Fórum dos Leitores

GUERRA ELEITORAL

O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2014 | 02h06

Ataque a Campos-Marina

O ataque que sofreu a dupla Eduardo Campos e Marina Silva foi a mais completa confissão da atitude baixa e vergonhosa do PT na sua forma de fazer política. Como é possível um partido que dizia prezar pela compostura, pela honestidade, pela ética e que combatia as elites fazer um ataque tão infeliz ao governador de Pernambuco (PSB)? Campos quis encontrar uma fórmula - difícil, porém viável - de conciliar a proteção dos recursos naturais e a produção sustentada e econômica de alimentos e outros bens necessários à sobrevivência, como energia. Lamentavelmente, a ignorância e a indolência de grande parte dos petistas dificultam a compreensão desses aspectos importantes e contemporâneos da vida moderna.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Caráter totalitário

As ofensas a Eduardo Campos no Facebook do PT mostram o caráter do Partido Totalitário governista. Para derrubar um adversário legítimo não esconde as armas e usa as mais sórdidas, confirmando as denúncias de Tuma Júnior. Esse partido tem de ser apeado do poder e sua história, apagada do acervo cultural brasileiro. Fora, petralhas!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Baixo nível

O deputado Vicente Paulo da Silva, futuro líder do PT na Câmara, condenou os ataques ao presidenciável Eduardo Campos e disse que ele, Vicentinho, não faria as críticas publicadas no site do partido, em que descascaram o futuro adversário de Dilma Rousseff, chamando-o de playboy mimado, sem projeto, sem conteúdo e sem compostura política. Só que seu partido fez, e ele, permanecendo por lá e tornando-se seu líder, implicitamente endossa essa conduta de muito baixo nível. O sórdido dessas críticas é que até há muito pouco tempo, antes de resolver lançar-se candidato à Presidência e desligar o seu partido do governo petista, Campos era um aliado elogiado e cortejado. O bom desse episódio foi mostrar ao governador de Pernambuco como seus queridos aliados das últimas eleições costumam proceder com relação a quem atravessa seu caminho. Se é que já não sabia.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Nunca sabem de nada

A Assessoria de Imprensa do PT disse que as ofensas ao governador Eduardo Campos não partiram do presidente do partido e que não sabe quem as escreveu e lançou no Facebook. O chefe-mor do partido faz escola: "Não sei, não vi, não é comigo". Falta de vergonha e de hombridade.

CLÁUDIO EUSTÁQUIO DUARTE

claudio_duarte@hotmail.com

Belo Horizonte

Cutucando a onça

Cutucar a onça com vara curta é muito perigoso. Quem faz isso pode ficar sem a vara e, ainda, ter as nádegas mordidas. Chamar Eduardo Campos de tolo e playboy mimado, político sem projeto e, depois, dizer que isso "não representa a posição oficial do partido" é conversa fiada. O ataque foi feito em nome do PT, portanto, o PT é o responsável. O aval foi dado anteriormente pela sra. Dilma, quando disse que "em época de eleição se faz o diabo". Não sei se os partidos de oposição darão respostas na mesma moeda, pois neles há gente com mais educação do que os atacantes. Esses que estão no governo, hoje, têm segredos terríveis sob telhado de vidro muito fino e qualquer pedrinha provocará grandes estragos. É bom tomarem mais cuidado, pensarem um pouco mais antes de sair atirando a esmo.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

O diabo também é vermelho

O PT atacando seu antigo aliado Eduardo Campos me fez lembrar a história de Fausto e O Retrato de Dorian Gray. Tal qual fazer pacto com o diabo, que não se pode romper, é se aliar ao PT. Tente romper esse apoio.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

O bombeiro Lula

O bombeiro Lula terá muito trabalho pela frente para conter e apagar o fogo dos petistas mais afoitos. Foi um colossal amadorismo criticar duramente o pré-candidato Eduardo Campos, quando a disputa pela sucessão presidencial ainda não chegou nem ao jogo preliminar. Pelo visto, os candidatos vão bater entre si da virilha para baixo. O que não acrescenta nada de positivo à democracia, levando o eleitor a desacreditar mais ainda da classe política.

VICENTE LIMONGI NETTO

limonginetto@hotmail.com

Brasília

GOVERNO DILMA

Engodos presidenciais

Foram divulgadas novamente mentiras do governo de Dilma Rousseff. O governo federal não contabilizou despesas realizadas em 2013, para melhorar o "superávit primário". R$ 33,6 bilhões eram despesas já pagas, portanto, deveriam ter entrado no cálculo. Sabe-se que não são contabilizadas também importações da Petrobrás e, do lado das exportações, várias plataformas que continuam operando no Brasil foram dadas com exportadas. A atitude de Dilma de esconder e falsear fatos da economia causa grande desconforto e falta de confiança. Não se sabe o que mais foi alterado para fazer parecer que houve uma boa administração da economia. Aparentemente, mentir à sociedade brasileira parece ser uma tática eleitoral da presidente.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Contas públicas

Parte do superávit primário divulgado pelo governo federal veio dos "restos a pagar", quer dizer, do fiado ou da contabilidade criativa, como gosta o PT. Já que o prefeito Fernando Malddad se julga um expert em contas públicas, poderia ajudar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está "perdidinho".

