Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2014 | 02h03

Inflação ameaça reeleição

O governo Dilma, que jamais empreendeu esforços para conter a alta da inflação, sofreu mais uma derrota. Se o centro da meta, de 4,5%, é, infelizmente, um sonho distante para o Planalto, a presidente Dilma Rousseff gostaria de comemorar como resultado de 2013 pelo menos um índice abaixo dos 5,84% de 2012 - para essa relapsa gestão petista, poderiam ser festejados como vitória até uns 5,83%... Mas a realidade que o governo se recusa a enfrentar é dura e o IBGE divulgou na sexta-feira o doloroso resultado para a família brasileira do IPCA de 5,91%. Se para a imagem do governo a notícia é ruim, para a população é pior ainda, porque o repasse aos preços é iminente. E se os analistas do mercado, que esperavam uma inflação um pouco mais baixa, já previam preços no varejo em 2014 mais altos que no ano passado, com esse índice de 5,91% a tendência é não só mais desconfiança nas ações do governo, como também aumento dos juros e dos preços de produtos e serviços acima do antes previsto. Mesmo porque os preços administrados - transporte urbano, energia elétrica, combustível, etc. -, que Dilma preferiu equivocadamente segurar, devem ser reajustados, impactando ainda mais a inflação, o que prejudicará a classe mais desfavorecida da população, que é a maioria. E o PIB, que já é fraco, ficará raquítico. A compensação é que a reeleição de Dilma fique cada vez mais distante. Se confirmada, talvez seja essa a grande notícia a ser comemorada pela sociedade em 2014.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Os verdadeiros vilões

O preço da cesta básica subiu em 18 capitais em 2013 e o IPCA fechou o ano em 5,91%, "surpreendendo" a equipe econômica. Se Alexandre Tombini (BC), Guido Mantega (Fazenda) e a "mãe dos pobres" - ao menos é assim que a presidente Dilma gosta de ser reconhecida - encostassem a barriga nos guichês dos supermercados para quitar com recursos próprios suas despesas, não se surpreenderiam. Para os consumidores não houve sobressalto algum, calejados que estão com a majoração de todos os produtos quase que diariamente. Quem sofre as consequências dessa dissimulação governista são as famílias mais pobres, que gastam 40% do orçamento em comida. E não são só os gêneros de primeiríssima necessidade que corroem o bolso dos menos favorecidos, também os preços de verduras, frutas e legumes, essenciais para uma alimentação equilibrada e saudável, estão proibitivos. Que tal se, em vez de produtos ou serviços "achados", como sempre, responsáveis pela inflação, elegêssemos agora como vilões todos os membros da cúpula governista e com o que nos restou de troco, o voto, déssemos um basta em todo esse teatro de ilusões?

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Inflação

Não há como disfarçar a inflação se a cada ida ao mercado gastamos mais para comprar menos.

M. DO CARMO Z. L. CARDOSO

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

Percepção

Prezada presidente Dilma, com todo o respeito, sugiro que, num desses passeios de moto que passou a apreciar, visite supermercados, lojas em geral e, principalmente, fale com a população. Não fique chocada ao verificar que a inflação não está exatamente nos 5,91% divulgados, haja vista que a população planaltina, como a "zelite" política acostumada a consumir toneladas de lagostas, camarões e outras iguarias sem pôr a mão no bolso, deve ter a percepção de que a dita cuja não passa de uma lenda urbana. Prezada sra. Dilma, por favor, saia do palanque e ouça quem realmente entende de economia e quer o bem deste país. Não dê ouvidos ao seu guru-mor e se lembre de que administrar um país é muito mais complexo do que uma lojinha de R$ 1,99!

CESAR ARAUJO

cesar0304araujo@gmail.com

São Paulo

Campo de provas

Mais um ano se passou e cada vez mais me convenço de que não passamos de um campo de provas para os governos petistas. Eles, que tanto se amarram ao pudê, não sabem exercê-lo. Depois de 11 anos de pudê, não conseguiram indicar um rumo, um programa, um planejamento. Tudo é feito para o dia seguinte. São 11 anos de nada, de mesmice, em que esperam a divulgação dos índices econômicos para em seguida tentar explicá-los.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Sem maquiagem

Se excluirmos os efeitos da contabilidade criativa usada pela equipe econômica, quais seriam os números verdadeiros do PIB, da inflação, da dívida pública, da balança comercial, etc., etc.? Seria muito interessante saber.

RENZO ORLANDO

renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

Economia

O Brasil, independentemente do eventual rebaixamento oficial da classificação de risco pela Standard & Poor's, pelo volume de fuga de investimentos em 2013, tecnicamente já está com perspectiva negativa!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

POR UM BRASIL MELHOR

Agradecimento

A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo agradecem ao jornal O Estado de S. Paulo pelo apoio à sua missão precípua de defesa e fortalecimento das atividades empresariais, dentro dos princípios da livre-iniciativa, da preservação da liberdade democrática e da incessante busca pela justiça social. A independência do Estado, que jamais se curvou às pressões e nunca arriou a bandeira das justas causas, anima as signatárias a continuar em sua luta, certas de que essa trincheira abrigará sempre aqueles que propugnam por um Brasil melhor, mais justo, mais humano. Feliz a nação que dispõe de um jornal desse porte, com essa idoneidade, com essa confiabilidade. Obrigado! Muito obrigado por tudo!

