Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2014 | 02h06

Superávit e credibilidade

Na sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou aos jornalistas, com cara de alívio, que o Brasil cumpriu a meta fiscal de 2013. O que atualmente é inevitável é o pensamento de todos, no mercado e fora dele, sobre as "mutretas" que o governo terá feito para atingir esse resultado. Sabemos que para melhorar a balança comercial em 2012 o governo tomou como exportadas plataformas petrolíferas que se encontram no Brasil e daqui nunca saíram, além disso, retardou em um ano o registro de importações de petróleo. O governo, por intermédio do secretário do Tesouro, Arno Augustin, tem feito um grande malabarismo nas contas públicas, com "maquiagem" de números, deixando de debitar ou creditar eventos, conforme as necessidades de "ajeitar" as contas. E aconteceu o que se temia: a presidente Dilma Rousseff está atingindo a mesma credibilidade em suas contas que Cristina Kirchner.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Meia-verdade

Meia-verdade é igual a meia-mentira, senão, vejamos: o ministro Mantega disse que o Brasil economizou R$ 2 bilhões a mais que a meta prevista em 2013. A considerar a total falta de investimento na infraestrutura do País, essa economia foi pífia, pois o investimento foi zero. Portanto, deveria ter sobrado muito mais do que R$ 2 bilhões.

JOÃO MENON

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

Falácia

Não entendi o que o ministro Mantega quis dizer com a economia de R$ 75 bilhões para rolagem da dívida interna do Brasil. Na minha aritmética, para quem deve R$ 2 trilhões, o custo anual a 10% (Selic) é de R$ 200 bilhões. Minha pergunta: pagaram o serviço da dívida ou não? Ou pagaram um pouquinho e empurraram o resto com a barriga?

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Desenvolvimento criativo

Felizmente, o poço é profundo e ainda não chegamos lá. De acordo com o governo, vamos vencer todos os desafios, pois nos últimos anos ele conseguiu resultados muito satisfatórios com transporte público, estradas, ferrovias, aeroportos, esportes (12 estádios), habitação, segurança, uma economia quase fantástica. Estamos vencendo a corrupção e, se a situação do País não é excelente, é por culpa da China, da Europa e, principalmente, dos EUA, com a sua espionagem. O túnel é comprido, mas a luz já está visível e vai chegar com ordem - e progresso -, principalmente se o PT vencer as eleições deste ano.

GREGÓRIO ZOLKO

gzolko@terra.com.br

São Paulo

ELEIÇÕES

Alianças

Com esses vetos para cá e para lá, como o de Marina Silva ao apoio do PSB à reeleição de Geraldo Alckmin, em São Paulo, a dita oposição vai acabar permitindo que Dilma seja reeleita. Quando chegará o dia em que os partidos que apoiam os dois mais importantes candidatos que concorrerão com Dilma pela Presidência da República vão entender que sem uma completa união, em todos os níveis e em todos os colégios eleitorais, não conseguirão derrotar a máquina governamental? Não existem alianças perfeitas, ideais, mas apenas alianças que visem ao objetivo comum de dar novos ares à política brasileira, que só será atingido com a saída do PT do governo. E essas alianças deverão ser concretizadas ainda no primeiro turno.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Bode expiatório

Se Dilma for reeleita, será pelos méritos de seu governo. Mas se perder a reeleição, será por seus erros na condução política e econômica do País. Entretanto, ela já achou um bode expiatório para este caso: a "guerra psicológica", técnica especializada em operacionalizar de forma sistemática a conquista do objetivo político de tirá-la do poder, com o emprego de ações visando a influenciar a maioria dos eleitores a votar contra ela no segundo turno da eleição presidencial.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

O que significa governar?

Enquanto governar significar "preparar-se" para campanhas eleitorais, continuaremos afundando como país, povo, pátria. Respiramos ainda... Até quando?

