Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2014 | 02h08

Presidenta vai às compras

Diferentemente dos anos anteriores, em que esnobou o Fórum de Davos, nossa presidenta está se esforçando para fazer bonito este ano por lá. Ora, não somos o emergente que passou olimpicamente pela pororoca econômica? Por que ela está deixando até seu atual prato preferido, a reeleição e a distribuição de cargos para obter segundos a mais na TV, por um evento antes descartável numa Suíça invernal? Aposta na sua eloquência de expert em economia para reverter o fluxo cambial, que ameaça deixar-nos em massa? Tenta atrair banqueiros para o aumento de juros recentemente retomado, quando anteriormente alardeava que seriam os mais baixos a vigorar no Brasil? Procura que investidores acreditem que mudou o seu modo de pensar sobre alterações contratuais, controle de lucros, intervenções do governo num sistema econômico em que o crescimento se baseia apenas no consumo? Será que depois de três anos alguém acreditará que mudou o seu modo de pensar e agir? Seria apenas fogo de palha que se extinguirá passadas as eleições? Veremos o que a presidenta terá a oferecer. Enquanto isso, a Bolsa de Valores baixa.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Diplomacia

É inacreditável que o Itamaraty tenha sido vetado pela própria presidente da República de comparecer à Conferência de Paz Genebra 2 (sobre a Síria). Mesmo sem a participação iraniana, a reunião é importante e o papel do Brasil, também. Por favor, srs. governantes, faço-lhes um apelo: deixem o Itamaraty trabalhar e decidir aonde vai. Esses homens estão qualificados para tal, apenas precisam de liberdade para exercer o seu ofício.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Surpresas previsíveis

O rombo da Previdência Social cresce assustadoramente e o governo quer endurecer as regras, dentre inúmeras falhas, para a concessão dos auxílios-doença e por invalidez (Estado, 21/1, B1 e B3). Mais uma vez o governo foi apanhado de surpresa e tenta explicar a elevação do déficit. Será que não sabia dos R$ 3 bilhões em passivos acumulados? O pagamento da compensação previdenciária a Estados e municípios, devida de 1989 a 1999, também não estava na planilha de custos? O que dizer, então, dos 18% do total de benefícios concedidos, todo ano, por invalidez?! Será que o Ministério do Trabalho e Emprego tem fiscalizado eficazmente a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) nas empresas, constituída com a finalidade de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho? Acredito que o não cabe em todos os questionamentos, por causa da situação caótica em que se encontra a Previdência Social. São tantos os "serás" que a preocupação dos aposentados aumenta a cada dia. "Será" que a minguada aposentaria continuará a ser depositada ou nós, sim, é que seremos apanhados de surpresa?

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Mais arrocho

Diante de um dever sagrado com o governo, que é pagar tributos escorchantes e sustentar uma das maiores cargas tributárias do planeta (38% do PIB), sem contraprestação em saúde, segurança e educação, o brasileiro agora verá mais um arrocho na Previdência, porque o déficit previdenciário, de R$ 42,3 bilhões em 2012, subiu em 2013 para R$ 49,9 bilhões. As regras para os benefícios serão apertadas. Mas à época do populismo acentuado deste e de governos anteriores concederam aposentadorias aos montes e sem que os beneficiados tivessem pago nenhuma soma à Previdência. Agora desejam, além de outras providências, manter achatadas as aposentadorias defasadas de quantos beneficiários pagaram a vida toda sua contribuição para a Previdência governamental. Na verdade, é mais fácil lutar contra aposentados, porque a classe tem pouca massa de manobra. E é por isso que o fator previdenciário não é derrubado nem alterado no Congresso Nacional. Que o governo corte outros gastos supérfluos e elimine os ralos de seus apaniguados, em nome de uma justiça correta para os aposentados deste país.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Superávit no INSS

Finalmente o governo descobriu a fórmula mágica. Vai continuar "dando" aos aposentados reajuste menor que a inflação. Assim matará de fome e enfermidade a maioria dos que hoje provocam "o déficit da Previdência". Parabéns, dona Dilma! Saúde, paz e... para os políticos brasileiros.

JOSÉ LUIZ TEDESCO

wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

Providência na Previdência

Li a reportagem sobre as contas da Previdência no Estadão, aliás, muito bem escrita. Entretanto, a sensação é de ler uma matéria antiga, gasta. Déficit na Previdência não é mais novidade para ninguém. O que eu gostaria de ver é a evolução do débito dos setores privado e público em separado. O grande déficit da nossa Previdência se deve aos benefícios concedidos ao setor público, e não às aposentadorias do setor privado, que são uma merreca. Claro, deve haver muita coisa errada nas aposentadorias por invalidez e nas pensões por morte, porque este, infelizmente, é o país do trambique. É só abrir o jornal ou assistir aos jornais da TV todos os dias para comprovar o que afirmo: país do trambique! E o setor público, que deveria dar o exemplo, é o pior de todos. A sensação que o pobre do aposentado tem é que, depois de muitos anos de trabalho pagando a Previdência, o grande vilão da história é ele. Está na hora de acabar com isso e mostrar a verdadeira face da Previdência. Isso, sim, seria jornalismo investigativo de primeira!

