Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2014 | 02h06

Direito dos idosos

Mais uma vez a presidente da República reajustou as aposentadorias acima do piso em índice inferior ao do aumento do salário mínimo (5,56% x 5,91%). Só durante o desgoverno do PT, aposentados que recebiam de oito a dez salários tiveram os benefícios reduzidos para quatro a cinco. Um garrote vil, uma tortura física e psicológica contra quase 10 milhões de idosos, que nessa etapa da vida têm gastos adicionais com medicamentos que não podem ser suprimidos nem reduzidos. Esse processo de achatamento visa ao extermínio gradativo, que deveria merecer a atenção da sra. Maria do Rosário, zelosa defensora dos "direitos dos manos". Nós, aposentados, que há uma década somos ofendidos, temos no voto uma arma que se pode transformar em chumbinho para defenestrar as rotundas ratazanas que infestam esse governo. Vamos reagir antes que sejamos exterminados!

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Perversidade

Essa política perversa do PT de reajustar os benefícios dos aposentados abaixo do IPCA mostra que continuam sendo usados dois pesos e duas medidas. O discurso de Lula antes de chegar ao poder era outro (basta procurar no YouTube), mas depois, mesmo tendo maioria no Congresso Nacional, não quis mudar as regras do reajuste, porque da forma como vem sendo aplicado sobra mais dinheiro para financiar a bolsa voto. O direito dos que pagaram mais para ter uma vida tranquila deveria ser respeitado, mas a cada ano a renda do cidadão aposentado vem sendo corroída, enquanto o Congresso fica de costas para essa parcela da população. Um dos motivos desse abuso é que os prejudicados continuam votando - e elegendo - em picaretas. Uma vez reeleitos, eles deitam e rolam. Brasil, um país de tolos!

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Agradecimento

Quero agradecer à presidente o expressivo aumento dado aos aposentados. O que me surpreende de verdade é ver que todas as entidades de classe e os políticos de ocasião estão calados, quando deveriam estar brigando por esses infelizes. Mesmo sendo ano de eleição, eles ficam, como sempre, mudos, pensando apenas no "venha a nós e ao vosso reino, nada" (como dizia Justo Veríssimo, "quero que pobre se exploda"). O INSS não é, nunca foi e nunca será deficitário, basta que o governo cumpra a sua parte e deixe de desviar as verbas dos aposentados para outros fins. Com a rápida tecnologia da informação se pode obter a listagem de todos os devedores do INSS, quantas grandes empresas, clubes, etc., devem verdadeiras fortunas. Por que razão eles não são cobrados? Infelizmente, quem trabalhou por anos a fio não é valorizado. Esse é o governo do PT, do povo para o povo, ou melhor, das falcatruas e dos mensalões. E pensar que poderíamos resolver esse problema com a ajuda dos empregados da ativa, futuros aposentados, que não estão nem aí.

JOSÉ FERNÁNDEZ RODRÍGUEZ

cholo@terra.com.br

Santos

Desconto para a CUT

Recebi e-mail sobre o desconto mensal, sem autorização do aposentado, de 1% da aposentadoria do INSS a favor da CUT. Será que os abusos agora chegam a esse nível, espoliando o coitado do aposentado, que já recebe tão pouco? Dilma autorizou? Ou ela não está sabendo de nada?

MINORU TAKAHASHI

minorutakahashi@Hotmail.com

Maringá (PR)

GESTÃO HADDAD

Cracolândia

A Prefeitura de São Paulo resolveu agir na Cracolândia, dando casa, comida e trabalho, a R$ 15 por dia. Só não previu que esse dinheiro iria servir para comprar mais crack e continuar o abastecimento antes e durante a jornada trabalhada - trabalharão mesmo? -, como vimos na foto de capa do Estadão de sexta-feira.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Pagamento a drogados

É completamente utópico o projeto do secretário de Saúde do Município de São Paulo para tirar drogados das ruas. Com o pagamento de R$ 15 ele simplesmente está financiando o drogadicto para comprar mais drogas - além de infringir a Constituição, pois nenhum brasileiro pode trabalhar por menos do salário mínimo.