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Matemágica

Decerto seria leviano afirmar que o ministro Mantega é um humorista de talento. No entanto, demonstrar o cumprimento da meta - revisada diversas vezes - do superávit primário mediante somas e subtrações de valores computados de acordo com regras "originais", bem que poderia arrancar gargalhadas, não fosse a seriedade do assunto. Se para acalmar "nervosinhos" fosse necessário somar, em caráter extraordinário, por exemplo, a data da confecção do relatório, seguramente esse artifício receberia a bênção ministerial.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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MARANHÃO, DA BARBÁRIE ÀS LAGOSTAS

Enquanto a governadora Roseana Sarney licita lagostas para incluir em seu cardápio, as notícias que chegam pela mídia são de cenas dantescas, filmadas pelos próprios presos que protagonizaram a barbárie na cadeia, isso após uma menina ter morrido em consequência do fogo ateado num ônibus com gente dentro. E não está acontecendo no Afeganistão ou na Síria. É aqui mesmo, no Maranhão, dominado pela família Sarney. É possível maior prova de alienação por parte de um governante? De indiferença, de pouco caso com as péssimas condições do sistema prisional em seu Estado? Enquanto isso, dona Dilma estuda cada passo para não atingir a família Sarney, para não lhes causar nenhum tipo de "melindre". Santo Deus! Essa barbárie que choca o mundo não os afeta, não os horroriza? Que tipo de gente é essa que nos governa demonstrando tanta insensibilidade, cujo único interesse é manter-se no poder? O que pensar de quem aceita estes fatos de boca fechada, como é o caso da própria Dilma, do ministro da Justiça, da secretária dos Direitos Humanos, da OAB, de intelectuais defensores deste modelo e tantos jornalistas de opinião? Como acham que nós, brasileiros, estamos nos sentindo tomando conhecimento de tudo isso? Satisfeitos, seguros, esperançosos com o futuro do País? Francamente, parece que voltamos aos tempos das arenas romanas.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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INTOLERÁVEL

É inconcebível, incompreensível e intolerável a petulância da governadora Roseana Sarney (PMDB), filha de José Sarney (PMDB). O Maranhão está em crise, e mesmo assim, pouco importa, ela quer licitar para as residências oficiais do Estado a compra de 2,4 toneladas de camarão, 80 kg de lagosta fresca, 750 kg de patinhas de caranguejo, 50 potes de foie gras, além de geleias francesas, diversos tipos de castanhas, etc. Sem dúvida, alimentos considerados de "primeira necessidade" e imprescindíveis à sobrevivência da dispensa do Palácio dos Leões (onde os leões são eles), sede oficial do governo, e para sua residência de veraneio.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O MARANHÃO E A OMISSÃO

Enquanto o governo federal se omite, para não causar problemas políticos com o clã dos Sarney, pois à presidente só interessa a reeleição este ano, a governadora daquele sofrido Estado está preocupada com a compra da lagosta e do camarão, acusando a imprensa de distorcer os fatos, que tiveram repercussão negativa no mundo inteiro. Enquanto isso, o sofrido povo maranhense é trucidado nas ruas e nos presídios. Se o povo de lá tivesse um mínimo de preparo e escolaridade (o que não é de conveniência para os Sarney), estaria na porta do palácio e da Assembleia Legislativa, exigindo a renúncia e a prisão da governadora, principal responsável pela barbaridade ocorrida naquele Estado. Sabemos que nada disso ocorrerá e certamente alguns novos herdeiros da família Sarney serão eleitos ou re-eleitos em troca de um prato de comida.

Roberto Luiz Pinto e Silva

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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O IMPRESSIONANTE MARANHÃO

Apesar de a família Sarney mandar no Estado há mais de um século, não impressiona que o Maranhão tenha a pior colocação do País nos quesitos de desenvolvimento humano e social. Também não impressiona a situação do Complexo de Pedrinhas, com estupros, assassinatos e violações sexuais das familiares dos presos, nem a apatia da secretária de Direitos Humanos, tão ativa quando se trata de supostos crimes de policiais ou da ditadura militar. Menos ainda impressiona que a ONU cobre investigação sobre a barbárie em Pedrinhas. Nem chega a impressionar que, no meio dessa tormenta, inclusive com uma criança morta com 95% do corpo queimado por bandidos, o governo do Maranhão faça uma licitação para abastecer as residências da governadora Roseana Sarney, o Palácio dos Leões e a Casa de Veraneio, a um custo de um milhão de reais, incluindo lagosta, camarão, filé mignon, salmão, azeites e geleias importadas, bombons, sorvetes. O que realmente impressiona é que, na próxima eleição, eles vão ganhar de novo, seja pelo voto comprado, seja pelo de opinião. O problema do Brasil é claro: grave deficiência de educação - especialmente no Maranhão - e de saúde mental, mais psiquiátrico do que ideológico (eles nem sabem o que é isso...). É o tal do complexo de vira-lata. Faz sentido, pois essa brutal irracionalidade é muito distante do Brasil Maravilha que a presidenta tem pintado, com pincéis andrajosos e tintas absolutamente desbotadas.

