Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2014 | 02h06

Medidas improvisadas

"Lá vem o pato/ pata aqui pata acolá/ Lá vem o pato/ para ver o que é que há." Esse é o nosso brilhante prefeito. Não contente com as "faixas" de ônibus, normalmente às moscas enquanto os paulistanos (execrável elite que se locomove em automóvel) se espremem pelas faixas restantes das vias, agora quer aprofundar o caos com a ampliação do rodízio para mais 400 ruas. É o afã de "resolver" São Paulo com medidas improvisadas, dignas de malabares de semáforos. Isso porque o Tribunal de Contas do Município (TCM) brecou as licitações em curso para mais corredores em avenidas, entre outras falhas apontadas, por ausência de comprovação de recursos orçamentários suficientes para arcar com o custo das obras. Que ele quer "ferrar" a população já não resta a menor dúvida. Por que não destina verba para o metrô e trabalha em conjunto com o governo do Estado para minimizar o problema do transporte público? Ou será que o afã real é de faturar mais multas e engordar de maneira fácil o cofrinho?

MARISA D. S. AMARAL

gatarada@uol.com.br

São Paulo

Rodízio ampliado

Antes de tudo a Prefeitura visa a arrecadar mais, multando muito mais, pois nunca essas ruas serão sinalizadas a contento ou será divulgado por longo período que elas estão incluídas no rodízio. Na verdade, essa é uma forma também de no dia do rodízio deixar o carro na garagem e não ir nem até a padaria da esquina. Por que não se preocupam em sincronizar os semáforos nas longas avenidas, onde a cada quarteirão eles mudam de cor?

JOÃO DEVITTE FERREIRA

j.devitte@devitteseguros.com.br

São Paulo

Alternativas

O rodízio é recurso emergencial para o controle de trânsito. Que os srs. engenheiros, com outros estudiosos, pensem nas muitas alternativas para aliviar a grave situação de mobilidade na cidade, que em curto prazo se tornará crítica, ensejando medidas impopulares, porém necessárias.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Corredores de ônibus

Nosso prefeito disse que é normal a suspensão pelo TCM de obras sem projeto básico. Como pode existir um valor já fixado por um projeto que não existe ainda? O custo dessa obra por metro linear é de R$ 3.133,33, o que soma R$ 4,7 bilhões. Pintar linhas no chão e construir algumas paradas não pode custar tanto assim. Aí tem coisa PT!

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Duplicação da Tamoios

Fiquei perplexo ao saber do valor de R$ 4,7 bilhões que a Prefeitura pretende gastar para fazer corredores. Ainda bem que o TCM suspendeu a licitação, pois o dinheiro público, advindo dos milhões de contribuintes, é suado. Como cidadão, gostaria de saber quais são as especificações técnicas para execução da obra, porque construir pontos de ônibus e pintar faixas sobre asfalto não exige custos altos. Aliás, na minha modesta opinião, esses custos deveriam ser divididos entre Prefeitura, empresas de ônibus e de táxis. Para uma simples comparação, a duplicação da Rodovia Tamoios pelo governo Alckmin tem previsão de custo na inauguração de R$ 672,3 milhões (Estado, 7/12/2013). É evidente que essa comparação não tem a pretensão de ser correta, pois, salvo engano, corredor de ônibus é algo muito mais singelo que duplicação de rodovia.

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

Prejuízo

As tais faixas já provocam queda de 30% nas atividades do comércio e de quem se desloca de carro para fazer negócios.

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

Elementar

Os corredores de ônibus acabam prejudicando, e muito, a geração de riqueza. Até que se aumentem as opções de rolamento (passagens de nível, túneis, viadutos, novas vias, harmonização semafórica, etc.) os corredores deveriam funcionar em exclusividade só nos horários de pico (das 7 às 9 horas e das 17 às 20 horas). Para mim, é elementar.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Só lata de tinta não resolve

É um truísmo dizer que as ruas de São Paulo estão intransitáveis. Mas não é só pelos buracos, os remendos também causam desconforto e prejuízos materiais aos motoristas. Intervenções recorrentes de concessionárias de serviços públicos, mesmo após pavimentações recentes, são as maiores causadoras desses males. Por falta de zelo, fiscalização e regras da Prefeitura para exigir respeito ao bem público e ao contribuinte, empresas terceirizadas não têm preocupação com o resultado de suas ações invasivas. Basta-lhes que os buracos sejam tapados, sem se importar em devolver o bem no mesmo estado em que o encontraram. Não é somente com latas de tinha e demagogia que se resolvem os problemas da cidade. JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

Bode expiatório

Sem o escorchante aumento do IPTU o prefeito Malddad alega não poder desapropriar, fazer creches e hospitais. Afirmação ridícula. O prefeito que use a mesma verba de 2013, ou nada disso foi feito no ano passado? Não transforme o IPTU em bode expiatório da sua "administração".

