Fórum dos Leitores

ANIVERSÁRIO DO 'ESTADO'

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2014 | 02h07

Parabéns

Jornalismo se faz com competência e seriedade, que são marcas indeléveis da história do Grupo Estado. Por isso hoje o Brasil tem de comemorar, pois neste dia 4 de janeiro de 2014 o Estadão celebra os seus 139 anos de fundação e 134 anos de vida independente. Desde o começo de suas atividades, o Estadão sempre se pautou por adotar uma atitude corajosa e imparcial, em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Os grandes temas de interesse nacional são influenciados pelas opiniões editoriais desse grande jornal, que tem compromisso não com governos, mas com a democracia e a liberdade de opinião. Mesmo nesta época em que os avanços tecnológicos proporcionados pela internet mudaram o modo de fazer jornalismo, essa empresa cativa seus leitores tanto com o conteúdo impresso quanto com o virtual. Portanto, celebrar essa data festiva é também reforçar a existência de liberdade de imprensa no Brasil. Os meus efusivos aplausos por mais este aniversário. Parabéns, Estadão!

SÉRGIO RICARDO TANNURI

sergio@tannuri.com.br

São Caetano do Sul

Palavras de alerta

Ao tempo em que enviamos cumprimentos e felicitações na data em que o Estadão nosso de cada dia comemora seu 139.º aniversário de fundação e o 134.º de vida independente, convém lembrar as palavras de alerta de Rui Barbosa: "A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça". Nesta mesma data convém, tristemente, lembrar que o jornal está sob censura há inacreditáveis 1.558 dias! Até quando?!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

SIMULADORES

Carteira de habilitação

Está cada vez mais difícil para tirar a carteira de habilitação de motorista, agora tendo de passar por um simulador que nem todas as autoescolas terão (algo que resultará em filas de espera para usar o bendito equipamento). Parece que o governo quer dificultar a formação de novos condutores, sem falar que para comprar carro no Brasil o sujeito pagará impostos altíssimos. Gostaria que existisse um simulador para políticos também, imaginem que interessante! A minha única dúvida é: quantos seriam aprovados por um simulador de governo?

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Aumento do preço

Como pode haver aumento no preço para obter carteira de motorista se o simulador tem exatamente a função de baratear os custos? Uma hora de voo de Boeing é muito mais cara do que uma hora de simulador de voo. Ou não é? O simulador é usado para poupar os custos do treinamento. Ou estou errado? Esse custo faz parte de uma política de ladrões que impera no Brasil desde o Descobrimento.

ANDRÉ LUIZ FERNANDES

andrefernandes767@hotmail.com

São Paulo

PROJETO DE PRÉDIO

Exclusivo para juízes

O desembargador José Renato Nalini dá mostras de seu elevado discernimento ao manifestar sua disposição de não implementar a proposta de edificação de um vultoso edifício na área central (Estado 3/1, A6), destinado a acolher as sessões dos 360 desembargadores. A área central não comportaria mais essa sobrecarga. A cidade agradece.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, professor titular da FAU-USP

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Maluf favorecido

Nas minhas caminhadas pelos Jardins pude notar o tratamento diferenciado dado às imediações da casa de Paulo Maluf, padrinho do prefeito Fernando Haddad. Entre os gritantes indícios de favorecimento - asfalto em ordem, árvores sem risco de cair sobre os carros de suas visitas - pude notar o número de lixeiras, em cada poste, numa zona onde os pedestres são raros, contrastando, por exemplo, com a Rua José Maria Lisboa - de alto índice demográfico e entre duas grandes avenidas, a 9 de Julho e a Brigadeiro Luís Antônio -, que tem apenas quatro lixeiras em seis quarteirões.

PAULO RUAS

pstreets@terra.com.br

São Paulo

Slogans

O presidente Washington Luís, na década de 1920, dizia em campanha eleitoral que "governar é abrir estradas". Fernando Haddad poderia dizer que "governar é pintar faixas".

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella..net

São Paulo

Realizações do prefeito

Respeitosamente, gostaria de consignar que o prezado leitor sr. Paulo Sergio Fidelis Gomes, em sua missiva de 2/1 (Força de expressão), abstraiu do rol das grandes realizações do prefeito Fernando Haddad os hospitais para cães e gatos nas zonas norte e leste da cidade.

