Fórum dos Leitores

MENSALEIROS

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2014 | 02h07

Mais uma prisão

Novamente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, não se deixou levar pelos argumentos do advogado do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que, segundo o ministro, são embargos incabíveis e protelatórios. O deputado vai amargar a prisão pelos crimes cometidos de corrupção e peculato, cujas penas somam 6 anos e 4 meses, tempo suficiente para João Paulo Cunha refletir sobre os malfeitos praticados contra o País. Interessante notar que após a prisão os mensaleiros petistas José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e certamente João Paulo Cunha estão ávidos para trabalhar. Isso mostra que enquanto estavam agindo à vontade trabalho não era o que lhes ocupava o tempo. De toda forma, a prisão desses elementos está resgatando um pouco a autoestima do brasileiro, tão desacreditado na Justiça.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Trabalho

Realmente, é sintomático: cada vez que um mensaleiro é condenado à prisão pelo STF, logo pede para "trabalhar", tem necessidade de "trabalhar", e até arruma emprego. Será que, se o STF mandasse prender uns 30 por mês dos nossos políticos, aí, sim, todos eles resolveriam "trabalhar" pelo bem do País? Pode ser uma medida para 2014!

RODOLFO CARLOS BONVENTTI

rbonventti@superig.com.br

São Caetano do Sul

Multa de Genoino

Pode ser que José Genoino tenha realmente um patrimônio modesto, mas os bancos a serviço do PT jamais se preocuparam com isso. Liberaram dinheiro a rodo por conta da influência do ex-presidente do partido no governo. Agora é hora de fazer justiça. Genoino tem de pagar porque assinou a papelada e se calou convenientemente, como todo bom petista. Um assessor do deputado José Guimarães (PT-CE), irmão de Genoino, foi flagrado com US$ 100 mil e R$ 200 mil na cueca, no Aeroporto de Congonhas. Se Guimarães for um irmão solidário, poderá pagar a dívida de Genoino com a Justiça do Brasil.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Bom começo de ano

A prisão de João Paulo Cunha é um bom começo para o ano que se inicia. Mais uma vez o sr. Joaquim Barbosa está de parabéns.

LUIZ FERNANDO DE C. KASTRUP

duasancoras@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Um 2014 promissor

O editorial A mão pesada da presidente (7/1, A3) apresenta mais uma faceta de nossa "presidenta". Outro comboio da alegria foi colocado nos trilhos, para gáudio de empreiteiras (chegadas), que negociam com o governo. Com uma canetada ela "varreu" da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) parâmetros de controle de preços para gastos em infraestrutura. Resumindo: hiperfaturamento será o mote de 2014. A festança está apenas começando. Preparem-se!

J. PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

À vontade e sem controle

De fato, ao sancionar a LDO, em 24 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff vetou artigos que impunham a aplicação de tabelas de precificação públicas para obras diversas da União e agora a fixação de valores será feita por decreto, desde que o Poder Legislativo não derrube o veto presidencial. Essa medida causou espanto aos membros do Tribunal de Contas da União e demais órgãos fiscalizadores do governo federal, especialmente porque, em ano eleitoral, a presidenta, que é candidata à reeleição, poderá navegar sem turbulências, concluindo obras, mesmo estas que ultrapassem os custos previstos nas precificações públicas. A sua política eleitoreira ganha, mas o País perde muito com essa providência.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Privatização x concessão

O governo federal mostra-se agora exultante com o sucesso das "concessões", fazendo caixa e permitindo os tão necessários investimentos. Não fora a burra ideologia, quanto teríamos crescido e melhorado nestes últimos 11 anos? Como (os petistas) não aceitavam as privatizações, resolveram trocar o nome e inventaram a roda!

FÁBIO DUARTE DE ARAUJO

fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Administração amadora

Quem precisa utilizar uma das principais artérias viárias da cidade de São Paulo, a Avenida 23 de Maio, principal rota para ir do centro ao Aeroporto de Congonhas, por exemplo, depara-se com uma faixa "orientando" os motoristas a "evitarem a região em dias de chuvas intensas". É para rir ou para chorar? Detalhe 1: estamos em plena temporada de "chuvas intensas". Detalhe 2: a solução para as inundações na pista da avenida que passa embaixo do Viaduto General Euclides de Figueiredo nem é tão difícil, bastaria para isso que a administração municipal não fosse tão amadora. Detalhe 3: bem feito para quem votou nesses neófitos do PT e azar de quem, como eu, não cometeu tal asneira.

JOSÉ ROBERTO VIEIRA

jrsvieira@ig.com.br

São Paulo

Placas da Prefeitura

Em vista da inauguração de placas alertando sobre inundações, sugiro à Prefeitura que sejam colocadas também pelas ruas da cidade placas para ajudar o paulistano como de "área sujeita a assaltos" e "área sujeita a arrastões". Boa desculpa do sr. prefeito para iludir os moradores da terceira maior cidade do mundo! Ele ouve e manda fazer sem perceber as bobagem que faz (é o "poste" que o Lula nos deu!).

