Fórum dos Leitores

GESTÃO HADDAD

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2014 | 02h20

O prefeito mais rejeitado

O despreparado e incompetente prefeito Fernando Haddad conseguiu a proeza política de num curto espaço de mandato se tornar o mais rejeitado de todos os que já ocuparam o cargo em São Paulo nos últimos anos. Sua CET conseguiu parar literalmente o trânsito na cidade. Até onde era regular ficou péssimo. Nem adianta dizer onde está ruim, para consertar, porque está horrível em toda a cidade. Haddad parte da falsa premissa de que quem anda de automóvel não está trabalhando. Não conhece mesmo os paulistanos.

LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA

luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

O insuperável

Os eleitores de São Paulo já realizaram a proeza de, em cinco pleitos seguidos, eleger Jânio, Erundina, Maluf, Pitta e Marta. A cidade resistiu bravamente a esse quinteto sinistro, mas temo que a gestão Haddad, em apenas quatro anos, deixe um rastro de lambanças tão grande que sentiremos os efeitos por longo tempo.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

BRASIL HOJE

Pensando bem...

O prefeito da maior cidade da América Latina decide implantar, sem nenhum projeto, consultoria técnica ou apoio de órgão técnico respeitável, um "aumento nas faixas destinadas a veículos coletivos". Pensando bem, as empresas de ônibus são remuneradas por quilômetro rodado, não por passageiro transportado. Com as faixas novas e mais largas, obviamente os ônibus vão rodar mais. Consequentemente, a remuneração das empresas transportadoras vai aumentar. E quanto desse aumento irá para o famoso "já sabemos onde" do PT em ano eleitoral? Nossa "presidenta" faz a maior campanha eleitoreira em favor dos médicos cubanos no Brasil, como se esse fato isolado fosse realmente melhorar a saúde dos brasileiros que dependem da ajuda oficial para se tratar. Pensando bem, enviamos mensalmente cerca de R$ 40 milhões a Cuba como pagamento desses médicos. Quanto desse dinheiro voltará ao Brasil, indo para o "já sabemos onde" do PT em ano eleitoral? Nossa "presidenta" manda o BNDES financiar praticamente a fundo perdido US$ 1 milhão para construção do porto de Mariel, em Cuba. Pensando bem, será que todo essa valor foi efetivamente gasto na construção do porto? Quanto desse dinheiro voltará ao Brasil, indo para o ainda famoso "já sabemos onde" do PT em ano eleitoral? Pensando bem, Ruy Barbosa anteviu o futuro quando disse: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". É como me sinto.

ANTONIO CARLOS MARTINS

acmartins@uol.com.br

São Paulo

Orgia cubana

E nós, brasileiros, vamos ficar assistindo com cara de idiotas e sem esboçar um mínimo de reação à orgia cubana patrocinada pelo governo do Brasil?

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

A madrasta

US$ 1 milhão para o porto de Mariel, um dar de ombros ao porto de Santos, que coleciona filas de caminhões e perda de safra, uma banana para os mortos em enchentes, a desova de milhares de médicos cubanos para enfeitar a campanha de Alexandre Padilha a governador de São Paulo. O Brasil é um país surreal, ajuda os de fora e deixa órfãos seus filhos. Dona Dilma, a mãe do PAC, é a madrasta do povo brasileiro.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Mais Médicos cubanos

A imagem da dura presidente do Brasil, vestida de vermelho, com carinho nos gestos, ternura e reverência no olhar, em entusiasmado encontro com um ditador quase nonagenário (55 anos de ditadura, 15 mil fuzilamentos de dissidentes políticos), agradecendo-lhe a generosidade de oferecer mão de obra análoga à escrava em troca de mais uma ajuda bilionária, é o símbolo da falência do seu governo na saúde, na defesa dos direitos humanos e na escolha das prioridades de interesse nacional.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

Só para os outros

Fidel, seu irmão Raúl e Hugo Chávez chamaram um eminente médico espanhol para operá-los. Do jeito que Dilma agradece o apoio ao Mais Médicos, eles vão acabar acreditando que Cuba forma bons profissionais. Será?

LUIZ NUSBAUM, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

CELAC

Condor às avessas

Sempre que o governo se sente acuado - como está pelo turismo Davos-Lisboa-Havana de dona Dilma e sua magnífica comitiva -, tenta uma manobra diversionista e investe contra os militares. Agora, com seus parceiros preferenciais Argentina e Uruguai, contrata uma Operação Condor às avessas no âmbito da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), grupo de decadentes latino-americanos que recém se reuniu em Cuba. Essa turma está promovendo o enterro da democracia em seus países para estabelecer o "governo popular", eufemismo para a ditadura de seu partido. Além do que esses países já cooperam entre si.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Ditadura serve para tudo

Na falta de qualquer fato relevante para divulgar sobre a última reunião do Foro de São Paulo, quero dizer, da Celac, a ditadura sempre serve para conseguir um espaço na mídia. Embora já exista um acordo no âmbito do Mercosul para troca de informações sobre o período dos regimes de exceção, nosso chanceler fez questão de fechar um novo com Argentina e Uruguai, pomposamente chamado de "memorando de entendimento para consulta a arquivos". Lamento o papel que o Ministério das Relações Exteriores e seus titulares vêm desempenhando nos últimos tempos. O Barão deve estar se revirando na tumba.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Abertura de arquivos

Faltou Cuba na relação dos países participantes da assinatura do acordo para abertura dos arquivos da ditadura. Ou lá não se cometeram "atrocidades"? Me engana que eu gosto!

