Fórum dos Leitores

CRACOLÂNDIA

O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2014 | 02h09

O jogo de insensatez

Primeiro, a Prefeitura lança sozinha o projeto Braços Abertos, sabendo que não tem infraestrutura nem recursos para mantê-lo. Não importa, pois o que vale é a notícia e o impacto eleitoral. Em resposta, o Denarc decide que está na hora de realizar uma operação "de rotina" na Cracolândia, na base de bombas de efeito moral e balas de borracha. Empate técnico! Srs. governador e prefeito, chega de "fazer o diabo" para ganhar as eleições, façam algo verdadeiro pela cidade.

OMAR EL SEOUD

elseoud@usp.br

São Paulo

Coerência necessária

Não se questiona que a Cracolândia é uma chaga incrustada bem no coração da cidade de São Paulo. Quando há um problema sério como esse a ser resolvido, os governos estadual e municipal devem unir-se e, com boa vontade, sem rixas e vaidades, procurar caminhos para a solução dessa calamidade pública. As diferenças ideológicas são nocivas e só agravam a situação degradante dos viciados que se degeneram no escabroso espaço, uma vergonha para a cidade. Esse gravíssimo problema requer providências adequadas, não disputas políticas que não levam a nada.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Como bebê chorão

Claro que Fernando Malddad vai explorar o fim antecipado de seu programa medíocre com nome bonitinho de "Braços Abertos", que tem alcance mínimo no caso de dependentes químicos. Acontece que a segurança do munícipe precisa existir, quer o prefeito queira ou não. A ação rotineira do Denarc para prender traficantes e policiais corruptos na Cracolândia foi legítima, mas, como sempre, o prefeito veio a público com cara de irritadinho para politizar o assunto e, de quebra, tentar fragilizar o poder policial contra traficantes que lá existem permanentemente. Lamentável, sr. Fernando Haddad 13.

IGOR CUNHA

icunhas@gmail.com

São Paulo

Ação violenta

Embora não tenha muita simpatia pelo projeto paternalista do prefeito de dar trabalho e moradia aos dependentes químicos da Cracolândia, já que há muitos desempregados com quem a Prefeitura pouco se preocupa, a ação violenta do Denarc foi absolutamente inoportuna, desnecessária e politicamente incorreta.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Mais uma do 'poste'

Cidadãos decentes e cumpridores de suas obrigações esperam da polícia ações de polícia. O Denarc, da Polícia Civil, que combate o tráfico de drogas, deveria atuar na Cracolândia todos os dias. Aqueles farrapos humanos que passam o tempo lá consumindo drogas compram de traficantes, e é lá que eles estão. Haddad e seus assessores reclamaram de não ter sido avisados da operação policial de quinta-feira. Por que deveriam ser avisados? Depois de estatizar e financiar alguns poucos viciados sem exigir nada em troca, o que mais ele pretende fazer naquela área da cidade, onde não se pode passar e quem mora nas redondezas tem de conviver com tanta degradação? Estará ele preocupado com esses munícipes? O combate às drogas deveria começar pelo governo federal vigiando muito mais as nossas fronteiras. É uma luta de todos porque atinge qualquer pessoa, rica ou pobre, e destrói seres humanos e famílias. Ver um prefeito reclamar de ação policial contra traficantes é mais um absurdo.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

A quem interessar possa

O Denarc não precisa de autorização, principalmente da Prefeitura, para realizar operações e prisões em flagrante. Óbvio ululante: não existe expedição prévia de mandado. Valeu, Denarc!

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Veio para confundir

O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, acusa o governo do PSDB em São Paulo de defender o projeto da segregação e da indiferença em relação a usuários de drogas. O tema voltou à arena política depois da ação policial na Cracolândia. Chioro ataca a gestão de Geraldo Alckmin e diz que o PT prega solidariedade e respeito aos dependentes. O que o futuro ministro precisa é explicar a situação dele, tendo uma empresa que presta assessoria médica a prefeituras e trabalhando como secretário da Saúde de São Bernardo do Campo! O PT adora confundir para não ter de explicar nada. Uma vergonha.

