Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2014 | 02h05

Demagogia tem preço

Não bastasse mais um recorde negativo para o mês de janeiro - rombo de US$ 11,6 bilhões nas contas externas -, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, talvez arrependido de ter anunciado um corte não factível de R$ 44 bilhões no Orçamento da União com o intuito de entregar um prometido e minúsculo superávit primário de 1,9% do produto interno bruto (PIB) em 2014, agora sinaliza, na maior tranquilidade, que a presidente Dilma Rousseff pode aumentar impostos ainda este ano para cumprir a meta fiscal. Como se o orçamento da família brasileira estivesse confortável e pudesse suportar mais esse golpe de novo aumento na carga tributária! Só o governo petista não quer saber, e tem raiva de quem sabe, que os nossos impostos são dos mais altos do mundo. É brincadeira! Isso é o que dá fazer bondades demagógicas e irresponsáveis com os recursos dos contribuintes. Dilma montou todo aquele circo populista, com vista à eleição de outubro, de conceder de forma autoritária as tais desonerações de impostos a vários setores, mais a redução do preço da energia elétrica, sem ter nenhuma base de que seria viável para o equilíbrio das contas públicas. Está custando muito caro para o contribuinte subsidiar os bilionários prejuízos que estão sofrendo as empresas do setor elétrico. Para completar essa orgia toda, represou o reajuste dos combustíveis, sufocando o caixa e prejudicando os investimentos da Petrobrás. Ainda não satisfeita, e dada a perda do controle da alta inflação, angustiada a presidente impôs aos governos de Estados e municípios importante redução de receitas, porque a seu pedido tiveram de subsidiar os preços das passagens do transporte urbano em 2013 para evitar o reajuste. É assim, infelizmente, que o PT administra a nossa Nação.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Corte no Orçamento

O corte virtual de R$ 44 bilhões no Orçamento anunciado pela equipe criativa do governo federal "não fede nem cheira". No frigir dos ovos, teremos mais do mesmo, isto é, abate nos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bloqueio das verbas parlamentares, retenção de pagamentos contratuais, atrasos nos pagamentos das despesas trabalhistas, entre outras, além de as metas de superávit primário não atingidas pelos governos estaduais e municipais ficarem no limbo contábil. Assim teremos o fechamento do balanço passando do uso do martelo para o da marreta.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

Números oficiais

Alguém acredita nesses novos números do governo, apresentados na reprogramação orçamentária, sem a existência daquelas receitas extraordinárias que permitiram um resultado melhorzinho em 2013? Com receitas menores e com a imensa despesa do subsídio ao setor de energia elétrica - para não ter de jogar a toalha e aumentar as contas de luz para o consumidor -, vai ficar impossível atingir esses novos números previstos para o PIB e para o superávit primário. O mercado não acredita, mas a propaganda do governo vai continuar dizendo que está tudo bem. Afinal, os números verdadeiros vão aparecer somente no final de 2014, já depois das eleições de outubro. E até lá muita maquiagem ainda vai passar debaixo da ponte.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Meta fiscal

A meta fiscal de 2014 divulgada pelo governo federal vai ser levada tão a sério pelos governistas petistas como eles levam a sério a Lei de Responsabilidade Fiscal. Alguém aí acreditou em corte de despesas em ano eleitoral? Eu só vou acreditar se a presidente Dilma, quando finalizar a sua reforma ministerial, cortar, no mínimo, dois ministérios. Seria pedir muito? Espero que as agências de risco realmente deem ao Brasil a nota que merece, sem maquiagem.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Nem com mágica

Acreditar em meta fiscal é uma aberração. Nesse (des)governo do PT, mesmo com as "mágicas" que usam não conseguem cumpri-la, nem chegar perto.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

ENERGIA ELÉTRICA

Conta de luz cara

É inaceitável que o Brasil, país com enorme potencial energético, tenha a 11.ª conta de luz mais cara do planeta. Nada justifica pagarmos tributos extorsivos por serviços e bens de baixa qualidade. A presidente Dilma Rousseff (PT) deve desculpas e explicações ao povo brasileiro.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Usinas eólicas

Falta energia elétrica no Brasil. Viajei para o Nordeste e vi lá muitas usinas eólicas prontas. Como perguntar não ofende, gostaria de saber por que tanta energia desperdiçada, faltando apenas as linhas de transmissão. Por que não são licitadas?

