Fórum dos Leitores

MASCARADOS

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2014 | 02h09

Dez anos, no mínimo

Governo estuda até 10 anos de prisão para mascarados (18/2, A11). Quem leu somente esse título fica entusiasmado ao saber que finalmente o governo federal está agindo contra manifestantes covardes que se escondem atrás de máscaras. Mas basta dar sequência à leitura para receber uma ducha de água fria. O projeto de lei a ser enviado ao Congresso Nacional prevê pena de "até" dez anos de prisão a quem reincidir no uso de máscaras para cometer atos de vandalismo em manifestações. Pelo que entendi, o arruaceiro será punido a partir da segunda vez que for flagrado. Ou seja, na primeira vale tudo? Apanhado em flagrante, será liberado em seguida para novos atentados contra o patrimônio público e privado, contra transeuntes e profissionais da imprensa. O "até" não é suficiente, pois as brechas da lei, como já ocorre com o nosso Código Penal, datado de mil novecentos e guaraná de rolha (1940), permitem que bandidos nunca sejam punidos com penas máximas e podem até mesmo processar o Estado por maus-tratos. Está na hora de o Congresso Nacional aprovar projetos inteligentes, deixar de demagogia e de empurrar coisas sérias com a barriga, e não agir somente quando é pressionado.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Novas feições

Assiste total razão ao Planalto quando, em seu projeto a ser remetido ao Congresso Nacional, estabelece pena de até dez anos para os mascarados dos protestos de rua no País. Seja black bloc ou não, desde que esconda a face e a respectiva identidade, o cidadão estará cometendo delito, poderá ser preso em flagrante e devidamente processado. Não existem razões plausíveis, em pleno regime democrático, para que o cidadão comparticipe de movimentos portando máscaras ou escondendo a identidade. Certamente que, com a providência, os protestos legítimos de rua tomarão novas feições e poderão voltar a abrigar os manifestantes bem-intencionados e não desejosos de impor a baderna e a ofensa ao patrimônio público.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Crachá

Diz o ministro da Justiça, com relação aos protestos, que mascarado pode, mas tem de ser identificado. Nunca na História deste país li tamanha abobrinha. Então, nessa linha de raciocínio pífio, o sujeito mascarado quebra tudo, agride, violenta e, se for apanhado pela polícia, vai ser identificado. E se não for apanhado em flagrante, como fica? Como reconhecê-lo? Pelo que entendi, o mascarado precisa estar com um crachá onde constem nome, sobrenome e RG... Ora, ministro, não subestime a nossa inteligência. Como perguntar não ofende, o senhor defende os interesses de quem?

JOAQUIM IGNACIO DE OLIVEIRA

joaquimhd@hotmail.com

São Paulo

É proibido ou não?

Sr. ministro da Justiça, não entendi esse projeto de lei: afinal, é proibido usar máscara ou não é? O que se entende é que existe não uma brecha, mas uma porteira para os black blocs. Pergunto: como os policiais saberão quem tem ou não autorização para usar máscara no meio de uma passeata?

JOÃO RICARDO SILVEIRA JALUKS

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

Identificação

Todas as tendências ditatoriais são execráveis. Algumas, insanas. A insanidade não raro pune o ato prepotente, solitário, dos senhores da verdade. Obrigar mascarados a se identificar - ideia genial do ilustre ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo - poderá levar a nossa Polícia Científica a atribuir a João o que foi feito por Pedro, ambos mascarados e identificados. Correto e constitucional seria proibir o uso de disfarces, posto que o anonimato repugna à nossa Constituição.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Interpretações

Quer dizer, então, que o uso de máscaras em manifestações é garantido pela Constituição como parte da liberdade de se vestir? Para mim, o uso de máscaras em manifestações é apenas um meio para se destruírem propriedades particulares com chaves de grifo e cometer outros tipos de violência sem ser identificado pela polícia. Nada mais que isso. Está mais do que na hora de adaptar a nossa Constituição à realidade. Ou de ser pragmático e parar de interpretar a lei ao pé da letra.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

MENSALEIROS

Excrescências

Henrique Pizzolato, fugitivo, falsificador de documentos, enfim, um criminoso, continua a receber R$ 25 mil do fundo (de previdência dos funcionários do Banco do Brasil) Previ? A nosso ver, esse benefício deveria ser bloqueado até o final do julgamento, no Brasil, dos crimes por ele cometidos. Por que tanta complacência com certos criminosos neste país? Já chegamos ao cúmulo de ter um deputado condenado e cumprindo pena, mas com o seu mandato garantido. E sua situação só mudou depois do término dessa excrescência que vigorava no Congresso Nacional, denominada "voto secreto". Há coisas que acontecem neste país que até Deus duvida, como diz a canção de Dorival Caymmi.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Ainda as doações