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Esclarecimento

Com relação ao editorial Uma solução acima da lei (4/1, A3), esclareço que o projeto de lei de mudança do zoneamento que permite a instalação de escolas e creches exclusivamente públicas em ruas locais, enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Fernando Haddad, se justifica na medida em que a nova Lei Geral de Zoneamento, e não o Plano Diretor, como publicado, deverá levar, no mínimo, um ano e meio para ser aprovada. Essa perspectiva de tempo e a gravidade do problema de falta de equipamentos na periferia tornam necessária uma mudança imediata da legislação. Ao contrário do que afirma o editorial, não estou "abrindo mão do papel de defensor das normas rigorosas, criadas de forma democrática para a defesa do bem-estar humano na capital"; estou defendendo a mudança de uma lei para que sejam instalados o quanto antes equipamentos que visam o "bem-estar humano na cidade", o que permitirá à Prefeitura cumprir o dever constitucional de universalizar o acesso à educação.

NABIL BONDUKI, vereador (PT)

São Paulo

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O BNDES EM BENEFÍCIO DE CUBA

Enquanto a infraestrutura portuária brasileira agoniza com pífios US$ 15,5 milhões em investimentos, causando sérios danos à economia do País e com filas intermináveis nas estradas que levam ao litoral, o governo de Dilma Rousseff despeja um total de US$ 682 milhões para melhorar o Porto de Mariel, em Cuba, com o dinheiro do contribuinte via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na contramão do bom senso e do patriotismo que o governo petista vem demonstrando não ter desde seu início, em 2003. Aumentando as suspeitas de que esse governo está priorizando uma política externa voltada aos interesses do partido, o generoso empréstimo autorizado pela presidente vem com a chancela de sigiloso, cujo conteúdo dos papéis só poderá ser conhecido a partir de 2027. Com todo engajamento em melhorar a infraestrutura do país, as chances de Dilma vencer as eleições de 2014 no primeiro turno são grandes, mas em Cuba. Fora PT!

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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AEROPORTO, A SAÍDA?

Um rápido passeio pelo caderno de Economia do "Estadão" de sexta-feira (10/1) dá a dimensão da degradação dos fundamentos macroeconômicos do Brasil. Logo na página B1, o alerta: "Safra agrícola deste ano pode enfrentar novo apagão logístico", advertindo para a falta de investimentos em infraestrutura. Na B2, "Previdência privada não conseguiu repor a inflação". Ao lado, Felipe Sato assina o artigo "Governo não cumpriu a meta fiscal de 2013". Página B3: "Bolsa fecha no menor patamar desde agosto"; "Investidor se preocupa com a nota brasileira" e, ainda, "Para S&P, País tem economia em ‘deterioração’". Na B6, "Encalhe do Natal cresce 10%"; "Número de famílias endividadas foi 7,5% maior em 2013" e, fechando, "Cesta básica subiu acima de 10% em nove capitais do País". Na B8 (Mercados), "Dólar atinge o maior nível desde agosto de 2013". Também ali, o fechamento de Petrobrás PN no dia 9/1: R$15,70 (queda de 3% no dia). Com indicadores econômicos tão categoricamente negativos, seria caso de o povo brasileiro, de forma unânime, senão amplamente majoritária, esperar ansiosamente as urnas de outubro para enterrar esse desgoverno, mas não. O que se especula é se Dilma Rousseff se reelegerá no primeiro ou no segundo turno. Cada dia fica mais real aquele chiste de que a melhor saída para o brasileiro continua sendo o aeroporto.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CESTA BÁSICA

A cesta básica não subiu mais do que a inflação em 16 das 18 capitais analisadas: foi a inflação oficial que subiu menos que a inflação real, aquela que o povo brasileiro sente quando vai ao mercado fazer as suas compras. O que a cesta básica subiu foi exatamente o que subiu a inflação real, aquela sem maquiagens e sem represamentos de aumentos dos preços controlados pelo governo.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CESTA BÁSICA PARA RICOS

