Fórum dos Leitores

VENEZUELA

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2014 | 02h07

Tragédia em três atos

O slogan chavista "Pátria, Socialismo ou Morte" converteu-se numa tragédia em três atos. Havia uma pátria, na qual se tentou instalar o socialismo por vias tortas e agora, no terceiro e trágico ato, a morte dos que protestam.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Retrato da destruição

O presidente Nicolás Maduro mandou prender Leopoldo López porque ele convocou a população a ir às ruas por causa da grave crise econômica que a Venezuela vem enfrentando e dos altos índices de violência. Os chavistas podem convocar a população para ir às ruas aplaudir esse governo desastrado que acabou com o país, mas a oposição não pode nada, é isso? É mesmo assim que reagem governos autoritários, populistas e comunistas. A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo e vem perdendo a sua maior riqueza porque os chavistas enfiaram as mãos no dinheiro dos venezuelanos e estão sujeitos a perder a sua galinha dos ovos de ouro. O governo brasileiro, que assiste a tudo calado, pensa exatamente igual. Por aqui já tentaram acabar com a Petrobrás, que está com os cofres arrombados, basta ver o valor de suas ações. O Brasil faz parte do cinturão vermelho que protege o governo venezuelano, portanto, precisa ficar calado.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

MIRIAM BELCHIOR

Ato falho ou corriqueiro?

A ministra do Planejamento mencionou a presidente Dilma Rousseff como "presidenta Lula" por ato falho ou corriqueiro?

ANA CAROLINA CALDERON

anaccalderon@hotmail.com

São Paulo

Quem manda

Não foi ato falho. A ministra Miram Belchior não cometeu nenhum erro no anúncio das novas metas fiscais, ela só pronunciou o nome de quem realmente despacha e manda nela.

ANTONIO FAVANO NETO

a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

Eminência parda

O fato de a ministra do Planejamento ter chamado a presidente Dilma de "presidenta Lula" não é nenhuma surpresa. Afinal, todos sabem que a eminência parda do atual governo é Lula. Freud explica...

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Traição do inconsciente

Ato falho, segundo Freud (o psicanalista, não o churrasqueiro), é o verdadeiro pensamento ou desejo de uma pessoa, trazido do inconsciente, mas que teria a verbalização escondida. Ou seja, uma traição do inconsciente, mas uma expressão da verdade. Não tivesse sido praticado pela sra. Miriam Belchior, ex-mulher de Celso Daniel, da chamada cota petista (Lula) dos ministérios, e ainda não tivesse ela dito em seu discurso de posse que "gostaria de dizer também que ele (Lula) vai continuar nos guiando", seria até cômico. O que ela sabe que ainda não sabemos?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

MAIORIDADE PENAL

Discrepância constitucional

Um candidato a eleição majoritária pode ser eleito com a diferença de apenas um voto e esse voto pode perfeitamente ser de um eleitor de 16 anos. O eleito pode vir a ser um excelente presidente da República, como se tornar um péssimo e desastrado dirigente da Nação. O eleitor de 16 anos vota como um adulto, não há diferença alguma. Todavia o jovem de 16 anos não responde por seus crimes como um adulto: discrepância constitucional. Para uma coisa ele é responsável e para outra, não. Dois pesos, duas medidas. Será que os ilustres e doutos 11 senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado que votaram contra o projeto da redução da maioridade penal não atinaram para isso? Se não atinaram, deveriam ter atinado. Ou os tais senadores somente fecharam os olhos e obedeceram cegamente à orientação do seu mentor Lula, que não admite ser contrariado?

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

Rejeição

A impunidade no Brasil é "coisa sagrada". Somos o país mais católico e evangélico do mundo. Até Deus é brasileiro. Tamanhas generosidade e complacência têm seu preço. Projetos de leis polemistas, como sobre pena capital e menoridade penal, dão arrepios em nossos congressistas. São coisas do diabo, não combinam com praia, carnaval e futebol. Aprovam, sim, até com naturalidade, indultos (de Natal, Páscoa). Afinal, são filhos de Deus!