Em janeiro do ano passado a Juventude do PT promoveu um jantar em Brasília com o objetivo de arrecadar dinheiro para pagar as multas dos petistas condenados no processo do mensalão. O propósito da iniciativa era, além da arrecadação de dinheiro, também mostrar ao País que o julgamento da Ação Penal 470 foi arbitrário e as condenações, injustas. Mas o que parecia uma grande ideia acabou se revelando, na prática, um tremendo fracasso e, convenientemente, logo se tratou de não se falar mais no assunto. Um ano depois, milagrosamente, bastou a família do ex-deputado José Genoino (PT-SP) anunciar em redes sociais o número de uma conta bancária para a grana aparecer em menos de uma semana. É, no mínimo, muito estranho esse aumento brutal da solidariedade petista apenas um ano depois do fiasco dos pretendidos jantares solidários.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

Falta de transparência

Então é também para isso que os brasileiros trabalhadores pagam impostos estratosféricos?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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A FUGA DE PIZZOLATO

A Polícia Federal instalou inquérito para investigar como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato financiou a fuga para á Itália. Na minha opinião, se José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares fizeram vaquinha para pagar as multas do inquérito do mensalão, por que Henrique Pizzolato não poderia ter feito sua vaquinha também?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SIMPLES

A Polícia Federal está analisando o financiamento à fuga de Pizzolato. É muito simples: como petista diretor do Banco do Brasil, ele tinha livre acesso a milhões de reais, desaparecidos, como consta no processo do mensalão. Em posse de tanto dinheiro disponível, tudo fica fácil, a começar por abrir contas correntes em bancos do exterior. Com a carteira cheia de grana junto de cúmplices, ele pegou um carro, atravessou Santa Catarina, entrou na Argentina e, do Aeroporto Ezeiza, foi para a Espanha. Foi isso, tá "esclareçido".

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DOIS COELHOS, UMA CAJADADA

Para descobrir os caminhos do dinheiro que financiou a fuga de Pizzolato para a Itália, bastava a Polícia Federal rastrear a conta dos doadores da multa dos mensaleiros. Seria matar dois coelhos com uma cajadada só. Isso se a investigação esteja sendo feita pela "PF independente", senão vai ficar em banho Maria igual a investigação sobre Fernando Sarney, que já passa de 12 anos. Daqui a pouco prescreve. De uma forma ou de outra, com certeza somos nós, povo idiota, que pagamos a conta.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUAL POLÍCIA FEDERAL?

Qual Polícia Federal está investigando a fuga de Pizzolato? Aquela denunciada por Romeu Tuma Junior em seu livro "Assassinato de Reputações", que está a serviço do PT? Se for essa Polícia Federal, já sabemos qual será o destino desse inquérito: arquivo morto.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PARA INGLÊS VER

Na próxima sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República vai encaminhar ao governo italiano o pedido de extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil. O ex-diretor do Banco do Brasil é um arquivo vivo e dissidente do maior ato de corrupção política da história do País. Pensando "petísticamente", esse pedido é apenas para inglês ver, pois às vésperas da eleição presidencial a volta de Pizzolato para o Brasil é a última coisa que Lula e seus companheiros desejam.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INTELIGÊNCIA DIVULGADA

Diante do anúncio de que a Polícia Militar, em conjunto com o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), vai desenvolver um serviço de inteligência infiltrando-se entre os traficantes da Rua Peixoto Gomide, fico na dúvida se o anúncio prévio dessa operação não se trata de uma piada, como a do serviço secreto de nossos coirmãos europeus (que usavam uniforme e crachá), ou demonstra a burrice total de contar aos investigados para que suspendam temporariamente suas atividades no local, provocando o fracasso total da tal "operação de inteligência". Não seria mais inteligente e produtiva uma operação constante e sem divulgação? O tráfico de drogas está espalhado por toda a cidade de São Paulo (tem droga correndo solta no vão livre do Masp, atrás do Parque Trianon, na Avenida Roberto Marinho, na Praça da Sé ou em qualquer outro local com grande fluxo de pessoas) e as autoridades somente agem quando a situação é divulgada na imprensa e tem maior repercussão. Acorda, São Paulo, acorda Brasil!

Marcelo de Carvalho Braga

marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

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GUERRA SANTA

Os traficantes de drogas, como se fossem proprietários de estabelecimentos comerciais autorizados, plantam suas vendas na região central da capital paulista conclamando os jovens para o consumo, como ocorre no cruzamento da Rua Peixoto Gomide com a Rua Augusta. Tratando-se do coração econômico da capital paulista, é inaceitável que ocorram as investidas dos traficantes, como bem vem elucidando o "Estadão". É necessária a incursão policial nos recantos em que os traficantes desafiam abertamente as forças de segurança, porque o combate às drogas é guerra santa e que precisa sempre estar presente contra os bandidos corruptores de jovens.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DROGAS NA PEIXOTO GOMIDE

