FIO

Finalmente o senador vai ficar com os cabelos em pé (não por nós, míseros brasileiros)

Sinclair Rocha

sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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A MANHA DO LOBO

 

No denso artigo “Mais fios de cabelos, menos cérebro” (27/12, A2), o dr. Aloísio de Toledo César dissecou dos pontos de vista jurídico e moral o uso de avião da FAB pelo senador Renan Calheiros, em viagem de renovação capilar. Com o recorrente despudor que o caracteriza, Calheiros insiste em transformar a nossa gloriosa FAB em TAB - Táxi Aéreo Bocalivre. Comporta-se como o senhor de uma casa grande, cuja senzala é o Brasil. O lobo perde o pelo, mas não perde a manha, pois sabe que nunca cairá nas malhas da lei, nesta nossa terra de Macunaíma.

Hélio de Lima Carvalho

hlc.consult@mail.com

São Paulo

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MILAGRE COMPLETO

Ilmo. sr. desembargador Aloísio de Toledo César, meus cumprimentos pela autoria do veemente artigo “Mais fios de cabelo, menos cérebro” (27/12, A2). Gostaria de perguntar-lhe, com todo o respeito: o senhor poderia fazer “o milagre completo”? Ou o senhor não é qualquer pessoa? A Lei da Improbidade Administrativa, em seu artigo 14, prevê que qualquer pessoa poderá representar a autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. Mas isso raramente é feito.

Clóvis Testa

g.testaclovis@gmail.com

Arujá

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MAIS UMA VEZ

Renan Calheiros é reincidente em uso ilegal de aviões da FAB, para realizar implante capilar, quando na realidade deveria é realizar é implante de vergonha na cara! Depois de mais deste ilícito ainda vem com sua já conhecida cara de pau fazer pronunciamento em cadeia de rádio e TV para mostrar suas realizações no comando do senado. Este elemento nefasto com suas atitudes ilícitas recorrentes dos últimos tempos, caso tivesse o mínimo de hombridade, já teria renunciado ao seu posto de presidente do senado bem como ao seu cargo de senador (com minúscula mesmo), mas perder esta boquinha nunca! Cassar este elemento seria o mínimo de decência para tornar o Brasil um país um pouco mais crível.

 

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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BARBEARIA DO SENADO

A cabeleira de Renan só é comparável à tintura usada por Lobão, quiçá ao bigode de Sarney...

 

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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CARECAS

 

O duro vai ser o sr. Renan descobrir que o que conta é a marchinha “...é dos carecas que elas gostam mais...”, só  não esqueça de devolver o nosso dinheiro.

 

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O SONHO DE DIRCEU

O famigerado ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, pública e notoriamente conhecido pelas suas falcatruas, por elas julgado e condenado no chamado processo do mensalão, transformado na Ação Penal 470, e condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje cumprindo pena do Complexo Penitenciário da Papuda, do Distrito Federal, nunca disse uma verdade como esta: “Injustiça não pode prender meus sonhos”. Eles (sonhos) declaram que “sou inocente e não há nenhuma prova contra mim”. Sonho, senhor Dirceu, segundo o dicionarista Michaelis (2000) “é imaginação sem fundamento, sequências de ideias vãs e incoerentes”. Eles acompanham o sonhador, portanto, estão consigo na prisão. Não precisa serem presos injustamente, pois juridicamente não constituem defesa. A Justiça não prende coisas abstratas (sonhos). Não há lei penal fora da existência, fora da vida humana propriamente dita (“nulla poena sine lege” ou sem lei não há pena), os seus sonhos para nós, brasileiros, são pesadelos, porque importunam, molestam e tormentam a vida do nosso querido Brasil, principalmente quando são realizados e praticados, como no presente caso, cujo mentor é o senhor.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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O SONHO ACABOU

“O peso da injustiça pode tudo. Só não pode prender meus sonhos”, foi a patética mensagem divulgada pelo detento Zé Dirceu em seu cartão virtual de fim de ano. Ao prender o ex-todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, tido como mentor-mor do condenável mensalão, a Justiça brasileira fez jus à grande expectativa da população, pondo atrás das grades da Papuda o sonhador do PT eternizado no poder, o que seria um pesadelo sem fim para o País. O sonho acabou.

