Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2014 | 02h08

Mixórdia

Tão logo estejam concluídas as negociações políticas, a presidente Dilma Rousseff, como reforço eleitoral à sua campanha para a reeleição, reformará inusitadamente seu Ministério, que será pela primeira vez na vida administrativa do País composto por titulares de dez partidos. Será uma autêntica miscelânea, uma mixórdia, uma mistura de interesses partidários. Para atender às reivindicações de sua sigla cada ministro vai fazer "o diabo", como a presidente está fazendo para conseguir seu desiderato.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

Mais um recorde

O novo Ministério de Dilma terá dez partidos políticos representados. Além dos poucos sempre na mídia - como Guido Mantega, da Fazenda, Gleisi Hof-fmann, da Casa Civil, Alexandre Padilha, da Saúde, e Aloizio Mercadante, da Educação -, pouco se sabe dos demais ministros. Entram e saem ministros e não se tem ideia de seus projetos, o que estão realizando ou realizaram, por que foram escolhidos e por que são substituídos... No desgoverno "lulodilmapetista" não importam competência, conhecimento da área, muito menos projeto e prestação de contas aos cidadãos pagantes. O que vale é o tempo no horário político da próxima campanha eleitoral e os votos necessários para a reeleição. E poder continuar oferecendo "boquinhas" e benesses aos companheiros e a seu partido. Vivemos um governo de irresponsabilidade e inconsequência. Estes, sim, são os recordes que deveriam ser mais revelados e nos preocupar!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Novo mensalão

A programada troca nos ministérios, de fato, deve ter finalidade exclusivamente eleitoral. Afinal, a eleição para presidente e o lucro dos partidos e políticos é só o que lhes interessa, tendo em vista a disputa partidária por cargos e pastas ministeriais, de olho nas de maior dotação orçamentária. A presidenta, visando o tempo de televisão no horário eleitoral, fará tudo para contentar os partidos, principalmente os com maior tempo (na dita propaganda gratuita). Pode-se dizer que é um novo tipo de mensalão: troca de interesses a satisfazer.

MARIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

MENSALEIROS

À custa do trabalhador

O condenado pelo mensalão, já encarcerado, Delúbio Soares, com autorização da Justiça vai trabalhar na CUT, que é braço do PT. Oras, se essa central sindical, assim como todas as outras, infelizmente, vive com recursos a fundo perdido que o governo federal generosamente libera - e saem do bolso do contribuinte -, isso significa que esse cidadão petista que ajudou a desviar recursos das nossas instituições vai ficar livre da cadeia oito horas por dia recebendo salário da CUT, que o próprio trabalhador sustenta... Não é uma afronta?

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Como sempre

Realmente, Delúbio prestar serviços à CUT é o fim da picada. Vai estar trabalhando "regularmente" para o PT, como sempre fez. Querem enganar a quem?

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Rodízio

Parece que virou crime ter carro na cidade de São Paulo. O cidadão de classe média é o vilão da história, o que deve pagar por tudo de errado que acontece por aí faz tempo, fora o que já paga de impostos! Mas não é bem assim. Os recursos não são aplicados, mas desviados, embolsados por uma corrupção já considerada normal, parte da cultura brasileira. Isso tem de parar! Se alguém tem dinheiro, graças a Deus, ou ao trabalho, ou à sorte, contribui com pesadas taxas para manter a cidade funcionando. Seria bom se todos pudessem ter carro, mas seria ainda melhor e mais ecológico poder contar com um transporte público funcional e de qualidade, usado por todas as classes sociais, como em países da Europa, por exemplo. Por que punir o cidadão motorizado pela falta crônica de mobilidade urbana desta metrópole que arrecada milhões por mês e progride sem cessar? Então, parem a indústria automobilística!

ISA SIMÕES TUCCI

isatucci52@gmail.com

São Paulo

Mais uma...

Para a construção dos corredores de ônibus na Avenida 9 de Julho estão concretando a área verde que divide as pistas, acabando com todo o solo permeável e iniciando a morte prematura da vegetação existente, como árvores frutíferas e da espécie pau-ferro. Enfim, uma obra totalmente sem critério ecológico. E a que custo? Não precisamos de mais concreto, e sim de mais verde, mais competência. Só falta justificar tudo isso dizendo que não há verba para manutenção dos jardins viários. O IPTU dessa região é exorbitante.

MARISA POLICHUK

mpolichuk@uol.com.br

São Paulo

TRAGÉDIA AMBIENTAL

Rio Ribeira

Uma tromba d'água destruiu Itaoca, no Alto Ribeira. Porém a tragédia não ficou restrita à cidade. Ribeira abaixo têm aparecido boiando, todos os dias, milhares de peixes, camarões e outras espécies da fauna do rio. Agora apareceram até jacarés e capivaras mortos. É uma tragédia ambiental sem precedentes na história do rio. Os hospitais estão lotados de pessoas com vômitos, diarreia, dor de cabeça e outros males. Tem-se notícia - não confirmada ainda oficialmente (e talvez nunca seja) - de que uma moradora de Iporanga morreu após consumir peixe pescado no rio. A Cetesb alega que tudo isso foi causado pela argila deslocada pela tromba d'água. Mas se esquece de dizer que Rio Ribeira acima existem depósitos abandonados de chumbo e resíduos químicos também abandonados por mineradoras que atuam no local. Esses materiais devem ter sido levados pelas águas e contaminado o rio! O Ribeira está envenenado e morrendo. Recolhemos vários espécimes mortos e amostras da água, gostaríamos que alguma instituição ligada ao meio ambiente, sem vínculo com o governo, fizesse uma análise do material. Precisamos saber o que está matando o rio. O Vale do Ribeira pede socorro!