Luiz Sérgio Silveira Costa

lsergio22@gmail.com

Rio de Janeiro

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NA GELADEIRA

Se Pedrinhas fosse residência oficial de Roseana Sarney, na despensa certamente haveria lagostas, camarões, caviar, uísque e champanhe.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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Antes da lagosta, Roseana vai ter de encarar "caldo de Pedrinhas".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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BRASIL CONDENADO

O governo do Maranhão, Estado que ostenta o vergonhoso "título" de ser o mais atrasado do País, apresentando os piores indicadores econômicos há décadas, divulgou licitação de R$ 1,1 milhão para abastecer as residências oficiais (Palácio dos Leões e casa de veraneio (!) em praia particular) em 2014. Entre os 351 (!) itens, destacam-se toneladas de camarões, carne bovina e suína, centenas de quilos de lagosta fresca, pescados em geral, patas de caranguejo, potes de foie gras e geleias franceses, castanhas portuguesas, caixas de bombons, biscoito champagne, oito sabores de sorvetes e guaraná Jesus. Como se ainda fosse a época do Brasil-colônia de cinco séculos atrás e das capitanias hereditárias, a família Sarney se comporta e age como verdadeira capitã-donatária do pedaço, useira e vezeira no abuso e desfrute dos bens públicos como se privados fossem. Enquanto existirem "Sarneys" na política, o Brasil estará condenado ao pior dos mundos. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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SONO TRANQUILO

Até quando o clã Sarney vai continuar subjugando este Estado brasileiro? O Maranhão tem o pior desempenho do País nos índices de saúde pública e qualquer outro que queiram mensurar. Recentemente, o principal hospital do Estado, conhecido como "Socorrão", precisou fazer uma vaquinha para comprar alimentos. E, descaradamente, a governadora Roseana Sarney libera uma licitação para gastar R$ 1 milhão em lagosta, foie gras, patinhas de siri, etc. Será que ela consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila enquanto a população de seu Estado morre de fome, sem hospitais, escolas, etc.? Acorda, Maranhão!

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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MOTIVO PARA REVOLUÇÃO

Essa licitação para compra de alimentos que chegou ao conhecimento público, com a exigência de fossem "alimentos de primeira qualidade e de marca conhecida nacionalmente" não foi preparada para encher a despensa de alguém presente na lista dos dez mais ricos do mundo, nem de sultões ou sheiks árabes podres de ricos, mas, sim, para abastecer as residências oficiais do paupérrimo e socialmente injusto Estado do Maranhão. Ou seja, para encher a pança de Roseana Sarney. Compunham a lista impensáveis itens como 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca e 750 quilos de patinhas de caranguejo, além de 50 potes de foie gras, 30 potes de geleias de pimenta, e outros 60 de geleias "francesas" nos sabores cassis, morango e pêssego, dentre outras iguarias, para completar o quadro de desplante e escárnio com o sofrido contribuinte daquele Estado. Por muito menos que isso, por causa da zombaria com o povo mandando-os comer brioches, quando não tinham pão para comer, a guilhotina comeu solta na Revolução Francesa.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PEDRINHAS NO CAMINHO

Eu, sendo a governadora Roseana Sarney, do Maranhão, arrumava um princípio de enfarto do miocárdio (de faz de conta, apenas), ficava guardado uns 20 dias no Sírio-Libanês e esperava baixar a poeira até a coisas se acomodarem lá pelas bandas do "meio Norte" brasileiro. Assim conseguiria tirar umas pedrinhas das sandálias da humildade e as coisas tenderiam a se normalizar.

