Fórum dos Leitores

CRISE ENERGÉTICA

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2014 | 02h05

Situação do sistema

Falta de chuva não é responsabilidade de governo. Mas previsão da possibilidade e de medidas de mitigação, sim. Houve um programa de redução de consumo por aumento da eficiência energética? Resposta: não. Há um programa de racionalização do consumo? Não. Como será a condição do suprimento se a falta de chuva perdurar? Ninguém sabe. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sabe que linhas de transmissão são gargalos vulneráveis e que podem ter desligamentos por proteções que, aliás, funcionaram bem? Não se sabe. A falta de cautela na fala é característica da atual forma de governo? Isso todos sabemos. Por que as linhas de transmissão de Santo Antônio para o Sudeste ainda não existem? Adivinhamos, mas Lobão e o governo sabem. Por que há muito menos geração eólica e cogeração de bagaço do que em 11 anos de governo poderia ter sido alcançado? Adivinhamos, mas o governo sabe. Ou não sabe? O governo tem, sim, responsabilidade pela situação atual do suprimento de energia elétrica.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Apagão sempre

Novembro de 2010: Lula, engalfinhado com o mensalão, mas poupado, como até hoje. Auge da campanha para eleger seu "poste" Dilma Rousseff, ministra de Minas e Energia entre 2003 e 2005, depois guindada à chefia da Casa Civil da Presidência da República, no lugar do condenado José Dirceu. Cenário: Manaus. Evento: inauguração do parque termoelétrico movido a gás. Frase de efeito, proferida no ato em conjunto por criador e criatura, capaz de levantar coro eleitoreiro, tendo como alvo o governo do PSDB, exercido antes do descobrimento do Brasil, em 2003 pelo PT: "Apagão nunca mais". O trabalho realizado por Dilma no Ministério de Minas e Energia é visto pela própria até hoje como uma espécie de Pietá, obra que, orgulho de seu autor, de tão perfeita desafiaria a posteridade. Hoje, com a campanha para a reeleição já operativa e às voltas com as repercussões da décima, até agora, interrupção de energia importante em seu mandato, é natural, portanto, que se volte, apoplética, para os responsáveis pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), perplexos, sem explicações consistentes, o que a faz emitir uma gargalhada nervosa ao reafirmar o que já havia declarado em 2012: que os raios, hipótese não descartada pelos técnicos, não foram responsáveis pelo apagão da semana passada. Por que não assumir, entre outros aspectos, a realidade de que a política de investimentos adotada pelo setor responsável não acompanhou a demanda de energia? Que não foram realizados projetos destinados à instalação de linhas de transmissão ligando parques de geração eólica ao utilizador? E que os problemas apresentados pelas entidades ambientais, de solução morosa por inabilidade dos negociadores do governo, não permitem que os obstáculos para a construção de mais e necessárias hidrelétricas sejam removidos? E não nos esqueçamos de que esse apagão aconteceu num período de baixa atividade econômica. Se os índices de crescimento fossem os sonhados pela equipe econômica, é provável que hoje o mote adequado fosse "apagão sempre".

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Oh, raios...

Nem raios nem ONS, a culpa dos frequentes apagões é do desconto demagógico-eleitoreiro dado aos consumidores no ano passado e enfiado goela abaixo das concessionárias, visando a aumentar a popularidade da presidente Dilma. O que acabou de vez com a já precária verba que as concessionárias destinavam à manutenção de seus sistemas.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Vamos gargalhar

