Fórum dos Leitores

'TERRITÓRIO SEM LEI'

O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2014 | 02h05

Outra feira de drogas

Esses locais vêm se multiplicando em progressão geométrica e o governo não está fazendo nada. Aqui, na Avenida Bosque da Saúde, na altura do número 100, ocorre o mesmo que na Rua Peixoto Gomide. Todo final de semana, a partir de sexta-feira à noite, começam estacionar carros vendendo bebida, com som alto, e corre solto o comércio de drogas também. Tudo na frente de todos os que desembarcam do metrô e têm necessidade de descer a avenida. Os marginais montam barracas, vendem pinga, churrasco, drogas e ninguém faz absolutamente nada! Nem com o filho do governador sendo vítima de bandidos isso foi o bastante para mudar a atitude do governo do Estado diante de tanta marginalidade!

SILVANA RUSSO

silvana_russo@estadao.com.br

São Paulo

Declaração descabida

Lamentável a declaração do governador Geraldo Alckmin a respeito da reportagem do Estadão publicada no domingo sobre o absurdo tráfico de drogas na Rua Peixoto Gomide. Incabível também a declaração da diretora do Denarc de que o serviço de inteligência já estava investigando o tráfico no local e que a reportagem contribuirá para as investigações. Como bem disse o coronel reformado da Polícia Militar (PM) José Vicente da Silva, "o Estado deve dizer o que está fazendo, e não o que vai fazer". Completa afirmando ser injustificável a PM não estar efetuando prisões na região e - pasmem, digo eu - nas barbas do 4.º Distrito Policial, no que ele tem absoluta razão. Se a reportagem conseguiu constatar tudo o que foi relatado e ainda entrevistar os traficantes "numa boa", não há desculpas para tanto a PM como a Polícia Civil já não terem desbaratado o tráfico no local e levado presos os traficantes. Cumpre ainda ressaltar que, apesar de a matéria ter saído no domingo, no mesmo dia, à noite, a situação não se havia alterado. A declaração que eu faria se estivesse no lugar do governador seria a de que iria investigar, porque a situação chegou ao descalabro constatado pela reportagem do Estado. Sair pela tangente não é justificativa.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Operação surpresa

Parabéns ao governador Geraldo Alckmin pela perspicácia. Só faltou mesmo informar aos traficantes da Peixoto Gomide o dia e a hora em que serão apanhados pela sua acuada polícia. Brilhante, genial!

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

Sinergia

Enquanto não houver sinergia entre os governos municipais, estaduais e federal o combate ao tráfico será enxugamento de gelo. Será que existe interesse real nesse combate, quando vemos o governo federal desguarnecer as fronteiras perigosas, por onde passa a maioria das drogas e armas, uma vez que desativou postos do Exército nessas localidades?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

GOVERNO DILMA

Empresário de beicinho?

Ridículo o comentário do ministro Paulo Bernardo sobre a satisfação dos empresários com o governo federal (16/2, A5). Peço ao respeitável ministro que tente executar as seguintes tarefas: 1) Despachar um caminhão de soja de Mato Grosso para o Porto de Santos; 2) embarcar a soja em qualquer navio para a Europa; 3) conseguir uma licença ambiental qualquer; 4) importar qualquer mercadoria; 5) fabricar qualquer peça metálica de precisão; 6) emitir uma nota fiscal eletrônica; 7) conseguir um financiamento sem propina; 8) fazer acordo com um sindicato; 9) cumprir todos os itens da legislação trabalhista. Prazo para a tarefa: 15 anos (que julgo pequeno). Ao fim dessa experiência, gostaria que o sr. ministro voltasse a manifestar-se a respeito da satisfação dos empresários. Obs.: não sou empresário, sou funcionário aposentado do Banco do Brasil.

DOMINGOS PEROCCO NETTO

dperocco@ig.com.br

Itatiba

Salvar nossa economia

Esse ministro Paulo Bernardo é curioso, diz que "empresário fazer beicinho não dá". Ora, empresário não tem tempo para isso nem para falar besteiras. Empresário trabalha o tempo todo pelo seu desenvolvimento e, consequentemente, do País. Apesar de lutar com tributos que estão chegando a 40% do PIB, uma burocracia oficial de dar dó de quem a enfrenta e uma incerteza total na política fiscal e econômica do governo federal. Que não tem planejamento e muda as regras do jogo a todo momento. Que anuncia índices desejáveis, mas que, sabe, não se realizam. Diz ele: "... a eleição vai ser muito dura. Só que nós temos discurso". Concordo. Têm discurso. E só. Não têm ação administrativa. Haja vista o atraso na maioria das obras do governo. Têm reservas de US$ 380 bilhões. E dívida interna de quanto? Questiona, afinal: "Mas é o Aécio que vai salvar a nossa economia?". Essa pergunta mostra que, segundo entende ele e, portanto, disso não discorda, "nossa economia" necessita mesmo - e urgentemente - de salvação. E alguém, de bom senso duvida disso?

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Dando a mão à palmatória

Até o ministro Paulo Bernardo reconhece que a economia petista vai de mal a pior. É urgente a necessidade de que um candidato - que não seja do PT - arrume a casa.