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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INDISSOCIÁVEIS

Sendo o PT o partido que governa o País e sendo a família Sarney aliada do governo, não há como dissociar um do outro. Na campanha eleitoral de 2010 Lula e Dilma pediram votos para Roseana Sarney, afirmaram que o Maranhão seria um lugar rico, seu povo gozaria das benesses destes políticos porque teriam muito mais amor, é o que dizia a propaganda eleitoral. A fidelidade de Lula para com Sarney se expressa naquela afirmação de que ele "não era uma pessoa comum", retribuindo com essa frase o apoio do senador quando da explosão do escândalo do mensalão. E agora estes laços continuam e se sente que o PT tem sua grande parcela de responsabilidade no que se tornou o Maranhão pós eleição de Roseana (que nem foi eleita em primeiro lugar, como todos sabemos, mas isso é uma outra história): um Estado com índices horrorosos de violência, com presídios onde pessoas são estupradas e decapitadas, com ônibus ameaçados e queimados por bandidos. Não que fosse muito melhor antes. Esse é o resultado desta parceria: a governadora do Maranhão não pode tirar o corpo fora de toda essa confusão envolvendo as penitenciárias em seu Estado. Ela é a pessoa responsável pelo que acontece em seu governo e pelo que seus assessores e secretários falam e fazem. Mas e o governo federal, onde está a presidente que até agora nada disse sobre o assunto? Está medindo as palavras com medo de ofender o clã dos Sarney, responsáveis por grande parte do PMDB que a apoia. Os pobres, os miseráveis, os atingidos pela violência? Estes só servem para votar neles iludidos por promessas e mesadas. Vergonhosos, imorais, asquerosos!

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ELEITORES MARANHENSES

O povo merece o governo que tem. O povo do Maranhão merece ter a família Sarney.

Gilberto Lima Junqueira

glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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MEDO PÂNICO

Quem está na chuva é para se molhar e quem está no fogo é para se queimar. Esses aforismos se encaixam bem na presidente Dilma, há muito em campanha desesperada para um segundo mandato presidencial e o quarto consecutivo de poder do Partido dos Trabalhadores. Por isso mesmo é que as raposas felpudas da política ensinam que "tem hora pra falar e tem hora pra calar". Quando de trata de "companheiros", a postura do governo tem um tom diferente. Vejam a administração medieval que as administrações da governadora Roseana Sarney (Maranhão) e Tarso Genro (Rio Grande do Sul) levando os sistemas prisionais daqueles Estados a horrores que se igualam aos de Teblinka e Dachau. Nem a presidente Dilma nem a ministra Maria do Rosário, dos Direitos "dos Manos", nem tampouco o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fizeram a mínima crítica sobre os fatos que colocam o Brasil no período cretáceo da evolução humana. Dilma, assim como seu criador Lula, cultua a verborragia que funciona somente para o aprisco que raciocina por três órgãos: boca, intestino e reto. Segundo a própria Dilma, "em época de campanha se faz o diabo", mas é preciso cuidado para que o tridente não saia pela culatra. Viva e verás.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TRISTE REALIDADE

A família Sarney mantém o povo do Maranhão vivendo décadas de atraso, com tudo o que isso pode significar. Ninguém parece indignado. O governo federal só está preocupado com o apoio político. Triste realidade.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PENA DE MORTE

Acreditem ou não, mas a pena de morte já existe no Brasil. Diariamente vemos, uma mais absurda que a outra, a morte de pessoas inocentes, trabalhadoras, pais de famílias, crianças, todas mortas por marginais e bandidos. Ao contrário do que muitos dizem, não precisa de lei para instituir a pena de morte, somente a maldade, frieza de pessoas que se dizem humanos, mas que de humanos nada têm. São eles os juízes, que na hora decidem se matam ou não as suas vítimas. Hoje a população trabalhadora, honesta, que gera renda e emprego ao País se vê refém dos bandidos. E o mais absurdo é ver um governo fracassado, medíocre, que arrecada tanto e gasta tão mal, com propagandas mentirosas, tendo tão somente um único objetivo, ganhar as eleições e se manterem no poder. Onde estão os ministros que tanto defendem os direitos humanos (Maria do Rosário) e da Justiça (Jose Eduardo Cardozo), que não deram uma palavra sequer quanto às barbaridades cometidas no Maranhão. Será que só porque aquele Estado é governado pela família Sarney e dela necessitam para ganharem as eleições? Não pode o povo honesto e trabalhador deste país ficar a mercê e silencioso dessa situação.

Nilson A. Carreira Monico

advcarreira@uol.com.br

Presidente Venceslau

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SÓ MESMO A INTERVENÇÃO

A barbárie praticada no Maranhão contrasta com o modo de vida da família Sarney. Poderosos e donos do Estado mais pobre da Federação, pois o Maranhão tem o pior IDH, a notícia da compra detalhada de itens para a casa da governadora Roseana Sarney é um acinte. Mas o que fazer diante de um quadro como o que estamos assistindo? A televisão é do Sarney, os jornais idem, os procuradores, promotores, delegados, juízes são funcionários de Sarney, por acaso alguém vai falar contra o ditador da senzala? Só mesmo uma intervenção federal, mas como a presidente Dilma vai cobrar alguma providencia ou se manifestar sobre o que está acontecendo no harém dos Sarneys, quando se sabe que os apoios políticos têm mais valor que uma vida? Onde estão os eleitores que não enxergam o descaso e continuam votando nos coronéis?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INFERNAL

