Fórum dos Leitores

A MORTE DE SANTIAGO

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2014 | 02h10

Dolo eventual, sim

"Acendi, sim. Nem sabia que era rojão." Trata-se de uma afronta à inteligência de todos nós a justificativa dada pelo acusado de ter matado o cinegrafista da Band, conforme frase reproduzida na primeira página do Estadão de ontem. Será que ele quer que acreditemos que pensava tratar-se de uma velinha de bolo de aniversário, daquelas que acendem e apagam alternadamente? O pior é que também vem com o discurso de mártir, dizendo querer saúde, educação e transporte para todos e que sua marmita fazia azedar o almoço em razão das condições ruins da condução diária. Só que não é por causa disso que se vai sair às ruas tresloucadamente, matando inocentes. Agiu, sim, com dolo eventual, assumindo o risco de produzir o resultado morte, pelo que deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri, ficando longe do convívio social por um bom tempo, durante o qual poderá pensar na bobagem que fez e na desgraça que causou à pobre viúva e a seus filhos. Não precisamos de novas leis, mas de rigor na aplicação das já existentes.

JOSÉ ANTONIO BRAZ SOLA

jose.sola@globomail.com

São Paulo

Recrutamento

Confesso que fiquei preocupado depois de ouvir Caio Silva de Souza, suposto envolvido na morte do cinegrafista Santiago Andrade, e seu advogado Jonas Tadeu deixarem claro que existe um grupo político recrutando jovens com tendências políticas duvidosas para entrarem no meio das passeatas e provocarem o chamado quebra-quebra. Afirmou o advogado que Caio era pago para incentivar e promover baderna nas passeatas. Também estou preocupado com o silêncio dos comandantes da Mídia Ninja, aquela que sempre aparece nas passeatas para induzir os participantes dos movimentos legais a falar o que é de interesse de terceiros. É difícil acreditar que Caio e Fábio Raposo não saibam o nome de seus patrões. Vale uma averiguação.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

Baderna patrocinada

Como esses atos de vandalismo - e agora também assassinato - praticados pelos baderneiros vestidos de preto, mascarados e denominados black blocs têm ocorrido em vários Estados, cabe à Polícia Federal (PF) investigá-los, prendê-los e à Justiça, puni-los na forma da lei. Com a denúncia de que esses indivíduos estão sendo patrocinados por alguém com interesses escusos, urge que providências sejam tomadas com a maior rapidez. A população ordeira e trabalhadora não pode ficar refém desses criminosos e seus mandantes.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Caio e o poder

Caio Silva de Souza assumiu perante a imprensa ter sido ele que acendeu o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, mesmo que agora se recuse a falar, decidindo só fazê-lo em juízo. Como foi noticiado, Caio trabalhava num hospital, mas, apesar de não comparecer ao emprego há mais de quatro meses, seu ponto eletrônico estava em dia. O que significa que Caio ganhava para não trabalhar. Como conseguiu ele essa moleza? Quem facilitou esse ganho, além da mesada que seu advogado admitiu que ele ganhava de partidos políticos, ONGs e movimentos sociais? Há muita coisa para a PF investigar, como os políticos já citados em reportagens que incentivam esses jovens à violência. São eles que pretendem, por meio da anarquia social, levar este país ao caos, tão necessário para atingirem seus intentos: levantar sobre as cinzas que restarem a sociedade ideal cunhada sob o carimbo da ideologia comunista. Gramsci ensinou bem o caminho a seus admiradores. Resta saber se este governo tem mesmo a intenção de brecar as ações desses jovens "teleguiados".

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

CASSAÇÃO DE DONADON

Black blocs no Congresso?

Impressionante a virada ética no Congresso! Quando estavam escondidos sob a máscara do voto secreto, absolveram. Sem máscara o resultado foi outro. Será que estamos aprendendo?

