Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2014 | 02h06

Bomba de efeito retardado

Para segurar o "índice" da inflação no nível de 6% ao ano, para efeitos eleitorais, o governo congelou os preços dos combustíveis e da energia elétrica. Na Petrobrás o efeito é desastroso, levando-a a uma dificílima situação financeira. Para as elétricas, seus déficits estão sendo cobertos pelo Tesouro Nacional, ou seja, por nós mesmos, reduzindo recursos para setores mais necessitados (saúde, educação, infraestrutura). De fato o governo controla a média da inflação em 6%, mas a inflação dos preços não controlados, que atingem os mais pobres, chega aos 10%. Fora isso, os dados da "contabilidade criativa" trarão pressões, como o eventual rebaixamento das notas do crédito brasileiro pelas agências de risco, além da completa perda de confiança dos investidores. Passadas as eleições o governo, qualquer que seja, terá de tomar medidas econômicas que atingirão fortemente a todos. Esse será o preço de uma reeleição.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

O governo e as agências

Fora os anéis, o que dona Dilma Rousseff vai prometer entregar às agências de classificação de risco para manter seus dedos?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Inflação e convergência

A inflação só converge para a meta na ótica dos governantes. Espero que essa divergência continue apenas na previsão, pois se ocorrer nos números oficiais de fechamento, como na Argentina, a desgraça será completa.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Venda frustrada

No início de dezembro de 2013 noticiavam-se as enormes dificuldades de serem obtidas licenças de importação pela Argentina de produtos brasileiros, em especial de calçados. Dava-se conta de que mais de 700 mil pares de sapatos comprados pelo comércio argentino aguardavam as tais licenças para cruzar a fronteira. Eram produtos desejados para antes do Natal. Apelos feitos à presidente da República para que interviesse resultaram na ida do ministro Fernando Pimentel, escudado por Marco Aurélio Garcia, a Buenos Aires para negociar com o novo ministro argentino da área. Passados poucos dias, voltaram esfuziantes: os embarques poderiam começar logo na semana seguinte. Agora, no Estadão de 18/2 (B3) lê-se: Calçadistas têm 730 mil pares à espera de licença. Que belo desempenho tiveram nossos defensores...

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

INFRAESTRUTURA

Filas no Porto de Santos

O plano logístico é pífio, pois o sistema é ultrapassado, não acompanhou os avanços do setor de transportes. Temos caminhões que chegam a 30 metros de comprimento, rodotrens, bitrens, etc., mas os portos continuam os mesmos - em tamanho, tecnologia, investimento e incompetência. Como sempre, a culpa pelo descaso na administração pública recairá sobre quem produz, que terá de amargar multas pelos veículos estacionados. O transportador sofre com o valor alto do combustível e com a carga tributária exacerbada, amarga pedágios absurdos, estradas lastimáveis, ladrões de cargas, padece nas mãos de alguns policiais corruptos e despreparados, paga taxas exorbitantes de estacionamento na zona portuária, etc. Tudo isso e toda essa incompetência fazem o produto chegar mais caro às prateleiras dos mercados, crucificando o povo brasileiro. É a incompetência que se alastra todo dia e por todo lado.

EVERSON ROGÉRIO PAVANI

roger.advog@gmail.com

São Paulo

CAMPEÃS NACIONAIS

OGX e J&F

A visão petista do ex-presidente Lula de que só no governo do PT empresas brasileiras teriam condições de se mostrar ao mundo como verdadeiras campeãs deu na OGX, em processo de recuperação judicial, e na J&F, em fase de indiciamento de seu controlador pela Polícia Federal, acompanhado do notório caixa dos mensaleiros, o finado Banco Rural, e sua ex-controladora.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Concessão de bolsas

Em relação ao editorial Crise no Ciência sem Fronteiras (19/2, A3), gostaríamos de informar que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vem cumprindo rigorosamente o cronograma de concessão de bolsas no âmbito do programa, conforme acordo com a Capes/CNPq, tendo o último pagamento sido realizado em 25/11/2013. As demais entidades do setor financeiro realizaram os seus pagamentos no mesmo período, levando o total a R$ 91,7 milhões, equivalentes a 1.430 bolsas. Até dezembro de 2013 o setor, por meio da Febraban, repassou, portanto, o equivalente a 32% do total comprometido, ou seja, 2.080 bolsas patrocinadas, e não 650, como foi mencionado. A participação da Febraban prevê, ainda, o desembolso de mais duas parcelas, de 30% em 2014 e de 38% em 2015, totalizando as 6.500 bolsas para o Programa Ciência sem Fronteiras, sendo a maior contribuição de uma entidade do setor privado.