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Chioro

Cotado para assumir o Ministério da Saúde, Arthur Chioro apresenta-se cheio de justificativas e explicações. Convenhamos, não é um bom começo.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Em Davos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em Davos que o crescimento mundial depende dos países emergentes, mas para isso terão de mudar o modelo econômico. Analisando o que se passou no Brasil, vimos que o governo Lula recebeu um país emergente, com as contas públicas em ordem, cumprindo as metas de inflação e de responsabilidade fiscal, gozando de boa reputação e aceitação pela comunidade financeira nacional e internacional. Por sua vez, Lula entregou à sua sucessora um país submergente, submerso em corrupção, caminhando para o descontrole das contas públicas e o desarranjo dos princípios macroeconômicos, com inflação crescente e tendendo também ao descontrole, a despeito de ter navegado, na maior parte de seu governo, num cenário econômico mundial favorável. Em outras palavras, perdeu o bonde da História. E entregou uma herança mal encaminhada à sucessora, que só fez piorar o cenário, pois por falta de habilidade teve de entregar a gestão dos ministérios aos partidos da base aliada. Do ponto de vista de gestão econômica, foi um belo fracasso, visto que o ministro Mantega não convence ninguém e o uso de contabilidade criativa nas contas públicas só traz mais desconfiança aos mercados internacionais, o que encarece e dificulta a manutenção e atração dos capitais estrangeiros. Sou obrigado a concordar com o ministro Mantega em que é preciso mudar o modelo econômico e, no Brasil, significa trocar o governo, pois o PT não tem competência para impor as mudanças necessárias. Isso só poderá ser feito pelo eleitor, optando por um candidato da oposição que, desde já, se tem cercado de bons economistas para compor seus planos de governo.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO DECADENTE

Enquanto Dilma Rousseff faz um passeio inútil em Davos, manchetes dos jornais (24/1) destacavam agruras preocupantes da sua gestão. Vamos, então, a elas: "BC vê inflação mais persistente que o esperado e indica nova alta nos juros"; "IPCA-15 vem abaixo da estimativa, mas dúvidas continuam"; "Dilma é aconselhada a não assumir novos compromissos em Davos", talvez porque cumprir promessas, como se sabe, não tem sido a sua vocação. Tem mais: "Brasil está fora da agenda mexicana de acordos"; "BlackRock (grupo de fundos americano que administra US$ 4,324 trilhões) vê cenário morno para o Brasil". Esta a seguir é desmoralizante: "Para Pimco, faltam ordem e progresso na economia brasileira". Outra: "Dólar fecha no maior patamar desde agosto (R$ 2,40)". Nos sites dos jornais: "Rombo nas contas externas do País bate recorde em 2013: US$ 81,4 bilhões". Mas, com toda essa avalanche de notícias negativas e, diga-se, produzidas num só dia, e vinculadas umbilicalmente aos desastrosos equívocos na condução da nossa economia, Dilma e os petistas devem estar eufóricos porque acabam de inaugurar um novo e portentoso porto, mas lá na ilha de Cuba! Para completar a orgia internacional e com recursos dos contribuintes, esta obra foi construída com financiamento do BNDES, no valor de US$ 227 milhões, com juros bem subsidiados e generosos para os sempre muy amigos da "Corte Petista do Planalto". Só espero que Dilma não utilize esta obra como sendo sua no programa eleitoral do rádio e na TV, com vistas à campanha de sua reeleição em outubro deste ano. No mais, só indignação!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FAÇAM O QUE EU DIGO, MAS...

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, nem bem chegou a Davos e veio com esta: defendeu sua política econômica expansionista e recomendou aos outros países emergentes que sigam sua receita. Mais uma para o "Guinness" do "falo, mas não faço". E, depois de anos de ausência, volta o petismo, desta vez superando a si mesmo, quando em 2003 Lula propôs uma taxa a incidir sobre operações financeiras à atender ao Terceiro Mundo, o que havia sido proposto em 1972 e denominado Taxa Tobim, pelo economista e Prêmio Nobel em 1981 James Tobim.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DILMA EM DAVOS

Infelizmente os petistas, assim como governos de esquerda, acham que podem enganar os empresários e as autoridades mundiais em economia e administração, da mesma forma como enganam os eleitores. Ao menos parece ter evitado dar aqueles famosos conselhos descabidos. Mas, sem dúvidas, foi uma convidada desinteressante e descartável.

Miguel Pellicciari

emepe01@uol.com.br

São Paulo

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RISCO CALCULADO

Em Durban, África do Sul, há quase um ano, na reunião dos Brics, diante dos chefes de Estado, a presidente Dilma Rousseff afirmou: a recuperação da economia brasileira deve-se à vontade política do governo, temos grandes programas nas áreas de infraestrutura, da energia e social e o mercado interno está forte e consolidado. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o que teria dito nossa presidente, que números teria mostrado ao mundo? A economia baseada somente no consumismo está emperrada, a infraestrutura, a passos de tartaruga, estradas, portos e aeroportos continuam a dever, basta um fim de semana prolongado para que o caos seja instalado, na área social, criança e animais continuam a morrer de inanição no Norte e Nordeste, por falta de água e de uma alimentação decente. Acrescentem-se inflação galopante e câmbio desenfreado. As manifestações de junho, clamando por mudanças, comprovam a má condução do País, ratificadas pelas constantes ameaças de rebaixamento da nota de crédito, pelas agências de classificação de risco. Será que investidores estrangeiros, afugentados pela instabilidade econômica, darão crédito à fala da presidente e trarão os dólares de volta? Duvido, pelos menos até que o Brasil saia da rota do abismo.

