Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2014 | 02h06

Em defesa da Copa

Trata-se de defender o indefensável. Uma campanha publicitária só vai aumentar o rombo das contas do governo e aumentar a ira de quem não aceita essa farra com o dinheiro público. Antes de contratar uma aventura dessas teria de ter sido feita uma consulta pública, mostrando números e opções para se gastar tanto dinheiro. Até os amantes do futebol se vão alinhar contra essa barbárie de gastos num país carente de tudo - estradas, portos, aeroportos, hospitais e escolas. Se não protestarmos, não vão parar nunca! Os políticos que contrataram essa barbaridade tinham de vir a público se retratar. Mas não, vão contratar mais gente numa campanha desesperada e desastrada para defender o indefensável.

JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Queda vertiginosa

Não se iludam, a presidente não gosta da Copa nem sabe o que é futebol. Em 2007 Lula imaginou que a Copa ajudaria a reeleger Dilma Rousseff. Errou, virou um tiro no pé. O pavor no Palácio do Planalto são as manifestações: toda vez que elas se dão a popularidade de Dilma despenca vertiginosamente. E imaginem o perigo: isso vai ocorrer à porta das eleições! A vontade é popular, as manifestações vão-se realizar, haverá quebra-quebra e não há como segurar.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Protestos

A questão não é o futebol nem a Copa, mas a forma perversa como isso foi e está sendo usado para iludir o povo, desviar dinheiro e não atender às principais prioridades do País: educação, saúde e infraestrutura. Então, nada mais natural do que usar a Copa para denunciar a incompetência e os malfeitos deste governo. E nada mais sórdido do que liberar os black blocs para tentarem tirar nossa coragem de ir às ruas ou usar nosso dinheiro para demonstrar o contrário em propagandas no horário nobre da TV. Receio que isso não será o suficiente diante de tanta revolta do povo pelo discurso falso deste governo.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

LEI ANTICORRUPÇÃO

Concussão, crime hediondo

O eminente jurista professor Modesto Carvalhosa aplaude, com absoluta razão, a entrada em vigor da Lei 12.486/13, que instituiu no nosso país, a exemplo de outros, o conceito de "empresa limpa" (30/1, A2). A "empresa suja" ficará inibida de efetivar novas contratações com o Estado. É necessário registrar, não obstante, que a nova lei poderá contribuir, mas não extinguirá a corrupção que assola nossa administração pública de ponta a ponta. O crime mais comum, principalmente o praticado por policiais contra acusados pobres, é o da concussão, distinto da corrupção pela circunstância de o funcionário público exigir, impor, obrigar o acusado a agraciá-lo com vantagem indevida para, por exemplo, não o conduzir à delegacia de polícia. Para completar paulatinamente o cerco às diversas formas de crimes dessa natureza é preciso que o Congresso Nacional aprove projeto de lei que qualifica o crime de concussão como hediondo, aprovado pelo Senado em 26/6/2013, o que importa em elevar a pena de dois a oito anos de reclusão a quatro a oito anos mais multa. Limpar o País da praga exige que se varram todos os cantos da casa.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Ceticismo

A entrada em vigor da Lei Anticorrupção deve ser aplaudida, porém com certo ceticismo. Afinal, ainda falta ser regulamentada, o que pode virar um cavalo de batalha. Sem falar nas brechas de outras leis e naquilo que neste país se tornou praxe: se a lei vai "pegar".

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

Empresas limpas

Parece que não se lembra que ninguém gasta sem necessidade. Isso vale também para as empresas, que são pessoas jurídicas. As empresas não tomam a iniciativa de pagar propinas, são chantageadas pelos recebedores para, por exemplo, caixas de campanha eleitoral. Não têm poder para influir na utilização dos recursos "doados" depois que são transferidos. É impossível que existam empresas limpas que precisam fazer negócios com poderes públicos corruptos. É simples assim.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Corredores, uma piada

Não pomos em dúvida a importância do transporte público e dos corredores de ônibus. O que está errado é o corredor do lado direito. Simplesmente não é um corredor porque está interrompido - o que não ocorreria se estivesse do lado esquerdo - pelas conversões à direita, seja entrando ou saindo de uma rua transversal; pelos táxis pegando ou deixando passageiros; pela entrada e saída nas garagens dos prédios; pela saída e entrada nos estacionamentos; pela complicação com pedestres que não atendem ao sinal vermelho. O lugar onde mais se sente o problema é na Avenida Paulista, que já foi o orgulho de todos nós. A medida tomada foi política: fazer rápido, sem gastar, e com muita propaganda enaltecendo o que está sendo feito para o usuário de ônibus. Resultado da "medida": mais batidas, trânsito caótico, mais demora. Uma vergonha.