MARCOS POUGY

marcoslaly@gmail.com

São Paulo

Proteção

Sugestão para mais uma faixa de orientação da Prefeitura na cidade: "Evite sair de casa, você mora em São Paulo".

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Incompetência

É, agora inventaram placas de aviso de risco de alagamento para os motoristas em São Paulo, a exemplo das que temos no Rio, ou seja, placas em cruzamentos com a figura de um carro em pânico e escrito "perigo" - no caso, perigo de assalto! Sugiro que se coloque nas placas, além dos alertas, um complemento e, então, os avisos ficariam assim: "Risco de alagamento, porque somos incompetentes".

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INTERVENÇÃO NO MARANHÃO

A barbárie dominante nos presídios do Maranhão não tem limites. É o pior dos mundos, algo inaceitável sob todo e qualquer ponto de vista. A única solução possível é a intervenção federal, já que o governo estadual não consegue garantir minimamente os direitos humanos e a integridade física dos presos e de seus familiares. Não surpreende que o Maranhão dispute com o Piauí o triste ranking de Estado mais pobre do País e que tenha se tornado num feudo da família Sarney, com altos índices de miséria, analfabetismo, violência e subdesenvolvimento. A presidente Dilma Rousseff (PT) deveria decretar a intervenção federal no Maranhão e não deixar o povo maranhense jogado à sua própria sorte, como reféns do clã Sarney, que é, aliás, um importante aliado do PT.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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INOCENTES

Um dos Estados mais pobres ou miseráveis deste país é o Maranhão. Os bandidos presos e condenados ordenaram ataques em São Luís. Nos ataques covardes e injustos, atearam fogo a vários ônibus, e pessoas inocentes foram atingidas, uma criança de 6 anos morreu, sua mãe e sua irmã estão internadas. Os bandidos, revoltados por melhorias nos presídios, atacam o povo pobre e humilde. O Maranhão é o segundo pior Estado em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), enquanto o poderoso e perpétuo José Sarney recebe dois salários do Estado, um como ex-governador e outro como procurador de "justiça", quase R$ 40 mil, mais o salário de R$ 26 mil como senador. Sua filha, Roseana, também é aposentada pelo Senado, onde pouco trabalhou, com salário de R$ 21 mil, além dos R$ 15,4 mil como governadora do Estado. Conclusão: diante dessa miséria e dos roubos legalizados como os mencionados acima, estão ateando fogo no local e nas pessoas erradas.

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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O ESPANTOSO MARANHÃO

O espantoso no Maranhão não são o governo estadual que recusa verbas federais para a construção de presídios e os presos que tomam o controle da prisão e matam rivais. O espantoso no Maranhão é a governadora sair candidata ao Senado e ganhar a eleição em outubro de 2014.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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INCOMPETÊNCIA

Além de parasitas da política brasileira, os Sarney ainda mostram uma incompetência ímpar no trato da coisa pública, com a vergonha mundial no presídio onde se mata fácil e rápido, com requintes de crueldade. Uma vergonha que essa família deveria e poderia ter evitado. Mas a ganância e o poder levam os políticos a esse paradoxo. Uma vergonha que o Brasil não precisava passar e que essa corrupta família não teve a capacidade de resolver. Por isso, intervenção do governo federal já e impeachment da governadora Roseana, a incapaz.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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VAGAS

O "governo federal" disponibilizou 25 vagas no sistema prisional federal para os chefes de quadrilhas dos presídios maranhenses. Deveria ser só para a família Sarney. O "Estadão" que o diga.

Angelo Antonio Maglio Angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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TERRORISTAS

Não sei se existe em nosso Código Penal uma lei específica para abranger atos de terrorismo, mas, se houver, espero que seja dura e aplicada a estes bandidos que estão incendiando ônibus, como tem acontecido em São Paulo e, pior ainda, como no episódio no Maranhão que chegou ao ponto de queimar uma criança. Monstros como esses deveriam receber pena de morte, como ocorreria em muitos países, e não pegar apenas alguns anos de cadeia para, depois de fingirem bom comportamento em pouco tempo de cárcere, saírem prontos para cometer mais crimes.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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O ESTADO NÃO MERECE

Maranhão, o feudo dos Sarney, está literalmente sem lenço nem documento, mais perdido do que cego em tiroteio. Qual será o fim disso? É fácil: a governadora incompetente e fraca pede as contas e leva junto o censor seu pai para bem longe do Maranhão. Eles, além de toda a falta de infraestrutura no Estado, ainda deixaram as prisões lembrarem o filme antigo "O Sistema", onde dito chefe até no diretor do presídio mandava. A ficção virou realidade no infeliz e pobre Maranhão, que não merece tanta humilhação. Roseana fora, já.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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PAÍS ATRASADO

