Fórum dos Leitores

COPA DO MUNDO

O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2014 | 02h06

Puxão de orelha

O governo brasileiro, que se diz o melhor de todos os tempos, levou um puxão de orelha do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Quando há sete anos o ex-presidente Lula, o do "nunca antes neste país", se empenhou e conseguiu trazer a Copa do Mundo de 2014 para o Brasil, comemorou seu feito com desmedida alegria. Pois agora o dirigente máximo daquela entidade disse que nunca uma preparação para a Copa sofreu tanto atraso. Lembremo-nos de que Blatter declarou anteriormente que a Copa de 2014 será a mais rentável para a Fifa. E para o Brasil e seu povo? Claro que não. A exemplo do que ocorreu na África do Sul, decorridos os 30 dias da duração do torneio, vão restar-nos vários elefantes brancos espalhados por cidades cujos jogos locais utilizarão uma parcela mínima de sua capacidade. E apesar de vários desmentidos de autoridades federais, estaduais e municipais, a construção dos estádios "padrão Fifa" absorveu muito dinheiro público, para gáudio da organizadora do campeonato. Tenho para mim que um país que tem uma das maiores economias do mundo, com a grandeza de seu território e de sua população laboriosa, não poderia passar por vexame de tal magnitude. E para quê? Por um torneio de futebol? Blatter está desempenhando o papel dele, quem não cumpriu suas obrigações foram os que comandam este país há 12 anos e decidiram que o melhor seria dar pão e circo ao nosso povo, numa versão moderna dos imperadores romanos.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Socorro!

Um país que deixa sem água, até para beber, as cidades praianas mais frequentadas do Estado mais poderoso da Nação pode dar-se ao luxo de torrar bilhões para sediar a Copa do Mundo?!

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@terra.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Tudo pelo poder

Lendo o magnífico editorial Fazendo o diabo (5/1, A3) ficamos indignados com a forma como o PT e a presidente Dilma Rousseff vão urdir manobras para sedimentar de vez a permanência da sigla no poder, nas eleições de outubro. A pretensa reforma ministerial que Dilma vai pôr em prática só terá ministros de partidos da base aliada e, como consequência, o partido do governo, o PT, terá mais tempo de propaganda na TV, como muito bem ilustra o editorial. Fica claro, então, que os critérios políticos terão prevalência absoluta na escolha dos futuros ministros. Em segundo plano ficam a competência, a idoneidade e outros requisitos fundamentais necessários ao adequado exercício da função. Essa obsessão pelo poder causa enormes prejuízos à Nação, uma vez que a administração pública fica em mãos de gestores incapazes para tão importante função.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Fazendo o diabo

Quem se propõe a governar um país deve olhar as necessidades desse país e de todos os que nele vivem, tomando as decisões olhando para o geral. Se essa ideia é verdadeira, então governar para se manter no poder, utilizando os meios legais para nele se perpetuar, fazendo do poder um fim em si mesmo, e não um meio de buscar o crescimento social, e individual, torna ilegítimos os ocupantes do poder, e essa ideia é contrária ao Estado de Direito, que está fundada no requisito de legitimidade dos ocupantes do poder.

FABIO FERRAZ MARQUES

oibafzarrefseuqram@gmail.com

São Paulo

Troca de sinais

Dilma sempre fez o diabo por seus ideais. Na juventude, o ideal era "salvar o País ainda que se perca a vida". Agora é "manter o poder ainda que se destrua o País".

CÉSAR F. MARTINS GARCIA

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

Sinuca

Ontem, Dia de Reis, os reis da política anacrônica começaram a se movimentar para o próximo Natal. Ou melhor, para outubro, mês de eleições. Sem nenhum pudor, o ministro da Saúde (Alexandre Padilha) admitiu que até já se mudou para São Paulo, onde concorrerá ao governo do Estado, deixando explícito que é preciso trabalhar desde já. Quanta energia...! É como se dissesse: "A saúde? Ah, deixa lá em Brasília. Os que ficaram com o abacaxi na mão que o descasquem. Estou indo para onde só espero encontrar morangos". Tem mais gente nessa busca por outros pomares. Muitos dos colegas de palácios brasilienses "padrão Fifa" do ministro também deixarão o trono, as responsabilidades, o comprometimento com o cargo, para tentarem arrumar uma boquinha em seus Estados, nas urnas. Assim, ressurge, como em todo ano eleitoral, a constatação amarga de que cargo público, com altos salários e responsabilidades mais altas ainda, são trampolins para benesses mais rechonchudas, como um cargo eletivo. Sinuca. Quando não é ficha-suja, o agente público peca pela falta de cumplicidade, mas não com o governo. Este, preso a interesses escusos que o ajudaram a chegar ao poder, consente na debandada, desde que os "desertores" façam campanha pró-governo em suas bases. A falta de cumplicidade é com a população. Ou alguém acha que uma simples troca de comando é apenas uma simples troca de comando? Quando muda o motorista, a aceleração, ou o freio, ou os dois juntos mudam. E quem está na carroceria que se segure. Segura, povão!