SILVIA MARIA PINHEIRO REZENDE

silviapr54@hotmail.com

São Paulo

Coalizões

Com a atual estrutura política, qualquer que seja o candidato eleito presidente em outubro, será impossível governar sem as tais coalizões com os 32 partidos existentes, e as consequentes "boquinhas", para acomodar todo mundo - de amigos partidários a cabos eleitorais e familiares de políticos. E mais: sem as tão esperadas reformas, que permanecem de lado infinitamente - como a política (voto distrital é muito melhor), a trabalhista (a que temos é da época de Getúlio Vargas), a tributária (a atual é complicada e onerosa), a previdenciária (deficitária e com benefícios irreais) -, tudo ficará igual ou pior do que a presente administração petista. Isto é, administração pública inchada, caríssima e ineficiente. Posso parecer pessimista, mas é o que penso.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Pelo voto facultativo

O voto obrigatório não é coisa de país de Primeiro Mundo. Dezenas de milhões de eleitores desprovidos de consciência cidadã irão às urnas este ano. Tiriricas, quadrilheiros e companhia poderão receber diploma de eleitos em 2015. O País não suporta mais tanta mediocridade e desonestidade juntas. Que Deus ilumine a cabeça dos que possam acabar com o voto obrigatório no Brasil. Caso contrário, que Ele tenha piedade de nós.

LINCOLN SCORSONI

lincoln-scorsoni@bol.com.br

São Paulo

Plebiscito

O voto facultativo libertará a população do pagamento de multas, da corrupção e de abusos, entre outras coisas. Além de contribuir para uma reforma político-eleitoral de acordo com os princípios democráticos do País. Como resultado haveria importante mobilização pela educação política e sua aplicação nas instituições escolares em âmbito nacional, em busca da politização. Sou a favor de um plebiscito sobre a aplicação ou não do voto facultativo, por uma democracia de verdade para os brasileiros.

FLÁVIO PORTO GOMES CAMACHO

fpcamacho@bol.com.br

Guarulhos

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ANIVERSÁRIO

Informa, distrai, ensina. Este é o "Estadão". Parabéns pelos 134 anos (de vida independente). Que venham outros mais.

Adriano J. B. V. de Azevedo

adrianojbv@uol.com.br

São Paulo

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139 ANOS

Parabéns a toda a equipe do "Estadão" e à família Mesquita pelo aniversário do jornal, que enfrentou com sucesso as grandes mudanças do País e do mundo e os consequentes desafios ao ao longo de seus 139 anos, o que incluiu o fim da escravatura, a vinda da República, dois períodos ditatoriais e o forte processo de crescimento populacional e urbanização do País, além de duas guerras mundiais. Confiamos que a empresa e o jornal tenham o mesmo sucesso no novo desafio que toda a mídia impressa no mundo passou a enfrentar com a revolução digital, a queda de publicidade e de leitores, o que exige uma cobertura cada vez mais diferenciada e de alta qualidade, certamente possível à excelente equipe de "O Estado de S. Paulo".

Mario Ernesto Humberg, presidente e consultor sênior da CL-A Comunicações

marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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DE EXCELENTES SERVIÇOS

A Academia Paulista de Letras Jurídicas cumprimenta os dirigentes , jornalistas e colaboradores do "Estadão", que aos 139 anos preserva a liberdade como um dos princípios que caracterizam o jornal fundado em 1875. Corajoso, equilibrado, informativo o "Estadão" é orgulho da imprensa brasileira. O jornalista José Maria Mayrink descreveu com objetividade e rigor histórico a saga do "Estadão".

Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente da Academia Paulista de Letras Jurídicas ruyaltenfelder@uol.com.br

São Paulo

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PELA DEMOCRACIA

Num país como o nosso, onde, infelizmente, a impunidade prevalece, poder festejar o aniversário um veículo de comunicação como o "Estadão", que completa incríveis 139 anos de existência, sempre com dignos serviços prestados à Nação, é motivo de júbilo para nós, admiradores e assinantes desse jornal. Porque também grande parte do conhecimento que acumulamos ao longo de nossa vida, do exercício da cidadania e massa crítica, devemos ao "Estadão". Viva a democracia! E toda família do Grupo Estado!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PARABÉNS AO ‘ESTADÃO’

Parabéns a vocês. Li ontem que há cem anos o "Estado" publicava: "‘Estado’ comemorava 39 anos, e veio orgulhar-se de ser o diário mais importante de quantos se publicam nos vinte Estados brasileiros". Já o era, é e sempre será o mais importante dos 26 Estados brasileiros, e muito provavelmente de toda a América do Sul. Parabéns mais uma vez.