FELIPE WESTIN

felipe.westin@uol.com.br

São Paulo

Chegou a vez da CEF?

Aos poucos o desgoverno do PT vai mexendo em tudo e onde põe a mão deixa rastros de fraudes e destruição - só para lembrar: a Petrobrás, por exemplo. Será que chegou a vez da Caixa Econômica Federal (CEF)? Há poucos dias foi noticiado que a Caixa encerrou contas de poupança desativadas que totalizavam mais de R$ 700 milhões. Pode?! Agora surgiu um desvio de R$ 73 milhões sob a alegação de ser um prêmio da Mega Sena, mas nada que ver, é fraude mesmo! Há envolvimento do suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA). É suplente mesmo e do Maranhão, coincidência, hein? A Petrobrás completou 60 anos e a Caixa tem mais de 150 anos. Essas empresas não passam por auditorias periódicas e frequentes? Ou fica por isso mesmo? As (indi)gestões petistas serão responsabilizadas pela destruição do patrimônio do País ou não?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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BOFETADAS

Ver a capa da edição de ontem do "Estadão" foi receber dois tapas na cara. Em primeiro lugar, o déficit da Previdência: 1) passivos acumulados - bancos costumam fazer provisões para cobrir recebimentos incertos, o que acarreta uma série de consequências. A Previdência, com R$ 3 bilhões pendurados, não? Ou, em mais uma amostra de corporativismo deslavado, espera ganhar todas no Judiciário? 2) Auxílios-doença - invalidez. Redução de 18% para 10% ao ano, total 8%. Louvável, todos queremos uma população mais saudável. Tão saudável quanto no serviço público, em que uma redução de "apenas" 26% levou "apenas" 9 (nove!) anos. Apenas outra faceta do mesmo corporativismo? 3) Auxílio-acidente. Interessante, mas Piracicaba, Porto Alegre e Rio de Janeiro não ficam no Maranhão. Que tal começar por lá? Se funcionar lá, deve funcionar em qualquer lugar do País. 4) Privilégios. Sim, a população seria favorável ao fim. Mas gostaria, presumo, de participar da elaboração da lista. Ou de rediscutir a definição. São piadistas, estão no palco errado. A grande maioria da população luta para sobreviver com um salário de morte. E os velhos e irresolúveis desencontros: a Receita aceita o estudante como dependente até os 24 anos, a Previdência quer tirá-lo da faculdade aos 21. Temos as regras mais benevolentes do mundo. No geral, no geral... em quantos países do mundo há "fraudes legais" em penca? 5) Teto de benefícios. Não entendi. Se a esmagadora minoria ganha acima do teto, qual o impacto? Reajustes acima da inflação? Aposentei-me com mais de 35 anos de contribuição, mas antes dos 65 de idade; o fator previdenciário aplicado foi de 96,37%; vou receber os 5,56% (INPC?) da minoria. Quais benefícios terão o... "privilégio"? Na mesma edição do "Estadão", em segundo lugar, Delúbio Soares. Grande fotógrafo André Dusek! Captou muito! Na primeira página, o biquinho, o bigode (importado do Maranhão?), a barriguinha próspera oculta pelo braço. Na página A8, o narigão, a mão, o sorrisinho entre o matreiro e o constrangido, o barrigão, o rosto afogueado. Mas não conseguiu capturar os bancos da frente da bela viatura (colegas, parentes, motorista e segurança?). Tadinho do cumpanheiro. Não tinha (tem) privilégio (essa palavra insiste em aparecer) nenhum? Talvez, mas continua furando a fila. Faltam aos dirigentes deste país - diria um povo mais ou menos informado - uma palavrinha começando por "c" que resume coragem e caráter e a tal da vontade política, aparentemente totalmente desbancada pela vontade de ser (e continuar) político. Enquanto isso, os rombos crescem. As aposentadorias dos trabalhadores rurais, merecidas, alimentaram o Brasil, são pagas pela Previdência. Muitos nunca contribuíram. Já li que deveriam ser alocadas no Tesouro. O déficit previdenciário não seria zerado, mas "fraudes legais" e privilégios à parte, chegaria mais perto do real. O dinheiro continuaria vindo das fontes de costume. O Tesouro é mais visível, mais... sensível? Este país não precisa de um choque de gestão; precisa de um choque mortal no modelo de gestão. Saudades de Belíndia... Observação pontual: a coluna de Celso Ming ("O naco do Leão", página B2), espremida entre as Previdências, ganhou aroma de sugestão. Um editor black bloc, talvez?