MÁRIO SERGIO VASCONCELOS, diretor de Relações Institucionais da Febraban

cleide.rodriguez@febraban.org.br

São Paulo

GRUPO ULTRA

Estratégia de negócios

Com relação à reportagem publicada em 17/2 (Ultra vai do combustível ao varejo, B4), o Ultra institucionalmente esclarece que não há planos nem conversas em andamento sobre aquisições de redes de alimentação ou de novas redes de farmácias. No segmento de varejo farmacêutico, o Ultra segue focado exclusivamente na integração da Extrafarma e em sua preparação para um crescimento mais acelerado a partir de 2015. O Ultra é uma companhia multinegócios, com cinco unidades, dentre eles a Ipiranga, em que cada negócio tem suas estratégias e seus planos de investimentos desenvolvidos à luz de seu contexto e de suas oportunidades específicas. A participação relativa de cada negócio na geração de caixa e nos investimentos do Ultra varia no tempo segundo essa avaliação de contexto. No caso específico da Ipiranga, a venda de combustíveis e lubrificantes é o centro de sua estratégia e sua razão de ser. Os elementos de serviço e conveniência oferecidos em seus postos são parte de sua estratégia de diferenciação junto ao consumidor.

MARCELLO DE SIMONE, diretor de Comunicação do Ultra

marcelo.aguiar@nectarc.com.br

São Paulo

N. da R. - O Estado mantém as informações publicadas.

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VIOLÊNCIA NA VENEZUELA

O regime venezuelano prende opositores, sufoca a imprensa e tem fiéis milícias espalhadas país afora, que saem às ruas e atiram a esmo na população que clama por mais democracia, mais liberdades e respeito aos direitos humanos. O regime venezuelano, dos últimos anos para cá, levou a economia do país à UTI, padecendo de doenças graves como inflação estratosférica e severas crises de desabastecimento. Esse regime é liderado por um insano chamado Nicolás Maduro, que afirma conversar com o falecido ditador Hugo Chávez incorporado em passarinhos. Maduro, durante a campanha eleitoral do ano passado, que resultou em sua vitória sobre o candidato da oposição Henrique Caprilles (por uma diferença de menos de dois pontos porcentuais e em meio a diversas denúncias de fraude), recebeu apoio entusiasmado do dono do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Que "belo" exemplo de democrata é este Lula, hein?

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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CRISES POLÍTICAS

As fotos das ruas das capitais da Venezuela, da Ucrânia e da Tailândia mostram como países distantes entre si podem estar enfrentando os mesmos problemas políticos. A forte oposição nas ruas dos três países não consegue ser atendida em suas reivindicações. Não são convocados nem referendo nem eleição para resolver o impasse institucional que provoca grave crise política. Depois, só restará lamentar quando ocorrer a ruptura institucional por falta de construção de uma solução para os enfrentamentos políticos.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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PRIMAVERA LATINA

Começa a perder força o regime ditatorial pós-Chávez na Venezuela. Durante vários anos, o agora falecido presidente conseguiu ludibriar o seu próprio povo por meio do carisma e do discurso socialista que não lhe é cabível, passando este legado para o seu sucessor, Nicolás Maduro. Aliás, a única atitude de esquerda de ambos foi a paixão pela perpetuação no poder. Esta, por sinal, corre sério risco após a prisão de um dos maiores oposicionistas, Leopoldo López, ocorrida na quarta-feira (19/2), evento que finalmente despertou a sociedade contra as atrocidades do governo. Pouco tempo à frente do poder, Maduro foi ingênuo e acreditou que tinha o povo em seus bolsos e que poderia calar todos os que se opusessem aos seus punhos de ferro, como já fez, inclusive, com a imprensa, aplicando-lhes multas ou simplesmente fechando as suas portas. Mas a oposição mostrou-se viva, embora ainda fraca e oprimida. Felizmente, para a América Latina este pode ser um início virtuoso na Venezuela. Seria esta uma primavera latina?

Thiago C. Andrade

thiagocandrade@gmail.com

Recife

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POBRE VENEZUELA

Como se poderia imaginar, os regimes bolivarianos estão implodindo por causa da incompetência, da corrupção, da restrição cada vez maior das liberdades individuais e dos direitos humanos praticadas pelos pseudodemocratas. Só espero que o Brasil quebre a escrita e fuja do chavão da bebida: "Eu sou você amanhã".