Paulo Corrêa Leite

paulocleite@bol.com.br

São Bernardo do Campo

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LIBERDADE PARA OPINAR

Cumprimentos a todos que fazem de "O Estado de S. Paulo" realmente um excelente jornal. Uma indiscutível e inabalável trincheira da liberdade de expressão. São 139 anos servindo ao Brasil e à imprensa com destemor e isenção.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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IMPARCIALIDADE E INDEPENDÊNCIA

Como assinante há mais de 40 anos, admirador inconteste e leitor que se alimenta todas as manhãs com notícias imparciais, independentes, corajosas do mundo todo - e como disse o grande Ruy Barbosa, a imprensa é "a vista da Nação", que nos põe a par de bom e de ruim do que se passa no universo -, não posso deixar passar em brancas nuvens o dia 4 de janeiro de 2014 nem de cumprimentar, com o mais puro sentimento de respeito, pelo valor jornalístico e, principalmente, por sua notória e patriótica defesa do regime democrático de governo, o jornal do inesquecível Julio Mesquita (1862 -1927), "O Estado de S. Paulo", carinhosamente também chamado de "Estadão", pela passagem do aniversário dos seus profícuos 139 anos em defesa da liberdade - sagrado direito de as pessoas poderem exercer suas legítimas vontades e terem respeitada sua cidadania. Saúdo o "Estadão" com o brocardo jurídico que é seu lema: "Libertas est potestas faciendi id quod iure licet" - liberdade é o poder de fazer aquilo que o direito permite.

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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PARCIALIDADE PARTIDÁRIA

O "Estadão", fundado há 139 anos por um grupo de republicanos sem nenhum compromisso partidário, hoje não condiz com esses princípios, estando a serviço do PSDB, com uma postura parcial democrática. Sendo agressivo com todos os partidos políticos, quando se trata de corrupção é leniente e manso quanto às diabruras do PSDB. Vejamos: os ladrões do PT, que sabidamente desviaram R$ 75 milhões para financiamento de campanha política, foram condenados e presos pela pressão da Globo, com seu histórico ligado à ditadura, da revista "Veja", ligada à ditadura argentina, e depois importada na época da ditadura brasileira, e do "Estadão", o único meio de comunicação que, pelo seu histórico, não tem vínculos escusos e, portanto, com um dever maior com a moral e um compromisso histórico com a democracia. Infelizmente, o "Estadão" não está cumprindo o seu papel de informar com isenção. Percebemos que a informação quanto aos roubos do PSDB, mais antigos, maiores e mais graves, não são colocados com ênfase na primeira página, nem cobrados ou levados ao conhecimento da sociedade, como ocorre com os roubos dos outros partidos, incorrendo em falha, já que é dever de um jornal sério e com a responsabilidade histórica de preservar o bem público. O "Estadão" está em dívida com a sua história, deixando de ser um jornal democrático, rompendo com os princípios de seus fundadores e se tornando um jornal tendencioso e parcialmente democrático, censurando seus próprios leitores que por alguma razão não concordam com seus comentários e criticam seus editoriais. Bloqueando o espaço do leitor e restringindo a sua liberdade de expressão que tanto defende, o "Estadão" inicia sua incursão sem volta ao patamar de igualdade aos meios de comunicação do Brasil, onde a lisura, a decência e a moral não têm vez, diminuindo a esperança que sempre depositei como leitor, que agora se vai. É só observar o "Fórum dos Leitores", que se transformou em espaço dos eleitores do PSDB, onde pessoas isentas não têm vez. Vamos a alguns roubos do PSDB, a que o "Estadão" não dá as devidas cobranças e importância, como faz com os outros partidos. 1) Privatizações (PSDB): desvio de R$ 124 bilhões. 2) Compra de votos para a reeleição de FHC (PSDB), R$ 1 bilhão. 3) Mensalão mineiro (PSDB): valor ainda não divulgado. 4) Metrô de São Paulo (PSDB): estimado em R$ 1 bilhão - apesar de se estender por dois mandatos de Geraldo Alckmin, os jornais estão mais preocupados em preservá-lo do que investigar. Escrevo por desencargo de consciência e por desabafo, sabendo que a grande opinião pública ignora e desconhece os grandes ladrões deste país, que continuam e continuarão soltos e preservados pela mídia.