José Roberto Jimenez Costa

jjimenezxng@gmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Aposentados, preparem-se. Como no caso da inflação e da maioria dos índices econômicos lotéricos do ministro Guido Mantega, o governo descobriu que o déficit da previdência foi maior do que o esperado em 2013. Portanto, vem aí mais arrocho para os aposentados...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA: R$ 50 BILHÕES

Segundo informações, o débito de empresas com a Previdência social no Brasil passa de R$ 100 bilhões. Então por que, ao invés de rever e modificar regras de pensões por morte, auxílios-doença e invalidez, o governo não cobra e/ou confisca os bens das empresas devedoras? Como o macaco, eu só queria entender.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ROMBO DO INSS

É apenas mais um, no desgoverno da dona Dilma, muito embora o rombo do INSS não seja devido só à sua ingerência, é coisa antiga. O fato é que agora o "rombo" já ultrapassou R$ 50 bilhões, mesmo depois dos "alcances" de grande parte das aposentadorias concedidas nos últimos 25 anos, cujos trabalhadores estão sendo penalizados por terem trabalhado e contribuído de acordo com a legislação vigente da época, uma injustiça, um castigo. Os valores pagos por todas as empresas brasileiras e autônomos sempre foram utilizados para fins diversos, nada que ver com a finalidade de pagar os benefícios a os seus inúmeros contribuintes, mas, sim, para tapar "rombos" de todos os setores dos desgovernos incompetentes que tivemos e vimos tendo. Além de tantas benesses e desvios cometidos neste ínterim, mais recentemente quem não se lembra das aposentadorias concedidas aos trabalhadores rurais e tantos outros que nunca contribuíram, mas recebem aposentadoria correspondente ao um salário mínimo, com claros interesses eleitoreiros? Outra "média" feita aos jogadores campeões de futebol, sem que jamais tivessem contribuído, com o mesmo objetivo, mas que receberam um valor inicial elevado (R$ 100 mil) e até os dias de hoje recebem o teto máximo e, se falecidos, a pensão ainda é paga aos seus familiares. É ou não é? O INSS continua e continuará sendo o órgão governamental que podemos chamar de "saco sem fundo", que atende a tudo e a todos, menos aos regularmente aposentados, que são esbulhados dos seus direitos adquiridos. Com certeza todos também se lembram dos infindáveis desvios e fraudes que até os dias de hoje ocorrem com as chamadas aposentadorias "fraudulentas". Assim, não há recurso que consiga cumprir o destino para o qual foi criado. Nenhum governante conseguirá pôr ordem definitiva na Previdência Social brasileira, para fazer justiça aos seus contribuintes. Da maneira como se encontra, vão continuar acumulando rombos "ad aeternum". E ainda ouvimos governantes em épocas de eleições dizerem que vão desonerar as "folhas de pagamentos" das empresas brasileiras dos elevados encargos que pagam à Previdência Social (INSS). Esperem sentados, porque de pé não vão aguentar. Aviso a todos que estão iniciando ou estão trabalhando na atualidade: comecem a se preocupar desde já para garantir um futuro digno. O "rombo" do INSS é um problema sem solução, enquanto os nossos nobres políticos legislarem em causa própria.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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APERTO

Com inflação galopante, presumo que os aposentados do INSS logo, logo começarão a abandonar os iogurtes.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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APOSENTADOS E ELEITORES

Muitas pessoas que estão aposentadas já contribuíram sobre 20 salários mínimos para o INSS durante seu período de trabalho. Com a alteração para o teto máximo de 10 salários, esses recolhimentos, que não faziam mais parte dos 5 anos anteriores ao evento, em sua maioria, não entraram no cálculo inicial da aposentadoria. Já começaram perdendo. Os mesmos aposentados que se prejudicaram inicialmente continuam sem ter atualização condizente com a realidade. Agora, querem alterar, também, o cálculo de pensão por morte e invalidez? Alterar para menos numa ocasião em que a pessoa mais precisa de dinheiro e apoio? Esses aposentados e pensionistas também são eleitores e sentem no bolso a diminuição de seus rendimentos. Ou será que todos são eleitores com voto facultativo?

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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FATOR PREVIDENCIÁRIO

Conta-se uma história na internet: naquele tempo ("in illo tempore"), nos idos de 1999, Pôncio Pilatos, "governador" à época, estava nervoso, irado com a pressão da "corte" por mais moedas de ouro (recursos financeiros) para a compra de lagostas, camarões, casquinhas de siri, etc. Pensou, pensou e teve uma ideia brilhante: resolveu convocar os altos escribas, os doutores da lei, os sumos sacerdotes e conselho de anciãos, estes já com a menta turva e embaçada, para encontrar uma solução. Após muita conversa e deliberações, como não podiam coletar mais impostos, pois a carga tributária estava muito alta, resolveram soltar Barrabás, famoso ladrão de renda dos trabalhadores, também conhecido como "fator previdenciário". Antes de soltá-lo, submeteram o projeto à apreciação do "Conselho de Fariseus" que nem piscaram, aprovaram no ato por maioria de votos. A notícia espalhou-se rapidamente, os líderes da "turba", revoltados com a expropriação de renda, convocaram os "servos", os aleijados, os leprosos, os coxos, os mendigos e maltrapilhos, os sem-teto, os miseráveis, os pés-rapados e até os endemoniados, para uma passeata de protestos. Apanharam muito, mesmo pobres e doentes. Os líderes foram presos, açoitados, escarnecidos e apresentados a Pilatos, que não quis nem saber, "lavou as mãos" e ordenou que fossem "crucificados", e que no alto da cruz fosse colocada a conhecida e famosa placa: "INSS". Após 1999, quem se aposentou ou vai se aposentar na proporcional (aposentadoria precoce), por motivos vários - doença, velhice, desemprego, alimentação, arrimo de família - está ferrado, tem dupla punição 30% + fator previdenciário, desconto duplo que chega a quase 50% nos benefícios (malefícios). Socorro, STJ, TFR, MPF, STF, doutores da lei! Diz-se na mídia que desde 1999 expurgaram R$ 60 bilhões do bolso do trabalhador.