DANIEL LEITE ANDRADE

dlandrade@gmail.com

Lorena

GESTÃO HADDAD

A fúria do prefeito

A resposta do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, à acertada decisão do Supremo Tribunal Federal de vetar seu ambicioso projeto de elevação da taxa de IPTU para os munícipes paulistanos revelou-se neste início de 2014 revestida de fúria. Foi com ares de deboche que o prefeito, que já ganhou a alcunha de Malddad, pela inescrupulosa e maldosa proposta de aumento de até 35% no imposto para imóveis comerciais, afirmou ontem que "tem muita gente desentendida falando de finanças públicas e que estes deveriam estudar um pouco mais finanças públicas antes de se aventurar a falar do que não compreendem". Para completar sua vingança, o sr. Fernando Malvadeza prometeu que até o final de janeiro a Prefeitura vai definir cortes de investimentos na cidade. "O maior prejuízo não é o valor que deixa de ser arrecadado. O maior prejuízo é o que deixará de vir da União por falta de contrapartida municipal", ironizou. Assim, os mais de 10 milhões de paulistanos que aguardem: já que o prefeito foi vetado na sua ânsia de arrecadar impostos, rapidamente encontrou outra forma de descontar na população toda a sua fúria.

EMANUEL ANGELO NASCIMENTO

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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‘ESTADÃO’, 139 ANOS

Cumprimento os diretores, jornalistas e demais colaboradores que fazem do jornal "O Estado de S. Paulo" uma das mais expressivas e competentes publicações brasileiras. Um jornalismo vibrante e ético, conduzido por valores nobres inalienáveis, como a liberdade de expressão, elemento essencial para as sociedades democráticas. Longa vida à liberdade, longa vida ao "Estadão"!

Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente nacional da OAB

lauro.rocha@oab.org.br

Brasília

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OS 139 ANOS DO ‘ESTADÃO’

Fundado em 1875, em 4 de janeiro, por um grupo de republicanos, o "Estadão" desconsidera 5 anos em que esteve sob a censura de Getúlio Vargas. Mas em toda a sua existência tem marca registrada: a defesa intransigente da liberdade, tendo sofrido inúmeras perseguições políticas, e seus dirigentes exilados e apenados injustamente pelas figuras de domínio político de plantão. Entretanto, nada impediu que continuasse sua trajetória editorial e suas realizações de apresentação física, formatadas sempre para o acompanhamento da modernidade, da mesma forma que proporcionou aos seus leitores e assinantes, em 2013, produtos digitais nos aparelhos móveis. Assim, o aniversariante é um vetusto, temido e respeitado órgão de imprensa, sempre aclamado como um dos maiores do planeta, porque sabe atualizar-se, cumprindo sua trajetória de homenagear diuturnamente a liberdade e a democracia contra todos que desejarem tripudiar sobre elas. Nossos cumprimentos a todos quantos fazem e refazem o grande jornal.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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POLITIZAÇÃO

A imprensa representada por um jornal diário tem um papel por demais importante não apenas para a informação, mas, sobretudo, para estimular a politização. Que no caso do "Estadão" não se limita a um município, vai muito além. E os 139 anos, desde sua fundação, têm muita história, que vão do apoio a determinados sistemas políticos à repressão que sofreu e ainda sofre. Mas a censura mais importante por certo é a do leitor, de quem tem opinião, de quem busca uma sociedade onde todos possam se manifestar. Daí a conclusão de que, concordando ou não com o direcionamento editorial, temos de mandar parabéns a todos os que de alguma forma colocam o "Estadão" nas bancas a cada dia.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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IRRESPONSABILIDADE FISCAL

A matéria do "Estado" de domingo (5/1) dando conta de que 92% dos municípios brasileiros gastam mais do que arrecadam dá a dimensão dos desajustes das contas dos municípios. A gastança implica déficits a serem cobertos por Estados ou pela União e é uma das principais - senão a principal - razões da inflação que corrói nossas economias. E pensar que poderia ser ainda pior, caso FHC não tivesse promulgado a Lei de Responsabilidade Fiscal, que contou com feroz oposição do Partido dos Trabalhadores (PT). Os municípios acostumaram-se à cultura do empreguismo e a contratar sem lastro, contando com os generosos repasses salvadores da União. O dinheiro, infelizmente, como a TV tem mostrado, se esvai pelos descaminhos e, ao fim, sobra pouco para os nobres fins a que seriam destinados. Tal situação, por incrível que pareça, favorece os ditos "representantes do povo", que vivem de emendas sempre de olho nas "bases" e nas urnas. É um círculo vicioso; um balaio de gatos! A verdade é que a irresponsabilidade fiscal é a mãe de todas as mazelas brasileiras e precisaria ser enfrentada por um verdadeiro estadista, que não se vislumbra no cenário político e eleitoral.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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FAZENDO AS CONTAS

Leio no "Estadão" que 92% dos municípios brasileiros gastam mais (muito mais) do que arrecadam. Chamem o Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional, que ele resolve o problema: uma plataforma de petróleo exportada ficticiamente aqui, uma antecipação de receitas ali, uma outra enganação acolá, logo se inverte a coisa e 92% dos municípios fecham as contas.