Desmentindo literalmente que essa gestão petista somente governa visando a proteger as famílias pobres deste país, o Dieese divulgou o quanto subiu de preço em 2013 a cesta básica nas 18 capitais pesquisadas. Apenas em Brasília e Goiânia é que o custo ficou abaixo da inflação, que provavelmente ficará em torno de 5,8%. Nas outras 16 capitais os preços foram reajustados bem acima do índice inflacionário. Como por exemplo, em Salvador, alta de 16,74%; Natal, 14,07%; Campo Grande, 12,38%; Porto Alegre, 11,83%; etc. Como se vê, o índice de aumento do salário mínimo e de todas as categorias profissionais dos trabalhadores foi insuficiente para custear o reajuste da cesta básica em 2013. Ou seja, é com este grau de custo de vida que a presidente Dilma vem a público para dizer sempre que a inflação está sob controle. Talvez sob o controle da enganosa e milionária propaganda oficial do Palácio do Planalto. E o que preocupa é que os analistas preveem para 2014 uma inflação mais alta! Um duro e triste recado para as classes mais desfavorecidas, que têm a cada dia suas refeições menos fartas.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A INFLAÇÃO DO POVO

Os órgãos oficiais apresentam ao público um índice inflacionário que choca frontalmente com a realidade diuturna. Nas compras em supermercados, com utilidades diversas, o índice é muito maior que o apresentado pelo governo. Na aquisição de um imóvel, então, vê-se que, após um período de doze meses, o preço é sempre 15% a 20% maior. E assim por diante. Então, enganar o povo parece que tem surtido efeito benéfico para os enganadores, porque sempre se elegem e continuam com a mesma novela. Na verdade, precisamos de um órgão apartidário e independente que demonstre ao povo qual a verdadeira inflação, a fim de que todos possam defender-se dos seus efeitos corrosivos. Mas a verdade não vai interessar aos políticos de plantão no poder.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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AUMENTO DO IOF

Bem coisa do petismo. Na virada do ano, na entrada do aeroporto, novo golpe, desta vez de aumento de 1.579% para um imposto (Imposto sobre Operações Financeiras) que quer a fatia do governo, ou de seus asseclas, por sobre as despesas de férias dos cidadãos brasileiros que vão ao exterior em busca de uma cidadania, custos e comodidades que nosso país se recusa a lhes dar. A mãe do fracassado PAC é também a megera indomada, a madrasta que espreita e ataca mais ainda o bolso arregaçado do brasileiro. Que esses turistas todos voltem de viagem convencidos de que devem mandar este governo infame, predador, corrupto para o inferno nas próximas eleições. Quem sabe as próximas férias serão mais econômicas ou ao menos sem novos golpes de última hora.

Ronaldo Parisi

rparisi@uol.com.br

São Paulo

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O GOVERNO NOS DEVE EXPLICAÇÕES

Segundo editorial de "O Estado", a economia americana está em franca recuperação, com o crescimento de seu PIB em 4,1%. A China cresceu 7,5% e o Japão também incrementou seus resultados econômicos, ainda que mais moderadamente. E o dado que nos força a uma comparação mais próxima: 4,5% na média das economias emergentes. Na contramão desse caminho, ao que tudo indica, a saída da crise, mantemos nossa expansão pífia e as previsões para o próximo ano não são diferentes. As razões não escapam de nosso conhecimento, mas a Presidente tem o dever de prestar esclarecimentos. Estadistas enfrentam o povo nas épocas das vacas magras, sobretudo quando as dos vizinhos exibem suas forças.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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INVESTIMENTOS

Dilma, em seu discurso de fim de ano, declarou que "guerra psicológica inibe investimentos". Não é verdade. Inibição de investimentos é consequência do verdadeiro caos a que foi levada nossa Economia nos últimos anos. O resto de sua ladainha nada mais é que demagogia barata transmitida ao Brasil ao elevado custo de R$ 90 mil pago pelos cofres públicos.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DESECONOMIA

Cáspite! Na história deste país, não é possível encontrar uma condução da economia mais atabalhoada, confusa e caótica do que o período do governo Dilma. Seria uma experiência baseada na administração da tal famigerada lojinha de R$ 1,99?

Ulysses Fernandes Nunes Jr.