PLÍNIO VERGUEIRO NEVES, médico

plinio_neves@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

Vício subvencionado

Com o lançamento da bolsa crack na Cracolândia, o prefeito Fernando Haddad está institucionalizando a subvenção ao vício. Os traficantes agradecem.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

Bolsa tráfico

Não concordo com o nome dado por alguns leitores à nova bolsa instituída pelo PT aqui, em São Paulo. Em vez de bolsa crack, deveria ser bolsa tráfico, porque é justamente o tráfico de drogas que está sendo financiado agora (será que algum traficante doou dinheiro à campanha de Haddad e às outras campanhas do PT...?). Qual a contrapartida de tratamento exigida do beneficiário da bolsa? Porque só trabalhar não vai salvar ninguém. Por que não encaminhar esses usuários de drogas para centros de recuperação, a fim de passarem por avaliação médica periódica obrigatória? Assim, ao mesmo tempo que trabalham, mesmo que não larguem o vício, têm um acompanhamento médico que sempre deixará aberta a possibilidade de deixarem as drogas. Mas é muito mais cômodo pagar a bolsa tráfico, que por enquanto só vai enriquecer o traficante com a manutenção de um mercado consumidor constante e fidelizado, com moradia e comida garantidas. E esse dinheiro sai do nosso bolso! Enquanto isso, o mundo fica preocupado com o rolezinho, problema privado dos shoppings, que podem determinar o que bem entenderem dentro de seus espaços.

BRUNO MALTEZE ZUFFO

brumalteze@hotmail.com

São Paulo

Parceria

A Prefeitura paulistana deveria é unir-se ao governo do Estado e fazer parceria no esforço de recuperação dos dependentes químicos, com mais vagas em clínicas.

ANTÔNIO DE SOUZA D'AGRELLA

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

CHUVAS

E inundações

As chuvas são obra de Deus e as enchentes, dos políticos corruptos e incompetentes.

ERNESTO GUIDON

guidon2011@gmail.com

São Paulo

*

MAU ANO PARA REELEIÇÃO

Infelizmente para dona Dilma Rousseff, 2014 não é um ano bom para sua reeleição. E isso por causa da má condução de nossa economia. Segundo o Banco Mundial, o Brasil crescerá 2,4% este ano, acima apenas do Egito e do Irã, enquanto a média de crescimento da economia global será de 3,2%. Entretanto, o boletim "Focus", emitido pelo Banco Central, com a opinião dos principais economistas do País, diz que nosso crescimento será de 1,99% em 2014, apesar da Copa do Mundo. Foi tão desastrosa a gestão econômica do governo Dilma nos últimos anos que as empresas estão incapacitadas de exportar, pois, em média, o custo dos produtos brasileiros é 32% maior do que o de similares estrangeiros. A produtividade da indústria brasileira piorou (aumento de salário sem aumento de produção) e prejudicou nosso comércio exterior. Além disso, a logística é extremamente precária, dificultando e encarecendo nossa produção. A educação foi outra área de grande abandono pelo governo. 91% das indústrias reclamam não conseguir funcionários qualificados. É bastante possível que esses elementos, acrescidos de inflação e desemprego, formem um quadro ruim e prejudiquem a reeleição.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

AS PREVISÕES DO BANCO MUNDIAL

Nenhuma surpresa traz a notícia das previsões do Banco Mundial para o Brasil nos próximos anos, veiculada pelo "Estado". Teremos uma das menores taxas de crescimento entre os países emergentes, superior apenas à do Irã (l%) e do Egito (2,2%), sem crise nuclear e política. Cresceremos menos que a economia global (3,2%) e os emergentes (5,5% para o ano que vem). O Banco Mundial prevê sinal de recuperação do Brasil só para 2016 e, ainda assim, abaixo da taxa dos emergentes (5,7%). Destaca que nossa vulnerabilidade está principalmente no desequilíbrio da conta corrente. Não cabe à instituição prever mudanças políticas, mas resta óbvio que é nossa única esperança reverter esse quadro deprimente.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