Luiz Henrique Penchiari

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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MUNICÍPIOS DE CHAPÉU NA MÃO

A constatação de que só 417 (ou 8%) dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam com a própria manutenção é vergonhosa e exige providências. Esses lugares jamais deveriam ter sido elevados de distrito a município. A emancipação só serviu para a criação dos cargos de prefeito, vice-prefeito, vereadores, diretores e chefes de serviços municipais. Toda essa casta não existiria (nem sangraria o erário) se as localidades continuassem como distritos agregados aos seus municípios-base. Apenas uns poucos servidores dariam conta de tudo, e os recursos, já escassos, poderiam ser aplicados integralmente em saúde, educação, trabalho e outros serviços de interesse da população. Essa casta de dirigentes municipais de chapéu na mão hoje sustenta os currais eleitorais de caciques parlamentares que, por suas vezes, vendem os seus votos na constituição das maiorias que os governos precisam para aprovar suas leis nas Assembleias Estaduais e na Câmara dos Deputados. O Brasil precisa mudar seu jeito de constituir e manter os governos. Não dá mais para os que ganham as eleições, logo no dia seguinte, saírem comprando os derrotados através de cargos e benesses pagos com o dinheiro do povo. Quanto aos municípios deficitários, o bom seria apoiá-los para que se enquadrem e, passado um prazo, se isso não vier a ocorrer, retorná-los à condição de distrito, de onde nunca deveriam ter saído...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NO LIMITE

Só 8% dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam ("Estadão", 5/1, B1). Só resta saber até quando a Pátria Amada vai aquentar...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O PRIVILÉGIO DA UNIÃO

Os municípios brasileiros gastam mais do que arrecadam (ou "têm gastos públicos maiores do que o que sua economia gera"). Em "O Estado de S. Paulo": "Só 8% dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam" (5/1). Por que isso ocorre? Porque o sistema brasileiro privilegia a União como principal entidade de arrecadação: a União arrecada para depois dividir uma partezinha do que arrecadou. Por isso é que a União pode, através do BNDES, financiar obras no exterior como a reforma/construção de um porto cubano - dinheiro que poderia ser aplicado para facilitar a administração em muitos municípios brasileiros, melhorando a vida dos munícipes. O drama municipal começa por aí.

Pedro Luís de Campos Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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SAÍDA

Os números sobre os gastos dos municípios brasileiros são tão terríveis que só podemos pensar que não há como este país melhorar e chegar à situação de mundo civilizado continuando o método político, a falta total de educação e o faz de conta dos governantes. O que nos mostra a reportagem das páginas seguintes sobre Detroit é que não há almoço grátis. E é bom avisar a população que vota mal de que não temos escapatória. A ocinha que pensa que as vacinas são grátis é desinformada, os que ganham Bolsa Família e nada fazem para sair dela são uns suicidas. Não há como escapar, o Brasil só terá jeito se tivermos alguém com muita coragem para mexer nisso tudo. E não parece haver ninguém que queira se arriscar a ser aquele que mudará tudo. Pena, só a porta de saída (aeroporto) é o que nos resta.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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FUSÃO

É preocupante que 92% das cidades brasileiras gastem mais do que arrecadam e funcionem no vermelho. Apenas 8% dos municípios do País têm arrecadação superior aos seus gastos. A situação é ainda mais complicada nas Regiões Norte e Nordeste, menos desenvolvidas e com menor atividade econômica. O Brasil precisa reduzir as desigualdades regionais e, acima de tudo, ter nos seus municípios uma administração pública mais racional, eficiente, competente, que preste bons serviços públicos á população local e que tenha equilíbrio nas contas públicas, que não devem ser deficitárias. Municípios inviáveis economicamente deveriam se fundir a outros, reduzindo despesas desnecessárias com credores, servidores, etc., como recentemente ocorreu com sucesso na Itália.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL, RALO DO DESPERDÍCIO

