Fórum dos Leitores

CAOS NO MARANHÃO

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2014 | 02h08

A aliança Dilma-Sarney

A grotesca aliança da presidente Dilma Rousseff com José Sarney prejudica o pobre e sofrido povo do Maranhão. Ao invés de decretar a intervenção federal no Estado após o caos, a barbárie e os inúmeros homicídios ocorridos nos presídios maranhenses, Dilma prefere poupar o amigo e aliado e sua filha Roseana, governadora desse infeliz Estado. Foi constrangedor ver o ministro da Justiça dando uma de bombeiro, ao lado da governadora, em São Luís. Para Dilma, vale o "para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei". E o povo maranhense que "se lixe" e se vire como puder.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Planalto pega leve

Preocupado com a reeleição da presidente Dilma, o Planalto decidiu pelo menor atrito com a governadora Roseana, para assegurar o apoio do clã Sarney na eleição. Como diz o velho ditado, dize-me com quem andas...

ANTONIO CARNIATO FILHO

antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

O costumeiro sumiço

Situação crítica no Maranhão, comandado pela filha do "cumpanhero" Sarney, podendo respingar na "cumpanhera" Dilma. Alguém tem notícias de Lula?

GERALDO ALAÉCIO GALO

ggalo10@terra.com.br

Guarulhos

Direitos humanos

E onde está a digníssima ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos? Alguém já pensou se isso tivesse ocorrido num Estado governado pelo PSDB? Ou se fosse um ato cometido durante o regime militar? Isso é o PT, um partido com dez pesos e dez medidas. Triste Brasil!

JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHO

morel@sunriseonline.com.br

Santos

Pedrinhas no sapato

As desculpas apresentadas pela governadora do Maranhão, pela presidenta e pelo ministro são as mesmas, e ridículas. No foco agora estão as prisões - "medievais", como define o ministro da Justiça com assustadora tranquilidade e inércia. Mas ninguém se refere aos hospitais públicos, com seus prédios desabando, pacientes sofrendo em macas e pelo chão, desassistidos e humilhados, em condição sub-humana, muito pior do que na Idade Média. E são cidadãos dignos, trabalhadores responsáveis pela produção nacional, pagadores de pesados impostos e, sobretudo, arrimo de famílias aflitas e sofridas pelo insulto do deboche a que são submetidos. Enquanto isso, os políticos enchem a mídia de cinismo, procurando tirar pedrinhas dos sapatos!

GUSTAVO A. S. MURGEL

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

Solução

Tenho uma sugestão que vai resolver de imediato os graves problemas do presídio de Pedrinhas: é só transferir para lá os condenados do mensalão (incluído o que ainda está solto por causa da não assinatura do mandado de prisão).

JOÃO BATISTA PIOVAN

jbpiovan@gmail.com

Osasco

MENSAGEM PRESIDENCIAL

Esclarecimento

Na reportagem Campanha se estrutura na rede (14/1 A6), um dos entrevistados faz uma afirmação incorreta e leviana, a de que "a presidenta Dilma fez chegar a todos os servidores públicos a sua mensagem de Natal" por meio de uma rede privada de "guerrilha na internet". Como ocorreu em outras ocasiões, a mensagem presidencial de fim de ano foi enviada pela rede institucional de e-mails do governo federal, não havendo nada de clandestino nessa operação ou relacionado a atividade político-partidária.

ENIO VIEIRA, secretário adjunto de Imprensa da Presidência da República

enio.vieira@presidencia.gov.br

Brasília

FERROVIAS

Concessão da ALL

Em relação à matéria Governo articula a venda da empresa de ferrovias ALL para a Cosan (9/1), a ALL informa que está em total cumprimento dos termos do contrato de concessão, vem batendo metas e fazendo investimentos estruturais, até muito além das obrigações originais. A companhia inaugurou neste ano um dos maiores projetos privados do País e uma extensão de 260 km da malha no Centro-Oeste. Desde 1997 já investiu mais de R$ 11 bilhões. O volume transportado subiu a uma taxa média anual de 9%, mais de três vezes o PIB e maior do que qualquer outra concessionária de ferrovias no Brasil. A ALL teve crescimento médio histórico de mais de 40% ao ano (Ebitda) e dispõe de posição financeira sólida, com caixa próximo a R$ 2 bilhões, equivalente a mais de três anos de investimento. Portanto, sob qualquer ótica que se possa considerar, a ALL transformou a concessão em que opera, com grande salto na produção, produtividade e segurança, gerando mais de 12 mil empregos e ajudando a mudar a matriz de transporte brasileira.

ALEXANDRE SANTORO, presidente da ALL

lucimara.nunes@grupomaquina.com

Curitiba

GESTÃO HADDAD

Ônibus na faixa

Todo processo de concretização de uma proposta se faz com planejamento, debates e sua consequente execução. Em qualquer desses momentos adequações são feitas para atender os beneficiários. É isso que vem ocorrendo, desde fevereiro, com a implementação das faixas exclusivas de ônibus, à direita do viário. Em referência ao editorial Faixas e corredores (3/1, A3), as faixas são um item importante do programa de governo do então candidato, e agora prefeito Fernando Haddad. Um dos destaques positivos das faixas, além da aprovação de passageiros e mesmo de motoristas de carros particulares, é o ganho diário de 38 minutos ao dia para seus 3 milhões de usuários. Aliás, o trânsito na cidade tem registrado uma interrupção na elevação da média das maiores lentidões. Comparando 2012 e 2011, houve um crescimento de 13,8% (132 km x 116 km, respectivamente). Já entre 2013 (com 142 km) e 2012 essa tendência foi menor: 7,6%. Como as faixas, o mesmo cuidado de execução está sendo tomado com a futura construção dos corredores, à esquerda das vias, que são parte fundamental do Plano de Mobilidade da capital.

