Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2014 | 02h08

Quem é cara de pau?

Nossa presidenta se recusa a refletir sobre as críticas ao modelo petista de governo. Nem responde com ideias contrapostas, novos ângulos de visão ou projetos inovadores. Restringe-se a criticar os críticos com a pecha de "caras de pau". A representação dos empresários da indústria elétrica e eletrônica, por intermédio do presidente da Abinee, Humberto Barbato, declarou que falta ao setor a indispensável confiança sobre o que vai ocorrer na economia nos próximos meses e que menos ainda se conhece o planejamento governamental dos próximos anos para a área (só os apagões...). As críticas do representante da indústria de máquinas e equipamentos, Carlos Pastoriza, diretor-secretário da Abimaq, foram mais contundentes. Disse que o empresariado do setor se mantém cético sobre o futuro da economia, pois não acredita no desejo da classe política de fazer reformas capazes de mudar o atual modelo econômico seguido pelo governo, o qual, na opinião desse setor, "rouba a competitividade da indústria nacional", acrescentando que para ocorrer a mudança desse modelo o governo precisaria fazer a "reforma mãe, que é a reforma política". Quanto aos empresários do setor primário, formado pelo agronegócio - agricultura, pecuária e atividades econômicas produtoras de matérias-primas, indústrias extrativas, pesca e caça, etc. -, já se sabe que também não estão satisfeitos com a política adotada pelo governo, pois só a falta de vias de escoamento da produção - estradas e portos - já basta para definir o grau de esquecimento que o flagela. Só a indústria montadora de veículos, que não pode ser considerada exatamente indústria nacional porque as decisões mais importantes vêm do exterior (das matrizes no comando das marcas operando no Brasil), agradeceu a política econômica deste governo. Isso não porque aprove o modelo em si, mas por tirar proveito da generosa redução do IPI no preço dos automóveis, que veio estimular a compra de carros pelos brasileiros. Nesse ponto o presidente da Anfavea, Luiz Moan, confessou: "De forma alguma perdemos a confiança no governo, porque as suas medidas rápidas e eficazes ajudaram o País a criar maior demanda no mercado e graças a isto o setor escapou dos impactos da crise internacional". Assim, é fácil concluir que a "cara de pau" vem do governo - que pratica política artificial de renúncia fiscal para simular aquecimento da economia - e de empresas multinacionais do setor automotivo que tiram proveito disso, defendem o modelo - que não serve ao País onde se instalaram - e exportam os lucros para as suas matrizes.

LUIZ CARLOS SOARES FERNANDES

luiz68017@gmail.com

São Paulo

As carroças do Collor

O Estadão publicou: Abimaq e Abinee criticam governo; Anfavea defende. Será que a Anfavea teme que apareça um novo Collor atirando contra as carroças e questionando por que os automóveis no Brasil custam tão caro? Até na vizinha Argentina são mais baratos! E nem falemos em Europa e EUA... O imposto, embora escorchante, não é o responsável, porque o preço é o mais alto mesmo com a sua exclusão.

REGINA SUBACIUS

reginasbozon@uol.com.br

São Paulo

Se a carapuça servir...

Críticos da gestão do PT são "caras de pau", diz Dilma. "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz" - Vladimir Lenin.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Direito de resposta

Dilma chamou os críticos do PT no poder de "caras de pau" e "pessimistas". Agora é aguardar se a maioria dos eleitores usará as urnas como direito de resposta nas eleições de outubro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Pessimistas?

Quem precisa de um banho de óleo de peroba não são os críticos ("caras de pau"), mas o próprio governo, que não consegue nem dar o primeiro passo rumo à humildade de reconhecer os próprios erros. É preferível um governo que reconheça que errou e tente melhorar ao que insiste em que está tudo ótimo e permanece na Ilha da Fantasia. E quanto aos críticos serem "pessimistas", digo que somos realistas, ao contrário do que transmite boa parte da governadoria.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Novo Brasil

Manifestações populares diárias e cada vez mais violentas; governo movido na base de truques publicitários no meio de crise das contas públicas; baixa competitividade e importações crescentes; estado preocupante da nossa educação, do sistema penitenciário, de estradas e portos; médicos cubanos fugindo do programa "mais escravos". Alguém está vendo novidades?

OMAR EL SEOUD

elseoud@usp.br

São Paulo

Quebra-quebras

Depois de promover um verdadeiro quebra-quebra na economia brasileira, o governo petista da dona Dilma recomenda calma aos contribuintes durante a Copa do Mundo?!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Encurralados

São Paulo, 30/1/2014 - A Eletropaulo informou na última quinta-feira que obteve liminar da Justiça Federal de Brasília suspendendo os efeitos de uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que obriga a empresa a ressarcir cerca de R$ 626 milhões a consumidores. Brasília, 11/2/2014 - A Aneel propõe que os consumidores paguem, em 2014, um total de R$ 5,6 bilhões para cobrir o déficit estimado para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Isso representaria uma alta de 4,6% na conta de luz deste ano. Eh, ô ô, vida de gado/ povo marcado/ ê povo feliz...