É constrangedor saber que apenas 8% dos 5.292 municípios brasileiros pesquisados (de um total de 5.565) têm arrecadação autossuficiente para manter os serviços básicos para população, e ainda capacidade para investir em infraestrutura, como atesta a matéria do "Estadão" (5/1). Essa anomalia causada pela estúpida emancipação de municípios foi promovida pela nossa reconhecida e irresponsável classe política brasileira, que sem critérios técnicos que justificassem sua viabilidade criaram, desde 1985, 1.463 novas cidades. Ou seja, uma perfeita demonstração que legislam sempre em causa própria, entupindo esta Nação, com centenas de novos prefeitos, milhares de vereadores, e cargos de confiança para orgia destes que jamais demonstraram compromisso com o País. Em 1940 do século passado, apenas 2% dos municípios tinham até 5 mil habitantes, e 54,5% com população até 20 mil. No ano 2000, esses índices subiram respectivamente para 24,1% e 72,94%. O que nos dá a certeza de que um dos ralos mais perniciosos da má aplicação dos recursos públicos no Brasil vem da necessidade imperiosa de sustentar esses municípios nanicos que não arrecadam o suficiente para suas despesas básicas. E ainda seus administradores relapsos, e muitos ainda safados, se enriquecem com as facilidades do poder, desviando até verbas da merenda escolar, distribuindo a rodo para seus camaradas não pobres, o Bolsa Família, etc., etc. Lógico que existem as exceções, em que alguns poucos municípios no País por abrigarem boa produção agrícola, e até empresas de médio, e grande porte, tem na sua arrecadação o suficiente para não ficar de pires nas mãos perante o governo federal. Mas a maioria é deficitária. Se empresas fossem, já teriam falidos a tempo. Porém, existe uma solução: a de readequar os tais municípios para um mínimo 30 mil habitantes. Com isso provavelmente mais de mil prefeitos seriam banidos, além de 25 a 30 mil vereadores, e no mínimo de 250 mil cargos de confiança. Ou seja, se economizaria de bilhões de reais, que viria desta revolução a favor de mais respeito aos recursos dos contribuintes, talvez até o suficiente para garantir um superávit primário, sem traquinagens como infelizmente faz o PT, de 3,1% a 4% do PIB... Que maravilha! Bem, o caro leitor deve estar dizendo que sou um sonhador. E com muita razão. Porque, como acreditar nesta classe política tupiniquim que não somente lhe falta coragem, mas, principalmente vocação republicana? E o governo petista, como já demonstrou com o seu mensalão, jamais em tempo algum defenderia esta humilde sugestão, porque eliminaria as facilidades do poder de seus camaradas e aliados... Só resta então ao povo brasileiro utilizar as ruas e avenidas deste país, como é a sua prerrogativa, exigindo do Congresso, em rito de urgência, essa reformulação dos municípios citadas acima, e impedir de uma vez por todas que esse ralo do desperdício (dentre tantos outros...) inviabilize a Nação!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ECONOMIA NO TJ-SP

O desembargador José Renato Nalini, novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), decretou o fim da papelada na rotina da Corte. Ele decretou o uso exclusivo da comunicação eletrônica - inclusive para cumprimentos e convites. Até os cartões de Natal e de aniversário estão vetados no papel. Providência tardia, mas antes tarde do que nunca. Tal medida deveria ser copiada em todos os serviços públicos, pois com a chegada da internet há tempos que enviar cartões e outras correspondências como consideradas supérfluas caíram de moda. E o planeta será o primeiro a agradecer. Como um síndico que procura cortar pequenos gastos, o novo presidente do TJ-SP poderá avançar na economia de sua pasta e, ao final de seu mandato, exibir um levantamento sobre a economia gerada somente com esse pequeno gesto, colocando os funcionários nas devidas funções e, assim, ser rico em apurar desvios de dinheiro público, já que ele disse: "Somos pobres em apurar o custo de se imprimir cartões de festas".

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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UM EXEMPLO A SEGUIR

O desembargador José Renato Nalini merece toda nossa atenção pelas medidas inovadoras que tem tomado desde que assumiu o cargo de presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Já foram noticiadas, entre outras: suspender as reformas no prédio, estudar a possibilidade de os funcionários trabalharem alguns dias em suas casas e, agora, "fim dos cartões de Natal". São ideias de quem é capaz de liderar mudanças significativas, começando pelas mais simples. Em geral, numa empresa são feitas inúmeras reuniões, escritas centenas de propostas e tudo morre depois, na pressão do dia a dia. Seu exemplo precisa chegar até as escolas do Brasil, onde o desperdício e a falta de ideias novas, originais, criativas, estão na base de muitas das nossas dificuldades nessa área. As ideias do presidente do TJ já estiveram nas primeiras páginas do "Estadão", agora são notícia na página seis. Esperamos que não desapareçam das pautas.

Sylvia Figueiredo Gouvêa, membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo sylvia.gouvea@uol.com.br

São Paulo

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‘UMA SOLUÇÃO ACIMA DA LEI’

Oportuníssima e criteriosa a manifestação do editorial deste jornal "Uma solução acima da lei", edição de 4/1/2014 (página A3), diante da estarrecedora proposta do PL 863/2013 que estabelece parâmetros específicos para a instalação, reforma e regularização de equipamentos públicos de educação, saúde e assistência social em qualquer bairro da cidade abrindo mão da exigência e do atendimento dos mais comezinhos índices urbanísticos, propondo um "liberou-geral" inaceitável, temerário e - sobretudo - inconstitucional. O Art. 182 da Constituição federal diz que a "política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes". Este PL demonstra o despreparo da administração ao enfrentar o problema da provisão de creches e outros equipamentos públicos - absolutamente necessários para dotar a cidade destes serviços essenciais -, bem como da dificuldade de entender que qualquer uso a ser instalado no tecido urbano tem consequências que precisam ser previamente equacionadas sob pena de transformar esta parcamente planejada metrópole no caos absoluto.