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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ROMBO

O que dizer do rombo recorde de US$ 81,3 bilhões das contas externas do Brasil, em 2013? Parabéns à incompetente e despreparada presidente Dilma Rousseff (PT) pelo resultado péssimo nas contas externas do País. Dilma deveria se ocupar mais do bem do País e menos da sua reeleição. Estamos andando para trás. E quem vai pagar a conta desse imenso rombo, claro, somos nós, o povo brasileiro.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PUBLICIDADE

Aumentam, sem parar, os registros dos fracassos do governo petista, seja na economia, no nível de emprego, na inflação descontrolada, nas falhas de preparação para a Copa, nas falcatruas que são, dias depois, descobertas e anunciadas com publicidade massiva e enganosa. Já é hora de emitirem resultados de novas pesquisas "encomendadas" que digam ao povão que o apoio e a aprovação do governo petista subiram e já bateram recordes. Como o marqueteiro cobrou e recebeu pelos resultados esperados.

Ronaldo Parisi

rparisi@uol.com.br

São Paulo

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JOGO DOS SETE ERROS

A brincadeira infantil, em política, conduz à... reeleição. Aponte os erros: 1) Estamos bem, a inflação irá para o centro da meta (há dez anos vem colada no topo, à custa de muita maquiagem). 2) Estamos bem, o Brasil crescerá 2,5% em 2014, contra a média mundial de 3,5%. 3) Estamos bem, a maior carga tributária do mundo não é mais do Brasil, os "hermanos" passaram à nossa frente, mas vamos lutar. 4) Estamos bem, o nível de emprego caiu, mas só um pouco. 5) Estamos bem, a inadimplência cresceu, o Banco Central aumentou a taxa de juros, mas precisamos incentivar o consumo via Caixa, a "nossa" Caixa. 6) Estamos bem, a Petrobrás enxuga os seus quadros por meio de um PDV milionário, mas os sindicatos veem um buraco e exigem concurso para preenchê-lo (alguém duvida o que ocorrerá?). 7) Estamos bem, na véspera da Copa os estádios estarão prontos, ficando o resto para a Olimpíada. E assim, com essas ações de impacto mais o Bolsa e com a colaboração da oposição, dos Sarney e Calheiros, Dilma será reeleita.

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

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SUCESSÃO DE FRACASSOS

Compreende-se que os candidatos a postos eletivos queriam convencer que são os melhores. No entanto, para a presidente que tentará se reeleger salta aos olhos que, salvo a distribuição do nosso dinheiro via bolsa ou moradia, o que é fácil (e mesmo assim cometem erros), a sucessão de fracassos é brutal onde dá trabalho e é fundamental a competência, vide economia, administração, obras (transposição, portos e aeroportos, estradas, ferrovias, etc.), reformas e tanto mais. Quem de fato pensa honestamente no Brasil?

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

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UM PAÍS INJUSTO

Rousseau disse que o "homem nasce bom, mas a sociedade o deprava e o torna miserável". Ou, em palavras menos filosóficas, é ela quem cria seus monstros. E o Brasil se tornou uma mãe tão vagabunda e negligente, que adoeceu toda uma geração. É impossível não se indignar com a vida que os brasileiros levam. Fomos estuprados por colonizadores, governados por coronéis - que persistem em permanecerem vivos -, por pequenos ditadores, militares e, agora, por uma classe de operários, que é tão ou mais repulsiva que aquelas para as quais ela aponta os seus nove dedos. O Brasil de hoje é um barril de pólvora. E o PT ajudou a inflamar isso com a tomada do poder em 2003, ao semear a doença socialista no seio da sociedade brasileira. A vacina contra as políticas da direita, digamos assim, ou, como gosta de dizer o mestre da mentira, Lula, coisas nunca antes feitas neste país, foram implantadas de forma precipitada, no afã de viver da miséria e da ignorância alheia, como a malfadada Fome Zero e fácil acesso de semianalfabetos às universidades, devido suas políticas educacionais socialistas ao longo do ensino básico. Vivemos momentos desesperadores. Temos uma mulher inábil no governo, cujo projeto de poder mistura banditismo e autoritarismo de esquerda. Em dez anos de governo o único grande ato do partido da ética foi o mensalão, em 2005. Não realizaram a transposição do Rio São Francisco, não acabaram com os coronéis nordestinos, tão pouco com a miséria. Apertaram as mãos sujas de José Sarney, dono do Maranhão, o pior Estado da Federação. O PT tornou Brasil um país injusto, que enquanto pessoas morrem soterradas, levadas pelas águas das enchentes, enquanto pessoas perdem suas casas devido à falta de investimentos em saneamento e urbanismo, bilhões são gastos para a realização da Copa (2014) e Olimpíada (2016). Então é isso? Uma mãe que tira a comida da boca do filho para dar ao estrangeiro? Vocês têm muita sorte de continuarem no poder, vocês e a corja da sua base governista. Mas este ano será profético. Queimaremos o Congresso diante a imprensa mundial e das cinzas renasceremos.