ARY NISENBAUM

aryn@uol.com.br

São Paulo

Vexame

A condenação à perda do mandato do deputado-presidiário Natan Donadon em votação aberta, por 467 votos a favor e uma abstenção, não redime a Câmara dos pecados cometidos na votação fechada que anteriormente o absolveu. Ela escancara o corporativismo odioso existente à socapa e dá força a uma afirmação pretérita de Lula, quando disse haver um grande número de "picaretas" no Legislativo. Parece que, ao menos nisso, ele estava certo. O resultado atual não nos orgulha. Envergonha!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Representação indigna

O deputado Natan Donadon cometeu crimes? Em primeira votação da Câmara, não para a maioria dos deputados. Então o "nobre" deputado na cadeia deve ter cometido muitos crimes, pois em segunda votação os mesmos deputados o condenaram. Precisamos urgentemente melhorar a qualidade desses deputados, que votam somente com interesse eleitoreiro. Isso é uma vergonha para nós, cidadãos. Por favor, srs. representantes do povo, respeitem-nos e tenham um mínimo de dignidade.

PAULO ARANTES

paulo.mabraco@mabraco.com.br

Piraju

O coração e a vontade

Ao declarar que "o voto aberto vai fazer com que meus colegas votem contra o coração e a vontade deles", o ex-deputado Donadon revela o que todo mundo já sabia: o coração e a vontade dos nossos deputados federais (será que só deles ou de todos os políticos?) não estão do lado dos interesses do povo brasileiro.

FRANCO CONSONNI

fconsonn@uol.com.br

São Paulo

Voto aberto

A maior revelação da cassação de Donadon com o voto aberto é a de que o anonimato para os políticos é uma "arma" apontada contra a população. A votação secreta deve ser banida, assim como alguns "postes falantes".

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Próximo passo

O voto aberto demorou, mas chegou. E mostrou bem rapidamente a que veio. O próximo passo poderia ser o voto facultativo para as eleições, em todos os níveis. Começaríamos a sair desta semidemocracia.

ULYSSES FERNANDES NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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SEM MÁSCARAS

Os deputados federais, desnudos, sem a máscara do voto secreto, deixaram de se comportar como um bando de black blocs e, acovardados perante seus eleitores, foram moralmente obrigados a cassar o mandato do deputado-presidiário Natan Donadon. A sociedade brasileira, com o fim do voto secreto no Congresso, não terá mais uma filial da Câmara dos Deputados instalada no Presídio da Papuda...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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OS VALETES DO CONGRESSO

Com votação expressiva e aberta, a Câmara cassou o mandato do deputado Natan Donadon, sem partido. Foram 467 votos pela cassação, nenhum pela absolvição e uma abstenção. Agora, a pergunta que não quer calar: quem seriam eles, os 131 deputados, denominados por mim de valetes, homens com duas caras, que em 28 de agosto absolveram o então deputado, condenado a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão por peculato e formação de quadrilha por desvios de recursos de R$ 8 milhões da Assembleia de Rondônia?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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COVARDES

Onde estão os 131 que tinham votado a favor de Donadon? Esses covardes dirigem o País.

Carlos Avino

carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

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MANIFESTANTES A R$ 150,00

Segundo o noticiário, R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) é quanto ganha por dia um jovem que entra nesta de participar de manifestações públicas e vandalizar. Bem, se o jovem participar diariamente de pelo menos uma delas, no fim do mês estará embolsando R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais). Ou seja, mais do que a soma de seis salários mínimos do País. Falar mais o quê?

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PELOS INGRATOS

Sobre a matéria "Advogado afirma que jovens pobres recebem R$ 150,00 por manifestação" (12/2), a revelação de que jovens recebem R$150,00 por manifestação demonstra o quanto a utilização de bolsas no Brasil é plural e disseminada, obrigando o pagamento a jovens, até mesmo para uma simples participação num protesto (exercício de sua cidadania política). Neste país, nem mesmo as manifestações são legítimas! O que seria legítimo aqui, no império dos trópicos?! Mas, como dizem que tudo tem um lado bom, fica a dica para os governantes: cortem a "bolsa protesto" que não teremos mais nenhuma manifestação e poderão usufruir de toda a tranquilidade que merecem pelo árduo trabalho que desempenham, exclusivamente em benefício de seus "ingratos", quer dizer, os brasileiros.