MARIA DE MELLO

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

DILMA E O PAPA

Convite

Dilma deveria poupar o papa Francisco, que tem coisas mais importantes para fazer. Ela que segure as vaias sozinha ou convide o Lulla para ficar ao seu lado na abertura da Copa do Mundo.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Copa da paz

Ao se encontrar com o papa, a presidente pediu uma Copa da paz e sem racismo. No entanto, a Copa é passageira, o que ela tem de entender é que a população precisa de melhoria em transporte, saúde, educação, com gastos compatíveis com a tributação. Talvez fosse melhor pedir ao papa Francisco um milagre para que a economia brasileira desengasgue, tamanha a descrença generalizada.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Rolezinho presidencial

Presidenta, quantas escalas seu avião teve de fazer agora? Roma dista 8.880 km de Brasília - de Davos a Havana, 8.380. Arrumaram os faróis do seu Airbus A319 CJ (que tem autonomia de 11 mil km, segundo a FAB e o fabricante) para a senhora viajar à noite? A senhora não tem mais nada para fazer no Brasil? Quantas pessoas levou na comitiva desta vez? Vai descansar no fim de semana em Roma ou dar um esticadinha em Lisboa de novo?

RICARDO NÓBREGA

cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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MENSALÃO MINEIRO

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) renunciou ao seu mandato porque é réu no processo do mensalão mineiro. Não entendi, o deputado não deveria aguardar as investigações? E se nada ficar provado? Perde o mandato à toa? Engraçado, os mensaleiros petistas nem condenados largam o osso. O deputado mostrou desapego ao cargo, mas em consideração aos seus eleitores deveria ter aguentado até o fim.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MANOBRA ESPÚRIA

Às vezes a atitude do réu diz muito sobre a culpabilidade. No caso do deputado Eduardo Azeredo, envolvido no caso do mensalão mineiro, a evidente manobra para remeter para as calendas seu próprio julgamento, renunciando ao mandato e consequentemente perdendo o foro privilegiado, com o intuito de mandar o processo para a primeira instância, ao invés da última, em nada contribui para demonstrar a lhaneza de princípios do político mineiro.

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

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PORTAS DE SAÍDA

Não entendi qual o objetivo da declaração de Roberto Jefferson, que disse que Azeredo saiu pela porta da frente, ao contrário de João Paulo. O que realmente importa, em ambos os casos, é que nenhum dos dois deveria ter entrado onde eles entraram. A porta de saída não tem a menor importância. Será que Jefferson acredita que existe alguma diferença moral entre os dois, mostrada pela escolha de portas de saída diferentes?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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‘O DRAMA DE AZEREDO’

Que drama? O mesmo de José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e outros "cumpanheiros" do mensalão?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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RENÚNCIA

Cai a primeira carta deste baralho tucano de falcatruas, ainda que muito tardiamente. Mas Eduardo Azeredo é praticamente um dois de paus diante a zapes, sete-belos e outros trens que ainda pululam por aí - quem sabe se revela o papel nocivo do "príncipe dos acadêmicos" e das manobras para comprar deputados para aprovar a emenda da reeleição. A manobra do ex-deputado para evitar a cassação e o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é evidente, como mostrado no editorial "O golpe da renúncia" (21/2, A3) e veremos como o mensalão tucano passará a ser julgado, se dentro do rito processual do Estado de Direito ou à revelia, como foi a Ação Penal 470.