REGINA MOREIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Estagflação

Preparem-se todos para o uso cada vez mais frequente de uma palavra banida dos nossos dicionários desde o governo de Fernando Henrique Cardoso: estagflação! Rima com apagão e com confusão. Para banirmos de novo esse vocábulo só existe um remédio, a ser administrado em outubro: eleição.

ROBERTO VIANA SANTOS

rovisa681@gmail.com

Salvador

Novo cenário

Gostei de ver Antonio Penteado Mendonça, no brilhante artigo É preciso um novo cenário (17/2, B9), dando a sua abalizada opinião sobre a grave crise por que passamos, destacando o esforço - infelizmente, bem-sucedido - que os integrantes do governo vêm fazendo para minar a base moral da Nação, deixando de lado conceitos éticos fundamentais com o intuito de salvar reputações que não merecem ser salvas. O resultado está aí: quebra-quebras, falta de respeito pela autoridade e desprezo pela lei. Triste. Muito triste.

JOSÉ PASTORE, professor da USP

j.pastore@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÃO

O ex-deputado "mensaleiro" José Genoino pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir toda a pena em casa. Que beleza! Preso em casa, com todas as mordomias possíveis. As prisões, que o partido dele foi incapaz de humanizar em 12 anos de governo, claro, não servem para eles. São seres acima da lei. Mas é para onde deve ir e cumprir a pena. A lamentar apenas que o sistema penal brasileiro não pune, premia.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A DEFESA INSISTE

Pela segunda vez a junta médica da Câmara dos Deputados se posiciona contra a concessão de aposentadoria especial ao preso José Genoino. Em novembro, quatro cardiologistas disseram que Genoino não era portador de "cardiopatia grave". A defesa insiste em manter seu cliente em prisão domiciliar. Interessante observar, se um cardiologista atestasse que o cidadão Genoino deveria ser aposentado por invalidez, seu advogado iria ouvir outra opinião? Por que um não é tão difícil de ser entendido por esses senhores que na hora de enfiar as mãos nos cofres públicos não se preocuparam com as consequências de seus atos? Todos apostaram na impunidade que grassa neste país. Com certeza, muitos presos com doenças piores estão sofrendo porque sua voz não é ouvida. Há muitos cidadãos que sofrem muito mais que Genoino, que não cometeram crimes, mas foram condenados a morte, por não terem acesso a bons médicos e a bons hospitais, e mais, estão trabalhando correndo riscos de ter um trombo, uma arritmia, um infarto quando olham a conta que pagam para que "alguns espertos" tenham vida de rei. Há crime maior que esse?

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VAQUINHA DA RESTITUIÇÃO

Após uma série de trocas de "amabilidades" durante a última semana, o ministro do STF Gilmar Mendes teve a suprema ideia de sugerir ao senador do PT Eduardo Suplicy que encabece uma "vaquinha" para restituir parte dos R$ 100 milhões desviados dos cofres públicos para alimentar o chamado mensalão. Demorou, senhor ministro. O senador Suplicy e sua agremiação poderiam ter ido dormir sem essa.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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AS RAZÕES DO MINISTRO

O ministro do STF Gilmar Mendes está coberto de razão quando, em carta dirigida ao senador Eduardo Suplicy (PT), sugere que os petistas façam uma vaquinha para arrecadar doações que paguem, pelo menos, parte dos R$ 100 milhões que os mensaleiros condenados pelo STF subtraíram dos cofres públicos. Por ter solicitado informações sobre quem foram os doadores que, em vaca gorda, fizeram doações estratosféricas para que os condenados no mensalão pudessem pagar as multas a que foram também condenados - e para que se investigue se tudo não passa de lavagem de dinheiro -, o ministro Mendes está sofrendo uma interpelação judicial do presidente do PT para explicar suas declarações. Essa interpelação do presidente do PT é uma verdadeira aberração jurídica. Um leigo, que não pertence à mesma classe legal do ministro, não tem competência para interpelá-lo, para intimá-lo a judicialmente dar explicações. Será que parte das doações não passa de devoluções dos mensaleiros das vultosas cifras que surrupiaram, uma vez que foram feitas em tão pouco tempo?

Antonio Brandileone

abrandileone@uol.com.br

Assis

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DEBOCHE DAS LEIS

A colocação do ministro Gilmar Mendes está totalmente correta: devolvam os R$ 100 milhões desviados. E, mais uma vez, o PT debocha das leis ao fazer "vaquinha" para pagar as multas dos mensaleiros condenados pelo STF. E mostra que não acredita na Justiça nem respeita a população brasileira como um todo. Na verdade, eles desprezam tudo o que não vai de acordo com seus ideais. Isso é fato. O "grande" senador Suplicy, mais uma vez, faz o papel de "boi de piranha" dos radicais do partido e pede explicações ao ministro. É ridículo. Sugiro que Lula, Suplicy, Haddad, Falcão e os demais descontentes com as sentenças do STF também dividam as celas com os condenados presos. Tá aí uma boa ideia. Pelo menos durante algum tempo ficaríamos livres dessa corja.

Geraldo R. Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

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UMA VAQUINHA SAUDÁVEL

Diz Suplicy não ver nada demais, nem ilegitimidade nem ilegalidade, nas doações para pagamento das multas judiciais dos petistas e simpatizantes condenados no processo do mensalão. Se é para fazer campanhas de doações, estas deverão, sr. senador, ter por foco entidades que carecem de ajuda governamental, como acontece com as Santas Casas. Faça essa campanha, senador. Sem se preocupar com os comentários, deixe (deverá até insistir para que o façam) que os condenados venham a público indicar nome completo, domicílio e CPF dos seus doadores, com o que demonstrarão o devido fundamento probatório que exige. A cidadania dos brasileiros de bem agradece.

