Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2013 | 02h21

Mensagem presidencial

No pronunciamento gravado e lido em 29/12 pela presidente Dilma Rousseff, em rede nacional, no horário nobre, ela não falava do nosso país. Ou falava? Se os brasileiros beneficiados pelos programas sociais entenderam e acreditaram, era o que intere$$ava... Desejou feliz ano-novo, como fez nos últimos anos e não deu certo. Mentira tem perna curta. Quando vai começar a governar? Temos de esperar mais um ano... É ruim, hein?!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Declarações duvidosas

No pronunciamento à Nação, domingo, dona Dilma fez (pelo menos) duas declarações que não entendi: 1) Redução de impostos - segundo ela, 2013 foi marcado pela redução de impostos. Então, como se explica o fato, noticiado nos últimos dias, de que a carga tributária no País bateu todos os recordes?; 2) Destinação dos recursos do pré-sal - segundo dona Dilma, 85% desses recursos beneficiarão a educação e a saúde. Não haviam prometido 100%? Qual o destino dos outros 15%? Espero que haja explicação decente desses dois pontos. Do contrário, o pronunciamento, na minha opinião, cairá na mesma categoria de descaramento da atitude de "bom menino" do sr. Renan Calheiros, também em rede nacional de TV, dias depois da revelação de seu uso indevido de avião da FAB para fins estritamente pessoais.

DAVID F. HASTINGS

david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

A 'guerra psicológica'

Só mesmo uma cabeça petista para levantar tal suposição. Não conheço no mundo empresários que queiram rasgar dinheiro. Enquanto a presidente se vangloriava das taxas do desemprego serem as mais baixas do mundo, a General Motors dispensava algumas centenas de trabalhadores em São José dos Campos. É o famoso me engana que eu gosto.

CESAR ROMERO GALARDO

crgalardo@terra.com.br

São Paulo

Guerrilhas...

Mais uma vez a presidente erra no diagnóstico. O que realmente afasta investimentos e inibe o crescimento do Brasil não é nenhuma "guerra psicológica", mas sim a guerrilha midiática por ela comandada. O sinal mais evidente dessa patologia política são as suas 17 aparições em rede nacional, para comunicar as patranhas de sempre: inflação sob controle, rigidez fiscal, etc. Agora temos uma novidade para os jovens, a tal da comparação de fotografias do presente e do passado. Genial! Vou comparar a minha com a de meu bisavô.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Ano perdido

"Perdi o ano", reconheceu o prefeito Fernando Haddad, permitindo admitir ter conseguido, pelas trapalhadas, superar até Celso Pitta, de triste lembrança.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Trânsito caótico

O prefeito Fernando Haddad queixa-se de que perdeu o ano? E os milhões de motoristas paulistanos que perdem demasiado tempo nesse caótico trânsito urbano, cujas vias ficaram espremidas pelas famigeradas "faixas exclusivas para ônibus"?

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Mais uma 'malddade'

O nobre e inteligente Malddad, o poste apagado do PT, na calada da noite e sempre em atitude de "safadologia" reduziu o desconto do pagamento à vista de IPTU de 6% para 4%. Esse de fato já mostrou a que veio: fazer nada e só confusão. Ainda bem que, metendo os pés pelas mãos, não se deve reeleger (assim espero). De coisa ruim já chega o Nunkassab, agora amigo dele - aliás, muy amigo. PT nunca mais!

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

PREVISÕES PARA 2014

Sonhar não custa...