Luis Aguiar

luis_aguiar50@ig.com.br

Indaiatuba

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DESCONTO

Enquanto o Estado do Rio de Janeiro ignora a Constituição federal, ao confiscar os seus servidores aposentados, o Estado do Paraná está proibido por decisão do Supremo Tribunal Federal de descontar (confiscar) 11% dos seus servidores aposentados por contrariar a Constituição. E aí, senhores apedeutas? Por que rasgaram a Constituição? Estão contando com a impunidade?

Newton Faro

newtonfaro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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‘ROLEZINHO’ NA CAIXA

Nem bem a população brasileira se refez da sua indignação, e com muita razão, do recente escândalo do confisco de R$ 719 milhões, de 525 mil correntistas com aplicação na poupança da Caixa Econômica Federal (CEF) - diga-se, protagonizado pela própria diretoria do banco -, agora a imprensa divulga que no sábado a Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que desviou também da Caixa R$ 73 milhões, fruto de uma fraude com um comprovante falso de acerto dos seis números da Mega Sena, por pura falta de segurança do banco para se prevenir dessas picaretagens. Não interessa para nós, brasileiros, órfãos que estamos de uma administração federal com o mínimo de zelo pelos recursos públicos, se o fato ocorreu numa agência lá, na longínqua Tocantinópolis, no Estado do Tocantins. Ou que o próprio gerente desta agência da Caixa tenha sido cúmplice do crime (e já preso), tendo também, entre outros comparsas, um suplente de deputado federal, do PMDB do Maranhão, Vieira Carvalho Neto. O povo, na realidade, quer saber é quando este governo da Dilma vai começar a governar esta nação com seriedade. No episódio do desvio criminoso de R$ 719 milhões dos correntistas da Caixa, do que seu governo se beneficiou, nem sequer vieram a público pedir desculpas à sociedade, e tampouco tiveram a dignidade de se constranger e dispensar por justa causa a diretoria do banco - gente indicada pelo petismo -, assim como Lula tentou manter sua quadrilha do mensalão no seu governo. Não, nossa presidente, num puro jogo de demagogia envolto num marketing desprezível, prefere desprezar os vergonhosos casos da Caixa e gastar suas energias para apoiar os "rolezinhos", que acontecem principalmente num Estado opositor a seu governo, São Paulo. Prefere, também, torcer para que a polícia de Geraldo Alckmin se confronte com esses grupos, incluindo seus camaradas dos sem-teto, com rigor. Esse é o modelo de governo republicano que nos últimos 12 anos o PT segue, para aflição da população. Dilma que vá cuidar dos rolês da Caixa e de outros tão comuns em seu governo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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LEBRE DESENTOCADA

"Há mistérios entre o céu e a Terra que nem sonha a nossa vã filosofia", são palavras de Shakespeare. E, em verdade, em verdade vos digo que há mais mistérios entre os sorteios da loteria da Caixa Econômica Federal e a infalibilidade das urnas eletrônicas do que supõe a Polícia Federal e o Ministério Público. Ambos os assuntos têm servido de tema nas redes sociais sem que a lebre fosse desentocada. Aconteceu que a Polícia Federal descobriu fraude de R$ 73 milhões na Mega Sena, fazendo acreditar que é possível fraudar o resultado da mega. O mentor do grande golpe foi o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto, do PMDB, maior aliado do governo e do Maranhão, um apêndice incrustado no Nordeste do Brasil cujo calendário deve andar pelos idos das Ordenações Manoelinas. Outra questão evidente é a da confiabilidade nas urnas eletrônicas. Com o advento das modernas tecnologias ligadas à informática, é preciso que se questione a lisura dessas máquinas de uma rapidez jamais vista, mas diante das quais as mais avançadas potências ainda confiam nas urnas tradicionais, onde os votos podem ser recontados. A lebre foi desentocada. Cabe agora dar sequência às apurações e abatê-la.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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OREMOS

Fraudes no programa Minha Casa, Minha Vida; insegurança do Rio Grande do Sul ao Maranhão; Caixa Econômica Federal surrupiando contas inativas e gerente de Tocantinópolis fraudando Mega Sena; gasto público cada vez maior com a Copa do Mundo; contabilidade dos números públicos maquiada; mensaleiros rindo de todos nós, arrecadando fortunas para pagar suas multas impostas pela Justiça; rolezinhos e rolezões para encher o saco de quem trabalha (pesquisa do IBGE aponta grande porcentagem de brasileiros vagabundos); intimidação velada à imprensa livre; presídios superlotados, onde a vida não vale uma banana; corruptos e corruptores de mãos dadas, cada vez mais ricos e despreocupados. Pior do que tudo isso: cadê a oposição para denunciar às claras, e não veladamente, essa situação? Pior ainda, quem articulou a união da Marina Silva com Eduardo Campos sabia muito bem o que estava fazendo: acabando com a possibilidade de um segundo turno na eleição deste ano. Gênio! Quanto a nós, brasileiros, resta orar, e muito. Quem sabe o Senhor se compadece e acorda essa oposição adormecida.