Pedro Luís de Campos Vergueiro

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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AS ‘VAQUINHAS’ LULOPETISTAS

Considerando que a quadrilha lulopetista foi condenada exatamente por desvio de recursos e que eles eram/continuam sendo líderes do PT, e que têm a proteção não só do partido, mas particularmente do eterno presidente Lula (cognome "o mistificador"), nada mais normal do que ter dúvidas sobre a origem dos recursos arrecadados para pagar as multas dos apenados, né não? Mas Suplicy tem desculpa... Bob Dylan explica! Foi uma pena que Gilmar Mendes não pensou nas "vaquinhas" (e quanto "leite" elas dão...) lulopetistas, pois tê-los-ia condenado a pagar todos os prejuízos causados: agora já teríamos sido ressarcidos.

Jorge Alves

jorgersalves@2me.com.br

Jaú

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INVESTIGAÇÃO

O senador Suplicy joga no lixo o pouco que restava da reserva moral do PT quando, compelido pelos "cumpanheros", interpela o ministro Gilmar Mendes, que questionou o que todos os brasileiros querem saber: de onde veio este dinheiro de maneira tão rápida? Uma coisa é certa, no mínimo teve o objetivo de desafiar e sabotar a decisão do STF, como bem disse o ministro. O PT, desprovido de qualquer base ética e moral, se acha no direito de questionar e desafiar um dos Poderes da República, no caso o mais alto escalão do Poder Judiciário. Orquestradamente, eles se revezam: Lula, Falcão e, agora, Suplicy. Não seria isso também uma penitência? Na realidade, estão sabotando a democracia quando tentam se sobrepor a um dos Poderes da República que ainda não conseguiram controlar com as sua táticas de domínio ideológico, travestidos com máscaras de democratas. Tiveram a resposta que mereciam do ministro Gilmar: "Arrecadem também para devolver o que desviaram do povo brasileiro". Esperamos, agora, que os desdobramentos desses episódios sejam a investigação minuciosa para que não fiquemos com a impressão de que todos nós também pagamos por essas doações.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

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PICUINHAS

Está havendo uma polêmica totalmente dispensável por exigência do ministro do STF Gilmar Mendes, que deseja saber quais são os doadores e a origem dos valores doados, que com toda razão quer saber, ou terá de interpelar a Receita Federal? E o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), também conhecido carinhosamente por senador "marcha lenta". A quem esse senador defende? Ora, só podem ser seus companheiros condenados na Ação Penal 470 (mensalão), além de tantos outros presidiários, com quem gosta de conviver e de visitar. Quem tem o direito de exigir as provas das doações das "vaquinhas" é o STF, cabendo apenas ao senador comprovar os valores arrecadados, relacionando nomes e valores dos doadores para cada favorecido. Como os PeTralhas perdem tempo com "picuinhas" para aparecer... Já apareceu, tá bom! Ou quer complicar mais?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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PARA ALÉM DA TROCA DE OFENSAS

Está correto o ministro Gilmar Mendes sugerir ao senador Suplicy fazer uma vaquinha com o PT e devolver R$ 100 milhões desviados no mensalão. Concordo com ele, mas, como ministro do Supremo Tribunal Federal e tendo como certos esses desvios, seria de bom proveito ao Brasil que se tomasse alguma medida jurídica para efetivar essa devolução, com vaquinha ou sem vaquinha, e que este episódio não ficasse apenas numa inútil troca de ofensas.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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O PT ONTEM E HOJE

Cumprimento o ministro Gilmar Mendes pelas verdades incontestáveis ditas em sua carta endereçada ao senador Suplicy! Todos os brasileiros lúcidos e éticos estão infalivelmente do seu lado, ministro. A ideia de recomposição do erário deveria ter sido a primeira a ser encabeçada pelo próprio PT. Não é à toa que os grandes pensadores intelectuais saíram desse partido há muito, em razão dos seus graves desvios de comportamento.

Edson Xavier da Silveira Lucci

edsonlucci@gmail.com

Campinas

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‘MAIOR RESERVA’

A inconveniência do senador Suplicy em cobrar de um ministro da Suprema Corte que o mesmo tenha "maior reserva" e postura pelo cargo que ocupa, se referindo às críticas feitas pelas doações recebidas pelos mensaleiros presos, nos faz recordar o tempo precioso que esse senador utilizou cantando em plenário (Bob Dylan, Vinicius...), entre outras faltas de "reserva", principalmente de postura e decoro parlamentar quando desfilou pelos corredores do Senado trajando uma sunga vermelha. O ditado "macaco não olha pro próprio rabo" define de modo bastante preciso a inclinação dos petistas em esquecer-se de suas posturas ao criticar e analisar a situação dos outros.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CONSTRANGIMENTO