NICOLAE GORESCU

nicolaeg@globo.com

São Paulo

Sandice

Em adição ao comentário Pensando bem... (31/1), do leitor sr. Antonio Carlos Martins, cabe observar que há muito tempo a família Tatto tem interesses e influência no transporte público municipal da cidade de São Paulo. Como se sabe, Jilmar Tatto é o secretário dos Transportes da Prefeitura paulistana. Não demora muito para entender o porquê dessa sandice de corredores de ônibus pipocando pela cidade como sarampo e quem se beneficia com isso. Certamente não é a população...

SILVIO REQUEIJO

requs@terra.com.br

São Paulo

Vendeta

Com relação às faixas de ônibus na Rua Heitor Penteado, mencionadas no editorial Mais trapalhadas nas faixas (31/1, A3), há uma agravante: sua implantação eliminou dois pontos de conversão servindo aos bairros de Vila Madalena, Vila Beatriz e Alto de Pinheiros. Pelo menos existe um argumento "técnico" para isso: nesses bairros a votação do PT é baixa, assim sua população "merece" ser castigada.

ARNALDO MANDEL

amandel@gmail.com

São Paulo

  _____________________________  

 

ESTA COPA DO MUNDO PROMETE

Por mais que o governo brasileiro declare que o País estará de braços abertos para receber os visitantes das cidades-sede da Copa do Mundo de futebol, no fundo ele sabe que não terá estrutura nem estará preparado para lidar com as enormes manifestações populares mostrando o descontentamento com a cada vez pior situação dos problemas críticos que levaram o povo às ruas em junho do ano passado. E esses problemas agora são agravados por uma inflação crescente e pela constatação do desperdício de dinheiro público em obras superfaturadas e desnecessárias dos estádios da Copa, obras feitas num país com tantas carências de muitíssimo maiores prioridades. Lula, que tanto lutou para trazer a Copa do Mundo para o Brasil e muito se vangloriou disso, hoje estaria morto, se arrependimento matasse. O que seria ótimo para o PT, com a eleição em seguida à Copa, muito provavelmente irá se transformar numa nossa primavera, com o povo nas ruas e nas praças.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

 

PREÇOS ABUSIVOS

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Enrico Fermi, mostrou sua insatisfação nesta questão de o governo federal discutir potenciais abusos nas tarifas cobradas durante a Copa, dizendo: "Não devo satisfação a governo nenhum". A verdade é que os preços praticados pelo setor de serviços, principalmente o setor hoteleiro e o de restaurantes, estão indecentemente caros. O pior é que a contraprestação não vale o que estão cobrando. Estão cobrando caro e prestando um serviço de país subdesenvolvido, que é na realidade o que o País é. Então deveria ter preços de subdesenvolvido, não? O preço do aluguel das cadeiras na praia está quase o cobrado nas praias de Mykonos e Santorini, na Grécia. E você está em Mykonos e Santorini? Não, está na Praia de Ipanema ou Leblon, sujeito a arrastões. Agora, se ele não deve satisfação a governo nenhum, espero que esteja em dia com o Fisco, suas obrigações trabalhistas com seus empregados, instalações sanitárias, higiene dos alimentos, etc. Está arriscado a passar por uma devassa daquelas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

 