JILMAR TATTO, secretário municipal de Transportes

robsonluquesi@prefeitura.sp.gov.br

São Paulo

N. da R. - A carta do secretário Jilmar Tatto nada contém que nos leve a reconsiderar no todo ou em parte o editorial em questão. Os únicos dados que se pretendem objetivos - o restante são considerações vagas sobre questões gerais - são os números referentes a ganhos que as faixas exclusivas teriam proporcionado. Como não se conhecem estudos confiáveis em que eles se baseiam, é prudente encará-los com reserva.

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COMBATE À INFLAÇÃO

Mais uma triste notícia esta de que o combate à inflação em 2013, sem nenhum resultado positivo, já que a inflação terminou o ano num nível maior do que em 2012, custou aos cofres públicos pelo menos R$ 29 bilhões. Esse número reflete apenas o que o governo deixou de arrecadar com tributos sobre a cesta básica e o transporte urbano, além dos gastos para manter o desconto nas contas de luz e segurar o aumento da gasolina. Além disso, o governo fez uma série de outras desonerações para forçar a queda do índice da inflação, também sem lograr êxito. Com a política econômica nas mãos de incompetentes e em ano de eleições, 2014 promete mais manobras e maquiagens para segurar esse índice e mostrar um resultado represado que em algum momento vai acabar fugindo do controle. Pobre Brasil!

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O CONTRIBUINTE PAGA O PATO

Se, para combater a inflação em 2013, o governo federal diz que gastou R$ 29 bilhões - e, diga-se, sem nenhum resultado prático -, quanto o sempre lesado contribuinte não foi obrigado a sacrificar o seu já surrado orçamento com a inflação estúpida de 5,91%? Que, na realidade, vistos pelos produtos essenciais ou básicos, tanto a classe média e também a mais desfavorecida amargaram preços quase que o dobro da inflação oficial. E a propaganda enganosa do Planalto, de que a inflação está sob controle, jamais vai repor as perdas que se impõem ao trabalhador brasileiro na hora de fazer o seu supermercado. Mas, infelizmente, parece que em 2014 a situação neste quesito doloroso para o bolso do contribuinte deve piorar.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A 'MÃOZINHA' DO PT

A inflação de 2013 só ficou dentro do desvio de dois pontos porcentuais da meta, em virtude da "mãozinha" do PT em setores energéticos e petrolíferos. A intervenção na economia pelo Estado é bem-vinda, o mundo aprendeu isso na década de 1930, quando a mão invisível da economia não fez um sinal agradável aos investidores e vários economistas, entre eles Keynes, propagaram o intervencionismo. O alerta aqui é em relação ao excesso de intervenção. Será que foi benéfica para estes setores a mão do governo? Será que vale a pena o Estado tentar impor uma inflação apenas para cumprir um número oficial? Espero que neste ano a inflação dentro da meta não seja imposta por uma média fantasiosa.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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INFLAÇÃO OU INFRAÇÃO?

Em "Notas & Informações" (12/1, A3), o tema inflação "nervosinha" voltou a ser abordado. Parte da herança maldita deixada por FHC na figura do Decreto 3.088, de 21/6/1999, determina regras no controle da inflação que o Banco Central estipula, como a Resolução 3.991, de 30/6/2011, estabelecendo para 2013 a meta de 4,5% com margem de tolerância de +/- 2%. Desde que a meta de inflação deste governo passou a ser não os 4,5%, mas sim não ultrapassar a margem de tolerância, os maquiadores e prestidigitadores/contabilistas criativos deste governo tiveram enorme trabalho para atingir 5,91%, permitindo que as lideranças viessem a público com a maior desfaçatez informar que estão cumprindo a meta de inflação, entre outras mentiras cabeludas que somente os desavisados e os coniventes aceitam.

Alberto B. Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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MARGEM DE TOLERÂNCIA

A margem de tolerância de inflação do governo se mantém inalterada. A margem de tolerância da população está chegando ao limite. Basta!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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FELIZ 2015

O Brasil não teve um bom início de ano, tendo de enfrentar os maus resultados de 2013. A desastrosa política econômica do governo Dilma, gerenciado pelo ministro Mantega, foi um desastre que se transmitirá para 2014. A saída líquida de dólares foi de US$ 12,7 bilhões, a maior desde 2002 (ano da eleição de Lula), revelando falta de credibilidade de investidores no País, o que deve piorar em 2014, dizem especialistas. O Brasil tem exportado cada vez menos pela incapacidade de competir e as importações de petróleo aumentam, dada a redução da produção da Petrobrás por falta de recursos, importações que o governo tenta encobrir que são informadas somente meses depois de ocorridas, na chamada "contabilidade criativa", alterando a contabilidade do comércio exterior. O fluxo cambial de 2013 ficou negativo em US$ 8,8 bilhões, um dos piores já registrados pelo País. A situação para 2014 pode ser ainda pior, quando o Fed (o banco central dos EUA) iniciar o corte de estímulos à economia, havendo limitação do fluxo de recursos para o exterior, Brasil incluído. Infelizmente, apesar das advertências externas e internas, o governo brasileiro desenvolveu uma política econômica completamente errada, prejudicando a indústria e as exportações, excedendo gravemente nos gastos públicos, o que gerou grande inflação, e não investindo, mantendo assim as deficiências da infraestrutura. Principalmente, o governo deixou de fazer reformas e modernizar o País.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O LUXO DO GOVERNO

O governo cobra tanto em impostos da população que se deu ao luxo de abrir mão em receber R$ 29 bilhões para que pudesse dessa forma manipular e maquiar o resultado da inflação em 2013. Contudo, não teve a capacidade suficiente para impedir que o IPCA atingisse 5,91%, superando o índice do ano anterior. Isso é o PT, trabalhando por você.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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GATILHO DO FUNCIONALISMO

A inflação oficial está acima de 6% e o funcionalismo público não vai ter o gatilho? O que mais assusta são o silêncio do funcionalismo público, o mais sacrificado, e o silêncio dos vereadores. Do sindicato, nada a dizer: para bom entendedor basta.