ENCOLHENDO

Dados do Banco Central indicam que a economia brasileira encolheu 0,31% em novembro de 2013. Parabéns, presidente Dilma Rousseff (PT)! Com a sua teimosia e incompetência, está levando o Brasil para o buraco. Enquanto alguns poucos ficam cada vez mais ricos à nossa custa, a imensa maioria da população sofre com os desatinos e erros crassos do governo federal na área econômica. Dilma está parecendo FHC no final do seu segundo mandato, ou seja, um tremendo fracasso. PT e PSDB tiveram a sua chance e pouco fizeram pelo País nas últimas duas décadas. Como sempre, nós, o povo, é que pagamos o pato.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

MÁQUINA CARA

O crescimento econômico brasileiro, obviamente, poderia ser maior e sólido, se houvesse disposição e coragem política, que tanto faltam à presidente, seus ministérios e mistérios. O custeio da máquina, com milhares de inúteis e incompetentes, não só incha as despesas, mas, principalmente, causa prejuízos de toda ordem, seja na falta de planejamento, de execução, de orçamentos confiáveis (vide estádios), erros sem fim. Na esfera privada, talvez a gerentona conseguisse um emprego de estafeta. Mágico é o ex, especialista em vender gato por lebre.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

*

INFLAÇÃO

Todos acompanhamos que a cesta básica teve um aumento entre 12% e 18% em praticamente todos os Estados brasileiros e vem este governo - corrupto e mentiroso - formalizar o índice oficial da inflação em 5,91%, numa demonstração de ter nenhum princípio e estar totalmente fora da realidade. Até quando teremos de aturar essas inverdades que vêm sendo utilizadas para enganar o brasileiro com pouca cultura, que infelizmente é a grande maioria? Nós, com um pouco de cultura (estudamos e lemos), ficamos abismados com as informações "oficiais" que nos apresentam, totalmente fora da realidade. Basta!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

APOSENTADOS

Se bem, vejamos: Dilminha reajusta o salário mínimo de R$ 644,00 para R$ 724,00 para agradar ao seu eleitorado direto, porém aqueles pobres coitados que são "aquinhoados" com mais de um mínimo por mês pelo INSS terão um mero reajuste de 5,56%, enquanto a inflação (devidamente maquiada) foi de 5,91% e, ainda por cima, a tabela do Imposto de Renda, da qual os aposentados e pensionistas do INSS deveriam estar isentos, foi reajustada em apenas 4,5%, aumentando ainda mais sua defasagem, que já era de mais de 60%! "Vossa Alteza" Dilma e seus asseclas diretos, como Guido Mantega, Alexandre Tombini e outros incompetentes não sabem mais como nos espoliar a cada ano de gestão petista, gerando distorções cada vez maiores e deixando à míngua todo um grupo de pessoas (aposentados e pensionistas do INSS) sem ter a quem recorrer, pois estão quase morrendo de fome - e o dinheiro que vai sendo utilizado para as viagens de avião tanto do Executivo quanto do Legislativo, bem como para abastecer as cozinhas destas escabrosas criaturas, sai deste provento. Isso mostra que toda a pesquisa de intenção de voto em que a presidente figura aparece como franca favorita não passa de mais uma maquiagem destes institutos de pesquisa, que, cá entre nós, nunca em meus quase 60 anos de vida vi na frente. Fosse numa empresa privada séria, onde a capacitação e a idoneidade de seus funcionários fossem analisadas sempre, muitos integrantes do governo lulopetista já teriam sido demitidos por não atenderem a quaisquer desses quesitos, principalmente Guido Mantega, que só faz previsões pseudo-otimistas e comentários inidôneos típicos de quem não tem a menor capacitação, tanto técnica quanto política, para ocupar a função que ocupa há anos e ainda nos afronta com estas mesmas declarações como se fossem o máximo da verdade. O governo tem de dar, sim, uma justa explicação sobre tudo isso que ocorre em suas entranhas, para que a população tenha o mínimo de informação daquilo que realmente estão pretendendo em pleno ano eleitoral.