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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NÚMEROS MEIO-FALSOS

Um dos números mais importantes das metas do governo na administração da economia é a manutenção da meta fiscal, que em 2012 deveria ser pouco mais de R$ 73 bilhões, mostrando que o País está bem administrado. A rigor o governo atingiu R$ 40 bilhões, pois nos R$ 75 bilhões anunciados encontram-se receitas extraordinárias usadas para compor a meta, no valor de R$ 15 bilhões resultantes do leilão do pré-sal e R$ 20 bilhões referentes ao Refis, para o qual o governo buscou facilitar o contribuinte a pagar seus impostos atrasados. Essas verbas são excepcionais, que não se repetirão em outros anos. A rigor, a política econômica falhou dado o resultado real da meta de R$ 40 bilhões. Como já é do conhecimento geral, a presidente Dilma tem alterado números da economia do País para melhorá-los e não mostrar o mau governo que ela faz na gestão da economia. Tudo é "meio falso" no governo Dilma.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MANTEGA ‘NERVOSINHO’

Seria a expressão "para acalmar os nervosinhos", do ministro Guido Mantega, equivalente ao "relaxa e goza" de Martaxa Suplicy? Governo sério não brinca nem com palavras, muito menos com números fabricados.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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FONTES DE ENERGIA

A energia solar que chega à Terra é cerca de 4 mil vezes o que o planeta todo consome em tudo o que faz, útil e inútil, mas é a energia nuclear que volta à pauta internacional, como nos mostra Washington Novaes ("Que se fará com o lixo nuclear?", 10/1, A2). Defendo a diversificação de fontes de energia e a busca por uma sustentabilidade ambiental. Apesar dos enormes riscos e da falta de destino adequado ao lixo nuclear, não se pode condenar pura e simplesmente essa fonte de energia, mesmo porque derivados da tecnologia nuclear têm sido usados em medicina, agricultura e em outros setores. Mas, comparativamente à abundância, é surpreendente o baixo interesse no desenvolvimento de tecnologia para a energia solar, recaindo uma forte suspeita ao vínculo da tecnologia nuclear com armas, o que, ainda, a energia solar não faz. Talvez quando forem possíveis "armas fasers fotônicas", que captem a luz e façam estragos movidos à ira e testosterona, buscaremos usar milésimos eficientes daquilo que o sol tem despejado por aqui por bilhões de anos.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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LEILÃO ADIADO

O ministro dos Transportes, César Borges, tem reiteradamente afirmado que o motivo de mais um adiamento do leilão do edital do trem de alta velocidade foi a participação de um único concorrente, a francesa Alstom, que está envolvida em suposta fraude nas licitações do metrô e da CPTM em São Paulo. No entanto, a "Agência Estado" e outros órgãos da mídia noticiaram no dia 6/6/2013 que vários países apresentaram propostas, como Espanha, Itália, França, Alemanha e outros. Agora pergunto: que teria acontecido com esses países que "'sumiram'" todos de uma hora para outra, sem que fosse devidamente esclarecido? Acho que tem razão quem diz que FHC, Lula, Dilma, PSDB e PT são farinha do mesmo saco. Falam, falam e não fazem nada. Pior dos que os "mecenas", são os mistificadores que estão destruindo o planeta na base do "me engana que eu gosto". Na próxima eleição vou tratar de anular o meu voto, que eu ganho mais.

Mário Altino Calixto

mar-fer-way-cane@hotmail.com

Campinas

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A DIFÍCIL TAREFA DE ADMINISTRAR

No Brasil, 92% das cidades gastam mais do que arrecadam. Eis a confissão da incapacidade de gestão e da falta de fiscalização dos órgãos que deveriam apurar e punir maus gestores. Qualquer empresa privada que se preze, se um presidente, gastar muito e não der lucro será demitido. Com as empresas públicas ocorre o contrário: quanto mais incompetentes forem as pessoas que as comandam e mais rombos produzirem, mais seus cargos estarão garantidos. Sem esquecer que nesse caso o eleitor é o grande responsável por deixar que seus municípios sejam governados por quem não é eficiente. Como diz o ditado, o porco engorda sob os olhares do dono, nas empresas privadas os donos estão atentos, nas públicas, os porcos fazem o que querem. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Estou indignada com mais uma atitude reacionária contra a gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), eleito pela ampla maioria dos paulistanos dentro das regras estritas da democracia. Primeiro, foi a farsa contra a aprovação do Projeto de Lei do IPTU na Câmara. Como a aprovação seguira os ritos necessários e a liminar não tinha qualquer fundamento, a lei pode ser sancionada. Atentaram, então, contra a lei municipal, apoiados em fanáticos aliados assentados no Tribunal Federal. Meus caros: só os ingênuos compram a ideia de que este imposto é alto em São Paulo. Qualquer um que pague o mesmo tributo em outro município do Estado de São Paulo pode comparar, e verificar que, embora o custo de vida seja mais alto aqui, os impostos são, no máximo, equivalentes no valor. Eu pago o IPTU, e quero que as ações necessárias à melhoria da qualidade de vida na nossa cidade sejam executadas. Estão no Programa de Metas do governo. Agora atentam contra a execução destas ações comprometidas. Não confio na isenção do Tribunal de Contas quando decide suspender as obras dos corredores de ônibus. São velhos matreiros que compõem o colegiado, não decidem nada sem considerar as vantagens e desvantagens políticas. Essas obras dos corredores estão atrasadas. Deveriam ter sido feitas há mais de uma década. Todos sabemos que não existe mais viabilidade para o transporte individual no nosso dia a dia. Queremos corredores de ônibus, como queremos mais linhas de metrô. Precisamos de transformação na cidade. Por favor, deixem trabalhar quem quer trabalhar.