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Morte de peixes

O Rio Ribeira tem sofrido inúmeras enchentes, mas nunca ocorreram mortes de peixes. Após a tragédia de Itaoca, é assustadora a quantidade de peixes mortos. Há que investigar a causa dessa mortandade, que não tem sido noticiada pela grande mídia.

JOÃO ARISTEU DA ROSA

joaoaristeu@gmail.com

Araraquara

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VAQUINHA MILIONÁRIA

O ex-deputado José Genoino, além de cumprir seis anos e meio de prisão, teve de pagar uma multa de R$ 667.513,92 fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, o mensalão. Diante de tamanha "dificuldade", sua filha deixou um apelo no Facebook no sentido de arrecadar essa pequena fortuna. Nunca foi tão fácil. Para o espanto de muitos, conseguiram arrecadar não só o valor da multa, como ainda sobrou um pouco. Cá entre nós, que coisa maravilhosa é a "famiglia", né não? Com ironia, por favor!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A MULTA DE GENOINO

Merece muita reflexão o "sucesso" no empreendimento arrecadatório que ultrapassou os R$ 700 mil, referente à multa processual atribuída a José Genoino. É verdade que cada um faz o que quer do seu dinheiro, renda, trabalho ou o que bem entender. Não é menos verdade que há um distanciamento dos colaboradores sobre o que vem a ser a multa processual, assim como o sentimento de injustiça, que se sobrepõe aos fatos e provas processuais amplamente esmiuçadas durante a Ação Penal 470. O gesto - em tão curto espaço de tempo - dos "contribuintes" de Genoino, não se pode negar, mescla-se com o profundo sentimento de frustração com aspectos que delineiam a tramitação de um processo, no cenário nacional, quer no âmbito penal, quer no civil. Desaparece, assim, a pena pecuniária perante a sociedade, que quitou (parcela desta sociedade) o "debitum" pecuniário, numa espécie de afronta aos julgadores e a condenados que não têm acesso à mídia em escala industrial, tampouco a agremiações partidárias. Não será difícil partidários, gerenciadores da arrecadação, se não existirem falecidos entre os doadores, profetizarem que o povo a quitar volumoso débito é o mesmo que ratificará o mandato da candidata situacionista, propaganda já lançada por outro devedor mensaleiro, João P. Cunha. Se cada povo tem o governo que merece, tudo leva a crer que o merecido governo continuará a gerir os destinos dos brasileiros, por vontade expressiva de uma parcela da pirâmide, frustrada com a classe política, na medida em que tantos outros "líderes" de agremiações se veem tão enlameados quanto o condenado José Genoino, mas por manobras infinitas não tiveram a mesma sorte/azar de um célebre julgamento, como ocorrera com a Ação Penal 470.

Gisele Montenegro

gamadvsp@uol.com.br

São Paulo

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NÃO FOI COINCIDÊNCIA

José Genoino está salvo e vingado. O dinheiro para saldar a sua dívida com a Justiça está completo. Dinheiro esse que veio dos cofres do Partido dos Trabalhadores (PT). Tudo não passou de uma estratégia política suja para dizer que a sociedade está indignada com o resultado do julgamento do mensalão. Querem transformar bandido em herói, além da tentativa de desmoralizar a Justiça. Não seria uma mera coincidência as redes sociais e os sites a serviço do governo divulgarem maciçamente o resultado final da arrecadação, justo no dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) está se transformando temporariamente em casa de mãe Joana com Ricardo Lewandowski assumindo a presidência por causa das férias de Joaquim Barbosa.

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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SEMPRE UNIDOS, JAMAIS PUNIDOS

Genoino recebeu doações suficientes para pagar sua multa. Quanta generosidade dos doadores petistas! Bem, agora vamos ver qual será a próxima lamúria que deverá mobilizar novamente os militantes. Sua filha se encarregará de montar o novo script. Petista unido jamais será punido!

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Genoino conseguiu arrecadar o dinheiro para pagar sua multa. Espero que todos os condenados paguem e que o dinheiro seja revertido para a educação. Assim, quando a turma sair da cadeia, o povo já vai estar mais educado para não votar na mesma escória.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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TÔ NESSA GANDAIA

A solidariedade generosa do povo brasileiro com as doações para ajudar o ex-deputado José Genoino pagar a grana que ele desviou dos cofres públicos foi extraordinária. A arrecadação de mais de R$ 500 mil em dez dias deu forças a Delúbio Soares, outro condenado do mensalão, para anunciar que vai entrar nessa jogada. Eu, aposentado que vem tendo o salário surrupiado desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, confesso que fiquei perplexo, espantado, abobado, imbecilizado, boquiaberto. Mesmo assim, comprei a embalagem maior de óleo de peroba, passei na minha cara de pau e vou entrar nessa gandaia antes dos demais condenados do mensalão. Se essa turma do mensalão está ferrada, eu, aposentado, estou muito mais. Minha conta salário do INSS é 08469-0, agência 9158, Banco Itaú. Conto com vocês, somente vocês, que foram solidários e generosos com Genoino.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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IMPOSTO SOBRE MULTA?

Sobre o valor da multa Genoino pagará imposto ou sonegará? A pergunta que não quer calar.

Wilson Brinkmann

wsbrink@gmail.com

Atibaia

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FRAUDE NA MEGA SENA

Ao confessar que houve furo na segurança da aposta, a Caixa Econômica Federal (CEF) admite com todas as letras que o sistema é passível de fraude. Acredito que este roubo foi divulgado porque os peixes eram pequenos. Suplente de deputado não é lá essas coisas e a governadora do Maranhão, dona Roseana Sarney, não está hoje com esta bola toda para correr em defesa do sr. Ernesto Vieira Carvalho Neto, chefe da quadrilha. Gostaria de saber se o dinheiro recuperado foi acumulado para o próximo concurso e se os novos ganhadores tiveram seus prêmios aumentados. Se eu fosse o ganhador, entrava na Justiça para recuperar minha parte.