Mais um ano está chegando ao fim. Videntes, intuitivos, pais de santo, cartomantes serão consultados sobre as previsões do próximo ano. Com certeza, todas furadas, salvo as óbvias de acerto, como os desastres provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Também não fugirão à regra as previsões para a política e para a economia. Não é preciso ser "bruxo" para adivinhar o que nos reserva o ano vindouro: o crescimento do PIB continuará pífio, a inflação manter-se-á em ascensão, a presidente Dilma continuará a editar medidas populistas, novos casos de corrupção surgirão, Lula continuará a dar palpites, Renan (dissimulado) Calheiros continuará a abusar da nossa paciência, o trem-bala seguirá empacado, as obras para a Copa do Mundo e para a Olimpíada consumirão ainda mais dinheiro, a transposição das águas do Rio São Francisco terá uma nova data para ser concluída, talvez 2018... Previsões "difíceis", mas vou dar um banho de acertos. Na Copa, a lógica prevalecerá: a nossa seleção levantará o caneco pela sexta vez. E na eleição presidencial, uma zebra: Dilma não será reeleita. Mas para que isso ocorra precisaremos de uma "ajudona" de todos os santos e orixás, para que 200 milhões em ação cantem em uníssono: Brasil, Brasil! Sonhar não custa nada.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano-novo de Ana Maria Dias Carvalho Lima, Bernard Pécoul - DND, Atlanta Metro 300, Cleverson Alvarenga - equipe do deputado federal Zeca Dirceu, Gustavo Darrigran, Fernando Girão - SOS Peace, GPA&A Arquitetura, Hotel Península, José Bittencourt (deputado estadual) e assessoria, José Maria Gonçalves, Legep Mineração, Made in Forest, Márcia Callado, Maria Cecilia de Almeida Parasmo, Mendes Júnior, Nathani Rodrigues - Equipe Mainá, Oswaldo Cecchetti Junior, Paulo Roberto Gotaç, Pé Quente Produções, Pinheiro Pedro Advogados, Portal ZNnaLinha, Refrimur, Renata Violante G. Farah, Renato Martelleto, Renzo Sansoni, Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados, Rogério Silva (vereador), Rodney Vergili - Digital Assessoria-Comunicação Integrada, Ronilson de Souza Luiz, Rosival, Sadao Nakai (vereador em Santos), Santillana, Sarides Freitas, Satélite de Ideias, Silvio de Barros Pinheiro, Sorvetes Néctar Litoral Brasil, Spicy, Sucar Engenharia./Aclor, Theodoros Eventos, The Bridge, Trefilação União de Metais S.A., Ubiratan de Oliveira, Ulisses Nutti Moreira e família, Valeria Rossi - ExxonMobil, Valter C Silva, Vanderlei Siraque (deputado federal), Victor Mathias Pereira, Visão Rolamentos, Zé do Pedal e Zoom Comunicação.

Cartas selecionadas para o estadão.com.br

ANDERSON SILVA

A luta entre o brasileiro Anderson Silva e o americano Chris Weidman pelo UFC 168 foi a mais esperada e comentada do ano. Isso porque Anderson tinha sido nocauteado no dia 6 de julho, quando foi muito criticado por brincar durante a luta. Na revanche, sem brincar ou provocar o adversário, Anderson apanhou no primeiro round e, infelizmente, quebrou a perna no segundo round. Enfim, tudo na vida tem o seu tempo. Mas nada se compara a eventos esportivos, nos quais sucesso e fracasso, amor e ódio, paixão e desilusão peregrinam juntos. Valeu, Anderson, você foi um campeão diferente, soube promover suas lutas com show.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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FORÇA, CAMPEÃO!

Infelizmente, o lutador Anderson Silva sofreu um grave acidente, uma fatalidade extremamente chocante. Torço para que o grande lutador se recupere, dê a volta por cima e volte em grande estilo em 2014. Para recuperar o cinturão e se consagrar o campeão dos campeões do UFC. Nós estamos com você, força, campeão!