BERNARDO SCHULZE

bernardoschulze@gmail.com

São Paulo

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O MINISTRO DOIS PESOS

O ministro Ricardo Lewandowski, que no momento se encontra na presidência interina do Supremo Tribunal Federal (STF), como é de seu costume, usa de dois pesos e duas medidas nas atitudes que toma dentro do Supremo. No caso do deputado João Paulo Cunha, o ministro alegou que a decretação da prisão do referido deputado seria somente da competência do ministro Joaquim Barbosa, por ser ele o presidente efetivo da Corte; mas, para "surpresa" de todos, Lewandowski manda a Justiça analisar com urgência o pedido do senhor José Dirceu para trabalhar fora do presídio num escritório de advocacia. O ministro vai Lewandowski como pode, e o PT agradece.

Henrique Schnaider

hschnaider@terra.com.br

São Paulo

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O SUBORDINADO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, no exercício da presidência do STF, já era conhecido como "o ministro do PT" naquela Corte. Agora, além disso, é subordinado do presidiário José Dirceu, que não se conforma com a possível punição por ter, sem dúvida, utilizado um telefone celular na cadeia, o que é proibido. Dirceu mandou que o ministro, seu amigo pessoal, intercedesse em seu favor para agilizar a aprovação do seu pedido de trabalho num escritório de advocacia de um amigo comum. É uma calamidade. O Brasil está completamente dominado pela corrupção comandada pelo "Partido Trambiqueiro", chefiado por "elle". Brasil, um país de tolos. País rico é país sem safadeza.

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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CONFLITO NA CORTE SUPREMA

Ricardo Lewandowski, presidente interino do Superior Tribunal Federal, mandando juiz avaliar com urgência pedido de Dirceu para trabalhar fora da cadeia, mostra mais uma vez sua parcialidade em favor do "petelulismo" e complica ainda mais a relação conflituosa entre os ministros da Corte. Lamentável e vergonhoso!

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AMIZADE

Ninguém pode mexer com o líder político de Lewandowski! Mexeu com Dirceu, mexeu com ele!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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O MENSALÃO EM PAUTA

José Genoino doou R$ 30 mil a Delúbio Soares para pagamento da multa imposta pelo STF, e Delúbio certamente obterá o restante por coleta do PT. Não seria bem mais caritativo que o dinheiro petista fosse endereçado aos favelados e aos mais carentes? Com certeza a multa de Genoino foi paga e a de Delúbio o será com dinheiro público, por vias oblíquas, porque do quanto o petista recebe do erário público cede um pouco para o companheiro. No mês entrante, sempre tem mais. De outro lado, será que o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF em exercício, seria tão incisivo e duro com o magistrado do presídio que indeferiu o pedido de José Dirceu de trabalhar fora da prisão, se se tratasse de um outro réu? Será que ele seria tão justo ao ponto de humilhar o referido magistrado?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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UNIDOS EM TUDO

Como o ex-deputado José Genoino tinha sobra de caixa proveniente de doações que a cumpanherada havia lhe concedido pela internet, ele não pensou duas vezes e já agraciou Delúbio Soares com a bagatela de R$ 30 mil. É como diz o velho ditado: amigo é para essas coisas...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A MISTERIOSA ‘PARADA TÉCNICA’

Dilma Rousseff disse que pagou a sua conta no restaurante Eleven, em Lisboa, durante a "parada técnica" do voo presidencial entre Suíça e Cuba. Os companheiros de viagem também pagaram? Todos apresentaram comprovantes? E a conta do hotel (R$ 26 mil a diária), Dilma também pagou? Os companheiros de viagem pagaram o hotel? Dilma teria feito uma vaquinha com a comitiva para pagar ao aeroporto de Lisboa o custo da estadia do avião presidencial, por 15 horas? Quem pagou essa despesa? De quanto foi? Será que o Itamaraty vai apresentar a relação completa das despesas que teve com a parada? Ou revelá-las compromete a "segurança" pessoal da presidente? Seria melhor que tudo fosse apresentado às claras. E, se lhes faltasse dinheiro, por que não fazer uma campanha de arrecadação entre os companheiros que financiaram o pagamento das multas dos criminosos do mensalão? Há muita gente do PT ganhando dinheiro demais do governo, o que dá para ajudar a companheirada que sai dos trilhos. Os brasileiros que pagam impostos também querem saber a razão por que a presidente, que entrou na clandestinidade há 45 anos, quis fazer uma parada clandestina em Lisboa? Será que alguém da comitiva tem conta bancária clandestina em Lisboa?

Celso da Costa Carvalho Vidigal

celsovidigal@uol.com.br

São Paulo

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NÃO OFICIAL

Se a presidente Dilma pagou a conta do restaurante Eleven, em Lisboa, você concorda que a parada em Lisboa não foi oficial? Isso feito, por que não pagar também a hospedagem da sua comitiva, aquela cambada de puxa-sacos, em 45 quartos em dois hotéis na cidade? Isso me lembra um amigo que às vezes me convida para um churrasco e diz "traga a carne e a cerveja, que o carvão eu já tenho".

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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FALTA O RESTO

Já que o pagamento pessoal do restaurante justifica tudo, falta pagar o hotel e a quantidade de combustível usada para aterrissagem e decolagem do avião. Se não, fica meia boca, não é, presidente?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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SEM MISÉRIA

Dilma e mais um bando de inúteis de seu governo comemoraram o primeiro aniversário do incêndio na Boate Kiss de Santa Maria (RS) com um rolezinho em Lisboa. A diária da suíte de Sua Excelência custou a bagatela de R$ 26 mil. Como diz a óbvia frase do governo petista: "País rico é país sem miséria".