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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INVEJA

A Venezuela, como nós, tem um governo fraco e incompetente, mas a oposição continua viva e atuante...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BARRIL DE PÓLVORA

Com sua economia em frangalhos e protestos nas ruas, a Venezuela vive um clima terrível de insegurança. Pior que tudo isso é saber que os governos do PT sempre admiraram a forma bolivariana de governar.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O SILÊNCIO DIZ TUDO

A oposição na Venezuela abarrota as ruas de Caracas protestando contra o péssimo governo de Maduro, que vem levando aquele belo país à bancarrota, econômica e democraticamente. Maduro prende o principal líder da oposição na tentativa de amedrontar o povo e o governo brasileiro, que se diz "democrático", não diz nada? Por essas e outras que o julgamento do mensalão lavou nossa alma. Porque, se não tivesse sido denunciado, julgado e os condenados, na prisão, o Brasil estaria hoje nas mesmas condições da Venezuela. O silêncio do governo petista diz tudo.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DITADURA

Não é necessária muita perspicácia para perceber que o que está acontecendo na Venezuela chavista é uma ditadura em curso. O Brasil é incoerente ao continuar mantendo relações cordiais com países que afrontam descaradamente a democracia e os direitos humanos e é imperativo que o governo brasileiro tome posição oficial e não faça de conta que o que acontece no vizinho não é com ele.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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NOTA DO MERCOSUL

O Mercosul, depois de dar um tempo para se pronunciar a respeito das recentes manifestações democráticas com mortes na Venezuela, acabou alinhando-se aos chavistas, o que ficou claro à comunidade internacional. Na mesma nota oficial divulgada pelo bloco, os países-membros "expressam seu mais forte repúdio às ameaças da ordem democrática legitimamente constituída pelo voto popular", ou seja, um golpismo em andamento (18/2, A3). Sobre o voto popular mencionado na nota oficial, a eleição na Venezuela em abril de 2013 foi um tanto nebulosa, pois, de um total de 99,12% de votos apurados, Nicolás Maduro (PSUV) obteve 50,66% dos votos, contra 49,07% de Henrique Caprilles (MUD), dando uma diferença de 234.935 votos, e sem o acompanhamento da apuração eleitoral passo a passo pela mídia, como no Brasil. Logo após o término da votação, umas seis (6) pessoas consideradas membros do Conselho Eleitoral se reuniram numa sala fechada e, logo em seguida, anunciaram a vitória de Maduro como resultado final e irreversível. Pelo andar da carruagem, a única saída é a população aguardar o plebiscito (metade do mandato de Maduro) em 2016, mas será que o país aguenta essa situação de uma economia destroçada e sem perspectiva de melhora?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DILMA ONTEM E HOJE

Lamentável o apoio da presidente Dilma Rousseff às medidas truculentas de Nicolás Maduro, na Venezuela. Ela, que nos anos 60 era contra a ditadura, agora se posiciona a favor de uma. Difícil de explicar, mas, como está no poder e até Lula anda estranhando suas posições de autoritarismo, constata-se que o poder muda as pessoas.

Juliana Mello

juliana@alfaomegamarcas.com.br

São Paulo

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SEM MÁSCARAS

Todos acompanhamos pelos canais de televisão o comportamento exemplar do povo venezuelano, que protesta contra a ditadura do governo Maduro, sem quebra-quebra e sem mascarados. Até manifestar "contra isso que está aí" teremos de aprender.

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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A LUTA DO POVO UCRANIANO

É inaceitável a morte de dezenas de manifestantes inocentes na Ucrânia, assassinados pela polícia local a mando do governo de extrema direita que manda no país. Pessoas idealistas e corajosas, que apenas lutavam pelo bem do seu país, pela sua libertação e independência efetiva em relação à Rússia e pela sua união com a Comunidade Europeia, foram covardemente mortas por um Estado opressivo e repressor. A União Europeia e a comunidade internacional precisam reagir e apoiar a mais do que justa e digna luta do povo ucraniano.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FALTA POVO

Se 10% dos brasileiros tivessem o patriotismo e o amor à pátria que têm os ucranianos, estaríamos vivendo numa verdadeira democracia, e não numa ditadurazinha barata de líderes que vivem nas sombras. Mostrem a sua cara! As intenções já estão bem claras.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA EM 1964?

Não sou eleitor da nossa "presidenta", mas, ao ler o tom generalesco com que o ex-chefe de Estado Maior de Defesa, o sr. Rômulo Bini Pereira ("A árvore boa", 19/2, A2) busca um revisionismo histórico da tirania totalitária que vivemos nos anos de chumbo, percebo com clareza à quem a "presidenta" se refere quando menciona o velho do restelo. Diante de tanta inconsistência, apenas uma resposta maniqueísta para este senhor: Ditadura nunca mais!