ROGÉRIO PINTO COELHO AMATO, presidente

cbautista@acsp.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Queda de árvores

Gostaria de saber: no caso de queda de árvores, por falta de fiscalização - uma vez que a maioria delas está oca pela ação de cupins ou mal podada para facilitar a passagem de fios elétricos -, em cima de alguém, como já aconteceu, ocasionando a sua morte, como devemos acionar a Prefeitura? Por homicídio culposo? Perguntar não ofende.

SANDRA ZOLKO

sandrazolko@hotmail.com

São Paulo

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‘ROLEZINHOS’

É impressionante, os "rolezinhos" que aconteceram nos shoppings de São Paulo foram feitos por arruaceiros. Nem ricos nem pobres; nem negros nem brancos; nem homens nem mulheres; nem adultos nem menores; apenas arruaceiros. Mas os ideólogos de plantão, prontos a incendiar o País, elegeram que eram negros e pobres, insuflando uma luta de classes, do que outros baderneiros e malfeitores vão se aproveitar. Com efeito, a página do evento carioca anuncia: "Em apoio à galera de São Paulo, contra toda forma de opressão e discriminação aos pobres e negros, em especial contra a brutal e covarde ação diária da polícia militar no Brasil, seja nos shoppings, nas praias ou nas periferias. O encontro está marcado para o próximo domingo (19) no Shopping Leblon. Até a manhã desta segunda-feira (13), 1.730 convidados haviam confirmado presença". Jovens são contestadores por natureza. O que é inaceitável é que adultos, ideólogos de doutrina fracassada, acirrem os ânimos, para incendiar o País. E que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ponha a disposição ajuda jurídica a baderneiros, como ocorreu recentemente. Ou a lei é aplicada, com rigor, ou o Estado Democrático de Direito vai para o espaço. Nós já vimos como esse filme acaba... Com a transferência dos mais perigosos, há vagas para baderneiros e depredadores do patrimônio público e privado nas prisões do Maranhão.

Luiz Sergio Silveira Costa

lsergio22@gmail.com

Rio de Janeiro

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APARTHEID

O episódio do tal "rolezinho" no Shopping Center paulistano revela a exclusão social e o preconceito dos quais os pobres são vítimas no Brasil. Onde fica o direito de ir e vir das pessoas? Só pelo fato de serem jovens da periferia, não têm o direito de se encontrar e de "dar um role" num shopping? O tratamento dado pela Polícia Militar e pelos seguranças do Shopping Itaquera foi deplorável, revelando preconceito, despreparo e autoritarismo. Se fossem jovens da classe média para cima, com certeza teriam outro tipo de tratamento. Todos são iguais perante a lei e merecem ser tratados com respeito e dignidade. Precisamos acabar com esse apartheid social que impera no Brasil.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SEM LAZER

O "rolezinho" é reflexo tanto do sentimento de querer ser aceito como igual no mundo do consumo dos shoppings como também da falta de lazer e de atividades culturais em determinadas áreas das grandes cidades em todo o País.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O PREFEITO E O PANCADÃO

Os paulistanos já devem estar meio que em pânico diante de uma possível sequência de decisões desvairadas do prefeito Fernando Haddad (PT) daqui em diante. Depois das investidas irracionais nas passagens dos ônibus, da excitação pelo aumento brutal do IPTU e da puxada de freio nas creches - nesses casos alegando falta de recursos de uma prefeitura que mais arrecada impostos entre todas no País e que em 2013 teve R$ 72 bilhões de "lucro" -, eis que o petista comete agora um terceiro e apavorante desvario: sua canetada, própria de ser humano que não pensa, liberando os pancadões. Ele não sabe ou finge não saber (o pior é que sabe, sim) que o problema dos pancadões e de seus ruídos urbanos criminosos configura questão grave de saúde pública. E de segurança pública também, nossa! Nada que ver suas comparações com festas de carnaval nem com os "pancadões culturais" da prefeitura. Haddad nunca viu um cidadão, como eu vi, dilacerando o próprio rosto com as unhas, por puro desespero diante da tortura que é um pancadão na frente de sua janela. O que fará Haddad quando um pancadão exibir todo o seu furor e barbarismo em frente à sua residência?

Apóllo Natali

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

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CRISE DE SEGURANÇA NO MARANHÃO

Se a governadora Roseana Sarney mostrou-se incapaz de administrar a segurança do Maranhão, permitindo que um estado de calamidade fosse instalado nos presídios do Estado, como aceitar o que declarou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que ela tem total autonomia para resolver os atuais problemas? O Brasil penalizado e envergonhado com a situação do Maranhão pede intervenção, já, na segurança do Estado. Sem favorecimentos ou blindagens a aliados políticos.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DOIS PESOS E DEZ MEDIDAS

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo Roseana Sarney tem "total autonomia" para resolver os problemas de segurança no Maranhão. Há três anos, na crise de São Paulo, o mesmo ministro falou gatos e sapatos do governo paulista, inclusive gerando uma crise de poderes. Mas agora o buraco é mais em cima e os Sarney, parasitas deste incompetente governo petista, mandam e desmandam. Quem sabe nisso tudo pode rolar a cabeça do incompetente ministro?