RODOLFO JESUS FUCIJI

fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

Outra estratégia

Esse assunto já foi discutido inúmeras vezes sem resultado positivo. Se fosse feito um plebiscito, poder-se-ia baixar até para 12 anos... Mas é improvável que isso venha a ser feito. Minha sugestão é usar outra estratégia: diminuir a idade penal para quem reincidir na criminalidade: na segunda vez baixa para 16 anos e na terceira, para 14. Ao mesmo tempo, aumentar a pena a cada reincidência. Já seria um avanço.

RENZO ORLANDO

renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

VIOLÊNCIA

Leis penais

Há um processo de desmonte e anarquização em andamento na sociedade, via cruel inversão de valores. Há centenas de entidades de direitos humanos prontas a minimizar a responsabilidade dos assassinos e poucas dedicadas às vítimas. Nossa anacrônica legislação penal busca acima de tudo aliviar a culpa dos criminosos. Somos uma das sociedades mais violentas do mundo. É uma situação que se perpetua. Existe um forte poder político dominante visceralmente contra o endurecimento das leis penais. Está mais que na hora de reagir.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

Insegurança pública

O governo federal é grandemente responsável pela condição caótica da segurança pública no País, uma vez que não investe no policiamento das fronteiras, permitindo assim a facilidade do tráfico de drogas e armas. O dinheiro gasto em Cuba, na Venezuela, na Bolívia e em países africanos seria suficiente para assegurar a drástica redução da entrada de armas no Brasil e melhorar o aparelhamento das forças de segurança pública. Hoje temos uma população apavorada e os criminosos, armados e tranquilos. Isso é incompetência ou conivência com a criminalidade?

ANDRÉ L. O. COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

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CONFRONTO NA VENEZUELA

Na qualidade de cidadã brasileira e latino-americana, e também de pagadora dos altos impostos no Brasil, exijo que o governo brasileiro, cujos membros são nossos empregados, repudie duramente a ação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, claramente antidemocrática. O mundo está cansado de sofrimentos causados por tiranetes que são capazes de massacrar seu próprio povo em favor de suas ideias absurdas e absolutistas. O mundo está cansado de ver déspotas bilionários pregarem a "igualdade", enquanto milhões em seus próprios países passam necessidades. É bom lembrar que o regime democrático ainda é o melhor que existe. Por acaso nosso governo não está querendo confrontar aquele simulacro de presidente? Nada de sair pela tangente ou dar declarações mornas. Agora é uma ótima oportunidade para o Brasil afirmar ao mundo e aos seus cidadãos se é mesmo um país democrático ou se é mais uma mentirinha comunista.

Ursula Elisabeth Metz

ursula@revistaflap.com.br

Itapecerica da Serra

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SUCESSOR DE HUGO CHÁVEZ

Pelos resultados dos protestos, Nicolás Maduro anda falando com urubu...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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O HORROR

Quanto ao editorial "Horror na Coreia do Norte" (21/2, A3), faço algumas considerações, em especial ao trecho que segue: "(...) A investigação indica ainda que o princípio da igualdade, que está na essência da ideologia comunista, é uma farsa na Coreia do Norte (...)". O editorialista dá a entender que o "princípio da igualdade do comunismo" só é uma farsa na Coreia do Norte. Então em outros lugares seria uma realidade? Seria um idiota útil ou mal intencionado mesmo? Quanto à "investigação" da ONU, está só agora descobriu que o regime da Coreia do Norte é um horror. Quanto a Cuba, Venezuela e a outros países comunistas, ainda não fizeram nenhuma pesquisa?