Vitório F. Massoni

suporte@eam.com.br

São Paulo

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ESPIONAGEM INTERNACIONAL

Ao reconhecer os abusos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) e proibir a espionagem a líderes amigos, Barack Obama precisa exigir, de cada um destes "líderes amigos" declaração pública de fidelidade, por escrito, com firma reconhecida em cartório, registrada na ONU. Do contrário, vai haver trairagem na América Latina.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

From Morgan Hill, Ca. USA

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MUDANÇAS NA NSA

O.k. Vamos fazer de conta que acreditamos...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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DUVIDOSO

Nas entrelinhas, as mudanças na conduta de espionagem dos EUA anunciadas pelo presidente Obama parecem no mínimo duvidosas. Ao afirmar que os EUA não irão coletar dados telefônicos de cidadãos americanos, o recado é claro: irão continuar coletando dados de cidadãos não americanos. Em outras palavras, farão no gramado alheio o que não fazem no deles. E sobre a decisão de interromper a espionagem de líderes de países aliados, fica muito difícil entender o limite do termo "aliado". Se um líder de um país manifestar discordância de um ponto de vista dos americanos, isso já pode descaracterizar essa situação e, neste caso, estará sujeito à bisbilhotice.

Luciano Nogueira Marmontel

automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

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PRIMEIRO PASSO

Segundo declaração divulgada no blog do Palácio do Planalto, atribuída ao porta-voz da Presidência da República do Brasil, Thomas Traumann, o discurso do presidente Barack Obama dando conta de mudanças nos serviços de inteligência americanos é "um primeiro passo". Adiantou também que o governo brasileiro vai acompanhar os desdobramentos práticos do sinal emitido pela Casa Branca. O cidadão comum, razoavelmente informado e cônscio da pantomima de disfarçada indignação da presidente Dilma e da chanceler alemã, Angela Merkel, a partir da denúncia de ex-espião rufião, em busca de notoriedade, pago não se sabe por quem, fica intrigado e pergunta: primeiro passo em que direção? Será que os governos espionados vão ter de ainda confiar na ação de Edward Snowden para conhecer os desdobramentos? Os governantes, afinal, tomam atitudes semelhantes às de Dilma e de Merkel só para saírem bem na foto como supostas vítimas e realizarem acrobacias desajeitadas diante dos eleitores? Tudo um jogo sonso, como aliás toda política internacional, origem de conflitos sangrentos ao longo da História. A espionagem, segunda atividade mais antiga da humanidade, continuará e existir, a despeito de todas as "surpresas" dos espionados, e todos sabemos disso. É, Aldous Huxley, o mundo está cada vez mais admirável, mas não é novo.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DILMA NÃO ENTENDEU NADA

Obama disse que não vai mais espionar os países amigos, e Dilma considerou a promessa um "primeiro passo". Arrogância! Ela não entendeu que a promessa é para "países amigos", o que certamente não é o caso do Brasil, cujo governo é antiamericano e relaciona-se, principalmente e mais profundamente, com inimigos dos americanos. Na ONU, votamos preferentemente contra eles. Aliás, o envolvimento do Brasil capitaneado por Lula no denominado Foro de São Paulo, e que tenta transformar uma grande parte da América Latina em socialista, não deve ser dos assuntos mais agradáveis ao governo dos EUA. É sabido que não conseguimos alcançar melhores resultados para o Brasil no comércio com a maior nação do mundo porque nossas relações não são muito amistosas, por culpa nossa. O PT é antiamericano, e assim são seus governos. Nunca serão "convidados para o chá na Casa Branca". A atitude dos governos petistas, no entanto, não coincide com a da maioria dos brasileiros que gosta de viajar para os EUA, gostaria de morar e muitos de estudar naquele país. Aos brasileiros agradam muito, também, as músicas, filmes e produtos norte-americanos. É uma pena que nosso governo seja assim "fechado" não só para países democráticos como os EUA, como para todas as grandes potências, em prejuízo de mais e melhores relações. Certamente, seriam a preferência da esmagadora maioria dos brasileiros. Não considera o governo que grande parte dos brasileiros é descendente desses países com os quais gostaria de ter relações mais amigáveis do que as que temos atualmente.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ESGOTO CLANDESTINO

Status, alto luxo, poder, dinheiro, etc. não são sinônimos de bom senso, educação, respeito, proteção ao meio ambiente, etc. Basta ver a reportagem de ontem no "Estadão" que mostra o descaso dos condomínios de luxo espalhados pela orla marítima, como é o caso na Praia da Baleia, em São Sebastião, no litoral norte, onde há imóveis que valem até R$ 11 milhões, mas que deixam correr seu esgoto a céu aberto, despejando-o diretamente no mar sem nenhum tratamento, o mesmo ocorrendo em Caraguatatuba, Ubatuba, etc. Vergonha!