O TIRANO PADRÃO FIFA

Utilizando a paixão de grande parte do mundo pelo futebol, a Fifa impõe a países pobres um padrão acima de suas possibilidades. Países como a África do Sul e o Brasil, carentes de investimentos em políticas sociais, fizeram pesados investimentos para viabilizar uma Copa para turista ver, deixando seu povo mais miserável ainda. No Brasil, vamos gastar três vezes mais que o previsto, R$ 8,9 bilhões. A Fifa impõe aos governos, além de gastos excessivos, procedimentos que contrariam as próprias leis dos países. A Rede Globo, que tem verdadeiro monopólio de transmissão da Copa, coloca todo dia o assunto na pauta, acompanhando, no dia a dia, as obras, principalmente a dos aeroportos. Como se a realização do campeonato mundial em nosso país fosse a solução de todos os nossos problemas. Sem contar que a Fifa tem sido alvo de sucessivos escândalos envolvendo a maioria de seus dirigentes. No país de realização de Copa, fica claro um conluio entre a Fifa, governantes e empreiteiras de obras que envolvem cifras altíssimas, e, no Brasil, além de superfaturadas, são obras de péssima qualidade. A maioria dos brasileiros, amantes do futebol, sabe que poderíamos realizar uma Copa sem essas obras faraônicas. Aqui, no Brasil, país do futebol, todas as arenas construídas, passada a Copa, estarão subutilizadas ou sem uso nenhum. Aliás, "arena" é o nome que a Fifa impõe aos estádios, insinuando a paixão maior do povo pelo pão e o circo. A Fifa proíbe nomes de estádios como o de Brasília, que se chama Mané Garrincha. As primeiras Copas não tinham pompas, muito menos imposições e corrupção generalizada. É preciso dar um basta à Fifa e ao seu padrão. O grande espetáculo do futebol se dá nos campos, como fazia o vetado pela Fifa Garrincha, com muita simplicidade.

Emanuel Cancella emanuelcancella@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

*

 

SACO SEM FUNDO

Leio estarrecido que o estádio, ou melhor, "arena" Mané Garrincha, o mais caro da Copa do Mundo de 2014, quiçá do mundo, irá consumir mais R$ 150 milhões. A conclusão, além de curiosa e irônica, é triste: para estádios e outras obras públicas, nunca há dinheiro que chegue; para a saúde, a educação e outros serviços básicos, nunca chega dinheiro suficiente.

Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

 

*

 

ESCORREGOU, TEM DE CAIR

Qualquer cidadão consciente, ao tomar conhecimento, em 2007, ano da cota máxima do mais recente voo da galinha do desenvolvimento, da decisão divulgada pela Fifa, de comum acordo com as falanges petistas de poder da época, de sediar no Brasil a Copa do Mundo de 2014, deve ter ficado apreensivo quanto à capacidade do País de organizar o torneio, tanto sob o ponto de vista financeiro como sob o organizacional. Uma certa tranquilidade foi transmitida na ocasião, quando o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sr. Ricardo Teixeira, afinado com autoridades do governo, afirmou que a grande maioria dos recursos destinados a cumprir as obrigações do caderno de encargos imposto pela entidade máxima do futebol viria da iniciativa privada. Sete anos depois e às vésperas do evento, qual é o retrospecto? Praticamente a totalidade dos custos, superfaturados, acabou sendo bancada pelo setor público, o mesmo que se mostra incapaz de prestar serviços básicos de qualidade aceitável à população, como saúde, segurança e educação. Além disso, o legado prometido, relacionado com a infraestrutura e a mobilidade urbana, está atrasado e será insuficiente, mesmo após o evento, o que indica que o transporte nas grandes metrópoles continuará desumano e os aeroportos continuarão medievais em relação à maioria deles mundo afora. O resultado de todo este festival de irresponsabilidades, mau uso de dinheiro do povo e descaso com o cidadão está convergindo para as manifestações atuais, nem sempre pacíficas, contra a Copa e até para ameaças de boicote ao evento, o que representará um estrago irreversível para a imagem do País. Estamos na situação daquela criança que, instigada pelo pai, desce por um escorrega e, mesmo ciente do perigo, tem como única solução, após iniciada a descida, rezar para que tudo acabe numa caída final a mais suave possível.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

 

BICO FECHADO

A presidente Dilma está esbravejando contra as críticas à Copa. A insatisfação é muito grande quando vemos presos sendo esquartejados no Estado do Maranhão; hospitais sem medicamentos e sem acomodações decentes; o Minha Casa, Minha Vida fazendo água no Pará e rachaduras em outras cidades, e até demolição do inabitado Conjunto do Morro do Bumba, em Niterói; as estradas em péssimas condições; e dos transportes (trens, ônibus, barcas e metrô) nem se fala, pois o povo é transportado como boi ao matadouro. E os estádios? Ah! Para esses, bilhões de reais. Então, presidente, as críticas são válidas. Bico fechado.