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

PRIVATIZAÇÃO

Campanha eleitoral

Excelente o editorial Os frutos da privatização (10/2, A3), defendendo os avanços proporcionados pelas privatizações bem feitas. As estradas paulistas são um ótimo exemplo e até o pré-candidato do PT ao governo do Estado concorda, tanto que escolheu fazer sua campanha eleitoral viajando a bordo de um ônibus de luxo. Quero ver quem terá coragem de fazer campanha pelas estradas federais.

LEO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

CORREÇÃO

No artigo O atual governo será legal e legítimo?, de autoria de Oliveiros S. Ferreira, publicado ontem (A2), no penúltimo parágrafo, onde se lê Constituição de 1979 o correto é 1969.

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BLACK BLOCS OU ASSASSINOS?

Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, a Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio (Arfoc) divulgou uma nota exigindo que as autoridades de Segurança do Estado do Rio de Janeiro apurem com urgência "quem defende, financia e presta assessoria a este grupo de criminosos, hoje assassinos, intitulados Black Blocs, que agridem e matam jornalistas e praticam uma série de atos de vandalismo contra o patrimônio público e privado". Essa mesma exigência deveria ser pedida pelos sindicatos dos policiais civis e militares, pois com certeza esse era o alvo dos manifestantes irresponsáveis. Essa mesma exigência também é feita por nós, cidadãos conscientes, que queremos protestar contra este desgoverno sem a presença de manifestantes violentos que colocam em risco nossa vida, a vida dos profissionais da mídia e a dos policiais. Que esses manifestantes que agora foram devidamente identificados sejam punidos com o rigor da lei e que sirvam de exemplo de que não se constrói uma democracia com violência. Não queremos trocar políticos corruptos por anarquistas.

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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E AGORA?

Atingido por um rojão durante protestos contra o aumento da passagem de ônibus no Rio, o cinegrafista da Band Santiago Ilídio Andrade, de 49 anos, teve a morte cerebral anunciada no dia 10. E aí, quem é o gênio que vem aqui falar em caso isolado, em fatalidade ocorrida numa manifestação legítima e democrática, em bandido infiltrado num manifesto pacífico? Quem vai ter a cara de pau de defender vagabundo black bloc? Quem tem peito de dizer à esposa e à família de Santiago que vivemos num Estado Democrático de Direito e que as manifestações aí vistas são importantes para o desenvolvimento de uma consciência nacional?

Rogério Piccino Braga

rogeriopiccino@aasp.org.br

Jaú

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INVERSÃO DE VALORES

Nas arruaças promovidas pelos Black Blocs, pelo menos dez elementos são detidos pela polícia, e diante das autoridades eles se mostram bons moços. Será que mochilas recheadas de explosivos, máscaras contra gás e lenços pretos para que não sejam reconhecidos não são o suficiente para que esses bandidos apodreçam na cadeia? Policiais, por uso da "poderosa arma" gás de pimenta, respondem a inquérito administrativo e são afastados das ruas. Desde o início das manifestações, em junho do ano passado, uma centena de arruaceiros passou mais de uma vez pelo "crivo" da polícia e foi liberada em seguida, como ocorreu com Fábio Raposo, coautor do assassinato do cinegrafista da Band Santiago Andrade. Será que nenhum desses delinquentes, como se diz na linguagem da polícia, abriu o bico para desvendar os líderes dessa célula criminosa? Estão esperando o quê? Mais um jornalista ser assassinado, mais prédios públicos e particulares serem destruídos? Infelizmente, mais uma vez a história se repete. Somente depois do caos instalado as autoridades se manifestam. Os estopins estão acesos, um já chegou ao explosivo, quantos artefatos ainda serão detonados antes de uma firme decisão?

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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COMOÇÃO

Uma notícia em emissora de televisão mostra alguns tatuadores que moram nas redondezas de Fabio Raposo, aquele rapaz que não estuda e com certeza nem trabalha, que foi coautor do homicídio do cinegrafista Santiago, dizendo que não o conhecem nem nunca o viram trabalhar por lá. Como disse um jornal, o "tatuador independente" é um black bloc e agiu como um black bloc, isto é, na depredação de prédios privados ou públicos e em ataques aos policiais. Como paga seu aluguel é nebuloso, porém se depreende que ser um manifestante deste grupo deve ser ao menos lucrativo. E parece que tem defesa gratuita, que foi o que a moça de alcunha Sininho foi à delegacia oferecer (e, ao ser indagada pelos jornalistas, os chamou de "carniceiros"). Enquanto rapazes e moças na sua idade estão trabalhando, estudando ou os dois, estes já tinha sido apreendidos por depredação e desordem. Tentar tirar deles essa condição é um desserviço aos brasileiros. Ele foi coadjuvante no crime e, como tal, deve ser chamado. E o movimento que ataca a tudo e a todos deve ser chamado de quê? Era o que se antevia, era o que se esperava. Se fosse um policial a vítima, o que estariam dizendo? Será que estaria essa comoção? Parece que não. Há pouco uma policial foi atingida no Rio e quase nada se disse, a imprensa de nada falou. Uma pequena noticiazinha e pronto, nada mais. Quero ver os ideólogos que adulavam estes black blocs se explicarem, aqueles artistas que defendiam este "direito de se manifestar" desses jovens bandidos dizerem alguma coisa ou tirarem fotos com o rosto coberto. Disseram alguma coisa para a família e para os amigos de Santiago? Tiveram a coragem?