Lucila Lacreta, arquiteta urbanista

lucilalacreta@yahoo.com.br

São Paulo

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PROTEÇÃO AMBIENTAL

É lícito supor que o projeto de lei sobre plano de introdução de equipamentos de saúde, educação e assistência social, na Capital, reconhecidamente necessários, esteja a seguir princípio de ação governamental de manutenção do equilíbrio ecológico, considerado o meio ambiente como um patrimônio público, como dispõem a lei federal que estabelece a política nacional referente a esse direito e à própria Constituição da República. Do contrário, as instituições legitimadas para a sua defesa poderão exigir, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação, estudo prévio de impacto ambiental, sem prejuízo de também poder vir a fazê-lo o próprio cidadão, diretamente, por meio de ação popular. Espaços protegidos estão sujeitos a sofrer alteração e até mesmo supressão, por meio de lei, mas a Constituição veda "qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção".

José Geraldo de Jacobina Rabello

jacobrabello@hotmail.com

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Muito feliz o título "Uma solução acima da lei" e muito mais feliz o texto - abrangente, explicativo, de fácil entendimento e extremamente fiel à realidade dos fatos. É a única voz que se levantou sobre o PL 01-00863/2013/Exec, enviado pelo ocupante da cadeira de prefeito de nossa cidade de São Paulo no momento à Câmara Municipal para análise e aprovação. Nossa cidade de São Paulo não merece ter seu urbanismo traçado com esta incompetência. E a pergunta: por que mexer em 4% do território, 4% estes que funcionam como pulmão verde da cidade, regulador da temperatura e oásis de tranquilidade?

Pedro Ernesto Francisco Py

pedro_py@uol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA NO MARANHÃO

É muito cômodo atribuir a violência nos presídios de São Luís do Maranhão à luta entre duas facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas na cidade e isentar a governadora Roseana Sarney de qualquer responsabilidade. A barbárie dentro do presídio de Pedrinhas não é novidade, tanto que 60 pessoas já foram assassinadas vítimas de chantagem desumana e nada foi feito. De quem é a responsabilidade por essas mortes?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CRISE NA TERRA DOS SARNEY

Somente um homem de envergadura moral abaixo da linha mínima da ética e decência, como o sr. José Sarney teria a coragem de vir a público e dizer que, no Maranhão, ele e sua família transformaram um Estado dos mais miseráveis do Brasil, "nós temos conseguido que a violência não saísse dos presídios para a rua", ao defender a incompetência da governadora, sua filha, na atual crise penitenciária. São políticos de péssima qualidade, amorais e imorais, que impedem que o Brasil possa deslanchar e consiga sair deste mar de lama em quem vivemos.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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E AGORA, SARNEY?

E agora, José (Sarney)? Como fica a sua bazófia quanto à situação de descalabro estar contida dentro dos muros do Presídio de Pedrinhas, agora que uma inocente criança de somente 6 anos morreu queimada por marginais comandados de dentro do presídio? Essa é a apoteose da sua longa dinastia familiar que já dura 48 anos desde sua primeira posse como governador do Maranhão e que, Deus permitindo, tem data marcada para acabar nas eleições que ocorrerão em outubro. Tenha pelo menos a grandeza, utilizando sua ainda enorme influência no Congresso Nacional, de liderar uma iniciativa pela urgente implementação de um conjunto de leis mais severas para punir criminosos como esses que ordenaram e perpetraram crime tão bárbaro. Pena de morte é provavelmente pedir muito em vista do lobby dos defensores dos direitos humanos, incluindo a ressocialização desses verdadeiros animais, como se isso fosse possível, mas minimamente defenda a prisão perpétua com trabalhos forçados sem qualquer possibilidade de perdão ou sequer atenuação da pena. Ou será que seu poder de fazer as coisas acontecerem ficou limitado a censurar o "Estadão"?

Carlos Francisco Micheletti

cfmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

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INTERVENÇÃO

É lamentável ver o que está acontecendo no Maranhão, somente um país de Terceiro Mundo aceitaria uma irresponsabilidade como esta que está acontecendo no Maranhão. O Estado já deveria estar sob intervenção. Acorda Brasil!