Schindler Pedroza s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

 

OBRAS SIMPLES

A presidente Dilma Rousseff disse, junto do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que "estádios são obras relativamente simples". Faltou dizer que no Brasil o difícil mesmo é construir escolas e hospitais.

Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque

 

*

 

COPA SEM LUZ

 

Sra. presidente, será que o Brasil está realmente preparado para a Copa? Com tantos trombadinhas e tantas montanhas de lixo pelas ruas, entupindo bueiros e provocando enchentes, destruindo vidas e lares? E tem mais, a cada chuva forte cai a energia em vários bairros da cidade. A Eletropaulo simplesmente justifica dizendo: "Estamos com um problema crítico de energia na região metropolitana". E assim horas sem energia prejudicam quem mais dela precisa. A sra., o governador e o prefeito de São Paulo seriam capazes de explicar isso para a população ou para um turista? Lamentamos muito! Temos de fazer muitas orações pedindo a Deus para que não mande chuva na época da Copa e que tudo corra bem. É o que mais desejamos.

Luzia A. Fernandes Trabbold luziatrabbold@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

UMA OUTRA ANÁLISE

As manifestações e protestos contra a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, embora legítimas, quase sempre atacam o alto custo da construção dos estádios. Seria oportuna uma análise mais contextual do assunto, ou seja, afirmar que as astronômicas despesas com a construção dos estádios poderiam ser aplicadas em melhorias na saúde, na segurança, na educação e por aí vai é um argumento pelo menos ingênuo. Basta atentar para o fato de que as obras para a Copa do Mundo, além de incrementar o desenvolvimento do entorno das sedes, propiciam milhares de empregos diretos, seja nas obras civis propriamente ditas como na movimentação da indústria hoteleira, do turismo e muitos outros benefícios para a nossa economia. Outros países até mais pobres que o nosso já foram sedes da Copa, notadamente a África do Sul, que sediou a Copa realizada em 2010, onde foi construído o estádio da Cidade do Cabo, considerado um dos mais belos do mundo e que hoje, três anos depois, as autoridades locais observam a manada de seus próprios elefantes brancos, porque as ligas de futebol daquelas cidades não costumam atrair muitos torcedores. Por outro lado, a Copa do Mundo de 2022, a ser realizada no Catar, portanto somente daqui a oito anos, já matou 382 trabalhadores.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

 

*

 

APOCALIPSE TUPINIQUIM

A historiografia dos conflitos entre nações relata a "Guerra do Futebol", travada entre El Salvador e Honduras, em 1969, que deixou milhares de mortos e feridos, tendo como um dos motivos uma vaga para a Copa do Mundo de 1970. A historiografia dos conflitos civis em breve registrará também a sua "Guerra do Futebol", a acontecer no Brasil, nos próximos meses, pela revolta da espoliada população com os faraônicos gastos governamentais com a Copa do Mundo de 2014, num país de serviços públicos falidos ou inexistentes. O respectivo número de mortos e feridos será decidido pela intensidade do contra-ataque das forças de segurança pública. Não é necessário ser profeta para prever esse inevitável – e talvez necessário – "apocalipse tupiniquim". Um novo e auspicioso Brasil não nascerá sem dor.

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

*

 

EU APOIO!