PAULO BUSKO

paulobusko@terra.com.br

São Paulo

2014

O peso da burocracia

Em 2014, menos juros e mais honestidade dos políticos. Passa da hora de um projeto novo de Estado - com menos burocracia. A burocracia atrapalha a vida do cidadão e facilita a corrupção. O peso da burocracia atrasa o desenvolvimento do País. Quanta burocracia para abrir ou fechar uma empresa! Quanta burocracia para se obter um alvará da Prefeitura!

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@ig.com.br

São Paulo

Fim do túnel

A cada ano que se inicia se confirma Fernando Pessoa: "O ano novo é ficção de que começa alguma coisa". E 2014 não será diferente. Nada começará, tudo continuará. E desta vez, mais rápido ainda. Na política e nas administrações, é tempo de planejar e do eterno blá-blá-blá. Depois, preparação para o carnaval. Aí, o carnaval. Preparação para a Copa do Mundo. Começam os jogos (e, possivelmente, novas manifestações). Esquentam as campanhas eleitorais. Vem a eleição quase geral, de presidente, governadores, deputados e senadores, ainda, por causa da minirreforma e dos "interesses". Fim de ano, comemorações e, quando nos dermos conta, acabou 2014. Que venham os próximos para ver se algo muda e contrariemos Pessoa. Só um pouquinho.

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

Cartas selecionadas para o estadão.com.br

PROIBIDO É MELHOR?

No início é novidade, até quem era frontalmente contra e nunca usou agora pode experimentar para ter a absoluta certeza de que não perdeu nada, nada mesmo, só ganhou em economia e com a saúde. Os usuários contumazes vão continuar usando por mais algum tempo, mas como tudo na vida o que é "proibido é melhor", com a liberação do uso a tendência é cair o consumo, é o que imaginamos. Mesmo como experiência também não aprovamos. Saiba do que estamos escrevendo, é sobre a liberação da "maconha" para uso "recreativo" nos EUA, mais precisamente no Estado do Colorado, cujas vendas serão limitadas a adultos maiores de 21 anos. Nos próximos dias a liberação também ocorrerá no Estado de Washington. No mês de dezembro o Uruguai foi o primeiro país do mundo a aprovar lei liberando o consumo regular da maconha. Como evitar que essa droga chegue às mãos dos menores de idade e até crianças? São experiências por demais arriscadas, seria o mesmo que tentar apagar o fogo com gasolina. Como imitadores de tudo o que não é bom, em breve saberemos da flexibilização que farão em nosso país com a liberação ao estilo do "liberou (bagunçou) geral". Nos dias de hoje, não havendo permissão legal do uso, não há nenhuma penalidade imediata, garantida pela Lei 12.403, assinada pela presidente Dilma - é só pagar a fiança arbitrada e responder ao processo em liberdade, permitindo ao infrator continuar na criminalidade... Que futuro poderemos vislumbrar para os nossos filhos e netos? Pode ficar muito pior do que está!

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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LIBERAÇÃO DA MACONHA

A maconha foi liberada para uso recreativo no Colorado (EUA), bem como no vizinho Uruguai. Também já é tolerada em outros países mundo afora. A verdade é que esse modelo fracassado de proibição, além de ter consumido centenas de milhões de reais, ano após ano, muitas vidas foram ceifadas prematuramente nessa guerra; as prisões estão superlotadas com uma população, na sua grande maioria (se não a totalidade), de jovens pobres da periferia condenados por tráfico por venderem pequenas quantidades de drogas, e os grandes traficantes nem sequer são conhecidos, presos e condenados. Na realidade, e o tempo vai mostrar, a liberação da maconha vai quebrar as duas pernas do tráfico. Primeiro, porque aquela falácia de que ela é o caminho para outras drogas não se sustenta. Se cada usuário tiver sua planta em casa para consumo próprio (ou seguir o modelo adotado no Colorado), ele deixará de procurar o traficante, que tem outras drogas para oferecer e o "negócio" certamente vai afundar. Segundo, porque as pesquisas de opinião sobre a liberação da maconha sempre sofreram derrotas pelo simples fato de a maioria da população, sob a égide da proteção da família, ter medo de os filhos experimentarem. Li numa rede social pessoas dizerem que agora são contra porque têm filhos. E a educação? São uns fracassados para formar, doutrinar e instruir? As pessoas têm de entender que, assim como o álcool e o cigarro, nossos filhos devem ser prevenidos sobre os problemas que o consumo da maconha causa. Ademais, a proibição da maconha interessa apenas e tão somente aos traficantes, um produto que é o seu carro-chefe e rende bilhões de reais por ano que poderiam ser revertidos em impostos. Não existe outro caminho senão o de não proibir e, ao mesmo tempo, fazer campanhas de prevenção contra o uso, como são feitas com os cigarros. O resto é a hipocrisia do politicamente correto.