Paulo Maia Costa Júnior

paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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INFLAÇÃO SEM RAZÃO

Inflação sem razão na terra da produção. Tem coisa errada, é preciso ir além para vencer a parada. Educação econômico-financeira é, também, uma necessidade para a população brasileira. Os alicerces para o desenvolvimento econômico do nosso país são agropecuária, comércio, indústria, serviços e infraestrutura necessárias e suficientes como estruturas competentes. Para isso, precisamos de uma excelência empresarial, organizacional e pública em que os gestores sejam líderes de fato, motivadores e inovadores, e que compreendam o moderno desenvolvimento como resultado do conhecimento. Assim, vale implementar o que poderemos chamar de cinco caracteres da competitividade, os 5C: capacitação, cooperação, comunicação, compromisso e confiança. O caminho do progresso construindo o sucesso é por aí, mas é preciso começar. Assim, produzindo com qualidade e na quantidade, inflação deixa de ser o dragão e assombração. Relembrando: bastante produção, insignificante inflação. Elementar, mas precisam acreditar.

Paulo Cesar Bastos

paulocbastos@bol.com.br

Salvador

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PREJUÍZOS TRIBUTÁVEIS

O Brasil é decerto o único país onde paga-se Imposto de Renda sobre prejuízos. É o que se conclui ao ler o editorial econômico "Previdência privada não consegue repor inflação", publicado na edição de 10/1/2014 do "Estadão". Estranho país este, onde quem tenta complementar sua parca aposentadoria paga pelo INSS vê seu dinheiro perder para a inflação. Os bancos, que têm parte da culpa pelo prejuízo, deveriam, no mínimo, isentar os aplicadores da taxa de administração quando se registram perdas inflacionárias, e o governo não poderia, jamais, cobrar imposto de renda sobre lucros inexistentes. Quer dizer, nem sequer pagando o brasileiro consegue se defender da incompetência governamental. É também o caso dos planos de saúde, dos quais boa parcela costuma deixar o segurado na mão quando ele mais dele necessita - não raro jogando a conta para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Luiz M. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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A FÁBULA DO SITIANTE

Um sitiante tinha uma horta e criava galinhas. Tinha ovos, carne, verdura e legumes, o suficiente para alimentar sua família. Com o excedente da produção ele comprava outros alimentos e o restante, para manter sua família, sem exageros, mas com muita dignidade. Um belo dia, colocaram em sua cabeça que ele tinha "direitos", aí ele achou que deveria comer bifes todos os dias, comprar eletrodomésticos, roupas, carro, etc. Como não tinha receita para isso, resolveu dar metade da ração e do milho para suas galinhas, assim conseguiria bancar os seus "direitos". A produção de ovos, frutas e legumes foi diminuindo, as galinhas envelheceram e não existia mais excedente para vender. A situação foi ficando insustentável, pois seu sítio, que era produtivo e próspero, agora está sucateado e sem expectativas. Essa fábula é muito parecida com o Brasil, gastamos mais do que produzimos, temos "direitos" aos quilos e deveres em "gramas". Com os nossos números na economia definhando e a inflação contida graças aos preços administrados. O governo dando dinheiro a Eikes, Bolívia e outros, matando a Petrobrás e outras. Estamos em concordata. Hoje temos apenas o suficiente para sobreviver. A desilusão do empresariado e da população é a grande confirmação dessa fábula.

Edelcio Tadeu de Oliveira Silvestre

alvomax@alvomax.com.br

São Paulo

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FIDELIZAÇÃO

O "Estadão" (14/1, A4) noticia que "auditoria aponta sobrepreço e atrasos na entrega de calendários dos Correios". Destinam-se a clientes e funcionários. Junto a essa matéria é noticiado que o Banco do Brasil contraria decreto presidencial que proíbe realização de despesas para compra de brindes, cartões e outras despesas similares. Estas, porém, foram defendidas por auditores do TCU, sob justificativa de que a compra dos brindes é como uma ação de marketing de modo a fidelizar os clientes. No comércio se observa distribuição de pequenos brindes com intuito similar. E com intuito similar o governo federal/PT montou o mensalão, para fidelizar votos na Câmara dos Deputados. A presidente Dilma, com 59% da receita tributária nacional na mão, permitiu-se distribuir como brindes a prefeitos - motoniveladoras, retroescavadeiras, caminhões basculantes e ônibus escolares - para fidelizá-los. Depois de um longo e tenebroso inverno, Dilma resolveu entregar ao Exército Brasileiro centenas de viaturas e peças de equipamentos. Para fidelizar o efetivo do Exército. Depois de anos, após o Planalto ter dado sinais bastante convincentes de que o caça Rafale era o escolhido, seguido de mutismo impenetrável de muitos anos, o Planalto, inesperadamente, anunciou: a FAB terá 36 novos aviões caça Gripen. Para fidelizar a família aeronáutica.

Mario Helvio Miotto

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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UNIVERSIDADE GAMA FILHO

A notícia do descredenciamento da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), no Rio de Janeiro, deveria ser informada na seção de obituário. A Gama Filho sempre se pautou por liderar por longo tempo a hegemonia do ensino superior Rio, tendo-se igualado em eficiência às melhores do País. Como uma instituição desse porte pode chegar a tal grau de decadência? Esse é mais um fruto colhido nessa nefanda desconstrução que é a supremacia política do Partido dos Trabalhadores. Não existe fiscalização. A dança macabra da rapina baila leve e solta a enriquecer os maganos do poder. É preciso que os brasileiros de bem atentem para o que está acontecendo e deem um basta nesses aventureiros que querem tudo aparelhado para entregar de mão beijada ao marxismo-leninismo-stalinismo. Este é o esgotado modelo petista, em que o dinheiro jorra a cântaros para salvar o Porto de Mariel, em Cuba, e se deixa definhar uma instituição como a Gama Filho. De fato, a educação não é prioridade desse governo.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PRIORIDADE