Antonio Jose Justino

anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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MARMITAS SUPERFATURADAS

No Maranhão, sob o governo de Roseana Sarney (PMDB), foram gastos no ano de 2013 R$ 23,5 milhões referentes às quentinhas fornecidas aos presidiários do Estado e pagos à empresa Masan Comercial Distribuidora Ltda., o que representa um aumento de 147% do valor pago em 2011 à mesma empresa. Segundo Guido Mantega, ministro da Fazenda, a inflação está dentro da meta, isto é, abaixo de 6,5% ao ano, então o que justificaria esse aumento do valor das quentinhas? De acordo com depoimentos dos presos, não foi servido lagosta, camarão, caviar, uísque nem vinhos importados. Dentro das quentinhas tinha carne podre, frango cru, arroz duro e feijão estragado. Aí eu pergunto: nos dias atuais, com o uso da tecnologia, por que esses escândalos não são prontamente investigados? Por que o Poder Judiciário, juntamente com a Comissão dos Direitos Humanos, o Ministério Público, a OAB, a Igreja, etc. não solicitam e não utilizam as ferramentas eletrônicas (Infojud, Bacen, quebra de sigilo telefônico, etc.) e apuram de forma rápida e eficiente se houve desvios de verbas públicas, punindo os responsáveis, como empresários e políticos envolvidos em corrupção? Até quando vamos ficar de braços cruzados assistindo a crianças sendo assassinadas? Eu não aguento mais essa impunidade.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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‘O MARANHÃO ESTÁ MAIS RICO’

A desculpa do aumento da criminalidade no Estado do Maranhão usada por Roseana Sarney era do ministro Mantega sobre o aumento da inflação: "Aumentou porque o País está mais rico"...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SISTEMA PRISIONAL EFICIENTE

Nem carne podre, frango cru, nem pão e água, conforme sugestão do leitor sr. Rodrigo Bonfim (13/1, A3). O que deveríamos oferecer a todos os presidiários é uma balanceada e nutricionalmente completa "ração humana". Além dessa dieta insípida, porém nutritiva, deveríamos impor uma agenda de trabalho e exercícios para ocupar todo o tempo do prisioneiro. Assim, além de criar hábitos saudáveis, não sobraria tempo nem energia para participarem na "escola de crimes" em que se tornaram nossas casas de detenção. Atualmente, o detento sai da prisão mais "competente" e mais criminoso do que quando entrou. Tendo casa, comida, visitas íntimas e até uma "bolsa detento", ele logo vai cometer novo crime para voltar ao bem-bom da prisão, à custa do contribuinte honesto. Quem trabalha e recolhe pesados impostos sustenta essas verdadeiras fábricas do crime cada vez mais organizado. Temos de dar um basta nisso! Todos os detentos, inclusive os privilegiados mensaleiros, deveriam ser submetidos a um regime duro, sem fricotes, comidinha caseira ou quaisquer mordomias, porém humano, para que seja atingido o objetivo principal de uma boa política prisional: a educação e reintegração na sociedade do detento. Chega de pagarmos pelo atual sistema, verdadeiro caldeirão desumano de reciclagem e aperfeiçoamento de criminosos cada vez mais revoltados.

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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NOSSAS PRISÕES

Artigo 5.º da Constituição federal: III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; XLVII - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.

Edivan Batista Carvalho

edivanbatista@yahoo.com.br

Brasília

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MASMORRAS

As prisões brasileiras nada ficam devendo às masmorras medievais. São simples depósitos de presos vivendo em condições animalescas. O Estado perdeu totalmente o controle da violência e da criminalidade no Brasil. Essa violência explodiu nos governos do PT como demonstram todas estatísticas sérias. Várias são as causas dessa violência e seria difícil citar todas, porém duas saltam aos olhos: A brandura das nossas leis e o estímulo ao consumismo desenfreado, que foi estimulado pelo PT, o partido que se dizia socialista. As pessoas recebem diariamente "mensagens’ divulgadas pelos meios de comunicação de massa, de que cada um para ser feliz, é preciso ter um celular de marca, roupas e tênis de grife, carro zero, cartão de crédito, etc., etc., etc. Quem não pode ter por meios legais corre atrás por outros meios, afinal tem de ser aceito pela sociedade de consumo que aí está. Depois de tudo isso, querem que a polícia evite a violência. São quase 500 mil presos no Brasil, fora mais de 100 mil mandados de prisões não cumpridos, pois não há mais onde colocar ninguém. Enquanto no Maranhão crianças são queimadas vivas dentro de ônibus, a governadora, preocupadíssima com a situação, tenta licitar a compra de uísque, caviar, vinhos finos, tapetes vermelhos e outras coisas essenciais para governar bem um Estado. Também, para quem conseguiu censurar até o "Estadão", isso é fichinha. Pobre país, onde a miséria foi colorida para mostrar aos gringos.