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FISCALIZAÇÃO E PUNIÇÃO

"Condomínios de luxo jogam esgoto irregular no litoral de São Paulo" ("Estado", 20/1). Isso acontece mesmo existindo uma rede coletora de dejetos na região, implantada pela Sabesp há mais de 15 anos. Por se tratar de um problema de saúde pública, a prefeitura deveria autuar e multar os imóveis existentes e condicionar a emissão do Habite-se para as residências novas que não fizerem a conexão.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DEVER DO PODER PÚBLICO

A natureza do litoral paulista não deveria ser vítima da falta de investimentos mínimos em saneamento. Muitos moradores de áreas carentes não conseguem pagar o valor de adaptação de suas casas para "aderirem" ao serviço. Já os moradores que teriam condições já pagam um dos maiores IPTUs do País assistindo de perto ao aumento da violência, à miséria, a doenças e à piora dos serviços públicos em geral. A intervenção para melhora do sistema de escoamento do esgoto devia partir dos órgãos públicos, inclusive custeando a adequação das casas que lhe rendem impostos altíssimos que seriam suficientes para pagar tanto as casas dos moradores de baixa renda como os cansados pagadores de impostos pesados. A saúde dos brasileiros e do litoral precisam de ajuda.

Rafael Machado Cury

machadocury@gmail.com

São Paulo

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OS ALVARÁS DE SANTA MARIA

Santa Maria (RS) lembra o primeiro ano da tragédia da Boate Kiss. Mas, além da justa reverência aos mortos e feridos, é preciso promover o balanço das providências. Quantos dos responsáveis pelo sinistro estão presos? O que aconteceu ao patrimônio deles? Quais as reparações promovidas? O Ministério Público e as autoridades verificaram se, dentro do processo do alvará de funcionamento da boate, mesmo que vencido, os responsáveis pela emissão exigiram e os empresários cumpriram a instalação de sinalização e saídas de emergência, conforme o estabelecido pela legislação vigente? O que foi feito em relação às autoridades e agentes públicos negligentes no seu dever de fiscalizar a boate que, com isso, deram causa ao acidente? Na época do incêndio, descobriu-se por todo o país a existência de centenas de prédios onde se aglomeram muitas pessoas - prefeituras, câmaras de vereadores, teatros municipais, repartições, escolas, hospitais e outros - que, a exemplo da boate gaúcha, não possuíam alvarás de funcionamento e nem a vistoria de segurança. Pegou fogo em parte do Memorial da América Latina, em São Paulo, onde a documentação também estava inconforme. Há que se verificar e informar se o espaço de um ano, desde que o problema foi levantado, foi suficiente para os administradores públicos colocarem os prédios sob sua administração dentro das especificações de segurança ou se, ainda, estamos, todos, circulando ou sentados sobre imensos barris de pólvora.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIAS

O desgoverno da dona Dilma comete mais uma atrocidade contra os aposentados que ganham acima de um salário mínimo (SM). A inflação maquiada e manipulada para um índice bem inferior à inflação real foi de 5,91%. O índice para o reajuste do salário mínimo foi de 6,78%. Por que o índice de reajuste para as aposentadorias ficou em 5,56%? Há mais de dez anos as aposentadorias superiores a um salário mínimo têm sofrido um enorme deságio. Exemplo: um trabalhador que recolheu o INSS sempre sobre 10 SM se aposentou em 1989 com 8,8 SM (714,00 x 8,8, deveria estar recebendo R$ 6.283,20). Aplicando o reajuste de 5,56% sobre o valor que recebeu relativo a dezembro de 2013 (R$ 2.420,00), passará a receber R$ 2.554,55, que equivale a 3,3778 SM, a menor 5,4222 SM, é ou não é uma injustiça ou um roubo do INSS com a anuência do desgoverno? O valor mínimo que deveria estar recebendo seria o teto máximo atualizado de R$ 4.390,24, ainda inferior em R$ 1.892,96 ao devido mensalmente, além das diferenças não recebidas em mais de dez anos. São inúmeros os aposentados que são penalizados por esse e outros motivos. É descontado indevidamente das aposentadorias 1% para o MST sem qualquer anuência. Por quê? É isso que o PT chama de justiça social, ou a justiça social só vale para os que fazem parte dos esquemas de corrupção e desonestidade? Além de os aposentados e seus familiares não votarem mais no PT, seremos forçados a entrar com inúmeras ações individuais ou coletivas reivindicatórias do direito adquirido, entupindo ainda mais o nosso Judiciário, quando também exigiremos a revisão de todas as aposentadorias recebidas pelas nossas chamadas "autoridades" e privilegiados.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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A MISERABILIZAÇÃO DOS APOSENTADOS

Um aposentado que em janeiro de 2003 recebia o equivalente a seis salários mínimos recebe hoje praticamente três. Perdeu 50% do poder de compra em equivalência ao salário mínimo ou piso previdenciário; teve, assim, a sua renda de subsistência à sua vida pós laboral, depois de quatro décadas de contribuição, reduzida à metade diante dos ganhos reais básico coletivos da sociedade; é, portanto, um excluído das políticas sociais de preservação de renda, e isso em plena terceira idade. Essa é a essência da política de sustentabilidade do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) implantado por FHC e mantida por Lula e Dilma. O mantra desse artifício neoliberal é buscar equilíbrio no Orçamento da Previdência tratando o resultado como uma fardo consolidado sem maiores distinções. Ali, o responsável pelo déficit não são os que contribuíram e penalizados por essa barbaridade, mas sim os que pouco ou nunca contribuíram, como os participantes do RGPS Rural. Nos anos 90, regulando à Constituição, FHC determinou que o piso previdenciário fosse igual ao salário mínimo; e concedeu uma "bolsa" explosiva ao RGPS e que não estava na Constituição. Trata-se da possibilidade de mais um benefício-rural por família. Daí em diante ninguém segurou mais o déficit, aliás, lançado nas costas de quem contribuiu e contribui. Mas há muito mais que são as renúncias que seriam responsabilidade do Tesouro e não da Previdência como: 1) concedidas do sistema fiscal simples R$ 14 bilhões em 2013; 2) exportações do agronegócio que são isentas de contribuição social R$ 2,8 bilhões; 3) renúncias a clubes que tenham times de futebol profissional, cerca de R$ 200 milhões; 4) tudo o que for gasto e/ou faturado em nome da Copa Fifa até 2015, e depois vem a Olimpíada, etc. Afinal, o que o aposentado CONTRIBUINTE do INSS tem que ver e assim perder por aquilo que o governo concede a quem não contribuiu adequadamente, além dos incentivos que ele, governo, doa com recursos que não são dele? Ao final, ainda temos de ler nos jornais alguns profetas do apocalipse escreverem que o regime previdenciário da iniciativa privada é que vai falir as contas públicas. Além disso, são os mesmos que previam o crescimento do PIB em 2013 em 4,5% a 5%.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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ROLEZÃO