Quando um banco está prestes a quebrar, o governo logo enche de dinheiro a cumbuca do seu dono. Ainda assim o banco quebra e seu dono continua milionário. O mesmo acontece com alguns empresários megalomaníacos, como, por exemplo, Eike Batista. Porém, quando se trata de uma universidade das mais longevas, o governo do Rio de Janeiro cruza os braços, o Ministério da Educação descredencia a universidade, seus alunos não têm nenhum suporte, e demonstra claramente qual é prioridade de um país analfabeto.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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EDUCAÇÃO

Todos reclamam sempre por educação, saúde, segurança, transporte, etc. Gostaria que houvesse um esforço concentrado na educação, pois com ela todo o resto saberíamos reivindicar e conseguir. Não esquecendo que com educação saberíamos o mais importante: escolher melhor nossos representantes políticos, o que seria uma tragédia para a maioria da atual safra. Podemos ver a atual situação de nossos jovens...

Estamos perdendo as próximas gerações.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Vimos em dezembro as cenas chocantes das lutas em estádio de futebol, e agora estamos presenciando a polícia corretamente buscando os vândalos, os prendendo e entregando à justiça. Estamos nos perguntando: e os vândalos estudantes universitários (pior!) que ocuparam e depredaram estupidamente a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) antes deste lamentável episódio? No caso do futebol, foi um ato irresponsável e momentâneo, no caso da USP, foi lento, e deliberado, numa das cem melhores universidades do planeta. A nossa universidade é gratuita para eles, mas paga por nós. Certamente a direção sabe quem são eles, pelo tempo que lá ficaram. Se fosse particular a instituição, certamente seriam expulsos e processados, e ainda buscando indenização. Por que nada acontece? Será que esperaram a eleição do reitor? E agora, o dr. Marco Antônio Zago vai tomar providências? A USP é de todos e esperamos punição exemplar, inclusive para que NUNCA mais esta barbárie se repita, e não só nesta universidade.

Eduardo Ferreira Lima

luiz.pintolima@uol.com.br

São Paulo

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CRISE DE SEGURANÇA NO MARANHÃO

O Estado do Maranhão há quase 50 anos é um péssimo exemplo de administração pública no País. Agora se transformou numa tragédia que extrapolou os limites do Estado e da União, é notícia no resto do mundo. É uma vergonha para nós, pois temos a fama de ser o país promissor dos melhores eventos. A principal culpa cabe aos políticos, pois são os responsáveis pela adoção das políticas sociais e culturais em seus redutos. Nunca, porém, valorizaram a educação, que é a ferramenta indispensável na formação das criaturas. Será que daqui para a frente vai mudar alguma coisa para melhor? A presidente que investe tantos milhões em obras noutros países bem que poderia dar uma grande ajuda nesse sentido.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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O PREÇO DA INDIFERENÇA

A declaração da governadora maranhense Roseana Sarney, após vir a público a maneira como o sistema prisional vem sendo tratado pelo governo do PT e em especial no seu governo, não só causou estranheza como indignação de quem ouviu uma das piores justificativas acerca dos fatos: "O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes". Contrastando com a mentirosa declaração da governadora, dados estatísticos atestam que nos últimos 13 anos os assassinatos cresceram 460% em seu Estado, a renda per capita continua a pior do Brasil, o Maranhão tem o maior número de miseráveis: 1,7 milhão está abaixo da linha da miséria. O slogan do governo Dilma diz que país rico é país sem miséria. No entanto, a presidente, que deveria ser a primeira a se indignar com a matança mostrada ao mundo vinda dos presídios maranhenses, ficou calada em respeito ao coronel Sarney, de quem ela necessita da ajuda para sua reeleição, e também porque a humanização das penitenciarias não rende votos. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CELEBRAÇÃO

A família Sarney, há 50 anos no poder do Estado do Maranhão, cuja renda per capta é a menor do Brasil, R$ 348,72, agora sob a direção de Roseana, garante que as rebeliões nos presídios estão acontecendo porque o Estado está mais rico, e então ela comemora comendo lagostas e caviar!

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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BRINCADEIRA

A Comissão de Direitos Humanos do Senado visitou o Presídio de Pedrinhas, em São Luís (MA), e um senador integrante da comitiva disse que o presídio é depósito humano - como são todos os presídios do País, senador. E a culpa é de quem? De vocês, políticos, que fazem vista grossa e dão uma de avestruz para os problemas carcerários e de segurança pública do País. Aliás, vocês fazem vista grossa para tudo. Não estou fazendo defesa do governo Roseana Sarney, não, ela é tão ruim ou pior do que vocês, mas levar para este assunto questões pessoais é brincar com o problema e a gravidade do mesmo.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O ESTADO SÃO ELES

Conforme dito pela governadora Roseana Sarney, o Estado do Maranhão está mais rico. Disso podemos depreender que o clã Sarney, que subjuga aquele Estado há décadas, está pessoalmente mais rico, que nos permite inferir que na média o Estado também ficou.

Luiz Roberto Savoldelli

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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FEUDO

A governadora (?) do Maranhão, Roseana Sarney, diz que o Estado é rico e a população cresce, tentando explicar a crise de segurança pública naquele Estado. Deve estar confundindo: seus políticos incompetentes são ricos, exploradores; a população só cresce em índice em homicídios (460% nos últimos dez anos) e em índice de nascimento. O povo, cada vez mais miserável e abandonado, nunca comeu lagosta, caviar, etc., nem chegou a ver nada disso. Uma questão: as duas ou três propriedades do Estado da família pagam o imposto predial? Ah! Podemos entender o porquê do nome Sarneyquistão!