O Maranhão, como todos sabem, terra que nos deu um dos mais sensacionais poetas, Ferreira Gullar, também nos trouxe uma das famílias das mais despóticas de todos os tempos, que tomou conta daquela terra devastada e fez dela o Estado mais pobre do País, com o maior índice de analfabetismo e de pobreza. E o seu maior representante, José Sarney, é membro da Academia Brasileira de Letras e foi presidente do Brasil. Ainda somos um país muito atrasado.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DEPOIS DA CASA ARROMBADA

E com a trágica morte infelizmente de Ana Clara de Santos Souza, menina de 6 anos, vitimada por queimaduras em 95% de seu corpo, porque estava com sua família dentro de um ônibus urbano em São Luís, no Maranhão, que foi incendiado por comparsas de uma facção criminosa presa no Complexo Presidiário de Pedrinhas, e que entre outras atrocidades já matou também 62 detentos desde 2012, o sonolento ou grogue ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, demonstrando total indiferença aos assuntos pertinentes a sua pasta, somente agora com a casa arrombada decide intervir oferecendo vagas em presídio federal para os líderes, ou autênticos canalhas, que fazem o que querem com o obscuro e ausente governo de Roseana Sarney, grande aliado do Planalto. É lamentável que um ministro da Justiça, como Cardozo, não tenha tomado providências desde o ano passado para tentar dar um fim a esta anarquia consentida, diga-se, pela gestão de Roseana, e que provavelmente teria evitado, entre outros constrangimentos sociais, até a morte desta menina de seis anos. Porém, se a mesma situação estivesse ocorrendo no Estado de São Paulo, governo opositor ao PT, certamente o ministro petista já teria convocado a imprensa, feito um solene carnaval (como já fez em outra ocasião) para oferecer ajuda de olho nas urnas. Mas, mesmo sabendo que, diferentemente da polícia de Alckmin, a do Maranhão carece de total eficiência, dado que o Estado tem um dos índices mais altos de criminalidade do País, o ministro se omitiu da sua responsabilidade, ou lhe faltou coragem, já que também ninguém do PT ousaria tirar uma casquinha política no reino do coronel travestido de senador e ex-presidente José Ribamar Ferreira Araujo da Costa Sarney. E é assim, infelizmente, que caminha esta nação na era petista.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MENSALÕES

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de João Paulo Cunha. Assim, o mensalão petista está em sua fase de final cumprimento dos decisórios. Demonstrou-se à Nação que é possível prender poderosos e remetê-los para o cárcere. Entretanto, a limpeza merece ser completa. Aguarda julgamento, no entanto, o mensalão tucano, em que se encontra envolvido o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Como sequência, ainda, poderemos ter outros delitos envolvendo a coisa pública sendo julgados pela Suprema Corte, o que virá a demonstrar que, realmente, pode-se e deve-se combater a corrupção neste país, ganhando com o procedimento os jovens e os políticos decentes. Sem dúvida, é uma fase áurea da história deste país.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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NA MIRA DO STF

A ordem dada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que rejeitou nesta segunda-feira (6/1) recurso do deputado federal João Paulo Cunha, do Partido dos Trabalhadores (PT), no processo do mensalão e determinou que seja iniciado o cumprimento da pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato, cumpre não apenas a força da lei com a qual procura atuar corajosamente o exímio ministro-presidente Joaquim Barbosa, mas retrata a força da bala de prata do STF. Diferentemente dos contos da carochinha e dos romances vampirescos, as decisões do STF não hesitam em poupar nenhum dos cúmplices, comparsas e integrantes do esquema do mensalão, por mais que cada um deles ou seus advogados possam espernear. O advogado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alberto Toron, que representa João Paulo Cunha, resumiu-se a dizer que seu cliente se apresentaria à Polícia Federal, conforme manda o protocolo. A princípio, era de esperar um temor de toda a sociedade brasileira em relação aos velhos tempos da política - quando tudo "acabava em pizza". O maior temor à época talvez fosse em relação à célebre frase de Martin Luther King na qual ele adverte que "a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar". Pelo menos desta vez, em que na mira do STF nenhum desses vampiros ou sanguessugas do dinheiro público escapou, o destino de João Paulo Cunha é o lugar certo.

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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LULA

Com a ordem de prisão do deputado João Paulo Cunha, estão presos atualmente como delinquentes (não são presos políticos) o ex-ministro da Casa Civil, o ex-presidente da Câmara federal e os ex-presidente e ex-tesoureiro do PT durante o governo Lula. Como o ex-presidente da Republica não sabia de nada do que estava ocorrendo, ficam evidentes sua falta de comando, total alienação aos fatos de governo e absoluta ingenuidade para a ocupação do cargo. Ou seja, Lula nunca mais.