Como brasileiro, apoio a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e torço muito para que a mesma seja um sucesso de organização e eleve o nome do País no exterior. O tempo passou e agora, faltando pouco mais de quatro meses para o seu início, é tarde para fazerem protestos e manifestações contra a Copa. Isso deveria ter sido feito em 2007, quando foi decidido que a Copa seria aqui, pois temos outras prioridades e mazelas na educação, saúde, etc. Agora Inês é morta e não adianta chorar o leite derramado. Bilhões de reais foram gastos com a Copa, é um evento internacional e que colocará os olhos e a atenção do mundo inteiro no Brasil. Temos de dar conta do recado e – apesar das obras superfaturadas, do desvio de dinheiro público, etc., etc. – fazermos uma ótima Copa e, de preferência, coroada com a conquista do sonhado hexa mundial pelo Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

A VEZ DA OLIMPÍADA

Esgotados os argumentos para justificar reajustes nos orçamentos e superfaturar ainda mais a Copa 2014, agora se inicia a era Olimpíada 2016: o orçamento inicialmente previsto com os jogos era de R$ 4,2 bilhões e agora passou a ser de R$ 7 bilhões. Ou seja, um pequeno reajuste de R$ 2,8 bilhões, representando nada menos do que 67%. Vergonhoso, além de indecente!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

 

ANALFABETISMO NO BRASIL

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil apresenta a 8.ª colocação em analfabetismo mundial. Não sei se nessa estatística está incluído o ex-presidente e sua mãe, que "nasceu analfabeta", segundo o próprio relatou num de seus discursos verborrágicos e inúteis.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

*

 

ATÉ QUANDO?

A quem interessa manter o Brasil entre os campeões do analfabetismo mundial? Entra governo, sai governo e o Brasil só regride na qualidade de ensino que se oferece à população. Até quando vamos andar na contramão do desenvolvimento? Certamente, se afastarmos do poder esta corja de oligarcas exploradores, será um bom começo.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

*

 

CAOS DA PRODUTIVIDADE

Oras, se num estudo recém elaborado pelo IBGE indica que, das pessoas de 14 anos ou mais que não concluíram o ensino fundamental, 24,37 milhões fazem parte dos 90,6 milhões de trabalhadores da ativa e outros 4,89 milhões não têm estudo algum, são 29,26 milhões, ou 32,30% da força de trabalho, com baixa qualidade educacional, ou até de 100% analfabetos, que emperram e não ajudam a melhorar o já caótico grau de produtividade que vem afetando as nossas empresas pelo Brasil afora. E para piorar no Nordeste, como exemplo, 44% das pessoas com idade para o trabalho estão fora do mercado porque também não procuram emprego (talvez pela síndrome do Bolsa Família). A média nacional neste quesito é de 38,5%. Isso posto, o que esperar do futuro desta nossa nação, se hoje, além de não termos capacidade de concorrer com os nossos produtos (exceção dos agrícolas) fora do País (por causa da nossa baixa produtividade), as perspectivas não são nada boas, mesmo porque, se nos compararmos com os países emergentes, ou nossos concorrentes diretos, estamos muito distantes do que um trabalhador chinês, da Coreia do Sul, do Chile, do Peru, da Colômbia, etc. produzem? E não é à toa que a dependência por produtos importados é cada vez maior para atender à nossa demanda, sufocando o resultado da balança comercial. Porque as empresas locais, com todas as dificuldades apontadas acima, ainda carregam alto peso dos impostos, do financiamento a da produção, que é elevado, e da falta de infraestrutura que prejudica sobremaneira a logística. Ou seja, o problema é que o nosso país precisa urgentemente de uma complexa intervenção cirúrgica econômica e na formação escolar dos nossos filhos. E essa tarefa jamais será executada com sucesso com estes que estão alojados no Palácio do Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

 

*

 

DESEMPREGO E ESTATÍSTICA BIPOLAR

A metodologia de medição do desemprego, que considera somente quem procura emprego, deve oscilar muito. Nas terças e quintas feiras, tenho saído para procurar emprego, já nos demais dias da semana (segunda, quarta e sexta-feira) nem saio à rua. Agora fiquei em dúvida: estou desempregado ou não? Para o governo, com certeza não, já para mim, sigo procurando emprego, mas somente nas terças e quintas-feiras. Se entenderam, favor me expliquem.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

*

 