 

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

 

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USO RECREATIVO

Taí um boa ideia para o prefeito "Malddad" arrecadar impostos dos usuários em espaços especiais só para eles. Sem prejuízo para o paulistanos com a cobrança desumana que pretendia do IPTU.

Fernando Castellari castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

 

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BAGAGENS

"Espera por bagagens revolta passageiros em Guarulhos". Passamos por Guarulhos no dia 19 de dezembro e o problema já existia. Nossa bagagem demorou exatamente uma hora (companhia (GOL). Estamos na China e retornaremos no dia 9, passando por Guarulhos novamente. Já estamos preocupados, o problema é muito sério. Quase perdemos o check in para Pequim. Chega a ser vergonhosa tal situação.

 

Emílio Araujo Costa emilioaraujocosta@hotmail.com

Curitiba

 

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INFRAZERO

Estive ontem no Aeroporto Santos Dumont. O ar-condicionado, para variar, não funcionava (segundo funcionários da própria Infrazero, já estava quebrado havia três dias), o termômetro do meu iPhone mostrava 45 graus dentro do terminal de passageiros. O pior é que pagamos R$ 22 de taxa aeroportuária - deveria ser chamada taxa de sauna. E aí vem o governo federal com a balela de que os aeroportos Santos Dumont e de Congonhas não devem ser privatizados, pois são bem administrados (sic) pela Infrazero.

 

Alex Zornig awz3434@gmail.com

São Paulo

 

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AS INTOLERÁVEIS MORTES NO TRÂNSITO NO BRASIL

A Espanha, segundo notícia de seu periódico "El País", embora já tenha sido um país com elevados índices de mortalidade no trânsito e, principalmente, nas estradas, neste ano sobram-lhe motivos para comemorar: 1.128 mortes nas estradas em 2013 (não dizemos "só" porquanto, como já se disse, a morte de um único homem é como uma ilha desfeita que repercute sobre o promontório). Durante 29 dias não foi registrado nenhum acidente mortal na Espanha. A comparação com nosso país é de estarrecer: 167 mortes no trânsito por dia; mais de 40 mil mortes anuais nas estradas. Previsão de 50.241 mortes para 2014, sem considerar o fator Copa, que poderá ampliar esse número significativamente. Em 2012 a presidente Dilma anunciou um plano federal para estancar esse rio de sangue, mas a sociedade não tem esclarecimentos sobre seu andamento até hoje, como, de resto, vivemos numa democracia de informações somente quando a imprensa "fura" os "segredos" de Estado.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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É FÁCIL MORRER EM MINAS