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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VERGONHA PERANTE O MUNDO

Por que será que o desgoverno de Roseana Sarney (PMDB) impediu a entrada de comissões de Direitos Humanos no presídio do Complexo de Pedrinhas? Lá deve estar tudo certinho, ou não está? A que ponto chegamos com as sofríveis administrações públicas! Que picaretagem! E ainda vamos ter de sediar um evento internacional em poucos meses, a Copa do Mundo da Fifa... Que tal a nossa "inerte" presidente convidar, representando o País, o digníssimo senador da República exmo. sr. José Sarney, e a não menos digna governadora do Estado do Maranhão, sra. Roseana Sarney, para a abertura desse evento, para que o mundo conheça os "espécimes raros" da nossa ilibada e respeitosa política brasileira? Para não confundirem com o humilde, honesto e honroso povo brasileiro.

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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CRISE CARCERÁRIA

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que não encontra eco "na política nem na sociedade" para resolver os problemas carcerários do País. Na verdade, o ministro Cardozo não encontra eco é no governo do qual faz parte e que está aí há pelo menos 11 anos. Tome vergonha, ministro, e assuma a sua responsabilidade e também a do governo que o senhor representa. Do contrário, pede pra sair!

Rodrigo B. de Campos Netto

rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

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MUITO EGOÍSMO

A pessoa deve passar por uma lavagem cerebral (ou ser doente mesmo) para estar no poder, ver milhares de pessoas abaixo da linha da miséria e não fazer nada. Para completar a situação, deita na cama de lençol com algodão egípcio, come lagosta e a população que se dane. Eu não consigo entender como uma pessoa que está no poder e, de fato, tem condições de ajudar o povo consegue desviar o dinheiro em benefício próprio, enquanto milhares não têm acesso sequer às principais refeições diárias, saúde básica e ensino. Quase 2 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria no Maranhão. Talvez a governante não queira ensinar, pode complicar pra ela. É muito egoísmo!

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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FAMÍLIA DEBOCHADA

Esta família Sarney, que há muitas décadas suga o sangue do pobre povo maranhense, nem sequer esconde o desprezo que tem por suas vítimas. A debochada governadora Roseana tem a desfaçatez de "esclarecer", em artigo no jornal "Folha de S. Paulo", que é a prosperidade do Estado do Maranhão que atrai o crime organizado, o que, a seu ver, explica todas as cenas monstruosas que aterram, não mais somente o Brasil, mas o mundo civilizado. Enquanto isso, dona Dilma e sua turma se calam, e seu cúmplice silêncio só aumenta a vergonha dos cidadãos deste país. Até quando perdurará este estado de coisas?

Eduardo Spinola e Castro

spinola.adv@gmail.com

São Paulo

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A DESFAÇATEZ MARANHENSE

Todos os brasileiros devem se mudar para o Maranhão. Uma nova teoria social veio ser divulgada por sua culta e sábia governadora. A governadora e, agora sabemos, também cientista social, Roseana Sarney, veio divulgar sua teoria de que o fato de seu Estado ter se tornado "mais rico" (!) acarretou piora na segurança pública e incrementou a cobiça, razão pela qual a imigração de meliantes para o seu Estado aumentou. Brilhante! Tanto brilho merece o prêmio do impeachment. O que mais é preciso para os maranhenses exigirem sua saída do governo?

Pedro L. de Campos Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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TUDO POR UMA ELEIÇÃO

José Sarney garante apoio do governo Dilma à sua filhinha Roseana. Dilma diz, apenas, que acompanha os trágicos e horrorosos acontecimentos no Maranhão. Enquanto isso, o povo maranhense aguarda, desesperado, e há muito tempo, o socorro dos governos municipais, estadual e federal, que, infelizmente, só pensam em eleições e em gastos supérfluos e nababescos. Acorda, Brasil!

Carlos Rolim Affonso

profrolim@globo.com

São Paulo

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MEMÓRIA CURTA

Em 1994, Roseana Sarney chegou a liderar as pesquisas para a eleição à Presidência da República, mas flagrada com montanhas de dinheiro vivo em seu escritório eleitoral, sumiu das pesquisas e voltou a dedicar-se ao seu querido Maranhão.

Luiz Henrique Penchiari

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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SEM LEGITIMIDADE

Conseguiram transformar o Estado do Maranhão no mais pobre do País, o mais violento (índice de assassinatos), o que tem mais analfabetos, mais doentes sem assistência (encaminham seus doentes para o vizinho Piauí e não repassam a verba federal). O patriarca José Sarney é um descalabro, foi presidente sem ter tido um único voto, numa maracutaia do PMDB. Se Tancredo não tomou posse como presidente, não podia haver o vice, quem deveria ter assumido a presidência era Ulisses Guimarães. Nesses anos todos ocupando altos cargos, não realizou nada pelo Brasil, transformando o Maranhão no quintal da sua casa.