Já não basta uma cracolândia no centro da cidade?! Cadê a PM?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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TRAMELA EM PORTA ARROMBADA

Geraldo Alckmin promete ação vigorosa contra "feira de drogas" na Rua Peixoto Gomide e entorno da Avenida Paulista. Governador, só para esclarecer, colocar tramela em porta arrombada de nada adiantará, uma vez que o crime já foi consumado. Além disso, o tráfico não domina apenas o entorno da Avenida Paulista, ele tomou conta do País, tal qual o PT e sua quadrilha dominou os Três Poderes, criando desenfreadamente ministérios, pastas e secretarias e os abarrotando de "postes", verdadeiras vaquinhas de presépio. Assim os traficantes, aproveitando-se de penas leves e brandas, estão dominando o País. Como salvar o País dessa bandidagem toda?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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INADMISSÍVEL!

Como é possível que haja uma feira de drogas a céu aberto em plena área próxima da Avenida Paulista, sem que as autoridades soubessem ou, se elas tinham algum conhecimento, sem que aparentemente nada fizessem? Agora este governo relapso vem a público prometer "rigor" contra a tal feira. É impressionante a desfaçatez dessa gente. Só para dizer o mínimo.

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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RIGOR

Se o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tiver o mesmo rigor contra a venda de drogas nas cercanias da Avenida Paulista que teve com a apuração de responsabilidades no cartel de metrô, certamente as drogas continuarão tranquilamente pela cidade.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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‘A MIOPIA DO GOVERNADOR’

O sr. Geraldo Alckmin leu, em "Notas e Informações" ("A miopia do governador", 18/2, A3), o recado do "Estadão"? Se leu, ótimo, meio caminho andado. Permita-me fazer algumas considerações que não são novidade, pois se o governador lesse este "Fórum", tomaria conhecimento do que as pessoas que amam este Estado escrevem diariamente, fazendo comentários pertinentes sobre o que se espera dos governantes. Por favor, esqueça os números das pesquisas e os acordos cavalheirescos com postes paus-mandados, porque na primeira oportunidade vão apunhalá-lo pelas costas. Duas questões são cruciais para a continuidade do governo Alckmin: segurança (criminalidade disseminada e, obviamente, orquestrada) e a questão dos contratos com as empreiteiras. No primeiro item, creio que temos de usar mais inteligência do que força. É necessário mais ação do que reação - reveja os acordos com as polícias, que enfrentam um trabalho muito difícil e precisam estar bem coordenadas e motivadas. Quanto aos contratos, que afaste os envolvidos e tome a frente para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível (lembremos o exemplo de Itamar Franco afastando seu ministro Henrique Hargreaves), e não permita a dubiedade do discurso petista. Deus proteja o governador nesta jornada, pois São Paulo agradecerá não cair nas mãos de oportunistas que só desejam o poder para voltarmos ao atraso do totalitarismo do século passado.

Alberto Bastos C. de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA

Corajosa a postura do "Estadão" retratada no editorial "A miopia do governador" (18/2, A3). O nível de degradação pessoal e urbana causada pelas drogas é apenas a ponta do iceberg, considerando o quanto a corrupção - moral e financeira - tem permeado este governo. É preocupante imaginar os interesses econômicos e políticos que se escondem na inação do governo paulista diante da visível insegurança em que vive a população.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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CHOCOU-ME

Apesar de mineiro, sou assinante do "Estado" e acompanho com interesse mesmo as notícias sobre São Paulo. Chocou-me a liberdade com que traficantes e usuários de drogas se movimentam no centro e em outras regiões de São Paulo. Para mim, porém, chocam muito mais as declarações evasivas e tortuosas do governador paulista. Vazias, teóricas, inoportunas, afastadas da realidade e desprovidas de senso prático, elas mais me lembram declarações de petistas em defesa de bandidos do que de um governador responsável pela segurança pública. O PSDB, com seu bom-mocismo e sua falta de ação, decepciona a cada dia mais. Agora entendo a razão de ter sido o governador apelidado de picolé de chuchu.

Cláudio E. Duarte

claudio_duarte@hotmail.com

São Paulo

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SÓ AGORA?

Passei pelo tal quarteirão da Peixoto Gomide no último sábado e acho que, mesmo sem a venda de drogas, o incômodo que os frequentadores do local causam aos motoristas já é caso de polícia. Como pode um cidadão fazer uso da rua como se fosse calçada, obrigando inclusive as viaturas da PM a avançar com cuidado, para não atropelar nenhum deles? Pessoas com copos, latas e garrafas de bebida a transitar pela rua, atrapalhando o trânsito e, ainda por cima, vendendo drogas, e só agora, depois da publicação do "Estadão", as autoridades começam a tomar providências? Não sabiam, não tinham visto?