No ano passado foram registrados 45 apagões, o maior atingindo todos os Estados do Nordeste, causado, segundo o ONS, por queimadas no Piauí. Na terça-feira 4/2 as Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do Estado do Tocantins, foram "premiadas" com novo blecaute, milhões de pessoas ficaram na escuridão. Raios, vendavais, etc., à parte, a verdade é que, chova ou faça sol, os apagões vivem atormentando quem paga para ter um serviço de qualidade. Isso se deve à incapacidade do Estado brasileiro de fiscalizar ultrapassados equipamentos das concessionárias do setor elétrico. O ministro Lobão, no governo do "iluminado", em novembro de 2009 afirmou: "O sistema é confiável e robusto, este assunto está superado". Quatro anos depois, o ministro ainda é o mesmo, as falhas persistem e se agravam a cada dia, prejudicando pessoas e a economia nacional. A impressão que se tem, embora o governo diga o contrário, é que o único investimento efetivo foi na instalação de dois "postes": um em Brasília, com ligação direta com Cuba, e outro em São Paulo, ainda inerte.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Frouxos de riso

Realmente, não nos faltam motivos para gargalhar. Se gargalharmos pelo crescimento econômico, pelas contas públicas, pela saúde, pela educação, pela segurança, pela infraestrutura, pelas obras públicas sempre realizadas no prazo e com preços inferiores aos orçados (claro!), etc., etc., ficaremos todos, fatalmente, apopléticos. Mas rir é melhor que chorar (será?).

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

ELEIÇÕES

Vai pra casa, Padilha

O candidato do PT a governador de São Paulo, escolhido pelo Lula, disse que o PSDB no Estado já está com as "baterias vencidas". Nós, paulistas, no entanto, preferimos recarregar e reativar essas mesmas baterias a sermos governados por "postes" sujeitos aos apagões.

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

O diabo e a mamografia

Disse Dona Dilma que em campanha se faz "o diabo". E é verdade. Quinta-feira soubemos que, ainda ministro, o candidato do PT ao governo paulista estava tão preocupado em fazer campanha que assinou portaria que libera mamografia de apenas uma mama para mulheres com menos de 50 anos. Deus nos ajude!

ANGELA CARACIK

angelacaracik@terra.com.br

São Paulo

COPA

Do fim do mundo!

Já computadas oito mortes nos canteiros de obras. Imaginem o risco de estruturas metálicas desabarem sobre as torcidas. Nunca antes na História houve uma Copa assim.

CLAUDIA FIGUEIREDO LEITE

claudia.f.leite@uol.com.br

Lorena

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POLÍTICA ECONÔMICA

O estado atual da economia brasileira diante dos péssimos resultados da Bovespa, que, em janeiro, levou um tombo de 7,51%, muito próximo daquele visto em 1995, quando o índice caiu 10,77% ("Na Bolsa, um mau prenúncio", 4/2, A3), deflagra não apenas o prenúncio de mais dificuldades à vista nos mercados, como também aponta para as consequências desastrosas da atual política econômica de nosso país, que precisa urgentemente entrar nos trilhos e retomar o rumo certo. Não é preciso muita argúcia para compreender que a falta de confiança do mercado internacional no Brasil é reflexo das repetidas e equivocadas medidas políticas do atual governo de Dilma Rousseff. Há um precipício se armando à nossa frente e não é de bom senso nossa presidente seguir contrariando os conselhos de Abraham Lincoln de que "não se pode enganar a todos o tempo todo". Ao contrário do que temos assistido, medidas como altos investimentos em infraestrutura alavancariam o PIB e o urgente rigor fiscal com foco na drástica e imediata redução de gastos públicos improdutivos ajudaria muito o País a segurar a inflação, além de estimular o aumento do superávit primário. Mas, sobretudo, o Banco Central precisa tomar decisões necessárias e acertadas quanto à taxa de juros e câmbio, a fim de que se possa retomar a confiança dos investidores e conter a desvalorização do real. Tais medidas para retomar os trilhos são mais do que urgentes. Entretanto, é certo que confiança não se restabelece apenas com palavras, a exemplo do discurso de Dilma em Davos. Pelo contrário, é preciso menos discurso e pompa e mais medidas políticas eficazes para o bem de nossa economia.