Carlyle Antonio Cunha

carlyle.cunha@uol.com.br

São Paulo

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INTEGRIDADE

Assinante e leitor assíduo desse jornal, não poderia deixar passar em branco esta data, quando o "Estadão" comemora mais um ano. Com a integridade comum de sempre, sem a parcialidade de outras empresas de comunicação, o "Estado" nos reserva um espaço especial, o "Fórum dos Leitores", onde podemos manifestar e conferir a realidade do pensamento do brasileiro.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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VERDADE E JUSTIÇA

Meus cumprimentos ao "Estadão" por mais um aniversário. São 139 anos de seriedade, retidão, postura independente e sempre ao lado da verdade e da justiça. Parabéns. Que continue assim, com a coluna dura, nunca se curvando a ninguém, que é como deve ser um Jornal, com J maiúsculo.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CENSURA

Há 1.559 dias o "Estadão" está sobre censura. São1559 dias sem notícias da Operação Boi Barrica. Será que continua alongada nos verdes campos do Maranhão?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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UM POUCO DE HISTÓRIA

No dia 4 de janeiro de 1975, no vão central das instalações em construção dentro de um complexo de 40 mil metros quadrados, foi realizada a Missa de Ação de Graças pelo centenário do nosso "Estadão". Oficiada pelo ex-senador monsenhor Benedito Calazans, a missa foi acompanhada pela Orquestra de Câmara de São Paulo e seu Madrigal, regidos por Olivier Toni, da qual participei como primeiro violino spalla. Nas várias fotos que acompanham reportagem de Salomão Schvartzman, nota-se a presença de ilustres personalidades, dentre os quais o governador Laudo Natel e dona Zilda, sentados a o lado dos casais Julio de Mesquita Neto, Luiz Vieira de Carvalho Mesquita e Ruy Mesquita. Ironia do destino, na reportagem da missa do centenário do Jornal que tem por lema "o ideal de viver num mundo sem violência e censura", constata-se também a presença, ainda sem o seu indefectível bigode, do senador José Sarney, pai de Fernando Sarney, responsável pela inconstitucional censura imposta ao "Estadão" em 31 de julho de 2009.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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‘A JUSTIÇA NÃO CUMPRE METAS’

Os nossos cumprimentos ao "Estado", que é o maior jornal do Brasil e está completando 139 anos, sem os cinco anos de censura imposta por Getúlio Vargas. A manchete deste jornal, no primeiro dia do ano de 2014, é estarrecedora, e nos dá a conta aproximada de como anda a Justiça no Brasil. Os tribunais deixaram de cumprir as metas do Conselho Nacional de Justiça e deixaram de julgar 52.618 casos que poderiam gerar prisões e fichas sujas. Essa falha sustenta e alimenta os crimes e a impunidade na administração pública, quando ocorrem os desvios de conduta, improbidade administrativa, de dinheiro público e de corrupção. Os nossos representantes foram eleitos com o nosso voto e a Justiça falhou. Que a imprensa sempre livre nos ajude a fiscalizar os Poderes do Estado.