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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PROGRESSO E DESORDEM

Na Bandeira do Brasil está escrito "Ordem e Progresso", porém, pelo que disse a governadora Roseana Sarney, o progresso no Estado do Maranhão trouxe a desordem.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ATÉ OUTUBRO CHEGAR

O emaranhado do Maranhão é um touceiro que não dá para mexer, é uma mistura de miséria do povo sem arroz-feijão com lagosta, Don Perignon mais uma tonelada de camarão. A reserva moral e a vergonha já foram para o saco. Agora nos resta esperar o "outubro vermelho".

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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O SEGREDO DO VOTO

O despreparo da governadora do Maranhão só vem corroborar a defesa do voto facultativo. Enquanto for compulsória a presença do eleitor nas seções de votação, o País continuará assistindo à perpetuação desses "feudos", erigidos sobre a ignorância das "aldeias".

Roberto Szabunia

rszabunia@gmail.com

Joinville (SC)

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OS POLÍTICOS NÃO ESTÃO PENSANDO

Os problemas não são diferentes. A chacina aqui, em Campinas (SP) e a situação dos presídios no Maranhão são semelhantes. O meritíssimo juiz corregedor já apontou a situação caótica nos presídios daqui de Campinas. O professor Oliveiros S. Ferreira nos dá a pista quando afirma, em artigo sobre outro assunto e que se aplica muito oportunamente, que os políticos "... não prestam a mínima atenção aos problemas de Estado". As disputas eleitorais se estendem durante todo o exercício dos mandatos e o eleitor vem sendo enganado de forma recorrente e sistemática. Os políticos não podem empurrar a solução dos problemas de maneira irresponsável.

Sinesio Müzel de Moura

sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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O QUE TEM A DIZER O PT?

Nunca antes na História "dechte" país, e provavelmente de nenhum outro país democrático, um político teve a prepotência, a vaidade, a megalomania, o atrevimento e o descaramento de decretar ponto facultativo no dia do seu aniversário, como fez a prefeita Maria da Conceição da Costa Fonseca (PT) de Pureza (quanta ironia!), no Rio Grande do Norte. Isso nem Lula e seu séquito ousaram fazer.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE DE IMPRENSA

Concordo plenamente com a opinião do sr. Rogério Pinto Coelho Amato, na carta "Agradecimento" (14/1), a respeito do "Estadão". E, até acrescentaria algo mais: a imprensa e os meios de comunicação em geral são os sustentáculos do sistema democrático, no qual a sociedade se manifesta, troca e emite informações. Querem exemplo mais significativo sobre lado investigativo da imprensa do que a recente publicação da revista "IstoÉ" sobre o lançamento irregular de R$ 719 milhões de poupanças inativas no lucro da Caixa Econômica Federal?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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MINISTÉRIO PÚBLICO E URNAS MÁGICAS

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tira poder do Ministério Público (MP) sobre crime eleitoral (11/1, A1 e A4). Para quê? Tal ato seria equivocado ou para mais facilmente manipular as nossas "mágicas" urnas eletrônicas - não usadas dessa forma em nenhuma democracia que se preze? Vemos que hackers invadem os mais seguros sistemas digitais do mundo desenvolvido e, nesse quadro, quem nos garante a inviolabilidade da urna eletrônica tupiniquim - cantada em prosa e verso? Quem controla e garante a urna eletrônica brasileira? Precisamos de um MP independente, com ação ampla, para proteger a frágil democracia brasileira de nossos políticos de inúmeros matizes. Precisamos da urgente instauração de um inquérito do MP, por meio da Polícia Federal, sobre a urna eletrônica aqui utilizada - validando-a ou anulando-a -, previamente às eleições de 2014.

Suely Mandelbaum

suely.m@terra.com.br

São Paulo

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ALGUMAS PERGUNTAS

Se o poder do TSE é grande ao ponto de anular prerrogativas do Ministério Público de investigar crimes eleitorais, que tal usá-lo determinando nulo o sistema de horário político "gratuito" no rádio e na TV, dando tempo igual de propaganda a todos os partidos? Será que os ministros nunca se detiveram a meditar sobre o fato de que o sistema atual é desproporcional e absurdamente antidemocrático, e que beneficia escandalosamente os políticos já encastelados no poder? Que a força de seus cargos seja usada no bom sentido. Afinal, temos uma democracia política ou uma política da enganação?

Sansão José da Silva

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

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RESOLUÇÃO DO TSE

Desde que foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli parece ter mostrado que sua nomeação estava vinculada a julgamentos pró-PT. Se a presidente Dilma já dizia que nas eleições se faria o "diabo", agora, com a resolução do TSE a respeito de investigação de crimes eleitorais, os "cumpanheiros" vão fazer o inferno todo, pois, se como relator, Toffoli já começou a restringir as investigações, imaginemos como será com a prevista posse do ministro como presidente do TSE.

Vanderlei Saburi

vande.saburi@hotmail.com

São Paulo

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ENTRE A CRUZ E A ESPADA

"A foto e o filme." Com esse título o "Estado" publicou em 12/1 (página A6) excelente artigo do jornalista José Roberto de Toledo, em que aborda a perspectiva dos brasileiros para 2014 e destaca que a renda e o emprego ditarão as chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff. De fato, constituem fatores relevantes, porém este ano será atípico em razão da Copa do Mundo, e esse evento poderá também determinar o sucesso ou não dos governistas. Dois cenários a serem considerados: se vencida a Copa pelo Brasil, vamos ter carnaval no meio do ano e a população, extasiada pela conquista, se esquecerá da inflação galopante, da fatura do cartão de crédito, do bolso furado, da precariedade da saúde e da educação, ou seja, a chance de reeleição aumenta. Por outro lado, se tivermos um novo maracanaço, aí o governo, ele, sim, terá de viver um verdadeiro inferno. É quase certa a reedição das manifestações de junho e a cobrança será mais contundente com a gastança com os luxuosos estádios (R$ 10 bilhões) e com um agravante, a maioria ficará às moscas e provavelmente servirá de pastagem para animais. Se o infortúnio acontecer e se tratado com inteligência, poderá render bons frutos aos oposicionistas. O que fazer? Torcer por uma alegria efêmera ou mais duradoura. Oh, que decisão cruel!