Emanuel Angelo Nascimento

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTRADIÇÃO

Se a economia brasileira vai tão bem, como afirma dona Dilma, por que motivo está prometendo a inclusão de mais 500 mil famílias no Bolsa Família (5/2, A3)? País bem resolvido precisaria estar é diminuindo o número de beneficiados, e não aumentado. Que contradição é essa?

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO CAI, DIFUSÃO SOBE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro dá um refresco na alta dos preços e fica em 0,55%. Número bem menor do que o de dezembro de 2013, de 0,92%, o que reduz o índice de inflação no período dos últimos 12 meses para 5,56%, ante os 5,91% de todo o ano de 2013. Até aí, tudo bem. Mas como nem tudo são flores, o que preocupa mesmo sobre a coleta de dados da nossa inflação em janeiro é o índice de difusão, de 71,6%, o mesmo que indica a quantidade de preços que subiram neste primeiro mês de 2014. Isso significa que, com os prováveis reajustes dos preços administrados em 2014, que o governo federal infelizmente em 2013 tentou congelar, como o de energia, incluindo combustíveis, transporte urbano, etc., a inflação poderá subir e estressar ainda mais o bolso do trabalhador brasileiro, que já anda meio vazio... E com o agravante de que o evento da Copa do Mundo, em junho, poderá elevar em muito os preços dos serviços. Ou seja, a luta do Palácio do Planalto, em ano de eleição majoritária, que jamais até então foi de calibrar a inflação no centro da meta, será o de impedir que a inflação não ultrapasse o teto de 6,5%. Convenhamos, para o bolso do contribuinte, se a inflação estivesse em 4,5%, já seria um assalto, acima disso é um crime institucional que destrói a esperança de consumo da família brasileira. Já para o dia a dia dos governantes, incluindo Dilma, o índice inflacionário em nada muda alguma coisa, porque sempre terão à disposição um cartão corporativo, até para pagar jantares em restaurantes dos mais chiques do mundo, como aquele de Lisboa. O espoliado contribuinte é quem paga.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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BALANÇA COMERCIAL

Em janeiro tivemos o pior resultado da história por motivos óbvios: nosso guru da contabilidade criativa estava em Davos, acompanhando a nossa presidente. Fevereiro já será bem diferente.

Renzo Orlando

renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

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TÁ TUDO ERRADO

Enquanto a produção industrial tem queda de 3,5% em dezembro de 2013, o mais negativo resultado da série desde 2008, o lucro do Banco Itaú cresce 15,5% em 2013, em relação a 2012. Precisamos de mais alguma informação para ver que está tudo muito errado no Brasil, e que o País precisa mudar com urgência, antes de amanhecer como uma Argentina ou uma Venezuela?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PLANOS ECONÔMICOS

Continua sem definição o prazo de julgamento, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do ressarcimento das perdas dos planos econômicos Verão, Bresser e Collor I e II. Já se passaram mais de duas décadas e, até agora, não há nenhuma solução à vista. Os bancos continuam fazendo seus lobbies junto ao nosso Poder Judiciário, na tentativa de barrar este direito legítimo do poupador. Segundo alguns advogados que defendem os poupadores, os bancos já ganharam alguns benefícios, mas a decisão final ainda pode demorar. Em nome de milhões de pessoas que esperam, há mais de 20 anos, seu direito de ressarcimento, sugiro aos órgãos de imprensa que fiquem atentos e acompanhem o andamento destes processos de interesse nacional, porque o poder econômico está agindo nos bastidores para dar um calote monumental.