 

Flávio Porto Gomes Camacho fpcamacho@bol.com.br

Guarulhos

 

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‘SPIDERMAN’

Desta vez, mesmo que lhe sobrassem sete pernas, perderia para o jovem Weidman.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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FALAR MENOS E BATER MAIS

Uma máxima entre os praticantes de lutas diz que quando um fala demais fora do ringue-octógono-tatame acaba apanhando demais dentro dele. Para vencer é preciso falar menos e bater mais. Simples assim!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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ORGULHO NACIONAL

Até o nome dele é de um típico brasileiro do povo, Silva. Tudo na vida é sazonal ou cíclico, como queiram, mas a hora de encerrar a carreira já tinha passado. A idade é o maior alerta para isso. Não podemos e agora criticá-lo por criticar, afinal de contas, foram mais de sete anos ileso e só deve ter voltado pela pressão financeira de todos os lados. Vi uma vez numa faixa de um caminhão de estrada o seguinte: "A ganância e a inveja são um câncer sem solução". Esse foi o problema do Anderson, que deve ficar bom e voltar não a lutar, mas a ser um professor das multidões e continuar a ser um orgulho nacional. Por favor, críticas sem fundamento, out!

 

Antonio José Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

 

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A LUTA

Isso mostra a baixa moral humana, em que "lutar" faz parte do homem à medida que também evolua com sua inteligência. Qual a diferença entre uma arena de luta humana e uma rinha de galos? Apenas "alegrar plateias"? A "morte" do atleta é "natural" na luta, coisa de nossos ancestrais pré-adâmicos!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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MICHAEL SCHUMACHER

O acidente nos Alpes Franceses envolvendo o ex-campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher demonstra que as pistas de ski não seguras, como as de corrida. E porque no meio do caminho havia uma pedra, as autoridades locais deveriam proibir a prática do esporte fora das pistas monitoradas e a partir de agora realizar análises preliminares de riscos em todas as pistas a fim de antecipar e controlar os fatores responsáveis pelas causas desses acidentes.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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DITADO VERDADEIRO

Com dois ídolos esportivos machucados, Anderson Silva e Michael Schumacher, enquanto canalhas e corruptos costumam ter saúde de ferro, constata-se que tem razão o velho ditado: vaso ruim não quebra.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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FRATURAS

Atenção, brasileiros! Não é só a fratura no Anderson Silva, não! Tem muito mais coisa fraturada por aí...!

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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LUSA - QUEM MENTE?

Se, como garante o ex-advogado da Portuguesa, Osvaldo Sestário Filho (28/12, A14), ele avisou de fato a diretoria do clube sobre a punição imposta pelo STJD ao jogador Héverton, então a diretoria da Lusa é responsável pelo rebaixamento do time à Série B do Campeonato Brasileiro e deveria, simplesmente, demitir-se. Se não avisou, como garante a diretoria, então ele agiu de má-fé e em possível conluio com alguém da outra parte interessada (e do próprio STJD, por que não?), visando a evitar o rebaixamento do Fluminense. Neste caso, a Lusa deve processá-lo(s) e recuperar o direito à permanência na Série A. O que não pode é ficar o dito pelo não dito, sob pena de levantar graves suspeitas até mesmo sobre a lisura do procedimento da diretoria da Lusa nesse episódio. Afinal, não é admissível tanta incompetência na última rodada do campeonato, em que diversos clubes, inclusive a Lusa, estavam lutando para escapar do rebaixamento. É agora que a Portuguesa deve mostrar que é capaz de pensar grande, se quer ser tratada como grande, inclusive recorrendo à Justiça comum, já que o regulamento do STJD aplicado neste caso está em flagrante conflito com o Estatuto do Torcedor, que é lei e deve ser cumprido. O desfecho deste caso mostrará se o futebol brasileiro vai continuar sendo tratado por uma Justiça à la carte, aplicada por um tribunal que se coloca à parte da legislação brasileira e mais parece um condomínio, uma dinastia (basta ver o sobrenome do antigo e do atual presidente), ou se, ao contrário, passará a ocupar o lugar de respeito que lhe cabe numa sociedade regida pelas leis, e não pelas conveniências dos mais fortes.