Luiz Antonio Fescina

terrasfescina@terra.com.br

Conchas

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ATÉ ONDE?

Dona Dilma, onde vamos parar? Maquiagem nos balanços da Caixa, falsa Mega Sena, inflação em alta, pibinho em baixa, Petrobrás ladeira abaixo (como está a previsão de consumo de petróleo para o futuro, se o maior consumidor mundial vai se tornar autossuficiente com a exploração do xisto e países europeus seguem mudando suas fontes energéticas?). E como fica o pré-sal? Pelo jeito vamos chegar atrasados, vai sobrar petróleo. E alguns de seus ministros, preocupados com a sua reeleição, usam os "rolezinhos" para fomentar lutas interclasses, pondo nas ruas sem-teto, movimentos raciais, etc. Socorro! Cuidado com Gilberto Carvalho.

Ferdinando Perrella

fperrella@hotmail.com

São Paulo

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MARTA SUPLICY

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy foi condenada por improbidade administrativa por ter firmado contrato sem licitação. Em outra ocasião, dona Marta foi condenada e, depois, absolvida, juntamente com Maria Aparecida Perez, pela mesma razão. Ambas foram absolvidas. Essa gente nunca tem problemas com a Justiça. Sabem o que ela deve estar dizendo ao juiz? "Relaxa e goza." A conferir.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O DIA DELA

Marta Suplicy diz que vai recorrer da condenação. É um direito dela, não por ser petista, mas porque é um direito constitucional. Porém, ela tem de saber que seu dia chegou... Relaxe e goze, ministra!

Nicanor Amaro da Silva Neto

nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

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DIREITOS POLÍTICOS

Marta Suplicy perde os direitos políticos. Mais uma do PT. Por que será? Só fez coisas certas e boas no governo de São Paulo. Mas não tem problema, ministra, aqui vai uma dica: relaxa e goza! O resto é intriga.

Alice Baruk

alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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COMPANHEIRA MARTA

Marta Suplicy tem os direitos políticos suspensos por 3 anos por improbidade administrativa durante a gestão na Prefeitura. Haja petistas de primeira grandeza a serem condenados. E o chefão?

Paulo de Souza Cavalcanti

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

São Paulo

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SÓ SE FOR

A ministra Marta Suplicy foi condenada em primeira instância por improbidade. Após recurso, que certamente fará, até poderá perder os seus direitos políticos por três anos. Será o impossível? Só se for. Utilizará o seu conhecido "estilo" do relaxa e goza... Daí fica tudo bem!

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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DIAS DE CÃO

Dias de cão para a "presidenta" Dilma e seus "cumpanheros": o presidente do Badesc, João Paulo Kleinubing (PSD do aliadíssimo Kassab) é responsabilizado pelo desvio de dinheiro do povo (Cr$ 100 milhões) quando prefeito de Blumenau. A atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), tem os direitos políticos suspensos por improbidade administrativa (contratou ONG sem licitação) quando prefeita de São Paulo. O atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), até hoje não explicou a viagem da mulher e do filho para Cuba em avião da FAB no carnaval de 2013 (carnaval com o nosso dinheiro). E "otras cositas más" que tomariam toda a edição diária de qualquer jornal. Já não lhe bastavam as faxinas a que, na marra, foi obrigada a fazer no Ministério herdado "delle", os "cumpanheros" mensaleiros e cuequeiros, as tradicionais trapalhadas da sua área econômica (marca da sua gestão)? É, presidenta, sobre alicerces podres não se edifica nada que se sustente.

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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CASO ALSTOM

A apreensão de um documento da sede de uma multinacional, a Alstom, comprova que desde 1998, pelo menos, já havia uma situação de subornos a integrantes do governo de São Paulo. E é o mesmo grupo partidário que está até agora no comando do Estado. O curioso é que não se percebe a mudança do posicionamento de integrantes da base governista do Parlamento paulista em relação à apuração de tais fatos desde aqueles anos. Até quando vamos ficar esperando alguma decisão sobre um assunto tão grave?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PUNIÇÃO

Documento apreendido na investigação do cartel da Alstom revela a lista de subornos e dos pagamentos de propina em São Paulo, no governo estadual (PSDB). São provas cabais de corrupção e pagamento de propinas para integrantes do governo e de empresas. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve explicações e desculpas à sociedade sobre o recebimento de suborno e pagamento de propinas milionárias por agentes do seu governo. Esperamos que os tucanos corruptos sejam punidos exemplarmente, assim como aconteceu com os petistas no caso do mensalão. Chega de corrupção e de impunidade no Brasil!