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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CRIMES E LEIS ESQUECIDAS

Inicialmente apareceram como "jovens" manifestantes mascarados como os heróis das histórias em quadrinhos, exercendo aquilo que se chamava de "direito de manifestação". É verdade que cometiam alguns excessos, "próprios do vigor da juventude", como diziam representantes da sociedade e autoridades omissas por covardia e/ou incompetência. Ora, agredir policiais, incendiar viaturas, atacar e pôr fogo em prédios públicos e destruir propriedades privada, saqueando-as, não era assim tão grave e não justificaria energia na ação policial. Os prejudicados, embora revoltados pela agressão indevida a seus legítimos direitos, que compreendessem o momento "democrático" das manifestações. A inércia acovardada e o cinismo das interpretações benevolentes instigaram a prática e a intensidade dos crimes, e agora matam. Inicialmente matam inocente dedicado à nobre tarefa de informar. Se não forem contidos, usando a obviedade das leis, prosseguirão matando inocentes, matando os princípios do respeito às instituições, matando a crença na democracia e na existência da justiça. Até quando estarão a serviço de interesses escusos, mas certamente identificáveis?

Gustavo A. S. Murgel

gustavomurgel@hotmail.com

Campinas

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TERRORISTAS

A desordem está imperando nas ruas de nossas cidades e o disparo do rojão foi uma evidência da índole criminosa dos Black Blocs. Para mim, Black Bloc é sinônimo de terrorista, pois esses malditos mascarados são violentos, depredam, explodem e matam. De acordo com o Direito Internacional, terroristas são ameaças para uma nação e têm de ser tratados com rigor e repressão pelas autoridades policiais e judiciárias. A Constituição da República permite que o governo federal acione os setores de inteligência da Polícia Federal para desmantelar esse núcleo terrorista dos Black Blocs. Por sua vez, o governo do Estado pode colocar a Rota para combater tais bandidos, que se assemelham aos mais sórdidos criminosos de alta periculosidade. O que falta mesmo é vontade política para reprimir vigorosamente e prender essa corja de bandidos mascarados. Está na hora de reagir. Acorda, Brasil, Black Blocs são terroristas!

Sérgio Tannuri

sergio@tannuri.com.br

São Caetano do Sul

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DEFESA

Ou o Brasil acaba com os Black Blocs ou eles acabam com o Brasil!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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EMBALO

O.k., classificar black blocs como terroristas pode; por que não aproveitar o embalo e apoiar a Colômbia reconhecendo as Farc também?

Ricardo Castro Teixeira Martins

rctmartins@gmail.com

São Paulo

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UMA MORTE REVOLTANTE

Eu me revolto ao ler jornais no Brasil inteiro a falar da morte do cinegrafista Santiago Andrade. Ali ele estava cobrindo nossa revolta em ver políticos impunes, sua roubalheira e a polícia ou Justiça nunca fazerem nada - até arrecadações-laranjas são feitas, e ninguém investiga nada. Punamos, sim, o culpado pela barbárie, mas jamais podemos nos esquecer, assim como a mídia, da ajuda à polícia a chegar ao criminoso, com imagens, até colocá-lo na cadeia. Cumprimento todos os que colaboram com esse fato isolado. E por que não fazemos o mesmo com todos os mensaleiros e corruptos, porque eles matam nosso povo de fome, sem educação, saúde, moradia e trabalho? Tenho certeza de que essa seria a melhor forma de homenagear um repórter em seu ofício mudando nosso País e tornando-o mais democrático.

Ricardo Milat

rmilat@bol.com.br

São Paulo

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A VÍTIMA

O cinegrafista Santiago não foi vítima apenas de vândalos, mas também de uma sociedade doente e imoral, que tem em sua base uma classe política que só pensa na região dos seus umbigos.

José Luiz Martin

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

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PARA ONDE IREMOS EM 2015?

Depois de milhares de atentados a bomba contra caixas automáticos, depois de centenas de ônibus incendiados, depois de dezenas de feridos em manifestações, a primeira vítima fatal foi a imprensa. Esta agora terá papel decisivo para informar a opinião pública sobre como chegamos até aqui e para onde iremos em 2015.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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A SANTIAGO ILÍDIO ANDRADE