O rei está nu. O dono do Maranhão foi ocasional presidente desta República, produziu o enganoso e demagógico Plano Cruzado e a inflação foi às alturas mais elevadas de nossa história. Agora, sua aldeia verte sintomas de pobreza absoluta, dor e sangue por todos os poros. Dante Alighieri ilustraria sua alegoria infernal com as atrocidades e sofrimentos que estamos presenciando na terra das aranhas de São Luís.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PRAGAS BÍBLICAS

Se Deus, hoje, quisesse atormentar um povo, tal como fez com os egípcios na história bíblica, não se daria mais ao trabalho de hostilizá-lo com pragas, tais como nuvens de gafanhotos, moscas, úlceras, chagas e mortandade de crianças. O Todo-Poderoso simplesmente colocaria alguém do clã Sarney para governar esse povo, terceirizando assim o seu trabalho e agindo com muito mais eficácia. Que o diga a população do Maranhão, assolada há décadas por miséria, fome, analfabetismo, falta de saneamento básico, mortalidade infantil e violência.

Túllio Marco Soares

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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MELINDRES

Para os observadores mais atentos da vida política nacional, não causa surpresa o fato de, conforme noticiado ontem pelo "Estado", a presidente Dilma Rousseff atuar de forma a não causar melindres à governadora do Maranhão Roseana Sarney (e por extensão ao "clã Sarney"), ainda que confrontada com uma avalanche de fatos, os quais, eclodidos a partir da surreal situação do caótico sistema prisional maranhense e que por isso mesmo atraiu para aquele estado a atenção de órgãos de imprensa mais sérios do nosso país, afeitos a uma excelente e imparcial apuração dos fatos. Em poucas semanas a presença de jornalistas destacados por estes organismos, entre os quais o próprio "Estado", trouxe à tona uma série de desmandos (o que falar das luxuosas provisões nas dispensas do Palácio da governadora?) e atos administrativos eivados de suspeitas envolvendo dezenas de milhões de reais no Estado da Federação listado entre aqueles com os piores indicadores sociais do País. Enquanto isso, nossa "presidenta", fazendo bom uso da cartilha do mentor e antecessor, cuida de enviar afagos para o "clã Sarney" para não ter eventuais problemas na composição da força tarefa que vai cuidar da tentativa de reconduzi-la ao cargo que hoje ocupa. Ou seja, dane-se a ética, incentive-se a corrupção, dê um ponta pé no traseiro da boa gestão pública, porque o que importa realmente é a manutenção do poder. Pobre país!

Fernando Cesar Gasparini

phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

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NO FUNDO DO POÇO

A descrição das condições sub humanas de vida dos presidiários do Maranhão revela a verdadeira realidade da prática política das autoridades brasileiras. Chocante, revoltante e incompreensível nos tempos atuais, em que se supunha que a barbárie havia ficado no passado da ignorância e da bestialidade. No contraponto entre as mais de duas toneladas de pescados de grife que vão abastecer as duas residências oficiais da elite governante maranhense, os massacrados presidiários recebem galinha crua como alimento. Essa é apenas outra faceta da promiscuidade política que permite ministros voarem de jatinho vip pago com dinheiro público enquanto os maltratados pelo SUS esperam em vão um socorro médico. A desigualdade ofensiva e ultrajante que se mantém no Brasil só pode nos envergonhar ainda mais porque continuamos pagando impostos escorchantes para a manutenção deste "status quo" de intolerável abuso sob a capa de um regime democrático. Parece que a sonhada mudança que poderia trazer o País ao mundo civilizado, pedida nas ruas pelo povo no ano passado, não virá das mãos das lideranças políticas ou sociais formais, dadas a sua omissão e a sua complacência perante tal realidade. É compreensível e justificável o apoio que traficantes e criminosos recebem nas comunidades carentes, eles fazem mais pelos seus que o governo brasileiro.

Ronaldo Parisi

rparisi@uol.com.br

São Paulo

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RAÇÃO

Na lista de compras de Roseana Sarney consta o valor de R$ 108 mil em ração para peixes. Pelo visto os peixes do Calhau se alimentam bem.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PRISÕES TERCEIRIZADAS

O que os órgãos responsáveis estão esperando para brecar aquela cobra travestida de governadora, no Maranhão, que só faz ampliar gasto com prisão terceirizada (R$ 74 milhões em 2013, 136% de aumento em relação a 2011), sendo que uma das empresas que mais receberam verba, a Atlântica, tem como representante o sócio de Jorge Murad, marido da governadora? Ou será que algumas dessas autoridades vão participar do banquete regado a camarões, lagostas e patinhas de caranguejo?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA, SP E MARANHÃO