José Carlos Fernandes novoafernandes@hotmail.com

São Paulo

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ÊNFASE NOS CRIMINOSOS

Não entendo por que o "Estado" e outros jornais dão tanta ênfase a alguns criminosos como Dirceu, Genoino, João Paulo, Valério, etc. e tal, dando tantas oportunidades para que seus advogados, pagos a peso de ouro, proclamem inocência que já está provado que não têm. Por favor, deixem de valorar esse pessoal. Em vez disso, peçam a esses advogados que informem quem lhes pagou, paga e continua a pagar e se sabem de onde provem esse dinheiro.

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com.br

Cotia

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MERECEMOS

É sério mesmo este pedido de ajuda da família de José Genoino sobre doações para pagar a multa imposta pelo STF? Para com isso. Devem estar brincando. O pior é que já tem gente que contribuiu. Façam-me o favor. Realmente, este país não é sério mesmo. Merecemos ver o presidente do Senado usar jatos da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir fazer um implante de cabelos. Use mais, senador, o povo não liga para isso, não. Merecemos ver um Estado largado, abandonado, como o Maranhão, da família Sarney, nas mãos dos marginais. Merecemos todas as mazelas que vemos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PORTEIRA ABERTA, GASTO DESEMBESTADO

O Tribunal de Contas da União (TCU) foi desmoralizado pelos governos de Lula e Dilma, cada vez que detectou irregularidades nas contratações de obras. Dona Dilma acaba de vetar pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ajudavam a controlar os custos das obras públicas. Com isso, acaba de ser aberta a porteira para os gastos bilionários que, em ano de reeleição, não terão controle de mais ninguém.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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‘A MÃO PESADA DA PRESIDENTE’

Claro e oportuno o editorial de ontem, 7/1, do "Estadão", sob o título acima. E a população deve acionar via internet os parlamentares de Brasília para derrubar o veto esperto da presidente. A alegação de que pretende tornar mais perene os parâmetros ali estabelecidos, por decreto presidencial, ofende a nossa inteligência e, se os nossos parlamentares não impedirem tal absurdo, devem ser devidamente penalizados nas eleições. Se a votação for aberta, só aqueles que aprovarem tal trambique, se secreta, penalizemos todos. Quando li a notícia, logo no início do ano, já pude avaliar o que nos espera neste 2014. Trabalhei vários anos em licitações na Prefeitura de São Paulo, exatamente na época em que foi promulgada a Lei n.º 8.666/93, que instituiu normas para as licitações e contratos da administração pública. E, apesar de apresentar algumas complicações desnecessárias, em minha visão de engenheiro, encarregado das especificações técnicas, foi a solução para que passássemos a comprar materiais, equipamentos e prestações de serviços com melhor qualidade e mais rentabilidade para o município. Especificações técnicas mal elaboradas permitem a apresentação de propostas que atendem ao edital, mas jamais à qualidade e, por consequência, a determinação do parâmetro custo/benefício. Cito como exemplo bem simples as aquisições de água sanitária para as escolas e creches. Venciam, por preço, aqueles produtos cujo teor de cloro não obedecia aos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Mudamos as especificações e acabamos com a alegria dos desonestos. Eram mais baratos, mas inúteis. Posteriormente, com a Lei n.º 10.520/02, oficializou-se a modalidade de licitação por pregão, que sanou algumas dificuldades impostas pela Lei n.º 8.666/93 e agilizou as licitações públicas cabíveis na nova modalidade. Cabe comentar que tentávamos ainda na década de 90 inverter a abertura dos envelopes das licitações, pois a lei determinava, primeiro, os da habilitação e, só depois de 30 dias, os das propostas. Com a interposição de recursos dos licitantes naquela fase perdia-se tempo desnecessário analisando habilitações de licitantes que constatávamos depois que cotavam preços exorbitantes e, portanto inaceitáveis, quando não inexequíveis. Mas era o único óbice mais problemático. A lei ainda hoje é boa e só aqueles que não têm capacidade técnica em aplicá-la provocam uma enxurrada de recursos e consequentes atrasos. E a presidente tentando resolver seu problema alterando a LDO, no que determina a referências de preços, na verdade procura sanar uma grave incompetência administrativa, sem mencionar a alegria geral dos licitantes. Os parlamentares já lhe deram muita colher de chá, sob a ótica de agilizar os processos licitatórios por causa da Copa do Mundo e da Olimpíada, e deu no que deu. Creio que basta, mesmo porque a presidente tem coisas mais importantes para fazer pela população do que jogos de futebol e competições esportivas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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LDO

Como bem observado pelo "Estadão" em "A mão pesada da presidente", nada melhor aos interesses de campanha do petismo, diante do desastrado governo, do que eliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a necessidade de ter referência de preços como parâmetros em obras de infraestrutura como em rodovias e as civis. O absurdo da ação presidencial não se restringe ao ato em si, mas, sim, porque o faz com aprovação de sua própria consciência, caminhando por um corredor tênue com a possibilidade da corrupção aos intere$$e$ partidário$ à reeleição.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CRIME