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CLAREZA

Sem ser petista, a mim está parecendo que a corrupção do PSDB de São Paulo, no caso da Alstom, está mais clara que a do mensalão. É pena que, enquanto a imprensa descubra tantas evidências, o Ministério Público se mostre um tanto complacente e lerdo. Será que vai dar em nada?

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

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FALTA AGILIDADE

Trata-se de assunto verdadeiramente sério o pagamento de propinas pela Siemens a agentes públicos, no caso do Metrô de São Paulo. Certamente, o caso precisa ser apurado com rigor, não bastando que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declare que há fortes indícios da ocorrência. Eis que a sua atuação já se faz necessária, porque, por certo, durante a instrução processual, mais fatos aflorarão, tornando possíveis até as condenações de propinados e propinadores. Se o esquema de corrupção no Metrô de São Paulo existiu ou existe, precisa ser desmontado, especialmente com as apurações criminais, cujos passos iniciais incumbem ao Ministério Público. Parece que, no caso, não está havendo a agilidade necessária.

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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O BRASIL E SUAS PRISÕES

O artigo "Uma tragédia consentida" (21/1, A2), do advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, revela o que todo o operador do Direito sabe desde os bancos acadêmicos, mas, lamentavelmente, se esquece com o passar dos tempos, ou seja, as causas da criminalidade. É certeiro e vai direto para aqueles que acham que a prisão, por si só, vai reduzir a criminalidade. Aliás, o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira foi - mesmo ficando seis meses apenas à frente da Secretaria de Segurança Pública, no final do governo Quércia - aquele que mais valorizou a Polícia Judiciária, demonstrando em sua curta gestão amplo tirocínio administrativo-policial.

Ruyrillo Pedro de Magalhães

ruyrillo@ig.com.br

Campinas

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FÁBRICAS DE BANDIDOS

Impecável a análise do dr. Mariz sobre a realidade punitiva e prisional do Brasil. As instituições penitenciárias são fábricas de bandidos e não se vê preocupação do poder público de atacar, de forma séria e eficiente, as causas da criminalidade e de promover a reeducação e a reinserção da população carcerária na sociedade. E com isso vamos sofrendo, presos em nossas casas. Parabéns pelo excelente artigo!

Horacio Bernardes Neto

horaciobernardes@mfra.com.br

São Paulo

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EQUIVOCADO

Totalmente equivocado o artigo do dr. Mariz de Oliveira (21/1, A2), quando diz que "investir só na prisão e não na liberdade, não diminui, mas aumenta a criminalidade". Pelo contrário, os bandidos estão soltos por falta de vaga nos presídios superlotados: a polícia prende e a Justiça solta.Todo crime tem de ser punido com cadeia. Primeiro prende e, depois, vamos pensar na recuperação. Solução? Presídios diferenciados para tipo de crime.

Aurélio Batista Paiva

aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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NADA DE NOVO

Os argumentos apresentados pelo advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira em seu artigo "Uma Tragédia consentida" (21/1, A2) contra a pena de prisão como eficiente instrumento contra a criminalidade não têm nada de novo, especialmente vindos de advogados criminalistas. Infelizmente, mais uma vez essa tese é defendida sem respaldo de números estatísticos. Quem sabe se nossos criminalistas voltarem a atenção para os estudos de gente mais próximas do tema, como os de Stanton Samenow ("Veja", 6/11/2013, entrevista, páginas 19 a 23), eles mudem um pouco de ideia e vejam a prisão como um instrumento milenarmente eficiente para coibir a criminalidade - ou pelo menos para afastar temporariamente da sociedade indivíduos perigosos.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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‘ROLEZINHOS’

A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, defende os "rolezinhos" em centros particulares de compras (shopping centers) porque está de plantão nesse cargo e não corre maiores riscos inerentes em ser proprietária de um negócio qualquer (comércio). Fosse a nobre ministra uma comerciante, e, portanto, correndo risco, coisas próprias do capitalismo, da qual julga provavelmente ser uma vítima do sistema, faria outro juízo dos tais rolezinhos. A caríssima ministra esquece que o proprietário fechando sua loja quase obrigatoriamente antes do horário previsto deixa de vender e, portanto, de faturar, não se esquecendo dos alugueres a serem pagos, os salários dos funcionários e os altíssimos tributos a serem recolhidos, dos quais ela e seu governo se beneficiam executando políticas populistas para se manterem no poder, através do mais puro voto de cabresto. Sugiro que a caríssima ministra Maria do Rosário monte uma loja de R$ 1,99 para correr risco e ver se consegue se manter no dia a dia, com uma loja dessas de portas abertas. Tem gente que tentou uma loja dessas e não conseguiu mantê-la em funcionamento. Talvez a nobre ministra até saiba ou conheça alguém assim...

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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O QUE ELES QUEREM

Quando li a entrevista de Jefferson Luis, o organizador do primeiro rolezinho, publicada no "Estadão" de domingo, tirei a minha conclusão: faltam opções de lazer na cidade e quem faz baderna são os caras que querem isso mesmo. A mesma coisa ocorreu nas manifestações de junho e as pessoas de bem pararam de participar. Uma sugestão: a prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, construiu pequenas pistas para skate em vários bairros/praias da cidade. Os jovens adoram isso, não custa caro e ocupa pouco espaço.