Sinesio Müzel de Moura

sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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‘INSTITUIÇÃO EM FRANGALHOS’

Com os cumprimentos pelos 139 anos de sua fundação, o "Estadão" bem que poderia presentear-nos com a republicação do inesquecível editorial "Instituição em frangalhos", do dr. Julio de Mesquita Filho. Mesmo com o passar de algumas décadas, continua apropriado aos momentos que vivemos, em que a ideologia esquerdista tacanha, derrotada pela História, volta a interferir na administração, visando os necessários interesses nacionais.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CULTURA DE PAZ

A propósito do desalento demonstrado pelo eminente professor dr. Miguel Reale Júnior no artigo "Roteiros para a civilidade" (4/1, A2), desalento do qual participo, menciono as recentes iniciativas do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP), criado em 1894. Tivemos o privilégio de receber a doação das condecorações do ministro José Gregori, cuja contribuição à paz tem sido brilhante, único brasileiro condecorado pelas Nações Unidas pelo muito que tem feito pelos direitos humanos e pela cultura de paz. Essa temática tem ocupado maior espaço nesta entidade. Nos últimos dois anos, o IHGSP assinou o Acordo de Cooperação com a Universidade Federal do Estado de São Paulo e o Protocolo de Cooperação entre o IHGSP e a Faculdade Zumbi dos Palmares. Além disso, acaba de criar a Comissão de Direito do Acesso à Cultura, com a presença dos ministros José Gregori e Celso Lafer e do professor Dalmo Dallari. Criou também o Conselho da Cultura de Paz, cujos membros têm experiência prática em ações relacionadas à paz.

Nelly Martins Ferreira Candeias, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

nellycandeias@uol.com.br

São Paulo

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MALANDRAGEM NA FLORESTA

Para quem não teve essa experiência, posso afirmar que tive em rodovia bem próxima à cidade de Rondonópolis (MT). Quando cismam, os índios bloqueiam a estrada e pouco se incomodam com idosos, crianças e doentes que lá permanecem horas a fio até aparecer alguém, em geral, o pessoal da Polícia Federal, que lhes resolva o problema inventado. Em Humaitá, no sul da Amazonas, não é diferente o que acontece por lá. Cobram pedágios, usam e abusam da boa vontade de viajantes e a coisa não muda. Esses índios seria bom que trabalhassem, parassem com a cachaça e, se não, expulsá-los novamente para a floresta seria a melhor conduta. E que parem de perturbar quem trabalha. Quanto à Funai, sugiro que nossa presidente extinga esse órgão federal. Vai ter algum "barulho", mas logo, logo acaba.

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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ÔNIBUS QUEIMADOS NO MARANHÃO

Após a invasão pela Tropa de Choque no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, em 4/1, em represália facínoras incendiariam quatro ônibus em São Luís. Uma criança teve 90% do seu corpo queimado, nessa porcentagem de queimadura o estado dela é terminal. Mas, devido à nossa magnânima legislação, elaborada nos anos 40 do século passado e ainda em vigor, um assassino que tem a intenção de matar pega, no máximo, 30 anos de reclusão, contudo a criança vai morrer para sempre. O menos magnânimo Código de Direito Penal e as benevolentes leis de execuções penais estão muito mais preocupados com os direitos humanos do celerado que com a maioria ordeira da população, vítima constante desses crápulas. A esse respeito nosso Congresso é omisso, entra ano e sai ano e o nosso Código de Direito Penal e as leis de execuções penais continuam sendo estudado pelas comissões responsáveis. Prudentíssimos, os nossos parlamentares dizem que nada pode ser feito de afogadilho. Dizem que o novo ou remendado Código Penal tem de ser muito bem elaborado antes de ser levado à votação nos respectivos plenários. Pesquisa feita pelo próprio Senado em 2011 mostra exatamente o que 87% dos entrevistados desejam que os parlamentares façam em nome da maioria da população brasileira: que nossos congressistas deixem de lado a opinião dos eméritos criminólogos que defendem que a prisão tem um fim educativo a fim de que o condenado seja reeducado e, assim, possa voltar ao convívio da sociedade como um cidadão regenerado e produtivo, seus crimes devem ser esquecidos. Congressistas, deixem de lado esses pareceres de professores criminalista e atendam ao o povo que os elegeu. Parlamentares, por favor, releiam toda a pesquisa e façam o que o seu eleitor quer, se querem ser reeleitos.