Marly

marigutto@gmail.com

São Paulo

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RESPONSABILIDADES

Mas e o prefeito Fernando Haddad nada tem que ver com essa história de venda livre de drogas na Peixoto Gomide? Ou será que o problema é apenas de repressão policial, sob a responsabilidade do Estado? Não teria de haver uma ação conjunta dos governos? Imagine só se a polícia paulista encostar o dedo num desses usuários ou traficantes! Será um Deus nos acuda e logo virá uma comissão de Direitos Humanos criticar a ação da polícia. Francamente, assim fica difícil, pois, se esta atuar com firmeza, dirão que é violenta. Se não atuar, dirão que é omissa. Se o usuário for visto como doente, lá vem a sociedade a contestar, pois é vítima de alguma forma. As necessidades legais vão na direção oposta dos brados politicamente corretos. E o senso comum do combate às drogas que anseia por urgência vai na contramão dos que veem as drogas como sintoma de uma doença a ser tratada a longo prazo. O que acontece, afinal, é que, com tantas posições confusas, até as autoridades ficam impotentes para decidir, com receio da opinião pública, pois a solução dada é sempre vista como equivocada. E com isso ficam todos imobilizados. Não há uma visão clara de que medida tomar. Vale lembrar a consequência trágica desse desencontro no caso dos black blocs. Estão faltando bom senso neste país e vontade política para resolver essas questões a favor do interesse conjunto da população.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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FARSA

Impressionante o poder que o PT tem para seduzir a todos. Em toda época de eleições presenciamos vemos todo tipo de baixaria praticado por esse partido para denegrir a imagem de seus adversários e, a cada ano, se especializam mais nesse negócio, cativando mais crédulos para suas falácias. Com relação à cracolândia, cujas subunidades se transferiram para a Peixoto Gomide, fica claro agora por que Haddad fez uma visita secreta na cracolândia do centro velho - que muitos já chamam de Haddadolândia - na semana passada. Já que é às escondidas, temos o direito de pensar o que quisermos, e o mais provável é que tenha justamente ido dar uma nova fórmula aos traficantes, como também aos usuários, de como se alastrar para culpar a polícia e o governo do Estado por omissão, quando o prefeito e a presidente Dilma passam a mão na cabeça de todos os que praticam crimes e delitos no País inteiro e até fora dele. A coisa é tão convincente que até o "Estadão" acreditou e fez o editorial "A miopia do governador". Alckmin, obviamente, tem de fazer a sua parte, mas quem "governa" a cidade só precisa ficar dando uma de bonzinho com o nosso dinheiro? Por que somente o governador é cobrado?

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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DE MÃOS DADAS

Como tenho reiterado neste "Fórum", PSDB e PT são farinha do mesmo saco. Só falta o comandante da PM de São Paulo "uniformizar devidamente seus agentes secretos", porque anunciá-los já foi feito através do noticiário da imprensa. O governador Geraldo Alckmin e o poste Fernando Haddad trabalham de mãos dadas com a incompetência no Estado e no município de São Paulo, respectivamente.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PEIXE FORA D’ÁGUA

Com relação à "feira livre" nas imediações da Avenida Paulista, que eu desconhecia, gostaria de sugerir que o poder público direcionasse seu olhar para o centro da cidade de São Paulo. Participante de caminhadas noturnas pelo centro, observei grupos enormes nas imediações do Teatro Municipal e da Avenida São João. Conforme a polícia se aproximava, dispersavam-se pacificamente. Perguntando a outras pessoas que participavam do evento, soube se tratar da "feira do rolo", ou seja, grupamentos comercializando produtos, frutos de roubo - possivelmente de nós, cidadãos. Estou me sentindo um peixe fora d’água nesta cidade, neste país onde o sentido de ética se esvanece e onde tudo pode e nada é proibido.

Maria Inês T. de Mendonça

migmendonca1@gmail.com

São Paulo

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REPRESSÃO E EDUCAÇÃO

É o fim do mundo... Toda uma geração perdida. Estarrecedora a matéria-denúncia elaborada pelos jornalistas do "Estadão". Necessário se faz que a saúde pública, com suporte da psiquiatria, da psicologia e da farmacologia, lance uma campanha forte de alerta aos malefícios das drogas. É a destruição paulatina de adolescentes e velhos. É preciso que os meios de comunicação combatam denunciando e mostrando o lado triste dos que enveredam pelo caminho das drogas. Sem o que, toda uma geração estará irremediavelmente condenada, perdida. Parabéns aos jornalistas do "Estadão". O País perde cérebros e produtividade. A sociedade perde sua harmonia. A família chora e perde seus filhos. O que fazer? Por quem os sinos dobram? Mister se faz conjugar repressão e educação, com apoio amplo da mídia. A polícia paulista tem feito sua parte, sim. Com sabedoria, denodo e incansável combate. Heróis anônimos. É quase como "enxugar gelo". Os governantes precisam se conscientizar da gravidade do problema, que atinge dimensões de "epidemia".