J. S. Decol 

decoljs@globo.com

São Paulo

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SONHANDO ACORDADO

O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu postou uma mensagem na internet que diz: “Ninguém pode prender meus sonhos”. Na minha opinião, os sonhos dele poderão continuar livres, desde que ele continue recolhido.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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TEMPO

“O peso da injustiça pode tudo, só não pode prender meus sonhos”, segundo o prisioneiro José Dirceu, hospedado na Papuda. É mais um petralha que nos julga idiotas, com uma manifestação em que se auto-intitula ter lutado pela democracia e estagiando em Cuba! Daria até pra acreditar se, por acaso, com diz, preparava-se em democracias, como a dos EUA, ou da Inglaterra, da Itália e mesmo na França onde outros “democratas da esquerda”, articulavam a contra-revolução nos bares da Rive Gauche. Na ditadura assassina cubana só acreditam os petistas que, de forma pavloviana, obedecem ao menor sinal. Todavia, pelo sim e pelo não, ao “democrata injustiçado” tempo não faltará nos 10 anos e 4 meses de prisão a sonhar a vontade.

 

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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O MENSALEIRO ZÉ DIRCEU

Como é revoltante tomar conhecimento das intenções da quase totalidade dos políticos brasileiros. Este infeliz, conhecedor das consequências de seus atos como ministro da Casa Civil, não se contentou em sair do governo com as mãos abanando. Sabedor da lerdeza da justiça brasileira, cercado de bons advogados e amparado pelos “cumpanheiros de partido”, tratou logo de se safar, traçando estratégias amparadas pelas influências que detinha dentro do “pudê”. Associou-se a uma empresa cujo presidente na realidade era um laranja, alterou a razão social da JD Assessoria por cinco vezes, incluiu a atividade de lobby para atuar nos setores de interesse do governo federal mesmo após ter deixado o governo. Por incrível que possa parecer, sua pena será extinta brevemente, deverá ser lançado como candidato a presidente da República pelo seu padrinho e provavelmente será eleito graças aos milhares de companheiros aliciados pelas lavagens celebrais a que são submetidos, pelos analfabetos que não se importam em conhecer a realidade do nosso país e pelos milhões de Bolsa Família, muitos dos quais não são dignos deste benefício ou dos que se deixam ser corrompidos pela classe mais privilegiada deste país, os políticos. Vamos aguardar.

Antonio Boer

toboer@uol.com.br

Americana

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O TAQUIPSIQUISMO DE JOSÉ DIRCEU

Enquanto seus coleguinhas bolivarianos tentam passar a imagem de coitadinhos, o taquipsíquico e obstinado José Dirceu continua lutando para estabelecer seu QG, de onde continuará planejando maneiras de estabelecer o castrismo no Brasil. No fundo Dirceu é um comunista convicto. Para ele a Rússia foi um mero detalhe. Porém na superfície é um capitalista dos bons. Haja vista para o fato de ser o braço esquerdo do homem mais rico do mundo em nosso país. No meu entender, sua pena no mensalão só teve o efeito moral, pois agir livremente durante o dia e apenas dormir na cadeia deve ser entendida meramente como um inconveniente e não como uma punição. Continuará ele engendrando os mais malévolos planos para seu enriquecimento desmedido e, principalmente, para arranjar um descendente dos Castro para nos dirigir.  

 

Geraldo de Paula e Silva

geraldodepaula@ibest.com.br

Teresópolis (RJ)

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O PT EM AÇÃO

Três manchetes. José Genoino pleiteia transferência para São Paulo da prisão domiciliar que cumpre em Brasília. José Dirceu divulga um meloso “cartão de ano novo” com a mesma ladainha de sempre (lutou contra a Ditadura! E Cuba?) e afirmando “inocência”. A terceira, vendas de Natal têm pior desempenho em 11 anos. Das duas primeiras, dou a menor importância e pouco me lixo (verbo lixar) e se for seu direito, que seja respeitado. Já a terceira é altamente preocupante. Será que o país aguenta até outubro?

 

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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GENOINO EM SÃO PAULO

Um dos argumentos do advogado do Genoino: “É naquela cidade (São Paulo) que mantém sua única moradia, residência própria adquirida pelo antigo sistema do BNH, há mais de 30 anos”. O advogado deixou de citar que o sistema do BNH foi criado pelo regime militar. O BNH atendeu milhares de famílias e não fez tanta propaganda como é feita com o Minha Casa, Minha (dí)Vida.