Adilson R. Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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IDA SEM VOLTA

Há muitos comentários referentes às diferenças que há entre o mensalão do PT, do PSDB e do DEM. Na minha opinião, não há diferença nenhuma, até porque todo o dinheiro desviado dos cofres da União nunca mais votará à sua origem.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AS COLETAS DO PT

Bem falado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, quando sugere ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que o PT faça uma coleta "para devolver pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos". Justa, ademais, é a crítica do ministro sobre a forma que o PT utilizou para angariar o dinheiro de pagamento das multas de José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha, imperando "a falta de transparência". Eis que José Dirceu também usou o expediente de coleta de dinheiro via doações. Cabe, no entanto, à Receita Federal agir para verificar não só a origem do dinheiro, como também o pagamento do tributo cabível pelos donatários, os réus condenados. Na verdade, quem ajuda corruptos deles gosta e até pode pretender ser igual a eles. Como acreditar em tais pessoas e no seu partido político?

José C. de Carvalho Carneiro

carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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COROLÁRIO DAS VAQUINHAS

A punição pecuniária que se faz em casos de peculato tem uma finalidade não só de castigo, mas também como forma de reaver a quem de direito o dinheiro subtraído. Essas vaquinhas patrocinadas pelo PT e admiradores macula substancialmente esse procedimento, pois tira do condenado essa obrigação, que faz parte da sua punição. A aceitação desses alívios para aloprados, dentro em breve, também levará à possibilidade de fanáticos se oferecerem para ficar nas prisões no lugar dos meliantes. Será criada, então, uma sociedade benemerente para bancar as dívidas de aproveitadores com a Justiça. Assim, novo lema será criado: roubem e desvirtuem à vontade, que a gente garante.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MAIS SOLIDÁRIOS EM 2014

Estou realmente impressionado! De um ano para cá, os "cumpanheiros" ficaram generosos e passaram a doar um bom dinheiro aos mensaleiros encanados. No ano passado, o famoso almoço de contribuição foi um fracasso, mas este ano o site foi um sucesso. Só não sei se isso é realmente legal. Não sou advogado, mas acho que a pena deve ser cumprida pelo apenado, e não pelos "cumpanheiros" do dito cujo, com direito a repasse das sobras da vaquinha. Do jeito que vai, daqui a pouco vão fazer uma campanha para algum "cumpanheiro" (ou alguns, por revezamento) cumprir a cana no lugar deles. Aí, sim, vai ficar bonito...

Nelson Newton Ferraz

nelfer@estadao.com.br

Sumarezinho

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CULPA

Se ainda havia alguma dúvida quanto à culpa de alguns dos condenados pelo STF no escândalo do mensalão, a mesma foi completamente afastada e dissipada. A "vaquinha" milionária, que arrecadou mais de R$ 1 milhão em poucos dias e que pagou com folga as multas aplicadas a alguns dos petistas, mostra bem que tipo de pessoas estão envolvidas no escândalo. Fosse um cidadão comum, de bem, honesto e trabalhador, certamente só conseguiria alguns poucos trocados a custo doados por amigos e familiares. Já criminosos influentes e que participaram do desvio de mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos têm inúmeros "amigos" e empresas prontos para socorrê-los e patrocinarem o pagamento de suas multas ao STF.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PLANO B

O PT montou um plano para ter o STF nas mãos, nomeando ministros "a dedo". Porém num vento de honestidade, patriotismo e cidadania, ouvindo a voz do povo, a maioria dos nomeados ouviu a voz da consciência, frustrando a manobra, condenado os mensaleiros. Partiu o PT, então, para o plano B, isto é, desmoralizar o STF, livrar os delinquentes ou retardar ao máximo a prisão, até cair no esquecimento dos eleitores fiéis. Fiquemos de olhos abertos, memória viva na hora de votar.