José Heribaldo de Souza

herik304@hotmail.com

São Paulo

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MAIS DO ‘MAIS MÉDICOS’

Volta o "Estadão" a abordar o problema que está nos envergonhando perante as nações democráticas: o verdadeiro regime escravocrata dos médicos cubanos em nosso território. A última demonstração desse fato é a ordem baixada pelo Ministério da Saúde que alerta: sempre que o médico cubano faltar ao trabalho, sua ausência deverá ser comunicada à polícia. Além de todas as irregularidades constatadas nos contratos desses cidadãos, como receber por seu trabalho diferentemente dos colegas de outras partes do mundo, "dois pesos duas medidas", os mesmos recebem menos que o salário mínimo vigente, e não têm os benefícios trabalhistas exigidos por nossas leis. A informação dessa situação degradante está se alastrando pelos outros contratados de forma que logo teremos problemas, no lugar das soluções impostas por Dilma para solucionar a ilusão de que temos poucos médicos. O programa Mais Médicos põe em prática usos e costumes de uma ditadura arcaica que arranjou uma forma de receber dinheiro à custa do povo brasileiro e de um trabalho que beira a escravidão num país que se libertou dessa mazela há mais de um século.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CASO DE POLÍCIA

No governo do PT, até o programa Mais Médicos vira um caso de polícia.

Milton Flávio M. Lautenschlager

miltonflaviol@gmail.com

São Paulo

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MAIS MÉDICOS, MAIS POLÍCIA

Mais cedo do que imaginado o programa Mais Médicos está virando caso de polícia.

Luiz Nusbaum, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CAPITÃES-DO-MATO

Em nome dos direitos humanos, numa noite sem lua de 24 de dezembro, por volta das 22 horas, no Palácio do Planalto em 2008 ou 2009, Lula fez um ministério subserviente e pouco cioso de seu amor-próprio subscrever o PNDH-3, Plano Nacional dos Direitos Humanos, 3.ª edição, inclusive com a assinatura da então ministra da Casa Civil. Ficou desde o primeiro momento óbvio que Lula e seu ministério estavam fazendo pouco caso da Constituição federal, fruto da cultura brasileira que encontra a sua raiz lá na denegrida Idade Média europeia, e que seu objetivo (o do referido plano) não era outro senão implodir um Estado Democrático de Direito chamado Brasil. Era um decreto presidencial, é verdade, e em razão da matéria não tinha nenhuma eficácia legal. Contudo, já se observa muito promotor e muito juiz "alternativo" empregando a linguagem do plano. O plano era um pequeno prenúncio do que viria a significar uma expressão que todos nós viemos a escutar depois anos mais tarde: "Fazer o diabo". Hoje temos a implosão do Direito do Trabalho, que, paradoxalmente, está sendo reduzido a cinzas em nome da "justiça social". Justiça social à Stalin. É o caso do programa Mais Médicos. Com apoio de mais uma organização internacional suspeita (desta vez se trata da Opas), após violar os princípios do Direito do Trabalho permitindo que o governo cubano embolse o salário dos "seus" médicos, dispensando-lhes apenas algum pocket money enquanto seus paradigmas de outras nacionalidades recebem o salário na íntegra, restrição ao direito de ir e vir. A revelação, na edição de domingo de "O Estado de S. Paulo", página A3, de que em razão de constar no trato do governo brasileiro com o partido único, ao que parece, eterno, de Cuba, uma cláusula que determina que os cubanos não poderão se ausentar da comunidade onde servirem, o Ministério da Saúde baixou uma ordem que faz de uma ausência do servo-médico um caso de polícia ultrapassa todas as expectativas do que poderia alcançar a expressão dilmiana de "fazer o diabo". Com esta a Dona Dilma conseguiu ressuscitar uma figura que já nos tempos do Reino Unido Brasil Portugal e Algarves com capital no Rio de Janeiro era considerada anacrônica: conferiu ao Poder de Polícia a função de capitão-do-mato para correr atrás de cubanos fujões, como nas gravuras daquela época distante, de autoria de Rugendas e Debret. Essa tragédia toca as raias do grotesco.

Martim Afonso Palma de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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‘O DIABO’

O caso dos médicos cubanos é bem demonstrativo de como, para ganhar eleições, "faz-se o diabo", como alguém já disse. Veja o caso da dra. Ramona Rodriguez, que pediu asilo no gabinete de Caiado, deputado do DEM. Disse ela (a trabalhadora) que recebe o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros R$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só podem ser sacados quando - e se - ela retornar àquele país. O restante (cerca de R$ 7.580) fica com o governo cubano (o patrão). Assim, com uma só tacada desrespeitam-se duas coisas. Em primeiro lugar, as leis trabalhistas do Brasil. Que nós, brasileiros e estrangeiros que aqui trabalham ou que contratam, temos de obedecer. O que o Ministério do Trabalho tem a dizer sobre isso? Em segundo lugar, o dogma marxista-leninista de que a mais-valia é propriedade, direta ou indiretamente, de quem executa o trabalho, e não do patrão. Dogma esse que os intelectuais esquerdoides dizem ser sagrado. E não é mais? Esse programa - da maneira como é - foi instituído pelo ex-ministro Alexandre Padilha. Hoje candidato a governar nosso Estado. Daí porque a exclamação que, hoje, está tomando conta do povo paulista cada vez que a ele se faz referência: "Vai pra casa, Padilha".