Pedro Oscar de O. Júnior

pedro-oscar@ig.com.br

Conceição das Alagoas (MG)

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BLACK BLOCS E O JOVEM CAIO

Inerente ao ser humano é a sua procura para viver em comunidade. Indo no âmago da atitude de procurar interagir com o próximo, podemos dizer que se trata de uma questão genética. No desenvolvimento evolutivo do homem e de outras espécies, procurar viver em grupo aumenta a porcentagem da sobrevivência. Qual grupo irá se integrar para melhor ter chances de crescimento e realização? Ter discernimento nesta hora é crucial para o futuro que o espera. Uma decisão mal tomada, fatalmente consequências negativas sentiram na pele e na alma. O jovem Caio Silva de Souza trabalhava e ganhava um salário mínimo. Rapaz com saúde, aparentemente tranquilo no trato com as pessoas ao redor. Mas faltava algo para realizar neste mundo repleto de acontecimentos. Na sua escolha, ou não tão escolha, mas sim, direcionado por outras mentes, entra para o grupo Black Blocs. Afinal, é a turba que está na mídia, que faz e acontece. Que faz e aparece em todos os noticiários, vistos por todos os brasileiros que trabalharam o dia todo, chegam a casa, ligam a TV e está lá mais uma manifestação para "salvar o mundo", encabeçada pelos paladinos que utilizam o "lado escuro da força". Neste ínterim, a eminência parda, sorrateiramente, maquiavelicamente, para ser claro, partido político, que utilizam da "estratégia", digamos, a estilo de Gramsci. Se os jovens como Souza lessem algum jornal de grande circulação diariamente, certamente as manifestações seriam, sim, civilizadas, democráticas, embasadas no espírito republicano ou, em ouras palavras, no bom senso, que também é inerente ao ser humano. Sobre jornais e jornalistas, a racionalidade da turba de séquitos que bebem na fonte de Gramsci que diz: "O princípio de que o jornalismo deva ser ensinado e que não é racional deixar que o jornalista se forme por si mesmo".

Moacir de Vasconcelos Buffo

moacirbuffo@gmail.com

Campinas

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DISPONÍVEL PARA O CONFRONTO

Serenidade é a palavra de ordem entre os políticos em relação às violências que estão explodindo por todo o País. Serenidade como? Acham os senhores que seria possível o diálogo ("lamento informar, mas o senhor está preso"). Ao que responde o marginal: "Desculpe, senhor. Aqui estão meus punhos envergonhados para as merecidas algemas". Alguém acredita que um mal intencionado, com arma e rojão na mochila, vai aceitar a ordem de prisão com civilidade? O simples fato de estar mascarado já denuncia sua disposição para o confronto. Sem violência nunca haverá prisão e a situação continuará com está.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A FONTE

Alguém duvida de que é da mesma fonte que saíram os recursos para as doações para multas impostas aos ladrões do mensalão que saiu o dinheiro que moveu os manifestantes do chamado Passe Livre? Estes, ao perderem o controle do movimento pela forte e estrondosa adesão da sociedade contra o descaso com a saúde, segurança e a educação, a roubalheira, a impunidade, os benefícios descabidos dos políticos em detrimento do povo, o mau uso dos impostos que pagamos com a Copa e com tantas outras inutilidades, quiseram e conseguiram reverter aquela manifestação sadia da sociedade com os black blocs, pelo uso da violência? Alguém duvida de que os R$ 150,00 por cabeça de idiota contratado para agitar, quebrar e matar saem da mesma fonte? Até quando vamos tolerar isso? Todos sabemos que a origem é uma só, o Foro de São Paulo criado por Lula, seu primeiro presidente, em 1990, reunindo toda a esquerda da América Latina com o objetivo de expandir o majestoso sucesso de Cuba para todos os países. Não entendo por que os veículos ainda livres de comunicação neste Brasil não contam a verdade para toda a sociedade. Medo?