Como estão na moda os rolezinhos, aliás, estão confundido passear com badernar nos shoppings, cujos encontros são marcados via redes sociais, tenho uma sugestão aos aposentados em geral e especialmente àqueles que ganham mais de um salário mínimo que estão vendo o salário sumir diante da inflação: promover um "rolezão", utilizando os mesmos meios, de maneira ordeira e por motivos justos, o não reconhecimento a quem labutou uma vida em prol deste país e não tem o direito ao lazer e a um atendimento médico decente, espezinhados que são pelo fator previdenciário e pela ruptura da paridade salarial. Sugiro aos quase 30 milhões de inativos, e entre eles os muitos usuários das redes sociais, que agendem para 5 de outubro, dia do primeiro turno das eleições majoritárias, e compartilhem com seus contatos a necessidade de fazer um boicote às urnas e dar um basta nessa discriminação. Temos de mostrar a essa "gente" que tomou conta do Brasil que somos muitos, embora inativos, não estamos mortos e que estamos aptos para utilizar esse modo moderno de mobilização e comunicação. Talvez assim não sejamos lembrados somente em épocas eleitorais, pelos oportunistas de sempre.

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ORDEM É PROGRESSO

Muito oportuna a citação do leitor sr. Roberto Twiaschor ("Fórum dos Leitores", 19/1, A3), que afirma: "Ordem e progresso foram transformados em anarquia e retrocesso". Concordo plenamente e gostaria de sugerir uma pequena mudança nos dizeres da nossa querida Bandeira: "Ordem É Progresso". Ou seja, "Disciplina É Progresso". Basta verificarmos atualmente os países que são disciplinados, que são as locomotivas do planeta. Nosso país, ao adotar este lema, faria lembrar esta verdade milenar a todos, não só os que estão no comando em Brasília, mas aos governos estaduais e municipais. Também se aplica, com absoluta propriedade, nas empresas, escolas, etc. e, principalmente, em nossa vida particular: ordem em nossa área financeira, em nosso mundo interior e demais setores. Com toda certeza, o progresso surgirá como consequência natural.

Márcio Antonio Torres Bueno

mtorresbueno@uol.com.br

Volta Redonda (RJ)

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PORTAS FECHADAS

Os shoppings de São Paulo e, agora, do Rio de Janeiro, fechando as portas diante da perspectiva dos chamados rolezinhos, na minha visão, nada tem que ver com preconceito do que for; é puro medo do que pode acontecer. É sabido que a idade mental diminui na direta proporção do tamanho do grupo; e a eventual violência de bandidos oportunistas infiltrados nesses grupos - roubo, arrastão - pode levar ao descontrole. Mas, por outro lado, qualquer cidadão brasileiro consciente há de admitir que já passou e muito a hora de os jovens das periferias contarem com oportunidades concretas, inclusive na área de lazer, disso não resta dúvida.

Lenke Peres

Cotia

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PÂNICO E CONFUSÃO

O rolezinho que alguns intelectuais entendem como manifestação de nosso "apartheid" não reconhecido, outros como mero tipo de lazer e até o Judiciário, quando convocado, se confunde quando temos juízes proibindo e outros aceitando a reunião, e a presidente Dilma e o PT, que só pensam em eleições, tentam se aproveitar da situação apoiando o movimento pensando nos votos dos jovens. Mas o que se viu são milhares de jovens, pretos, brancos e mestiços, ocupando os shoppings e correndo de lá para cá causando pânico nos frequentadores. E, na confusão, invadem lojas, área de alimentação, etc., roubando objetos, relógios, roupas e outros itens. Os shoppings são edifícios e empresas destinados ao comércio dos mais variados itens ou diversões, como cinema ou espetáculos, alimentos, etc., e não para grupos que fazem correrias, que levam confusão para se aproveitarem e causarem prejuízos. O ingresso deles tem de ser proibido, multando os que organizarem o movimento e processando-os judicialmente. Isso não pode continuar, para o bem de todos.

Waldomiro Benedito de Carvalho

waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

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ROLEZINHO EM FAIXA EXCLUSIVA

Quem diria que um grupo de jovens reunidos para passear no shopping fosse virar caso de polícia e deixar até a presidente Dilma Rousseff em alerta, além de outras autoridades. Teve até um jovem de 18 anos recebendo citação de um oficial de Justiça por participar de encontro no Shopping Center Norte, no bairro de Santana, em São Paulo, o que supostamente pode ser entendido como racismo, preconceito e discriminação, por ele morar na periferia da cidade e ter a pele escura. O rapaz está impedido de participar de outro rolezinho, sob pena de pagamento de multa de R$ 10 mil, prevista em liminar conseguida por alguns centros comerciais da capital paulista, entre os quais está o Center Norte. Sugiro ao competentíssimo prefeito da capital, Fernando Haddad, definir corredor exclusivo para vândalos desocupados ou similares em shoppings para fazer o tal do rolezinho ou "afanadinho". Como o poste indicado por Lula só tem isso na cabeça, quem sabe a moda pega. Pelo menos evitamos bagunça e mal entendidos. Afinal, a juventude mal educada é o futuro deste nosso país da Copa e da Olimpíada. Nas redes sociais as convocações não deixavam dúvida quanto a isso. O objetivo seria "zoar, rolar umas paqueras, pegar geral e beijar, beijar e se divertir, o resto são suposições e preconceitos com os jovens pobres". A meu ver, não dá mais para achar que os rolezinhos servem de pretexto para crimes (embora tenha havido casos isolados de furto e depredação, que obviamente precisam ser punidos). Infelizmente, muitos shoppings em São Paulo e no Rio não concordam com isso e agem com truculência e intimidação. Estamos ou não numa democracia de livre arbítrio?