Leônidas Figueiredo

leo.figueiredo@terra.com.br

São Paulo

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TAPETÃO - RODADA FINAL

Ontem, 27/12, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou o que todos nós já esperávamos. A Portuguesa de Desportos vai para a 2.ª divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol e o “Fluminense Tapetão Clube”, pela segunda vez, se safa do rebaixamento em brilhante atuação no carpete do tapetão. Mas desta vez ficou muito na cara a trama urdida pelos cariocas. O resumo é o seguinte: o tribunal suspendeu jogador da Lusa por dois jogos na calada da noite de sexta-feira e o advogado, também carioca, que supostamente tinha a incumbência de defender o clube paulista, não avisou o presidente do clube. Declarou mais tarde que avisou o diretor jurídico do clube, que por sua vez nega o fato. É evidente que, pela relevância do fato, o advogado deveria falar diretamente com o presidente, onde ele estivesse. Agiram assim porque acreditam que a Portuguesa Desportos é um clube pequeno, mas se enganaram, pois a Lusa tem uma torcida maior que a de muitos clubes cariocas e é o segundo time dos torcedores paulistas. E convenhamos, bairrismo por bairrismo, não dá para se compararem a nós nesse campo. Hoje torcedores fluminenses estão comemorando, e quiçá carregando o advogado da Lusa nos ombros. E o clube já deve estar reforçando seu time contratando mais advogados, que, esquadrinhando os meandros da lei que rege o Campeonato Brasileiro de 2014, tentarão sagrar o clube carioca campeão. É evidente que tais fatos acontecem porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem a sua sede no Rio de Janeiro e as demais federações, como a paulista, a mineira, a paranaense, a gaúcha, a baiana, a pernambucana e a catarinense, que têm os melhores times do País, aceitam passivamente esses absurdos, quando não seus presidentes com eles compactuam, tendo como exemplo maior no na hipótese o presidente da federação paulista.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SÓ O STF SALVA

Agora só o Supremo Tribunal Federal (STF) pode salvar o Brasileirão 2014 e, assim, debater o sistema de tribunais, os regulamentos esportivos, as leis do País e a sua aplicação.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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ACIONAR A CBF

Caso a Portuguesa tenha segurança de que não recebeu a informação da suspensão do jogador, deve buscar indenização pelos prejuízos financeiros e morais que está e estará sofrendo, seja do advogado que a “representou” no julgamento do jogador, seja da CBF, que foi a organização que lhe indicou e garantiu tal advogado.

Wilson Scarpelli

wiscar@estadao.com.br

Cotia

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BIZARRICE

Essa bizarrice passou despercebida por quê? Vejam as súmulas dos jogos do Brasileirão, está na página da CBF para quem quiser ver. Na quinta rodada o jogador do Fluminense de nome Rhayner foi expulso, no jogo contra o Goiás. Na rodada seguinte, contra o Botafogo, o botinudo não só jogou, como ganhou um cartão amarelo. Pode isso?

 

Paulo Sergio Rocha

psergiobarbosa@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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RESPONSABILIDADE

Como torcedor da Lusa desde o início dos anos 50 e, portanto, antes do nascimento da maioria dos cartolas de meu time do coração, pergunto: se o jogo contra o Grêmio tinha uma importância praticamente zero, por que os responsáveis resolveram arriscar? Foi excesso de ingenuidade ou de má-fé? Sugiro que os responsáveis pelo equívoco fatal para o time  saiam de fininho antes que uma investigação judicial identifique irregularidades.

 

Carlos Gonçalves de Faria

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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VIRADA DE MESA?

Depois do 5 X 0 na primeira instância e do 8 X 0 no pleno do STJD ainda vão continuar achando que foi virada de mesa promovida pelo Fluminense, ou vão chegar à conclusão óbvia que esse lamentável rebaixamento da Portuguesa para a 2.ª divisão foi culpa exclusiva da incompetência do próprio clube e que foi apenas cumprido o que está determinado no regulamento do campeonato, regulamento esse aprovado e assinado por todos, inclusive pela Portuguesa?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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LUSA PREJULGADA

Para quem teve a oportunidade de acompanhar ao vivo o julgamento da Portuguesa no STJD ficou evidente que a decisão já havia sido tomada de antemão pelos integrantes do tribunal. Não sou advogado, mas sei que o Direito é uma ciência e as leis são sempre relativas, do contrário não existiriam promotores, advogados, juízes ou julgamentos. A Portuguesa não foi julgada, foi pré-julgada, pois o STJD desconsiderou que acima da lei escrita existe a moral e a ética. A Lusa foi desrespeitada nesses quesitos e a Justiça brasileira perdeu pontos...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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STJD FEZ JUSTIÇA