Elias Skaf

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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A QUEBRA DA MATRIZ ENERGÉTICA

A Petrobrás reclama prejuízos porque o governo a obriga vender a gasolina mais barato do que compra. Os produtores de álcool dizem que o setor está em crise e tende a diminuir a produção. A frota nacional, a que se destinam os combustíveis, cresce vertiginosamente, impulsionada pelos esforços do governo na manutenção dos empregos na indústria automobilística. As falhas na distribuição de água e eletricidade irritam o consumidor, que já parte para protestos violentos. O quadro lembra 1954, quando a marchinha carnavalesca "Vagalume" classificada o Rio de Janeiro como "cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz". Essa condição, hoje, é geral. Contudo, a falta de eletricidade há 60 anos era menos importante que a de hoje, quando tudo depende de comunicação, computador e outros equipamentos elétricos. Sem eletricidade, tudo para. Se e escassez e o desequilíbrio continuarem, logo não teremos mais combustíveis em volume compatível com a frota e o abastecimento de água e eletricidade será, também, insuficiente. É preciso a adoção, rápida, de medidas que equilibrem os setores e, de preferência, não provoquem a volta da inflação, cujo controle tem sido o grande trunfo nacional dos últimos 20 anos. A tarefa é grande e de alta relevância. Os candidatos às próximas eleições - independentemente do partido - deveriam se interessar por essa problemática, antes que a escassez se transforme em crise econômica e social.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DESASTROSA POLÍTICA ENERGÉTICA

Ouvindo técnicos de renome que aparecem na TV e nos jornais em época de crises de energia, ou seja, apagões, desta vez ouvimos o mesmo: 1) Estamos no limite da capacidade de geração; 2) faltam investimentos; e 3) a Região Sul bateu o recorde de consumo. O pessoal pertencente ao governo não menciona aspecto fundamental como o fato de que as empresas também não estão gastando nem em manutenção do sistema, pois sua situação financeira é problemática. Para combater a inflação e ganhar votos, dona Dilma determinou um desconto das tarifas de energia para o consumidor, com o Tesouro fazendo, precariamente, a cobertura dos déficits das empresas de energia. Isso trouxe o setor a uma situação financeira difícil, descapitalizado, incapaz também de investir. A qualidade piorou muito, há muitas falhas, o sistema está velho. Semelhante política foi aplicada pelo governo em outra área de energia, o petróleo, o que trouxe semelhante resultado. A produção do País diminuiu, em parte por falta de recursos para a manutenção de poços, dado que o preço da gasolina está congelado e a Petrobrás, completamente descapitalizada. Esse é o resultado da política brasileira na área energética, dirigida pelo calendário eleitoral.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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AS AÇÕES DA PETROBRÁS

Se atualizarmos as ações da Petrobrás pelo IGP-M, o valor atual de 3/1/2005 será de R$ 13,81; o de 21/11/2008 será de R$18,17; e, em 5/2/2014 temos R$ 13,83. Então estamos com o menor valor atualizado para as ações desde 2005.

Pedro Choma Neto

pedroneto@brturbo.com.br

Irati (PR)

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É O FUTEBOL!

Nem Nelson Rodrigues acreditaria. Nossas exportações pifaram; a Petrobras está à bancarrota, importamos gasolina de maneira desmedida, apesar de sermos autossuficientes, como certo presidente disse; a indústria caiu ao mesmo nível de produção do período Collor, quando o Brasil literalmente parou com CR$ 50,00 na conta de cada cidadão. E a presidente? Deu pra falar de futebol! Isso aí, tal qual o seu antecessor, ela se preocupa em fazer a bola rolar, pois o resto é resto.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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O DESMONTE DA PETROBRÁS

Isso deve fazer parte do PAC: Programa de Assimilação da "Cagada". Mais uma vez, estamos assistindo ao governo federal (PT) mentir e tentar enganar a população. Chega! Vamos mostrar ao País o que este partido tem feito: nada, nada e mais nada. Apenas jogando no lixo e no bolso da camarilha o dinheiros dos impostos.