Carlito Sampaio Góes

carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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ROLÊ DO BEM

Este pessoal que tem causado tumulto nos shopping centers deveriam dar um "rolezinho" ali pelos lados do Viaduto do Chá, onde fica o prédio da Prefeitura de São Paulo, e fazer um protesto contra a falta de áreas de lazer na periferia da cidade,

onde mora a maiorias deles.

José Marques

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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REVOLTADO

Revoltado com as abordagens, espaço e falta de objetividade da mídia que continua privilegiando o sensacionalismo. Revoltado com os pais dos jovens que não colocam limites a seu comportamento irresponsável, ou porque não sabem, não querem ou não são exemplo. Revoltado com a miopia dos responsáveis pelo planejamento urbano que abriram espaços para os shoppings - templos de consumismo - que sufocam o comércio de rua, alicerce da sociabilidade dos bairros. Revoltado com o "empurra-empurra" dos que pretendem dividir áreas de responsabilidade delimitadas entre seguranças públicas e privadas, ao invés de juntar forças e prender os facínoras para, no meio da balbúrdia por eles criada, saquear e dar vazão a seus instintos. Penso que, além de coibir, precisamos promover a verdadeira cidadania dos que se identificam com seu domicílio e investem no seu aprimoramento. São os que valorizam seus vizinhos, suas ruas, praças, jardins, escolas, creches e equipamentos públicos e sem rolezinhos. Deveria, no seu todo, fazer parte dos Objetivos do Milênio.

Gunter W. Pollack

gunterwp@uol.com.br

São Paulo

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COMPENSAÇÃO

Sugestão para acabar com esta indecência, esta barbárie dos rolezinhos: os comerciantes e empresários dos shoppings onde acontecer essa bestialidade entram com uma liminar suspendendo todos os impostos que incidem sobre seu negócio, correspondentes aos dias em que foram obrigados cerrar suas portas. Nada mais justo. Quem sabe as autoridades municipais, estaduais e federais em conjunto acabam encontrando uma solução. E incluir as depredações e os custos fixos, é claro.

Pedro Quina de Siqueira Junior

pquina@osite.com.br

São Paulo

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A DIFERENÇA ENTRE BOM SENSO E ESTUPIDEZ

Enquanto o comissário de Lula, Gilberto Carvalho, deixado estrategicamente no governo Dilma para estimular e tutelar movimentos sociais que possam reforçar o projeto de mil anos de PT do poder, apoiando os black blocs e estimulando agora os protagonistas dos rolezinhos, que reúnem milhares de jovens da periferia para atemorizarem os frequentadores de shoppings, com o provável objetivo de encurralar o Estado, o Judiciário e a sociedade, criando um pretenso apartheid social, a juíza Isabela P. Chagas, da 14.ª Vara Cível do Rio de Janeiro, baseada no bom senso e na lei, proibiu na sexta-feira o evento marcado no Shopping Leblon e estabeleceu multa de R$ 10 mil a cada pessoa que desobedeça a liminar. Em seu despacho, a magistrada faz menção ao artigo 5.º da Constituição federal, que garante o direito à manifestação e o direito de ir e vir, mas salienta que um grupo de 5 mil pessoas dentro de um local privado, de lazer, pode pôr em risco a integridade física de eventuais consumidores que possam estar no local. Ela autorizou os autores da ação a fixarem a decisão em locais visíveis nas entradas do shopping. Essa decisão da juíza carioca pode ser a saída para que comerciários e comerciantes de shoppings de São Paulo tenham o direito de ganhar seu pão honestamente, sem serem taxados de preconceituosos ou racistas.

Paul Forest

paulforest@uol.com.br

São Paulo

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OS ‘ROLEZINHOS’ E O PLANALTO

Mais do que irresponsabilidade, beira a insanidade o apoio declarado do Planalto ao chamado rolezinho, um eufemismo maroto - mais uma declaração politicamente correta - para a anarquia que convida ao crime. Porque a gente sabe que as massas não marcham ao sabor do racional, embora por aí iniciem. Basta um trânsfuga, um líder momentâneo, apontar uma direção divergente, que o rumo pode ser mudado. Ademais, os movimentos sociais são controlados pela esquerda no poder, dizem que, diretamente, pelo sr. Gilberto Carvalho, anunciou, ano passado, que o "bicho" iria pegar. E o bicho pegou, mas Gilberto, com os seus asseclas do Passe Livre, perdeu o controle para o povo livre, contra quem investiu com a sua tropa de choque, os black blocs. Agora o nosso ministro quer incendiar São Paulo, para ganhar as eleições. Mas o paulista não é bobo e Gilberto e sua trupe vão ter de deixar o palco para que outros, espero, encenem o espetáculo da responsabilidade. A bandeira brasileira tornou-se um logro, pois vivemos, no atual governo, sem ordem e sem progresso.

Paulo Roberto P. Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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FAZENDO ‘O DIABO’

O "diabo" veste rolezinho.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CAOS

"Rolezinho" e "rolezão" estimulados por partido enrolado e enrolão.