Roberto Rozenberg

robertor@usp.br

São Paulo

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MEMÓRIA

Irretocáveis os artigos do general Rômulo Bini Pereira e de Marco Antônio Villa ("Golpe à brasileira", 19/2, A2), sobre os 50 anos da revolução de 1964. Uma mesma realidade, focada sob dois ângulos muito esclarecedores. Depois de tanto a esquerda tentar distorcer a realidade dos fatos históricos e atentar contra a honra daqueles que livraram o Brasil de se transformar numa Cuba continental, o "Estadão" refresca a memória de uma nação bombardeada diariamente pela propaganda "goebellista" do regime do Partido dos Trabalhadores.

Frederico D’Ávila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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O DEBATE NECESSÁRIO

A história é escrita pelos vencedores. Por isso é importante uma voz como a de Marco Antônio Villa para trazer os fatos aos seus devidos lugares. A verdade não tem dono. Por isso mandatários procuram dar a ela a feição que lhes convém. Vencedores e derrotados apresentam qualidades e defeitos. É importante para o desenvolvimento democrático a defesa do pluralismo de ideias, do direito à discussão de pontos de vista contrários. A população e as autoridades têm de aprender que a divergência pode ser exposta sem punição, que direitos podem ser reivindicados sem o medo da represália, da repressão. Opositor não é necessariamente um inimigo. Máscaras são usadas em carnaval e não identificam inimigos. Punição deve ser dada àqueles que não se apresentam necessariamente como inimigos, mas fazem a população sofrer pelos seus malfeitos.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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NÃO À CENSURA

Parabéns ao "Estadão". Manteve a linha austera da informação. Não agiu como outros veículos de informação, que apagaram de seus registros históricos o verdadeiro caráter da revolução de 64. A Cesar o que é de Cesar e um categórico não à censura.

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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50 ANOS DEPOIS

Golpe à brasileira, a árvore boa cujos frutos, depois de 50 anos, começam a amadurecer.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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INSTITUIÇÕES FALIDAS

Tem razão o general Rômulo Bini Pereira, em seu artigo "A árvore boa". E pode ter certeza de que muita gente corrobora com suas palavras e, há algum tempo, vem lamentando que as Forças Armadas não voltem a tomar conta deste país, antes que seja tarde. Pois, a continuarem as coisas como estão, não duvido de que, a persistir esta ditadura branca dos petralhas, nossa bandeira tenha um novo círculo central com a foice e o martelo, além da nova faixa, na qual leremos "República Socialista Soviética do Brasil". Já não temos para onde olhar, com todas as nossas instituições falidas, desmoralizadas, corruptas e mentirosas. Mas que seja breve, ou acabará sendo tarde demais.

Floriano Sérgio Pacheco

fpacheco3@gmail.com

Águas de Sta. Bárbara

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‘A ÁRVORE BOA’

A página 2 de ontem (19/2) estava bem aquecida. General Bini, por que não plantar mudas da árvore boa? Não estaria passando do tempo?