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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SEM INTERFERIR

Dilma Rousseff elogiou ex-ministros que se retiraram do Ministério para serem candidatos nas próximas eleições, e ela aproveitou para fazer campanha para eles e atacar os opositores, como sempre, além de mencionar que "2014 será melhor que 2013". É muito fácil, para que isso ocorra basta ela não interferir em nada, que o objetivo será alcançado naturalmente. Ou seja, não atrapalhar, né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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‘PEAR O MATERIAL VOLANTE’

É provável que o ano de 2014 constitua um período inesquecível na vida dos brasileiros que sobreviverem a ele. Em face de procedimentos certamente equivocados da equipe econômica, haja vista seu recente desempenho, associados a projetos de política externa desfavoráveis ao desenvolvimento das potencialidades comerciais, agravados pela precariedade dos meios de infraestrutura, é inegável que as ações destinadas a melhorar os pífios índices de crescimento serão de difícil execução, apesar do esforço dos estrategistas do Planalto, no sentido de dourarem a pílula, como frequentemente fazem, por meio do emprego persistente de mentiras verdadeiras (ou verdadeiras mentiras?). No plano esportivo, tentaremos garantir condições para que a Fifa, com toda sua arrogância e poder, que lhe permitem impor condições e exigências às autoridades governamentais - fato conhecido pelo governo quando, em 2007, demagogicamente aceitou sediar a Copa -, realize seu torneio mundial, inicialmente vislumbrado como um show da iniciativa privada, mas que acabou sendo bancado, superfaturado, com recursos oriundos do trabalho e impostos pagos pelo povo, que não dispõe de serviços públicos básicos dignos, que deveriam ser oferecidos como contrapartida à enorme carga tributária, quadro propício à eclosão de protestos populares que ameaçam até a própria realização do evento. No cenário eleitoral, assistiremos a uma das mais renhidas e agressivas campanhas dos últimos tempos, com desfecho provável em favor da reeleição de Dilma, diante do ostensivo uso da máquina oficial, já iniciado, da costura de bases governamentais, possibilitadas pela maioria no Congresso e pelo incrível número de Ministérios e cargos - massa de manobra oportunista para ocasiões como essas - e pela fragilidade dos possíveis oponentes até agora apresentados. Pairando sobre os preparativos para todas essas efemérides, está começando a surgir, como sinistra novidade, o espectro de rumores cada vez mais frequentes de possibilidade, quase comprovada, mas pouco abordada pela mídia, de fraude na apuração eletrônica, julgada por fontes técnicas como insegura e ultrapassada, fato que deveria ser alvo de exame detalhado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a fim de tranquilizar o eleitor. Estamos, portanto, às vésperas de uma situação semelhante àquela que antecede à partida de um navio no porto, com tempestade fora da barra, quando o comando determina: "Preparar o navio para mau tempo. Pear o material volante".

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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REFORMA MINISTERIAL

A presidente, em reunião com partidos aliados: "Quem quer um Ministério levante a mão!" Será este o critério para governar o País?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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2013 E 2014

O prenúncio de Dilma de que 2014 será "ainda melhor" que 2013 só pode ser piada. A inflação acima da meta quase estourando esta margem de dois pontos porcentuais, sendo válido lembrar que o intervencionismo na Petrobrás e nas companhias de energia elétrica favoreceram muito para esta média. Além disso, escândalos como a situação precária do Presídio em Pedrinhas, resultados pífios em exames de âmbito mundial na educação, aliados a uma crescente insegurança ao redor do Brasil em virtude dos inúmeros assaltos, fazem com que paremos para pensar se poderia ser pior! Este "ainda melhor" não me cai bem, pois, afinal de contas, se 2013 foi bom para a presidente, o que será de nós, brasileiros, se passarmos por um ano ruim?

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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O PASSADO DE VOLTA

Quem se lembra do PFL, aquele partido fisiológico, corrupto e vigarista, pós-ditadura, comandado por Antonio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza? Pois é. O PT de Lula/Dilma é pior. E assim, nossa democracia e o sonho de um país ético e decente vão por água abaixo.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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A COPA DE 2014