 

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

 

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RASTREAR O TELEFONEMA

Acompanhando o caso da Portuguesa desde o primeiro julgamento até o final, pelo STJD, e cheguei a uma conclusão simples: com todos os recursos tecnológicos na informática e nas comunicações, rastreie-se logo o dito cujo informe do advogado carioca à diretoria da Lusa. Se foi mesmo feito o telefonema via celular e avisada a diretoria ou algum de seus responsáveis, sobre o segundo jogo a ser observada a suspensão do atleta, não vai adiantar nada recorrer à Justiça comum. Ao contrário, se provada a não comunicação pelo advogado carioca, aí tem de partir pra cima da CBF pela Justiça comum e melar mesmo esse campeonato sem-vergonha.

 

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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CBF X PORTUGUESA

Numa época em que internet leva a informação instantaneamente a todos os interessados, o STJD e a CBF não têm meios de divulgar a condição de jogo de todo e qualquer jogador que estiver inscrito nos clubes que disputam um campeonato? Como é que se permite que um jogador suspenso entre em campo ou se sente no banco de reservas? Como o representante permite que o jogador irregular assine uma súmula para entrar? A culpa desse final de campeonato brasileiro é única e exclusiva da incompetência da CBF, que é a responsável pela organização.

 

Ricardo Nóbrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

 

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LEI OU JUSTIÇA

Hipoteticamente, se o Fluminense entrasse com o time em campo com os jogadores dopados e perdesse a partida, perderia 3 pontos. Se jogadores do Flamengo (réus confesso) entregassem a partida em benefício de apostadores de loteria, perderiam 3 pontos. Mas se a Portuguesa entrasse em campo, ganhasse a partida e tivesse colocado um jogador frágil e suspeitamente comunicado pela CBF, perderia 6 pontos. É a primeira vez na História do mundo - digo novamente: do mundo! - em que a pena do dolo é inferior à pena da culpa. Onde está a proporcionalidade da pena? Eles chamam isso de justiça. Para condenar vale o que está escrito, mas para informar as agremiações só vale o boca a boca. Ou seja, na época da informática estão usando tambores índios para enviar decisões. Imaginem um juiz fanho comunicando a um advogado semissurdo.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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MUTATIS MUTANDIS

Estou absolutamente seguro de que se essa querela toda fosse ao contrário, isto é, se a Portuguesa é que tivesse sido rebaixada no cômputo final e normal das 38 rodadas do Brasileirão e o Fluminense tivesse cometido a mesma "irregularidade" do esquadrão luso, classificando-se, jamais o Tricolor carioca perderia no tapetão os 4 pontos assim garfados da Lusa.

 

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

 

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MANCHA

O Fluminense ganhou no tapetão, mas manchou sua história de forma indelével.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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COM MUITO ORGULHO, COM MUITO AMOR...