O cinegrafista Santiago Andrade, atingido por rojão, na quinta-feira passada, durante manifestação de protesto na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, foi declarado morto na manhã de 10 de fevereiro de 2014. Das ruas das democracias aos calabouços das ditaduras e tiranias, o jornalismo transita no alto risco. Com alta exigência moral, também, para homens e mulheres que, íntegros e independentes, honraram e honram o ofício. A crítica aos deslumbrados do poder - qualquer poder - e o dever de relatar atos e fatos, com isenção e rigor profissional, tornam o jornalista alvo móvel de radicais tresloucados, de deuses, semideuses, príncipes e tiranetes de terno, toga ou beca. Tanto faz. Salvo exceções, o poder nos detesta. Se o patriotismo é o último refúgio dos canalhas, na memorável frase de Samuel Johnson, o jornalismo é a primeira linha de defesa da liberdade e da democracia. Pense, no Brasil que aí está, com a miséria material dos numerosos resultante e alimentada pela miséria moral dos poderosos, no que seria da Pátria se silenciados estivessem jornais, revistas, rádios, redes de TV e jornalistas independentes. Pense no que será se prevalecerem os marcos regulatórios com os quais o PT hidrófobo não desiste de tentar amordaçar a liberdade de expressão. A ditadura dos ladrões da Papuda e sequazes deixaria saudade da dos militares. Câmeras de filmar e máquinas fotográficas ao chão, os braços cruzados. Em pé, silenciosos, cinegrafistas e fotógrafos, despojados de armas - que registram a vida e a História, mas não ferem, não matam -, reverenciaram o companheiro morto em ação. É sempre assim. E assim sempre será, ao nos abaterem a rojões ou rajadas. Assim foi no Rio e em Brasília, a homenagem desarmada, sincera, comovida e comovente no adeus a Santiago Ilídio Andrade.

José Maria Leal Paes, jornalista

josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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LETARGIA?

Eu não consigo entender nosso comportamento (coletivo) com a imensidão de coisas erradas que acontecem em nosso país. Seria letargia? Não sei. O que vejo em alguns casos é uma comoção passageira. Parece que só mudaremos nosso comportamento se algo de grandes proporções acontecer. Quando a mídia dá destaque, esboçamos uma pequena indignação, mas somente se for morte. Depredações de patrimônios, corrupção, clientelismo e excessos de toda natureza não nos mobilizam. Terremoto, fome, guerra civil, bombas atômicas nos palácios mudariam nosso jeito de ser?

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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POR QUÊ?

Sou um cidadão simples, pacato, que nunca teve uma arma em suas mãos. Tenho 77 anos dedicados ao magistério e aos problemas humanitários. Sou forçado a me apresentar para que a minha pergunta tenha para mim e para milhares de pessoas que esperam uma resposta condizente e convincente em relação aos fatos que resultaram na morte do repórter da Bandeirantes. A morte dele, como é sabido, aconteceu onde estavam os manifestantes, e não junto aos policiais. O foguete seria dirigido a quem? Naturalmente, para os policiais. Foi, portanto, uma fatalidade a morte do repórter. Se tivesse morrido um policial, tal fato não teria a repercussão que teve a morte do repórter. Pergunta-se por que os repórteres ficam sempre no espaço dos manifestantes, e nunca ao lado dos policiais. O que é a polícia, senão a presença do Estado a preservar a ordem social? Naturalmente condenam-se os seus exageros e a violência, mas devemos lembrar que são seres humanos mal pagos e que põem a sua vida em risco por um salário miserável. Lamenta-se a morte do repórter, todavia, se morto fosse um policial, não haveria a repercussão, justa, diga-se de passagem, que teve a lamentável morte do repórter. Afinal, quem está pagando os ônibus e carros queimados? Um carro Fusca dos anos 1960 e de propriedade de um simples operário foi queimado pelos denominados ativistas. Quem pagará por ele? Manifestações pacíficas em todas as nações democráticas são admitidas e merecem todo o apoio da sociedade. Porém, com isenção, em nenhum país se conhece manifestantes com o rosto coberto e que são denominados de "black blocs" e que são simples arruaceiros, medíocres e covardes. Por que, quando surgem essas figuras, elas não são imediatamente presas? Sem esse papo de "direitos humanos" a quem vem para incendiar, quebrar vidraças e agências bancárias. Ao mesmo tempo que reconheço as manifestações justas contra o caos em que se encontra o País, pergunto às autoridades competentes: por que não prendem os mascarados antes de quaisquer distúrbios? Precisam eles incendiar ônibus, carros, ferir pessoas para que a polícia aja? E, como se sabe, são sempre os mesmos irresponsáveis, alienados, deserdados de bom senso que se infiltram em quase todas as manifestações pacíficas para tumultuar. Por quê?

Labibi João Atihé

labibi.atihe@atihe.com.br

São Paulo

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A MANDO DE QUEM?

Cadeia é pouco para estes mascarados responsáveis pelo assassinato do cinegrafista da Band Santiago Andrade. Essa turma de teleguiados precisa dizer para quem trabalha. Tô errado, Brasil?

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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EDITORIAL

O "Jornal Nacional" de segunda-feira dramatizou tanto a morte do cinegrafista da TV Bandeirante que chamou para si toda a atenção e responsabilidade do assunto, como se o profissional fosse funcionário dela ou estivesse a serviço da mesma. Nada contra as merecidas homenagens à vítima, afinal ele estava exercendo sua função para ganhar o sustento de sua família. Chama-me a atenção apenas o contraste com o superficialismo com que o jornalismo da emissora global demonstra para com as mortes dos policiais que diariamente perdem sua vida nessa guerrilha civil que se instaurou em nosso país desde o mês de junho próximo passado. A meu ver, são os policiais mortos ou mutilados e suas famílias que são dignos de serem homenageados e assistidos com ênfase da mídia. Eles são os únicos que realmente expõem a própria vida para proteger a vida da sociedade e do patrimônio público e privado, para suprir as deficiências das nossas leis ou para conter as consequências nefastas de atos abusivos e irresponsáveis de facções com objetivos subversivos. É repulsiva também a omissão jornalística dessa emissora na busca da verdade que existe por detrás dessas manifestações que certamente são produzidas por encomenda, já que isso em nada condiz com a mansidão de espírito do povo brasileiro.