Depois que o senador Eduardo Suplicy posou de cueca vermelha no Congresso Nacional, que moral tem para pedir ao ministro Gilmar Mendes "maior reserva" em seus comentários sobre doações feitas pela internet aos mensaleiros? Na carta, cobra do ministro do STF postura pelo cargo que ocupa! Se naquela época em que Suplicy posou de "cueca vermelha" os congressistas tivessem o mínimo de bom senso, cassariam seu mandato por haver colocado aquela Casa em constrangimento. Pelo menos nós, paulistas, ficamos indignados por sermos representados por esta figura dantesca.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FUMAÇA

O senador Suplicy se envolveu em mais uma polêmica, agora tentando defender o PT sobre a arrecadação de dinheiro para os mensaleiros. Diz ele que o ministro Gilmar Mendes não tem de opinar por ser ministro do STF. Discordo, aliás, como discordo de tudo o que diz este senador, que eleito e reeleito por São Paulo nunca apresentou nada em defesa do nosso Estado. Passa grande parte do seu tempo com assuntos que nada têm que ver com o nosso Estado ou com reais problemas nacionais, lembrando, por exemplo, o tempo e dinheiro (se gastou tempo seu de trabalho, já gastou nosso dinheiro) para analisar o caso do bandido internacional Cesare Battisti, bondosamente protegido da polícia e da justiça italiana pelo Brasil. Ou a discursar baboseiras no Senado, sempre intercalando discursos com cantorias inadequadas. Gilmar Mendes tocou num ponto crucial sobre a arrecadação da fortuna pelos mensaleiros, lembrando o inciso XLV do Artigo 5.º da Constituição, que diz que "penas são intransferíveis". A população honesta que trabalha e que paga impostos está, sim, preocupada com essas arrecadações que são milionárias e que em poucas horas atingem números estratosféricos, inacessíveis à maioria da população. Não há como não desconfiar, dinheiro não dá em árvore, sabemos nós todos. Nós, os trabalhadores honestos, não sabemos dessa mágica como é que para alguns (e ironicamente para petistas) é só levantar os dedos ou dar um toque na tecla do computador que enormes quantias aparecem como por encanto. Sinto muito, sr. Suplicy, sr . Falcão, mas onde há fumaça há fogo. E essas arrecadações estão cheias de fumaça. E não adianta vir chamar quem reclama e quer saber da verdade de direita, porque esse artifício já deu flor.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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MEREÇO UMA RESPOSTA

Como legalmente eleito senador da República pelo Estado de São Paulo, como sua eleitora que sou, cabe-me o direito de indagar-lhe a motivação que o levou a contribuir para a vulgarmente denominada "vaquinha" para livrar do pagamento da multa daqueles legalmente julgados e condenados criminosos, como realmente o são. Votei no senador, portanto, mereço uma breve resposta!

Marisa Cardamone

mcardam@terra.com.br

São Paulo

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LIÇÃO DE RESPEITO

Não há como não cumprimentar o ministro Gilmar Mendes na carta resposta ao "simplório" senador Eduardo Suplicy (PT-SP), quando pede que os petistas devolvam os R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos (15/2, A6). E mais: a afirmação do ministro Gilmar de que "a arrecadação de doações para ajudar condenados no mensalão sabota e ridiculariza o cumprimento das penas" é uma lição de respeito à nossa Corte Superior de Justiça.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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TRÉPLICA

Ao replicar o digníssimo ministro Gilmar Mendes, Suplicy poderia dormir sem tréplica. Suplicy poderia "ficar na dele", como sempre ficou nos últimos anos, sem produzir nada que se aproveitasse. Assim, não nos lembraríamos dele. Seu mandato de senador não é eterno e espero que não se reeleja na próxima eleição. Com muita certeza, não fará falta alguma (assim como a grande maioria de seus pares).

Vitório F. Massoni

suporte@eam.com.br

São Paulo

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BRIGA DE PODER

A briga de poder entre o ministro Joaquim Barbosa (presidente do STF) e o ex-presidente da República Lula da Silva ou, então, entre o ministro do STF Gilmar Mendes e o senador Suplicy apontam para uma questão interessante e que, infelizmente, poucos se dão conta, principalmente os estudantes de Direito: a ciência do Direito passa por uma crise sem precedentes em seus paradigmas axiológicos (valores), principalmente no que diz respeito à sua capacidade de responder adequadamente aos problemas que surgem todos os dias em nossa sociedade. Logicamente que essa crise de paradigmas atinge o conhecimento e a prática do profissional do Direito. Desta fornalha, não escapa o ensino jurídico, que infelizmente não está mais orientado a padrões pedagógicos que orientem à formação global de um verdadeiro jurista: instrumentalizando-o a atuar nos conflitos sociais cotidianos e políticos, como mediador na busca da democracia e da verdadeira justiça. Nesse sentido, parece que Gramsci deixou uma pista ao afirmar "a crise consiste justamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer". Ou seja, pensamentos jurídicos esclerosados estão a reclamar uma nova mentalidade jurídica, dessa forma, "des-pensar" o Direito e, por consequência, o ensino jurídico pode ser a solução, ou seja, o Direito não pode e não deve ser usado apenas e tão somente para a regulação de condutas, mas deve ser, sim, utilizado para a emancipação desta mesma sociedade. O ensino jurídico deve ser revolucionado.