Maria Alice Silva F. Rosmaninho

marosmaninho@terra.com.br

São Paulo

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SEM PROJETOS E SEM COMPETÊNCIA

Quanta irregularidade a Justiça tem encontrado nas proposituras do prefeito Haddad. Sem recursos financeiros e sem um projeto básico, o Tribunal de Contas do Município (TCM) suspendeu a licitação de 150 km de corredores de ônibus, no valor de R$ 4,7 bilhões. Que exagero! Informou que os recursos viriam do governo federal, do PAC mobilidade, quando todos sabemos que grande parte das obras desse antigo projeto eleitoreiro estão na sua maioria empacadas. As promessas de campanha estão tomando o caminho de um futuro distante. O contrato com a Controlar, assinado na gestão Kassab, só vencerá em 2018, e como fica? O tão falado "bilhete único" iniciou no final de 2013, mas será que vai funcionar? O primeiro ano do mandato foi para o "brejo", e convém lembrar que 2014 é o último ano da (indi)gestão de dona Dilma, que ainda nem começou a governar. Estamos na expectativa... Será que os paulistanos poderão usar o "cartão desastre" recém-criado pela presidente? Haddad, de mal a pior.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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AMPLIAÇÃO DO RODÍZIO EM SP

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) poderia incluir nessas alterações no trânsito duas medidas simples que, com certeza, iriam melhorar a circulação dos veículos, ou seja: rodízio do dia todo e proibição de estacionamento nas ruas e entorno das grandes vias, como Oscar Freire, Cardeal Arco Verde, São Carlos do Pinhal, Capote Valente, entre outras.

Alvarez Aguiar

alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

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MARCHA À RÉ

Primeiro o ministro Mantega propôs o adiamento da medida tornando obrigatória a instalação de ABS e airbags nos veículos produzidos no Brasil. Dada a grita, ele retrocedeu e felizmente nossos automóveis matarão e aleijarão menos deste ano em diante. Agora vem o governador do Estado mais desenvolvido do País e propõe que o aprendizado dos novos motoristas fique longe dos modernos aparelhos e softwares (simuladores), pois "tal medida encarecerá o custo da habilitação". Novamente a pergunta se impõe: quanto custará para o País, em vidas e tratamentos para os inválidos, mais essa medida populista? Aliás, é preciso que se diga que na zona sul de São Paulo, aqui, no Campo Belo, os exames são feitos como há 50 anos, dando prosaicas voltinhas no quarteirão, sem trânsito. As acomodações para examinadores e examinados simplesmente não existem; nem mesmo um banheiro químico. Ficam todos em fila na calçada. Dá pena, mas quanto mais olhamos para frente percebemos que nossos governantes preferem engatar marcha à ré.

Ilan Rubinsteinn

ilanrubi@uol.com.br

São Paulo

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COMIDA DE RUA EM SP

Vez ou outra os políticos, e como seria bom se fosse sempre assim, propõe projetos que beneficiarão à cidade como um todo, e não só pequenos grupos. Cumprimento o vereador Andrea Matarazzo pela iniciativa de propor a lei que regulariza a venda de alimento nas ruas, algo que sempre existiu, e existe em todo mundo, e que existiria com ou sem a lei. Cumprimento também o prefeito Haddad, por tê-la sancionado. Espero que passemos a ter então acesso a alimentos de procedência conhecida, higiene e segurança, que eliminemos um foco de corrupção e que fiquemos livres das tristes imagens do "rapa" arrasando com tudo.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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EMPREENDEDORISMO