José Etuley Barbosa Gonçalves

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER

É mais do que evidente que essa contratação de médicos cubanos não passa de uma farsa. Dilma, mancomunada com o governo cubano, prova que é tão guerrilheira quanto os cubanos. Os médicos chegam a receber somente 10% do que o governo cubano lucra. É uma pouca vergonha, ou não é? Dilma, a exemplo de Lula, adora o regime ditatorial dos irmãos Castro. E já começou a implantar, sorrateiramente, o mesmo regime no Brasil. Só não enxerga quem não quer.

Conrado de Paulo

depauloconrado@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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ALUGAM-SE CUBANOS

Temos homens e mulheres. Trabalham como médicos. Garantimos vigilância 24 horas. Não há necessidade de pagamento de qualquer direito trabalhista. Espécimes dóceis, aceitam qualquer condição de trabalho. Se não agradar, fazemos substituição em poucos dias. Despachamos para qualquer lugar do Brasil. Tratar no Ministério da Saúde, Brasília. Um país que aboliu a escravidão há mais de cem anos, que tem uma legislação trabalhista moderna, vê uma nova classe de pessoas que são vigiadas 24 horas por dia, não têm um passaporte internacional, recebem um salário equivalente a 1/10 de outros médicos estrangeiros na mesma função. Todos sabemos que a população brasileira necessita de médicos, mas a que preço? À custa de um trabalho escravo, ajudando a financiar uma ditadura? A Comissão dos Direitos Humanos, os sindicatos médicos e o Ministério do Trabalho precisam ajudar esses cubanos. O governo federal precisa esclarecer ainda muita coisa sobre a comercialização de pessoas por Cuba.

Amaury Vieira

novopen@hotmail.com

Campinas

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DESRESPEITO

Desrespeito às leis e às instituições republicanas deve ser a ordem a se levar a cabo pelos desgovernos petistas. Com o Mais Médicos, passou por cima das entidades representativas de classe e desrespeitou leis trabalhistas, pagando salário vil para os cubanos e gordo para o regime. Com o mensalão, as tais campanhas arrecadatórias para o pagamento de multas de apenados que desmoraliza o Judiciário. E, agora, vem à tona o caso do senador boliviano sr. Pinto Molina, que, enquanto asilado na embaixada brasileira em La Paz, seu destino era traçado com a Bolívia para não melindrar Evo Morales. Quer dizer: os desgovernos Dilma e Lula são servis aos bolivarianos, danando-se os direitos dos cidadãos destes países que aqui trabalham ou quando a nós pedem asilo. Age o governo petista do mesmo modo que os governos de ditadura militar da América do Sul quando compartilhavam informações e repatriavam fugitivos.

José E. Zambon Elias

zambonelias@estadao.com.br

Marília

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‘MÉDICA CUBANA PEDE INDENIZAÇÃO’

Dois assuntos muito graves: primeiro, a enorme injustiça com os médicos cubanos ao fazer este esdrúxulo convênio com Cuba no qual seus médicos são explorados feito escravos; e, segundo, a retrógrada e incoerente justiça trabalhista brasileira, totalmente enviesada para o lado do trabalhador. Qualquer empresário dos dias de hoje tem de ter bons conhecimentos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para não pôr em risco seu negócio. Um dos pontos mais básicos estipula que não se pode remunerar com salários diferentes funcionários que exerçam as mesmas funções e tenham os mesmos cargos. Acho essa uma exigência coerente, porém, aliada a tantas outras que não o são, possibilita que pessoas desonestas vivam sem trabalhar, usufruindo da indústria das indenizações trabalhistas. Nesta matéria específica nos confrontamos tanto com a injustiça por parte do governo com a remuneração desigual como com o oportunismo da médica cubana Ramona Rodríguez ao se aproveitar da situação e exigir uma indenização totalmente incoerente e desproporcional. Bem-vindo, governo! Sinta na própria pele o que os empresários sentem todos os dias. Quem sabe assim o governo cria vergonha na cara e se mobiliza para fazer uma reforma na justiça trabalhista.