Luiz Fabiano Alves Rosa

fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

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‘A SOLUÇÃO ESTÁ COM O POVO’

Muito lúcida e esclarecedora a avaliação do almirante Mario César Flores ("A solução está com o povo", 22/1, A2). Como sempre. Articula interessantes ideias para concluir que ou avançamos para um voluntarismo qualquer, o qual, prepotente, cometerá crassos erros afundando a economia brasileira, ou evoluímos o processo eleitoral, com a adoção de modelo que estimule criteriosa seleção da classe política, inibindo e eliminando Tiriricas e outros parasitas. No momento o populismo esgotou seus efeitos positivos e revela sua prepotente persistência em errar. Uma regulação eleitoral eficiente, a meu ver, deve combinar melhor proporcionalidade com maior sensibilidade do eleitor ao seu próprio poder, valorizando-o como intransferível e incorruptível. Voto distrital pode até ser uma tentativa válida. Fim do horário gratuito também poderia favorecer a aprimorar o discernimento sobre o como se utilizam da comunicação, de forma a qualificar melhor seu efeito. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia assumir a função de nosso guia, usando a isenção e equilíbrio de bons juízes para pronta resposta a desvios sem tolerância e com didática para capacitar os mais recalcitrantes. Há muito o que fazer, antes de sermos os últimos a apagarmos as luzes antes de sair, apesar de já estarem simulando esse apagar de luzes com demasiada frequência.

José Simões Neto

Jose.simoes@mantrareg.com.br

São Paulo

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ANO ELEITORAL

Em ano eleitoral, com a contagem regressiva em curso até outubro, o vale-tudo petista segue "fazendo o diabo" e mais um pouco para consolidar a fidelidade de ocasião da base aliada de olho na reeleição de Dilma Rousseff. É a institucionalização desavergonhada do caradurismo "PToma lá dá cá" na política tupiniquim de Terceiro Mundo. Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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REFORMA MINISTERIAL

O mensalão original usou dinheiro para comprar partidos e deputados. O novo mensalão utiliza o cargo de ministros para que o partido hegemônico tenha mais tempo de TV no horário eleitoral. Estamos diante de um ministerião? Ou será ministrão?

Cláudio Eustáquio Duarte

claudio_duarte@hotmail.com

São Paulo

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PROMESSA É DÍVIDA

E a promessa se cumprirá: independentemente se o governo melhora ou piora, a presidente Dilma Rousseff vai escancarar as portas do governo para aliados, pressionada pelo ano eleitoral e a gana em manter-se no poder, sem nenhuma dúvida e muito menos culpa, o diabo se fará presente em cada ato, em cada nomeação e/ou Ministério concedido. Para tanto, bastará um segundinho a mais no horário eleitoral gratuito, para que o acordo se feche, o famoso toma lá da cá...

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnbaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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O VALE TUDO DE QUEM É GOVERNO

O saudoso cantor Tim Maia já cantava em seus versos "vale tudo, só não vale dançar homem com homem, nem mulher com mulher". Está valendo tudo mesmo quando se trata de conquistar votos para "ad aeternum" do poder. O governo de Sérgio Cabral, capengando nas pesquisas eleitorais, resolve na contramão do bom senso indultar em 50% o IPVA de 2014 dos ônibus estaduais e interestaduais do Estado, que, recentemente, aumentaram as suas tarifas. Essa medida em nada beneficia o cidadão fluminense, mas, sim, os ricos empresários que recebem um incentivo para participar da caixinha de custeio das próximas eleições. Dilma prometeu e o diabo está solto. No domínio dos votos encabrestados dos ociosos do Bolsa Família está a pedra filosofal do resultado da eleição de 2014. Dilma/Lula sabem disso e, para tanto, Madame Rousseff conseguiu empréstimo de R$ 343,8 mil no Bird (Banco Mundial) com destino ao Bolsa Família para fortalecer os grilhões que fazem esses milhões de eleitores só pensarem com a boca, o intestino e o reto. Esse empréstimo tem prazo de pagamento para 30 anos, o que faz pensar que essa gente do PT pensa que o seu mandato é de direito divino, intocável e indissolúvel "per omnia século seculorum".

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ASSIM NÃO PODE, ASSIM NÃO DÁ!