Ivan Marinho

mariniv26@gmail.com

São Paulo

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UMA BOA IDEIA

Não se trata do elixir preferido do ex-presidente Lula, mas, se é tão fácil para os petistas arrecadarem dinheiro com a sua benevolente militância, que devolvam, além dos R$ 100 milhões surrupiados dos cofres públicos com o programa mensalão, como sugeriu o ministro Gilmar Mendes do STF, devolvam o bilhão e tanto de reais doados a fundo perdido aos irmãos Castro como financiamento do Porto de Mariel, a maior obra do governo Dilma. Devolvam também os bilhões perdoados das dívidas dos ditadores africanos com o Brasil; que devolvam a refinaria presenteada pela Petrobrás ao rei da coca, Evo Morales; que devolvam o dinheiro jogado fora com a transposição do Rio São Francisco e outras inúmeras obras mal administradas e superfaturadas pela mamãe PAC e sua trupe; e também o dinheiro doado mensalmente para os irmãos Castro manterem sua farsa na ilha cubana à custa do trabalho escravo dos médicos cubanos do programa Mais Médicos, que a rigor deveria se chamar "mais escravos".

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FUNDOS FARTOS

A sugestão do ministro do STF Gilmar Mendes, da devolução de parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos, pode ser concretizada, sim. Basta simplesmente o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, colocar em votação no STF a transformação das penas dos acusados em multa. O único entrave é a crença dos petistas de que, com aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, o novo presidente do STF possa perdoar os condenados do mensalão e colocá-los em liberdade sem custo nenhum. Fundos não faltarão, as sobras do mensalão, somadas ao caixa 2 decorrente da construção de obras fora do Brasil (Cuba, países africanos, etc.), serão suficientes para a execução dessa vaquinha.

José Carlos Degaspare

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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BEZERRO DE OURO

Delúbio Soares arrecadou R$ 600 mil em um dia. O site de José Dirceu, no terceiro dia, arrecadou R$ 225 mil. Será que tal volume de dinheiro é vaquinha dos amigos ou correligionários? Ou será um bezerro de ouro que jorra dinheiro aos "injustiçados" mensaleiros, de fazer inveja até a prisioneiros suíços? Nunca antes na história desta nação se viram tantas benesses conferidas a condenados pela Suprema Corte do País. Nós somos um país "sui generis". Até entre detentos há uma discriminação acintosa, que tipifica nosso modelo penal como anacrônico e ultrapassado.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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MARACUTAIA

Petistas, comunistas, nazistas, fascistas, malufistas têm sempre em comum o fanatismo extremado. Não enxergam nada à sua frente que não seja a sua ideologia ortodoxa e anacrônica. Mas os petistas estariam se sobressaindo naquele clubinho, mostrando a sua estupidez em doar dinheiro aos condenados. Parece-me difícil de acreditar nisso. Alguém já perguntou aos líderes do partido se eles contribuíram? Duvido que sim. Que abram as listas de doadores e veremos sem surpresa mais uma das maracutaias petistas. Está certo o ministro Mendes.

Ademir Alonso Rodrigues

rodriguesalonso@uol.com.br

Santos

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COMPORTAMENTO RIDÍCULO

Muito acertado o pedido do ministro do Supremo Gilmar Mendes, para que petistas façam doações para pagar pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos pelo esquema do mensalão. Acho até que os bens dos réus condenados deveriam ser confiscados e leiloados para pagar a dívida. É ridículo o comportamento dos mensaleiros perante a Justiça, pedindo doações para pagar suas multas e gesticulando com os braços levantados e punhos cerrados, numa tentativa pueril de ridicularizar o cumprimento da pena imposta pelo Supremo Tribunal de Federal.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DEBOCHE

Só mesmo no macunaímico Brasil seria possível a apenados promover arrecadação pública de dinheiro de simpatizantes para quitar multa condenatória. O "vacão" do mensalão é uma afronta e um deboche intolerável à Justiça. Uma vergonha!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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INVESTIGAÇÃO

Cumprimento o ministro Gilmar Mendes pela sua sugestão para que os petistas devolvam aos cofres públicos R$ 100 milhões. Além disso, seria muito apropriado - e creio que todo cidadão de bem apoiaria - que a polícia e a Receita Federal investigassem a fundo as doações recebidas pelos mensaleiros para que pudessem quitar os seus débitos pecuniários a que foram condenados pelo plenário do STF.