Antonio Sérgio Neves de Azevedo

antonio.xyz33@gmail.com

Curitiba

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‘VAQUINHAS AVACALHADORAS’

Qualquer pessoa com princípios morais, éticos e cívicos há de concordar com o ministro Gilmar Mendes e discordar do inefável senador Suplicy no caso das "vaquinhas avacalhadoras" da Justiça deste infeliz país, de há muito nas mãos de uma quadrilha de malfeitores e de gente da mais desprezível conduta. Gente de bem deveria laudar o ministro que ilustra o tribunal e execrar o senador que envergonha São Paulo e o Brasil.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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UM FIM PARA O MENSALÃO

O ministro Gilmar Mendes, diga-se, não indicado pelo PT, está certíssimo ao pedir ao aloprado Suplicy que o PT pague os milhões que sumiram no mensalão. Se têm tanto poder de fogo para fazer vaquinhas ou vaconas, devem se unir para pagar tudo e acabar de vez com o mensalão que não existiu - para eles, foi uma miragem dos otários que eles achavam. Assim Lula vai ficar livre, leve e solto definitivamente e também poderia ajudar, pois ganha R$ 500 mil por palestra sobre como se tornar rico sem grandes esforços, afinal de contas, quando ele era líder sindical, ficava só na boa e os otários "cumpanheiros" eram usados como bois de piranha para tomar cacete da polícia. Esse era o forte de Lula, que se dizia ético ao criar o PT, e depois, no poder, mostrou a face oculta que todos infelizmente conhecemos. Neste caso, sem dúvida alguma, essas vaquinhas precisam ser monitoradas.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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SUPLICY A FAVOR DE QUEM?

Em carta, Suplicy questiona "razão" de Gilmar Mendes em julgamento do mensalão. Viva, agora vou votar nele outra vez. Primeira vez em oito anos que se manifestou. E olha que nem é a favor de São Paulo.

José Roberto Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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IRREGULARIDADE NA CPTM

O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta possíveis irregularidades na compra de trens pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Isso teria acontecido no governo de José Serra. É mais um fato que vem somar-se a outras denúncias, desta feita num montante de mais de R$ 2 bilhões. Como ficamos diante dessa situação? Até quando os envolvidos nesta e em outras irregularidades no governo de São Paulo ficarão impunes?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CORRUPÇÃO

Temos de aceitar que algum grau de corrupção sempre irá existir, pois o ser humano quer sempre ter mais que seu vizinho. Mas a corrupção pode ser controlada, como o é em países mais avançados que o Brasil, que não consegue ser mais do que o país do futuro, eternamente. Como é que os outros países conseguem controlar a corrupção, principalmente por meio de leis realmente punitivas, transparência em todas as transações dos três níveis de governo e uma fiscalização rigorosa (e não tribunais de contas totalmente politizados e amarrados, como temos no Brasil)?

Renzo Orlando

renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

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ARMAS DE UM GOVERNO FRACO

As armas que o governo tem utilizado para resolver a quase estagnação da nossa economia em nada contribuem para a solução dos problemas. Dilma Rousseff, no lugar de anunciar medidas para reduzir o déficit fiscal, a inflação, cortar gastos inúteis, anunciar o índice tão aguardado pelo mercado para o superávit primário de 2014 e fiscalizar e alavancar os investimentos em infraestrutura, prefere ofender aqueles que estão preocupados com os rumos da nossa fragilizada economia, chamando-os de "caras de pau" e "pessimistas". Pior é que faz escola, porque o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista ao "Estadão" (16/2, A5) disse que "empresário de beicinho não dá". Não seria melhor o ministro dizer mais claramente que não tem saco para ouvir reclamações?! Assim como é a praxe do seu partido, sempre muito alérgico a críticas. Na realidade, Bernardo jamais vai entender a aflição dos que colocam recursos de seus próprios bolsos, investem neste país e dependem muito da credibilidade (que Dilma não tem mais) e dos acertos de um governo para galgar bons resultados em seus negócios. Será que o ministro das Comunicações e a própria Dilma não dão importância às críticas sempre construtivas, porque jamais tiveram a necessidade de, no fim de um mês, correr para conseguir recursos com o objetivo imperioso de pagar regiamente em dia salários de funcionários, depositar FGTS, recolher impostos e assumir custos para capital de giro dos mais altos do mundo? E, como são surdos, soberbos e estão confortavelmente deitados em berço esplêndido no Palácio do Planalto, se lixando também para os PIBs medíocres, preferem culpar a imprensa, os empresários e seus opositores pelos seus mais seguidos fracassos. Mesmo porque quem paga a salgada conta da incompetência desta gestão petista somos todos nós, contribuintes.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CARICATURA

Gostaria muito de ter a habilidade de ser um caricaturista, aí eu faria uma caricatura do empresariado brasileiro: desenharia uma cara de pau com um beicinho avantajado.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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DANDO A MÃO À PALMATÓRIA

O ministro Paulo Bernardo reconhece: a economia petista vai mal e é necessário um novo candidato para consertar os erros atuais.