A respeito do descalabro da situação da segurança pública no Estado do Maranhão, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, lavou as mãos solenemente. Disse que o assunto é com as autoridades locais, que, admitiu, estão tomando medidas "insuficientes" para resolver o estado de calamidade pública no Estado. É bom lembrar que a governadora do Estado do Maranhão é a sra. Roseana Sarney, filha do senador José Sarney, ambos apoiados em tudo por Lula, que até ao palanque de Roseana subiu. Os homicídios no Maranhão dos amigos de Lula cresceram 460% nos últimos 13 anos. A Bahia, governada pelo PT, é outro péssimo exemplo no campo da segurança pública, mostram os números. Enquanto isso, e em sentido oposto, São Paulo, que chegou a ter 12.880 homicídios em 1999, apresenta, agora, um número de homicídios inferior a 4.500, um dos mais baixos do País. O que teriam dona Maria do Rosário e seu chefe petista a dizer sobre isso?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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TERROR

Que a criminalidade em nosso país já ultrapassou a todos os parâmetros de civilidade, ninguém mais duvida, mas os últimos acontecimentos no Estado do Maranhão parecem mais um cenário de filme de terror. As condições dos presos no complexo penitenciário de Pedrinhas chegaram a um tal ponto de degradação que se tem a impressão de que nenhuma autoridade constituída comanda aquela prisão. As instalações cedidas aos presos durante as visitas íntimas, pela narrativa dos reportes, com as mulheres sujeitas a ataques de outros detentos, é de uma sordidez inominável, terminando a levar os presos a se rebelarem e agora ordenar ataques aos ônibus da cidade de São Luís, o que resultou em cenas mais dantescas, como a da menininha que morreu queimada quando o coletivo em que viajava com a sua família foi queimado pelos facínoras. E não bastasse o horror do acontecido, ainda temos de engolir a abobrinha do secretário da Administração Penitenciária do Maranhão, que ante tantas cenas horrorosas e mortes absurdas declarou à Rede Bandeirantes que foi "um mal que vinha para o bem". O mínimo que a governadora Roseana Sarney tem de fazer é exonerar de imediato tão ilustre figura, caso contrário podemos supor que a situação chegou aonde chegou graças a essa ótica de governabilidade. Estamos realmente vivendo em um mundo cão.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DECLARAÇÃO INFELIZ

Conforme matéria publicada no "Estadão" de 8/10, o secretário de Estado de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão, Sebastião Uchôa, declarou que os efeitos provocados pela onda de atentados a ônibus e delegacias de São Luís são "males que vêm para o bem". Para os parentes da pequena Ana Clara e outras vítimas, as atrocidades "não vieram para o bem".

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella..net

São Paulo

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CULPADOS E INOCENTES

Alguém precisa avisar aos bandidos do Maranhão que eles estão matando as pessoas erradas.

Celia H. Guercio Rodrigues

celitar@hotmail.com

Avaré

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HORROR MARANHENSE

Governadora Roseana Sarney, o que causa repúdio é a maneira selvagem com que certos políticos privatizam um Estado a seu favor, há quase 50 anos, sugando suas riquezas em benefício próprio, enquanto o povo vive na miséria, sem educação, saneamento, saúde, etc. Como vivem figurativa e literalmente numa ilha, os "donos" do Maranhão só se sentem indignados quando as más notícias correm o mundo, mostrando as mazelas dessa verdadeira capitania hereditária maranhense. Então, culpada, mesmo, é a imprensa, por divulgar esse cenário dantesco, e não seus governantes, que são incompetentes (ou não querem?) para resolver esse problema. Enquanto isso, o governo do Maranhão gasta R$ 1 milhão com lagosta, camarão, sorvetes vários, caranguejo, bombom e biscoito. Desta vez, nem a água Jesus vai abençoar.

Sérgio Aparecido Nardelli

sergio9@ig.com.br

São Paulo

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HOMICÍDIOS CRESCEM NO MARANHÃO

O que esperar de um Estado dominado pela "famiglia" Sarney há mais de 50 anos? Como dizia o vidente Juca Chaves, a única coisa no Maranhão que vai para frente é o atraso!

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

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CINISMO INDECENTE

Atitudes cínicas dos políticos brasileiros não são novidade, mas a governança do Maranhão supera isso de maneira indecente. Com uma situação preocupantíssima na segurança pública que vive aquele Estado, a autoridade local realiza licitação para aquisição de iguarias para suprir a dispensa do palácio. Isso é um insulto que ultrapassa qualquer limite de tolerância. Até quando nós, brasileiros, vamos continuar engolindo os desmandos dessa gentalha que não nos respeitam?

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Por décadas a família Sarney administrando o Estado do Maranhão, continuadamente o mais miserável Estado brasileiro, mostra de que mesmo com todo o poder político, inclusive junto ao governo federal, a falta de capacitação fica registrada nas ocorrências no Presídio de Parreirinha, com decapitações que nos envergonham perante o mundo.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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A ONU E O TRISTE RETRATO

O estado dos direitos humanos nos presídios brasileiros é tão calamitosa que até a "pacata" Organização das Nações Unidas finalmente perdeu a paciência! Se bem que o ministro José Eduardo Cardozo fez questão de dizer isso antes. Provavelmente estava pensando na terrível eventualidade de prisão dos mensaleiros. O Maranhão explica bem a causa desta situação escandalosa: seus caros presídios estão superviolentos, superlotados, e os presidiários se alimentem muito mal. Enquanto isso, Roseana "Antoinette" Sarney estava licitando a compra de lagosta, camarão, salmão e filé mignon, todos frescos e de primeira qualidade. Para beber, entre outras, o guaraná "Jesus". Mesmo assim, é capaz de ganhar as eleições!