Régis D. C. Fusaro

rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

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EM BUSCA DA DEMOCRACIA

Nasci e cresci à sombra da "árvore boa da revolução de 1964" a que se refere o general Rômulo Bini Pereira. Por conta disso, por anos foi-me tirado o direito de amar meu país e sentir orgulho da minha nacionalidade. Cresci sentindo vergonha de viver num país onde o povo era subjugado e politicamente infantilizado pelo governo, tinha medo de se expressar, medo de polícia, medo de tudo, pois seus direitos civis não valiam nada. Quando cresci um pouco, entendi que não era do País ou das pessoas que nele viviam que sentia vergonha, mas do governo militar que, em nome da luta contra ideologias que ousavam imaginar a emancipação de um povo, oprimia sua população civil, torturava e assassinava. Mais alguns anos e descobri que, em nome de um crescimento econômico mais versado para o espetáculo de curto prazo do que para o desenvolvimento de longo prazo, esse governo institucionalizou a corrupção que desde sempre subjaz à política brasileira. Tudo isso embalado pelos infames jingles que enxovalhavam a inteligência das pessoas no rádio e na televisão. A tal árvore boa deixou seus frutos: uma polícia militar brutal, ciclópica, que não responde por seus atos fora da questionável jurisdição de seu próprio sistema e a quem, meio século após o golpe militar, a população ainda teme. Deixou também um sistema de ensino público em ruínas e, sob sua copa, permitiu a favelização de grandes centros urbanos nos anos 1970, uma catástrofe socioambiental que perdura até hoje. Pior, deixou uma população com um imenso desfalque no âmbito da prática política diária e que ainda pena para apreender o real e profundo sentido da "res publica". Órfã de educação, moradia, hospitais e transporte públicos aceitáveis, exausta e onerada por impostos, a população brasileira tateia no exercício de sua cidadania. Contudo, apesar de aflita e às vezes desajeitada ao equilibrar a equação de seus direitos e deveres, hoje sabe que tem o direito de tatear, seja pelo voto, seja pela prática de "rolezinhos". Lutamos desde a abertura política para nos recuperar do estrago social, político e cultural que foram os anos de ditadura militar. Não sem dificuldades, estamos procurando o caminho da nossa democracia, que deverá abraçar a diversidade e complexidade que caracteriza a sociedade brasileira. Pois, democracia é isso, incluir e harmonizar as diferenças procurando o bem-estar de todos, e não excluir e matar quem pensa diferente. Por esse motivo a prática da democracia é difícil, muito mais difícil do que um sistema que se limita a impor e reprimir. A prova de que o processo democrático está em curso no Brasil é o espaço dado ao general Pereira num dos mais importantes veículos de comunicação do País para ele ventilar suas ideias pró-ditadura e chamar um golpe de Estado de revolução. Os ideólogos gramscistas por ele citados não teriam tido o mesmo tratamento sob a "árvore boa da revolução de 1964". Provavelmente, teriam sido eles "ventilados" de um avião em pleno voo. O legado do governo militar é triste e pagamos pela sua miopia e violência até hoje. Sua atuação foi um fracasso, otimizando sua performance apenas no quesito em que contou com ajuda estrangeira: a tortura. Quarenta e cinco anos depois do Ato Institucional n.º 5, ainda há famílias procurando pelo paradeiro de parentes desaparecidos, violentados e torturados até a morte, ou à espera de simplesmente um pouco de decência e compaixão, uma resposta honesta acerca das circunstâncias da morte de um ente querido. A efeméride dos 50 anos do golpe de 1964 é um momento simbólico, que demanda que a verdade não seja temida nem escondida. A maturidade política de uma nação só é possível a partir do reconhecimento e aceitação da própria história e todos seus atores, sejam eles vítimas, algozes ou aqueles tantos que são um pouco dos dois. História não é vaidade, luxo, ferramenta ou moeda de barganha. Articulada com a democracia, é a verdadeira árvore boa que confere maturidade e emancipação política a um povo. Sob sua frondosa proteção, as pessoas se tornam cidadãs e têm meios de se defender de governos abusivos. Isso porque têm seus direitos civis garantidos, como eu, que, hoje, posso dizer publicamente o que penso a um general sem temer pela minha vida, e, assim sendo, não tenho mais vergonha de ser brasileira.

Paola Prestes

paola@serenafilmes.com.br

São Paulo

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INCRÍVEL E INACREDITÁVEL

Dia destes um colunista famoso fez uma brincadeira mostrando como as palavras incrível e inacreditável podem ser sinônimas ou... não. A lembrança ocorreu-me em vista da declaração de um então major veterinário da reserva do Exército, que informa que Kruel apoiou a revolução de 1964 por ter recebido uma boa grana para si. É como se hoje um major da mesma força, servindo no Hospital Militar de Brasília, informasse que Celso Amorim cometeu alguma sandice, afora as já públicas. Incrível que a mídia veicule a informação com foros de verdade. Inacreditável que alguém, vários escalões abaixo na cadeia hierárquica, saiba de algo tão secreto e escabroso.

Roberto Maciel

rvms@oi.com.br

Salvador

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FACTOIDE

É preciso produzir factoides até para justificar o gasto com o dinheiro público. Assim, a Comissão da Verdade Municipal de São Paulo colheu o depoimento de um militar cassado logo após a reação democrática de março de 1964. Em seu relato, ele, que era major e prestava serviços num órgão de apoio de saúde, diz ter testemunhado uma ação de suborno. Pasmem, a mais poderosa entidade empresarial, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), comprou o apoio da maior autoridade militar, o comandante das tropas do Exército sediadas em São Paulo e no então Mato Grosso. E sob o testemunho dele! E a mídia ainda resolveu ouvir a federação a respeito do fato... Kafkaniano! Basta consultar os jornais da época para verificar qual foi o posicionamento do general Amauri Kruel. Há farta literatura a respeito. Mas é preciso produzir factoides diários para desmerecer os 50 anos da reação democrática de março de 1964.