Mais uma vez, parabenizo o STJD por ter feito justiça no caso concreto, com a decisão de perda de pontos da Portuguesa de Desportos e do Flamengo por terem escalado atletas que estavam suspensos e sem condições de jogo, de forma ilegal, no Brasileirão-13. Assim como o STF deu um bom exemplo á sociedade brasileira no julgamento do mensalão, agora o STJD fez a mesma coisa na área desportiva. Que essas decisões justas e corajosas sirvam de lição aos infratores e corruptos, de que o crime não compensa e que o Brasil não seja mais o país da corrupção e impunidade. Como cidadãos que lutam por um Brasil melhor, mais justo e digno para todos, ficamos felizes quando a lei e a justiça são respeitadas.

 

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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UMA VERGONHA

 

Fluminense na primeira e Portuguesa na segundona. STJD é uma vergonha.

 

Cícero Sonsim

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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FUTEBOL NÃO É VALE TUDO

A incapacidade de pensar criticamente, inclusive questionando a legitimidade e a razoabilidade das leis vigentes, já levou a humanidade a cometer diversas atrocidades. Não se pode fechar os olhos para injustiças só porque estariam de acordo com a lei. É o sacrifício da essência pelo formato. A lei deve sempre ser interpretada à luz de princípios que garantam decisões justas. A 39.ª rodada do Campeonato Brasileiro, que está acontecendo nos tapetões dos tribunais da justiça desportiva e, muito provavelmente, acabará nos fóruns da justiça comum, ressalta a urgência de uma reforma profunda em toda governança do esporte brasileiro, cuja espinha dorsal ainda remonta ao Código Nacional de Desportos, criado em pleno Estado Novo, com o viés estatizante característico do nacionalismo da época. Desde 1941, as sístoles e diástoles do sistema político nacional se refletiram no esporte brasileiro e, por fim, esta Constituição em vigor, que preconiza a livre iniciativa como um de seus fundamentos, garantiu autonomia de organização e funcionamento às entidades esportivas como CBF e clubes. O paradoxo é que também dispõe que a Justiça Desportiva deve ser regulada por lei. O reflexo dessa confusão é justamente o sacrifício da autonomia. A razão de ser de confederações, federações e clubes, é organizar e participar de competições, cujos regulamentos deveriam elaborados internamente, mas, em boa parte, passam a ser discutidos pelo Congresso Nacional, que acaba legislando sobre sanções disciplinares e mecanismos de resolução de disputas em campeonatos organizados e disputados por entidades privadas. O COI, a Fifa, a Uefa e as principais entidades do esporte mundial, elaboram os regulamentos das suas competições e possuem mecanismos próprios para evitar e resolver eventuais conflitos com agilidade e discrição, inclusive prevendo recursos à Corte de Arbitragem do Esporte. Aliás, se a arbitragem fosse utilizada no Brasil, afastaria de uma vez por todas essa possibilidade de revisão das questões esportivas pela justiça comum, o que ocorre no Brasil, mesmo com a Constituição garantindo a jurisdição da justiça desportiva para questões relativas à disciplina e às competições desportivas. Não é a primeira vez que se decide uma competição esportiva nos tribunais e isso é muito ruim para o país. Chega a ser um atestado de incompetência e coloca em risco a posição do Brasil no esporte mundial.  Se o constituinte entendesse que o Poder Judiciário tivesse condições de julgar o mérito de questões esportivas não teria estabelecido a competência da justiça desportiva na própria Constituição. A responsabilidade pela organização do Campeonato Brasileiro é da CBF e deve caber a ela encontrar a melhor forma para tratar das questões disciplinares e administrativas das suas competições. Com todo dinamismo das comunicações no mundo moderno, como explicar a ausência de um sistema de controle preventivo capaz de evitar que atletas sem condições de jogo sejam escalados? O esporte é um elemento importante da sociedade contemporânea, que deve servir para reforçar valores éticos e morais. Independentemente das decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, nesta última rodada do Campeonato Brasileiro é preciso promover uma reflexão bem mais ampla. A verdadeira essência do espírito esportivo está em jogo e não se poder esquecer que o fundamental é perder com dignidade e ganhar com humildade. Vitória a qualquer preço não vale.

Pedro Trengrouse

São Paulo

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