FOCO NO PETRÓLEO

O Brasil continua mirando no petróleo. A presidente Dilma disse que royalties do pré-sal serão direcionados para saúde e educação, isso é ótimo. O problema é que, quando conseguirem extrair o bendito petróleo do pré-sal, os principais países compradores já estarão avançados na extração de gás de xisto, e aí será que precisarão comprar de nós? Se os futuros compradores não tiverem gabarito, teremos de vender a um preço baixo para países de risco alto, o que não será nada bom. O Brasil precisa investir em tecnologia para extração do gás de xisto, pois não podemos acreditar que o pré-sal será a panaceia brasileira. Acorda, Brasil.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

 

*

 

O PETRÓLEO É NOSSO

Não faz muito tempo, a mídia mostrou cenas hilárias do ex-presidente Lula e da presidente Dilma se lambuzando de petróleo, festejando mais uma descoberta do pré-sal, numa encenação das mais fajutas operetas onde não faltaram os bufões. Ainda sobre as descobertas de petróleo no pré-sal, o apedeuta garantiu, que num futuro bem próximo, o Brasil estaria no seleto clube da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Mas não é assim que a banda toca. Há uma tendência de sobrar petróleo no mundo enquanto em décadas futuras as demandas serão suficientes. O mundo pode contar com reservas de carvão mineral que seriam suficientes para a demanda além do século. A Agência Internacional de Energia Renovável publicou que a proporção de energia renovável no planeta vai aumentar dos atuais 18% para 36% até 2030. A partir de 2050, a energia solar e a eólica estarão tão difundidas que as gerações a partir dessa década não entenderão como os governantes brasileiros se "lambuzavam" festejando novas descobertas de petróleo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

 

ETANOL OU ETA NÓIS?

Há alguns anos um certo cara apareceu na televisão com as mãos sujas de um líquido negro e proclamou ao povo brasileiro que, finalmente, graças a ele e a sua notável equipe, havíamos atingido a autossuficiência na extração de petróleo. E que, consequentemente, iríamos entrar na Opep. E o povo brasileiro, por isso, já estava rico como os habitantes de certos países árabes. Havia ele, também, "como nunca antes acontecera" nestas terras de Piratininga, desenvolvido o pró-álcool e a produção de outros combustíveis orgânicos. Esses combustíveis derivados de plantações semipermanentes substituiriam internamente a gasolina que produziríamos. Que seria exportada, aumentando nossas riquezas. Nossa região, assim como todo o Brasil, explodiu de alegria. Pensou-se mesmo em mudar seu nome, de Califórnia Brasileira para Texas Brasileiro. E, com essa alegre – que depois se transformaria em leviana – afirmação nasceram no interior do País cerca de 385 usinas de açúcar, segundo nos relata Xico Graziano no jornal "Estadão". Sem contar com o nascimento de centenas de indústrias ligadas ao ramo. Inclusive na nossa querida Sertãozinho. Exportaríamos álcool anidro para os EUA, pois lá se produz álcool de milho, de custo muito caro. Em média, um hectare plantado com milho gera 3.100 litros de etanol e obtém uma redução de gases estufa de 16%. Se plantado com cana, gera 7.200 litros de etanol e uma redução de gases de 44%. Assim, não teríamos concorrentes. Ricos, enfim. E a equipe do cara, com toda sua conhecida técnica, começou a trabalhar o etanol de cana-de-açúcar e de outras oleaginosas. Resultado da ópera: das 385 unidades produtoras acima citadas 100 se endividaram e praticamente paralisaram a produção ou fecharam as portas. Resultado da tragédia: agora estamos importando etanol dos EUA. De milho. Sem IPI e sem Cofins, inclusive. Já chegaram, inicialmente, 100 milhões de litros ao Porto de Itaqui (Maranhão). Sem contar, ainda, com a importação de petróleo para conseguir manter nossa frota. Com os terríveis resultados na conta petróleo. E, por falar nisso, como vai a "nossa" Petrobrás? Está tal como eles planejaram.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

*

 

A PETROBRÁS PARALISADA

O PT colocou incompetentes políticos em posições-chave da administração, estes seguraram os preços dos combustíveis no mercado brasileiro visando a "conter" a inflação, e o resultado foi a desestruturação financeira da própria Petrobrás. Tão ou até mais grave, entretanto, foi a ruína da indústria de etanol – e da imagem do Brasil perante os investidores internacionais –, com enormes danos verdadeiramente duradouros.