Omar El Seoud

elseoud@usp.br

São Paulo

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VERGONHA NACIONAL

O Estado do Maranhão é uma aberração, capitania hereditária da família Sarney. Não tem infraestrutura sanitária, índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos piores do mundo, mortalidade infantil altíssima, o Estado não arrecada nada para o Brasil, mas recebe muito. O único índice que cresceu no Estado nos últimos dez anos (460%) foi o de homicídio. Até presídio é terceirizado, não tem segurança, é um lixo! Parentes tomam lugar na administração pública. A senhora Roseana Sarney está licitando "lagosta" e o povo na miséria - diz prestar solidariedade à família da criança queimada viva, isso é dispensável; deviam fechar para balanço, ligar "aquilo" ao Piauí ou Pará e abandonarem a vida pública. Vergonha perante o mundo, dá náuseas.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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FÉRIAS DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

A saída de Joaquim Barbosa em férias sem assinar o mandado de prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) está provocando muitas reações, ou mesmo ciumeiras entre os seus pares, que afirmam que o deputado só será preso em fevereiro, após as férias do ministro. Isso mais parece uma filigrana ou firula jurídica, pois o essencial já foi discutido com a decretação da prisão do deputado, com a extinção dos recursos entrepostos. Será que não daria para enviar a papelada para o ministro assinar através de um estafeta de plantão, ou mesmo através do já ultrapassado fax?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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RENÚNCIA OU NÃO?

As férias tiradas pelo relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, às vésperas de assinar o mandado de prisão do condenado deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), por ele mesmo determinada como consequência do trânsito em julgado do acórdão que julgou os vários recursos do referido parlamentar, condenado a vários anos de prisão, estão causando surpresas ao eleitorado. Este processo durou quase uma década de trabalho insano dele e do STF, por envolver altas personalidades políticas do petismo em corrupção ativa e passiva. Ditas férias estão ocasionando uma questão difícil de compreender e enigmática. Ora, se ele é um profícuo, um incansável e independente relator de um processo tão longo, tão importante para a honorabilidade da política brasileira, tanto na órbita executiva como na órbita legislativa, por que, antes de sair em merecidas férias, não assinou mencionado mandado de prisão, o que poderia fazer até de dentro do veículo que o transportou para o repouso? Será que é para dar tempo ao parlamentar mencionado para decidir se renuncia ou não ao seu mandato, como já o fizeram seus colegas também condenados? Eis a questão!

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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DESCONFORTO PSICOLÓGICO

Em razão do atraso de alguns dias, ou mais, decorrentes de uma atuação dita causadora de mal-estar, o presidente do STF, Joaquim Barbosa está sendo criticado. Ora, quantos anos de tramitação tem a Ação Penal nº 470? São anos de espera porque a todos os réus foi assegurado um criterioso e pleno direito de defesa; e são esses muitos anos que geram um desumano desconforto psicológico para os cidadãos de bem, espoliados que foram pela corrupção apurada e praticada pelos réus: cada um destes, na medida de suas possibilidades, deitaram e rolaram sobre o dinheiro público arrecadado dos mesmos cidadãos de bem, dinheiro que deveria ser aplicado em providências na saúde pública, na educação pública, etc., etc., etc. A turbulência possível, na verdade, foi exatamente o longo lapso de tempo de espera pela decisão final. Os efeitos do apurado e do enfim decidido, tudo feito até com indevida delicadeza processual, não justificam as críticas exacerbadas que agora vêm sendo proferidas. A condenação aconteceu: então, os réus devem aguardar serenamente o que devem pagar por saberem muito bem o que é devido.

Pedro L. de Campos Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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VISITA

Esta semana, mais uma vez, ficou provado que aves de mesma plumagem voam juntas. Um ex-presidiário - José Rainha - visitou o futuro presidiário João Paulo Cunha. Solidariedade ou instruções de como proceder na cadeia? Com a palavra, o ex e o futuro presidiários.