Leão Machado Neto

lneto@uol.com.br

São Paulo

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DO PRÓPRIO BOLSO

A presidente ficou irritada com a suspeita levantada sobre seus gastos em Lisboa. Ela jura de pé junto que "cada um pagou o seu no restaurante". Pode até ser, embora eu duvide - afinal os gastos com o cartão corporativo são "secretos", ou seja, nós, que a bancamos, não podemos saber como ela gasta o dinheiro dos nossos impostos porque isso é "assunto de segurança nacional". E quanto ao hotel, presidente? A senhora bancou os R$ 26 mil com suas diárias? Pagou com seu próprio cartão? Seu salário de presidente tem algum a mais? Sim, porque a senhora gastou só no hotel praticamente o salário do mês! As mesmas dúvidas valem para os ministros e demais assessores. Ah, se o Brasil fosse um país sério!

José Alfredo de T. Andrade

tolosajaa@uol.com.br

Santos

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CÍNICA JUSTIFICATIVA

A justificativa dada à imprensa pela presidente Dilma Rousseff, e assim também pelo chanceler Luiz Alberto Figueiredo, de que pagaram suas respectivas contas na curta estada da comitiva presidencial em Portugal é cínica, uma vez que, nessas viagens, eles jamais põem a mão no bolso e nem tiram do próprio salário os custos dos rega-bofes de que participam, mas ali se fartam à custa de diárias nababescas pagas pelo escorchado contribuinte brasileiro, um dos mais tributados do mundo. Essas comitivas presidenciais, em geral numerosas, não se pejam de ficar hospedadas em hotéis dignos de um sheik dos petrodólares e se fartarem em restaurantes caríssimos, frequentados pela nata da burguesia local - a mesma turma "branca de olhos azuis" que o PT descaradamente vergasta nos palanques populistas de véspera de eleição. O Brasil, embora seja a 6.ª ou 7.ª economia global, enfrenta enormes desafios para emancipar um povo em geral mal preparado, mal remunerado, mal assistido, que leva horas para se deslocar de casa para o trabalho e vice-versa, sacolejando em precárias conduções, enquanto a corte rubra se esbalda, sob o manto hipócrita da falácia socialista, alheia à nossa difícil realidade. Pobre do povo, que não se informa sequer sobre 1/5 dos desmandos dessa gente. Se o fizesse, lhes daria cartão vermelho nas eleições que se realizarão após a Copa do Mundo.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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COMPROVANTES

Cara presidenta, de nada vale ser rabugenta ao responder questões pertinentes à estripulia lusitana. A arrogância, a grosseria, o biquinho, além de evidenciarem despreparo típico da adolescência, servem para alimentar a desconfiança dos explorados contribuintes brasileiros. Para encerrar a pendenga, basta exibir o comprovante do seu cartão de crédito particular, e dos demais comensais que a acolitaram, obrigação de todos, emergente das normas constitucionais incidentes na espécie. Simples assim...

Ulisses Nutti Moreira

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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OLHANDO PARA O LADO ERRADO

A gritaria contra o dispêndio da comitiva presidencial em sua passagem por Portugal tem sido despropositada. A conta de hospedagem e do jantar da presidente e sua trupe não é nada, se comparada à gorjeta que ela deu, no dia seguinte, aos ditadores cubanos. As obras do Porto de Mariel são as únicas do PAC (Programa de Auxilio a Cuba) que foram entregues no prazo correto.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PARADINHA EM LISBOA

"Dilma informa que não quer mais que este assunto (sua paradinha em Lisboa) seja veiculado, e a Comissão de Ética da Presidência já avisou que não tem competência para investigá-lo." E nós, cidadãos pagantes, como ficamos diante da situação pouco digna de divisar que o chanceler e o governo mentiram? Como acreditar que realmente os gastos "extras" em Lisboa não foram pagos com os tais cartões corporativos, que caem diretamente nas contas dos contribuintes? Seria melhor falar a verdade, pois todos sabemos que Dilma gosta mesmo de luxo, que é perdulária, o que é seu direito, desde que use seu próprio dinheiro e não minta para a Nação.

Leila E. Leitão

São Paulo

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COMISSÃO DE ÉTICA

Até hoje não sei o por que criaram essa Comissão de Ética, ela simplesmente "julga" as pessoas "para inglês ver". Quando deveria julgar realmente, como no caso de Dilma em Portugal, se consideram incapazes. É mais uma das criações do PT que não servem para nada e só atuam para defender interesses do próprio e são manipuladas por ele (PT). Como tudo o que é criado pelo PT, não serve para nada!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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O GOVERNO MENTIU

Atualizando o PAC, Dilma lançou o PAM, o Programa de Acobertamento de Mentiras.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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CENA

Alguém consegue imaginar a cena? Findo o jantar, alguém pede a conta e Dilma puxa o seu cartão e diz: "Vamos dividir por 30, cada um paga o seu!". Dá para a mentira ser mais ridícula? Por acaso, se fosse verdade, o cartão dela não seria corporativo, ou seja, nós pagando? E a oposição só vai fazer uma pequena representação!

Ricardo Nóbrega

cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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POBREZA

O PT pode ficar tranquilo. A presidente Dilma será reeleita sem sobressaltos. Quando a imprensa e a oposição levantam polêmica sobre quem pagou o jantar presidencial de Lisboa, a senha está dada. Que pobreza!