Fernando Ulhôa Levy

foulevy@gmail.com

São Paulo

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LEI

Para mostrar que não está inerte ou letárgico, como costuma estar, o governo Dilma vai preparar, por meio do ministro da Justiça, com a participação de secretários de Segurança, uma lei contra a violência em protestos, excluindo os movimentos sociais. Estamos a quatro meses da Copa e não elaboraram ainda uma lei contra o terrorismo. A exclusão de movimentos sociais explica-se, em se tratando do PT. Para mim o próprio PT já é um movimento terrorista. Violência ele faz há 12 anos. Assim que sair a lei, deveriam ser enquadrados.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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TIPIFICAÇÃO DE TERRORISMO

Agora que o País está estarrecido pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, será que os senhores congressistas finalmente levarão adiante discussões efetivas para a criação da lei contra o terrorismo? Espera-se que algo seja feito nesse sentido, pois a hora já passou, e muito, para que se adotem dispositivos legais claros que sirvam para enquadrar de uma vez por todas esses vândalos e assassinos que infernizam há meses a vida dos cidadãos que vivem em grandes cidades, especialmente no Rio e em São Paulo, onde têm ocorrido os tumultos mais sérios. E espera-se também que qualquer articulação do PT a fim de excluir o banditismo de "movimentos sociais" da tipificação de terrorismo seja derrotada - a não ser que os senhores congressistas estejam dispostos a declarar petistas e seus satélites como pessoas acima da lei, ajudando a enfraquecer de vez nossa frágil democracia.

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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REPERCUSSÃO

Está se repetindo na mídia de maneira exagerada e cansativa, para o menos ser dito, a notícia da morte do cinegrafista de uma emissora de televisão há dias atingido acidentalmente por um rojão, vindo a calhar uma das poucas vozes sensatas e prudentes e que, de ser constatado, não perfila com o corporativismo da imprensa nacional, qual seja a de Alexandre Garcia, que assinalou na mensagem, transmitida diariamente pela rádio Cruzeiro do Sul de Sorocaba (SP), no sentido de que é de pensar se o atingido fosse um policial, haveria tanta repercussão? Não obstante se abomine a violência em manifestações, o que se tornou lugar comum, o fato é que não é a primeira vez que a imprensa, via de regra, se une a uma só voz corporativamente e crucifica desde logo, e sem prova produzida em sede de contraditório, suposto ou supostos autores quando a vítima é um dos seus. No caso em comento forte ainda em que o cinegrafista não era o alvo (aliás, ninguém em específico o era) e foi acidentalmente atingido, setores da imprensa se transformaram em investigadores, acusadores e juízes. Assim foi, de ser lembrado, no episódio conhecido como o da Escola de Base e recentemente naquele que vitimou o filho de uma atriz de televisão, que pedalava em local inapropriado. Só resta a nós, pobres mortais, nos acautelarmos em face dessa imprensa corporativista, notadamente a televisiva, em que apresentadores falam o que querem e/ou pensam, ou repetem o que lhes é comandado, sem que seja possível um debate franco e livre no mesmo momento. Como escreveu José Neumanne, "Eis o mártir" ("Estadão", 12/2, A2).

Francisco Tambelli Filho

ftambellifilho@terra.com.br

Itapetininga

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QUEM FINANCIA OS VÂNDALOS?

Já imaginava que as arruaças e o vandalismo promovidos por marginais têm, no fundo, o objetivo de desestabilizar o governo e desmoralizar as instituições. Agora é preciso que se apurem, com urgência e firmeza, declarações do irresponsável que matou o cinegrafista com um rojão de que costuma receber dinheiro para promover badernas nas manifestações de ruas. A afirmação é grave e preocupante. Quais são as pessoas e organizações que pagam desocupados e patifes para destruir o patrimônio público e privado? A meu ver, são figuras tão ou mais canalhas e covardes quanto os ordinários que fazem confusão nas ruas, causando pânico, ferindo e matando cidadãos de bem.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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HOMICIDA

Por que o sr. Caio Silva de Souza correu desesperadamente após acender o pavio de sua "bombinha inocente"? Já que ele imaginava que o artefato era só para fazer barulho, não precisava ter corrido daquele jeito antes de a "bombinha" explodir...

Ricardo Sanazaro Marin

s1estudio@ig.com.br

Osasco

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CRIMINOSOS

Os black blocs significam para a política nacional aquilo que as torcidas organizadas significam para o futebol brasileiro. Ou seja, violência, morte, medo, niilismo e caos. Tais grupos são compostos tão somente por criminosos asquerosos travestidos de contestadores e de torcedores. Xilindró nesses marginais!