Jose Carlos Ribas

ribistico@yahoo.com.br

Pirai do Sul (PR)

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TRABALHO ARRISCADO

Querer transformar a morte do cinegrafista da Band em fato político é, no mínimo, exagero. O sr. Tim Lopes virou celebridade nacional. São profissionais que perderam a vida trabalhando como dezenas de outros profissionais pelo País afora, como por exemplo os operários do Estádio de Itaquera, de Manaus, etc. Não foi homicídio doloso, talvez, em tese, com dolo eventual, ou seja, assumiu o risco do resultado. O País está mal governado, em todas as esferas. Enfim, a vida segue, corremos riscos dentro de casa, imaginem na rua trabalhando ou passeando? Só não correm riscos os nossos "maravilhosos" políticos mentirosos.

Edmar Augusto Monteiro

edmarmonteiro@ig.com.br

São Paulo

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UM PAÍS SEM RUMO

Certamente, no exterior, as pessoas que virem as manifestações, agora corriqueiras, que acabam em quebradeira e violência generalizada se perguntam: Que país é este? Onde se mata um repórter cinegrafista de forma estúpida pela irresponsabilidade de indivíduos inconsequentes, mas conscientes das violências que estão dispostos a perpetrar, em nome não se sabe de que, pois se dizem anarquistas e comunistas, e os partidos políticos que os incentivam ajudam a entender essa dualidade, mesmo que no plano histórico saibamos que são antagônicas. Voltando aos estrangeiros, estes se perguntarão "cadê a alegria, o futebol e o carnaval?". No mínimo poderemos responder que boa parte dessa violência está associada à mentalidade das torcidas organizadas, que vão aos jogos dos seus times menos pelo jogo e mais pela briga com a torcida do outro time, e que têm mais graça se a PM entrar no meio. Tudo isso são sintomas de uma sociedade sem rumo, decadente, pela completa omissão do Estado politicamente organizado, posto que totalmente incapaz de dar respostas às demandas da sociedade e, portanto, sem autoridade, já que comandado por um nicho de corruptos cuja mentalidade está em tirar o máximo da sociedade, pois pode ser que não se reelejam nas próximas eleições, ou em outra perspectiva será mediante a corrupção que se obterá os apoios para financiar as próximas campanhas eleitorais. O círculo vicioso elimina qualquer possibilidade de modificação. Valores morais não existem mais, as instituições republicanas não são nem mais amorais, são, sim, desde sempre, imorais e permissivas. Daí não adianta sociólogos na televisão vituperarem contra a barbárie que se alastra, com cidadãos fazendo justiça com as próprias mãos, pois isso é a cristalização do fim das instituições que de tão corrompidas são incapazes de dar segurança aos cidadãos; sendo assim, estes buscam fazer aquilo que pagam (caro) para as instituições, e que estas não fazem. Isso se repete na saúde, via planos de saúde (que já não estão resolvendo os problemas), e por diversos outros setores. 124 anos de República nos legaram essa realidade republicana, já que vivemos o futuro, e nenhum governo pode tirar o corpo fora e colocar a culpa no governo anterior, como recorrentemente os petistas fazem em relação ao governo tucano, pois já governaram mais que o PSDB e a realidade brasileira não difere muito da do governo anterior - não preciso aqui elencar tudo o que falta aos brasileiros para poder dizer que o Brasil é um país digno. A verdade é que falta muito e, dada a incompetência fisiológica que nos governa, muito mais do que podemos imaginar. Voltando às reivindicações da juventude, manipuladas pelos partidos de esquerda, vemos faixas pedindo a estatização dos transportes públicos, infelizmente a maioria destes manifestantes não tinha nascido quando o governador Brizola estatizou as empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro, para se lembrarem do caos que a estatização gerou, através da incompetência, do empreguismo, e a vilania dos aproveitadores, mas nada diferente do que se está acostumado nesses 124 anos de falta de vergonha generalizada.

Luís Severiano S. Rodrigues

luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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‘CARAS DE PAU’

A primeira poste, Dilma Rousseff, diz que críticos do PT no poder são "caras de pau". O que dizer do PT quando, dez dias depois de desembarcar do governo de Sérgio Cabral, até então parceiros, irmãos, amicíssimos, o mesmo PT do Rio de Janeiro abre fogo contra o ex-parceiro PMDB, acusando a gestão Cabral de enganar a população, disfarçando problemas e aumentando o sofrimento de um povo? Não que Sergio Cabral e o PMDB não mereçam a crítica, mas neste caso se encaixa perfeitamente no modelo "petê" de governar. Não vamos nos iludir, após as eleições, a rataria estará unida novamente. Dá nojo!