José Carlos Tonin

jctonin@terra.com.br

Indaiatuba

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AS VOZES DO POVO

Alegando haver ouvido as vozes das ruas, em junho de 2013, dona Dilma pretendeu fazer plebiscito para reforma política, ideia que, felizmente, foi abandonada. Como os membros desse governo parecem interessados em "ouvir" o povo, sugiro que se faça uma consulta popular para saber se os brasileiros concordam com a farta distribuição do erário, via BNDES ou perdoando dívidas de países - dinheiro que faz falta (e muita) para a educação, a saúde, a segurança e a infraestrutura, haja vista o maciço investimento no Porto de Mariel, na ilha do amigo ditador sanguinário Fidel Castro, em detrimento de nossos portos, especialmente o de Santos, que não tem condições de escoar nossa safra de grãos. Quem gostaria de aperfeiçoar e comprar esta ideia?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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O BRASIL AMARRADO

Gostaria de perguntar a dona Dilma Rousseff o seguinte: O que o Brasil ganha com suas críticas aos Estados Unidos por manter o embargo econômico contra Cuba, governada pela tirania dos irmãos Castro? Nada, nada. Fico perplexo que o presidente do meu país não perceba que as suas críticas a respeito do assunto vão soar em vão. Presidente, os Estados Unidos há mais de 50 anos mantêm o embargo, e não é por que a sra. fica esbravejando o tempo todo com a cara de brava que eles vão mudar a postura. E com isso o Brasil fica cada vez mais prejudicado, e as relações entre os dois países ficam economicamente estranguladas. Por que a sra. não critica os irmãos Castro pela falta de democracia na ilha? Os Estados Unidos, em minha opinião, só tomarão uma decisão a respeito de Cuba quando o ditador Fidel Castro morrer. Espero que não demore. A sra. deveria se preocupar totalmente com o Brasil, procurando encontrar meios para que ele se desenvolva realizando acordo bilaterais com outros países, inclusive com os Estados Unidos, como vêm fazendo Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e México, e não se atrelando aos países do Mercosul, como a Argentina, que não nos ajuda em nada. O Brasil precisa se desvencilhar dessas amarras, se realmente quiser prosperar. Acordem, Dilma e seus asseclas.

Osmar Franco

osmar.fran@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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EMBARGO, E NÃO BLOQUEIO

O "Estadão" erra ao reproduzir a lógica da propaganda cubana. Não há bloqueio a Cuba. Houve bloqueio em 1962, quando navios dos EUA cercaram a ilha para impedir a entrada de armas nucleares da URSS, um bloqueio naval que Kennedy chamou de "quarentena", em outubro de 1962. O embargo, uma reação à estatização das propriedades de americanos em Cuba, é de 7 de fevereiro de 1962. É um boicote econômico, não um bloqueio naval, como sugere a palavra preferida de Fidel para falar do assunto. Desde 1991, é lei aprovada pelo Congresso dos EUA, que exige a realização de eleições livres em troca da suspensão.

Nelson Franco Jobim

http://nelsonfrancojobim.blogspot.com

Rio de Janeiro

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GOVERNO INEFICIENTE

Sem dúvida, os petistas no poder sabem aumentar impostos, o que têm feito com perfeição e de forma contínua, às vezes um pouco mais rápida, outras vezes mais lenta. São aumentos que afetam o bolso de todos, dos mais ricos aos mais pobres. Em países administrados de forma normal, esse dinheirão crescente serviria para melhorar as condições gerais de infraestrutura, de educação, de saúde, de transporte, de saúde, etc. Mas conosco isso não ocorre, porque o dinheirão é usado essencialmente em propaganda e na criação de condições que lhes venham a permitir ficar no poder pela eternidade afora, nem um dia menos. Com a incrível complacência e omissão da Justiça Eleitoral, aprovam quaisquer gastos que lhes possam favorecer em eleições futuras, ao lixo jogando providências que a ética e a polícia recomendariam. Alegam que gastam para segurar a inflação e para melhorar os programas sociais recebidos dos governos anteriores, mas aí mesmo é que a ineficiência é por demais óbvia, visto que a inflação real só faz crescer e os mais necessitados não recebem educação e saúde em condições que lhes permitam galgar a escala social por mérito próprio, o único que enobrece. Quebram a Petrobrás, quebram o País todo, mas são felizes porque continuam no poder.

Wilson Scarpelli

wiscar@estadao.com.br

Cotia

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FALÁCIAS

Alguns exemplos de falácias governamentais: "A inflação está sob controle e não há hipótese de seu retorno, estamos atentos!"; "a educação tem melhorado significativamente!"; "a classe média (de R$ 290 a R$ 1.019 por mês!) em ascensão é uma vitória!"; "estamos sintonizados com o clamor das ruas!"; "a saúde melhorou com a contratação de médicos cubanos!"; "a Petrobrás não corre nenhum risco!"; "o transporte coletivo é de boa qualidade e deve ser mais utilizado!"; "a violência está sob controle e os homicídios têm diminuído!"; "o problema de superlotação nos presídios está sendo equacionado!"; e "vivemos em regime de pleno emprego!"; "a infraestrutura..." É, está muito duro continuar otimista. Preferimos a verdade, ainda que dura, à mentira que, ao invés de nos estimular, poderá nos levar ao fundo do poço.