Prezado FHC, enquanto as redes sociais estão se mobilizando para uma frente anti PT, vejo no jornal "Estadão" que o PSDB está tentando fazer parcerias com aliados de Dilma pelo Brasil. É o caso nos Estados do MT, AM, MA, PI, CE e RN. Afinal, o partido é ou não é contrário à política do PT? O tucano tem de sair de cima do muro. O momento é de definição. "To be or not to be." Qualquer coligação só pode ser com candidato de oposição a Dilma. Mesmo que seja o Zé da Esquina. Alerte estes "meninos" que com o PT não tem "meia laranja". O povo agradece.

Augusto Luiz

augustodegani@hotmail.com

São Paulo

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DISPUTA ESTADUAL

O PT tem uma tradição de políticos envolvidos em escândalos por corrupção. O petista Alexandre Padilha vai dar início à candidatura ao governo paulista em fevereiro na cidade de Igarapava, e, com uma plataforma de mentiras, se vencer as eleições, vai colaborar para perpetuar a corrupção no País. Os paulistas devem agir para deixar São Paulo livre deste mal que assola o Brasil, não votando neste candidato.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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TRENS - JOGADA ELEITORAL

Foi preciso FHC comentar, na quinta-feira, sobre o cartel dos trens. Segundo disse, trata-se "de suborno, parece óbvio, de funcionários". Mas indagou: "Qual o elo disso com o governador ou com o partido?" Certíssimo, FHC! O fato é que, a cada momento, e a conta-gotas, "vaza" mais um "depoimento" - inclusive de gente que se presta a falar a troco de cargos em empresas sob influência do governo federal - jogando lenha no fogo da polêmica. Para o PT, que admite de público "fazer o diabo" em tempos de eleição, o episódio integra sua campanha eleitoral. Instrumentaliza o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aliás, presidido por um petista (o que facilita as coisas), faz vazarem "sem querer querendo" depoimentos supostamente sigilosos, esperando a repercussão na mídia, e aposta suas melhores fichas no desgaste do arquirrival à corrida eleitoral deste ano. Melhor dos mundos: ao mesmo tempo que tenta nivelar o escândalo dos trens ao caso do mensalão, "assassinando reputações" de gente que nada tem que ver com o peixe, ainda tenta ganhar pontos, pelo esperado enfraquecimento tucano na corrida aos Palácios do Planalto e dos Bandeirantes (2015). Para a sigla de Lula é irrelevante haver ou não provas contra os políticos ou os governadores tucanos "citados". Importa, sim, "citar" (é o suficiente!) e manter o assunto quente na mídia, tirando proveito da carniça e do mau cheiro que qualquer escândalo de corrupção exala. Resta saber se o povo, que no geral pouco entende das coisas maquiavélicas da política, entrará de bobo nas manobras do partido cujos próceres dividem seu domicílio, atualmente, entre o Planalto e o Presídio da Papuda.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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CASO SIEMENS

O procurador-geral, Rodrigo Janot, aponta "forte indício" de propina no caso Siemens em São Paulo. E vai continuar "achando", até o dia das eleições de outubro. Depois esquece... Por que será?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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O CARGO CERTO

Gostaria que a redação do "Estadão" alertasse o leitor de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já afirmou em parecer posterior que há "fortes indícios" de pagamento de propina no caso, ocupa este cargo após ter sido aprovado pelo sr. Lula.

José Gilberto Silvestrini

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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LEI ANTICORRUPÇÃO, MAIS UMA FARSA

A notícia do "Estadão" de que o governo porá em prática a legislação que punirá com multas pesadas as empresas corruptoras para coibir pagamento de propinas e fraudes em licitações mais uma vez mostra outro lado da fúria em arrecadar, em vez de sanar, da parte do governo. Na verdade, tanto corruptora como corrompidos deveriam sofrer duras penas, e não apenas as empresas corruptoras, mesmo porque não há corruptora sem corrompido. Se multas devem ser aplicadas, que sejam exemplares em ambas as partes, e não somente nas empresas, deixando os políticos sem punição. A atitude do governo nos lembra o sujeito que pegou a mulher com o amante no sofá de casa e vendeu o sofá como castigo. Aliás, uma pergunta: "Alguém já viu dinheiro ser devolvido para o governo" ou alguém pagou multa exemplar sem fazer "arrecadação" por internet?

Claudio Mazetto

cmazetto@ig.com.br

Salto

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ILÓGICO

O agente público exige propina para cumprir (mal) com sua obrigação, e a empresa privada é que sofre punição. Esta é a realidade lógica do nosso sistema democrático tupiniquim.