Veto de Dilma na LDO escancara brecha para afrouxar controle de gastos de obras públicas. Num país minimamente sério, vetar controle de gastos em obras públicas em pleno ano eleitoral no mínimo daria em impeachment e uns bons anos de cadeia, ou seja, Papuda sem escala.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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COISA DE DITADURA

O que pensa a presidente Dilma ao não precificar obras públicas na LDO? O povo não é palhaço, e a alegação de que "o modelo representava um entrave à eficiência das obras" justo no ano de eleição não cai muito bem. Se o modelo não foi entrave desde o ano 2000, por que o seria agora? Não podemos permitir que o Executivo sobressaia aos outros poderes, isso é coisa de ditadura!

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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CONTRATO RASGADO

Absurdo ideológico: enquanto o governo federal faz um esforço sobre humano para vender concessões das rodovias federais, o parceiro gaúcho (Tarso Genro) reestatiza as estradas do Rio Grande do Sul e, desta forma, ofende o princípio básico da confiança e da honra dos contratos.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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COPA DO MUNDO 2014

Joseph Blatter, presidente da Fifa, voltou atrás após afirmação de que o Brasil tem a Copa do Mundo mais atrasada dos últimos 40 anos. Isso sem dúvidas não foi uma atitude própria, e sim por ter sido avisado de que, se não o fizesse, não participaria mais da "partilha dos bens", junto com os demais envolvidos, a que tem direito ao fim do evento.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AGORA É TARDE

"Nunca antes na história das Copas" houve tanto atraso para a entrega das obras necessárias à realização do evento, é o que, em resumo, disse Joseph Blatter, presidente da Fifa em entrevista ao jornal suíço "24 Heures", demonstrando ter perdido a paciência com as mesmas pessoas a quem Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade, havia receitado um bom "chute no traseiro" não faz muito. "É o país mais atrasado desde que eu estou na Fifa", lamentou Blatter, concluindo que tivemos sete anos para nos preparar - o maior tempo dentre todos os que sediaram uma Copa. Razão é o que não falta a Blatter e a Valcke. Várias arenas prometidas para 31 de dezembro de 2013 seguem com os trabalhos inconclusos e algumas, já entregues, estão até precisando de "reformas" (!), enquanto as decantadas obras de mobilidade urbana prometidas por Lula não passam, em grande parte, de quimera - como de resto ocorre em relação a outros projetos pomposos do governo do PT. Bem feito para a Fifa, por cair na lábia de demagogos profissionais. Tudo faz crer, vamos protagonizar um mega-vexame internacional.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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COPA DO ATRASO E OLIMPÍADA

Se estamos verificando os problemas que a Copa do Mundo já apresenta, mesmo tendo tido 7 (sete) anos para se preparar, o que nos espera para a Olimpíada de 2016? Ainda há tempo para nossas "autoridades" colocarem a mão na consciência, vestirem as "sandálias da humildade" e reconhecerem sua absoluta falta de competência para realizar este evento mundial - humildemente (sic...) entregando-o a um país que certamente saberá fazê-lo com brilhantismo.

Roger Cahen rcahen@uol.com.br

São Paulo

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BOICOTE

O sofrido povo brasileiro, totalmente contrário à construção dos elefantes brancos, também chamados de estádios, e custeador das obras e dos costumeiros desvios tem uma boa resposta a dar à Fifa: boicote total aos jogos. Ninguém nos estádios. Vamos assistir a tudo pela TV.

Italo Poli Junior polijau@terra.com.br

Jaú

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NÃO MERECEMOS

Josef Blatter se queixou de dona Dilma a Felipão, Luiz Felipe Scolari. Conclui-se que este país está mais para um prostíbulo do que para uma nação soberana. Não merecemos isso.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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BRASIL CAMPEÃO?

Quando o sr. Lula candidatou o Brasil para sediar a Copa do Mundo, em 2007, já sabia que tudo ia atrasar e que as comissões das obras superfaturadas seriam um bálsamo para as campanhas políticas do seu partido. Está só esperando que o Brasil ganhe o título para se vangloriar e explorar politicamente o resultado. Tomara que perca.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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2014

Com o mês de fevereiro mais curto, em 2014 o carnaval será no mês de março e, em seguida, no mês de junho, começa a Copa do Mundo. Se o Brasil chegar às finais, teremos mais sete dias sem trabalhar. Isso sem falar que, se formos campeões, teremos mais alguns dias de folga para a comemoração. No mês de novembro haverá eleições e, no mês de dezembro, já estamos fazendo as festas de final de ano. Conclusão: em janeiro de 2015 provavelmente teremos um Produto Interno Bruto (PBI) bem próximo de zero e, quem sabe, uma galera feliz.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O GOVERNO, 11 ANOS DEPOIS