Túllio M. Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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MISTÉRIO A ESCLARECER

Lamento muitíssimo a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes, porém penso que, pelo fato de a tragédia ter acontecido com uma pessoa de visibilidade, talvez finalmente se chegue à conclusão de quem está por trás da violência que acontece durante as manifestações de protesto.

Maria Elisa Gherini Stephan

elisagherini@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS SEGURANÇA PARA OS JORNALISTAS

Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, nas manifestações públicas do Rio, várias entidades jornalísticas entregaram ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um levantamento de casos de violência contra jornalistas e veículos de comunicação, desde as manifestações públicas ocorridas em junho de 2013. De um total de 118 casos de violência (agressões e prisões indevidas), 88 partiram de policiais e 30, de manifestantes. É importante ressaltar que em 60% dos casos tratou-se de violência deliberada, ou seja, o jornalista se identificou e, mesmo assim, acabou sendo agredido ou pelos policiais ou por manifestantes, ficando clara a intenção de impedir a liberdade de imprensa e cercear a liberdade de informação. Uma urgente punição - a investigação quando policiais estão envolvidos fica esquecida -, por meio da lei já existente, e uma maior proteção aos jornalistas se fazem necessárias, para que eles possam cobrir os acontecimentos e serem os porta-vozes da sociedade.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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MENSALÃO

"Arrasada!", assim diz estar dona Andrea Haas pela prisão de seu marido, Henrique Pizzolato. Quer, então, sentir-se melhor? É fácil. Libere os CDs gravados; esclareça como sobreviveu nos tempos de fausto antes da fuga e, também, como sobrevive agora. Enfim: conte e revele toda a verdade que diz saber, pois esta, a verdade, importa muito para todos os brasileiros de bem, e exiba as provas que estavam "por trás daquilo" (?). Com isso demonstrará que sua dignidade não foi roubada. Coragem!

Pedro Luís de C. Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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DELAÇÃO

Se Henrique Pizzolato articulou e iniciou em 2007, três meses depois de ser tornado réu no processo do mensalão, a sua fuga do País, é porque estava bem ciente de sua condenação (12 anos e 7 meses). Sua fuga torna-o um réu confesso, portanto pronto para receber os benefícios da delação premiada, e colaborar muito mais sobre o andamento do maior processo de corrupção no País, que foi o mensalão.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PIZZOLATO ABANDONADO

Pelo andar da carruagem, a militância petista não irá se coçar para fazer vaquinha para pagar a multa de Henrique Pizzolato, tal como foi feita para José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Seria por que a grana das vaquinhas já estaria com o próprio Pizzolato no exterior?

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PUNHO ERGUIDO

Nas fotos ("Estadão", 9/2) mostrando a saudação "Heil mensalão" dos "capôs" petistas, está faltando a de Pizzolato ao se dirigir à prisão. Ah, esqueci, ele estava algemado.

Alvaro Borges

alvaro.jborges@gmail.com

São Paulo

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BRACELETE ELETRÔNICO

Conforme publicado pelo "Estadão" de 9/2, a Justiça italiana negou prisão domiciliar a Henrique Pizzolato por falta de bracelete eletrônico. De nada adiantaria o equipamento, porque, a julgar pelos antecedentes criminais do ex-presidente do Banco do Brasil, ele fugiria para outro país com bracelete e tudo.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DOCUMENTO FALSO

Segundo noticiário, Henrique Pizzolato admite que usou identidade do irmão morto, temendo ser identificado pelas autoridades italianas e enviado ao Brasil. Ah, bom, estão está tudo explicado. "Tenha um bom dia", teria dito à polícia italiana. Com ironia, por favor!