José Luiz de Sanctis

jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

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‘O ALARME’

Na condição de simples cidadão, sem nenhuma expressão maior, costumo exercer meu inalienável direito à expressão, ainda que não resulte em nada capaz de influenciar os destinos deste mundo em que vivemos e, sequer, do insignificante condomínio em que habito. Mas, quando me deparo com uma crônica como a que Veríssimo publicou no "Estadão" de 20/2, sob o título "O Alarme", detenho-me a preocupar-me ainda mais. Explico: resumidamente, Veríssimo relembra várias situações ocorridas na história da humanidade e que poderiam ter sido percebidas como "perigosas", frisando que, ao longo da vida nos vamos deparando com circunstâncias que contém sintomas suficientes para que, no mínimo, desconfiemos do resultado e evitemos passos desastrosos. Sou eu próprio exemplo de, pelo menos, dois espetaculares "desastres" por que passei e que continham, ambos, suficientes aspectos para que eu recuasse a tempo. Vaidade, ambição, autoconfiança excessiva, confiança excessiva em terceiros, foram fatores que me fizeram subestimar os riscos, e jamais recuperei os prejuízos por ter insistido em prosseguir. Como disse Veríssimo, ignorei os "alarmes"... e paguei caríssimo.

E conclui ele sua crônica, indagando: "O que mais será necessário que aconteça, para que concluamos que isto aqui não tem mais jeito?". E finaliza cruamente: "Permanecer aqui dentro, na alienação e burrice (!) induzida, ou sair? E sair para onde, com o euro tão caro"? Veríssimo é um pouco mais do que este humilde cidadão; Veríssimo é um "formador de opinião".

Celso C. Cretella

cpropano@gmail.com

São Paulo

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EM ALTO SOM

Luís Fernando Veríssimo está certo: o alarme está soando. E para quem não está tampando os próprios ouvidos, o som é bem alto! Mas não é um alarme que deve nos mover para a fuga, e sim para a atenção. O mundo no qual estamos vivendo não é mais aquele ao qual estávamos acostumados desde que nascemos. Aquele nós até que conhecíamos, sabíamos mais ou menos como funcionava, transitávamos por ele sem enormes dificuldades nem medos. Mas este é, em grande parte, desconhecido: não conseguimos interpretar adequadamente os acontecimentos, sejam sociais, econômicos, políticos, climáticos. Estamos todos fora de zonas que já foram, para muitos, de conforto. As incertezas são maiores do que sempre foram, qualquer previsão se torna quase impossível. O que fazer? Ter muita calma, observar tudo cuidadosamente, evitar movimentações que possam envolver riscos que não sabemos mais avaliar. Pena que não tenha havido a ideia de colocar o alarme do Veríssimo em letras garrafais, na primeira página do "Estadão".

Paulo Kirschner

paulo.kirschner@gmail.com

Itu

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MAIORIDADE PENAL

As notícias sobre os resultados econômicos obtidos em 2013 pelo governo do partido 13 (13, número do azar) são inquietantes. Acrescente-se a isso as más notícias sobre infraestrutura, apagões, saúde, educação e a criminalidade em alta. E esta semana a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou o projeto de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Os "dimenor" criminosos vão continuar impunes. Estariam pensando nos seus (deles) descendentes? O que esperar de um país desgovernado pelos péssimos políticos e com eleitores que os elegem e reelegem após várias denúncias e administração incompetente? Se os santos e pais de santo não nos tiram o azar, a quem vamos pedir ajuda?

Mário Alves Dente

dente28@gmail.com

São Paulo

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DENÚNCIA

Solicito ao jornal "O Estado de S. Paulo" que publique mais vezes possíveis as fotos e os nomes dos 11 (onze) senadores que votaram contra o rebaixamento da maioridade penal. Peço também aos colegas do "Fórum dos Leitores" que não parem com suas denúncias diárias sobre esse caso vergonhoso.