Jose Roberto Marforio

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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A NOVELA DO CARTEL PAULISTA

Everton Rheinheimer, ex-diretor da empresa Siemens, durante a delação premiada feita à Polícia Federal, descreveu "contatos e reunião pessoais, além de acordos financeiros" das empresas do cartel com os deputados licenciados, citando os nomes de Edson Aparecido (PSDB), José Aníbal (PSDB), Rodrigo Garcia (DEM) e Arnaldo Jardim (PPS). Desde 2008, essa novela vem sendo transmitida pela mídia, muitas vezes com capítulos repetidos e não tem fim. Até hoje, nunca vi divulgado um extrato bancário, um depósito bancário ou uma conta telefônica provando essas denúncias. Onde estão as provas? Ou as denúncias são apenas informações vazias para prejudicar a imagem de alguns políticos? Por que até hoje, quem apura os fatos (Cade, Polícia Federal, Ministério Público, Poder Judiciário) não providenciaram a quebra do sigilo bancário, fiscal ou telefônico dos envolvidos e não resolveram essa questão? A quem interessa o blá blá blá dessa novela? Com certeza, essa novela não é interessante à democracia brasileira.

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ENTRE A FÚRIA E A LAMÚRIA

O editorial "As lamúrias de Haddad" ("Estadão", 9/1, A3) deixa bem clara a diferença entre a "fúria arrecadatória" e as "lamúrias" do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), no início de sua gestão. Mais do que isso, aponta para o dever político que o prefeito tem na sua tarefa de se esforçar para melhorar as condições de vida da população que o elegeu, buscando vencer e enfrentar as dificuldades que também tiveram seus antecessores, ao invés de se queixar da falta de recursos que vai enfrentar em 2014. Em resposta à leitora sra. Valdenice Santana dos Santos ("IPTU em São Paulo", "Fórum dos Leitores", 8/1), é preciso deixar bem claras ainda outras duas coisas. Insanidade política é acreditar que as medidas de cortes em investimentos precipitadamente já anunciadas por Haddad não irão prejudicar direta ou indiretamente a população paulistana, que carece em educação de qualidade, saúde, segurança pública, saneamento básico, transporte de qualidade, e políticos comprometidos com a boa administração dos recursos públicos. Ingenuidade política é o (e)leitor deixar-se enganar pela arte e o engodo da retórica das autoridades desse País e seus cabos eleitorais, e acreditar que o governo federal de Dilma Rousseff, parceiro direto de Haddad, representado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), seria capaz de deixar o seu correligionário passar por mais esse vexame político, não cumprindo o acordo de repassar as verbas prometidas à Prefeitura de São Paulo, uma das maiores cidades do Brasil, simplesmente porque esta não conseguiu arrecadar os elevados impostos almejados. Corrija-se a má interpretação da leitora. Não compactuo com nenhum dos erros cometidos pelas administrações de Serra e Kassab. Justamente por isso, o sentido de "veto" e "liminar" aqui não se trata de ater aos detalhes de termos jurídicos, já que veto do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido figurado de "freio", corresponde à medida da Justiça, nesse caso, de tentar barrar o erro de Haddad, que, tal como assinalou o editorial, foi o erro da ganância, do exagero, do aumento claramente além do razoável, de pensar que podia usar o IPTU para, sem mais nem menos, conseguir os R$ 800 milhões que queria. Claro, entretanto, é que nem o vexame passado pelo prefeito que tentou recorrer aos tribunais da Justiça para tocar em frente o seu ambicioso "Projeto Malddad" de repetir os mesmos erros de gestões petistas anteriores, como o da ex-prefeita de São José dos Campos Ângela Guadagnin, que, entre 1993 e 1996, foi a que mais elevou o IPTU daquela cidade, e o erro de Marta Suplicy, que entre 2001 e 2004, foi a campeã em arrecadação de impostos na cidade de São Paulo, e por isso até foi apelidada de Martaxa, nem o recente aumento exorbitante de 0,38% para 6,38% no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), apresentado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, farão da palavra "veto" sinônimo de que a carruagem da arrecadação do governo petista irá parar.

Emanuel Angelo Nascimento

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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ACESSO AOS AVIÕES

Nos aeroportos domésticos, o acesso aos aviões para as pessoas com limitações para deambular - cujo número é cada vez maior -, implica o uso de cadeiras de rodas. Elas têm um tratamento preferencial, com a alocação nos primeiros assentos do avião. Entretanto, incompreensivelmente, algumas companhias aéreas oferecem cadeiras de rodas tamanho pequeno, que só servem para quem é manequim P. Quem é manequim GG não consegue sentar nelas, nem se for sextavado.

Roldão Simas Filho

rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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AEROPORTOS SEM INVESTIMENTO

Quando a aviação civil estava entregue aos militares, as coisas andavam nos eixos. A Infraero era eficaz e os aeroportos, decentes. Guarulhos e Tom Jobim, construídos pela Aeronáutica, eram Primeiro Mundo, ou padrão Fifa, como se diz hoje em dia. Na politizada gestão petista, sem investimentos que mantivessem e ampliassem a sua excelência, estão degradados, coisa de Terceiro Mundo, onde, aliás, estamos, vergonhosamente, perdendo posições.

Ricardo Mello Santos

pramar681@hotmail.com

Salvador

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