Décio Antônio Damin

deciodamin@terra.com.br

São Paulo

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FERIADOS

A respeito do bom artigo "O Brasil pode ter tantos feriados?", do professor Sérgio Amad Costa, publicado no dia 29/1 no "Estadão", gostaria de acrescentar o "feriado" exclusivo dos funcionários públicos. Transcrevo a seguir texto que redigi sobre tal absurdo: o Ministério do Planejamento já divulgou os feriados e pontos facultativos a gozar no Executivo federal em 2014. A lista trouxe 28/outubro, o Dia do Servidor Público, homenagem fixada por lei. Posto que tal comemoração ocorre da mesma forma nos Estados, Distrito Federal e municípios, além de no Legislativo e Judiciário, no próximo 28/outubro, uma vez mais, ao tempo em que a iniciativa privada trabalhará, assistir-se-á, em todo o Brasil, ao descanso do funcionalismo público, repouso remunerado com a contribuição tributária de toda a sociedade. Ora, à luz dos eventos de junho passado, em que multidões saíram às ruas a fim de manifestar insatisfação (e alguma ira!) com nossa administração pública, é mais que oportuno rediscutir a efeméride. Não se trata de abolir a comemoração, mas de fazê-la, por exemplo, com atividades culturais na recepção aos trabalhadores e usuários, o que em vários locais já se pratica ao longo da respectiva semana. Tais ações, essas, sim, contribuem para uma imagem positiva dos serviços e dos servidores públicos. A origem do repouso no Dia do Servidor Público remonta à ditadura, cujo entulho ainda hoje é preciso remover. A democracia pressupõe igualdade entre os indivíduos.

Sérgio Luis Avancine

sergioavancine@uol.com.br

Brasília

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LEI ANTICORRUPÇÃO

Li na mídia que os empresários estão preocupados com a nova Lei Anticorrupção. E estão convocando juristas e até deputados para dar palestras esclarecedoras. Pelas palestras, pagam uma grana. Então vou dar um conselho e de graça. Parem de dar contribuições de campanha visando a privilégios futuros. Igual conselho quanto à sonegação de impostos. Paguem o que é devido e com isso economizarão honorários advocatícios, normalmente superiores ao que sonegaram. Simples assim.

Iria de Sa Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FALTA DE PROFESSORES

Não é por causa da Copa do Mundo que o início do ano letivo na rede estadual de ensino provoca a falta de professores. Todo ano é assim. Gostaria de saber por que o Estado não adota o sistema de atribuição de aulas da rede municipal, que é feito em dezembro. Isso evitaria o desfalque de professores e o estresse que provoca à atribuição de aulas. Mas por que melhorar, se pode complicar?

Laura Daltrino

lauradaltrino@ig.com.br

Bragança Paulista

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A COPA E A CRACOLÂNDIA

No máximo até o final do mês de maio o governo federal vai "descobrir" uma fórmula mágica para que os viciados em crack e moradores de rua sumam da paisagem das cidades-sede da Copa do Mundo. Durante quase 12 anos nada fizeram, mas tenham a certeza, vai ter "mágica" antes da Copa.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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COMO DEVE AGIR O PODER PÚBLICO?

A atuação do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) na região da cracolândia em 23/1 é respaldada pela busca de alguns traficantes que estariam vendendo drogas na região. Na matéria do "Estadão" do dia 24/1, dizem que a reportagem apurou que a ação do Denarc não foi informada nem ao secretário de Estado de Segurança Pública, nem ao governador. Na matéria do dia 25/1, Fernando Grella Vieira assumiu a autoria da ordem emitida ao Denarc para a atuação, esta que até agora gera polêmicas, pois testemunhas afirmaram que houve abuso dos policiais. Por que o secretário não quis assumir imediatamente a ação? Ficou com medo de que a ação realmente tenha passado dos limites e fosse sobrar para ele? As ações na cracolândia evidentemente devem existir, não só para combater o tráfico, mas também para identificar e ajudar os dependentes, mas quando há suspeita de abuso queremos saber imediatamente quem emitiu a ordem. Assumindo a autoria apenas um dia depois, cria-se uma certa suspeita de que a ordem era intransigente e assim serão tratados os viciados, abusivamente. Ainda existe o problema da divergência no tratamento pelos governantes. Uns querem dar casa, comida e trabalho, enquanto outros querem atuar de forma bruta. É preciso atuar apenas numa diretriz, e que esta mostre respeito com estas pessoas.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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SIMPLES ASSIM

Traficante deve ser preso pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e dependente químico deve ser tratado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer ação diferente disso é demagogia eleitoreira. A Prefeitura não tem de dar emprego a dependente químico nem sustentar traficante.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CONDESCENDENTES COM O CRIME

Certíssima a operação desencadeada pelo Denarc na cracolândia. A polícia repressiva existe para essa finalidade, reprimir o crime onde quer que esteja sendo cometido. É salutar a iniciativa da Prefeitura em desenvolver um programa de erradicação dos drogados que se aglomeram em determinados pontos da capital, as denominadas cracolândias. Não se deve olvidar, entretanto, que há um bem jurídico de maior envergadura a se protegido: os nossos jovens e adolescentes, em número infinitamente maior do que aqueles que compõem a cracolândia, estes que um dia também foram adolescentes e jovens, mas por inércia na repressão aos traficantes caíram no estado de componentes da cracolândia. Aqueles que insistem em ignorar a presença de traficantes na cracolândia vendendo drogas aos viciados estarão fomentando a disseminação da atividade criminosa do tráfico de drogas, pondo em risco a nossa juventude e nossos jovens, levando a desgraça aos lares paulistanos. Só quem tem um filho nessa situação de viciado é que poderá avaliar o risco incomensurável que é criticar a ação repressora do Denarc. Temos casos de pai, integrante de da classe média alta, que, não suportando as agressões físicas e morais do filho para conseguir dinheiro para a compra da droga, impotentes para outra solução, acabou por tirar-lhe a vida. Em tese, estarão essas autoridades, responsáveis pela implantação da cracolândia, incorrendo no crime de associação ao tráfico, artigo 18, III da Lei n.º 11.343/06, porque sabem que traficantes estão no local vendendo a droga aos viciados e nada fazem para prendê-los. Percebe-se também uma orquestração velada para denegrir a imagem da Polícia Civil e dos delegados, em especial.