Odomires Mendes de Paula

odomires@abrampe.com.br

São Paulo

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A EDUCAÇÃO COMO ARMA

Estamos assistindo a um novo ciclo de violência urbana nas grandes cidades brasileiras - como exemplifica a explosiva situação de São Luís, no Maranhão -, certamente entre outras causas pela abulia de nossos governantes com a educação. Urge que nossos governantes, além da dura repressão dentro da legislação à criminalidade, operacionalizem efetivas mudanças e aperfeiçoamento no processo educativo nacional, para que possamos paulatinamente ter a paz social a que todos os brasileiros têm direito.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ISOLAMENTO

O "Estadão" mostrou no domingo uma foto de Dilma Rousseff em seu recesso, passeando em praias isoladas em áreas da Marinha perto de Salvador. Na verdade tal situação nada mais é que uma continuação de sua verdadeira condição nesse governo: a maioria acha que é ela quem comanda e governa o País, porém é comandada e manipulada pelo PT-lulismo corrupto, que, além de a terem isolado totalmente, e servindo como um poste ornando o Planalto, só a procuram nas ocasiões de reais interesses para beneficiar políticos e partidos.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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2013-2014

Saímos do 13, ou melhor, de 2013. 2014, ano novo, vida nova, entramos na contagem regressiva de dona Dilma, que até agora nem começou a governar e onde meteu a mão só fez estragos, culpa do seu criador e do PT. Foram tantas as "besteiras" que quiseram implantar, mas, para a felicidade dos brasileiros, poucas conseguiram. Conseguiram, sim, transformar o País no país do empreguismo, da ociosidade, da bandidagem, da imoralidade, da safadeza, da desonestidade, da deslealdade e, pior, da corrupção. Economia em baixa, dólar em alta, números maquiados do PIB, da inflação e do fechamento das contas do governo, como sempre na tentativa de ludibriar o humilde e sensato povo, fazendo-nos de "idiotas". Estragou com a educação, com a saúde, com os nossos bolsos, esculhambou com o País e com tudo. Faltam 359 dias para o seu fim, não espere pelo voto do brasileiro para as próximas eleições, 2014 será o ano das tão almejadas mudanças para o bem do País e dos brasileiros.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO MAKE-UP

Às vésperas das eleições, quando os resultados negativos de mais um ano em que a economia brasileira patinou e mal saiu do lugar, o ministro "poliana" da Fazenda, que deveria dirigir o Ministério Make-Up, vem com mais um de seus discursos PIV (para inglês ver), querendo iludir a opinião pública de que vivemos no melhor dos mundos, à Dr. Pangloss, de Voltaire. Para melhor ilustrar o caso, reproduzo texto da imprensa paranaense: "Se o ópio do otimismo engana, ilude e obscurece os sentidos, distorce e transfigura as imagens, otimizando o que não é bom, o vinagre do pessimismo pode levar à paranoia ou à esquizofrenia. Só o realismo contenta. Só ele satisfaz. Só ele nos liberta das fantasias vãs, dos sonhos mirabolantes e das utopias irrealizáveis. Cultivemos, portanto, um realismo honesto, sério, discreto, sadio, construtivo. Sócrates, Platão e Aristóteles, a trinca maior do pensamento filosófico, não apenas abonam, respaldam e justificam, como estimulam esta postura existencial exemplar. Adote-mo-la sem tardança. Aqui e agora".

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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PROFECIA

Serei lacônico, Dilma não chega ao segundo turno, porque temos muita desgraça para contar: na parte econômica, é infindável - Petrobrás quebrada, PIB ridículo, situação da indústria caótica e por aí vai o resto, vocês já sabem; na parte moral, esta é horrorosa - sr. Lula com Rosemary, doações de US$ 6 bilhões para países africanos e Cuba, dezenas de empréstimos do BNDES que estão sob sigilo, a fortuna do Lulinha, caso Eike Baptista e, por fim, o mensalão. Tem muito mais, mas eu prometi ser breve, com a agravante de a nossa "fada do dente" não ter carisma e não saber falar, já tendo demonstrado uma incompetência indescritível. Pois bem, agora vamos aos números: em 2010, Lula (Dilma) estava no seu apogeu e assim mesmo conseguiu ganhar com apenas 11 milhões de votos a mais que vieram de Bahia, Pernambuco, Maranhão e Ceara. E é aí onde mora o desespero petista. Na Bahia o PT está totalmente destroçado; em Pernambuco, 84% são de Eduardo Campos; Maranhão já é de Eduardo; Ceara é a duvida, mas não faz falta; no Norte do País Marina Silva faz a diferença; de Minas para baixo o PT sempre apanhou de baciada. Deu para entender? A minha expectativa é de que ela vai amargar com uns 25% dos votos úteis. Como falava José Salamaro: escrevi tudo o que sabia e até logo.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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MARINA SILVA

Estava demorando! Dona Marina Silva já colocou sua condição para ser vice na candidatura Eduardo Campos: só aceita caso o PSB "não apoie a reeleição de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo". Dois pontos a serem analisados: 1) desmonte da reeleição da Geraldo Alckmin a favor do candidato do PT; 2) desmonte de um provável acordo entre o PSB e o PSDB para o segundo turno contra o PT. Realmente, o PT é bom, muito bom! Eles cooptam quem quer que seja, a qualquer preço, a qualquer momento, para manter as rédeas do poder. E os "joguetes" do partidão entram nessa e, em todas as outras que eu tenho visto nos últimos 15 anos. Desculpem, mas a Marina não passa de mais um joguete do PT. Ela até pode ter boas intenções...