Para mudar o quadro de tragédias nas rodovias, federais e estaduais mineiras há necessidade de tomar providências urgentes e drásticas. A cada novo dia permitimos que as ruas sejam sobrecarregadas por mais veículos produzidos pelas montadoras. Veículos estes que nem sempre estão sendo utilizados de forma adequada por pessoas habilitadas e conscientes dos riscos, prudentes, peritas, não negligentes para com a sinalização, tolerantes com o fluxo de trânsito e com os limites de transporte dispostos pelos respectivos órgãos. Percebemos em simples volta num quarteirão que os condutores simplesmente desprezam as faixas de PARE, desrespeitam sinais vermelhos, arrancando quando pisca simplesmente o sinal de pedestres nas faixas dos cruzamentos. O que era uma prática apenas dos motoqueiros e dos motoristas de coletivos tende, infelizmente, a se generalizar. Travam os cruzamentos, desrespeitando as faixas amarelas, e param nas calçadas rebaixadas, quando não sobre as calçadas, por onde andam os motoqueiros e os ciclistas. Falta fiscalização, porém, mais do que isso, falta é educação. Não será colocando um agente de trânsito para cada motorista que ganharemos esta luta acirrada no trânsito. Fui docente do ensino básico, técnico e tecnológico, quando lecionei Segurança no Trânsito. Motivei a criação de curso de Transportes e Trânsito no Cefet-MG, quando ali realizei a primeira semana de prevenção de acidentes do trânsito. Efetuei diversas palestras. Escrevi para jornais e informativos diversos, insisti na implantação Lei Seca. Participei do ciclo de palestras Siga Vivo, da ALMG, e vejo que as coisas continuam piorando. Disse por diversas vezes que a estatística é um farol que ilumina para trás. Dela necessitamos para avaliar o ocorrido, porém, se não tomarmos as providências cabíveis, por meio da cassação das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs), da prisão dos causadores das mortes, da indenização cobrada pelos destruidores do patrimônio e da vida alheios, pela limitação das velocidades dos veículos, uma vez que não temos rodovias para desenvolvimento pleno delas, pela implantação de dispositivos de segurança nos veículos, pela limitação de sua liberação para direção perigosa, pelo investimento em transporte de massa, tanto para as metrópoles quanto para os transportes intermunicipais e interestaduais, coletivos mais apropriados e confortáveis que os façam ser preferidos e o transporte solitário, preterido, somente vamos elevando as contas do Estado por meio da deposição de gases tóxicos, particulados, despesas de atendimento médico emergencial e de doenças daí derivadas, de transporte dos destroços, dos tribunais abarrotados de processos em que ninguém é julgado e muito menos paga pelos seus atos, dando mostras de que a pena de morte está instalada em nosso país, tanto pela impunidade gerada pelos acidentes de trânsito quanto pelos latrocínios cometidos pelos menores infratores. Finalizando, falta política, estratégia, tática, logística e até mesmo mobilização. Como diz o bom mineiro puro do campo, "eita fartura danada, sô!"

 

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

 

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TRÂNSITO MAIS SEGURO

Os carros ficarão mais caros, pois agora itens de segurança como freios ABS e airbags são obrigatórios. Para tirar a CNH também vai ficar mais caro, pois os candidatos terão de fazer cinco aulas num simulador de direção instalado nas autoescolas. Tomara que veículos mais seguros e motoristas mais bem preparados reduzam realmente os índices de acidentes no trânsito e que diminua o número de óbitos e de lesões corporais graves, que ainda é bastante elevado em nosso país, mesmo após a implantação da Lei Seca. Com certeza o Brasil sairá ganhando, pois vai economizar muito mais, reduzindo os gastos com despesas médicas em atendimento às vítimas de acidentes de trânsito e muitas famílias evitarão a perda trágica de um ente querido. Acredito que essas medidas, apesar de aumentarem o custo para o cidadão, serão bem-vindas.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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FUMO AO VOLANTE

Tenho notado grande número de motoristas dirigindo e fumando ao mesmo tempo. E alguns ainda com o maldito celular. As pessoas, além de irresponsáveis, esquecem que o celular tem secretária eletrônica, ou seja, não precisa ficar aloprado, pois quem quer falar deixa recado. Acho que passou da hora de o cigarro ser proibido efetivamente ao volante e a fiscalização ser mais dura, pois é um perigo sem tamanho essas pessoas fumarem e ainda jogarem a bituca na rua, esquecendo que os carros têm cinzeiros.

 

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

 

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RENOVAÇÃO DA CNH

Com o devido respeito ao autor do artigo "Tomaram minha carteira" (31/12, A2) achei o testo pobre e ridículo. Pareceu-me o desabafo de um adolescente cujo pai lhe deu um duro e merecido castigo, ou mais um eco da crescente geração "nem-nem". Não tiro o mérito de se resolver a questão da avaliação e de todo o processo de obter a habilitação para motorista. Entretanto, durante intermináveis dez minutos lendo o artigo, não li sequer uma nota digna de inteligente crédito, senão um bocado de reclamações e mi-mi-mis que me envergonham figurar num jornal como este. Dr. Cláudio, da próxima vez, escreva como se deve, opinião com conteúdo, não um bocado de notas ridículas e soberbas.

 

José Fábio Ribeiro Bezerra

Curitiba

 

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PROVA DO DETRAN

Parabéns ao dr. Claudio de Moura Castro pelo artigo de 31/12 sobre a prova do Detran. A começar pela inutilidade de um livreto de mais de 160 páginas elaborado com base em sabe-se lá qual critério pedagógico, passando por autoescolas caça-níqueis e provas recheadas de pegadinhas. É reflexo de nossa cultura formalista e cartorial, afeta antes à forma que ao conteúdo. Neste contexto, iniciativas isoladas de algumas empresas - como o programa Estrada para Cidadania - se revelam como marcos de educação verdadeira para o trânsito.