A presidente Dilma pode ter bons motivos para acreditar que esta vai ser "a Copa das Copas". Os black-out grandes e pequenos, o racionamento de água, as falhas no transporte público, os aeroportos à deriva e sem ar-condicionado, os assaltos a restaurantes, hospitais, bancos, shoppings, sequestros relâmpagos, ônibus incendiados, telefonia celular sem confiabilidade, estádios caindo aos pedaços, etc., tudo isso é treinamento para que daqui a alguns meses as nossas autoridades possam estar devidamente preparadas para garantir a Copa das Copas. Como diria o brilhante humorista Tutti Vasques, em sua coluna no "Caderno 2" do "Estadão": Oh raça, isso a oposição não vê! E o povo, mais uma vez, se sacrifica para o glorioso objetivo, a Copa, que lhe foi "presenteado" pelo "grande estadista Lula e seus 400 mil ladrões". Vai se espremendo nos ônibus, fazendo filas intermináveis nos postos de saúde, procurando creche, que, embora prometida há mais de 10 anos, nem tem. Vivendo na ilusão de que a "grande gerentona do PAC" vai entregar moradia, água e saneamento aos mais necessitados. Terminar a transposição do Rio São Francisco e garantir a autossuficiência em petróleo a 6 mil metros de profundidade, com tecnologia que nenhum dos países do Primeiro Mundo tem. Aliás, nos corredores do Congresso há tempo que não se fala mais em PAC, agora é PEC, Programa de Enriquecimento da Copa! Os preços estão subindo descontroladamente, e fazem a alegria do ministro "Margarina, sem sal", por inflarem a arrecadação e ajudarem na contabilidade criativa, sua única contribuição para as finanças enfraquecidas e largamente duvidosas aos olhos do mundo financeiro reunido em Davos no mês passado. O povo mais uma vez mostra sua generosidade e, mesmo sabendo que não terá como pagar os preços cobrados pelos "amigos dos amigos" para assistir a um único jogo no poleiro, terá a ilusão do crédito fácil para assistir à transmissão do jogo, com amigos e família, no conforto de sua casa, numa televisão de 40 ou mais polegadas, lembrando da Copa das Copas durante mais 18 meses de prestação. Que bom, não foi assaltado, não precisou fazer filas intermináveis e, sobretudo, não foi obrigado a beber cerveja Budweiser e consumir outros produtos impostos pela máfia da Fifa, a preços abusivos. Os turistas, empolgados com as belezas do Brasil, também vão se lembrar da Copa das Copas, e por muito tempo! Nunca pagaram tão caro por hotéis, restaurantes, nunca ficaram tanto tempo num taxi, espremidos entre corredores de ônibus, faixas de ciclista, motoqueiros exaltados, manifestantes dos inúmeros movimentos do NQF ("Não ter o que fazer"), sem 4G, WiFi e outras obviedades do mundo evoluído. E os aeroportos internacionais, agora, vão ser barracas de lona, ao módico preço de R$ 3 milhões, cada, hoje. Na hora da compra, vai ser o dobro, devido à urgência, afinal, a Copa tem data certa e não podemos falhar. Será que o "day after", quando a manada dos elefantes brancos vai descansar, servirá para o os eleitores darem pelo menos o troco, com suas mãos vazias e ilusões evaporadas e cair na real?

Axel von Hulsen

avonhulsen3@gmail.com

São Paulo

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A CULPA DAS COPAS

Começaram os apagões. E não foi apenas de energia elétrica, não! Tem havido apagões nos transportes públicos, na saúde, na segurança, na educação e por aí afora. Corremos o risco de, quando chegarem os meses de junho/julho, já estejamos todos em plena escuridão. Só para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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NO ANO DA COPA...