Está prestes a terminar o 3º mandato dado ao PT pelo povo brasileiro para nos governar, melhorar o País, a fim de que o povo brasileiro pudesse usufruir da alta carga de impostos que paga e que agora ultrapassa 36% do PIB, quase um recorde mundial! No entanto, com a má qualidade dos dois governantes e assessores, nos 11 anos decorridos os serviços oferecidos à população brasileira pioraram, notadamente saúde e educação. Ainda morrem infelizes nos corredores de hospitais públicos por falta de atendimento. Quanto à educação, continuamos colocados entre os piores do mundo. Nem é preciso mencionar a falta de reformas e modernização do País e a infraestrutura caótica, para o que nesse período mostraram ao povo sua absoluta incompetência. O revoltante sobre tudo isso é, no entanto, o gasto do Brasil para ajudar países governados por amigos do PT, como Cuba, Venezuela e Argentina, e o gasto com nações africanas beneficiando empreiteiros que são financiadores de campanhas do PT. Neste 11.º ano do governo desse partido, tivemos a maior seca no Nordeste dos últimos 60 anos e falta de recursos para minorá-la. Tivemos enchentes e desastres naturais em Minas e no Espírito Santo, repetindo tragédias em outros Estados nos últimos anos, para o que o governo petista libera menos de 20% do orçamento anual para sua prevenção. O que ficou muito claro nesse período é que esses governos têm sido incompetentes para governar, a qualidade das pessoas que fazem parte do mesmo é muito ruim, afora a enorme corrupção. Certamente, é a falta de cultura que faz o povo escolher maus governos, motivo pelo qual o PT não melhora a educação. É certo que a maioria das 13 milhões de famílias que recebem mesada do "bolsa família" vota nesse partido, sem saber da má qualidade e desonestidade do grupo governante.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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RUMOS E MODELO PARA A VOZ DAS RUAS

Em junho passado, importante manifestação do povo nas ruas refletia insatisfação quanto ao modo dos dirigentes governarem e à má qualidade dos serviços públicos. Depois, respostas desencontradas dos governantes e a infeliz ênfase trazida por alguns mascarados violentos, dispersaram as massas temporariamente. Não duvidemos, o rastilho da indignação continua latente e espera por melhores oportunidades. Esperemos que os manifestantes em potencial, bem como os candidatos às próximas eleições leiam os dois artigos brilhantes do "Espaço Aberto" ("Estadão" de 5/1/2014). Neles, Fernando Henrique propõe uma síntese dos rumos e diretrizes para o País, num mundo onde Estados Unidos e Europa se recuperam e consolidam, com a China, o eixo de relevância global. Essa visão madura requer competitividade e integração social: inovação, qualificação das pessoas e eficácia da administração estatal. Gaudêncio Torquato, ao lado, nos apresenta um modelo de fazer política, onde instituições tais como nação, representação, identidade, transparência e simplicidade são preconizadas para o novo político defensor de programas doutrinários atentos à determinação, princípios e valores da coletividade. Rumos e modelo, conteúdo e método, o quê fazer no País e como fazê-lo. Às massas, resta cobrar dos candidatos.

João Crestana, presidente do Conselho Consultivo

Secovi-SP j.torrear@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

Como vai a educação nas nossas faculdades, com a criação de inúmeras faculdades, Prouni, cotas, etc.? Pesquisa do Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, mostra que 38% dos nossos universitários são analfabetos funcionais. O índice de universitários plenamente alfabetizados caiu de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. O governo se vangloria de realizar grandes projetos no ensino superior, chegando a eleger o prefeito de São Paulo, então ministro da educação. Como será o futuro de um país que não investe na educação básica e para compensar, está destruindo o ensino superior? Um governo com muito discurso e pouca ação, o que o futuro nos reserva? Façamos nossas escolhas na próxima eleição.