 

Marcio Alabarce malabarce@uol.com.br

São Paulo

 

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FORMAÇÃO DE MOTORISTAS

Não sei se podemos interpretar o texto do dr. Claudio de Moura Castro como uma crônica baseada em observações do cotidiano ou uma descrição de uma situação real vivida por ele, em primeira pessoa. Digo isso porque, se a segunda opção for a correta, dois comentários - opiniões talvez fosse um termo melhor. Primeiro: "uma multinha aqui e outra acolá" significa infrações de trânsito. A maioria dos acidentes, e vale lembrar o índice altíssimo do nosso país, em fatalidades, são causados por imprudência dos motoristas. Imprudências essas, na sua maioria, punidas com as "multinhas". O primeiro passo para tornar o trânsito, e, porque não dizer, o País mais civilizado é termos menos "multinhas". Segundo: uma parte do texto leva a crer que uma infração ainda mais grave foi cometida, a falsificação de informações prestadas no boletim de contestação da multa, colocando um terceiro, no caso em questão familiares, para assumir um erro que não cometeu. Tenho certeza, portanto, que se trata de uma crônica, baseada provavelmente em observações de casos reais, e não um depoimento. No mais, concordo com o dr. Cláudio: temos muito a melhorar na formação e manutenção dos motoristas. E vamos dar nossa contribuição através do exemplo diário, da crítica constante e, sobretudo, da cobrança sobre governo, Legislativo e Judiciário. Um e-mail para o deputado federal no qual votamos é sempre bom, assumindo, claro, que lembramos em que deputado votamos na última eleição.

 

Marcelo Barp de Almeida marcelo.barp@icloud.com

São Paulo

 

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DENÚNCIA

Dia 30/12 saí do Salvador Shopping, localizado no centro financeiro da capital baiana, e me deparei com uma briga de trânsito no estacionamento. Havia dois seguranças apaziguando a situação. Quando vi que dava para passar, fui guiando o carro para sair do centro da briga. Um dos seguranças puxou o revólver e apontou para mim, perguntando: "Quem mandou passar?". Desde quando eles têm poder de polícia para isso? São despreparados! Ele não atirou, para minha sorte, mas imaginem tirar a vida de uma pessoa que não fez nada! Imaginem estragar o ano-novo de uma família por causa de irresponsabilidade de pessoas despreparadas para o trabalho e desequilibradas quando portam uma arma! Por favor, me ajudem a divulgar este episódio.

 

Lucas Azevedo lucas_azevedo@hotmail.com

Salvador

 

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TENSÃO NO AMAZONAS

A tensão étnica no sul do Amazonas mostra que o conflito se originou a partir de um problema criado pelo próprio governo federal, que estabeleceu uma reserva indígena cruzada ao meio pela Transamazônica. Ao não estabelecer e controlar uma servidão de passagem por dentro de toda a reserva indígena, o governo federal potencializou um grave conflito étnico que já se arrastava desde 2006 com a cobrança de pedágio por parte dos indígenas.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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A CAUSA DE TUDO

Tudo o que está acontecendo na região de Humaitá, reserva indígena de Tenharim é o resultado prático da falta de conhecimento do semianalfabeto Luiz Inácio Lula da Silva e da irresponsabilidade de Celso Amorim, que, quando ministro das Relações Exteriores, mandou a diplomacia brasileira assinar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que dá independência territorial, política, econômica e cultural às "reservas". Ou seja a União perde a soberania sobre todas as reservas indígenas brasileiras. As fronteiras norte serão praticamente apagadas. Esse tratado há muito já foi rejeitado pelo Canadá, pelos Estados Unidos e pela Austrália, países que têm pendências com nativos na área jurídica. Para quem não sabe, o Brasil hoje não é uma nação una, são várias nações independentes dentro do nosso território, inclusive com direito a acessar fóruns internacionais. Porém, como na época da assinatura houve forte reação das Forças Armadas contra esse tratado da ONU, o exu de Garanhuns acovardou-se e não o enviou para ratificação pelo Congresso, condição indispensável para que possa realmente entrar plenamente em vigor. Se nós não tivéssemos um Legislativo formado em sua maioria por bandidos, esse tratado poderia ser desaprovado. O atual governo o mantém engavetado. Melhor assim, enquanto a Câmara e o Senado não trocarem os ratos por verdadeiros patriotas.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

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CARTEIRA ASSINADA

Se índios - ao arrepio da lei - cobram pedágio em rodovia, pra que dar-lhes terra? Basta transformá-los em funcionários do DNIT. Sairia mais em conta...