José Carlos Alves

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O CARA DE PAU

"Os críticos do PT são caras de pau", vocifera Dilma, por não reconhecerem o "novo Brasil". Ora, presidenta, cara de pau é o seu tutor, o mitológico Lula, que, não contente em empurrar dois postes fracassados para cima dos brasileiros e paulistanos, agora quer enfiar um terceiro pior ainda para cima dos paulistas. Diz ele agora que vai blindá-la até a Copa, reconhecendo sua vertiginosa queda em popularidade. Quanto à Copa, nunca haverá uma melhor que a de 1970, quando 90 milhões de brasileiros estavam em ação. Nesta Copa dos Lulas e Dilmas, só quem está em ação são os Black Blocs. Onde estão a ordem e o progresso que o PT herdou?

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O GOLPE DO ‘MAIS MÉDICOS’

O governo do PT inventou o programa Mais Médicos como solução para o péssimo serviço de saúde prestado aos brasileiros. O Ministério da Saúde contratou médicos cubanos, na sua grande maioria, e os espalhou pelo País. Aos poucos descobriu-se que o contrato não foi feito com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), como o governo vinha afirmando, mas sim com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, que ninguém sabe do que se trata. Descobriu-se também que o regime de contrato é escravo e nem passa por perto da legislação trabalhista brasileira. Um décimo apenas do salário de R$ 10 mil contratado com a entidade fantasma dos irmãos Castro chega aos médicos cubanos, o restante vai para ajudar Raul e Fidel a enganarem por mais alguns anos o pobre povo cubano. Descobriu-se, também, que a alimentação e a estadia desses médicos devem ser fornecidas pelo município em que o médico cubano está atendendo. Se o município não arcar com casa e comida para o médico, será descredenciado pelo Ministério da Saúde. Por fim, não se descobriu, porque todos sabemos, que o problema da saúde no Brasil é a falta que hospitais e de equipamentos. Pergunto: até quando o Ministério Público vai ficar apreciando mais este vergonhoso golpe aplicado no povo brasileiro pelo governo de dona Dilma?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DESCREDENCIAMENTO

Os dois postes, o anterior e o atual, estão ameaçando descredenciar municípios brasileiros por não pagamento de ajuda de custo aos médicos cubanos. Na minha opinião, como médico brasileiro, formado há 53 anos por uma das melhores faculdades do Brasil, Ciências Médicas da UERJ, estes postes é que deveriam cair fora do governo (sic) por não terem pago os hospitais que mantêm convênio com o SUS desde o mês de novembro, até a presente data. Enquanto estes mensaleiros estão mandando dinheiro para Cuba, nós, brasileiros, ficamos a ver navios, pois infelizmente não temos bons portos.

Plínio Vergueiro Neves

plinio_neves@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A SEGUNDA DESERÇÃO

Não demorou muito para os doutores cubanos descobrirem a farsa dos baixos salários. Mais uma deserção, menos médicos. E agora, Padilha?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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PAPÉIS TROCADOS

O jornal "O Estado de S. Paulo" (8/2) trouxe em letras garrafais: "Procurador pede ao STF condenação de Eduardo Azeredo a 22 anos de prisão". Não sou jurista, mas também não é preciso sê-lo para descobrir que certas pessoas do governo estão com papéis trocados. Não seria incumbência do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar e estipular penas? O raivoso Rui Falcão disse que Azeredo deve ter direito à defesa e que os mensaleiros não o tiveram. Se os petistas não tiveram direito à defesa, por que os embargos infringentes foram desenterrados? Algum preso comum teve o mesmo direito? Os petistas foram acostumados a todos os direitos para si e uma banana para os outros. A Justiça deve alcançar a todos, independentemente de cor, raça, credo ou conta bancária. Ficar criticando as decisões do STF só afasta a esperança dos brasileiros na Justiça, que tem o dever de punir quem pratica ilícitos, simples assim.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DOSIMETRIA ANTECIPADA

Rodrigo Janot, procurador-geral da República (PGR), envia ao STF o pedido de condenação de Eduardo Azeredo incluindo até a dosimetria da pena e a multa a ser paga antes mesmo de seu julgamento. Para que servirá nossa mais alta corte judiciária? É uma tentativa de golpe?

Cléa Maria Corrêa

cleacorrea@uol.com.br

Uberabinha

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PRESSA EM ENQUADRAR

Chama a nossa atenção a denúncia que o atual PGR, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF contra o tucano Eduardo Azeredo no caso popularmente conhecido como "Valérioduto Tucano", principalmente pelo fato de enquadrá-lo definindo a pena a cumprir e a multa que deverá pagar. Até então, essa função seria do STF, se o acusado fosse condenado no longo processo de julgamento e enquadrado nos crimes elencados pelo procurador. Tudo indica para nós, leigos, que houve crime de caixa dois, longe de estar equiparado aos crimes do mensalão na forma e nos objetivos. Assim como Lula ficou isento, até agora, pois alegou desconhecimento do caso, Azeredo também nega, pois afirma que não participava das arrecadações de sua campanha. Pela precipitação do sr. Janot, só nos resta esperamos que o Supremo faça seu bom trabalho esmiuçando todas as denúncias e aplicando as penas que merecer o caso.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PACIÊNCIA ESGOTADA