Tito Livio Capobianco Jr.

titocapo@geneseas.com.br

São Paulo

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VIRAR O DISCO

Os petistas devem "virar o disco" em seus discursos, já está ficando enfadonho ouvi-los sempre colocando a culpa em terceiros. Seja lá de quem for a culpa, deles próprios ou de outrem, que resolvam os problemas. Afinal de contas todos os políticos são eleitos para administrar ética e eficazmente o País, o Estado e o município em benefício do povo que os remunera, e muito bem, por meio dos nossos pesados impostos. O prefeito Fernando Haddad culpa a elite econômica paulista, se esquece de dizer que ele também é parte da elite política que atualmente nos governa. A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, acusa manifestantes de repetir práticas da ditadura - não me consta que naquela época havia grupos black blocs. Mas onde estão os diretos humanos dos médicos cubanos? Por acaso, a ditadura importou profissionais estrangeiros para trabalhar no Brasil sem proteção da CLT: sem carteira assinada, sem férias, sem 13.º salário, sem 1/3 de férias, sem FGTS, sem contribuição ao INSS, sem desconto do Imposto de Renda, etc., etc.? E mais, enviava seus salários para algum ditador amigo? Como diz hoje popularmente o bordão, me poupem!

Walter Menezes

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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MÉDICOS TIPO EXPORTAÇÃO

Gostaria que alguém pudesse me esclarecer: como é que Cuba, um país com 11 milhões de habitantes, tem tantos médicos sobrando? Pelo que se acompanha em jornais, médicos cubanos são tipo produtos de exportação do país (já foram para outros países sul-americanos). Agora o famoso Mais Médicos, apresentado pelo governo federal de repente como fato consumado, programa importar 5 mil médicos cubanos. Quantas faculdades de Medicina tem Cuba? Tem tanto médico assim sobrando em Cuba ou a população é tão saudável que não precisa de médicos?

Bruno Mancini

brunoara@yahoo.com.br

Sorocaba

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A LEGENDA COMUNISTA

É incrível ver como ainda existem adeptos de um regime que se provou extremamente falho ao longo do século 20. A tentativa de implantação do comunismo ao redor do mundo só gerou mortes, insatisfação e tentativas de emigração. Os cubanos do Mais Médicos estão fugindo na primeira oportunidade que lhes aparece e o mais impressionante é o governo brasileiro, que insiste em ter laços com um país atrasado que não respeita o mote principal da nossa Constituição: a dignidade da pessoa humana. Que sirva de lição esta fuga dos médicos cubanos para eventuais aproximações com a ilha dos Castro.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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SEM SENSIBILIDADE

A posição da Associação Médica Brasileira (AMB) em relação aos recentes acontecimentos envolvendo médicos cubanos chama a atenção. Dos 5.378 profissionais que vieram daquele país para ocupar vagas em lugares que não chamam a atenção dos profissionais brasileiros, cerca de 25 já desistiram. E apenas uns três usaram da adesão ao programa para pedir asilo no Brasil ou fugir para os Estados Unidos. Mas a AMB, ao apoiar os dissidentes, continua numa posição estranha e nitidamente político-partidária, pois até agora não mostrou como os governos municipais ou estaduais podem solucionar o problema que é a ocupação de vagas, e não apenas no interior, mas até numa capital como São Paulo. É lamentável que uma entidade não tenha a sensibilidade para discutir a solução desse grave problema.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DOIS MUNDOS

Na última segunda-feira, ocupando o plenário do senado, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) usou da palavra enfileirando os sucessivos fracassos do governo Dilma que até no seu demagógico e ofensivo Programa Mais Médicos já começa a fazer água. O próprio governo está atônito como uma barata arrependida que entrou no galinheiro na hora de uma reunião. O senador enfileirou o rosário de déficits em todos os setores, seja de ordem econômica ou social. Falou por bom tempo dando uma antevisão terrificante do abismo a que estamos condenados com essa falta de meritocracia que tem só um objetivo: cuidar do bem-estar dos "cumpanhêros" comunistas e reforçar cada vez mais o curral eleitoral daqueles do Bolsa Família, que vivem em função da boca, intestinos e reto. Esse é o Brasil real descrito pelo senador Álvaro Dias. Mas eis que é anunciado o próximo orador, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que desembarcou na "Terra do Nunca" e descreveu um quadro em que se vislumbra "O País das Maravilhas" protagonizado por Alice Rousseff. Inflação sob controle, balança comercial sofrendo a difícil conjuntura econômica do mundo. Enfim, para a senadora tudo vai bem, principalmente a política assistencialista do governo. "Políticas públicas de cultura assistencialista geram votos e dependência política, mas as de cidadania geram correntes de pensamentos livres e soberania" (Ricardo V. Barradas).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O CAOS NA VENEZUELA