Ottfried Kelbert

okelbert@terra.com.br

Capão Bonito

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DEMOROU MUITO

Finalmente a pessoa jurídica será apenada proporcionalmente ao que foi desviado ilegalmente. O Brasil demorou muito para criar uma lei como essa, pois em outros países, quando a pessoa causa uma perda, ela deve pagar, além da perda, um "extra" para não fazer de novo, enquanto por aqui a bazófia prospera com valores reduzidos e uma infinidade de recursos. Que tal lei seja vingada por nosso corpo judiciário e aplicada como deve ser.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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AS MULTAS DO MENSALÃO

É de causar espanto a rapidez com que o sr. José Genoino levantou a grana para sua "multa", pelas redes sociais. Teria o dinheiro vindo de pessoas que lhe devem favores e ou lealdade? Poderia ter vindo do próprio mensalão, enrustido em contas bancárias que desconhecemos? Não seria o momento para uma investigação informatizada, ágil, transparente e sem qualquer tropeço legal que pudesse dar ganho de causa ao réu? Ainda é tempo. Genoino primeiro, agora as mesmas intenções de Delúbio Soares... só o "comandante" contentou-se, calado, com seu salário reduzido. Seriam os dois aloprados apenas uma experiência tipo "vai que cola"?

José Jorge Ribeiro da Silva

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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DE ONDE VEIO?

Um pai levou seis meses para arrecadar US$ 5 mil, pedindo doações num semáforo em São Paulo e assim poder levar seu filho aos EUA, para fazer um tratamento de leucemia, tudo com muito sacrifício. Já o condenado José Genoino, ex-deputado federal, por participar de um grande esquema de desvio de dinheiro público, consegue em poucos dias arrecadar R$ 700 mil, para pagar a multa que o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe aplicou. Não seria o caso de a Receita Federal rastrear essas doações para verificar a verdadeira origem desse dinheiro?

Raul S. Moreira

raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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ORIGEM DESCONHECIDA

Quer dizer, então, que o dinheiro depositado na conta aberta em nome do sr. José Genoino, para pagamento da multa a que foi condenado no processo do mensalão, não precisa ter origem? Os depositantes não precisam se identificar? Se isso é viável, se isso está correto, então finalmente oficializamos a legalização do dinheiro sem origem. E se os depósitos forem provenientes dos ilícitos cometidos pelos próprios mensaleiros ou de outras situações não devidamente esclarecidas? Agora uma coisa é inegável: este pessoal do PT realmente é profissional na matéria. Eis a chance de Paulo Maluf também abrir uma conta e depositar todo aquele dinheiro, que não lhe pertence, mas que infelizmente está lá fora.

Mario Miguel

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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É MELHOR FAZER VAQUINHA

Normalmente a Justiça impõe multas aos criminosos, tendo em vista a gravidade do crime, mas, também, o patrimônio do multado. Assim foi feito no processo dos mensaleiros e as multas guardam certa proporção com os índices indicados, para aqueles aos quais foi possível avaliar o patrimônio. Assim, o STF avaliou que Genoino tem bens suficientes para o pagamento da multa, embora possa não ter em dinheiro "vivo". Entretanto, tendo em vista a campanha do PT e dos próprios mensaleiros de desacreditar o julgamento a que foram submetidos, também é útil Genoino fazer uma "vaquinha", fingindo que não tem dinheiro e que foi vítima. Chegou a informação de que outro pobre coitado injustiçado, Delúbio Soares, devedor de multa de R$ 466,8 mil, também não tem recursos e organizou a pagina "Solidariedade a Delúbio Soares" para arrecadar fundos. Entretanto, aparentemente o mais importante motivo para fazerem "vaquinha" para pagar as multas é que podem ter dinheiro não declarado à Receita, mas não têm dinheiro limpo. Como a receita não irá investigar a "vaquinha", poderá haver dinheiro deles próprios como se fossem de terceiros.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NAS BARBAS DE LULA

Depois que o ex-presidente Lula anunciou aos condenados do mensalão "tamo juntu", seria muito natural que ele se prontificasse a pagar as multas impostas pelas sentenças dos réus. No mínimo a multa de seu auxiliar direto José Dirceu deveria ser paga por Lula. Afinal de contas, nada mais justo. Compensaria o abandono de seus amigos e a incompreensível falta de informação sobre o que se passava às suas barbas no Palácio do Planalto.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MULTAS? ORA, MULTAS...

Aparentemente não haverá dificuldade para arrecadar os valores das multas a que foram condenados alguns dos mensaleiros do Partido dos Trabalhadores, como ocorrido com o ainda deputado José Genoino. Caso haja, certamente as fontes ainda desconhecidas dos "dinheiros" dos aloprados, dos dossiês, das cuecas e os ditos recursos não contabilizados darão conta.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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À BEIRA DO COLAPSO