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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ROLÊ NOS SHOPPINGS

Não é ódio, discriminação nem preconceito! Estas "reuniões pseudoculturais e recreativas" acabam, elas mesmas, por incitar a separação em classes sociais. Ocupar um espaço franqueado ao público, mas, todavia, privado, para impor a presença de centenas de jovens autodenominados da periferia que lá vão não para consumir, mas para passear, firmar posições e confraternizar ruidosamente, provocando preocupação com a ordem e a segurança, não é desejável. Claro que o diálogo deve prevalecer e, dentro do possível, estabelecer regras de convivência pacífica.

Decio Antonio Damin

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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RASTILHO DE PÓLVORA

Muitas explicações, poucas conclusões. Os rolezinhos ocorrem pelo "efeito borboleta". Os jovens estão ligados e querem excitação. Qualquer fator de destaque pode tornar um deles o assunto e a atração. Daí para o rolê bastam um local e uma hora, e os shoppings são o ideal. O rolê se materializa pelo número de participantes, é inofensivo, mas é um rastilho de pólvora. Estamos ligados. Há meios de comunicação instantânea e, mais do que TV e rádio, a internet é interativa. Após junho de 2013 o País perdeu a virgindade às manifestações, e 2014 é um ano crítico. Há grande insatisfação, desejo de mudança e uma liderança pode dar a palavra de ordem. A força está com os jovens. Acorda, Brasil!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A LEGALIDADE DO ROLEZINHO

Nossa Constituição garante a todos os cidadãos o direito de reunião, pacífica em locais públicos independentemente de autorização, apenas exigindo prévio aviso à autoridade competente. Vejamos o que é local público e o que é local privado. Local público são as praças, ruas, parques, museus e todos os locais administrados pelo poder público, cuja segurança é de responsabilidade desse poder público. Locais privados são aqueles de responsabilidade privada, ou seja, espaços residenciais, industriais, comerciais, incluindo-se clubes e condomínios. Importante, os condomínios são entidades privadas quer sejam condomínios residenciais, industriais ou comerciais, entre os quais se integram estes últimos chamados de shoppings, cuja finalidade precípua é a locação de espaços destinados ao comércio e serviços. Nessa acepção, não se equiparam a locais públicos como os museus, onde sua atividade precípua é a visitação, sem objetivo comercial. Trata-se "in casu", de um conjunto de estabelecimentos comerciais autônomos, de caráter eminentemente privado, não destinado a visitação pública, como ocorre com os museus ou os parques públicos destinados ao lazer da população e a sua visitação. Cabendo ao Poder Judiciário dirimir o que é local destinado ao lazer e a visitação livre para qualquer cidadão e o que caracteriza um condomínio particular, portanto privado, destinado ao comércio, ou seja, um aglomerado de lojas comerciais. Ao final, o que objetivam os integrantes do rolezinho, atrair multidão para reunião de lazer em local público ou atrair multidão para provocar tumulto e propiciar arrastões e causar prejuízos a lojistas que exercem atividades privadas em condomínios particulares?! Acrescente-se que os lojistas colocam à disposição do cidadão comum os seus espaços comerciais, a segurança e a comodidade que o poder público não oferece e que está sendo inibido e tomado por esses grupos, cujo objetivo não condiz com as garantias da clientela de tais condomínios. Fica aqui o questionamento do povo, dos cidadãos que exercem atividades comerciais e privadas, pagando impostos e contribuindo para o desenvolvimento do Estado sem, no entanto, as garantias e a segurança que lhes são inerentes num Estado Democrático de Direito.

Miguel Bellini Neto

Miguel_bellini@terra.com.br

Taboão da Serra

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TERRA SEM LEI

Aparentemente soluções jurídicas não irão resolver o problema dos rolezinhos nos shopping centers. Dessa forma, já tem estabelecimento optando por fechar suas portas. Pronto, acabou o problema. Nada mais simples. Os desprotegidos comerciantes e pacíficos frequentadores que se danem. É assim que se resolve a "coisa" num país sem lei. Quer dizer, com leis, mas que não são cumpridas. E não se fala mais no assunto.

Luis Fernando

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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LIMITES AO DIREITO EM SOCIEDADE

Li com estupefação a afirmação da professora Rosana Pinheiro Machado, segundo a qual os jovens dos rolezinhos tiveram seus direitos "barrados". Que direitos são esses? E acabou aquela regrinha básica da democracia que dizia que o direito de um vai até onde começa o do outro? E o direito dos centros comercias de garantirem a segurança de seus clientes? Confesso que o mundo está mudando para pior e tem até intelectual para ajudar a transformar todo o exercício de civilidade em "apartheid". Meus filhos, felizmente, não têm tempo para rolezinho. Eles trabalham.