José Carlos de Castro Rios

jc.rios@globo.com

São Paulo

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O CRIME MAIS UMA VEZ MOSTRA SUA ORGANIZAÇÃO

Enquanto nosso Estado se mostra cada vez mais frágil, seja pela má gestão do dinheiro público, seja pela má administração em todos os sentidos, o crime organizado, agora no Maranhão, dá mostra de sua potência, de dentro dos presídios de segurança máxima do PT! Mandam ordens para aniquilar covardemente a população, até crianças. A ação das autoridades retaliando em nada se compara à crueldade dos bandidos. Mais uma vez, nossos políticos fizeram leis brandas demais para criminosos, daí assistirmos cada dia a mais violência. Onde vamos parar? No fundo do abismo já estamos. Com essa classe de políticos dominante, que só pensa em benesses, vantagens pecuniárias, fica difícil esperar leis duras para diminuir a onda de crimes hediondos. Cadê a ministra dos Direitos Humanos? Teria ela viajado ao Maranhão para dar suporte aos familiares atingidos? Ou só faz isso com os familiares dos bandidos quando morrem?

Julio Jose de Melo

julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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GUERRA PSICOLÓGICA OU DE NERVOS?

Em mais um de seus inúmeros pronunciamentos via TV com custo de R$ 90 mil, a presidente Dilma leu de novo algo escrito pelos seus marqueteiros, que criam situações inexistentes. Desta vez ela denunciou uma "guerra psicológica" de alguns setores contra seu governo. Diz que eles criam uma "desconfiança injustificada" na economia quando criticam o lento andamento do setor no Brasil, particularmente nos últimos três anos. Mas a verdade é que a inflação continua ameaçando, os juros foram elevados, o receio de novos investimentos cresce entre os grandes empresários, ações impróprias vão sendo criadas e as previsões não são promissoras como deveriam ser num país repleto de recursos e condições de se tornar o principal dos chamados emergentes. Temos um bom exemplo vizinho, o Chile, que cresce sempre em torno de 4,5 % do PIB, e um mau, a Argentina, que afunda com descontrole da inflação, queda na produção e exportação, além da insistência em bloquear a imprensa livre. Em artigo no "Estadão" o jornalista José Nêumanne (1.º/1, A2) fez interessante comentário sobre a função governamental. Comenta o total descontrole em presídios no Maranhão. O conselho Nacional de Justiça (CNJ) já contou 60 cadáveres. A Organização dos Estados Americanos (OEA) cobrou ação imediata dos governos estadual e federal. Ninguém respondeu. O ofício foi para o ministro da Justiça, que disse não ser problema dele e encaminhou para a Secretaria dos Direitos Humanos, cuja titular mandou de volta para o ministro dizendo: "Não é comigo". E a tragédia continua. Quando forçados a dizer algo, as maiores autoridades se valem da criação lulista: "não vi, não ouvi, não falei"... Com pouco interesse dos eleitores sobre a real situação do País, a vitória estará garantida em outubro. Faltam mais seriedade e responsabilidade de nossos governantes. Tais pronunciamentos deveriam ser mais cuidadosamente escritos para não termos novas decepções.

Plínio Zabeu

pzabeu@uol.com.br

Americana

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SERÁ QUE O BRASIL RESISTE?

Já foi dito que o governo do PT não fala fino com Washington nem fala grosso com Bolívia e Paraguai. Fala de igual para igual. E que por isso era respeitado no mundo inteiro (sic). Mas agora que escuta calado e, quando fala, fala fino com Argentina, Venezuela, Cuba, Bolívia, Fifa e tantos outros, continua respeitado?

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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FÉRIAS DE DILMA

Urgente! Dilma em férias na praia, tirem as crianças da sala!