José Baeta Neves Filho

drjosebaeta@gmail.com

São Paulo

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INACEITÁVEL

Lamentável a ação da Polícia na cracolândia. De um lado, vimos a violência e a arbitrariedade da Polícia Militar contra os usuários e dependentes químicos. De outro, vimos agentes do Denarc/Polícia Civil acusados de praticarem o tráfico de drogas na região. Que Polícia é esta? O governador, Geraldo Alckmin (PSDB), deve explicações e desculpas à sociedade. É inaceitável que a Polícia atue de forma tão despreparada e violenta contra cidadãos indefesos.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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TRAFICANTES E VICIADOS

Não dá para acreditar que a incursão do Denarc na cracolândia tenha sido uma jogada política do governo estadual, para embaralhar a ação da Prefeitura naquela área. Mas é inquestionável que ela não poderia ter sido realizada em pior hora. A operação que o município vem desenvolvendo com os viciados que frequentam aquele lugar, numa situação degradante para o ser humano, recebeu a aprovação da grande maioria da população paulistana. Não se tem condição de saber ainda o quanto ela será eficiente, pois vai depender de as pessoas assistidas aproveitarem a oportunidade. A diretora daquele departamento declarou que foi apenas uma operação normal de ocorrência diária e que nem conhece bem o programa municipal, pois seu objetivo é prender traficantes, no que merece todo o nosso apoio. Mas o problema das drogas é muito sério e de difícil solução. Para que se tenha o mínimo de possibilidade de sucesso, as diversas autoridades municipais e estaduais envolvidas devem trabalhar em conjunto e coordenadas. Estando o governador do Estado e o prefeito da capital em sintonia quanto à operação que ali se realiza, não dá para entender como aquele departamento policial organiza uma batida de tal envergadura bem no meio da ação realizada pelo município. Entendo que na primeira investida os usuários reagiram à prisão do traficante, pois precisam da droga desesperadamente, e os policiais tinham de reagir como fizeram. Entretanto, voltar mais tarde com várias viaturas e aí causar o grande tumulto não foi certamente uma medida de bom senso. No dia 24/1, o governador do Estado declarou que a polícia tem de cumprir o seu papel, mas que o objetivo é prender os traficantes sem incomodar os usuários. Creio, porém, que se deva encontrar uma maneira de efetuar as prisões dos bandidos de maneira mais discreta e, se possível, longe dos viciados.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DROGAS LIBERADAS

A vadiagem foi descriminalizada em 2012, mas ainda existe o Art. 39 - participar de associação de mais de cinco pessoas, que se reúnam periodicamente, sob compromisso de ocultar à autoridade a existência, objetivo, organização ou administração da associação. Pena - prisão simples, de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. Se isso não for suficiente para prender um vagabundo que fica se drogando nas ruas, que se crie uma lei que proteja a sociedade dessa escória, ou melhor, que tal a Prefeitura de Sao Paulo mudar a cracolândia para a frente do Shopping JK ou na Avenida Paulista. Melhor ainda seria mudar a cracolândia para a frente da casa do deputado que revogou o Art. 59 e o 60 da Lei de Contravenções Penais. Somando a isso, a vontade de um monte de políticos maconheiros românticos da década de 1970 que pretendem liberar o uso da maconha. Os repórteres deveriam entrevistar essas pessoas e lhes fazer a seguinte colocação: Seu filho sofre um acidente, está entre a vida e a morte e precisa fazer uma cirurgia no cérebro. Aguardando o início da cirurgia, você flagra o médico que vai realizar a cirurgia fumando um cigarro de maconha. E agora ele é só um usuário, que mal tem em fumar um cigarrinho de maconha, não é?

Joao Carlos dos Santos Silva

billyjoao@ig.com.br

São Paulo

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OMELETE

A severa ação da Polícia Civil na área da cracolândia, na qual sobrou para todo mundo, como se diz, está sendo criticada sobremaneira por 9 entre 10 defensores dos direitos humanos, o que nos leva a pensar naquele dito popular: Não é possível fazer omelete sem quebrar ovos. E não se fala mais no assunto!

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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A PREFEITURA E AS DROGAS

O prefeito Fernando "Malddad", comentando a atuação dos policiais do Dernac na cracolândia, afirmou que "acredita na evolução da espécie". E nós, os paulistanos, estamos aguardando que ele evolua rapidamente também. Façamos votos.

Jose Roberto Marforio

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

Fernando Haddad diz pensar que não haverá mais problemas na cracolândia porque (sic) "crê na evolução da espécie". Será que ele, como espécie, algum dia vai evoluir?