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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SILÊNCIO DOS CULPADOS?

Por que esta tal "Comissão da Verdade" nunca responde quando serão investigados os assassínios dos ex-prefeitos petistas Antônio da Costa Santos (Campinas) e Celso Daniel (Santo André)? É possível, pelo menos, descobrir a quem não interessa saber? A omissão e o silêncio se devem ao medo, à notória covardia ou à incompetência? Essa é uma comissão da verdade, da vergonha ou de interessados em aparecer na mídia? Alguém de fora da comissão tem coragem de falar?

Moacyr Castro

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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CASO RIOCENTRO

Alegando que a ação de poucos militares não poderia comprometer a grandeza do Exército, o então ministro do Superior Tribunal Militar, almirante Júlio de Sá Bierrenbach, proferiu um longo voto favorável à abertura do Inquérito Policial Militar do Riocentro, mas não conseguiu convencer os seus pares na Corte. Decisão da Justiça não se discute, o Ministério Público Militar não recorreu na devida época, estando os crimes prescritos no nosso ordenamento jurídico por decorrência de prazo legal para abertura de novo inquérito. Aliás, que autoridade judicial, civil ou militar, teria competência hoje para presidir um novo inquérito policial, peça necessária para instruir um julgamento dos supostos criminosos?

Paulo Marcos Gomes Lustoza

pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS SALÁRIOS NO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

O Planalto pede aumento nos salários dos profissionais de Cuba e integrantes do programa Mais Médicos. Sobre a ilegalidade não há como transigir. A Justiça manda e não pede. E o Ministério Público do Trabalho já solicitou que o Brasil pague diretamente os salários aos médicos cubanos, integral ou parcialmente, a depender do pedido realizado. Entretanto, impetrar negociações sobre direitos trabalhistas e humanos é procedimento que contraria as normas éticas de qualquer partido político. E o PT, que é tão cioso quanto a direitos trabalhistas, como fica na atual situação de protestos e fugas dos médicos roubados em seus estipêndios?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ACERTO COM CUBA

Quer dizer que o nosso governo não sabia o valor do vil salário que seria pago aos médicos cubanos pelo governo de Cuba quando foi montado o programa Mais Médicos, detalhe que deve ter sido exaustivamente discutido entre os dois governos para que se transformasse num excelente negócio para a ilha presídio, programa que de início previa apenas a vinda de cubanos e que, após críticas, foi aberto a médicos de outras nacionalidades? Agora, com as deserções, com a exposição da condição de semiescravos dos cubanos, com repercussão negativa dessa condição, com a proximidade das eleições em nosso país, o governo corre atrás do prejuízo e quer convencer Cuba a pagar mais a seus médicos. Provavelmente, vai conseguir. Especialmente porque deve ser montado algum acerto por trás dos panos para que os irmãos Castro não percam essa quantia tão necessária para a sobrevivência da ilha. No fim das contas, os contribuintes brasileiros vão pagar esse acerto.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CAMINHO DA ROÇA

Querem aumentar o salário dos cubanos. Assim sendo, lá vai Dilma "pedir penico" pros Castros novamente...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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O SALÁRIO DOS MÉDICOS CUBANOS

Absurdo! Quem paga os médicos cubanos é o governo brasileiro. O governo cubano confisca a maior parte (90%) desse pagamento.

Luigi Vercesi

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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ESCRAVIZADOS

Eh, presidente Dilma, de nada adiantará elevar os salários dos médicos cubanos, o crime já está consumado, não será com um punhado de moedas a mais que tudo ficará bem. Seu instinto primitivo de governar tudo faz para revogar a Lei Áurea. Ou não estão sendo escravizados os médicos cubanos diante de um mísero salário de US$ 400, enquanto o restante do salário é entregue a Cuba?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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IMORALIDADE