Presenciei agora uma cena grotesca, estava numa fila do caixa da padoca quando a moça do caixa, ao passar o cartão de uma cliente, levantou o aparelho aos céus para ver se conseguia uma aceleração buscando um sinal mais potente e pedindo ajuda aos colegas para executar o seu serviço em plena Vila Mariana, a 2 quilômetros da Avenida Paulista. Cresci lendo e ouvindo que o Brasil era um país de oportunidades e que ainda tínhamos muito por fazer. Que precisávamos crescer no mínimo 5% ao ano para que a economia absorvesse todos os brasileiros no mercado de trabalho e aos jovens que ingressassem neste mercado, jamais podíamos deixar de investir em infraestrutura. Parece que os sindicalistas não liam nada e nunca se importaram com isso, pois após 12 anos no poder federal conseguiram foi acabar com toda a infraestrutura que já implorava por investimento, com as mãos levantadas aos céus buscando um sinal de fumaça, assim como a moça do caixa no ano da Copa. É a economia, estúpidos! E para a economia crescer é a infraestrutura, seus inconsequentes!

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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PUBLICIDADE PARA A COPA

Prepara o governo uma batalha publicitária para defender a Copa. Certamente que a campanha irá açular ânimos e provocar desejos de ver os jogos. Entretanto, com os preços exorbitantes, milhões de brasileiros ficarão à margem dos jogos e das coisas da Copa. Daí que a publicidade é faca de dois gumes. Vai demonstrar que a Copa é importante para o Brasil, mas ao mesmo tempo vai impor um critério seletivo forçoso nas admissões nos estádios. Mas dificilmente uma campanha publicitária vai afastar os brasileiros do raciocínio de que os mais de R$ 8 bilhões a serem gastos com a Copa poderiam servir para parir milhares de escolas, de hospitais e influir decisivamente em nossa segurança pública, atualmente quase inexistente. Quem viver verá!

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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A COPA DA INSANIDADE

A despeito das ameaças à Copa no Brasil, por grupos que estão se organizando, fica só uma certeza: a esperteza dos nossos desgovernos que têm produzido vasto material para os correspondentes dos principais jornais do mundo mostrarem a verdadeira cara do nosso país. Como disse, há dias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, "o Brasil teve sete anos para organizar o mundial e até agora há arenas ainda não concluídas e, quanto aos serviços de mobilidade urbana, a maioria ainda não saiu do papel". Com a aproximação da Copa, já se começa a sentir uma situação preocupante que está se implantando no Brasil. O depoimento neutro de um técnico de futebol que estará participando da Copa, o ex-craque alemão Klismann, agora técnico da seleção dos EUA, numa entrevista recente, quando esteve no Brasil para assistir ao sorteio dos grupos na Costa do Sauípe, e na volta para casa ficou oito horas preso no aeroporto, foi uma conclusão com muita diplomacia: "No Brasil temos de ter paciência". Estrangeiro tem paciência para aguentar a incompetência daqui. E o brasileiro é burro, porque vota e ainda bate palmas para os verdadeiros culpados por essa incompetência chamada Brasil.

Roberto Ianelli Kirsten

rkirsten@uol.com.br

Amparo

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FAZENDO ÁGUA

Parece que "a Copa das Copas", como alardeia a presidente Dilma, já está começando a fazer água. Em razão da procura fraca, a Fifa devolve até a metade dos quartos dos hotéis, como o fez em Natal. Outras sedes também apresentam problema, Manaus, Fortaleza, etc. Passaram para o mundo um atestado de incompetentes e uma péssima imagem, principalmente na mobilidade urbana e na segurança pública. O Aeroporto Tom Jobim perde de goleada para qualquer rodoviária do interior do País. E vocês acham que o turista não está vendo isso? Quem é que vai vir, para um evento de quase um mês, pagando preços absurdos e ainda sem segurança pública?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CARO DEMAIS

Acompanhando os últimos acontecimentos, cada vez mais nos surge a certeza do fracasso total que deve ser a Copa de 2014. E a um custo incalculável.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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NADA DE PROTESTOS