Como autor da lei de Comida de Rua em São Paulo, fiquei satisfeito com sua sanção pelo prefeito Fernando Haddad. Ao publicá-la, Haddad olhou para a cidade e os paulistanos acima de questões partidárias. Foi bem-vindo também editorial do "O Estado de S.Paulo" de (6/1) sobre o tema, especialmente no ponto que ressalta a importância da regulamentação publicada pela Prefeitura. Nela, é fundamental que seja detalhada a formação das comissões das subprefeituras (que irão autorizar avaliar e definir a autorização dos interessados) como prevê meu projeto de lei original, determinando que sejam compostas por representantes dos Consegs, entidades de bairro, associação comercial local, além de membros do poder Executivo. Será a maneira de evitar conflitos de vizinhança, baixa qualidade dos produtos vendidos, concorrência desleal e prevenir a corrupção. Da mesma forma, é essencial que o TPU não possa ser transferido, para que não se crie um mercado informal de venda de pontos. Finalmente, ao permitir apenas um CNPJ por equipamento, a lei assegura que o setor não será dominado por grandes empresas, mas será, antes, um meio democrático para que pequenos comerciantes trabalhem na legalidade. Quando fizemos o projeto de lei, tínhamos também como objetivo incentivar a economia criativa e o empreendedorismo em nossa cidade.

Andrea Matarazzo, vereador

biamurano@gmail.com

São Paulo

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LEI INÚTIL

É preciso corrigir uma informação sobre a lei dos "pancadões": no Psiu, tem menos da metade dos 30 agentes vistores citados. Com certeza vai ser mais uma lei inútil. Todos sabemos da criminalidade que acompanha estes pancadões, isso é um problema de polícia, e não de fiscalização. Imagine a cena: Um agente vistor chega na madrugada com sua obsoleta prancheta e a caneta numa rua da periferia, entra na roda e diz: "Parem agora ou vão ser multados em R$ 1 mil, o dono do veículo, imediatamente morrendo de medo", diz: "Sim, sr./sra., desculpe-me, eu não sabia que o meu som estava atrapalhando alguém, pensei apenas em exaltar a sexualidade das meninas e a criminalidade dos meninos" e imediatamente abaixa o som. Francamente, está claro o desprezo que esta administração tem para com a fiscalização. O quadro é ridículo, o salário pior ainda. O agente vistor não ganha periculosidade, o governo quer acabar com a produtividade, quinquênio, sexta parte, não tem um plano de carreira e não sabe a diferencia entre poder de polícia administrativa e poder de polícia judiciária.

Claret Fortunato, presidente do Sindicato dos Agentes Vistores

mbclaret@gmail.com

São Paulo

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AS MANIFESTAÇÕES E A OMISSÃO OFICIAL

A desobediência civil tornou-se status. Desde que aqui se implantou a cultura dos direitos sem os correspondentes deveres, grupos muitas vezes apoiados e regiamente financiados por segmentos políticos e sociais, passaram a invadir imóveis, depredar bens públicos e particulares e, mais recentemente, a incendiar ônibus e interditar vias de grande movimento. E as autoridades (seriam realmente autoridades?) pouco ou nada fazem para evitar esses crimes flagrantes. Os contumazes invasores e depredadores nem escondem a cara, pois sabem que, mesmo quando presos, logo saem pela porta da frente, protegidos pela legislação leniente e pela falta de vontade das autoridades, mais comprometidas com as próximas eleições do que com o império da lei e a ordem pública. Seria interessante verificar a soldo de quem esses desordeiros agem. Governadores, prefeitos e seus representantes têm de ser firmes ao cumprir as determinações judiciais de reintegração de posse e só prometer aquilo que podem cumprir. Não devem criar expectativas para os invasores, a não ser o fiel cumprimento da lei. A sociedade e o povo têm sofrido muito com a ação dos contestadores sociais, que agem livremente. Muitos não puderam ir ao trabalho e alguns até morreram porque seu caminho estava impedido ou sofrendo a ação dos vândalos, como no caso do ônibus incendiado no Maranhão. Os governantes precisam assumir suas responsabilidades. Desde o dia que ocuparam os cargos, cabe-lhes manter a segurança pública. Se não o fazem, precisam ser afastados por prevaricação. Chega de omissão!