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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BARBOSA X LEWANDOWSKI

Cumprimento o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, por ter cassado decisões de seu colega Ricardo Lewandowski que permitiam o aumento do IPTU em diversos municípios do País. Barbosa já havia vetado o aumento abusivo do IPTU em São Paulo, contra o desejo do mau prefeito Fernando Haddad (PT). Felizmente, temos no STF um Joaquim Barbosa, pessoa digna, corajosa e que defende a Constituição federal e os direitos do povo brasileiro. Se dependêssemos dos votos de Lewandowski e de outros membros do STF, o escândalo do mensalão teria terminado em pizza, na mais grossa impunidade.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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AMIGO DE DIRCEU

É praticamente inquestionável que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, seja amigo do réu José Dirceu, embora não tenha se afastado do julgamento. Entretanto, proferiu decisão sobre pedido de José Dirceu sobre trabalho fora da Papuda, prisão do Distrito Federal, alterando a decisão impeditiva do magistrado corregedor do presídio sem, no entanto, ouvir o Ministério Público (MP) Federal. Assim, em seu retorno, o presidente Joaquim Barbosa determinou o cumprimento do ato processual de oitiva do MP, atropelando, assim, o decisório do amigo de José Dirceu. Não há dúvida de que ficam bastante desagradáveis tais cenas na Corte Suprema do País, levando, então, a população a julgar ministros pelos seus comportamentos interessantes e em desconformidade com o rigorismo legal. Teria cabimento tamanha gratidão?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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COMPOSTURA

Perguntar não ofende: os próprios membros do STF não podem opinar sobre os próprios membros, e sua conveniência ou não de continuarem no grupo? Lewandowski de fato perdeu a compostura como pessoa - a de ministro parece que nunca teve.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FIM DAS FÉRIAS

Ufa, ainda bem que terminaram as merecidas férias de Joaquim Barbosa, presidente do STF, e que bom que ele voltou com as baterias recarregadas e já mostrou bastante serviço em favor da Nação, revogando, cassando ou alterando decisões de seu substituto, Lewandowski, que sabemos que trabalha para o PT, e não para a Nação. Bom retorno, Joaquim Barbosa, o Brasil agradece.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NOVO LEWANDOWSKI

Considerando a perene defesa dos interesses de Dirceu e dos demais membros do partido no processo do mensalão, não seria mais adequado que o nome do digno ministro fosse alterado para Lulandowski? Na mesma linha, que tal PToffoli?

Nelson Carvalho

nscarv@gmail.com

São Paulo

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PAULISTANOS ‘POBRES DE ESPÍRITO’

O prefeito Fernando Haddad está mostrando que de fato não conhece os paulistanos e os problemas da maior cidade da América Latina. Depois de eleito e com a popularidade em baixa, devido às ações estapafúrdias tomadas em sua gestão principalmente nos transportes, o prefeito jogou a culpa na elite de São Paulo chamando-a de "pobre de espírito". Segundo o prefeito, ele não usa transporte público por problemas de segurança, mas o povo não precisa de segurança, não é? Enquanto escrevo esta carta, ouço no rádio um motorista denunciando que um carro com placa PMSP-0001 está usando o corredor de ônibus. Quem seria a elite que expulsou carros das ruas e usa o corredor? Onde está o dinheiro que o senhor disse que traria com a parceria do governo federal, que é seu padrinho? O senhor sabe muito bem que a equipe econômica do governo Dilma faz malabarismo para atingir a meta de economia, mas tem dinheiro para enviar para Cuba e, portanto, a renegociação da dívida de São Paulo está cada vez mais distante de suas promessas de campanha. Elite e periferia não estão satisfeitos com a gestão petista. É difícil perceber? Os paulistanos não são pobres de espírito, para seu azar, nessa cidade os contribuintes são atentos e exigentes (diferentemente de certos municípios onde o PT comanda as massas) e sabem cobrar o que foi prometido, estão cansados de caminhar por ruas escuras, calçadas esburacadas, andar em ônibus caindo aos pedaços, ver semáforos queimados e o trânsito caótico, sem contar os absurdos praticados na saúde. Os paulistanos querem um gestor que brigue por São Paulo, e não com São Paulo. O "novo" que o PT escolheu para governar São Paulo não entendeu a mensagem?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POBREZA ESPIRITUAL

Há seis meses, circulou pela internet uma entrevista supostamente do cardeal Bergoglio, antes de ele ser eleito papa, em que ele diz que os filhos de um Estado provedor tornam-se egoístas, pois não se sentem no dever de ajudar o próximo, dado que já o fazem compulsoriamente. Não seria este um dos efeitos do modelo escolhido pelo PT de Haddad?