Pelé não quer protestos durante a Copa, pois ela traz divisas. A pergunta é: para quem? Os políticos prometeram que quem bancaria o evento seriam as empresas privadas; mas, se não fosse o dinheiro público, não teria Copa, a Fifa não perde viagem; só veio para cá porque sabe que vai ganhar muito. Se futebol não tem que ver com corrupção, o que ele pode dizer das obras superfaturadas e dos aditivos sem fim? Qualquer protesto tem de acontecer quando o erro estiver acontecendo. Não somos contra a Copa, e, sim, contra o mau uso do dinheiro público que vai bancá-la. Vai ser ótimo para políticos que receberam propina e garotos-propaganda que, como ele, Pelé, ganharam milhões apenas para aparecer no evento.Será pior que no Pan-Americano, quando se gastou demais e nada se explicou. Lamentável ver como mudaram as prioridades de quem um dia cantou "ABC, toda criança tem de ler e escrever".

Sérgio Aparecido Nardelli

sergio9@ig.com.br

São Paulo

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A FRUSTRAÇÃO DO REI PELÉ

Pelé declarou que está frustrado com os atrasos nas obras para o mundial. Os brasileiros estão frustrados com o montante de dinheiro público investidos em obras que após o mundial, nada contribuirá para o desenvolvimento do País e em nada ajudará a melhorar a saúde, educação e segurança dos brasileiros, que estão cansados de trabalhar e pagar impostos caríssimos. Pois é, caro Pelé, quem sabe nas próximas manifestações você não resolva aderir a elas? Vem para a rua você também e lute por um Brasil melhor.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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DIZENDO BOBAGENS

Está mais do que na hora do Pelé pendurar a boca.

Julio Walder

julio.walder@gmail.com

Santos

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TORCIDA

Na Copa, quando o Brasil não estiver jogando, torcerei pelo país cujos jogadores cantarem o Hino Nacional do seu país. Todos cantam!

José Vicente Dias Leme

radiobarretos@barretos.com.br

Barretos

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FALTA DE ÁGUA

O último manancial que foi feito em São Paulo, o sistema Cantareira, foi feito há 40 anos por Paulo Maluf e, de lá para cá, nada foi feito, a não ser propaganda da Sabesp em horário nobre, que custa milhões aos cofres públicos. Nisso Maluf foi honesto, porque é uma obra que não dá votos, porque ninguém vê e os políticos de hoje só governam para a urna e só fazem o que dá votos (exemplo: o pão e circo da Copa).

Fernando Castellari

castellarinando@yahoo.com.br

São Paulo

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CAMPANHA DA SABESP

A campanha da Sabesp de desconto para quem economiza água é muito bem-vinda e válida, mas o que fazer com os postos de gasolina e lava - rápidos que insistem em lavar os carros como se nada estivesse acontecendo? Não deveriam receber um alerta contrário? Uma multa?

Daniela Garcia

dgarciaoliveira@hotmail.com

São Paulo

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SERVIÇOS AMBIENTAIS

No debate sobre a conservação dos nosso recursos naturais, que a sociedade tanto reclama, não entendo por que não entra na cabeça do lado ambientalista de reconhecer o papel do produtor rural responsável por meio de um pagamento, que seja pequeno, reconhecendo e remunerando os serviços ambientais por áreas de vegetação nativa preservadas, especialmente as além das mandatárias: seria a melhor solução para a conservação na área rural. Adoção deste princípio vai evitar um repeteco do "filibuster" desgastante do Novo Código Florestal e fomentar ainda mais a nova consciência ambiental dos nossos produtores rurais. A sociedade precisa esquecer a falsa cisão política entre produtores rurais e consumidores e reconhecer o enunciado na Declaração de Madrid (Food and Agriculture Organization of the United Nations e European Conservation Agriculture Federation, 2001): "A conservação dos recursos naturais é correponsabilidade, passado, presente e futuro, de todos os setores da sociedade, na proporção que consomem produtos oriundos da exploração desses recursos". Os nossos produtores rurais estão entre os melhores do mundo e estão salvando a Pátria com suas exportações, merecem a confiança da sociedade, quem colhe os resultados em comida barata e conservação dos recursos naturais.

John N. Landers

john.landers@uol.com.br

Goiânia

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