Renato Simeira Jacob

rsjbr61@gmail.com

São Paulo

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MARCHA DA FAMÍLIA

Faz 40 anos da Marcha da Família, e faz sentido ter saudades. Para quem viu e quem se lembra, foi a marcha pedindo que as instituições, principalmente o Exército, pusessem ordem no Brasil. Primeiro foram os black blocs e, agora, os rolezinhos. Tudo orquestrados pelo PT, seguindo a cartilha de Cuba, para desestabilizar o País. Infelizmente o nosso povo não lê jornal e é completamente ignorante. Pudera, podem votar menores e analfabetos. Quando falo de analfabetos, falo daqueles que não sabem interpretar um texto. Vamos refletir! Não vale a pena repetir essa marcha?

Francisco Conceição

zeca@pradochaves.com.br

São Paulo

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CATRACA

Supõe-se que os shoppings são projetados e construídos para determinada quantidade de pessoas circularem em seu interior, seja para compras ou para passear, e em função desse número dimensionam-se segurança, sanitários e demais equipamentos. Por que, então, não limitar o número de pessoas em razão da capacidade e, para isso, implantarem catracas na entrada? Seria uma forma simpática e aceitável de conviver pacificamente com o rolezinho, e inclusive neutralizar alguma provável ação de grupos por trás destes rolezinhos que pretendem levar à uma ruptura da sociedade e se aproveitar politicamente de tais atos.

Luiz F. de Camargo Kastrup

lfckastrup@gmail.com

São Paulo

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ROLEZÓDROMO

O Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, está em reformas desde 2007 e a conclusão da obra estava prevista para o ano passado. Todos esses anos a expectativa era grande para aquele gigantesco espaço urbano, mas a criatividade parece que passou muito longe dali. O que restou é um enorme calçadão com pequenos quadrados de grama espalhados em cima. Instalaram também uma ou duas pequenas edificações de arquitetura extremamente duvidosa, mas nada além disso, nenhuma árvore, nenhum banco, nenhuma fonte, nenhum lago, nada. Se o pessoal do funk e dos rolezinhos está precisando de espaço e o prefeito Fernando Haddad, de ações que tirem seu índice de popularidade do zero, o Largo da Batata poderia servir para as duas causas e se transformar num belo rolezódromo.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DIREITO AO LAZER

O que nós precisamos entender é que os shoppings são empreendimentos privados abertos ao público para o lazer. Manifestações de qualquer grupo devem ser realizadas em locais apropriados, de domínio público, não devem acontecer em ambientes fechados. Famílias vão aos shoppings em busca de diversão segura e bem-estar satisfatório. As crianças principalmente não podem estar sujeitas à ameaça à sua segurança e ao direito do lazer. Se começamos a aceitar tanta insegurança, como poderemos frequentar cinemas, teatros e museus? O direito de todos está inserido e preservado nas leis, basta observar atentamente e não querer usá-las politicamente.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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DE BICHOS E DIABOS

"O bicho vai pegar" e "vamos fazer o diabo" são ameaças que o governo petista vem fazendo numa alusão à impensável possibilidade de serem defenestrados do poder, que julgam de seu direito "ad aeternum". Os rolezinhos nada mais são do que um genérico dos black blocks e uma sequência estratégica que os comunas do governo já têm pronto na prancheta dos maquiavelismos. Em junho passado, as manifestações de rua com a infiltração de baderneiros foi apenas um ensaio do que poderá acontecer antes das eleições e, pior ainda, se o império petista desmoronar. Em junho assistiu-se à depredação do bem público e privado, furtos e agressão ao aparato policial. Os rolezinhos não têm nada de periferia. A conotação racista e preconceituosa só é dada por gente da cúpula do governo que só abre a boca para falar asneira (derivação de asno). Agora vem a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consegue um salvo conduto para que 9 mil manifestantes invadissem o Shopping Leblon, cuja saída foi não abrir ontem. A razão de a OAB estar em concubinato com o governo é o fato de que seu presidente pretende ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e, como a escolha é da Presidência da República, nada como afagar os que estão no poder. Os comunistas estão se articulando para a possibilidade de perderem e, para isso, de fato, o bicho e o diabo vão descer do Monte Calvo.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PARTIDO DO ROLÊ?

O ministro Gilberto Carvalho apóia a prática "inocente" dos rolezinhos. É de lamentar que um homem de destaque do governo Dilma tenha a ousadia de incentivar ações dessa natureza, certamente com a intenção de abocanhar o voto desses adolescentes. Porém, se um de seus filhos tivesse uma loja, num shopping qualquer, certamente ele não incentivaria essa prática, que prejudica trabalhadores que já vivem sendo extorquidos com aluguéis e impostos de todo tipo. Parece até que, ao apoiar os rolezinhos, Carvalho encontrou uma boa saída para minimizar certas expressões que estão sendo usadas em grau normal nestes 12 anos de desgoverno petista, como rolezinhos no jato da Presidência, mensalinhos, arrastõeszinhos, minifaturamentinhos, PCCezinhos, crimezinhos banais de prefeitinhos. Superlativos? Só para mentiras do governo e Bolsa Família. Agora é aguardar, para sabermos se teremos um Copão ou uma Copinha.