Boris Becker

borisbecker54@gmail.com

São Paulo

*

ALGO DE PODRE NO IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova série de pesquisas sobre o mercado de trabalho, com mudanças na metodologia e abrangência maior. Nos seus primeiros resultados, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, ou simplesmente Pnad Contínua, indicou um desemprego maior do que o registrado pela tradicional Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Com a nova metodologia, o desemprego no ano passado foi de 7,4%, e não 5,5%. Só precisa ser esclarecido quem pediu para mudar isso e por quê. Tem algo de podre no IBGE, para variar e sair da rotina.

Antonio Jose Justino

anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

IPTU EM PRAIA GRANDE (SP)

Incrível, a inflação brasileira não atingiu aos 6% em 2013 nem tivemos reajustes de salários acima disso, mas a Prefeitura de Praia Grande, litoral de São Paulo, reajustou o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em 8,55%. Será que esse reajuste é normal? Não devemos aceitar nenhum abuso, injustificável, acima da inflação.

Antônio de S. D’Agrella

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

*

FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA

No dia 15 de janeiro, mais uma vez, no final da tarde, caiu uma chuva um pouco mais forte no Campo Belo, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. Mais uma vez, houve corte de energia elétrica, por volta de 18h30. Previsão de retorno: entre 20 horas e 23 horas. Retorno efetivo: 5h30 da manhã. Na semana passada, só retornou no final do dia. Não passa uma semana sem que haja cortes. É uma vergonha, e ninguém faz nada! É o que dá ter no governo um partido despreparado para a gestão, preocupado apenas com as próximas eleições! Fora PT!

Francisco T. de Brito

francisco.tabajara@centerexpress.com.br

São Paulo

*

AES-ELETROPAULO

Todos sabemos que as chuvas e ventos existem desde os primórdios da civilização, mas só agora a AES-Eletropaulo se apercebeu desses fenômenos meteorológicos. Estranho, muito estranho! A tecnologia de distribuição da energia elétrica que o nosso país felizmente tem de sobra deve estar atrasada há séculos. As faltas de luz em nosso país são frequentes. Por quê? Deve ser pelo relaxamento e a incompetência das concessionárias de energia elétrica. Basta citar um único exemplo, ocorrido em 15/1, às 16h26. Quando acabou a luz, ainda não havia nem começado a chover e, com poucos ventos, só chegaram depois de uma hora. Ligamos para a AES-Eletropaulo, fomos atendido por uma gravação que fez algumas perguntas e as respondemos digitando as opções em algarismos, não se fala com ninguém, "coisa" de Primeiro Mundo, inclusive a gravação informou que a luz retornaria às 20h27 (protocolo n.º 329998048). Nosso filho também ligou e a gravação informou que a luz retornaria às 20h26, uma previsão e precisão admiráveis. Moramos no local há quase 50 anos, mas nos últimos anos as faltas de luz passaram a ser constantes. A AES-Eletropaulo carece de técnicos para resolver o problema que abrange essa pequena área (poucas alamedas), mas atinge até um Colégio Estadual (E.E. Prof. Alberto Levy), que, como todos nós, também ficou sem luz até as 9h50 de 16/1? É claro que AES-Eletropaulo sabe que as chuvas e ventos não são uma novidade para ninguém, mas devem ter tecnologia de defesa para não prejudicar uma infinidade de consumidores. A energia elétrica no Brasil é a mais cara do mundo e já há algum tempo é praticamente usada em tudo, e sem ela não conseguimos sobreviver. Nas propagandas mostram o que não é a realidade, não é mesmo? Importante mencionar que, quando um usuário deixa de pagar uma ou duas contas, a sua energia é cortada, mas quando a energia é interrompida unilateralmente pela concessionária, esta em nada indeniza ou paga ao consumidor penalizado. Ou é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que se beneficia com eventuais multas? É i$$o?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