Aurélio Batista Paiva

aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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CAPITANIA HEREDITÁRIA

O rei Dom João III, visando a incentivar a ocupação das terras brasileiras, doou - entre 1534 e 1536 - 15 capitanias a membros da pequena nobreza de Portugal. O donatário recebia a posse da terra, mas não podia vendê-las, devendo transferi-la aos filhos. Entre os privilégios jurídicos e fiscais que a Coroa Portuguesa concedia aos donatários, além do direito de cobrar impostos locais e de autorizar construções, havia o direito da pena capital para escravos, pagãos e cristãos livres de classes menos favorecidas economicamente. O Palácio dos Leões, construído em 1776, foi sede do governo da Capitania do Maranhão já quando o sistema de hereditariedade fora extinto em 1759, pelo Marquês de Pombal. Parece que essa última notícia ainda não chegou a São Luís do Maranhão.

Milton L. Gorzoni

gorzoni@uol.com.br

São Paulo

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POR UM BRASIL MELHOR

Li um depoimento muito emocionante intitulado "Tenho vergonha de ser brasileira", de uma senhora que se envergonha dos desmandos dos políticos, governantes e os aliados oportunistas dos infames que estão no poder atualmente. Li várias vezes este depoimento, pois reflete muito bem o meu sentimento de vergonha, de impotência, de reconhecer todas as verdades apresentadas e não ter a possibilidade de ação para mudar esta situação que degrada os valores da sociedade brasileira a cada dia. No Brasil chegamos ao cúmulo de assistir em rede de TV à governadora do Maranhão dizer que o estado de selvageria na Penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão, é porque o Estado está mais rico. Infelizmente, o Estado com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da União é, infelizmente, também o Estado com o pior índice educacional, de saúde pública, segurança, etc. Será que esta governadora consegue iludir alguém? Acredito que sim, pois a família dela governa o Maranhão há vários séculos, e a situação do povo do Maranhão está cada vez pior. Será que o povo brasileiro gosta de ser governado por estes enganadores oportunistas? Acredito que sim, pois milhões foram às ruas em junho de 2013 para demonstrar a revolta pelos péssimos serviços públicos, exorbitantes gastos com a Copa, os extorsivos impostos, e a pesquisa de intenção de votos indica a reeleição do atual (des)governo. Pois é, o ditado de que "cada povo tem o governo que merece" está totalmente adequado ao Brasil. A minha esperança num Brasil melhor é muito maior do que a minha desilusão com a classe política e os atuais governantes. Acredito que o Brasil é muito maior que interesses de poder partidários, portanto vou votar na mudança para um Brasil melhor.

Vagner Ricciardi

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

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TRANSFERÊNCIA

Por que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, não envia os presos do mensalão para o presídio de Pedrinhas, situado na capitania hereditária do Maranhão?

Moyses Cheid Junior

jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campos

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DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA

Acompanho pelos jornais as notícias sobre a crescente violência e a questão carcerária. Apesar do substancial aumento de recursos destinados a esta problemática, ela só se agrava. Alguém imagina de fato que um ex-detento de Pedrinhas, ou de qualquer outro presídio, após sua libertação, viverá sem gravíssimas sequelas? A questão não é financeira. Com este modelo as verbas sempre serão insuficientes. Isso ocorre pois não atacamos o cerne da questão. O principal deles, a contínua destruição das famílias. Crianças nascidas em lares desfeitos dificilmente conhecerão o amor. Como alguém que cresceu em ambiente sem harmonia, presenciando desavenças constantes e lutando pela sobrevivência, pode deixar de viver a violência em maior ou menor grau? Essa questão envolve a sociedade por completo e todos nós, sem exceção, e deveremos dar a nossa contribuição. Não tenho dúvidas de que seremos capazes de vencer esse enorme desafio. Basta querer.

José Pacheco e Silva

josepacheco@later.com.br

São Paulo

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LEI DE ANISTIA

Sobre a reportagem "Justiça Federal barra revisão da Anistia", 13/1, A9), com todo respeito às vítimas da desonrosa ditadura militar brasileira, que repugno, seria recomendável não alterarem o entendimento sobre sua manutenção e prescrição, como alguns desejam, baseando-se nas interpretações da Corte Internacional. Certamente Zé Dirceu e José Genoino perderiam sua primariedade criminal por sequestro e ocultação de cadáver. Zé Dirceu, por exemplo, além de participar indiretamente de sequestros, ainda ocultou seu cadáver político por diversas vezes, mudando seu nome e sua face.

José Rubens Macedo Soares

federmacedo@terra.com.br

São Paulo

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ARIEL SHARON (1928-2014)

Em meu nome e das comunidades judaicas da América Latina, gostaria de expressar minhas condolências ao Estado de Israel, sua liderança e à família de Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, e que desde 2006 permanecia hospitalizado. Vale ressaltar que, independentemente da linha política seguida por Sharon, ele participou ativamente da formação do Estado de Israel, um país democrático, tendo ocupado ao longo de sua vida diversos postos em sucessivos governos do país. Devemos nos lembrar daqueles que lutam por seus ideais e auxiliam a consolidar um lugar que hoje é exemplo de acolhimento e democracia.

Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico latino-americano

arperlov@uol.com.br

São Paulo

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LUTO

Não é surpresa a morte do ex-premiê israelense Ariel Sharon, tendo em vista as notícias de piora de seu estado de saúde nos últimos dez dias. Sharon foi um homem que amava Israel e o seu povo, e o povo retribuía esse amor amando-o. Foi um homem que cometeu erros e acertos. Será lembrado pelos acertos. Como a ousada iniciativa de, após 38 anos de ocupação, desmantelar e retirar o sistema de colonização na Faixa de Gaza. Que o Eterno o acolha em sua benevolência e generosidade.

Yuri Zaitune

yurioliveirapereira@uol.com.br

Guarujá

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PAZ, E NÃO GUERRA

Israel é um país que muitas pessoas constariam de conhecer não por questão política, e, sim, religiosa, pois é o berço de um dos mais polares líderes religioso que o mundo já teve. O mesmo não se aplica à política pública desse país, cujo líder político que mais matar os vizinhos, em especial palestinos e libaneses, será reverenciado. É o caso do general Ariel Sharon, morto no dia 11/1/2014. Sharon não deixou exemplo algum para o mundo, teve a oportunidade, mas nada fez principalmente pela paz com seus vizinhos. Para ele a paz só seria possível com um Israel bem armado e com seus vizinhos desarmados. Este seria o mundo ideal para o país de Sharon, esquecendo-se de que a paz só vem com diplomacia e tolerância, e não com blindados e caças de guerra.

Paulo Rodrigues de Moura

paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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CONTAS SAQUEADAS

A Caixa Econômica Federal (CEF), ao desviar, na surdina e de forma vil em 2012, R$ 719 milhões de seus 525 mil correntistas que tinham aplicações na poupança, teve de pagar principalmente para o governo federal os impostos desse valor num montante de R$ 299 milhões. O que a sociedade quer saber agora é quando Dilma Rousseff vai devolver esses valores de impostos que recebeu indevidamente, deste novo grupo de "aloprados petistas" que, infelizmente, dirigem a Caixa Econômica? Porque, assim como engordou e maquiou o lucro do banco em R$ 420 milhões, também esses R$ 299 milhões arrecadados em impostos certamente ajudaram o Planalto, em 2012, a formar o seu sempre traquinado superávit primário... Ou seja, o governo Dilma é diretamente cúmplice em mais esta diabólica história protagonizada pelos camaradas de Lula.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VAMOS ‘FAZER O DIABO’

"Em época de campanha pode-se fazer o diabo." Dilma Rousseff ameaçou e está cumprindo, como se viu na reação do Planalto à tunga nos depósitos de 500 mil poupadores, num total de R$ 719 milhões, dos quais R$ 420 milhões foram incorporados ao lucro da Caixa Econômica Federal (CEF) em 2012. A Caixa sabia que não poderia cometer essa irregularidade, porém entra em cena o maquiavelismo até rudimentar da Caixa e do governo. Os poupadores lesados grosso modo correspondem a mais de milhão de eleitores. Tal qual uma Walkíria de um Valhala planaltino e decadente, surge a candidata à reeleição e heroicamente manda que a Caixa restabeleça o direito do poupador gatunado. É o diabo em franca atividade em defesa de seus legionários das trevas. Esse é o cenário de terror que o governo petista transmite ao povo brasileiro. Parodiando o cancioneiro popular: "A coisa tá feia, a coisa tá preta, quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta".

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ATÉ TU, CAIXA?

E mais um dos baluartes em respeito e confiabilidade dos brasileiros cai por terra. Nem a Caixa Econômica Federal escapou das manobras nada republicanas deste desgoverno: "confisco" de contas poupanças para engordar seu lucro maquiado de 2012 no montante de R$ 420 milhões cai como uma bomba em nossas cabeças. Tenho de concordar com o saudoso ministro do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto: "Após receber o País, das mãos de FHC ‘e seus assessores’ o PT outra coisa não fez, nestes anos de poder, senão dilapidá-lo e desorganizá-lo" ("Estadão", "Poder e partidos", 13/1, A2). Dificilmente encontramos quem discorde.

Leila E. Leitão

São Paulo

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BOA ALUNA

A CEF aprendeu rapidinho com seus superiores e "se apoderou" de poupanças inativas para fantasiar o seu balanço!

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

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MANOBRA NA SURDINA

A Caixa Econômica Federal reflete condignamente o governo do PT. Não fosse a revista "IstoÉ", teria embolsado R$ 420 milhões de seus clientes.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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É CRIME

O que foi executado pela CEF, controlada por militantes do Partido "Trambiqueiro", chefiados por Lula, com o encerramento e a apropriação indébita de recursos de cadernetas de poupanças, ditas pela CEF como inativas, é crime. É roubo. É confisco. É meter a mão grande no nosso dinheiro. Essa é a característica dos petralhas. A gatunagem. A locupletação do que é dos outros. É roubalheira generalizada. Acorde, oposição, e utilize-se de provas da Controladoria-Geral da União (CGU) para fazer uma denúncia ao Ministério Público e colocar na cadeia os dirigentes da CEF, e aproveitar e levar junto Luiz Inácio.