William W. B. Veale william.veale@terra.com.br

São Paulo

 

*

 

FIM DE UM SONHO

Quando o Proálcool foi lançado ninguém acreditava que daria certo, mas com seriedade virou realidade e mudou a indústria automobilística brasileira. São Paulo se transformou na Arábia Saudita do etanol do planeta. O preço era aproximadamente um terço do preço da gasolina mantida pela Petrobrás em torno de US$ 1,5 por litro. Em 2002, com a vitória de Lula, todos os anos eram de eleição ou véspera de eleição e uma estratégia de Lula era proibir o aumento da gasolina, pois sua popularidade poderia ser abalada e a próxima eleição, fosse qual fosse, poderia ser perdida. Foi o início do fim da Petrobrás e da produção de etanol no Brasil. A gasolina, com o preço "subsidiado", obrigava o produtor de etanol a não investir na reforma dos canaviais e na modernização das usinas e o resultado foram o declínio da produção, o abandono da terra e a falência de grande parte dos produtores. A Petrobrás vai quebrar, como ocorreu com a PDVSA na Venezuela, e hoje aguardamos a chegada de álcool dos EUA para abastecimento interno, uma grande ironia, pois Lula lutou até o último instante com os EUA para poder exportar o nosso etanol, mas, se éramos ou não espionados na época, deixaram Lula falando sozinho, já prevendo que o fim da Petrobrás e do etanol seria questão de tempo.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

*

 

CRISE DO ÁLCOOL

Fácil de resolver, basta tirar a intermediação da Petrobrás e as distribuidoras passarem a comprar o álcool diretamente das usinas. A diferença de preço (rentabilidade) da usina ao consumidor é de mais de 60%. Verifiquem. Em São Paulo, um usineiro montou alguns postos de abastecimento e está rindo à toa com o lucro.

Aurélio Batista Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

 

*

 

GÁS DE XISTO

Os Estados Unidos estão explorando seu xisto para fins energéticos e cada vez mais estão a diminuir sua dependência de fornecimentos de petróleo do exterior. O Brasil faz propaganda de seu "potencial" petrolífero no pré-sal e a Petrobrás produz cada vez menos e cada vez importa mais. Certamente, além das diferenças geológicas entre os dois países, há enormes diferenças culturais que podem justificar erros e acertos, sucessos e fracassos tanto de um lado como do outro. O que há de concreto é que lá predomina o pragmatismo e quem produz as coisas é a livre iniciativa , seguindo as regras do mercado. Aqui, quem não produz as coisas são as empresas estatais e as entidades sob a férrea incompetência, da ideologia populista e antimercado. Independência é conhecimento e liberdade de ação seguindo as regras, a ética e buscando o bem comum. O estatismo e o populismo são os instrumentos do atraso.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

*

 

SALMOURA

O xisto americano terminará salgando a conta do "nóçu" decantado pré-sal...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

*

 

IMAGINE NA COPA!

A crise energética no Brasil se avizinha. Já ano passado passou perto. Tivemos de continuar com as termoelétricas acionadas, onerando o custo da energia, embora a presidente tenha, numa atitude aventureira e perigosa, diminuído os valores cobrados ao consumidor e incentivado ainda mais o seu uso ao desonerar os produtos da linha branca, os eletrodomésticos. Dilma fez reza forte para São Pedro e São Paulo (o do Foro) e foi salva pelo gongo. Agora a situação se repete. FHC, quando passou por idêntico problema, chamou o Pedro Parente, que resolveu o problema. Mas, enquanto não fizermos o dever de casa e continuarmos construindo em Mariel – Cuba, se não chover, vai ter de racionar. Imagine na Copa!

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

 

*

 

INSTITUTO DE PESQUISA

Seria mais uma contribuição do "Estadão" ao povo paulista, e ao Brasil, um aprofundamento jornalístico na análise da crise dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo. Foi mencionado risco de "apagão científico" em matéria do "Estado" de 27/1/2014. O que realmente se passa no centenário Instituto Pasteur? O Instituto Butantan realmente produz, ou somente envasa, a vacina da gripe? Por que o Butantan não está produzindo os soros antiofídicos? As dúvidas são muitas.