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

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GREVE DE PROFESSORES

Foi bastante contextualizado o editorial do "Estadão" de 2/1/2014 ("Greve de professores"). 400 dias úteis de paralisação; o equivalente a dois anos letivos regulares, descaracterizam a educação como fonte primeira de inclusão social e econômica, inviabilizam a apropriação de tecnologias, fazem o País regredir ou, pelo menos, pensando de forma "otimista", estancar! Mas isso é apenas a "ponta do iceberg", essa contemporaneidade do fracasso tem raízes em condicionantes históricas que emergiram fortemente com a Carta Constitucional de 1988 (Capítulo III/SeçãoI), inquestionável em direitos, para cada um de seus artigos (205 ao 214), vislumbrando a universalização consciente do educar como mola mestra à inclusão social! Em 1996, a LDB (lei 9.394/96), regulamenta as ações da Carta Magna, abrangendo todas as instâncias do processo educativo, tornando o ensino fundamental (1º ao 9º ano) obrigatório e gratuito. Esqueceram de formar professores! Inauguram-se escolas, matrículas crescem exponencialmente, turmas com excesso de alunos, promovesse a municipalização emancipatória (pobres municípios), definem-se Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), novas teorias de educação "construtivista". Maravilhas das maravilhas, mas esquecemos de formar professores! Para solucionar essa mazela, com os cursos normais (formação ao magistério) implodindo, criam-se os famigerados Centros de Formação e Aperfeiçoamento (Cefams), promovendo a formação de profissionais docentes aos borbotões sem a devida capacitação. Entramos num círculo vicioso, em que milhares de moças e moços recebiam um salário mínimo para se tornarem alfabetizadores. Muitos sem nenhuma base educacional concreta, muitos sem efetivo vínculo à docência, muitos dependentes deste questionável financiamento para viver. Deu no que deu, má formação geradora do desentendimento das teorias e práticas do lecionar produzindo o profissional alheio e alienado, que busca valorização, mas não se capacita; que busca direitos, mas esquece os deveres (dar aulas); que busca apoio social, mas não é formador de opinião. Somamos a tudo isso a arritmia das políticas públicas para a Educação, leia-se MEC, temos este constrangedor quadro, de soltar foguetes pelo crescimento no Pisa, 35 pontos acima em dez anos; 58.º entre 65 países, na ponta da pirâmide do ensino médio, última esfera da educação básica. Salto de qualidade assim, eu agradeço.

Humberto Alckmin halckmin@hotmail.com

Guaratinguetá

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‘ROTEIRO PARA A CIVILIDADE’

Penso que no artigo "Roteiro para a civilidade" (4/1, A2), o professor Miguel Reale Jr. mencionou corretamente a "escola" como um ponto geográfico ideal para servir de "centro de convivência" humana. Pena que não tenha se lembrado de enfatizar quão importante seria que os conviventes tivessem antes de tudo o mais uma moradia digna, esse bem, sim, seria imprescindível ao sucesso de qualquer iniciativa compromissada em assegurar uma vida de completa civilidade aos nossos concidadãos. A final, esse equipamento (a moradia digna própria) constitui um dos direitos humanos fundamentais.

Walter Piva Rodrigues w.piva@globo.com

São Paulo

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APOSENTADORIA EM QUEDA

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vem apresentando em sucessivo benefício de 9,23 salários mínimos meses déficit de dezenas de bilhões de reais refletindo negativamente nos benefícios concedidos há mais de 20 anos. Aposentei-me em agosto de 1976, 36 anos de contribuições com benefícios equivalente a 9,23 salários mínimos. Atualmente (dezembro de 2013), o valor é equivalente a 3,97 salários mínimos, provocando uma queda bruta de 52,66 de meu poder aquisitivo. Lula já mencionou: "Déficit é do Tesouro, e não da Previdência". Essa situação prevaleceu desde quando a construção de Brasília foi iniciada, cujas despesas foram sustentadas em sua totalidade pelos fundos previdenciários, conforme declaração irrefutável da sra. Sandra Cavalcanti. O ressarcimento desses valores ao INSS via Tesouro não está sendo considerado pelos poderes competentes. A trinca algoz dos aposentados Henrique/Lula/Dilma é responsável pelos piores índices aplicados aos benefícios, muito abaixo até da própria inflação desse período, provocando constrangedora situação de miserabilidade com a maioria do 24 milhões de aposentados. O nosso Congresso, covil de aproveitadores, é local em que os "ficha limpa" podem ser contados nos dedos. O fato de sermos os legítimos proprietários dos edifícios públicos permite organizarmos uma "Marcha sobre Brasília" para efetuarmos a cobrança de aluguéis atuais e atrasados. Temos tempo até outubro de 2014 para preparação e efetivação desse importante evento. Tentaremos contar com o apoio da imprensa não comprometida para a nossa causa.

Alcides Benjamin Porcaro porcaro2010@hotmail.com

São Paulo

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FERNANDO HADDAD CONTRA AS ENCHENTES

Em vez de combater a causa e investir em obras de infraestrutura de prevenção de enchentes, que provocam alagamentos nas mesmas e conhecidas regiões da cidade em todos os verões, a Prefeitura de São Paulo resolveu afixar avisos de "Área sujeita a alagamentos". É como se, em lugar de prevenir e combater o crime nas ruas, mandasse instalar placas em lugares para lá de manjados pela Polícia Militar com o alerta "Área sujeita a assaltos". Haja paciência e estômago para mais três anos de mandato!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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GOVERNO COMPETENTE

Placas avisam possibilidade de alagamento, mas não informam se dá "prá pegá uns pexe"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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POSTES

Quanto mais observamos as providências que o prefeito Haddad toma em relação aos problemas vividos pela população paulistana, a mais recente em empregar os viciados em crack, mais eu concluo que como prefeito ele consegue ser menos preparado do que o era como ministro da Educação. Um desastre nos dois sentidos. Que grande lástima! Agradecemos ao descobridor de "postes sem luz" Lula da Silva, que está muito a fim de nos empurrar mais um deles para governar o Estado de São Paulo. Vade retro!