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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UMA ILUSTRAÇÃO VALE POR...

A foto de Clóvis Miranda que ilustra a matéria do pé da página A6 da edição de 2 de janeiro é um atestado de... comPTência? Um amador atento perceberá que a camuflagem da farda e o chamado ambiente conflitam entre si. Ora, não estão esperando confronto, como demonstra o armamento (leve). Bem, se um maluco qualquer resolver começar um, o padrão do uniforme será o menor dos problemas. Caso não confie na pontaria o suficiente para fazer voar o discreto boné (laranja vivo?), o citado lunático pode optar pelo discretíssimo "FORÇA" em amarelo sobre campo negro das costas do jalequinho, bom apoio para a mirada, suspeito eu, a até uns 150 metros de distância. Da nata da nata seria desejável um padrão de ação mais cauteloso. Mesmo "a passeio". Ou não, né?, como digitaria Tutty. Afinal, há natas e natas!

 

José Roberto Jimenez Costa jjimenezxng@gmail.com

São Paulo

 

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PACTO COM O CRIME?

Mais de 50 mil assassinatos por ano. Crescimento assustador de latrocínios em todo o País. Pessoas de bem vitimadas com requintes de crueldade por bandidos. O crack presente em mais de 90% dos municípios. Indulto de Natal colocando nas ruas milhares de bandidos condenados. Diante do descaso total dos governos estaduais e do governo federal diante dessa realidade vergonhosa, cabe uma pergunta surrealista: será que não há um pacto silencioso com o crime? Não está dando mais para se viver no Brasil bandido.

 

Ari Giorgi arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

 

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INFERNO E PURGATÓRIO SEM PARAÍSO

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inspecionou no final de dezembro unidades do Complexo Penitenciário no Estado do Maranhão e a visão que teve poderia estar inserida nos relatos do escritor italiano Dante Alighieri na sua descida ao inferno na companhia do poeta grego Virgílio. O Complexo de Pedrinhas não passa de uma filial do inferno. Em outubro uma rebelião na Casa de Detenção do Complexo teve como resultado a destruição de várias celas, nove detentos mortos e 30 feridos. Depois disso outras quatro rebeliões causaram a morte de mais presos. Foram verificadas pelo CNJ irregularidades como superlotação, estrutura precária, comando de facções, más condições de higiene, alimentação e iluminação inadequadas e precárias condições de segurança. As cenas de terror se sucedem como rotina nos presídios do Maranhão. Em novembro de 2010, numa unidade de São Luís, uma rebelião teve como saldo 18 presos mortos, sendo três por decapitação; em fevereiro de 2011, na cidade de Pinheiro, seis presos foram mortos, três decapitados. O Maranhão carrega o estigma de pior IDH do Brasil e um dos piores do mundo. O feudo maranhense do clã Sarney é uma cópia fiel das "famiglias" da Itália medieval. A diferença entre os presídios do Maranhão e a "A Divina Comédia" é que a segunda é uma obra de ficção.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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BARBÁRIE

A barbárie que acontece nos presídios do Maranhão é inaceitável, vai contra o Estado Democrático de Direito e ofende a própria noção de civilização e direitos humanos. Deveria haver uma intervenção federal no Maranhão, já que o governo estadual vive em total calamidade. Sendo um feudo da família Sarney, não surpreende que o Maranhão seja o Estado mais pobre e atrasado do Brasil e palco de tamanhas ignomínias em seus presídios. Não será surpresa se algo parecido ocorrer também no Amapá.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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UMA SUGESTÃO

Para pôr ordem no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, por que não mandam para lá o chefe do clã maranhense? Manda no Maranhão há mais de cinco décadas, conhece todo o Estado como poucos, sua filha é a governadora atual e, portanto, não terá grandes dificuldades em "ajeitar" o pessoal internado. Não é uma boa sugestão?