CAJADADA IRRACIONAL

Se governos se frustram porque os recursos disponíveis são insuficientes para atender às prioridades é uma coisa. Outra coisa é quando a frustração vem de um governo com recursos abundantes à sua disposição, e que o usa mal, esnoba as prioridades e desconstrói o que já estava organizado e funcionando com razoável eficiência. E esta gestão a que me refiro como simplesmente perversa é a de Dilma Rousseff. E nós, cidadãos brasileiros, lamentamos. Com muita propriedade, o editorial do "Estadão" com o título "Três erros com uma cajadada" (16/1, A3) retrata esse contexto, em que a presidente, num lance de pura demagogia e de grande desconforto para os investidores, decidiu reduzir o custo do preço da energia elétrica para empresas e residências na canetada, com claro viés autoritário, e isso em nada ajudou a nossa economia. Mas, além de desconstruir a confiança deste importante e complexo setor elétrico que sempre vai exigir, e sem possibilidade de protelar investimentos vultosos, a presidente Dilma teve de arcar, com os recursos do Tesouro, somente no ano de 2013, R$ 22,6 bilhões, para compensar parte do prejuízo que o governo causou a essas empresas produtoras e distribuidoras de energia. E estou falando de R$ 22,6 bilhões! Não é qualquer trocadinho a mais, ou compras de lagostas, camarões ou de fogos de artifícios que relapsos governos utilizam para suas orgias oficiais. E não para por aí porque, em 2014, essa conta estúpida nas costas dos contribuintes vai continuar aumentando com outros bilhões de reais. Para que tudo isso? Só para dar um descontinho na conta de luz das famílias em torno de R$ 15, R$ 20 ou R$ 25 por mês, e enganosamente ficar de bem com o eleitorado? Quanto não vão custar para a sociedade esses R$ 22,6 bilhões, ou R$ 30 bilhões até o fim de 2014, só com pagamentos de juros sobre esses valores? Ainda mais hoje, com a taxa Selic em 10,5% ao ano... Quem na realidade está precisando de umas três cajadadas na consciência é este relapso governo petista.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL

Estranhei o anuncio da Petrobrás nos principais jornais do País na quinta-feira, com o título "Incorporação de reservas e novos recordes de produção no pré-sal". No texto, que se refere ao aumento de reservas e de extração de barris-dia de petróleo especificamente na camada do pré-sal, consta a palavra pré-sal 25 vezes, como que querendo convencer de que o petróleo da camada pré-sal está sendo extraído com enorme sucesso. Propaganda semelhante ao velho método nazista ou Batista (de Eike) de que uma mentira bem contada vira verdade. É bom que o governo e o Ministério de Minas e Energia esclareçam de uma vez por todas o que a imprensa vem relatando há muito tempo: o petróleo da camada pré-sal só começará a ser extraído daqui a dez anos, quando a tecnologia para isso estará desenvolvida. Ou não?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

GOVERNO IRRESPONSÁVEL

No dia 15/1/2014, às 14 horas, o site do jornal "Folha de S.Paulo" publicou uma matéria informando que o governo federal e a Petrobrás tinham acertado para junho um novo aumento da gasolina e do diesel. Essa informação contribuiu para que as ações da Petrobrás subissem: PETR3 = 3,14% e PETR4 = 2,17%. Somente após o fechamento da Bolsa de Valores a Petrobrás informou que não havia nenhum acordo sobre reajuste do preço dos combustíveis. O Ministério de Minas e Energia também negou a informação e informou ainda que pedirá à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o episódio. Já sabemos que essa investigação acabará em pizza, como aconteceu com os boatos do fim do Bolsa Família. Como ficará a credibilidade do País perante os investidores? Qual será a reação das agências de risco? Eu duvido de que Dilma terá coragem de aparecer na abertura da Copa, se tiver Copa.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