A grande mídia mundial ("Le Monde", "New York Times", CNN, entre outros veículos) dedica bastante espaço aos acontecimentos que estão a agitar a Venezuela nestes últimos dias, denunciando inclusive os métodos violentos de repressão empregados pelo governo de Nicolás Maduro, mediante a divulgação de vídeos, fotos e relatos. É por meio dessas grandes redes de comunicação, além das postagens esporádicas nas redes sociais, que parte da sociedade brasileira passou a saber, por exemplo, que o governo venezuelano responsabilizou as forças de oposição pelas agitações, acusando-as de articular uma suposta tentativa de golpe de Estado, com apoio, naturalmente, dos Estados Unidos. As notícias vindas das agências estrangeiras ratificam também a suspeita de que a eclosão dos movimentos resulta da difícil situação econômica em que se encontra o país, com desabastecimento e inflação alta, e do fracasso das políticas sociais que vêm sendo desenvolvidas pelo governo bolivariano. Dão conta ainda de que os movimentos de protestos já provocaram vítimas fatais e estão sendo esperados para qualquer momento confrontos entre as tropas e os opositores do regime, com consequências imprevisíveis. Esses são dados que podem ser obtidos por meio de qualquer rede de atualidades internacionais e que, no entanto, por aqui, estão ressonando quase nada. A população brasileira aguarda, além de um posicionamento oficial do governo brasileiro a respeito da situação, uma explicação para essa assimetria de informação. Com a palavra, o Planalto e os mandarins de nossa grande imprensa.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL E VENEZUELA

Quem está "tomando conta" da Venezuela é Cuba - Nicolás Maduro é só um laranja, incompetente. O caos é total e a violência da ditadura está a todo vapor. A nossa presidente, que não tolerava ditadura e que se reuniu com membros do MST - apesar de João Pedro Stédile falar claramente que ela, Dilma, de reforma agrária não entende nada -, deveria ter um pouco de sensibilidade de que em qualquer negócio com a Venezuela o Brasil perde, e perde tudo, sempre como já vem acontecendo.

Celso de Carvalho Mello

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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COPA DO MUNDO EM CURITIBA

Fifa decidiu o futuro destino da Arena da Baixada, em Curitiba. Os políticos alegavam que o arranhão que a Fifa sofreria caso não aprovasse a arena seria maior - apesar da fictícia insatisfação que demonstravam com o atraso da obra. Será mesmo insatisfação ou plena satisfação por tal situação resultar na contratação de "obras emergenciais", que não necessitam de licitações para ser executadas?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VEXAME

É vergonhoso que Curitiba (PR) tenha corrido o sério risco de ficar de fora como sede da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Causa perplexidade o incrível atraso na reforma do estádio Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, algo inaceitável. Difícil de acreditar que uma cidade rica, moderna e desenvolvida como Curitiba faça um papelão desses e tenha corrido o risco de ser excluída da Copa. Em 1950, Curitiba foi uma das sedes da Copa, com jogos no Estádio Durival de Brito. Agora, 64 anos depois, a cidade faz feio e decepciona tanto os paranaenses como o Brasil inteiro. É muita irresponsabilidade, descaso e incompetência de políticos e cartolas locais. Curitiba e o Paraná não mereciam passar por tamanho vexame.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CÚMULO DA CARA DE PAU

Se o secretário-geral da Fifa repetisse agora, em 2014, o que afirmou no ano passado, que o Brasil precisava de um pontapé no traseiro, por causa do atraso das obras para Copa do Mundo, hoje teria um motivo a mais para se indignar com esta gente ligada ao governo federal. Acontece que, na sua visita (em 17/2/2014) para vistoriar o Estádio Mané Garrincha, encontrou e estrategicamente exposta na sala de imprensa uma bola oficial de futebol com a propaganda do PT. Nesta pelota, redonda, ou esfera, como queiram, está impressa a foto do governador petista do DF, Agnelo Queiroz, de Lula, e de Dilma, mais a sigla e o número 13 do partido. Descaradamente tudo bem colorido. O constrangimento foi total para a comitiva da Fifa. E como os petistas não estão nem aí, já que esta imagem, como assim objetivaram, está rodando todo o País, Agnelo Queiroz, político mais do que denunciado por corrupção, disse sem ruborizar que essa bola foi um mimo de um simpatizante do partido. Na realidade, quem precisa mesmo de um pontapé no traseiro são estes verdadeiros caras de pau de Dilma, que constrangem sem cerimônias não somente a nossa sociedade, mas aqueles que apostaram, como a Fifa, que a turma do Palácio do Planalto seria capaz de cumprir os compromissos assumidos em 2007, como o as obras dos estádios e em tempo hábil também as de mobilidade urbana para este importante evento da Copa do Mundo. Não somente deixaram de cumprir a agenda de obras conforme fora estabelecida, como ainda tiveram este desplante de apresentar uma bola pirateada com logo do PT e fotos daqueles citados acima que indignam o País e chutam sempre de bico, e para muito longe, diga-se, a ética e os bons costumes.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CARGO NO TCU

Extraordinária iniciativa tiveram os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) no sentido de evitar que políticos fichas imundas como Gim Argello (PTB) e Ideli Salvatti (PT) venham a ingressar naquela instituição, sob pena de transformá-la num depósito de lixo.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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