Antonio Feierabend

afeierabend@hotmail.com

São Paulo

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FOME DE JUSTIÇA

Que me desculpem os senadores que votaram contra a proposta de redução da maioridade penal, na CCJ, mas os senhores estão, mesmo, cegos, surdos e mudos. Cegos, por não verem as estatísticas que apontam um grande número de crimes sendo praticados por menores de 18 anos todos os dias. Surdos, por não escutarem a voz das ruas, que clama por mudanças e plebiscitos, e por se recusarem a colocar atrás das grades assassinos de 16 e 17 anos que cometem crimes hediondos. Finalmente, mudos por não poderem se manifestar contra as ordens do Executivo, abrindo a boca para defender os interesses da população. Mas tem aqueles que dizem ser a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) é inútil, pois crimes não têm idade. Estes me fazem lembrar a seguinte situação: um cara pede um dinheiro para comprar um prato de comida, mas você não dá com a justificativa de deixá-lo mal acostumado.

João Direnna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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IMPRESSÃO

Não consigo evitar a impressão de que os senadores rejeitaram a proposta de maioridade penal aos 16 anos e o ministro da Justiça engavetou em novembro proposta de legislação para combater as ações de violência e vandalismo nas manifestações levada a ele pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, pela simples identificação, talvez até mesmo inconsciente, com as pessoas que praticam esses crimes. E, convenhamos, deve mesmo ser difícil legislar contra iguais. O fato de termos parlamentares presidiários e políticos de esquerda com mandato, acusados de financiar a violência nas manifestações - coautores, a meu ver, dos crimes daí decorrentes, como o assassinato do cinegrafista Santiago Andrade -, apoia muito a impressão de que uma parte de nossos governantes defende apenas os interesses de sua própria classe, e não os da sociedade.

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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É TRÁGICO

Só falta esta CCJ do Senado elevar a maioridade penal para acima dos 20 anos, porque temos hoje mais longevidade. Parece cômico, não fosse trágico.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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POLÍTICAS SOCIAIS

A mudança da idade penal, para algumas pessoas, resolveria o problema causado por menores que praticam crimes. Pensar assim é ignorar que há quadrilhas formadas por jovens de até 15 anos. Então não basta reduzir a idade para combater o crime. É preciso adotar políticas sociais, que começam em casa, para evitar que eles, os jovens, os cometam. Chega de pensar em leis. Já as temos demais.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BARBÁRIE

Apesar de ser desnecessária qualquer prova de que os políticos não representam a sociedade, o fato de terem votado na CCJ contra a vontade de mais de 93% dos brasileiros, segundo pesquisa feita pelos institutos DataFolha e CNT, que querem a redução da maioridade penal, é somente mais uma constatação. Detalhe ainda mais constrangedor é o fato de que 10 entre 11 dos que votaram contra a proposta são integrantes do partido que se arvora do direito de únicos representantes do povo, o PT. A sociedade, dona de suas representatividades, não pode aceitar pacificamente mais esse disparate. Quem lhes deu o direito de ter essa autonomia? Quem são estes caras para contrariar a vontade da maioria da população? Que sociedade é essa que, mesmo consciente, através de um empirismo de mais de 11 anos, ainda aceita bovinamente ser traída pelos maiores caras de pau e embusteiros que já se conheceu? Uma das estratégias mais espúrias desse governo, leia-se petistas, foi dividir o País em segmentos, criar antagonismo entre eles, fomentar a guerra de classes e desviar o foco de suas mazelas. A despeito de ficar discutindo racismos, preconceitos e tudo o mais que antes de 2003 não existia, o governo segue implantando seu projeto de poder e destruindo moral e economicamente a Nação. Nunca antes experimentamos degradações morais, depredações, vandalismos, estupros, invasões de lares e demais desrespeitos a valores cultuados e aperfeiçoados pela sociedade no decorrer de nossa evolução. Com o petismo estamos involuindo, e isso não pode ser admitido. Não após anos de existência e aprimoramento de nossa cultura democrática e civilizatória. O PT não pode nos fazer voltar ao tempo da barbárie, como estamos vendo prenunciar. Se os cidadãos brasileiros não saírem de sua zona de conforto, no curto prazo terão de enfrentar o pior dos mundos. Para ter ideia, a ideologia pregada pelo partido governamental faliu em todos os lugares do planeta: China, Cuba, Coreia do Norte, Rússia etc. Países em que ninguém quer imigrar (voltar), mas emigrar (fugir). Se nós, brasileiros, que achávamos que nunca seríamos escravos de uma ideologia retrógada, injusta e opressora, como as existentes nos países acima citados, está na hora de reagir. Porque estamos caminhando na contramão da história. É uma questão de escolha. Como cidadão, espero que a opção seja não aceitar que famílias sejam destruídas, estruturas morais e sagradas da sociedade sejam mortas, queimadas covardemente; que idosos sejam desrespeitados; que a moral não permita que se atire numa mulher com bebê no colo, que deficientes físicos não sejam desrespeitados e marginalizados e que o crime não seja justificado demagogicamente sob alegação de que este se dá em razão da desigualdade econômica. Assim fosse, a Índia seria o país mais violento do mundo. Resumindo, sabemos onde está o foco da nossa doença - no Congresso Nacional -, portanto, cabe a nós extirpá-lo. Já está tarde, mas antes tarde do que nunca. Aproveito o ensejo para perguntar: cadê o Estatuto das Pessoas com Deficiência, projeto 7.699/06, que dormita nos escaninhos do Congresso desde 2006, ou seja, há oito anos, não é mesmo, senador Paulo Paim (PT)?