Regina Moreira Jaluks

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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FALTA DE RESPEITO DE PAULO BERNARDO

Muito triste ver um ministro de governo caçoar dos empresários, como ocorreu com Paulo Bernardo em sua entrevista ao "Estadão" de domingo. Como já percebemos, essa prática comum aos integrantes do PT consiste em desmoralizar quem se coloca democraticamente contra sua vontade. É o caso dos agricultores, quando o PT afaga os baderneiros do MST que invadem com violência repartições públicas, fazendas produtivas e destroem plantações e centros de pesquisa; dos contribuintes, quando suas delegações se hospedam nos melhores hotéis e comem nos melhores restaurantes à nossa custa; dos doentes e desvalidos, quando se fala que o sistema da saúde é um modelo e com essas mentiras enchem nossas TVs com propagandas enganosas a fim de eleger outros "postes"; da democracia, quando apoiam e suportam ditaduras como as de Cuba e da Venezuela; da Justiça, quando esticam o punho cerrado, em alusão aos criminosos do mensalão, ao lado do presidente do STF, para poder ridicularizá-lo em público; enfim, de todos e de tudo o que não aceitam que eles e somente eles têm o poder e a sabedoria para nos guiar.

William Carmo de Oliveira

williamoliveira_br@yahoo.com.br

São Paulo

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O BEIÇO DO MINISTRO

Tenho um amigo aqui, em Avanhandava (SP), cujo apelido é "beiçola" e é um pequeno empresário. De acordo com o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, meu amigo "beiçola" não teria qualquer chance de diálogo com o governo. Desta vez não deu, beiçola!

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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BERNARDO E OS ‘BEICINHOS’

Como respeitar um partido cujos integrantes partem costumeiramente para o menosprezo e ofensas aos que divergem de suas atitudes nem sempre corretas? Como não criticá-los por isso? Eles precisam de humildade, acham-se conhecedores de todos os assuntos e não se dão conta de que são apenas um bando de amadores. Primeiro foi Guido Mantega, que chamou os analistas econômicos de "nervosinhos". Depois Dilma, com seu linguajar impróprio para a posição que ocupa, ao chamar a oposição de "caras de pau". Agora vem Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, dizendo que empresários fazem "beicinho". Nervosinho, beicinho, cara de pau e tantas outras coisas que já foram ditas são uma forma de ridicularizar as pessoas, quando membros do governo não têm argumentos para rebater opiniões e críticas a respeito de assuntos relacionados à condução do País. Não é assim que se faz com quem trabalha e faz o País crescer e se desenvolver. Somos uma nação porque somos um povo que trabalha e sustenta este imenso território chamado Brasil. Infelizmente, há outra coisa que chama a atenção na página anterior A4 da edição de domingo, além da entrevista do ministro: uma enorme foto de dona Dilma que interpreto como "de costas para a população". Como não lamentar e indignar-se com a situação atual do Brasil? Enfim, esses absurdos partem de governantes que medem de acordo com a medida que têm, alguns medem com réguas de 30 centímetros e existem, ainda, pequenas réguas de apenas 15 centímetros. Outros analisam segundo seus próprios conceitos, que, muitas vezes, são falhos ou pouco inteligentes e experientes. Hoje o PT está no poder e seria muito bom que tivessem bom senso e humildade para aprender e fazer o que é politicamente correto. É pedir demais?

Alvaro Salvi

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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QUAL O RUMO DE DONA DILMA?

Recado ao ministro Paulo Bernardo (entrevista "Estadão" 16/2, A5): o que deseja o empresário a quem o senhor critica é uma política econômica diferente da atual, que, como ele já falou muitas vezes e todo mundo está vendo, está levando o Brasil ao caos e a maus resultados na inflação, na balança de pagamentos, no superávit fiscal, etc., o que está levando, por exemplo, a indústria a "minguar" e a desempregar. É só por isso que há falta de confiança e investimentos. Agora o senhor, como "quebra galho" do governo para situações como a presente, ofende um empresário que tem toda a razão em reclamar. E ofende, também, a inteligência do leitor do jornal com sua expressão chula de DR (discutir a relação), na tentativa de jogar o problema para a frente (até depois da eleição?). Não há discussão sobre o assunto, a presidente Dilma piorou sensivelmente a economia e está levando o País ao caos, e temo que, intencionalmente, para levá-lo a se tornar uma nova Venezuela.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BERNARDO E O BOLSA FAMÍLIA

O ministro das Comunicações do PT, Paulo Bernardo, mentiu na entrevista, pois quem disse que Bolsa era esmola foi o próprio Lula, na época em que o governo do presidente Fernando Henrique (PSDB) criou a Bolsa Escola, e o governo atual simplesmente alterou o nome para Bolsa Família (Lei n.º 10.836 de 2004). Adicionalmente, a entrevista dos jornalistas foi muito ruim, porque nada perguntaram sobre Comunicação, por exemplo, se a Telebrás conseguiu instalar algum telefone ou ponto de banda larga após centenas de milhões de reais em investimentos.

Marcelo Barão Varalda

mbvaralda@ig.com.br

Bebedouro

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RESERVAS

Se o Brasil tem US$ 380 bilhões em reservas, como afirmou o "mago" ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), por que não nos tiram do caos absoluto em que nos encontramos na saúde, na educação, na segurança e nos transportes e nos oferecem o mínimo necessário para sobreviver? Além do que, essa reserva nos pertence, pois foi feita com nosso dinheiro.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CAINDO DE MADURO