No esporte de fato, esse voltou a ser o grito dos brasileiros. Nos gramados da Copa das Confederações, onde nossa seleção retomou o brilho do futebol bem jogado, principalmente com a ajuda dos jogadores das arquibancadas, que foram um show à parte. Vaiaram e protestaram. Aplaudiram e cantaram. Souberam separar as coisas. Nos gramados brasileiros nos sagramos tetracampeões da Copa das Confederações sobre os espanhóis. Das águas espanholas, nosso gigante Cielo trouxe duas medalhas de ouro do Mundial de Esportes Aquáticos, além de ter sido o primeiro atleta a sagrar-se tricampeã mundial dos 50 m livre. Nestas poucas linhas seria injusto não mencionar as guerreiras de Belgrado, nosso handebol feminino, campeão mundial. Cada jogo, uma batalha. E a batalha final teria de ser contra as donas da casa, que jogavam, além da quadra, também nas arquibancadas. Com garra, foco, força e determinação, as sérvias foram derrotadas e o Brasil tornou-se o único país das Américas a ser campeão mundial feminino de handebol. Pena que o "orgulho" começa a esbarrar na realidade de muitos atletas brasileiros, que de fato representam as cores verde e amarela mundo afora muitas vezes apenas "com muito amor". No meio do meio de dezembro, vários veículos de comunicação noticiaram que o governo federal não repassa(va) havia três meses benefícios a 5.691 atletas de alto rendimento contemplados pelo programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. Aliás, a falta de orgulho pelos rumos do nosso país foi o que levou o povo às ruas no meio do ano. O descontentamento da nossa Nação foi claro nesse aspecto. As críticas foram amplas para todos os governantes dos municípios, dos Estados e da União. Precisamos mais do que "mais médicos". Necessitamos urgentemente de "mais reformas", principalmente no aspecto do pacto federativo, que precisa com urgência ser revisto. A Lei de Responsabilidade Fiscal é um ganho na administração pública, mas não pode tornar-se uma vilã. Os Estados e principalmente os municípios precisam de fôlego para administrarem. Fôlego nesse caso não é sinônimo de ajuda ou de benesses vindas da União, mas de mais autonomia. Franco Montoro foi bastante claro quando disse que "ninguém vive na União ou no Estado. As pessoas vivem no município". O ano que está por vir com certeza será de bastante orgulho, quando veremos muitos brasileiros com amor nos representando nos estádios, ginásios, piscinas, pistas (...) em todo o meio esportivo. Poderemos no futebol conquistar a Copa do Mundo em solo brasileiro. Porém 2014 também será a oportunidade de depositarmos nas urnas os gritos dados nas ruas no meio do ano de 2013. Se não tivemos ou ainda não temos orgulho dos rumos para onde estamos indo, na urna temos de dar essa resposta. Teremos em nossas mãos o nosso destino quando da possibilidade de eleger nosso presidente da República, nossos governadores, deputados e senadores. Se em 2013 retomamos o orgulho e o amor no meio esportivo, em 2014 está nas nossas mãos ter novamente muito orgulho e muito amor, pois caberá a nós escolhermos o nosso futuro e o nosso destino, utilizando as urnas como ferramenta para isso.

 

Jorge dos Santos Ávila jorges_avila@hotmail.com

São Paulo

 

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NÓ NA GARGANTA

O resultado das eleições de 2014 depende diretamente do desempenho da seleção brasileira na Copa. Os brasileiros não aceitarão os gastos de bilhões de reais para uma festa argentina, alemã, espanhola ou uma zebra qualquer. Já foi vendido ao povo brasileiro que a Copa é nossa, não se vê uma propaganda enaltecendo a Copa como um evento esportivo, mas como uma bola cantada, uma festa com data marcada, o dia da final. O mesmo não vai acontecer na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, pois as chances são mínimas. O Brasil pode conquistar medalhas no vôlei, esporte "olímpico" brasileiro, e em uma ou outra modalidade, mas a propaganda vai ser direcionada para atrair turistas ao Rio de Janeiro, apesar da péssima estrutura, da falta de hotéis, restaurantes e da violência, que a cada dia fica mais sofisticada, organizada, e a polícia fazendo o que pode com o que tem, alvo constante de críticas por uma falha ou outra. E os bueiros continuam voando, os trens tombando ou parando por falta de manutenção e a cidade continua maravilhosa, vista do alto, de preferência, pois nas ruas o cheiro lembra o Terceiro Mundo.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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COPA E ELEIÇÕES

A Copa do Mundo é o tapete sob o qual serão varridas as mazelas do Brasil durante a campanha eleitoral de 2014.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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MANUEL BANDEIRA E O CALOURO