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CRIMINALIDADE E SEGURANÇA

Escrevi recentemente a um dos três senadores por São Paulo, pedindo seu empenho numa reforma do Código Penal, ora em estudo/análise no Senado. Expus - como se ele não soubesse - a situação terrível em que se encontra a população ordeira, honesta, que labuta dia e noite, às vezes em dois e até três empregos, para fazer frente não só às prementes necessidades pessoais e familiares, como também pagar seus (deles, políticos) salários, ou honorários. Recebi, surpreso, resposta de Sua Excelência. Em sua resposta, ponderava ele que é preciso muito cuidado na elaboração de leis que visem a um endurecimento das leis penais; que não podemos simplesmente aumentar as penas, torná-las mais rígidas, etc. Claro, senhor senador. Nem pensava eu instituir prisão perpétua, ou de morte. Basta que réus condenados a penas de prisão, nelas permaneçam. Licenças para passar com a mamãe o seu dia? Nem pensar! A mamãe pode passar o dia com seu filho. Na prisão. Progressão de pena? Com certeza! Não, porém, após parcela tão reduzida de cumprimento de pena. E assim mesmo, somente concedidas a quem tiver cometido crimes de pouca monta. Vemos, nos noticiários televisivos, diariamente, presos condenados a longas penas (30, 40 anos) em liberdade condicional. Penas tão longas pressupõem acúmulo de crimes, violência em seu cometimento. A criminosos assim deve ser concedida progressão de pena nos moldes atuais? Aquela pobre estátua que simboliza a Justiça, olhos vendados, segurando em sua mão uma balança de dois pratos, parece-me, estarem equilibrados, no mesmo nível. Sugerirá ela equidade, equilíbrio, conferindo direitos humanos ao infrator da lei, mas segurança a quem dele foi vítima? Ou penderá o prato do criminoso para beneficiar o criminoso, deixando desprotegido o cidadão por ele vitimado? Bem dizia minha mãe, do alto de seus apenas três anos de grupo escolar: "Quanto mais estuda, mais burro fica!". Alguém já se deu ao trabalho de fazer levantamento estatístico da porcentagem de crimes cometidos por criminosos que deveriam estar atrás das grades, mas foram para as ruas, beneficiados por uma legislação cúmplice.

Adilson Lucca Sabia

adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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ROUBOS NO RIO

Dado da Polícia Militar do Estado do Rio: aumentou em 20% o aumento de roubo de veículos no Estado. A cada três horas um veículo é roubado. É esta a segurança pública, governador Sergio Cabral? A quem o sr. quer enganar ou acha que está enganando?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PADILHA EM SÃO PAULO

O poste 3 de Lula, o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vai se mudar para São Paulo e iniciar a sua campanha para governador do Estado. Nós, paulistas, esperamos que mais este peixe fora d’água de Lula tenha um pouquinho de sinceridade na sua campanha e diferentemente do poste 2, Fernando Haddad, esclareça aos eleitores que os políticos petistas sempre baseiam as realizações de seus governos, no aumento de tarifas e impostos.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A NOVIDADE QUE LULA QUER NOS IMPORTA

Já formada a rede de propaganda petista para a outra novidade que Lula quer apresentar e eleger em São Paulo: o ministro da Saúde atual que já se mudou para São Paulo, apesar de ser ministro ainda. Deve ser que ele vai administrar o ministério daqui ao mesmo tempo que faz propaganda política. A mais recente foto publicada por aí mostra esta e a outra novidade de Lula, eleita pelos paulistanos para melhorar a cidade, mas que está dando com muitos burros na água, como se dizia antigamente. Com raiva da população paulistana que se insurgiu contra o abusivo IPTU que ele pretendia impor a todos Haddad a ameaça todo dia com possíveis problemas insolúveis. É que quando ele era candidato ele omitiu da população que seu programa não era factível, ou porque não sabia nada sobre São Paulo ou porque caiu nas redes dos marqueteiros que sabem fazer no papel as melhores promessas. Como Haddad, o ministro da Saúde não se realça pela competência. E também foi um dos idealizadores do programa de "escravos" admitido como solução para a saúde no Brasil, mas uma boa solução de arrecadação de fundos para Cuba. O que o PT realmente pretende é por as mãos nos cofres de São Paulo, que como disse a reportagem sobre o que arrecadam e gastam as cidades brasileiras, é responsável por 15% da geração de impostos sobre produção do País.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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MENSALÃO