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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O FUTURO DO BRASIL

Considerando devidamente todas as notícias publicadas no jornal sobre o Brasil, chegamos à gritante conclusão: ou os brasileiros desbancam o PT, ou o PT acaba com o Brasil. Qualquer partido que consiga vencer as eleições presidenciais certamente fará um governo muito melhor.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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VOTO DISTRITAL

Em seu artigo "Poder e Política" (13/1, A2), o ex-ministro Almir Pazzianotto não apontou a principal causa de nossa desmazelada política: o sistema eleitoral "faz de conta" que temos. Somos obrigados a votar, escolhemos nosso candidato, mas podemos estar elegendo um outro e até de outro partido. Os eleitos não têm vínculo com uma massa de eleitores. As campanhas são caríssimas e os eleitos sentem-se donos de seus cargos. Fazem o que querem e são protegidos por seus pares. Como esperar algo de bom na política, senão uma feroz luta pelo poder sem o menor compromisso com a população? Para termos um democracia de verdade, coerência no trato público e mais seriedade na política, precisamos de uma reforma do sistema eleitoral que dê mais poder ao cidadão. Precisamos de voto distrital com "recall". Voto distrital é dividir o Brasil em distritos, cada partido indicar um candidato e o mais votado no distrito ganha o direito de representar os seus eleitores. O "recall" é uma espécie de cartão vermelho que os eleitores de um determinado distrito têm para tirar o mandato do seu representante que se mostrar infiel aos compromissos assumidos. Eleitos mais próximos de seus eleitores, campanhas mais baratas.

Carlos de Oliveira Ávila

gardjota@gmail.com

São Paulo

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MAIS UM ANO ‘PROFÍCUO’

Durante o primeiro ano da administração Haddad a Câmara Municipal de São Paulo aprovou 269 leis ordinárias, 223 propostas pelos vereadores (82,89% do total), 94 (34,94% do total) delas sancionadas pelo presidente da Casa. Penso eu que o prefeito não se animou a sancioná-las porque muitas são realmente estranhas, como a Lei n.° 15.744/2013, que instituiu o "Dia da Liberdade Religiosa Municipal", e a Lei 15.921, que instituiu o "Dia da Vida", além outras assemelhadas. Também as denominações como praças de simples confluência de vias demonstram a grande preocupação dos nossos vereadores em espalhar placas de novos nomes pela cidade. As denominações em questão, tradicionalmente, são uma prerrogativa do prefeito, que utiliza para tanto simples decretos, enquanto a promulgação de uma lei exige longo percurso burocrático até a sua sanção. E passam pela mesma unidade do Executivo que prepara os decretos do prefeito e à qual cabe dar o seu aval, para evitar o que ocorre com frequência, como superposições de nomes, denominações para áreas particulares, etc. Também em 2013 os atuais vereadores adotaram uma nova sistemática de se agruparem para propor projetos de lei, ou mesmo apor seu nome em projetos de lei propostos anteriormente quando ainda nem eram vereadores. É o caso da Lei n.°15.941, de 24/12/2013, cujo projeto tinha sido proposto ainda em 2006 pelos vereadores Aurélio Nomura e Juscelino Gadelha, ambos na época do PSDB. A lei ora aprovada contém a assinatura de 11 vereadores. Mas nossos vereadores aprovaram, também na calada da noite, o aumento escorchante do IPTU, o qual foi posteriormente derrubado na Justiça. Aprovaram-no em duas sessões seguidas sem terem apreciado minimamente a proposta do Executivo e sem promoverem audiência pública. Tem-se a impressão de que seus trabalhos ficam muito aquém dos vencimentos que recebem do erário municipal.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MALUFADAS DE FERNANDO HADDAD

Estarrecedora a notícia de que faixas de ônibus pintadas na cidade custariam 7 vezes (!) mais que a duplicação da Rodovia dos Tamoios (R$ 4,7 bilhões x R$ 672 milhões). Enquanto aqui a obra nada mais é do que pintar faixas, na Tamoios a obra envolve grandes terraplenagens, cortes de taludes altíssimos, desapropriações, construção de pontes, viadutos e asfaltamento em toda a extensão da rodovia, de 70 km. Qualquer estagiário de engenharia percebe a enorme diferença na complexidade. Pois é: 7 vezes mais caro por aqui! Paulo Maluf ensinou, e muito bem, o neófito Fernando Haddad a "investir" o dinheiro do município. Irônico é o fato de que foi o PT, décadas atrás, que acusou Maluf de roubo do dinheiro público. O motivo: a Avenida Águas Espraiadas custou, em dólares, 5,5 vezes mais do que a duplicação da Rodovia dos Imigrantes. Execrável coincidência! Maluf foi condenado na Justiça pelo, digamos, "malfeito". Você, eleitor de Haddad, que queria novidade, nos deu um aprendiz exímio na malfadada arte das milionárias malufadas.