Estamos em tempos festivos: 2013 começa a se despedir e 2014 vem por aí, com Copa do Mundo, eleições e a promessa de muita agitação. Há, entretanto, um grande número de jovens que, entre uma festa e outra, está estudando muito e, além disso, passa pela tensão provocada pela incerteza da segunda fase dos vestibulares que se aproximam. Durante muitos anos acompanhei esse processo, pois lecionei em cursos pré-vestibulares, atividade muito difícil nessa época em que a ansiedade e a insegurança dos alunos se exacerbam e o equilíbrio daqueles que os orientam é imprescindível nessa hora. Os que vencem a barreira do vestibular tornam-se novas pessoas em fevereiro: motivadas, sonhadoras e prontas para passar para uma nova fase. Em 1904 Manuel Bandeira, poeta imortal da língua portuguesa, passou por isso. Aos 18 anos ingressou na nossa querida Escola Politécnica, que já existia antes mesmo de a Universidade de São Paulo ser fundada, para fazer o curso de engenheiro-arquiteto. Entretanto, ainda no primeiro ano, contraiu tuberculose, doença quase fatal na época, sendo obrigado a abandonar tão interessante e promissora carreira. Ao pensar nisso, lembro-me da preocupação constante com a evasão nas principais universidades brasileiras. Geralmente, suas comissões e seus colegiados procedem de maneira burocrática, inventando regras, redigindo portarias e procurando com isso gerar números e indicadores que deixem os gestores governamentais satisfeitos. Ir ao âmago da questão é um pouco diferente. Alunos que entram em universidades de primeira linha em nosso país passam por seleção rígida e, não há dúvida, são competentes e estão motivados. Entretanto, encontram cursos difíceis e, acreditem, cursos de alto nível são mesmo difíceis. Têm de enfrentar uma mudança de enfoque: passar de reprodutores de conhecimento para produtores de soluções de problemas mais sofisticados. Isso pode gerar o desconforto de eventuais notas baixas, reprovações em disciplinas ou outros percalços num ambiente em que a liberdade aumenta muito, mas também a cobrança, que se traduz nos níveis mínimos de aprovação. A boa estrutura familiar, a capacidade de superação e a ajuda de bons colegas contribuem significativamente para que o curso seja concluído com sucesso. Como isso acontece com a maioria nos esquecemos das minorias que se perdem pelo caminho. Os fatores que levam a essas perdas são vários. O principal é a falta de recursos. Engana-se quem acha que a universidade pública só acolhe filhos de gente abastada. Para os alunos originários de famílias de baixa renda o trabalho, difícil de conciliar com os estudos, é uma alternativa importante e, quase inevitavelmente, atrasa disciplinas, levando ao constrangimento imposto por regras e portarias que levam à desistência final. Como no caso de nosso poeta, há, ainda, as doenças, mas também jovens que se transformam em mães e pais antes de o curso acabar. Há, enfim, uma infinidade de situações que requerem ajuda para que os talentos não sejam desperdiçados. Nosso país exige o combate ao desperdício, enfermidade crônica análoga à que impossibilitou Manuel Bandeira de concluir a Poli.

 

José Roberto Castilho Piqueira, vice-diretor da Poli-USP Janaina@academica.jor.br

São Paulo

 

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CUMPRIMENTOS

Faço questão de comprar o "Estadão" nos dias em que escreve Washington Novaes - seus artigos são claros, lúcidos e atuais. Mas faço questão de dizer que a edição de 29/12/2013, apesar de não contar com o referido jornalista, foi incrível, desde Gaudêncio Torquato, passando por Vargas Llosa, pela entrevista da jornalista Elaine Guerini com o cineasta Shekhar Kapur e atingindo seu ápice de qualidade com a inspirada sinceridade de João Ubaldo Ribeiro, o retrospecto com colaborações de Humberto Werneck e o lindíssimo caderno "Aliás" (que, "aliás", fecha grandioso com o texto do escritor Juan Pablo Villlobos). Os temas tratados são atuais - voto facultativo, decência rara em políticos, o apoderamento da água, a velhice, os desejos de fim de ano e a espionagem americana, respectivamente - mas sem a excelente qualidade dos articulistas talvez não tivessem o mesmo impacto. Parabéns! Um abraço, com votos de que a qualidade se mantenha e, principalmente, que meu articulista predileto, o sr. Novaes, ainda escreva artigos fantásticos como os de 2013.