A situação na Venezuela tende a se complicar a cada dia. A ditadura bolivariana que se mantém mediante fraude eleitoral já nem se preocupa mais com as aparências e, agora, além de cassar concessões da mídia, perseguir jornalistas e impor dificuldades até para a importação de papel jornal, o tirano da vez, Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, ao invés de combater a criminalidade epidêmica no país - a segunda maior do mundo -, agora arremete contra lideranças da oposição, deixando claro que seu socialismo não tolera o dissenso político - uma das condições para aferir se um país é verdadeiramente democrático. A bola da vez é o líder opositor Leopoldo Lopez, que teve sua prisão decretada com acusações as mais ridículas. Enquanto isso, milhares de jovens têm ido todos os dias às ruas se manifestar contra o regime. Se no front político as coisas vão mal, no econômico estão ainda pior: a maior inflação da América, reservas cambiais em declínio, déficit fiscal, escassez de vários produtos, tabelamentos, congelamentos, criminalização do lucro, PDVSA afundando e dólar no paralelo valendo 13 vezes mais o preço do oficial. Do jeito que vai, muito em breve o projeto inconsequente do "socialismo do século 21" cai de maduro.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O ENTUSIASTA LULA

No ano passado, Lula gravou um vídeo em apoio ao "companheiro" Nicolás Maduro, em meio à campanha das eleições presidenciais venezuelanas que se seguiu à morte de Hugo Chávez. O ex-presidente brasileiro, metendo o bedelho num assunto interno do país vizinho, anuncia que "Maduro presidente é a Venezuela que Chávez sonhou". Corroboramos, assim, a tese de que Chávez realmente não valia um bolívar furado: a Venezuela de Maduro, aquela com que, segundo Lula, Chávez sonhou se encontra em convulsão social e com sua economia em estado de penúria. Está documentado: o surto de violência, com direito a mortes e pessoas feridas, que vem acontecendo por lá em razão dos protestos contra o caos que se consolidou após a posse do novo presidente conta com a participação ativa do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, cabo eleitoral de Nicolás Maduro e entusiasta histórico do ditatorial regime chavista.

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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A VENEZUELA NÃO MERECE SER CUBA

O povo venezuelano pede socorro. A Venezuela é uma Cuba piorada, pois Cuba teve patrocínio durante décadas pela URSS para ser um "show room" do comunismo e, agora, é patrocinada pelo Brasil. E Maduro é pior que Hugo Chávez, afinal, Chávez era um demente que soube cativar por sua psicopatia, e durou muito. Com sua morte, este seu seguidor é pior, pois não é doente, é ruim. Agora cabe ao povo venezuelano dar um fim nesta desgraça.

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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SININHO SAI DO ANONIMATO

A tragédia que vitimou fatalmente o cinegrafista Santiago Andrade, por obra de um grupo de baderneiros que até agora deitou e rolou como se a "Terra do Nunca" também fosse a "Terra de Ninguém", colocou em cena uma badalada Sininho, que mora bem, não trabalha e não se sabe quem é o seu provedor. Atende pelo nome de Elisa Quadros e é neta do ex-presidente Jânio Quadros, que renunciou por causa de "forças ocultas" que jamais foram reveladas. Mas Sininho e seus Black Blocs podem comemorar com o impulso que a revista "Veja" de 19 de fevereiro deu à sua protetora, que saiu do anonimato para, naturalmente, atrair outros provedores. O terrorismo é, na sua essência, o ovo da serpente que não pode ser chocado.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ELA É TODA DILMA

Sininho é muito bonitinha, o que contribui para que vejamos nela um certo glamour. Lembra-me coral, a cobra. No mais, é toda Dilma. Noblat sobrepassou os crimes desta e assim justificou todas as ações da quadrilha do Poderoso Chefão, de Dirceu e Genoino. Mesmo "Veja", a grande revista, demonstra uma certa boa vontade com a musa black bloc. Juízo, gente! Como disse Tom Hanks em "O Caminho da Perdição" (ou foi Paul Newman?), ninguém aí vai pro céu e poucos, por pouco tempo, cumprirão um "semiaberto".

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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SININHO, A DÚVIDA

A figura exótica de "Sininho", Elisa de Quadros Pinto Sanzi, jovem gaúcha que defende os Black Blocs, apareceu subitamente na mídia, aparentemente por causa dos movimentos ativistas contra o "status quo" do sistema capitalista. O que está por trás de sua conduta? Por que defende os Black Blocs? É uma personagem curiosa que aparece no quadro contemporâneo e que deixa todos intrigados com o que ocorrerá no futuro. Ela tem diversas passagens pela polícia e tem atitudes racistas, presa por formação de quadrilha, entre outras acusações. A morte do cinegrafista Santiago Andrade mostrou sua face sinistra e maligna nos episódios ativistas. Sininho deve ser uma daquelas pessoas que, estimulada pela energia da juventude, se deixa levar pela vontade de fazer qualquer movimento favorável à "esquerda caviar" e ajudar o país do "faz de conta" a continuar no caminho do apocalipse social e econômico do País.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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15 MINUTOS DE GLÓRIA

Elisa Quadros, vulgo Sininho, na capa da revista "Veja". Era tudo o que ela queria.

Luiz F. de Assis Salgado

salete_salgado@terra.com.br

São Paulo

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MÁSCARAS NAS MANIFESTAÇÕES

Para conter a violência em manifestações, o governo enviará ao Congresso projeto de lei que proíbe mascarados de circularem sem identificação pelas ruas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, entretanto, disse ser permitido o uso de máscara, desde que as pessoas se identifiquem à autoridade policial. Para mim, ficou um pouco confuso. Os manifestantes deverão se identificar antes ou depois da baderna? Deverão usar crachá? Parece-me que na realidade as máscaras não serão proibidas. E quando não houver policiais? Para que servem, então, as câmeras de monitoramento? Seria muito mais fácil e efetivo simplesmente a proibição das máscaras.