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, não tem se deixado intimidar com cara feia ou intimidações de quem quer que seja. Já mostrou por diversas vezes que segue firme em sua postura ética. O ministro já mandou um repórter "chafurdar no lixo", o que não foi nada cordial, teria feito manobra fiscal para pagar menos imposto sobre apartamento que comprou em Miami (EUA), deixou a presidente Dilma Rousseff numa saia justa perante o papa Francisco e a todos que assistiam a cerimônia para recepção do pontífice no Brasil e, por aí vai. Por fim, recentemente, afirmou que a chance de o ex-presidente nacional do PT e ex-deputado federal José Genoino (SP) - que cumpre prisão domiciliar na casa da filha em Brasília - voltar para a cadeia é "forte" após 90 dias para uma nova avaliação médica. A despeito dos brados de inocência do político e dos petistas de plantão. E ainda aplicou-lhes uma multa de R$ 480 mil, disse ainda que "o preso não pode escolher" ao livre arbítrio e conveniência onde cumprirá a pena que lhe foi imposta, já que o ex-parlamentar pede para voltar a São Paulo. De certo é que entre todos os condenados no processo do mensalão não tem inocente, todos são cobras criadas e sabem bem dos crimes que cometeram contra a Nação. Merece elogios tal atitude dos ministros do STF de todo o povo brasileiro pela lisura do processo. Os mensaleiros parecem achar que têm direitos especiais esquecendo que o roubo aos cofres públicos foram de milhões, querem como cardápio elaborados com salmão defumado, queijo branco magro, água de coco gelada, visitas fora de hora e empregos com salários de R$ 20 mil mensais. Só pode ser piada dos companheiros. Como se diz, preso é preso não interessa quanto e de quem roubou; além do mais, nós, o povo, é que fomos roubados.

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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SOS GENOÍNO

Com o objetivo de arrecadar dinheiro para pagar a multa estipulada pelo STF no julgamento do mensalão, cujo montante é de aproximadamente R$ 670 mil, familiares do presidiário José Genoíno lançaram uma campanha pela internet pedindo doações. Para solucionar essa dívida, bastaria que dona Dilma mandasse seu subordinado e ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo ordenar ao seu subordinado, diretor da Polícia Federal, a liberação imediata do dinheiro apreendido pela Polícia Federal de forma "arbitrária e vexatória" do cidadão e assessor do irmão de Genoino, sr. José Adalberto Vieira da Silva, que teve a retirada de US$ 100 mil de sua cueca e R$ 200 mil de sua maleta de mão, quando tentava embarcar em um voo de São Paulo para Fortaleza em julho de 2005. Esse dinheiro, devidamente corrigido, com certeza, é suficiente para pagar a referida multa. Petistas e petralhas, agora que eu encontrei a solução para o pagamento da dívida, por favor, parem de encher a minha caixa de e-mails com spam me chamando de idiota.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PAGAMENTO DA MULTA

Com todo direito, a família do mensaleiro Zé Genoino está em campanha para a arrecadação dos R$ 460 mil reais, aproximadamente, a fim de pagar a multa estipulada na condenação da Ação Penal 470, vulgo mensalão. Apenas vale lembrar que as doações são sujeitas, pela lei da Fazenda Nacional, ao recolhimento do respectivo Imposto de Renda, no caso especifico de 27,5%, ou seja, aproximadamente R$ 130 mil. Portanto, vale a pena ser esclarecido por quem e como os valores do respectivo Imposto de Renda serão pagos à Fazenda Nacional, tanto pelos familiares do Zé Genoino, no caso de doações, bem como se for o caso desta prática, também pelos demais réus condenados na mesma ação penal.

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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LEI DE RESPONSABILIDADE EDUCACIONAL

"O Estado de S. Paulo" mostrou faro apurado quando observou que a Lei de Responsabilidade Educacional "pode trazer mais problemas que soluções" (28/12, A3). Seriam recomendável que os proponentes dessa lei analisassem os resultados de lei semelhante, conhecida como No Child Left Behind (Nenhuma Criança Deixada Para Trás), sancionada pelo presidente norte-americano George W. Bush em 2001. Também fundamentada na crença de que a responsabilização é a chave para a melhoria da educação pública, a lei não evitou que os estudantes dos EUA tivessem um desempenho inferior ao de estudantes de outros países desenvolvidos, como mostrou a última avaliação do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da OCDE). Além de não apresentar resultados concretos, essa política provocou um significativo aumento no número de fraudes nos sistemas de avaliação dos EUA. Um dos casos mais notórios aconteceu em Atlanta, capital do estado da Georgia. Dezenas de diretores e professores estão sendo processados por fraude nas provas de avaliação de desempenho escolar; se condenados, poderão receber penas de até 40 anos de prisão. Também é bom lembrar que educação é um processo social complexo, afetado por variáveis que estão além do escopo de responsabilidade de prefeitos. Em pesquisa que realizamos com dados de mais de 5 mil municípios brasileiros, mostramos que a variável que mais afeta o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é a pobreza. Fazer leis é fácil. Difícil é persistir em políticas educacionais sensatas para que o Brasil possa alcançar os resultados que a sociedade espera.

Christina Windsor Andrews

christina.andrews@unifesp.br

São Paulo

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