Julius Boros

Cotia

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A PRESSA QUE NÃO AJUDA

A gestão Haddad tem se caracterizado pelo improviso, pela falta de planejamento, ausência de estudos técnicos adequados para execução de certos projetos. O Tribunal de Contas do Município (TCM) acaba de vetar o projeto de 150 km de corredores de ônibus para a cidade, ao custo de R$ 4,7 bilhões. O porquê do veto? Falta de planejamento, de estudos técnicos, de viabilidade adequada, sem detalhamento, elaborado às pressas, enfim, um projeto que poderia, sim, estar fadado ao fracasso e que felizmente encontrou a resistência do TCM, quando o órgão do município exigiu mais consistência e mais visibilidade para sua aprovação. Os 300 km de corredores de ônibus também foram executados sem planejamento algum, às pressas, sem prévios estudos adequados e de eficiência questionável em alguns pontos da cidade. Querer mostrar serviço apressadamente, sem as cautelas necessárias, é sintoma de má gestão. Lembrar ao digníssimo prefeito que a pressa é inimiga da perfeição. Administrar aos trancos e barrancos não é a forma adequada de governar uma metrópole como a paulistana.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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CORREDORES DE ÔNIBUS

Lendo a carta do leitor sr. Wilson Matiotta ("Fórum dos Leitores", 13/1), notei que há um erro no valor do metro linear, não sei se por erro de impressão ou cálculo. O valor que calculei na semana passada ao ler a notícia foi de R$ 31.133,33 por metro linear. Fiquei estarrecido, mas é isso mesmo. Para entender melhor o tamanho do absurdo e talvez um número maior de pessoas possa entender o valor absurdo é algo ao redor de R$ 7.800,00 por palmo de 25 cm (vinte e cinco centímetros), ou, no mais popular, "parmo". Com disse o sr. Wilson, aí tem coisa.

Luis Tomaselli

lm.tomaselli@ajato.com.br

São Paulo

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O IPVA MAIS CARO DO BRASIL

É certo que o direito se dobra ao factível, embora cérebros dos mais privilegiados da história tenham admitido o direito natural, aquele que emana de uma fonte divina ou da natureza lógica das coisas. Feita essa necessária ressalva, há de se dizer que não é o povo de São Paulo, Capital, que haveria de pagar o IPVA mais caro do País, mas a Prefeitura de São Paulo é que deveria indenizar os proprietários de automóveis por sua incapacidade de permitir que eles transitem na cidade, ou o façam com extremas dificuldades: por danos emergentes (combustível despendido e desgaste dos automóveis) e lucros cessantes (prejuízos da demora no interior paralisado de algo destinado a movimentar-se, com as perdas já calculadas no campo econômico). Sem falar em danos morais, posto que sofremos as consequências, na vida privada, de ter adquirido um objeto valiosíssimo sem saber que sua era chegara ao fim em São Paulo.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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POR QUE O IPVA?

Por que temos IPVA, se já pagamos pedágios e impostos? Se não tivéssemos IPVA, e só pedágios, aí, sim, concordaria com a cobrança. Brasil é o único país que cobra IPVA para, diz-se, consertar estradas. E o pedágio, serve para quê?

Marco Passadore

Wpassam99@aol.com

São Paulo

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IPTU EM SALTO (SP)

Gostaria de deixar registrado que sou vítima do aumento abusivo do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) ocorrido na cidade de Salto (interior de São Paulo). O aumento do IPTU de 2014, comparado a 2013, foi de 627,28%. Trata-se de um dos maiores assaltos da história recente de que tenho registro. Com inflação anual de cerca de 6% ao ano, não existe nenhum racional que justifique um absurdo como este. Vale ressaltar que se trata de mais uma administração petista, que na calada da noite (na virada do ano) aprova este aumento sem nem sequer discutir com a sociedade.

Rogerio Rago

rogerio.rago@uol.com.br

Salto

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QUEM TEM RAZÃO?

Quem tem razão, a Receita Federal, que diz que a minha residência vale R$ 100 mil, ou a Prefeitura de São Paulo, que diz que vale R$ 800 mil? Resposta: nenhum dos dois. O IPTU é baseado no valor venal na data da aquisição e somente deve ser majorado em índices de inflação. Não é correto um aumento linear de 20% para todos. Uma residência da mesma metragem que a minha, adquirida anos depois, tem um outro valor venal. Se for obrigado a vendê-la, haverá ITBI sobre R$ 800 mil e Imposto de Renda sobre ganho de capital de 15% sobre R$ 700 mil. Ganho de capital, cara-pálida, depois de pagar tanto imposto escorchante?

Victor Hugo

renard-46@hotmail.com

São Paulo

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COPA DO MUNDO - TÁTICA DA FIFA

Já deu para perceber qual é a tática empregada pela cúpula da Fifa quando se refere, preocupada e à beira de um ataque de nervos, aos atrasos nas obras, à questão da segurança, ao temor de manifestações e, de um modo geral, ao despreparo do país para sediar a Copa do Mundo. É assim: um expoente da entidade concede entrevista, na maioria das vezes no exterior, dando um puxão de orelha nas entidades oficiais responsáveis pela organização, provocando uma reação rútila nas hostes do governo petista, que, indignadas, reafirmam a crença absoluta no sucesso do torneio, enfatizando que esta será a melhor disputa de todos os tempos. Os entrevistados, constatando o efeito desejado, voltam atrás e, numa repentina mudança de atitude, se desculpam, invertendo o dito pelo não dito, declarando-se certos quanto ao sucesso do evento, até que novas apreensões evidenciem a necessidade de nova reprimenda fustigante pela imprensa internacional. E assim, aos trancos e barrancos, chegaremos à época de uma festa bancada, contrariamente às expectativas iniciais, com dinheiro público em quase sua totalidade, num país onde os presídios estão à beira da barbárie, a gestão da saúde pública é criminosa, a segurança pública se vê incapaz de garantir o direito de ir e vir do cidadão e a população das metrópoles é vilipendiada por um sistema de mobilidade indigno. Tudo leva a crer que neste ano que se inicia flertaremos perigosamente com o caos descontrolado.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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É DELIBERADO

Voltando ao assunto da declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o Brasil foi o país que mais tempo teve para se preparar para a Copa e é o que está mais atrasado, vem agora o secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke, mostrar preocupação com a falta de tempo para eventos teste. Concordo com as declarações dos dois. O Brasil sabia desde 2007, ou seja, sete anos antes, que patrocinaria a Copa do Mundo. Estar ainda neste estágio atual é passar recibo de incompetente. Será? Não. É o que todos sabemos. Atrasam, deliberadamente, para faltando pouco tempo para a entrega alegar que só com mais mão de obra. Isso sem falar em alterações de projeto e alteração de custos. Fizeram bem os srs. Blatter e Valcke, ao darem essa declaração. Estão transferindo a responsabilidade de um eventual problema ou insucesso ao Brasil. E a presidente Dilma dizendo que o País fará a "Copa das Copas". Deve estar delirando.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL CAMPEÃO, VALE ATÉ METER A MÃO