Celia Henriques Guercio Rodrigues

celitar@hotmail.com

Avaré

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DÚVIDA CRUEL

Satélite da norte-americana NSA flagrou dona Dilma, deitada de costas nas areias da praia de Inema, na base naval de Aratu, batendo papo, descontraído, com possíveis assessores. Pela leitura labial, técnicos em espionagem conseguiram distinguir, mais ou menos, duas palavras consideradas chave: man-tei-ga e pi-men-ta. Analistas que ainda tropeçam nas nuances da língua portuguesa ficaram em dúvida se a presidenta está mandando retirar alguns produtos vencidos da sua despensa ou alguns ministros do seu ministério.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DILMA E MUJICA

Inevitável não comparar a vida pregressa dos presidentes José Mujica, do Uruguai, e Dilma Rousseff, do Brasil, visto terem em comum praticamente a mesma idade, terem sido guerrilheiros contrários à ditadura, sofrido torturas e ficado encarcerados por lutarem em defesa da democracia - ressaltando que Mujica passou 14 anos encarcerado e Dilma, quase 3 anos. Infelizmente, os dois presidentes só têm um passado em comum, visto que a presidenta do Brasil está finalizando seu mandato com uma administração medíocre, desprovida de controles econômicos, fiscais ou humanitários. O Brasil tem uma população carcerária de meio milhão de pessoas e o governo tem como diretriz a manutenção da alimentação, de médicos e das bolsas para as pessoas necessitadas garantirem os votos nas próximas eleições. Em outro viés, José Mujica já está sendo indicado ao Prêmio Nobel da Paz por promover uma política de redução de danos das drogas, continuar morando numa modesta propriedade rural nos arredores de Montevidéu, utilizar um Fusca dos anos 1960, comendo em pizzarias de bairro, doando 90% de seu salário a causas populares, entre inúmeras ações concretas e benéficas à coletividade. A sociedade brasileira anseia por reformas urgentes para minimizar o caos e até salvar o mandato de Dilma do completo ostracismo.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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PÉ NO CHÃO

O presidente uruguaio não é ousado, é apenas pé no chão. Está vendo uma fonte de renda que sustenta os cocaleiros seus colegas da Bolívia, sustenta as Farc, comunistas como ele, também dá uma mãozinha para os governos do Peru e do Equador, e está apenas "apostando" no negócio da maconha, como qualquer executivo da era capitalista. No caso do Brasil, os executivos dos governos ainda são da era sindicalista!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CONSUMO ‘RECREATIVO’ DE MACONHA

O Uruguai resolveu, com o patrocínio do presidente da República, colocar a maconha no nível de um vício tolerável. O Estado do Colorado, nos EUA, vem de permitir o consumo "recreativo", admitindo a venda legal do produto. Ora, a campanha contra o tabagismo ganhou o mundo por causa das consequências nefastas para os pulmões - enfisema, câncer e outros males. As campanhas antifumo que grassaram pelo mundo parece que surtiram efeito, uma vez que a proibição de fumar em ambientes fechados pegou, o que fez reduzir o consumo do tabaco e estimulou muita gente a parar de fumar. Essa vitória contra o tabaco (nicotina) parece que não está estimulando os políticos pois, na contramão, querem liberalizar e admitem o consumo "recreativo" da maconha. E o pulmão? E o coração? E o estômago? Em face do consumo da maconha, não estão esses órgãos sujeitos às doenças malignas próprias do tabaco? É indiscutível que a maconha não cai bem em quem seja portador de distúrbio psíquico. Há aí uma atitude contraditória. Ou será que o que interessa é a arrecadação tributária que a venda da nova mercadoria representa? A estimativa (por baixo certamente) da arrecadação de tributos atingirá a cifra de US$ 578 milhões por ano. Essa é a preocupação?