 

Paula Bragaglia paulabragaglia@hotmail.com

Florianópolis

 

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VERISSIMO, NÃO DE CANSO DE ELOGIAR

Desta vez (29/12) ele me surpreendeu mesmo, falando do vovô e do pega organizado, em vez de ficar lastimando o Natal dos patriotas do PT na Papuda.

 

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

 

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O DESCANSO DA PRESIDENTE

A presidente Dilma Rousseff descansa na base naval em Aratu, na Bahia, passeando de lancha, onde passará o ano-novo. Ah, sim, os desabrigados pelas chuvas, no Espírito Santo e em Minas Gerais, estão bem, obrigado. É isso aí. País rico é país sem pobreza.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AO TRABALHO!

A presidente desta República viaja muito. Passeia muito. Anfitria muito. Visita muito o Lula. Vai a muitos eventos. Discursa. Promete. Fala. Reclama. Critica a oposição - como se oposição houvesse. A presidente Dilma gasta muito com propaganda e também com as arenas (os estádios de futebol) e com as Arenas (os políticos da direita). E Dilma mente muito. Diz, por exemplo, que o Brasil é "credor" externo. Mas o Brasil deve muito aos estrangeiros. E as tais "reservas internacionais" são emprestadas. O Brasil é um mero custodiante de divisas internacionais de propriedade dos ricos. Se o Brasil tem déficits crônicos em transações finais com o exterior, então, isso significa que o País é dependente de capitais externos para cobrir o seu "balanço de pagamentos". Para tal o Brasil ou se endivida ou vende - aos poucos - a sua economia, o seu mercado e o seu patrimônio. Mas Dilma insiste em mentir que o Brasil é um país "credor". Tomara que em 2014 a presidente Dilma trabalhe e pare de mentir sobre esse tal de "país credor". Mas em 2014 haverá Copa do Mundo (200 milhões em ação, pra frente Brasil, país da corrupção). E também haverá eleição. Presidencial. Haverá muita festança e muita ufanização. E muitas mentiras presidenciais. E continuaremos dependendo dos capitais estrangeiros. Como sempre dizia o Leonel de Moura Brizola (Dilma foi uma brizolete, mas oPTou por ser lulete), o Brasil tem muitas "perdas internacionais". E além das "perdas internacionais" temos e teremos as "perdas nacionais", que são as alienações do nosso patrimônio em troca das tais "reservas internacionais". Em 2014 deixe a mulher trabalhar, Lula!

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE SERIEDADE

Um dos maiores fiascos de 2013, se não o maior, foi a "voz das ruas". Em junho jovens protestaram contra injustiças e reivindicaram mudanças profundas, intelectuais e personalidades apoiaram publicamente o movimento e o governo prometeu um plebiscito para o final deste ano ou início do próximo. Após as férias de julho os jovens sumiram, os intelectuais se calaram e o governo e a presidente Dilma fazem de conta que nunca falaram em plebiscito. A isso se dá o nome de falta de seriedade.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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NOSSA GURIZADA

Está findando o ano de 2013. Esperamos que ele deixe gravado na memória de cada jovem brasileiro esta maravilhosa e sábia mensagem do senador da República Pedro Simon: "O mensalão só saiu por causa dos jovens nas ruas. A Ficha Limpa também. É um fato novo, essa gurizada em suas redes de debates querendo debater, discutir e dialogar. Mas há uma coisa dolorosa, que são esses mascarados que quebraram as vidraças do Ministério das Relações Exteriores, espatifaram portas da Prefeitura do Rio. Então a grande verdade é essa: eu só confio na mocidade na rua, mas tem que cuidar desses exageros, dessa gente de má-fé que está só querendo perturbar. Lembrei-me do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que foi democrático, com amplo direito de defesa e com a mocidade na rua". Obrigado, senador pela confiança depositada nos nossos jovens do bem. Eles merecem. Não vão decepcioná-lo jamais. Em 1992, quando eu tinha 59 anos, ajudei essa gurizada, ela vale ouro. Certamente não vai deixar o Brasil ir para o fundo do poço.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