José Pacheco e Silva

josepacheco@later.com.br

São Paulo

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É HORA DE TRABALHAR

O prefeito Haddad acusa a "elite paulistana" de pobreza de espírito, etc., etc. e diz que isso estaria inviabilizando investimentos. Então por que ele se associou a Paulo Maluf, um dos expoentes dessa elite? Será que é porque as "elites" dariam recursos e votos durante a campanha? Quem são as "elites"? Ora, sr. Haddad, seja homem e cumpra com sua palavra. Governe a maior cidade do País e honre os seus compromissos. O tempo de militância acabou.

André L. O. Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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COMPETÊNCIA, SEM DESCULPAS

Prefeito Haddad, aprenda humildade com seu colega o ex-prefeito Bloomberg, de Nova York. Também, vá buscar a verba de que precisa junto aos que sonegaram ISS e IPTU, e não dos contribuintes. Já pagamos impostos escorchantes e estamos cansados!

Virginia A. Bock Sion

vickybock@hotmail.com

São Paulo

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NEGÓCIO DA CHINA

O prefeito Haddad ("Estadão", 12/2, A7) classificou a elite econômica de São Paulo como míope, que tem pobreza espiritual por não concordar com medidas que recuperem a capacidade de investimento do município, tranformando-o numa Xangai (China). Ora bolas! O prefeito nunca disse no palanque que iria aumentar o IPTU e, além disso, alardeou que os seus padrinhos iriam renegociar a dívida do município (R$ 59 bilhões) e por isso a elite paulista, e não a elite, petista é culpada? Sr. prefeito, continue pintando as suas faixas, deixando o trânsito caótico e os paulistanos exasperados, mas proporcionando-lhes um aumento brutal nas multas de trânsito, através das "pegadinhas" materializadas pelos agentes do CET em pontos estratégicos. Ah, procure saber com a Marta Suplicy como ela agiu contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que reestruturou as dívidas dos governos, parte da herança deixada por FHC.

Alberto Bastos C. de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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DISCURSO DE ‘POSTE’

O ex-presidente Lula especializou-se em ajudar a eleger postes. Fernando "Malddad" é um deles. Está tentando mudar o foco de uma gestão desastrosa, a pior aprovação da história de São Paulo e ainda isolado pelo seu partido. Este "poste" já deveria saber que a população de São Paulo está cansada desse discurso e não aguenta mais tanto despreparo administrativo. Dar esmola com chapéu alheio é fácil. Tenha uma ideia luminosa: caia fora.

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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CHEGA DE POSTES!

O prefeito Haddad está hostilizando os paulistanos e parece ser muito pouco inteligente. Demonstra que está desesperado porque não consegue administrar uma cidade com as proporções de São Paulo. Era de esperar, visto que sua atuação no Ministério da Educação foi horrorosa. Mas o povo de São Paulo acreditou em Lula, nos marqueteiros e eis aí. O poste não consegue sobreviver sem pôr a culpa nos outros. Se não conseguiu o aumento no IPTU que queria, foi porque propôs um aumento abusivo, muito acima da inflação e claramente quis penalizar a parte da cidade que não o elegeu, onde vivem aqueles que ele agora chama de "pobres de espírito". Haddad pensava que dava para enrolar na prefeitura, como ele fazia no MEC, só que aqui o jogo é outro. É só verificar os números dos analfabetos no Brasil (pessoas com mais de 15 anos que não sabem ler nem escrever) e aqueles exames do Enem que foram cancelados. Lá, no MEC, fazia grande besteiras e nunca levava a culpa. Sempre eram outros que levavam a pior. Não consegue arrumar o trânsito, os buracos nas ruas nem melhorar a saúde e a educação na cidade (nem os uniformes consegue fazer chegarem na hora). Agora está sem saber o que fazer, não sabe governar e sai atirando para todos os lados. Culpa os paulistanos por não receber a ajuda federal. A verdade é que a sua incompetência é assombrosa. Pobres daqueles que acreditaram em Lula e pobres dos que não votaram nele. Parece que já está farto de ser prefeito. Aos paulistas, que isso sirva de alerta. Chega de eleger os postes de Lula. São Paulo não pode ficar nas mãos de incompetentes. Tentem se informar sobre o que o outro poste que pretende ser governador fez na Saúde...