Pedro Luís de Campos vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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FINANCIAMENTO

Mais uma desse governo PT-lulista irresponsável, corrupto e oportunista, que resolveu financiar um porto de águas profundas para o Uruguai, conforme declaração de seu presidente, José Mujica. Qual será o interesse do Brasil em tal financiamento? Ou será que os interesses são particulares dos envolvidos nessa maracutaia? Enquanto isso, nossa saúde, nossa educação, nossos transportes e nossa segurança agonizam.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTO DO VIGÁRIO

"Fizemos uma política de transferência de renda", parte da declaração da presidente Dilma Rousseff no café com jornalistas em 29/12, em que realmente podemos acreditar piamente. Há tempos que isso vem ocorrendo na forma acintosa de recolhimento de impostos. De 1.º/1/2013 até agora recolhemos ao fisco, conforme Impostômetro, quase R$ 1,7 trilhão em emolumentos. A maior carga tributária do mundo. Transferimos essa vultosa quantia para o governo e não temos nada em troca, a não serem promessas eleitoreiras e oportunistas de melhorias sociais. Um verdadeiro conto do vigário.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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TUDO COMO DANTES

Terminou o ano de 2013 e a desordem política avançou ainda mais. A histórica corrupção aumentou a níveis estratosféricos, continuando a ser a nossa maldição incontornável, já fazendo parte da nossa "cultura", ou melhor, da nossa falta de cultura. Está tão entranhada entre nós, principalmente entre os políticos, que parece impossível nos livrarmos dela, ou mesmo diminuí-la. E um dos seus pontos mais altos foi a construção de Brasília, dita para desenvolver o interior, mas que, se bem observarmos, depois de mais de 50 anos de sua inauguração, lá não há nenhuma empresa nacional de produção significativa, exceto a da corrupção. Na realidade, ela foi construída para afastar os políticos dos grandes centros populacionais, pois se as maracutaias que lá ocorrem ocorressem na antiga capital, o Rio de Janeiro, ou em São Paulo, ou mesmo em outra grande metrópole nacional, sem nenhuma dúvida já teríamos tido reações populares muito mais violentas do que as recentes, "abafadas" pelos black blocs, estes, claro, a serviço dos que não as querem, os poderosos do momento, a não ser as que lhes sejam favoráveis, como foram outras no passado as Diretas-Já, o "Fora Collor", etc.

Nilton de Freitas Guimarães

nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

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PALAVRAS AO VENTO

Após 12 anos no poder os petistas, em sua maioria, jogam palavras ao vento em suas afirmações e promessas sem o menor pejo. Em setembro Lula afirmou categoricamente, em relação ao mensalão: "Qualquer que seja o resultado (do julgamento), eu vou ter muita coisa para falar" - mesmo que tenha dito anteriormente, em alto e bom som, que "não sabia de nada". Já estamos em 2014, muito já foi provado da existência do mensalão, vários já foram presos, inclusive grandes companheiros do ex-presidente, e ele permanece mudo fugindo da imprensa. Dilma e Lula fazem de conta que os mensaleiros não lhes "pertencem".

Leila E. Leitão

São Paulo

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TRAQUEJO COM A HONESTIDADE

Não arrisco dizer que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, não tem traquejo político para dirigir o País, como fez FHC, tampouco afirmar que votaria nele para o cargo. Mas é uma covardia alguns duvidarem de sua lisura e correção só por causa do apartamento de Miami, aliás, declarado perfeitamente à Receita Federal e conquistado ao longo de sua brilhante carreira de professor, juiz, etc. Uma coisa é uma coisa... Se estão com medo de tê-lo como inimigo nas urnas ou pelo que vem fazendo contra os condenados pelo mensalão, pelo menos que aceitem suas conquistas vindas do trabalho, e não das patifarias e do submundo da política, como muitos detentores de cargos públicos por aí.

João Direnna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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HOME OFFICE

Excelente a proposta do novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), José Roberto Nalini, no sentido de que os servidores do Judiciário trabalhem alguns dias em casa. Com efeito, precisamo-nos livrar da era do trabalho de chumbo, ou, como diz o eminente desembargador, os funcionários não trabalham com os pés amarrados em determinado local. Esse é o futuro laboral pós-moderno, não apenas no TJSP. É óbvio que tudo será convenientemente regulado, para que a medida não importe em nenhum prejuízo no atendimento aos advogados, às partes e à celeridade dos processos, posto que o escopo é justamente o contrário. Exemplo para que empresários pensem na cama. Uma cidade descongestionada agradeceria. E até mesmo nosso mal avaliado alcaide, Fernando Haddad.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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