José Carlos Saliba

fogueira2@gmail.com

São Paulo

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FORMAÇÃO DE QUADRILHA

"Das quinze acepções de quadrilha - vocábulo incorporado à nossa língua desde o século 15 - que aparecem no ‘Houaiss’, não existe um único falante de português que tenha dúvida sobre a que está em foco neste caso: ‘bando de malfeitores, súcia, corja’. No entanto, o significado original de quadrilha não era esse. O termo veio do espanhol ‘cuadrilla’, que a princípio queria dizer apenas grupo de quatro pessoas, segundo o filólogo português António Augusto Cortesão, citado pelo brasileiro Antenor Nascentes em seu ‘Dicionário etimológico da língua portuguesa’. A origem de ‘cuadrilla’ deve ser buscada no latim ‘quatuor’ ou ‘quator’ (quatro), com o acréscimo de um sufixo diminutivo. Contudo, esse número restrito de participantes não demorou a virar letra morta na história da palavra: quadrilhas de malfeitores, de cavalos, de soldados e de embarcações podem ser mais numerosas do que isso" (revista "Veja", 20/10/2012). No caso dos mensaleiros condenados e detidos, formação de quadrilha é o crime que praticaram em conjunto, organizados no mesmo propósito petista de aliciar simpatias, comprando votos da base aliada para a aprovação de projetos do governo de turno com a descarada utilização de recursos públicos desviados. Não se pode negar o inegável, pois não?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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NOVO PARTIDO

Se os mensaleiros não são quadrilheiros, então são membros de um novo partido criado em 2002: o Partido dos Ladrões da Pátria (PLP).

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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QUADRILHEIROS NÃO

Sempre foi mais que evidente que o STF, a mando do governo petista, iria livrar a cara dos mensaleiros. Afinal, a grande maioria dos ministros do STF foi escolhida pela dobradinha de presidentes petistas. A "maior pena" que os mensaleiros petistas poderão receber será a prisão domiciliar, quando passarão o dia à beira da piscina, tomando o uísque preferido de Lula, que custa R$ 5 mil a dose. E rindo da nossa cara. Esse é o nosso Brasil.

Conrado de Paulo

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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DESAPONTADOR

Desapontadora a declaração do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, dizendo "der o que der, para mim tanto faz", nesta última fase do julgamento da Ação Penal 470, que agora apreciará os embargos infringentes, cujo relator é o ministro Luiz Fux. Para quem tanto se empenhou, argumentou convicto, na defesa da lei na primeira fase do processo, dar uma declaração dessa agora desaponta.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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POR SEGURANÇA

Entendo que o sr. presidente do STF, Joaquim Barbosa, deva estar cansado de tanta aporrinhação do parte do PT e que pretenda se desligar do STF o mais rápido possível, mas pedimos que ele fique pelo menos até o fim do ano. Só assim teremos segurança nas medidas jurídicas deste país.