O governo brasileiro a cada dia se torna mais imoral. Está tentando convencer Cuba a pagar mais aos médicos. Eu só queria entender: o governo "brasileiro" contrata os médicos cubanos por R$ 10 mil mensais, o contratado só recebe R$ 960. Agora o Planalto quer o profissional recebendo R$ 2,4 mil para evitar fugas e danos à imagem da "presidenta". Surrealista, não? Por que não receber, integralmente, os R$ 10 mil, a exemplo do que é feito com os médicos de outras nacionalidades, inclusive os colegas brasileiros? Aliás, colegas esses que infelizmente se submeteram a esse sujo jogo eleitoral, em benefício de um estelionatário que está manchando a classe médica e que pretende governar o maior Estado da Federação. Onde está o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que admite trabalho escravo? Onde está o Ministério da Previdência Social, que não recolhe a contribuição previdenciária desses "trabalhadores"? Onde está a Receita Federal, que não recolhe o Imposto de Renda devido? Onde está o Ministério Público (MP)? Onde está a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? Onde estão os hipócritas dos direitos humanos? Onde está o Itamaraty, que não se pronuncia quanto à quebra de acordos internacionais de que o Brasil é signatário na Organização das Nações Unidas (Declaração Universal dos Direitos Humanos) e na Organização Internacional do Trabalho (combate ao trabalho escravo)?

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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COMUNISMO

Em razão do retumbante sucesso do programa Mais Médicos, que levou a saúde no Brasil à beira da perfeição, o governo Dilma resolveu implantar o mesmo método de trabalho em todas as atividades econômicas do País. Fica decretado, portanto, que a partir de amanhã todos os profissionais de todas as áreas irão receber R$ 400 por mês, e os ganhos excedentes serão transferidos para o governo. Fica extinta, também, a propriedade privada, ou seja, todas as empresas que atuam no território nacional passam a pertencer ao governo. Quem pensa que isso é um absurdo que não pode acontecer se engana, isso aconteceu em Cuba 50 anos atrás e está acontecendo na Venezuela e no Brasil, e se chama comunismo. Esse regime de governo fracassou na extinta União Soviética, na finada Alemanha Oriental, foi abandonado pela China e hoje só existe em Cuba, na Coreia do Norte e no coração e na cabeça do governo petista.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘SE PASSAR, PASSOU’

O governo do PT, que se materializou como o governo de puxadinhos, agora se especializa com a gestão de "se passar, passou", como mostraram os editoriais de ontem no "Estadão" (página A3) sobre os salários de escravização dos médicos cubanos e sobre a deficiência de conhecimento de línguas dos estudantes brasileiros no programa Ciência sem Fronteiras.

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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DESPREPARO

O governo evidencia seu despreparo em programas como o Mais Médicos e o Ciência sem Fronteiras. Ambos os programas tentam suprir problemas internos que seriam resolvidos com ensino de qualidade. A tentativa de solução em curto prazo do problema é falha, visto que, no caso do primeiro programa, o salário é desigual entre os médicos e, aos trancos e barrancos, vai tentando suprir a demanda interna por profissionais da área da saúde. E, se a educação brasileira tivesse mais gabarito, não precisaríamos sequer pensar em importar médicos. Quanto ao segundo programa, o primor se mostra logo no início, com o governo pedindo ajuda de instituições privadas para a realização da meta de 101 mil bolsistas, porém o problema é mais grave. O despreparo dos alunos enviados ao exterior pode fazer com que o governo tenha de gastar mais R$ 800 milhões para estender em seis meses a permanência dos alunos no exterior, dinheiro que provavelmente sairá dos cofres públicos, pois as instituições privadas já perceberam o fiasco da proposta. A fragilidade do sistema educacional brasileiro impera sobre a realização desses programas, pois jamais resolveremos o problema da saúde importando médicos ou o de qualificação de alunos "exportando-os", pois antes precisamos desenvolvê-los aqui. Quanto ao intercâmbio, a proposta seria válida num país com instituições de ensino bem mais desenvolvidas, mas no Brasil logo se torna ineficaz quando constatado o nível de nossos alunos, que, por mais que sejam filtrados, não têm requisitos básicos para a realização destes cursos no exterior, como inglês fluente. Enquanto o governo não investir mais no ensino básico, não atenderá a um nível de concorrência mundial. Até quando o governo investirá em programas que teimam em soluções de curto prazo, menosprezando a base de todos eles à custa do nosso dinheiro? Acorda, Brasil!

Felipe Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS PEDE SOCORRO

Cumprimento a sra. Dilma Rousseff pela criação e implementação do programa Ciências sem Fronteiras. Tenho duas filhas, uma no Reino Unido e outra em término do programa na Alemanha, iniciando estágio na Porsche, e está sendo disputada por duas empresas. Ainda conheço mais meia dúzia de jovens que participaram e voltaram para o nosso país com uma bagagem enriquecedora, tanto no currículo como com ideias para melhorias em nossos cursos. Tudo bem enviar 75 mil bolsistas, exige verbas, principalmente, e exige toda uma estrutura administrativa de apoio. Há uma grande diferença de um programa para 3 mil estudantes e outra para os 75 mil bolsistas. Há a necessidade de ampliar toda a estrutura de apoio. Isso é possível. Salvar o programa implica o governo planejar, adaptar e localizar os focos de programa onde há problemas e saneá-los, rapidamente. Aproveitar e aumentar as ações que funcionaram até então. Eu, como cidadã, exijo a continuidade do programa nos níveis que eram oferecidos até então, e não aceito desculpas quanto às dificuldades. O Brasil não tem mais tempo para desperdícios em programas de tamanha amplitude. Temos recursos, sim, naturais, técnicos e humanos e precisamos aproveitá-los.