Roberto Ianelli Kirsten

rkirsten@uol.com.br

Amparo

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NO PLANALTO

Já que os ilustres petistas acham que os rolezinhos são legais, manifestações puras da alegria dos jovens, sinal da subida nas classes sociais, direito inquestionável dos menos afortunados e que não se deve criminalizá-los de modo algum, é bom que se cuidem, pois com todo esse chamego, dentro em pouco eles entrarão Planalto adentro, numa boa, sem lenço nem documento. Pimenta nos olhos dos shoppings é refresco, mas dentro da caixa preta do governo tira voto.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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COISAS PEQUENAS

Rolezinhos em shoppings, assim como "saidinhas" de bancos são coisas de pequena importância...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA MANCEBIA

Li no "Estadão" de 18/1 o artigo da dra. Regina Beatriz Tavares da Silva, advogada, doutora pela USP, consultora da OAB-SP e conselheira do Iasp, insurgindo-se contra artigos do Estatuto da Família, em trâmite na Câmara dos Deputados ("Destruição da família projetada em lei", 18/1, A2). Esse projeto propõe que as "relações paralelas" (leia-se "mancebia", aliada à "poligamia") sejam aceitas como entidades familiares, isto é, a amante do marido ou o amante da esposa têm o dever recíproco de assistência e amparo material e moral, sendo obrigados a concorrer, na proporção de suas condições financeiras e econômicas, para a manutenção daquilo que se tornou uma nova família. Esses tais amantes terão, ainda, direitos à pensão alimentícia e reparação por danos morais e materiais, se entenderem que lhes falta as mesmas atenções e benesses dadas às famílias oriundas do casamento ou da união estável. O projeto propõe ainda que "o direito à convivência pode ser estendido a qualquer pessoa com quem a criança ou o adolescente mantenha vínculo de afetividade". Não sei se o povo se inteirou desse projeto, não sei se o admite ou não, mas, felizmente, no meu entender, está se levantando uma voz para combatê-lo, pois, se aprovado, será o nivelamento por baixo dos valores mais tradicionais de "família", será o desmoronamento da segurança emocional e patrimonial que devem ter os filhos e os cônjuges, será o descaramento da pouca importância que está se dando aos laços afetivos entre filhos e pais, entre marido e mulher. Não se pode, jamais, admitir como da família pessoa que ingressou pelas portas da traição e do oportunismo. Infelizmente, nos dias de hoje, o entendimento de casamento e de fidelidade está muito elástico, e se a lei institucionalizar essa proposta o lar se tornará uma "casa da mãe Joana", onde a família original terá de engolir os amantes, respeitá-los, dividir com eles seu patrimônio, enfim, toda segurança jurídica vai por água abaixo e, consequentemente, as crianças serão formadas numa família quebrada moralmente. Esse projeto é uma imoralidade, um nivelamento por baixo, a quebra de um dos mais preciosos valores da pessoa, que é a segurança familiar. Que surjam outros juristas, psicólogos, sociólogos, educadores, povo mesmo, para jogar no lixo esse projeto, que só pretende destruir a solidez do grupo familiar tradicional, que é a base da educação e do equilíbrio emocional e social da criança e do adolescente.

Neusa Maria Lora Franco

neusalora@uol.com.br

São Paulo

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ESTATUTO DAS FAMÍLIAS

A respeito do excelente artigo de Regina Beatriz Tavares da Silva ("Destruição da família projetada em lei", 18/1, A2), lamentavelmente esse tipo de projeto tem origem "alienígena". Este governo e todos os que o precederam, exceto aqueles que não puderam concluir o mandato, sem exceção, cumprem a agenda definida alhures há muitos anos - a destruição da família faz parte. Aqui, na Europa, esse estado de coisas já está muito mais adiantado do que no Brasil. É lamentável, mas está em ato o projeto de escravização da humanidade - para servir a uma pequena parcela de escolhidos. E tem muito mais, que da ótica brasileira pode-se não perceber... Há o que fazer contra? Não, lamentavelmente! Só temos uma saída: a de nos fortalecermos para suportar a revolta da nossa verdadeira mãe, a Terra. Existem sinais de que isso esta começando.

Ludwig Wagner

ludwig-wagner@hotmail.com

São Paulo

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OS VALORES DA FAMÍLIA

Parabéns à autora do artigo sobre o projeto para a destruição da família (18/1, A2). Artigo superclaro, inquestionável. E fica confirmado se olhamos a reação da França à desvalorização da família. Os valores da família sobrevivem.

M. Theresinha Degani

mariatheresinhadegani@gmail.com

São Paulo

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LIVRE ESCOLHA AMOROSA

No texto "Destruição da família projetada em lei", de sábado, dia 18, a autora Regina Silva, com uma pletora de adjetivos agressivos ao que ela não tolera na livre escolha amorosa dos seres humanos (mancebia, amásia, despautério), além de agredir com seus sofismas retrógrados a inteligência e o direito, revela uma alma atormentada. A família é quem decide o que ela mesma é, e se três ou quatro pessoas resolvem se casar entre si, esse é um direito e uma decisão que só a elas diz respeito. Cada ser humano decide se quer viver sozinho, em dupla ou em trio, bem como escolhe o gênero de seus parceiros. Está na hora de descriminalizar a bigamia e a biandria, de legalizar as relações poliamorosas, sem que vetustas moralistas venham querer ditar como devem ser as relações familiares.

Carlos Seabra

cseabra@utopia.org.br

São Paulo

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ARGUMENTO FRACO

O argumento acerca da inconstitucionalidade do Estatuto das Famílias é fraco, pois a norma do artigo 226 da Constituição não é materialmente constitucional, devendo ser sopesada com o direito fundamental de isonomia. A partir desse viés é que o STF reconheceu como constitucional a união entre pessoas do mesmo sexo, não obstante a disposição do texto constitucional definindo casamento como a união entre homem e mulher. A legislação deve ser capaz de acompanhar as evoluções sociais e, nesse sentido, sendo existente os relacionamentos poligâmicos deve a lei regulá-los e disciplinar os direitos a eles concernentes. Mantê-los à margem da lei não fará com que deixem de existir, mas apenas excluirá os sujeitos neles envolvidos de direitos, o que é constitucionalmente reprovável.

Frederico Bastos Pinheiro Martins

fredericopinheiro@gmail.com

São Paulo

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