 

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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O MARANHÃO DE SARNEY

Assisti, a conselho do grande articulista José Nêumanne, ao documentário de Glauber Rocha "Maranhão 66". Se o hoje senador José Sarney, câncer da política brasileira, tivesse feito a metade do que prometeu ao ser eleito governador, o Estado do Maranhão seria bem diferente. Durante todos esses anos manteve o seu Estado com os piores índices de desenvolvimento, educação, saúde, segurança e tudo o que o faz o mais atrasado do Brasil. O que me entristece é que, se ele ou sua filha forem candidatos, serão reeleitos.

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

 

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TRISTE REALIDADE

A família Sarney consegue manter o povo do Maranhão vivendo no padrão social do século 19, com tudo o que isso significa. Ninguém parece indignado, pois o governo federal pensa apenas em apoio eleitoral. Triste realidade.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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AINDA A CANDIDATURA DE BARBOSA

Na edição do Estadão do dia 31/12/13, à página A6, foi publicada a opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o forte clamor da população brasileira pela candidatura de Joaquim Barbosa Presidência em 2014. Além dos petistas, FHC mostrou-se temeroso diante de uma possível vitória de Barbosa. Alegou que o ministro não teria "traquejo" e seria muito perigosa a ideia de um salvador para tirar o Brasil das mãos dos corruptos. Obviamente, FHC tenta desobstruir o caminho para seu pupilo Aécio Neves. Essa grotesca afirmação do ex-presidente mostra muito bem que FHC desconsidera as grandes qualidades do magistrado: honradez, honestidade, coragem, retidão, confiabilidade, etc. Fernando Henrique deveria considerar, sim, que o tal traquejo que ele tanto glorifica é, na verdade, o maior câncer do nosso país. Se queremos um Brasil melhor, teremos de eliminar muitos desses "traquejos" que infestam a nossa Nação, tais como 40 ministérios, placebo na saúde com a vinda de cubanos, falência da Petrobrás, bilhões do BNDES para amigos (exemplo: Eike Batista), transformar a nossa Força Aérea em frota de táxi aéreo gratuito para servir a amigos, estabelecer um enorme bolsismo para compra de votos, elevar a carga tributária, afagar governos bolivarianos com pesados custos para o Brasil, fazer discursos mentirosos fabricando culpados pelos fracassos do governo, etc. Depois de vê-lo defender a legalização da maconha, escrever no jornal que lamentava a prisão dos mensaleiros e mais essa estapafúrdia análise de Joaquim Barbosa, resta a nós, brasileiros, dizer ao ex-presidente a conhecida frase: por que não te calas, FHC?

 

Wilson Sanches Gomes sancheswil@hotmail.com

Curitiba

 

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TRAQUEJO DE MENOS

FHC disse que falta traquejo a Joaquim Barbosa para liderar País . Aprecio e respeito FHC, mas não concordo com sua colocação e pergunto: Lula tinha? Dilma tem? Talvez ele tenha dito isso porque seu candidato ao Planalto, neste ano, é Aécio Neves. Não procuramos um "salvador da Pátria", mas seria muito bom ter uma pessoa honesta na Presidência e que, como estadista, soubesse representar condignamente o nosso país. Pergunta final: quem, dos que hoje se apresentam, como candidatos, tem traquejo para isso?

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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DICA?

Sr. Fernando Henrique, sou sua fã, achei que o senhor fez o melhor governo para o Brasil, mas, por favor pense, antes de falar, não dê uma de Lula. Se o ministro Joaquim Barbosa não está preparado para assumir um cargo de presidente da República, o que me diz do sr. Tiririca como deputado federal e outros, como a Dilma, que antes de ser presidente nunca havia sido eleita para nenhum cargo público? Tenho certeza que precisamos de pessoas íntegras no governo federal e se o senhor deu uma dica para Barbosa ser vice do Aécio, está puxando a sardinha para o PSDB na certeza da vitória do seu partido. Não que o Aécio não tenha tarimba para isso, mas precisa ser mais humilde. O Brasil acordou!