Maria José da Fonseca

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA

O badalado ministro do STF reiterou que votou em 2002 no candidato do PT para a Presidência. Mas renovar essa opção em 2006 e em 2010, mesmo após confissões públicas em 2005 de deputado e marqueteiro envolvidos nos crimes do partido, origem da Ação Penal 470, por ele relatada, é estranho.

Adilson Mencarini

adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

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FAMA

A lisura do presidente do STF incomoda muita gente, imagine se o sonho de milhares de eleitores se realizasse, tendo Joaquim Barbosa candidato à Presidência em 2014?

Nelson Pereira

cesardu1@hotmail.com

Porto Feliz

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O BRASIL EM PRIMEIRO LUGAR

Tomara que, por ocasião da propaganda política autorizada, essa batalha dos mensalões esteja resolvida, caso contrário a eleição para a Presidência do País se resumirá à procura de um cidadão de algum partido que não tenha participado de mensalão, e não à procura de ideias e programas que desenvolvam o Brasil e os brasileiros.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MENSALÕES

Não sou PT, tucano ou qualquer outra porcaria. Eu sou brasileiro. Quando todos também forem, o nosso país melhora.

Arno Stangler

astangler2@gmail.com

São Paulo

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PLANOS ECONÔMICOS

Com o pseudoinício do julgamento dos embargos infringentes da quadrilha do mensalão petista - de resultados já devidamente previsíveis, por causa da bancada lulopetista e dilmista que se apossou do STF ainda -, nós, pobres poupadores roubados pelo agora investigado Sarney e o ex-cassado Collor de Mello, somos postos mais uma vez pelos atores do mensalão no ostracismo e à deriva para nunca mais termos chances de recebermos o que estes "senhores" nos roubaram com seus arroubos ilusórios e alucinatórios para dizerem que, com estas ações execráveis, iriam combater a inflação. E ainda votam neles! Isso é que é piada de mau gosto recorrente no Brasil.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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REEMBOLSO

A Assembleia Legislativa de São Paulo despendeu no ano de 2013 a importância de R$ 20,4 milhões para reembolsar despesas de seus deputados, em que constam gastos com aluguéis, serviços gráficos, combustível para seus veículos (um deputado tem 12 veículos cadastrados e todos são abastecidos) e, inclusive, combustível para os funcionários comissionados, valendo notar que para 94 deputados da Assembleia estão cadastrados 373 carros, o que é um exagero. O presidente da Assembleia, e mesmo os próprios deputados, deveriam pensar em alterar essas concessões que só oneram o caixa da Assembleia e tratarem de cancelar alguns dos itens, ou então procurar mudar radicalmente essa benevolência atual, que não enobrece a Casa quando os números são divulgados. E desde junho o povo está a exigir mudança geral nos atos "malfeitos".

Douglas Jorge

douglasjorge@terra.com.br

São Paulo

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UMA BOA NOTÍCIA

"Deputados aprovaram nesta quarta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição 18/11, que determina a perda imediata do mandato do parlamentar condenado, por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública, em condenação transitada em julgado." Enfim, uma boa notícia em meio a tantas tentativas de burlar códigos de ética e o bom senso em tempos em que afrontosamente se faz "vaquinha" para ajudar condenados a pagarem suas penas!

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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AERORODOVIÁRIO DE BRASÍLIA

Ao ler a matéria "PUC-Rio afasta docente após foto na web", edição de 18/2, elitismo à parte, fiquei pensando nos prejuízos que teria nos meus parcos vencimentos de aposentado, caso tivesse fotografado um político de terno e gravata perto do povão que se espremia nas salas de embarque do Aeroporto de Brasília, em reforma, quando passei por lá, em dezembro. Provavelmente, o click seria considerado um ato discriminatório contra o poder, tamanho contraponto. Felizmente, nenhum por perto. Eles detestam essas novas rodoviárias.