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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UM FALSO BRILHANTE

Essa jamais me enganou. Marina Silva é, nada mais, nada menos, que uma ponta de lança petista usada para torpedear a oposição (sic). Com Eduardo Campos em evidência, não titubeou em deixar o PV, que lhe cedeu a sigla para concorrer à Presidência, e se insinuou, mascarada de oposicionista, para o PSB. Mas seu marido permanece no PT e ocupa cargo em administração estadual petista. Quanta lealdade com a esposa... Semelhante ao esquema Sarney: um tentáculo em cada cumbuca. Afinal, se enroscam no mesmo balaio. Enquanto isso, comparativamente, Campos é o próprio dr. Cesar Cury da novela: cego e apaixonado por ela e por ela traído com um barbudo sem escrúpulos! Tanto quanto Luiza Erundina (lembram-se de que era a vice de Haddad e só abandonou o barco por ter perdido espaço quando da "mènage a trois" no jardim da casa de Maluf?) jamais perderá o ranço petista. Sua missão é uma só: dividir a quase inexistente oposição no 1.º turno e depois se retrair no 2.º turno, como na última eleição presidencial. Solapar o acordo para a eleição estadual de São Paulo (aliança PSDB/PSB) a fim de favorecer o candidato do PT. É um falso brilhante. Não merece confiança. Quem viver verá.

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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‘MUDAR O RUMO’

Foi preciso um terremoto a devastar Lisboa em 1755 para que Portugal reconhecesse o talento e a genialidade do seu reconstrutor, o grande Marquês de Pombal. No terremoto moral que devasta o Brasil nos últimos anos, a competência e determinação do ministro Joaquim Barbosa se impõe. Pena que na visão dos políticos - até da respeitabilidade de um FHC ("Mudar o rumo", 5/1, A2) - as portas se estreitem para um condutor de tamanha integridade para fazer mudar os rumos do Brasil.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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FHC LAMENTÁVEL

Abrir o jornal e ler a opinião, na página A2, do ex-presidente FHC (triste lembrança) é realmente lamentável. Refiro-me à publicação de 5/1/2014. Sendo oportunista, lembrando que teremos eleições neste ano, o tucano já faz a sua parte pedindo "mudança". Mudança para quê? Para pior? Deus nos livre e guarde. O desejo do ex-presidente será que é para o governo do Estado de São Paulo? Dizem que o povo tem a memória curta. Eu não me esqueci do péssimo governo de FHC.

Gilberto Macedo

giba.carta@hotmail.com

São Paulo

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‘JORNALISMO É CONTRAPONTO'

Talvez seja legítimo sustentar que a característica primordial do atual governo é permanecer na platitude das superfícies róseas e eleitoralmente convenientes, enquanto a sociedade brasileira, a economia política, a administração pública, o estado da Nação dependente de atos de governo, em profundidade, gritam cronicamente por soluções sem as quais continuaremos crianças frágeis a engatinhar. Se essa política de perfumaria e engodo ressoar numa imprensa dócil, não num jornalismo sério e perfurante, de nossa ainda tosca aldeia ainda não vislumbraremos horizontes largos de esperança, como bem acentuou Carlos Alberto Di Franco em "O Estado" de 6/1 ("Jornalismo é contraponto").

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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COPA DE 2014 - A RECLAMAÇÃO DA FIFA

Do atraso dos estádios a Fifa reclama de barriga quase cheia. De barriga vazia o Brasil reclama das alardeadas obras do PAC, embora empacadas a serviço de desenfreada corrupção.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Joseph Blatter concorda com Dilma e confia no Brasil. Também confiava no Ricardo Teixeira, acredita em bruxa, duende e é assim, como a presidente Dilma, uma pessoa bastante confiável. Sr. Blatter, em julho o senhor vai participar do evento mais caótico do mundo, só perdendo mesmo para o fim do mundo...

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JEITINHO BRASILEIRO

Acho que você, caro leitor do "Estadão", conhece a velha e vergonhosa mania dos brasileiros de um modo geral deixar as coisas para a última hora e aquela do "jeitinho"? É um absurdo: levarem 7 anos de prazo ao custo de duas Copas. E outra, para que 12 estádios? A Fifa pede oito. Ainda tem muita infraestrutura que somente ficará pronta depois da copa. É muita incompetência, pois trata-se de um evento que será visto por mais de 200 países. O sr. Blatter tem razão de perder a paciência, pois ele é um dos principais interessados. Imagine gente como eu e outros milhões que são contra a Copa, como estamos. É muito dinheiro usado em um único esporte, quando a meu ver seria melhor usá-lo nos esportes das escolas e das faculdades para formação dos jovens atletas. Acho que ainda sobraria muito dinheiro para ser usado nas ferrovias, hidrovias, hospitais, escolas, transporte público, segurança, etc.