O Brasil está à beira de um colapso, sem polemizar ou ser drástico, teremos sérios problemas e eu acho que isso deve acontecer até 2020. Temos a maior carga tributária do mundo, todos os políticos (tá bom, 98%) roubam exacerbadamente, as empresas praticam lobby ou como divulgado pela gigantesca Alemã de tecnologia, Siemens, abusam das práticas irregulares para próprio privilégio. Os imóveis estão beirando à grande bolha americana de 2008, o transporte publico não funciona e os paliativos gerados como corredores de ônibus prejudicam ainda mais a locomoção na cidade, pois são paliativos, gambiarras feitas de forma descontrolada e pensando somente no momento atual e não no futuro. Os metrôs de superfície ou aerotrens ou fura filas, ou como quiserem chamar, estão em fase de construção mas já é fato que em seu lançamento não conseguirá atender à 100% da necessidade, pois quando iniciarem o funcionamento, a necessidade será de 15% ou 20% a cima de sua capacidade máxima, as ruas não comportam mais carros e não existe previsão de obras para sanar os enormes gargalos rodoviários dentro das grandes metrópoles. Os rios segue poluídos, as pessoas seguem sem educação, sem cultura, sem respeito, os políticos seguem roubando, os interesseiros seguem enganando e ludibriando, os "espertos" seguem desmatando e poluindo os rios que o governo não faz questão alguma de limpar, claro, isso não traz votos. Mas o mais importante é ver as emissoras atingindo um imenso índice de audiência com os chamados "rolezinhos" enquanto a família do nosso querido José Genoino engana a todos dizendo que arrecadaram pela internet a bagatela de mais de R$ 600 mil para o pagamento da multa imposta a ele pelos danos causados ao Brasil com o mensalão. Tenta você, arrecadar dinheiro para comprar uma cadeira de rodas para um deficiente pobre que more na periferia? Não somos trouxas, sabemos de onde veio este dinheiro! Estamos tão no limite que chego a achar que argentinos são melhores que os ignorantes brasileiros que fazem manifestações somente para saquear e aparecer na Globo.

Bruno May

bruno@brmay.com.br

São Paulo

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A ESTATÍSTICA DA VIOLÊNCIA POLICIAL

A bonificação ao policial que menos bandido matar, inventada pelo governo paulista, merece questionamentos. Em vez da morte de bandidos, melhor seria pesquisar quantos cidadãos de bem - sem passagem policial - morreram, no período, vítimas de assaltos, latrocínios e outros crimes. Se, de um ano para outro, o número de cidadãos limpos vitimados fosse menor, aí sim, poderia dizer-se que houve baixa na violência. Gratificação ao policial que não mata marginais não faz que, concomitantemente, os marginais matem menos cidadãos. Pode, pelo contrário, levá-los a ampliar seus crimes, já que a polícia estará tolhida e mais preocupada com o próprio bolso. A cultura da violência policial está intimamente ligada aos contestadores de outrora que, para chegar ao poder, incutiram no povo a idéia de que liberdade é poder fazer tudo sem qualquer regra ou respeito ao direito dos demais. Daí surgiram os ditos movimentos sociais, os manifestantes violentos, os black blocs e, mais recentemente, até o "rolezinho", que os politiqueiros e os políticos covardes hoje buscam arrebatar dos jovens pobres para poder utilizá-los como massa de manobra. Para resolver o problema salarial dos policiais, o governo não pode recorrer à produtividade. Polícia não é indústria ou comércio, mas uma força de segurança reativa, que deve estar sempre preparada para cumprir sua missão claramente estabelecida em lei. Bom mesmo é quando está preparada, mas não precisa agir. Tudo o que se fala de violência é pura mistificação...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BONIFICAÇÃO X VIOLÊNCIA

O governador Geraldo Alckmin aposta em bonificação policial e cumprimento em metas prestabelecidas para conter o crime em São Paulo. Para reduzir índices de violência, policiais militares, civil e técnico cientifico poderão receber até R$ 8 mil por ano se atingirem a meta. Na minha opinião, se cada um cumprisse o dever daquilo que lhes fora confiado, não haveria necessidade de bonificação.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PÉROLA DE GESTÃO

O governador Geraldo Alckmin e o secretário de Segurança, incompetentes e incapazes de frear o aumento da criminalidade, principalmente os homicídios e latrocínios, vêm com uma pérola de gestão, um bônus aos militares que conseguirem diminuir este obsceno índice, como se a Polícia Militar já não tivesse em sua essência o combate preventivo de crimes.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ENQUANTO ISSO

Enquanto isso, o candidato petista ao governo do Estado de São Paulo, o poste 3, Alexandre Padilha, está de viagem marcada para Cuba, na comitiva de dona Dilma, que irá agradecer aos irmãos assassinos Castro a disponibilização dos escravos-médicos cubanos. Padilha deve ser orientado também pelo chefe/guru petista Fidel Castro, como vem acontecendo há mais de uma década com os políticos petistas candidatos a cargos executivos em nosso país, de como deverá administrar o Estado de São Paulo.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CUBANOS

Mais uma reflexão, em relação ao texto do professor Ives Gandra da Silva Martins ("A coerência da presidente", 23/1, A2): será que, se os médicos cubanos do Programa Mais Médicos pedissem asilo político no Brasil, eles seriam "devolvidos de bandeja", como foram os atletas cubanos que vieram competir pelo seu país, que escaparam e pediram asilo, mas devolvidos foram, rapidinho, à ditadura cubana?