Stefan Litvay

litvay@amcham.com.br

São Paulo

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GILMAR MENDES PODE MAIS

O ministro do STF Gilmar Mendes pode fazer muito mais do que pedir que o PT faça uma vaquinha para devolver o dinheiro desviado no mensalão. O PT e vários outros partidos confessaram durante o julgamento do mensalão que desviam dinheiro público para financiar suas campanhas. Nada indica que essa prática tenha cessado, muito pelo contrário, deve estar a todo vapor em ano eleitoral. Nada foi feito no sentido de localizar, bloquear e repatriar o dinheiro não contabilizado do caixa 2 desses partidos. O PT e os outros partidos que confessaram o crime de desvio de dinheiro público nada sofreram, nenhum centavo foi devolvido aos cofres públicos e a prática criminosa continua. O Brasil espera que a Justiça faça muito mais do que prender meia dúzia de peões e deixar o jogo seguir, o Brasil espera que o jogo fique ruim para os corruptos, queremos nosso dinheiro de volta, queremos respeito com o dinheiro público.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÃO

Arrecadar doações para ajudar condenados no mensalão é como os fiéis da Igreja Católica darem dinheiro para pagar as ações dos padres pedófilos.

Nathan J. Churchill

njchurchill@gmail.com

São Paulo

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MÉDICOS CUBANOS

É repulsivo saber que este Ministério e o governo federal patrocinam o trabalho escravo dos médicos cubanos. Nenhuma pessoa com o mínimo de decência admitiria repassar para os médicos 10% do seu salário, e 90% para o governo de Cuba. Não há nenhum argumento possível que justifique esse crime. E agora, para piorar e demonstrar mais claramente essa situação degradante, este governo brasileiro imoral pediu a Cuba que permita que os médicos recebam R$ 2.400,00. Que não venha argumentar que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é a intermediária, porque certamente foram o governo e Cuba que tramaram tudo. Pelo bem da população mais simples, que nunca recebeu serviços de saúde minimamente dignos, espero que o partido formado por incompetentes, exploradores, corruptos e ignorantes (todos) seja defenestrado do poder nas próximas eleições.

P. Fischer

patfischer@terra.com.br

São Paulo

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ERRO ARITMÉTICO OU ‘INGENUIDADE’?

Não vou entrar no mérito de como um país de reduzida população pode "exportar" milhares de médicos, mas sim questionar a "ingenuidade" dos responsáveis pelo programa Mais Médicos. Como pode alguém, em sã consciência, fazer um contrato em que médicos venham a trabalhar para receber R$ 960,00 mensais ao lado de outros profissionais, do mesmo programa, que recebem R$ 10 mil (10 vezes mais) para o mesmo trabalho? Esses menos de R$ 1 mil são insuficientes para uma vida decente, em qualquer lugar do País, ainda que contem com ajuda moradia. As despesas pessoais já extrapolam essa quantia. Se o acordo com a Opas fosse mais equilibrado (para os médicos cubanos), estes poderiam receber, digamos, R$ 5 mil e o restante ficaria nas condições que foram negociadas com a Opas, assim esses médicos teriam uma vida mais digna, fariam uma poupança também em reais, de forma a quando regressarem a seu país, complementando com o que receberão da Opas, serão adequadamente recompensados para si e suas famílias. Agora, após as críticas e deserções ("Estadão", 19/2), vão tentar "convencer Cuba" a ampliar o repasse no Brasil para US$ 1 mil, o que não resolverá muito. Será que em nosso governo social a ideologia prevalece sobre o ser humano, ainda mais um profissional de Medicina?