Silvana Piccinini de Azevedo

silvanaa@br.inter.net

Campinas

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INJUSTIÇA NO CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

Sou estudante do curso de Comunicação Visual-Design da UFRJ e representante discente do curso. Eu e meus colegas estamos tendo nossas candidaturas ao programa indeferidas de maneira massiva por um erro do sistema (o programa de computador do MEC) de seleção, que entende que nosso curso não faz parte da área prioritária, mesmo sendo parte das mesmas. Somos de indústria criativa e eles alegam que somos de Comunicação. Enquanto somos indeferidos, estudantes da PUC-Rio, da ESPM-RJ, da UERJ, do Infnet estão sendo enviados às centenas ao exterior. Alguns colegas estão recebendo esse direito judicialmente, mas muitos outros não têm meios para financiar os advogados e estão perdendo esse direito e essa oportunidade.

Jônatas Guerci Maia

tas.g.maia@gmail.com

Rio de Janeiro

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CADEIA DE COMANDO

Deveras, é kafkiana a determinação judicial para abertura de inquérito contra o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) no episódio das supostas propinas pagas pela Alstom a agentes públicos no Estado de São Paulo. O fato de o tucano ter ocupado - por curto interregno, diga-se - a Secretaria de Energia do Estado não implica dizer que tivesse ciência de eventuais delitos praticados por outrem, até porque corruptos não saem por aí alardeando seus "feitos" e menos ainda seus "malfeitos" ao secretário de governo. Segundo o juiz federal destacou, "pessoas submetidas à sua (de Matarazzo) esfera de comando hierárquico foram tidas (sic) como beneficiárias de propinas". Ora, então é assim? "Foram tidas", e isso, de per si, bastaria para apontar o dedo para o vereador? Não estou aqui a defender A nem B, e, aliás, nem precisaria, posto que o "investigado" está muito bem representado em juízo, mas o fato é que, a vingar a tese do "comando hierárquico", então já está a tardar a abertura de investigação contra o ex-presidente Lula, que, além de ser fundador e presidente de honra do PT, tinha - como todos sabem - total "comando hierárquico" sobre o condenado José Dirceu, seu ministro da Casa Civil à época em que estourou o escândalo do mensalão, esquema de pagamento de propinas para compra de apoio a matérias de interesse do próprio Lula, então presidente. Não bastasse isso, Lula também tinha "comando" (e que comando!) sobre Rosemary Noronha, a notória "amiga" e chefe do escritório da Presidência em São Paulo, acusada de vários "malfeitos" - e não me consta que o ex-presidente tivesse sido arguido ou investigado em qualquer um dos casos relatados. E que não dizer da atual presidenta, que também tinha "comando hierárquico" sobre os ministros corruptos defenestrados em seu primeiro ano? Por que os dois pesos, duas medidas?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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PELO PARTIDO

Andrea Matarazzo (PSDB/SP) será "abandonado", como foi "abandonado" Eduardo Azerêdo (PSDB/MG)? A resposta cabe a FHC (PSDB).

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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CARDOZO E O PROPINODUTO DA PETROBRÁS

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para justificar seu desastroso comportamento na questão do cartel do Metrô de São Paulo, quando a partir de uma "denúncia anônima" permitiu um vazamento criminoso que atingiu a honra e a reputação de políticos do PSDB, alegou que o não encaminhamento da questão configuraria, da sua parte, prevaricação. Todos nós sabemos que as razões que motivaram o ministro foram outras, mas, se verdadeiras, por que Cardozo não repete a sua atitude no caso do propinoduto da Petrobrás? Ou será que, em se tratando do sujeira do PT, auditoria interna da PTbrás é suficiente para isentá-lo ou desobrigá-lo de suas funções legais? Com a palavra, o militante petista José Eduardo Cardozo.

Milton Flávio M. Lautenschlager, presidente do Diretório Municipal do PSDB-SP

miltonflaviol@gmail.com

São Paulo

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