Nelio Esquerdo

nelioesquerdo@terra.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÃO INFELIZ

Se neste país tivéssemos um Congresso Nacional sério, certamente a senhora ministra da Igualdade Racial, sra. Luiza Bairros, teria sido convocada imediatamente para explicar a opinião emitida sobre os "rolezinhos" de São Paulo (para ela, "medo de rolezinhos é reação de brancos"). Mas, infelizmente, como temos um partido único chamado pró-corrupção, essa convocação passou batida, pois todos têm a quase obrigação de se acovardarem. Mas, como esse não é o meu receio, gostaria de externar meu sentimento de indignação. Na condição de não descendente afro (creio que seja melhor colocar desta forma), jamais discriminei o negro, o amarelo, o mameluco, o cafuzo. Aliás, aqui, no Brasil, só existem dois tipos de discriminação: a do pobre e a das leis propositalmente feitas para a impunidade de políticos e ministros com foro especial, do qual esta senhora faz parte. Para corrigir a manifestação de pensamento infeliz, pois na qualidade de titular da pasta da Igualdade Racial a postura deveria ser de uma estadista, só vejo duas possibilidades: a ministra ter dignidade e pedir demissão ou a presidenta Dilma ter a coragem de demiti-la.

Sérgio Roberto da Costa

sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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PRÉ-NELSON MANDELA

Será possível que dona Dilma e sua turma estejam transformando o Brasil numa África do Sul anterior a Nelson Mandela? O PT já promoveu a luta de classes, ou seja, patrão contra operário. Agora está promovendo outra: a segregação racial. Caso o PT continue com essa política fascista, para onde irá caminhar a sociedade brasileira?

Olavo Fortes Campos Rodrigues

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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REICHSTAG

Cinco dias antes das eleições legislativas de 1933, na noite de 27 de fevereiro, o partido nazista já controlava a economia alemã pelo aparelhamento da máquina pública (órgãos reguladores, tribunais, estatais, etc.). O incêndio no edifício do Reichstag, o Parlamento alemão, ocorrido nesse dia, foi o ardil usado por Adolf Hitler para fechar o regime e tomar o poder. Hoje o extremismo tem outros nomes e métodos, mas o objetivo é o mesmo: a perpetuação no poder. A politização que se faz dessas invasões aos shoppings ultrapassa a simples vigarice política. É muito mais grave pois insufla - como na Alemanha - a luta de classes e o preconceito racial.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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PROFISSÃO: PROTESTANTE

Sem-teto, sem-terra, "rolezinho", tarifa zero, índios, GLTBS, faixa exclusiva, etc., etc., com indumentária predominantemente vermelha. Leio diariamente e me pergunto: de onde esse pessoal tira recursos para viver, já que não saem da Avenida Paulista? Com 68 anos de idade, aposentado, mas tendo de ainda trabalhar para poder viver dignamente, se sair para protestar não posso trabalhar, e nada vou ganhar, vou passar necessidade. De onde sai a "grana" para esse pessoal poder viver? Quase septuagenário, ainda não descobri o caminho das pedras. É lógico que tem muita, muita gente bem mais esperta do que eu. Azar o meu e de quem honestamente trabalha.

Walter Duarte

duartecont@globo.com

São Caetano do Sul

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FENÔMENO

Temos de dar um voto de confiança aos shoppings. Afinal, a ascensão social promovida pelo PT foi algo tão espetacular e rápido que de uma hora para outra um novo contingente de pessoas passou a frequentar esses estabelecimentos, pegando-os de surpresa, já que não prepararam uma estrutura para receber um público tão grande. Que os museus, teatros, bibliotecas fiquem avisados sobre esse novo fenômeno.

Geraldo Magela da Silva Xavier

gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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VAI PIORAR?

Não querendo dar ideia, mas já dando, está faltando muito pouco para os "rolezinhos" invadirem supermercados, padarias, restaurantes e por aí a fora. Aí o bicho vai pegar, como se diz. As autoridades estão dormindo no ponto, só para dizer o mínimo.

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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A VOZ DOS SHOPPINGS

Se a voz dos shoppings (rolezinhos) tiver o mesmo destino da voz das ruas, o movimento brevemente despontará também para o anonimato.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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PERGUNTA PARA A PRESIDENTE DILMA

A ministra Maria do Rosário é ainda merecedora da confiança e credibilidade que deve ter alguém que ocupa cargo tão importante? Mais uma vez, mostrou-se precipitada, ao afirmar que havia indícios, apesar das evidências contrárias da investigação, de crime de ódio e intolerância por homofobia na tragédia pessoal do jovem Kaique ("Mãe reconhece que jovem gay achado morto em SP cometeu suicídio"). Do mesmo modo, havia se precipitado no caso de rumores do fim do Bolsa Família e, pior, não se manifestou quando da recente barbárie que matou a menina Ana Clara, mostrando um mínimo de solidariedade para não melindrar uma "aliada" política, além de outros tantos atentados aos direitos humanos. Será que só o alinhamento ideológico é suficiente para a manutenção do cargo?

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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