Luiz Casadei Manechini

travessi@uol.com.br

Cotia

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‘GOLPE À BRASILEIRA’

Marco Antônio Villa, em seu artigo "Golpe à brasileira" ("Estado", 19/2, A2), mostrou sua sólida formação de historiador associada a um estilo jornalístico moderno (sem desfazer de ninguém). Trata-se de admirável síntese histórica. Cumprimentos ao nosso historiador.

Benedito Lima de Toledo,

professor titular da FAU-USP

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

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MAIS MÉDICOS

A presidente Dilma Rousseff literalmente se ajoelha aos pés de Fidel Castro e de seu irmão Raul. Reconhecendo que feriu as leis trabalhistas do Brasil, ao escravizar médicos cubanos que por aqui trabalham recebendo apenas 33% do que recebem na mesma função profissionais de outros países, Dilma, no lugar de tomar uma decisão soberana, que seria pagar regia e retroativamente os R$ 10 mil para esses cubanos que participam do programa Mais Médicos, prefere humilhar também a sociedade brasileira e fazer uma consulta a Cuba, como se esta nação tupiniquim estivesse sob a regência dos irmãos Castros. O objetivo de Dilma é ser autorizada não pelo nosso Congresso, mas pelo governo cubano, a elevar os soldos dos médicos cubanos dos míseros hoje R$ 2.400,00 para os pífios R$ 3.840,00. Lógico que o temor de nossa incompetente presidente é que os que dirigem Cuba fiquem muito zangados com o petismo, que prometeu, cumpre e paga a esses déspotas a diferença, e diga-se, a fundo perdido, de R$ 7.600,00, que completa os R$ 10 mil por médico liberado, como se esses profissionais fossem uma caixa de charutos exportada para o Brasil. E, infelizmente, em meio a essa esculhambação institucional patrocinada pelo petismo, os sindicalistas deste nosso país, que também recebem milionários recursos do erário, e a fundo perdido, sob as bênçãos de Lula - e nem sequer são fiscalizados -, silenciam diante dessa desmoralização e desse desrespeito das nossas leis trabalhistas!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NOSSO FUTURO

Será isso que o PT quer para o Brasil? Eles (governo) ficando com 90% e nós (trabalhadores), com 10% de nossos salários? Que belo futuro nos espera!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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O GOVERNO NÃO ENTENDEU?

O governo - quem diria o PT não cumprindo as leis trabalhistas - parece que ainda não entendeu, ou se faz de desentendido, que a controversa remuneração dos médicos cubanos e sua relação trabalhista não são meramente questões de valores ou de militância e, portanto, não basta aumentar de US$ 400 para US$ 1 mil o que se paga a eles pelo programa Mais Médicos. Tem que pagar o mesmo valor a todos. Assim como não existe estar ligeiramente grávida, não existe meia escravidão, e, sendo assim, resta ao governo parar de afrontar o artigo 149 do Código Penal. E Cuba que vá arrumar outra "mercadoria" para alugar.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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VOLTA AO PASSADO

Se o ritmo de deserções e fugas do programa Mais Médicos continuar, brevemente teremos a criação do Quilombo dos Cubanos.

Maurício R. de Souza

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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CAMPANHA 2014 NA TV

Parece samba de uma nota só! Primeiro, foram queimados inúmeros ônibus em São Paulo e, por milagre, pararam depois que Alexandre Padilha, do PT, começou a fazer propaganda falando mal da segurança pública paulista. Depois as linhas dos metrôs começaram a quebrar diariamente, para, em seguida, Padilha aparecer andando ao lado de uma "locomotiva parada", fazendo alusão a que, se mudar, a mesma vai andar. Qual será a próxima ação do PT? Será que, para o povo paulista viver em paz e trabalhar sossegado, precisará entregar o Estado de São Paulo nas mãos do PT? Cansamos de avisar, mas o povo escolheu o segundo poste, que está sendo um desastre para a cidade de São Paulo. Vamos ver para crer? A saúde pública nacional foi um tremendo desastre nas mãos de Padilha e o programa Mais Médicos não conseguirá esconder a falta de investimento nessa área. Acorda, São Paulo, antes que seja tarde!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O VOTO DOS PAULISTAS