João Luiz Costa Cardoso joao.cardoso@butantan.gov.br

São Paulo

 

*

 

EXUMAÇÃO

Pasmo mais uma vez. Com que utilidade real vão ser exumados e "pesquisados" os restos mortais de D. Pedro II e Dona Tereza Christina, da Princesa Izabel e de seu marido? Que tipo de pesquisa é essa, que desrespeita figuras emblemáticas de nossa história – sem as quais os pesquisadores não estariam aqui – talvez para um mestrado, um doutorado, um projeto? "À quoi bom"? Sinto um cheiro de necrofilia no ar.

Geraldo José de Paiva gjdpaiva@usp.br

São Paulo

 

*

 

DILMA E A REELEIÇÃO

Com a ida da presidente Dilma à Cuba inaugurar obras financiadas pelo BNDES, ela não deixou dúvidas da sua inclinação pelo socialismo e sua afinidade para com os irmãos Castro, ditadores absolutos. Em seus discursos, sempre combateu a ditadura militar, a ponto de dizer: "Prefiro o barulho da imprensa ao silêncio da ditadura". Mas que ditadura é essa que teve todos os poderes republicanos funcionando? Se é contra a ditadura do Brasil, por que defende a ditadura cubana? Se a presidente Dilma for reeleita, estaremos avalizando seus desmandos e assinando a nossa sentença. Além de sua opção ideológica oposta à democracia, Dilma sustenta seu governo na mentira. Na Suíça, ao discursar e responder às dúvidas do presidente da Fifa, disse que construir estádios é coisa simples. Até concordo, porque ela o faz com o nosso dinheiro. Veraneou em Portugal, pagou diária de R$ 26 mil, além de outras em 45 suítes para sua comitiva. Criticada, disse que fez refeições em restaurante luxuoso porque pagou com seu dinheiro. Tudo bem, mas por que mentiu que teria ido a Portugal por questões técnicas, se foi desmentida pelo governo português? Sua ida a Portugal foi coberta de mistérios e mal explicada. Ao tentar justificar-se, disse: "Cheguei a um ponto em que o couro ficou duro". Ou seja: que se lixem. Com essa e as demais do inteiro conhecimento de todos, está passando da hora de o PT sair de cena. Precisamos de um presidente digno, probo, conhecedor dos problemas brasileiros e dos nossos vizinhos. Está aí um grande cidadão com todos os quesitos para presidir o Brasil, o general Heleno. O povo precisa acreditar nos militares. Aliás, quando da queda de Getúlio, após seus longos anos de verdadeira ditadura, o seu ministro da Guerra, Marechal Eurico Gaspar Dutra, concorreu democraticamente às eleições e foi eleito presidente. Venceu com galhardia os sacrifícios impostos pela Segunda Guerra e, ao passar o governo, deixou como marca a Rodovia Presidente Dutra, a mais importante do País. Castelo Branco enxugou os gastos públicos, ao aumentar o tempo de serviço militar e abolir a promoção a dois postos na passagem para a reserva. Garrastazu Médici deixou a Ponte Rio Niterói. Nenhum desses generais legislaram em causa própria. Ao contrário, Fernando Henrique Cardoso criou os vencimentos vitalícios aos ex-presidentes, a partir dele próprio, e depois Lula aprimorou as mordomias com outras benesses. Um absurdo!

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

 

*

 

HERANÇA MALDITA

A presidente, hoje, de acordo com a mídia, poderia vencer até no primeiro turno. Com os problemas de infraestrutura que deverão aparecer durante a Copa, Aécio Neves ou Eduardo Campos que se preparem, pois um deles poderá ser o próximo presidente. Tem mais, se o Brasil não for campeão, as reclamações com os gastos abusivos levarão à frustração e à tristeza o nosso povo, o que potencializará a agressividade nas passeatas. Presidente, prepare-se para a brutal queda de popularidade, além de sentir de perto o que é a "herança maldita" tão explorada pelo ex-presidente Lula.

Roberto Hungria rosohu@bol.com.br

Itapetininga

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.