José Luiz Martin

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

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A ILUSÃO DA COPA

A Copa do Mundo de Futebol ocorrerá neste ano de 2014. Um movimento de turistas e brasileiros irá em busca das atrações da Copa. Na verdade, o marketing é a propaganda que vende ilusões à maioria. Há um comércio de emoções que tenta mascarar o que não é futebol verdadeiro. Esperemos que nós não caiamos na ilusão da Copa e até as eleições sejam vistas como um jogo. Eleições são cidadania e democracia. Não é futebol! Voto não tem preço, tem consequências.

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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SUCESSO

O sucesso para a Fifa são as vendas dos ingressos. O resto é com o Brasil!

Bernardo Schulze

bernardoschulze@gmail.com

São Paulo

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O FUTEBOL DE LUTO

Na madrugada de sábado para domingo último veio a notícia do falecimento em Portugal da lenda do futebol português e mundial, Eusébio da Silva Ferreira, o "Pantera Negra", em decorrência de uma parada cardiorrespiratória aos 71 anos de idade. Quem não se lembra do feito do português na Copa de 1966 no Estádio de Wembley, na Inglaterra, quando despachou o Brasil de Pelé e companhia da Copa? O carrasco do Brasil na Copa ainda fez partidas memoráveis pelo seu clube de coração Benfica. Quando chegou a ser comparado ao Rei Pelé, pelas suas jogadas magníficas, ficou conhecido apelidado de "Pantera Negra". Que sua alma descanse em paz entre outros ícones do futebol que já se foram.

Turibio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO PELAS RUAS

É impressionante a naturalidade e cara-de-pau com que as pessoas que cometem atos de corrupção professam estes em alto e bom som, como se desonestidade fosse a coisa mais natural do mundo; no dia 6 de janeiro do corrente ano, estava no interior de um loja na Rua José Bonifácio, no Centro da Capital, quando uma mulher de meia-idade chamada Sandra revelou a algumas pessoas que a acompanhavam que seus amigos costumavam deixar com ela a chave de seus carros, a fim de que ela tirasse e colocasse no interior dos mesmos os talões de Zona Azul à medida que os fiscais do trânsito fossem passando por aquela região. É de se imaginar o quanto pessoas de má índole não conseguem sonegar com essa prática, e, tão horrendo como o gesto em si, é o fato desta mulher narrar sua atividade em voz altíssima dentro de uma loja. Fica aqui o meu repúdio a esta prática e, por que não, minha solicitação às autoridades responsáveis no sentido que fiscalizem o que Sandra pratica nos arredores da Rua José Bonifácio.

Carlos da Silva

carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

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COMIDA NAS RUAS

Pressionado pelo núcleo de Wolf Maya, que produz a telenovela "Amor à Vida", exibida pela Rede Globo no horário das 21 horas, o prefeito Fernando Haddad sancionou lei que permite a venda de alimentos em veículos automotores. O motivo dessa irresistível pressão, diz respeito à Tetê Parachoque Paralama, vendedora de cachorros-quentes na rua 25 de Março, que privada do seu auxiliar Félix, se sentia incapaz de escapar, sozinha, do rapa dos fiscais da Secretaria Municipal de Feiras , Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab).

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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‘FORMIGUINHAS’

A despretensiosa e excelente crônica curtinha de Fábio Porchat publicada no "Estadão" de domingo, 5 de janeiro, fala mais sobre o Brasil do que muitos artigos longos e empolados de intelectuais, acadêmicos, analistas e políticos. Por ocasião da tragédia da Boate Kiss, ocorrida em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS), li uma frase publicada em algum veículo da mídia internacional, acho que inglesa, que dizia que o Brasil é conhecido por não cuidar de seus cidadãos. Essa frase me calou fundo porque é absolutamente verdadeira. Basta abrir o jornal diariamente e, em todas as seções, todas, as notícias deixam flagrante o descuido com o cidadão, o desprezo mesmo do cidadão. Que a dedetizadora mencionada por Fábio Porchat surja nas próximas eleições; é apenas um desejo porque não vejo no nosso horizonte dedetizadores sérios; parece que todos os políticos preferem apenas acompanhar as formiguinhas com olhares atentos, como diz Porchat, ou simplesmente ignorá-las, e ignorá-las porque são pequenos e vaidosos e só almejam o poder pelo poder e/ou porque têm o rabo preso com os inúmeros e nefastos grupos de formiguinhas.

Lenke Peres

Cotia

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