Nós, eleitores paulistas, precisamos nos conscientizar de que votar em candidato do PSB ou do PPS significa entregar de mão beijada o ainda nosso Estado a Lula, para que ele o anexe à "Lulândia" em que ele está transformando o País. Marina Silva, no mais que provável segundo turno para governador aqui, em São Paulo, apoiará o candidato petista, um dos piores ministros da Saúde que já ocuparam o cargo, e mais um poste de Lula.

Laércio Zannini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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TRAPALHADA

Alexandre Padilha, antes de deixar o Ministério, assinou uma portaria na medida de sua grande competência: determinou que as mulheres abaixo de 50 anos terão mamografia de apenas uma mama paga pelo governo. Assim, essas mulheres terão de escolher, por sorteio, talvez, qual mama será examinada. Então ela deverá buscar um financiamento para a outra mama, pois essa poderá ser uma mama cancerosa, ou correr o risco. Essa foi uma das sábias medidas do ministro, encerrando sua participação num governo bastante competente.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA ANTECIPADA

Se o Brasil fosse um país sério, o nosso Judiciário não permitiria essa massiva e vergonhosa propaganda antecipada da presidente Dilma pela sua reeleição, feita ardilosamente com o uso de empresas de controle do governo, como a Caixa Econômica Federal. Qual o objetivo da Caixa de mostrar pessoas extremamente felizes e gratas com a obtenção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida? A Caixa ganha alguma coisa com isso? Vai conseguir mais clientes com isso? A resposta é não. Só quem ganha é a candidata Dilma, que tem seu nome associado a esse programa e que a põe numa injusta condição de vantagem sobre os seus adversários na eleição deste ano.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O PAPA NA COPA

O verdadeiro objetivo da presidente Dilma em convidar o papa Francisco para a abertura da Copa do Mundo, com certeza será de ter a figura carismática do papa ao seu lado para evitar as vaias do público, que certamente irão acontecer quando o nome da presidente for anunciado. Quem viver verá!

João A. de Souza Martins

ntsmartins@hotmail.com

São Paulo

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FEIRA DA DROGA

Cumprimento o "Estadão" pelas reportagens sobre a problemática quadra da Rua Peixoto Gomide, entre as Ruas Augusta e Frei Caneca, batizada como Feira Livre de Droga. Quem mora na região sabe e convive com essa problemática absurda que cresce a cada dia. Realmente é um "território sem lei", como indicado por uma das reportagens. Se a droga não é liberada no Brasil, não há por que haver uma zona livre de venda/uso, acessível a todos. Mas se há interesse por uma zona livre de drogas, os moradores devem ser consultados. O espaço público é de todos e, para isso, o respeito às leis é fundamental, caso contrário, a inversão ocorre: o desrespeito em detrimento de todos. Se hoje há uma confusão entre o que é público e o que é visível, tragicamente, isso ficou mais complexo, pois hoje a confusão está entre mais diretamente o público e a privada. Agradeço em nome dos moradores da região e cumprimento o "Estadão" mais uma vez pela coragem e fidedigna retratação do que acontece na região.

Renata Bastos

rebastoscunha@gmail.com

São Paulo

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RACIONAMENTO E INUNDAÇÕES

É incrível que São Paulo tenha de conviver com racionamento de água, que já afeta 142 municípios, e inundações, ao mesmo tempo! Será que ninguém pensou em construir em larga escala sistemas de captação e armazenamento da água de chuva antes que ela vá parar nos rios e córregos poluídos e se torne imprestável para o consumo?

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESCASSEZ DE ÁGUA

Seria bom que o governador Geraldo Alckmin não mais viesse a público alertar sobre o nível dos reservatórios ou falar em racionamento. Poderá vir petista até do inferno abrir as torneiras de São Paulo.

Humberto de Luna Freire Filho

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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