INSTITUIÇÕES DESPROTEGIDAS

O senhor Antônio Penteado Mendonça foi direto ao ponto no seu "Risco político" (6/1, B7): a nossa Petrobrás, considerada num passado recente uma das melhores petroleiras do mundo, se atolou - pelo loteamento político-partidário - no terremoto moral que devasta atualmente as nossas instituições. Enquanto isso a Embraer dá exemplos de competência e competitividade no mundo empresarial. É a demonstração de que o socialismo se rende ao capitalismo? Claro que não! É apenas a prova de que as nossas instituições (estatais, tribunais e agências reguladoras) estão desprotegidas quanto à ação de governantes e políticos desonestos. Só isso. Nos países do Primeiro Mundo, mesmo os capitalistas, é comum a presença do Estado em atividades monopolísticas (sem concorrência); a diferença é que nesses países os interesses do Estado - por lei - se sobrepõem aos dos governos. Por isso é tão grande o risco de investir no Brasil.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

*

RISCO POLÍTICO

Tem toda a razão o articulista Antonio Penteado Mendonça quando demonstra que a situação da Petrobrás resulta de uma aula do Brasil sobre como estragar uma empresa. Infelizmente, essa aula é uma pequena parte de um curso muito mais amplo. No final, cada brasileiro receberá o seu diploma.

Domício Pacheco e Silva

domicio@pachecoesilva.com.br

São Paulo

*

INFORMAÇÃO, LUCROS E PICARETAGEM

Está evidente que elementos da Petrobrás e do governo plantam notícias ora positivas, ora negativas para comprar e vender com grandes lucros as ações da empresa.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

*

INDÚSTRIA DE MULTAS

Volta a indústria de multas em São Paulo, agora, com o novo prefeito com instalações diversas de radares e fiscalizações adversas, com o objetivo principal arrecadação milionária aos caixas da Prefeitura.

Antônio de Souza D’Agrella

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

*

ENTRE OS FEITOS E EFEITOS DE HADDAD

Matéria publicada em 17/1 no "Estadão" dava conta de que o sistema de ônibus de São Paulo transportou 6 milhões de passageiros (viagens) a mais em 2013 que no ano anterior. Em princípio, belos números. Mais ainda, tal mérito se deve ao bilhete único e aos corredores exclusivos. Senão vejamos: tal crescimento representa apenas 0,2% no número de viagens ocorridas entre 2013 e 2012. Já no sistema metroviário o crescimento foi de 3,51% (71 milhões de viagens). Considerando apenas o transporte de massa e coletivo e dispensando dessa matriz os táxis, os coletivos são responsáveis por 58% das viagens dos paulistanos, e o sistema metroviário, 42%, que não inaugurou nenhum novo trecho nem estações no ano de 2013. O que será bem diferente em 2014. Ou seja, investir em Metrô deveria ser prioridade absoluta. Em ato contínuo, excluir o táxi da matriz de transporte público, como quer a Prefeitura, é um contrassenso, já que existe estrutura montada e esta é compatível a tirar os automóveis particulares das ruas. Estudos feitos na Europa, quando da implantação de táxis movidos a GNV, ou mesmo butano, assim dotados de tarifa econômica, mostraram que cada unidade de táxi retirava entre dez e doze carros particulares das ruas. Nesta assertiva, nada de mágico, mais uma vez o equilíbrio da oferta e da procura; melhor do que ver táxis parados à espera de passageiros nas mesma vias que estão congestionadas por automóveis cujos motoristas deveriam ser os seus fregueses. Aliás, seria bom ver a Prefeitura resolver problemas, e não criar outros.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

*

SEGURANÇA NO TRANSPORTE PÚBLICO

Se o prefeito Fernando Haddad quer mesmo investir num transporte público seguro e de qualidade, deveria inicialmente orientar os motoristas dos coletivos a darem um bom exemplo e a cumprirem a lei. Pego diariamente ônibus no Terminal Varginha, zona sul, e é impressionante o número de condutores que dirigem sem usar adequadamente o cinto de segurança. Como exemplo, posso citar dois casos, ocorridos ambos no dia 14/1/2014, às 8h50, com motoristas que circulavam pelo citado terminal manobrando veículos: o condutor do veículo de número 6-1883, linha 5370, com destino ao Largo de São Francisco, manobrava seu veículo com o cinto em diagonal sobre seu tórax, mas sem afixá-lo à fivela - o que é o mesmo que nada. Já o motorista do veículo 6-1843, linha 6913, com destino ao Terminal Bandeira, nem sequer deu-se ao trabalho de o colocar, dirigindo pelas áreas internas do terminal inteiramente desprotegido. Pergunto: se esses motoristas não zelam sequer por sua própria segurança, como crer que eles tomem algum cuidado adicional com o bem-estar dos passageiros?