 

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

 

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FHC x JOAQUIM BARBOSA

Por acaso FHC tinha algum traquejo para ser presidente do Brasil em 1995?!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

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SAMBAR NÃO DÓI

Vi fotos nas redes sociais do ministro Joaquim Barbosa sambando, todo serelepe, no Rio de Janeiro, na virada do ano. Excelente. Boa notícia. Sobretudo para o coitado do ministro, que sofre o diabo com dores na coluna, precisando muitas vezes trabalhar de pé no STF. Tomara que Barbosa aproveite a infalível receita da alegria e continue sambando pela vida e que mande finalmente as dores para o Presídio da Papuda.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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SEM NHENHENHÉM

Ministro Joaquim Barbosa: lição de moral, ética, civismo, cumprimento da lei, do seu dever, da ordem e da justiça, pela "primeira vez na História deste país". Sem nhenhenhém! "Joaquim Barbosa cai no samba do trabalhador no Rio", sim! Um dia antes FHC dissera que Joaquim Babosa não teria traquejo para a Presidência da República (rs.). Senhor FHC, o ministro Joaquim Barbosa não precisa ser demagogo, como o senhor fez quando candidato à Presidência da República, ao dizer que tinha um "pé na cozinha" (rs), ao insinuar-se "mestiço" para angariar votos dos negros e pardos. Na realidade o senhor tem o corpo inteiro na sala da "Casa Grande e Senzala" ("Batuque na cozinha sinhô num qué"! - ou melhor: o batuque da oposição cerrada que o senhor teve o senhor nunca quis). O ministro Joaquim Barbosa, sim, tem identidade de nascença com a maioria do povo brasileiro, sem qualquer artifício, armações, sem compadrio com quem quer que seja. Deu a maior lição de ética, moral, cumprimento da lei e da justiça pela primeira vez na História deste país. Que pena que seu mandato vai terminar. Que alguma entidade, OAB (já que o Congresso jamais cortaria o galho onde está sentado), entre com algum projeto de lei mudando o sistema de nomeações de certos ungidos politicamente e que pecam no artigo exigido pela Constituição: notório saber jurídico e, quiçá, até mesmo reputação ilibada. Proposta para debate: mudança no sistema de escolha de ministro para o Supremo Tribunal Federal. 1) Restabelecer na prática os artigos de notório saber jurídico e reputação ilibada, sob pena de ação popular de inconstitucionalidade e impeachment dos indicantes e dos nomeantes. 2) Que seus membros sejam eleitos pelo Conselho Nacional de Justiça. 3) Direito à reeleição por mais dois mandatos consecutivos. 4) Não se aposentar no meio do julgamento de um processo. 5) Não ter tido qualquer atuação política ou vínculo político-partidário. 6) Passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. 7) Não podem ser devedores, vestais ou fiéis escudeiros de governantes e políticos de plantão.

 

Sebastião C. Pereira jardins@oadministerador.com.br

São Paulo

 

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ESTADISTA

Parece que cada vez mais o ministro Joaquim Barbosa se firma como um "estadista" político, consegue mexer com a rataiada comunista do PT e do PSDB juntos. Qualquer um que lê pelo menos um jornal por dia sabe que o câncer político no País é comandado pelos socialistas comunista petistas e tucanos, em sociedade espúria com o coronelismo do "pudê". Joaquim Barbosa, apenas honrando seu cargo de ministro na Justiça, tem mostrado ser mais estadista do que os rebotalhos políticos que ainda pululam nos poleiros dos governos. O que se estranha é que o partidaço PMDB ainda não se tenha manifestado sobre Joaquim Barbosa candidato! Temos de fato "dois partidos" no País: comunista e coronelista, espalhados numa imensa gama de partidinhos de aluguel, que sem tabela de preços se vendem a quem pagar mais. Do jeito que estamos, temos de fato de votar em Genésio, mesmo que não seja Jesus. Claro que não sabemos de Barbosa como político, mas sabemos como homem que pelo menos procura ser honesto no seu trabalho, e isso é mais do que básico para qualquer governante que se preze. Caro Barbosa, se candidato, já tem um voto garantido, seja lá por que partideco for - porque no Brasil só há partidecos de aluguel, infelizmente. Até porque há a absoluta garantia de que o partido é apenas "forma legal" de candidatura. No governo, com certeza, também os partidos entrarão na "reforma legal" de partido ser algo confiável, e não o lixo que está aí. Quem sabe também uma Constituição de "estadistas" com projeto de Nação, e não de comunistas-coronelistas, como é essa peça inacabada da Constituição de 88, em que as leis... Ora, leis!

 

Ariovaldo Batista arioba06@jotmail.com

São Bernardo do Campo

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