João Menon

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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MORTO-VIVO

O crack transforma o seu usuário numa espécie de zumbi, um morto-vivo que vagueia a esmo. A atitude do poder público no Brasil, em face da epidemia de crack, tem dois vieses simbólicos. Um viés humanista, que quer "resgatar e recuperar o vivo", atribuindo-lhe trabalho e dignidade, e outro higienista, que quer "enterrar e sumir com o morto", confinando-o em prisões ou em pseudoclínicas, que não passam de macabros depósitos de gente. A cidade de São Paulo espelhou esse conflito nos últimos dias, em sua cracolândia. De um lado, agentes da Prefeitura dignificando seres humanos, e, de outro lado, policiais do Estado comportando-se como se fossem exterminadores dos seriados "Resident Evil" e "The Walking Dead", sobre zumbis.

Túllio M. Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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O PROBLEMA SE ESPALHA

Com a nova ação da Prefeitura de São Paulo na cracolândia, os ditos doentes migrarão para bairros mais periféricos tipo Jardim Esther, Bonfiglioli e por aí afora, porque vivemos num sistema ainda capitalista, ou seja, de oferta e procura. Parece que o preço das drogas aumentou na região do Centro, por causa do suposto emprego que a Prefeitura arrumou para os viciados. Sei lá onde vamos parar...

Joao Camargo

democracia.com@estadao.com.br

São Paulo

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ESFORÇO VÁLIDO

É inegável o esforço e a seriedade da gestão Haddad na cidade de São Paulo para minimizar e até solucionar o problema crônico da cracolândia através do trabalho e de uma cidadania que busca merecimento, em vez de só oferecer repressão. É óbvio que muitos irão trabalhar e gastar parte ou todo o salário proveniente de sua força de trabalho em drogas, mas outros irão utilizar seu esforço e a recompensa monetária em benefício próprio e como multiplicador de cidadania ao manter e preservar os bens públicos e privados. Julgarmos à distância ou sugerirmos o extermínio de pessoas que geram um problema que ocorre em todas as ruas do Brasil é muito fácil, mas coragem para tentar só cabe àqueles que buscam soluções.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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AINDA OS ROLEZINHOS

Conforme as notícias, houve uma reunião entre os representantes dos jovens do movimento chamado rolezinhos e a associação de diretores que congregam os shoppings de São Paulo. A reunião foi conduzida pelo secretário da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB), e um compromisso foi acertado, de que os movimentos daqui para a frente serão mais bem comportados. Em tempo: como ficaram os mais de R$ 790 mil extraviados da ONG de Netinho de Paula? Será que ficou valendo o "devo, não nego, e pago se quiser"?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SUGESTÃO DE ROLÉ

Atenção, garotada! Que tal programar um mega rolezinho no Congresso Nacional, com ocupação total e estrepitosa das galerias, durante uma daquelas sessões realizadas na calada da noite, convocadas pelos parlamentares para aprovar medidas subterrâneas que visam somente ao seu (deles) interesse particular, tais como reajuste salarial e aumento de verba de gabinete, entre muitas outras? Seria um sucesso e certamente contaria com a aprovação entusiasmada da população, além de intimidar quem já se habituou, seguindo uma característica quase cultural da Casa, a ignorar completamente os pleitos relacionados com as necessidades reais do povo brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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LEGÍTIMOS

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que os rolezinhos são legítimos. É? Então deixa eles fazerem rolezinho na casa dele. Será que ele vai deixar?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ROLEZEIROS EM PAZ

Rolezinho combinado com arrastão em mercado na cidade de Santos. Começou! Os entendidos e defensores dos direitos humanos, sociólogos e afins dizem que, em nome do direito de ir e vir, as "crianças" dos rolezinhos não devem ser "molestadas". Então tá! E não se fala mais no assunto.

Sara May

sara-may@bol.com.br

São Paulo

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JOVENS

Os jovens usam a sua criatividade ao organizarem encontros em shoppings para mostrar seu poder de união. São os rolezinhos. Qualquer excesso que possa ter ocorrido não diminui a força jovem que quer agregar e estar unidos. Nós, os adultos, em 1964 e no tempo da ditadura também fomos chamados de baderneiros. O que o jovem quer é mostrar sua expressão e como viver e amar ainda é o caminho para ser feliz.

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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ROLEZINHOS, A ORIGEM