Apesar do longo tempo de preparo e da total falta de planejamento, mais da metade dos estádios não terá as obras no entorno terminadas, ou seja, gastaram uma fábula para deixar quase tudo capenga. Isso é uma prova de que o Brasil não tem comprometimento com as coisas e é tudo feito no vai da valsa, ou seja, falam, falam, mas é só para enganar trouxa. Mas muita gente, mesmo assim, vai levar uma grana e, claro, nada vai se apurar, principalmente se o Brasil for campeão. Aí tudo é válido, até meter a mão.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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COMO PREVISTO

De acordo com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, as preparações para a Copa atende "às melhores expectativas" (de desvios? De superfaturamento?). O planejamento petista, reconheça-se, foi muito bem feito: as obras seriam postergadas ao máximo, para se tornarem "emergenciais" e permitirem as "maracutaias". Como, aliás, tantos previam.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE DE OURO

Em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil, as janelas tupiniquins estão e estarão muito mais do que escancaradas ao mundo todo. Mais do que em qualquer programa do tipo "BBB", cada cena, cada atitude será vista, revista, analisada, comentada, interpretada mundo afora. Conclusões serão tiradas, muitas difíceis de reverter. E o principal tema do momento não poderia ser outro, senão o futebol, especialidade em que o pentacampeão mundial se orgulha de ser uma referência e promete, apesar das críticas que tem recebido, realizar a Copa de todas as Copas! E tem tudo para fazê-lo! Porém, ao mesmo tempo que se quer mostrar que todos os esforços estão sendo concentrados em cumprir os cronogramas das obras, calando a voz dos mais céticos, o que está acontecendo, no campeonato nacional do esporte mais popular do Brasil, pode dar toda a razão a quem diz que o Brasil não é um país sério e anular muito do eventual sucesso da realização exemplar do evento. Embora seja um certame promovido por uma entidade privada, o estrago resultante de uma eventual "virada de mesa" do campeonato de 2013, transcende o âmbito da CBF, podendo ridicularizar de forma inexorável a imagem do país. Deveria, portanto, ser objeto de atenção e ação imediata de todos os interessados em zelar pela reputação do Brasil. É mais do que óbvio que a solução mais adequada seria a preservação do resultado obtido nos gramados, decisão muito mais fácil de ser entendida universalmente. Qualquer outra alternativa irá provocar uma avalanche de ações na justiça, atrasando o campeonato nacional e pondo em dúvida a nossa competência e lisura na organização de grandes eventos. Justamente no momento que outras críticas e dúvidas em relação ao término das obras estarão em forte evidência na mídia. Ninguém, que tenha um mínimo de discernimento, vai se satisfazer com qualquer tentativa de explicação que pretenda proclamar outro resultado que não seja o do campo de jogo. Mesmo porque, sem querer defender ou atacar ninguém, nem clube A ou B, e sem pretender entrar no mérito do que está sendo discutido, às vezes mais passionalmente do que racionalmente, pairam e pairarão suspeitas sobre todos os envolvidos, inclusive os supostamente prejudicados, e não haverá tempo, nem clima, para colocar em pratos limpos toda a história. Sem contar que, um clube que seria supostamente beneficiado por decisão extragramado, está olhando, infelizmente, só o benefício de curtíssimo prazo, deixando passar uma excelente oportunidade de limpar o seu glorioso, guerreiro e vitorioso uniforme da fama de beneficiário de decisões denominadas de "no tapetão". Afinal, não há demérito nenhum em passar uma temporada na Série B. Todos os grandes que caíram, além de voltarem revigorados da passagem pela Série B, continuam a ser respeitados por todos e valorizados pelo seu espírito esportivo!

Carlos Cardoso

cardoso.axxions@uol.com.br

São Paulo

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IMAGEM

Já li notícias sobre o perigo de assistir os jogos da Copa do Mundo aqui no Brasil. As imagens mostradas são reais, embora representem momentos de ações isoladas vividas e passadas. Picham tudo: brigas, assaltos, enchentes, transito caótico, hotéis caros, favelas por todos os cantos das cidades. Tudo o que faz parte do negativo é apresentado. Positivo mesmo são os estádios! Embora superfaturados, enriquecendo um montão de autoridades, representam verdadeiros palácios do esporte padrão Fifa na terra do descompasso. Tudo é mostrado indicando também que somos detentores da Taça Olímpica da desigualdade social, da miséria necessária e permanente para uso político. Mesmo assim, a Fifa declara que houve recorde de vendas de ingresso! Que essa Copa é a que vai render mais! Copa do Mundo, desde sua criação, tende a uma paixão nacionalista, partidária até, quando jogada na Europa nos anos 30, isso foi demonstrado. Parece que essa Copa irá repetir anseios partidários, prestígio político (jargão máximo da nossa mesquinha politicagem) e inchaço nas forças ocultas deste país. Um pouco de baderna acontecerá, mesmo com o aparato gigantesco policial para conter qualquer manifestação contra.

Ney Julião Barroso

nejubar@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FERNANDA LIMA E A BOLA DE OURO

Fernanda Lima não é a copa, o copo, a taça. Fernanda Lima é o vinho. A Terra gira em torno dela 365 dias por ano. A Terra ama os anos bissextos. Se a primavera fosse um jogo de futebol, Fernanda Lima seria seus melhores momentos. Numa época em que os números prevalecem, Fernanda Lima é a unanimidade mais um.

Raul Drewnick

rdrewnick@gmail.com

São Paulo

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