Na verdade, o povo brasileiro já não suporta mais tantos desvios de conduta de certos políticos nacionais. Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o STF a condenação do deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a 22 anos de prisão, o fez baseado em provas robustas, pois não correria o risco de comprometer seu nome. E o que mais nos indigna é que, quando acusados, os malfeitores de imediato alegam com slogans surrados que são inocentes, não cometeram crime nenhum, enfim, aquele palavrório sovado, que não convence ninguém. A punição neste caso referido, se comprovada a culpabilidade do deputado Eduardo Azeredo pelo STF, tem de ser rígida, a exemplo de outros mensaleiros. O povo brasileiro é trabalhador, ordeiro e merece respeito. A paciência e a tolerância da população com corruptos já se esgotaram.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SEM PERDÃO

Estamos bem longe de ver o País passado a limpo. No entanto, tal qual as manifestações das ruas e a imprensa, boa parte da Justiça vem fazendo seu dever de casa. Como a Procuradoria-Geral da República, que não dá trégua ao mensalão, seja de que partido for. Isso pode ser comprovado com a prisão e as altas multas impostas aos mensaleiros petistas e, agora, igual tratamento aos do PSDB, como, por exemplo, o deputado federal Eduardo Azeredo, que pode ser condenado a 22 anos de prisão por peculato e lavagem de dinheiro. A história de perdoar ladrão que rouba ladrão já era e deve ser apenas adágio popular.

João Direnna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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PT E PSDB

Nas alegações finais encaminhadas ao STF sobre o mensalão tucano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), participou das decisões (existem provas) de compra de apoio político à reeleição em 1998. Infelizmente, tanto o mensalão petista quanto o mensalão tucano e as investigações em andamento do cartel do Metrô paulistano pelos tucanos são fatos concretos da similaridade do PT com o PSDB quando se trata de corrupção.

Márcio Rosário

mrmarcio_rosario@hotmail.com

Leme

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A HORA E A VEZ DO TUCANO

Carimbado ou não com nome de mensalão, o que interessa mesmo para nossa sociedade é que o STF continue julgando, como tem feito, e de forma implacável, quando a denúncia recai sobre um servidor público, eleito ou não pelo povo, e indiciado como protagonista de desvio de recursos públicos. E o deputado federal pelo PSDB Eduardo Azeredo, como muito bem atestou o editorial do "Estadão" com o título "A denúncia que tardava", é a bola da vez, e deve ser julgado finalmente neste ano pelo Supremo, já que o dito mensalão mineiro, em que está metido, ocorreu em 1998, quando tentava sua reeleição ao governo do Estado de Minas. O ex-governador, talvez tentando tirar o seu da reta, diz que é tão inocente neste episódio quanto foi o Lula no mensalão do PT, criado em seu governo. Essa afirmação do hoje deputado é uma grande farsa e ele sabe muito bem disso. Porque Lula, dentre tantas outras evidências da quadrilha do seu mensalão, uma somente seria o suficiente para sacramentar o seu impeachment (que o PSDB, diga-se, não teve coragem de enfrentar), como a confissão do publicitário Duda Mendonça, no Congresso, afirmando que recebeu do PT em paraíso fiscal R$ 10 milhões. Na realidade, essa tentativa esdrúxula de Azeredo, de se achar tão inocente quanto o ex-presidente, é uma história para boi dormir. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao denunciar o deputado e ainda sugerir aos ministros do STF uma pena de reclusão de 22 anos, não está inventando nada. Além de citar que em valores atualizados o desvio de recursos públicos monta a R$ 9,3 milhões, também confirma quem intermediava essa rapinagem para o tucano. Ou seja, era o manjado, condenado e já preso pelo mensalão do PT Marcos Valério. E, para dar mais veracidade ao envolvimento do ex-governador de Minas em mais este triste episódio, como muito bem está detalhado no editorial do citado jornal, Eduardo Azeredo conversou por telefone entre os anos 2000 e 2004 com o publicitário Valério nada menos do que 57 vezes. Convenhamos, esse é um sinal mais do que evidente da existência na época de grande intimidade entre os dois. Só espero que o PSDB não faça atos de desagravo homenageando Azeredo, e tampouco seus líderes levantem com seus punhos a réplica de um tucano. Aí seria imitar demais os horrendos petistas que idolatram, como Lula, os seus mensaleiros presos na Papuda.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A DEFESA DE AÉCIO NEVES

Se é com este discurso que Aécio Neves pretende chegar à Presidência da República, pode ter certeza, desde já, de que não tem a menor chance de alcançar o seu objetivo. Sair em defesa de Eduardo Azeredo, dizendo que ele é um homem de bem e que acredita na sua inocência, é seguir na contramão de tudo o que os brasileiros demonstraram que desejam dos políticos em suas recentes manifestações de insatisfação. Azeredo será julgado pelo STF e só esse tribunal poderá passar um atestado de homem de bem para ele. Corporativismos e amizades pessoais não podem influenciar julgamentos. Essa defesa de Azeredo foi um tiro no próprio pé de Aécio, que fez o mesmo que petistas fizeram com relação ao mensalão, e que ele tanto criticou.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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JOAQUIM BARBOSA X LEWANDOWSKI