Maria Tereza Murray

terezamurra@hotmail.com

São Paulo

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PREFEITO POSTE SEM LUZ

Fernando Haddad, como mais um poste eleitoral de Lula, dirige a capital de São Paulo com a mesma ineficiência e arrogância com que a outra cria de Lula, Dilma, dirige o País. Se a presidente chama seus críticos de "pessimistas" e "caras de pau", e pelos corredores do Planalto, sabe Deus, mais o que, Fernando Haddad, hoje mais perdido do que um passageiro sem transporte na cidade que governa, agora para tentar justificar o amplo fracasso da sua administração achincalha os paulistanos mais ricos de "míopes, pobres de espírito, e mesquinhada muito conservadora". Como se a culpa pelos pífios 18% de aprovação da sua gestão, constatadas pelos institutos de pesquisas, fosse somente da classe rica da capital. Haddad, que é letrado em Economia, Direito e Filosofia, e diga-se, pela USP, convenientemente deixa de reconhecer que 88% dos munícipes da capital que não aprovam sua administração estão distribuídos por todas as classes sociais. E decepcionados os eleitores de São Paulo, aguardam a materialização das múltiplas promessas que fez na sua campanha eleitoral. Enquanto isso não acontece, este Fernando Haddad, literalmente um poste sem luz que Lula inventou, foi merecedor também do lúcido editorial do "Estadão" com o título "O tiro do prefeito no pé" (13/2, A3).

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CHANCE DE FICAR CALADO

O nosso prefeito foi falar mal da "zelite paulistana" para a imprensa estrangeira, como se não tivéssemos acesso às suas asneiras. Nestes anos todos como titular da pasta da Educação do País, não aprendeu nada e as escolas públicas de São Paulo estão, assim como todos os serviços públicos, abandonadas. Os ricos paulistanos não são "míopes", mas, sim, esclarecidos e cansados de ver os altos impostos que pagam serem desperdiçados em obras mal feitas, e, "quando feitas", uma administração politiqueira ao invés de profissional, refletindo na corrupção e na incompetência, mensalões e falcatruas que inundam nossos noticiários mais ainda nestes últimos 11 anos. Enquanto o "poste de Dilma e de Lula" tenta colocar a culpa de sua incompetência na "zelite", o povo sofre com a falta de saúde pública, ruas esburacadas, insegurança por toda a cidade, escolas mal aparelhadas e sem professores, ou seja, vendo os impostos jogados no lixo. Perdeu uma boa oportunidade de ficar calado.

Paulo Ruas

pstreets@terra.com.br

São Paulo

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HAJA ESTÔMAGO!

O prefeito poste da cidade, mal completado seu primeiro e já desastroso ano de mandato, não consegue sequer o apoio do governo federal e de seu partido para suas causas, isolado que está em razão das barbeiragens de suas medidas, das decisões politiqueiras e do som desafinado e grosseiro de suas levianas e impróprias palavras. Dá azia e mal estar só de pensar nos próximos três longos anos pela frente. Haja estômago!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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DESAPROVAÇÃO

Sobre o editorial "O tiro do prefeito no pé" (13/2, A3), o que dizer de um prefeito que detesta a cidade e detesta os seus cidadãos? Não é Xangai que ele mira, é Xangri-lá, uma Xangri-lá petista em que a sociedade se conforma com os desmandos e falta de planejamento, que não se levanta contra as arbitrariedades, que não tem opinião e que só obedece aos ilustrados do partido. Felizmente, a distância entre São Paulo e a Xangri-lá petista é de 90% - 90% de cidadãos que ou desdenham ou desaprovam a administração desastrosa do sr. Haddad. OBS: 90% com base na pesquisa Vox Populi de 29/1/2014, considerando 31% de regular, 28% ruim e 32% péssimo (com arredondamentos).

Julio Guerra

jfguerra@yahoo.com

São Paulo

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