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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CAIXA PRETA

O Brasil mudou, as instituições mudaram. Bancos estatais mudaram, pena que todos para pior. Confiscar mais de 525 mil contas de poupança de até R$ 5 mil, no total de R$ 719 milhões, é tirar do bolso do povo pobre, do trabalhador, dos velhos e aposentados, das pessoas pouco favorecidas neste país, um verdadeiro escândalo para apresentar um bom lucro nos balanços. Todas as instituições deste governo estão deliberadamente maquiando suas contas e resultados, porém subtrair de contas poupanças é coisa muito séria. Se a Caixa fecha poupanças e se apropria dos valores a título de lucro, o que dizer das famosas loterias da Caixa, o que podemos pensar agora da maquiagem de resultados e de distribuição de valores. Quer ver seus valores confiscados? "Vem pra Caixa você também."

Eugênio Iwankiw Junior

iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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O QUE FALTA?

Ora, se o confisco secreto promovido pela Caixa Econômica Federal que surrupiou, em 2012, R$ 719 milhões de mais de 525 mil contas de poupança às escondidas, cometendo um crime contra o sistema financeiro nacional, já é de conhecimento da Presidência da República, da Controladoria-Geral da União e do Banco Central do Brasil, o que está faltando para o Ministério Público Federal e a Polícia Federal meterem na cadeia o autor da canetada?

Jatiacy Francisco da Silva

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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NERVOSINHO, EU?

O ministro Guido Mantega antecipou a informação sobre o "superávit fiscal" para acalmar os "nervosinhos", segundo disse. Superávit fiscal é o dinheiro que sobra para o governo pagar os juros de sua dívida. É um indício de boa condução da economia. Entretanto, as pessoas não estavam "nervosinhas", como disse o ministro. Não importam mais as informações prestadas pelo atual governo, dado que ele usa uma "contabilidade criativa", modificando-os para melhor a fim de melhorar sua imagem. Ninguém mais acredita em seus números. Mas o nervosismo existe, sim, com fatos como o crescimento baixo do País, a falta de investimentos, a visão pessimista dos empresários, a falta de planos e metas do governo, o custo Brasil em média 32% do valor dos produtos, o câmbio sobrevalorizado, o governo gastar tão mal e muito, a baixa produtividade que está nos conduzindo aos últimos lugares dentre as nações e a recente fuga de capitais. Isso, senhor ministro, é o que nos deixa "nervosinhos", e não números que, sabemos, foram "corrompidos", como quase tudo no governo.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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RISCOS À VISTA

Segundo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, "política economicamente bem-sucedida é a que faz diagnóstico correto da situação e toma medidas suficientemente fortes para resolver os problemas". O que dizer da política de Guido Mantega, que faz mágicas com a economia a fim de manter dados positivos quanto ao equilíbrio fiscal, meta de inflação e câmbio flutuante, quando se sabe que tudo não passa de uma grande mentira? O Brasil cobra muito, devolve pouco e, se o governo não reagir firmemente contra a alta de preços e cortar seus gatos, ficará mais difícil conter a inflação. Conforme revelado pelo Ibope, a taxa de otimismo do brasileiro caiu e a explicação da diminuição do otimismo se explica pelo bolso. Repetindo o jargão: não sou pessimista; sou uma otimista bem informada. Uma coisa é certa, se o bolso ficar nervoso, a reeleição correrá sérios riscos. A conferir.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O MANIQUEÍSMO PT X PSDB

Mais uma vez o brilho de Gaudêncio Torquato vem à tona para tornar menos melancólicos nossos insossos domingos, marcados por programas televisivos medíocres e depressivos para quem se move ao mínimo de impulso crítico, por meio de "O Estado", ao ferir o ponto nevrálgico de nossa infeliz política contemporânea, o debate maniqueísta entre petistas e tucanos, as supostas luzes da ética e do socialismo democrático ("A luz e as trevas na política", 12/1, A2). Como, desde o início, haveriam de competir e, em nosso panorama, não há um dualismo do tipo democratas e republicanos (aliás, antitéticos e não convergentes como os programas mais etéreos que reais de nossos maniqueus), tiveram de buscar os respectivos apoios nos grupos de nossa crônica demagogia; e o embate dos que se engalfinharam por projetos de poder de 20 anos remeteram seus princípios à confirmação dos postulados fundamentais de Maquiavel, dos quais "fazer o diabo para ganhar eleições" é um dos corolários mais expressivos e popularescos.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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OS ESCÂNDALOS DE FORA

Os dirigentes partidários afirmarem que serão ignorados os escândalos que atingem os membros de alguns partidos, como no caso do "mensalão" e do cartel do metrô, tem uma razão muito simples. É que infelizmente o eleitor não leva tais fatos em consideração. Basta lembrar quantos foram os eleitos nas últimas décadas, acusados na questão da emenda da reeleição e dos mensalões de Minas e de São Paulo. Até quando o eleitorado vai votar sem avaliação efetiva?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CRIMES ELEITORAIS