Leila E. Leitão

São Paulo

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IPTU EM SÃO PAULO

O leitor sr. Emanuel Ângelo Nascimento ("Gestão Haddad, a fúria do prefeito", "Fórum dos Leitores", 7/1, A3) mostrou desconhecimento em relação ao aumento do IPTU proposto em 2013. Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal não vetou o aumento, simplesmente manteve a liminar deixando a cargo da justiça paulista o julgamento do mérito da ação proposta pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ressalte-se que a lei municipal n.º 15.044/2009 obrigou o atual prefeito a fazer a revisão da Planta Genérica de Valores em 2013, que optou por um aumento não linear, onerando mais os imóveis situados em zonas valorizadas e beneficiando as classes menos favorecidas. Em 2009 Gilberto Kassab aumentou o IPTU em 30% para imóveis residenciais e 45% para imóveis comerciais, ou seja, 50% a mais do que os propostos em 2013 e a Fiesp, que já era presidida por Paulo Skaf, não tomou nenhuma atitude. Quem tem o raciocínio minimamente lógico, depreenderá que o prefeito Haddad, não podendo contar com os R$ 800 milhões relativos ao aumento do IPTU, somados aos R$ 3,2 bilhões relativos à contrapartida do governo federal, terá de remanejar o orçamento de 2014 forçado por um fato real. É um absurdo alguém, em sã consciência, imaginar que o prefeito pretende furiosamente penalizar a população. Certamente Fernando Haddad é dado à malvadezas, como a exemplar desarticulação de quadrilhas instaladas na Prefeitura durante os oito anos da gestão Serra/Kassab da qual, aparentemente, Paulo Skaf e o leitor têm saudades.

Valdenice Santana dos Santos santosvaldenice@ig.com.br

São Paulo

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EXPECTATIVA FRUSTRADA

Quer dizer que o prefeito Haddad fez promessas de campanha contando exclusivamente com um possível aumento do IPTU? Segundo suas alegações, não há dinheiro para a realização de investimentos e obras porque o aumento abusivo do referido imposto não se concretizou. E a máfia do ISS, que usurpou o erário em R$ 350 milhões? E os contratos de limpeza de ruas e obras que tiveram seus reajustes anuais de seus contratos, pelo dobro da inflação, causando também um prejuízo, segundo dados, de mais de R$ 350 milhões aos cofres da prefeitura? Que me desculpe o senhor prefeito, mas contar apenas com aumento de um imposto para viabilizar seu projeto de governo quer dizer que, então, as promessas de campanha nada mais foram que falácias vazias e inconsequentes?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PREFEITO DEMAGOGO

Pois é, "Malddad" entende tanto de finanças que perdeu no STF. Então todos os juízes estão errados, só ele está certo sobre o aumento desumano que ele pretendia.

Fernando Castellari castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Já que o prefeito Fernando "Malddad" entende tanto de contas públicas, como deixa a entender, por que não ensina ao governo federal, que é do seu partido?

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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‘ESTADÃO’, 139 ANOS

É impossível negar que, sem "A Província de São Paulo", "O Estado de S. Paulo" e o "Jornal da Tarde", não só a imprensa, mas a história brasileira seriam muito mais pobres. Os episódios políticos brasileiros, por si já apequenados, por distanciados da participação popular, como a Abolição, a República, a revolução ou golpe de 30, o movimento constitucionalista de São Paulo, o Estado Novo, a ditadura Vargas, a ditadura militar, nossa liberdade reconquistada, já com as massas populares despertadas, e o Poder Nacional Constituinte de 1988, seriam menores na memória coletiva e em seu significado. Há um aspecto, no excelente escorço feito sobre a saga dos órgãos de imprensa e da família Mesquita, recente, que nos parece relevante destacar, até porque transcende os horizontes específicos: a proibição, por medida liminar, de emissão de publicações sobre a "Operação Boi Barrica". Nosso sistema jurídico, por não estabelecer prazos para vigência das liminares até a prolação da sentença de mérito, sob pena de perda de sua eficácia, permite que setores permissivos do Judiciário concedam medidas liminares - essencialmente efêmeras e transitórias - que se convertem em permanentes e definitivas - em ordem a tornar o direito de fundo dependente de uma verificação inicial e perfunctória - em óbvio arrostamento dos princípios constitucionais fundamentais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Há cogitações no Congresso Nacional para estabelecer-se um parâmetro de vigência às medidas liminares, sejam favoráveis aos particulares ou ao Estado. Como sempre, meras cogitações. Tal balizamento, com a responsabilização do Estado-juiz que não entrega, em tempo razoável, a prestação jurisdicional até seu trânsito em julgado, conforme o determina a Emenda Constitucional n.º 45, seria um inegável avanço no caminho do aperfeiçoamento de nossas instituições jurídicas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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