Para começar a entender os rolezinhos de hoje, é preciso fazer um mergulho nos anos 60. As praças eram literalmente ocupadas pelos adolescentes e jovens da época. O "footing", assim chamado na época, nada mais era do que as garotas percorrendo as ruas das praças, enquanto os garotos ficavam "nas margens" das ruas das praças, observando-as passar. Na maioria das vezes, apenas olhares aconteciam. Alguns garotos mais ousados arriscavam uma abordagem que poderia gerar, no máximo, um convite para uma sessão de cinema, onde "rolaria", com uma boa dose de "sorte", um discreto beijo, escondido do lanterninha, que era um funcionário do cinema encarregado de fiscalizar os garotos e garotas, uma espécie de "espião norte-americano" que hoje lê nossos e-mails e ouve nossas conversas ao celular. Um outro espaço que os jovens gostavam de ocupar eram os clubes. Os bailinhos, com luzes coloridas e negras, brindadas ao cuba libre, também faziam parte de sua vida. De vez em quando aparecia um garoto mais ousado que levava para o seu grupo alguns comprimidos que, segundo diziam, somado à bebida, faziam as mentes se libertarem em "viagens". Esse era o quadro da época. Depois, as praças foram, pouco a pouco, sendo abandonadas pelos jovens e hoje, o que todos já sabem, é que foram ocupadas pelos pobres moradores de rua, que, não contemplados pelos projetos sociais, se amontoam e vivem de migalhas e esmolas, ao lado de seus inseparáveis amigos, os cães. As regiões centrais das cidades, no período da noite, são, hoje em dia, um quadro dramático, em fotos em preto e branco, do que se transformaram as praças cheias de jovens dos anos 60. Depois das praças, vieram os bares. Em São Paulo, a Henrique Schaumann e a Avenida Ibirapuera foram exemplos clássicos onde, não mais em pé nas praças, os jovens começaram a ocupar as cadeiras dos bares onde as cervejas, os risos e os olhares conduziam na época muito mais rapidamente aos beijos, abraços e levavam aos destinos onde o amor e o sexo se misturavam, já sem grandes dificuldades. Nem sempre os bares suportavam a quantidade de jovens e os arredores dos bares começaram a serem preenchidos por aqueles que, cerveja na mão, papeavam descontraidamente, quase já sem os grilos da moral que ainda refreavam aqueles que viveram os anos 60. Vieram os shoppings. Fortalezas da segurança nos davam a sensação total de uma ilha no meio da cidade, onde poderíamos andar despreocupadamente, deixar nossos carros nos estacionamentos e ir para a praça da alimentação experimentar os novos Macs, depois de assistir nos cinemas aos heróis que protegiam a população dos criminosos. Criminosos que, é claro, não se atreviam a aparecer nos shoppings, a não ser ao lado de sua família, para momentos de paz e alegria, compras e lazer. Porém, jovens não nasceram para ser disciplinados. Nasceram para ser contra o que for estabelecido pela sociedade e, de repente, alguns deles perceberam que os shoppings ainda não haviam sido ocupados por eles. Nas tardes de domingo, eles andavam pelas ruas dos shoppings como meros coadjuvantes, ao lado de seus pais. Mesmo sozinhos, eram apenas garotos e garotas em busca de bermudas, camisetas e bonés de marca. Do nada, veio a conscientização: "Podemos transformar estes shoppings em nossas praças, aquelas antigas praças onde o ‘footing’ era praticado!". Porém, é claro, hoje não dá para imaginar, que um domínio de um espaço possa ser feito ao estilo dos anos 60 nas praças, simplesmente, andando em círculos ou parados. É preciso correr! É preciso fazer barulho! É preciso marcar território, assim como fazem os cães que, de poste em poste, de muro em muro, vão marcando seu espaço. Os nossos prefeitos, governadores e presidentes, tão preocupados em fazer da política a razão de sua vida e a força do seu próprio poder, não perceberam que a ocupação estava a caminho. Os donos dos shoppings, por sua vez, voltados para si mesmos, na contagem moeda a moeda dos lucros dos cada vez mais presentes espaços de comércio, lazer e entretenimento que criaram, não perceberam também que chegava ao fim o monopólio da segurança que se propunham a oferecer para a sociedade. Os ladrões já haviam percebido as possibilidades de invasão e atacavam as joalherias e outros pontos atraentes. Eles haviam sido mais visionários dos rolezinhos do que os próprios donos dos shoppings e dos governantes. Já haviam iniciado a invasão. E nós? É claro que não percebemos ou não quisemos acreditar que as nossas ilhas de tranquilidade viriam a receber cavalos de Tróia para a invasão fatal. Agora, alguns falam em "oferecer gentilmente" espaços para que os jovens façam os seus rolezinhos. Já estão até comentando e propondo: que tal oferecermos os estacionamentos dos shoppings para que os jovens "ordeiramente" caminhem por ali? Estão tentando propor o velho "footing" das praças, agora nos estacionamentos dos shoppings, "imaginando" que os jovens resignadamente aceitem o que os seus "tutores" querem decidir por eles. Que falta de imaginação e sensibilidade. Jovens não foram feitos para serem teleguiados ou dirigidos. É bem verdade que muitos, de forma matreira, fazem isso com maligna maestria. Determinam o que querem e fazem dos jovens os executores de suas ideias, porém nem isso os atuais governantes sabem fazer. Seriam ingênuos ao imaginar que podem escolher onde e como os jovens irão se reunir? Acredito que não. O que acontece é que, sem saber o que fazer, escolhem qualquer alternativa para tentar mostrar para a sociedade que estão fazendo alguma coisa. E o futuro? Qual será? Informaremos a nossa rendição e nos voltaremos, cada vez mais, para dentro de nossas casas e apartamentos, escrevendo e-mails, visitando virtualmente nossos amigos em Facebooks e outras redes sociais, colocando as nossas "carinhas" e "perfis" sorridentes, brindando com desenhos bem-humorados a nossa total incapacidade de descobrir uma solução? Fica o convite para a reflexão, pois os rolezinhos não serão os últimos atos dos jovens. Virão outros e quem viver verá...

Sergio Valério

svalerio@sergiovalerio.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO PERIGOSO

Num país sério, o motorista do caminhão que causou o acidente gravíssimo na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, esta semana, iria para a cadeia. Afinal, ele dirigia em horário proibido, acima da velocidade permitida, falava ao telefone e matou cinco pessoas, deixando enlutadas muitas famílias. Considerar como homicídio culposo é ridículo. A mentalidade das nossas autoridades precisa mudar, caso contrário vamos continuar assistindo a mortes no trânsito todos os dias. Além de as nossas leis serem muita frouxas, as autoridades que as aplicam são muito benevolentes.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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