Carlos da Silva

carlos_dunham@yahoo.com.br

São Paulo

*

FAVELA AO LADO DO HOSPITAL

A foto "Surge uma favela ao lado do hospital", estampada na primeira página do "Estadão" de 16/1/2014, é, ao mesmo tempo, dramática e um simbólico alerta. Segundo a notícia, a Federação Pró Moradia do Brasil, uma espécie de MST urbano, organizou a ação que, por enquanto, ergueu 300 barracos já ocupados por 500 pessoas. Aos sem-casa, toda minha simpatia. São na sua maioria imigrantes dos Estados subdesenvolvidos do Nordeste e do Norte cujas árduas condições de sobrevivência ligadas à secular roubalheira promovida pelos políticos locais, piores que os sulistas, empurram hordas de retirantes sem qualificação profissional e com problemas de saúde dando origem as favelas e todas as desgraças a elas associadas, ao entupimento dos hospitais, escolas, transporte público e as forças de segurança. Neste ponto vale examinar o preceito constitucional que garante o direito de ir e vir. Esse preceito é precioso, mas deve ser aplicado sob o império das circunstâncias. Em lugar de permitir que os retirantes venham prejudicar o desempenho econômico, social e ambiental dos Estados do sul, cujos superávits alimentam os políticos do Norte/Nordeste, que se moralizem os negócios públicos desses Estados, usando as Forças Armadas, se necessário, e retenham os retirantes em seus locais de origem em condições humanas.

José Sebastião de Paiva

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

*

LEGALIZAR A MACONHA. PARA QUÊ?

A glamurização da maconha é um problema. Gente atualmente poderosa revela, sem constrangimento, tê-la fumado naqueles tempos de contestação, e defende sua legalização. O Uruguai legalizou a erva e criou a figura do maconheiro oficial, que pode fumar até 40 cigarros por mês. Corre o risco de estabelecer uma nova modalidade do tráfico, onde não usuários se cadastrem, consigam o produto a preço oficial e o comercializem, no câmbio-negro, a quem, por razão social, não tenha se cadastrado, não se contente com as 40 unidades mensais ou até para viciados dos países vizinhos. Pode ter instituído a "bolsa maconha", onde os recursos sairão do governo e se tornarão renda sem trabalho. A maconha já provocou grandes estragos e encurtou a vida de muitos jovens. Felizes os que a usaram e tiveram resistência orgânica suficiente para, além de não se tornar dependentes químicos, continuar vivos, sem descer a degraus mais perigosos dos narcos. Estes - especialmente os que exercem o poder - deveriam ter a coragem e o compromisso social de evitar que os jovens de hoje enveredem pelo caminho dos alucinógenos e possam desperdiçar suas vidas. Tudo o que vicia é prejudicial ao viciado, à sua família e à sociedade. Assim é com o cigarro e com o álcool, cujo consumo a sociedade incentivou durante décadas e hoje abomina. Por serem legalizados, fumo e álcool ficam restritos aos seus próprios efeitos. Isso não ocorre com a subterrânea "indústria" da droga que, além dos efeitos do seu produto, ainda espalha a morte e o crime no seu ambiente negocial. Legalizar, no entanto, não é a solução. Toda a sociedade tem o dever cívico e patriótico de evitar que as pessoas consumam drogas e de lutar, com todos os meios, pela recuperação dos que já caíram. Pensando bem, careta hoje, deve ser fumar maconha, uma coisa que esteve em moda já faz 30 ou 40 anos...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.