Joaquim Barbosa altera decisão liminar dada por seu desafeto, Ricardo Lewandowski, num processo judicial. A veiculação não se deu nestes termos, contudo, é assim que aqueles que dependem da segurança jurídica leem o fato. Extrapolou-se à seara institucional e chegou-se à margem das fogueiras das vaidades. Até quando o "pessoalismo" permeará os rumos das instituições, que a cada dia demonstram inépcia em tratar dos interesses gerais, que demandam urgência em serem atendidos? Com a simples mudança da decisão, o juiz Joaquim "arrebenta" (ou implode) preceitos basilares do Estado, da democracia, do direito, do bom senso, este último em falta no País, fazendo com que a segurança jurídica, tão requisitada por nós, cidadãos, e pelo mundo, se torne incerteza, desacreditando o País. Ensacou-se a confiança do Brasil, agora joguemo-la em alguma caçamba de entulho, afinal, é assim que os intocáveis a veem.

Pedro Leitão Magyar

pedro_magyar@yahoo.com.br

São Paulo

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CURTO-CIRCUITO

Enquanto ocorria o caos nos nossos meios de escoamento da produção, o Brasil festejava, com dinheiro brasileiro, em Cuba, a inauguração do Porto de Mariel. Neste momento em que a transmissão de energia elétrica representa um entrave ao escoamento de energia às nossas cidades, a Eletrobrás orgulhosamente se apresenta como parceira da chinesa State Grid num empreendimento de extra-alta-tensão de R$ 5 bilhões. Onde? Na África! No meio desse total curto-circuito estratégico e de seriedade, São Paulo e grande parte da Região Sudeste são atendidas pelo monopolístico sistema de alta tensão de energia elétrica da Companhia de Transmissão de Energia Paulista (CTEEP), hoje pertencente ao governo colombiano! Em todo esse jogo de interesses financeiros, partidários e de falsas ideologias, penam os consumidores e contribuintes brasileiros.

Nilson Otávio de Olveira

noo@uol.com.br

São Paulo

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O CAOS ASSUSTA O LULOPETISMO

A implacável natureza deste início de 2014 põe a nu a inépcia do governo Dilma no campo da infraestrutura. Apagões já se reiteram e um fevereiro fervente indica provável racionamento, arma contundente utilizada pelo PT para fustigar a administração de FHC. A geração e modernização dos meios de transmissão de energia continuaram próximas à precariedade. E são inegáveis os riscos que cercam a Copa do Mundo. Longe do "quanto pior, melhor", mas não esqueçamos: teremos eleições. "Eu vo-lo digo: é preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma empresa cintilante" (Nietzsche, Zaratustra, p. 20).

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APAGÕES

É tradição desta trupe que ocupa os 39 ministérios alguém declarar algo e, logo a seguir, outro escalão desmentir, não bastasse o ministro (ha! ha! ha!). Edison Lobão garante na véspera do apagão que não ocorreriam apagões; no dia seguinte, o responsável pelo Operador do Sistema Nacional (ONS), Hermes Chipp, desconfia de que até um raio possa ser a causa do apagão (mais um) da véspera; e vem a grande gestora ex-ministra de Minas e Energia e atual presidente e afirma que o sistema é à prova de raios! Só esqueceu de afirmar que o sistema não é à prova de incompetência. Queimou o Chipp do ONS ou o chip da presidente?

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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SÓ ASSIM...

Dona Dilma em 2010 disse, com toda pompa petista, que "apagão nunca mais". Já estava ela pensando na Bolsa Vela ou Bolsa Fósforos?

Wilson Lino

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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DE POSTE EM POSTE...

Não dizia o grande líder das massas, marqueteiro de araque, que de poste em poste iria iluminar o Brasil? Foram 45 apagões só no ano passado, milhões de consumidores sem energia. E o ministro que está mais para lobinho do que para Lobão continua a uivar besteiras por aí. Abaixo os postes podres!

Flavio Carlos Geraldo

madflavio@uol.com.br

São Paulo

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RISCO

Imaginem se o comandante, como se diz na Marinha, gritasse "motores tudo a frente" e isso realmente estivesse acontecendo em nossa indústria (coitada, em recessão)? Teríamos com certeza o maior apagão elétrico da história.

Hans Dieter Grandberg

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

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ADIB D. JATENE

Parabéns ao "O Estado" pela publicação do artigo "Instituto de Pesquisa em Crise" (5/2, A2), do professor Adib D. Jatene. A opinião do professor Jatene sobre administração pública hospitalar é um exemplo de virtude. A carreira do professor Jatene no instituto Dante Pazzanese é digna de toda a nossa atenção, principalmente quando ele conta a forma de como o instituto se viabilizou sem o completo auxílio do dinheiro público. O que mais tarde aconteceu também no Instituto do Coração (Incor), por intermédio do professor Euryclides de Jesus Zerbini, numa iniciativa da qual tive também o prazer de participar. São exemplos como estes, o do saber do professor Jatene, que enriquecem a nossa medicina e a saúde pública. A publicação do artigo pelo "O Estado" ajuda a difundir uma prática que deveria ser corrente.

Paulo Maluf, deputado federal

rocha_so@uol.com.br

São Paulo

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