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REPETECO

O ano novo se aproxima. Haverá Copa do Mundo (circo), com desvios e aplicação maciça de dinheiro público, políticos se unindo ao crime para tirar vantagens nas eleições, do tipo "o bicho vai pegar", submetendo a população ao terror, como em todos os anos de eleições, tais como fogo quase diário em favelas, matança de policiais, assaltos em momentos de lazer da população (políticos fazendo propaganda para as pessoas ficarem em casa que lá levaram confronto), crimes e assassinatos de pessoas de bem em nome não sei do quê, sabotagem nos transportes públicos como trens e metrô e fogo em ônibus (perueiros não?), e assim por diante. Vamos acordar, Brasil.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

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MUDAR PARA MELHOR

O ano que termina exige das pessoas sensíveis uma profunda reflexão. A violência esteve presente nas mais diferentes formas e nos mais diferentes lugares deste vasto mundo onde lutamos para sobreviver. E a natureza, por sua vez, reagiu, com tempestades, tsunamis, terremotos, enchentes e outras formas de deixar claro o recado de que a questão ambiental é muito importante. Mas mesmo assim, são comuns as manifestações pessoais de que tenhamos um ano novo diferente. É a esperança de muita gente. Mas essa palavra precisa ser deixada de lado. Nada de pensar em esperança. O certo é agir com a certeza, a garantia de que vamos, como seres humanos, agir contra a violência, a desumanidade, a agressão ao meio ambiente. Podemos e devemos lutar em conjunto para que efetivamente mudemos este nosso mundo para melhor. É o grande desafio de quem precisa agir em conjunto.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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REFLEXÕES COMPORTAMENTAIS.

Nestes dias de festas, em face da mudança do calendário, quando refletimos sobre nossa vida em sociedade e, no caso brasileiro, sobre nossas vulnerabilidades, em que a corrupção ocupa posição de destaque, urge uma reflexão profunda. Até onde nossa repulsa a tal postura antiética tem eficácia, se nós, em nível individual, não nos policiarmos no sentido de não cometer pequenos desvios comportamentais em nosso cotidiano? Sem tal disciplina ética pessoal, pouco avançaremos rumo a um processo civilizatório que tanto desejamos e necessitamos.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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VIVAS SUFOCADOS TAMBÉM

Aprovei comentário de um leitor hoje sobre vivas sufocados e incluo também o meu maior desejo: vivas enormes para que o quadradinho preto da página A3 do Estadão desapareça; Hoje exatos 1554 dias. Vergonha! Feliz ano-novo!

 

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

 

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ADEUS, ANO VELHO

Hoje teremos seu primeiro e seu último aniversário. A festa é para o nascituro ano novo, mas foi você que a organizou. Você realizou muitas boas ações. O nascituro não sabemos o que irá aprontar. Vamos entrar nele com cuidado. Percorremos muitos anos velhos, mas não sabemos quantos anos novos teremos. Na sua gestão, brindou-nos com a visita do papa Francisco. Você recebeu de seu antecessor o processo do mensalão, concluiu-o e botou os réus na cadeia. Tratou com cautela personagens tão significativas. Numa sociedade carente de ídolos, você gerou um, o Joaquinzão Barbosa. Você rebaixou o Vasco, mas, quanto ao Fluminense, arrependeu-se a tempo. Você acelerou as obras da Copa, que abrilhantará o seu sucessor. Se tivesse reeleição de ano, você teria meu voto. Ano velho, agradecemos tudo de bom que nos proporcionou. Aquilo que deixou a desejar servirá de lição. O presente ouve os conselhos do passado para aperfeiçoar o futuro. Obrigado, ano velho, por ter-nos conduzido durante toda a sua gestão e passar ao seu sucessor o bastão de nossas vidas. Parabéns, ano velho, pelo seu único aniversário. Sua missão chegou ao fim. Desejamos, sinceramente, que a partir da meia-noite passe a usufruir o merecido repouso do guerreiro.

 

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

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