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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CUMPRA-SE A LEI!

Os Black Blocs de São Paulo prometem barbarizar na Copa do Mundo e em todas as manifestações que organizarem. Em reportagem na mídia eles se dizem desvinculados de partidos, porém essa declaração não pode ser levada a sério, visto demonstrarem estar recebendo treinamento de guerrilha urbana e essa experiência só pode ser passada por quem tem bastante conhecimento do tema. Dizer que aqui, em São Paulo, não tem político envolvido com militância especializada em pressionar adversários nas ruas é balela, pois não precisa nem pesquisar muito para sabermos que estão por trás destes anárquicos baderneiros que servem aos que não querem ver as ruas tomadas pelos manifestantes de bem. Estão aí para nos afastar das ruas e nos acuar pelo medo, para não protestarmos contra o descalabro que está este país. E já que esse grupo, desrespeitando as autoridades constituídas, reiteraram a ideia de que barbarizarão, sim, o Brasil, eles que sejam tratados como criminosos, quadrilheiros confessos, segundo entrevista que um deles deu aos jornais. E que sejam presos! São guerrilheiros que, aparentemente, não têm medo de assumir que o são e ainda se vangloriam disso. Cumpra-se a lei!

Hermínio Silva Júnior

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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ANONIMATO

Governo proíbe anonimato nos protestos, mas apoia nas votações de cassação no Congresso, apoia nas doações para campanhas políticas e, principalmente, nas doações para a caixinha dos mensaleiros. Não precisa explicar, eu só queria entender.

Renato Jose Aldecoa

renatoaldecoa@gmail.com

Socorro

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JANELA DEMOGRÁFICA

"Gente não é problema, é solução", conclui Di Franco em seu artigo de ontem no "Estadão". Penso que cada país tem um valor de "massa crítica" mínima para manter-se e crescer de modo sustentável. Seja a China, os EUA, a Indonésia ou o Brasil. Massa no sentido de população. Só que uma coisa é a química nuclear e a massa crítica necessária para haver reação em cadeia, e outra, bem distinta, a população humana crítica. O salto da química para a humanidade é grande, é gigantesco: a natureza humana supera, transcende em grau superlativo a química. A inteligência permite ao homem dominar sua própria química e servir-se dela para seu próprio proveito. "Gente não é problema, é solução." Gente não é massa. É um conjunto de pessoas livres e capazes, cada uma com seu número atômico próprio, característico, irrepetível. Erramos nas décadas de 60 e 70, ao limitar artificialmente o crescimento populacional dos países mais pobres. Isso só fez aumentar a qualidade de vida dos mais ricos e impedir ou atrasar a independência econômica dos mais pobres. Seja como for, chegou a vez de o Brasil aproveitar os bons números populacionais atuais. Mas são necessárias decisões políticas adequadas e capazes de tirar proveito dessa janela demográfica. A inércia, o esperar acontecer, não vai resolver nada por si mesma. Muito menos a omissão ou as desculpas diante dos desafios. É preciso que nossas autoridades se dediquem de corpo e alma a governar, e governar bem, este continente cheio de conteúdo que o Brasil ainda é. E não é necessária uma reforma política ou tributária para então governar bem. É preciso arar a terra como ela é e com os bois que se tem. Quem não se sinta capaz, peça para sair.

Luiz R. de Barros Santos

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

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ENERGIA - O BUMERANGUE

Mais uma vez a lucidez do professor José Goldemberg ("Crônica de uma morte anunciada", 17/2, A2) lança luzes sobre um problema crucial: há muito que ele bate na tecla da excelência da energia hidrelétrica - desde que se tenha reservatórios em nível suficiente. As águas abundantes de um momento servirão para o período de necessidades. Simples assim. O governo Fernando Henrique, complementa o professor para o "Estado", não cuidou de implantar os reservatórios e o preço foi a eleição de Lula. Porém, este e seus ministros não poderiam incidir no erro que os levaram à glória, o mesmo que, agora, pode destroná-los.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA’

O professor emérito Jose Goldemberg é um remanescente de uma época quando o saber era valorizado e a opinião de gente como ele era respeitada e valorizada. O artigo escrito por ele no "Estadão" de ontem (17/2) é uma aula de conhecimento e bom senso que, infelizmente, não chegará aos arrogantes ouvidos dos lulopetistas e seus agregados, possibilitando a ocorrência dos piores fatos temidos pelo professor. Parece-me que o problema do gás foi agravado pelo nosso "nunca por demais louvado" presidente Lula, que fez uma "bondade" ao companheiro Evo Morales dando-lhe um aumento no preço do gás que importamos da Bolívia, mediante um contrato assinado nos "nefastos" tempos de FHC. Assim, pagamos aos hermanos bolivianos um preço muito maior que o praticado no mercado internacional. Eu tremo de medo quando vejo o ministro Lobão discorrendo sobre energia elétrica e, principalmente, sobre energia nuclear: a primeira pode resultar em apagão, mas a segunda, em coisa muito pior.

Affonso Maria Lima Morel

affonso.m.morel@hotmail.com

São Paulo

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