Eva Voltis

evoltis@gmail.com

Campinas

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MAIS PARA CUBA

O recente artigo de Ives Gandra publicado pelo "Estadão", além de uma lucidez solar, deveria merecer da presidente Dilma Rousseff uma resposta mais que necessária. Por outro lado, como José Dirceu disse a ele que se sente mais cubano que brasileiro, por que sua condenação no caso mensalão não foi deportá-lo para Cuba? Lá ele teria um salário justo e pararia de perturbar com sua onipresença os brasileiros que querem viver em paz.

J. Treffis

jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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‘INSENSIBILIDADE MORAL’

O editorial do dia 19/1/2014 escancara o estofo moral da presidente Dilma e de seu ministro da Fazenda, os quais, valendo-se de uma "contabilidade criativa", colocam em risco a vida dos pacientes dependentes do sistema de saúde pública. Mas, o que se pode esperar de uma presidente que, com os olhos postos somente na sua reeleição, não querendo ferir suscetibilidades do clã Sarney, cujo apoio considera fundamental para alcançar seu objetivo, mantém-se distante, impassível e absolutamente omissa diante dos acontecimentos dantescos ocorridos no Maranhão, onde uma criança inocente, de apenas 6 anos, perdeu a vida da forma mais cruel que se possa imaginar? E bota insensibilidade nisso! Enquanto isso, a oposição se queda silente. Acorda, oposição!

Junia Verna Ferreira de Souza

São Paulo

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O GOVERNO E AS CONTAS DA SAÚDE

Há um erro crasso de sociedade humana e respectivo governo. A sociedade só faz sentido se atender as necessidades do próprio povo, considerada como sociedade atual a respectiva nação. Nações foram de fato criadas no séc. 14 do feudalismo medieval. Governo só tem sentido para viabilizar uma sociedade, esse é conceito, que na prática, a teoria é outra. O erro crasso na era capitalista foi de se ter um sistema de produção administrado por um sistema feudal e medieval principalmente de governos. Transformou a sociedade em algo que trabalha para seu governo, como o capital que trabalha para o capitalista, e não para a sociedade para quem foram constituídos. Vivemos na era capitalista de produção, ainda com o sistema na melhor das hipóteses medieval de administração e governos. Em todo o mundo habitado da Terra (há outros?), o indivíduo humano vive de fato na "sua cidade", pouco importa se numa rua da urbe ou numa propriedade do município, mas é ali que o cidadão de uma nação qualquer vive. A pajelança de governos feudais e tribais (o comunismo foi apenas o retorno ao tribalismo político, uma versão muito piorada do feudalismo católico) em particular no Brasil, entendeu que o brasileiro vive de fato na "ilha da fantasia" chamada Brasília, e é ali que se centraliza tudo. O Brasil trabalha para sustentar essa ilha da fantasia, onde caciques e pajés deitam e rolam pior que os faraós do Egito ou grandes imperadores romanos como Calígula e Nero. Até cavalos são "eleitos" políticos! A questão pura e simples é que os municípios e estados no Brasil, trabalham para sustentar a ilha da fantasia chamada Brasília, onde hoje a "rainha da Inglaterra" é um poste chamado Dilma. A solução é que essa ilha se torne apenas um centro de administração pago, sustentado e controlado pelos municípios e respectivos Estados. Hoje prefeitos e governadores são "cabos eleitorais" de pires na mão, se quiserem sobreviver! A coisa, portanto, está errada por princípio, e daí considerar que Nero, Calígula ou Dilma eram ou são insensíveis, e apenas enxugar o gelo com pano seco.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A PROVA DO CREMESP

A reprovação de 60% dos médicos recém-formados, na prova do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), está em conformidade com o atendimento prestado...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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ESGOTOS NAS PRAIAS PAULISTAS

Noticiou "O Estado", em 20/1/2014, páginas A11 e A12, que "condomínios de luxo jogam esgoto irregular no litoral de São Paulo" e que a Sabesp diz que a "dificuldade é convencer morador" a fazer a ligação à rede de esgotos. Parte da culpa dessa evidente redução da eficácia do investimento público é do próprio governo do Estado, que retirou do atual Código Sanitário, lei n.º 10.083, de 23/9/1998, obrigação existente no código anterior de as edificações efetuarem ligações às redes públicas de água e de esgotos, em estas existindo.

Antonio Carlos Kussama

ackussama@yahoo.com.br

Santos

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