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de tirar o poder do Ministério Público ("Estadão", 11/1, A4) de pedir inquéritos da Polícia Federal para investigar crimes eleitorais evidencia os esforços do governo no intuito de proteger e dar apoio às artimanhas e às práticas políticas criminosas promovidas descaradamente com o intuito de perpetuar e manter no poder a quadrilha que se instalou no Planalto Central desde a ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT), no governo Lula. Era de esperar, no mínimo, que a faxina contra a corrupção prometida pela presidente Dilma Rousseff no início de seu mandato certamente não criasse mais mecanismos a fim de dificultar investigações por parte do Ministério Público (MP) contra crimes como os de caixa 2, compra de votos, abusos de poder e práticas de corrupção como no famigerado caso mensalão. Ressalta-se ainda na atual e cômoda postura do ministro Dias Toffoli, vice-presidente do TSE, a favor da recente decisão, sua conivência com a blindagem totalitarista do governo que a cada dia cria mais força. Além disso, as manobras políticas patrocinadas pela turma do PT, sempre destinadas a favorecer os seus pares, escancaram ainda mais à sociedade o esquema articuladamente arquitetado contra aqueles que, na representação do Ministério Público, pretendem exercer o mínimo dever cidadão de denunciar, investigar e punir o verdadeiro estelionato eleitoral ao qual assistimos neste país.

Emanuel Angelo Nascimento

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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‘QUEM É PROGRESSISTA?’

Cumprimento o professor Denis Lerrer Rosenfield pelo excelente e muitíssimo bem redigido artigo "Quem é progressista?", publicado pelo jornal "O Estado de S.Paulo" (13/1, A2). De fato, e como bem abre o texto, se tornou expressão comum, e se me permite, até medíocre a autoproclamação de "progressista" a quem possa defender ideologias falidas; e a "conservadores", já em tom pejorativo ou de deboche a outrem que vive na razão do livre arbítrio. Espero que os leitores deste jornal possam ter oportunidade de ler mais colunas do sr. Rosenfield.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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A COMPRA DOS CAÇAS PARA A FAB

Depois das dramáticas considerações de excelentíssimo embaixador brasileiro em Paris a respeito do descaso promovido pelo governo brasileiro nesta mesma página A2 de "O Estado" em face da já tradicional aliança estratégica militar e industrial entre Brasil e França, no caso da compra dos caças, tendo optado pela tecnologia da Saab, vem a análise de Peter Hakim da negaça Dilmesca no que tangia à Boing ("Brasil e EUA, a história da Saab", 10/1, A2). Hakim revela que a preferência das Forças Armadas brasileiras eram pela opção Boing, por razões profissionais. A única opção existente era pela Dassault, por razões de antiguidade e parceria industrial. A opção russa ficou inviável, por isso ninguém falou mais nisso. Já a opção Saab triunfou por razões outras que passam longe das acima citadas e, do mesmo modo, longe do bom senso. Será que o fato alegado de ser um projeto mais barato, o termo é este, é verdadeiro? Afinal teremos mais uma grande obra do governo petista a ser realizada a qual será implantar um novo parque industrial militar que ainda nem sequer entrou no papel, o que dirá se sair? Terá de ficar para depois da Copa e depois da Olimpíada. Um novo PAC a engrossar os restos a pagar de anos vindouros. Ninguém me convence de que não foi por antiamericanismo e por birra ideológica que o governo brasileiro não se empenhou em resolver esta carência de nossa segurança nacional da melhor e mais rápida maneira possível. A lógica do governo bolivariano à brasileira segue a seguinte linha de pensamento: se você pedir a um socialista/comunista que cite o nome dos países onde o socialismo/comunismo não redundou em ditadura com expurgos e assassinatos, quando no século passado resultou em cerca de 100 milhões de vítimas, excluídas guerras e pestes, na Rússia, na União Soviética, na China, no Vietnã, no Laos, no Camboja, em Cuba, etc., o militante nada tem mais do que um palavra: Suécia. A monarquia da Suécia socialista narcotizada por 70 anos de socialismo e sua carga tributaria só compatível com a brasileira. Como não foi possível criar um programa "mais caças" com Cuba ou com a Venezuela ou com a Argentina, foram buscar uma nova parceria naquela distante península escandinava. Tem razão Peter Hakim, em gênero, número e grau, ao lamentar a birra do governo brasileiro em desprezar o que poderia vir ser o nosso aliado mais importante, e bem mais próximo, os EUA, quando cometeu duas rupturas graves, contra a vontade do povo, com aquele grande país. Não há justificação.

Martim A. P. de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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FEZ-SE JUSTIÇA

A 42.ª Vara Cível de São Paulo determinou na sexta-feira (10/1) que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) devolva os quatro pontos retirados da Portuguesa de Desportos, no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2013. Era a lógica! Se o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acha que ir à Justiça comum é um desserviço ao futebol, bastaria cumprir a comunicação aos clubes por edital, o que não fez. Mas se o Fluminense espernear, é só colocar em prática a solução "meia-boca", fazendo o Campeonato Brasileiro 2014 com 22 ou 24 clubes para agradar aos cariocas. O importante é que a Lusa permaneça na série A, e fim de papo.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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BOLA DE OURO

Fernanda Lima foi um jeito que o Brasil arranjou para continuar sendo campeão no futebol.

Raul Drewnick

rdrewnick@gmail.com

São Paulo 

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