Edison Roberto Morais

ermorais@uol.com.br

São Paulo

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NOVA PROMESSA DO PLANALTO

O governo, ao mesmo tempo que anuncia um corte no Orçamento no valor de R$ 44 bilhões, pelo que se compromete gerar um superávit de 1,9% do PIB, em 2014, também esclarece que espera contar com a arrecadação de R$ 23,9 bilhões em dividendos das estatais; das possíveis concessões, R$ 13,5 bilhões; e do leilão a ser realizado na área de telecomunicação (700 MHz do G4), no mínimo mais R$ 6 bilhões. Ou seja, Dilma espera arrecadar somente nestes três itens R$ 43,4 bilhões, faltando apenas míseros R$ 600 milhões para completar os ditos R$ 44 bilhões. Não por outra razão que o mercado reagiu a este anúncio dos cortes no Orçamento com desconfiança... E há motivos para tal. Por exemplo: o déficit da previdência, que em 2013 foi da ordem de R$ 49,85 bilhões, o governo estima que poderá fechar 2014 em R$ 40 bilhões. É fazer contas nas coxas. Mesmo porque o número de trabalhadores com carteira assinada em 2013 foi de apenas 1,117 milhão, e em 2014 tudo leva a crer que será menor, porque a economia está quase estagnada. Por outro lado, o governo petista aposta que o PIB neste ano será de 2,5%, mas, como o mercado fareja e calcula melhor que a turma do Planalto, tudo o que acontece neste país indica que o PIB ficará próximo de medíocre 1,4%, e no máximo 1,79%. E como consequência, certamente a arrecadação será menor para o governo federal, o que trará muita dificuldade para Dilma entregar o prometido superávit primário de 1,9%. Que pena, a presidente perde uma grande oportunidade para tentar recuperar um pouco da sua já diminuta credibilidade perante a opinião pública e investidores. Porque o que foi divulgado não tem nada que ver com cortes genuínos de despesas que pudesse demonstrar, e pela primeira vez no lulismo, a tal da tão esperada austeridade, que se exige principalmente neste momento de descontrole das nossas contas públicas.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AGORA, A CRISE AUTOMOBILÍSTICA

Enquanto pipocam os inquéritos e processos contra agentes e servidores públicos acusados de corrupção, o Brasil real está apreensivo com a possível falta de eletricidade, é vítima da violência, experimenta baixíssimas taxas de crescimento econômico e agora começa a ver a indústria automobilística reduzir a produção e suspender temporariamente os contratos de centenas, talvez milhares, de trabalhadores. Será que a "marolinha" prevista pelo governo na crise de 2008 não estaria chegando na forma de um "tsunami"? Se vier a tormenta maior, de nada terá servido a política de desoneração e renúncia fiscal que incentivou o povo brasileiro a adquirir mais automóveis, móveis e eletrodomésticos com o IPI reduzido e até nulo. Infelizmente, temos vivido anos em que as prioridades são a fachada e o ufanismo político-administrativo, que miram, sempre, as próximas eleições. Governantes e líderes políticos vendem ao povo uma imagem de país próspero que não condiz com os números da economia. Negligenciam nas medidas para o enfrentamento dos problemas a ponto de parecer, nos seus pronunciamentos, estarem falando de outro país. É preciso voltar à realidade e investir em reformas, políticas, econômicas e sociais. Há que garantir ao povo a oportunidade de trabalho, a educação, a saúde e a segurança pública. Não podemos continuar como uma grande, desorganizada e socialmente injusta sociedade, por mais democrática que ela possa parecer. Só democracia não basta.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MEDIOCRIDADE

Amargamos um dos piores índices do PIB do mundo, com um crescimento medíocre. Ainda bem que temos o PAC. Temos de agradecer à nossa "presidenta", se não fosse por ela, o índice seria negativo.

Everson Rogério Pavani

roger.advog@gmail.com

São Paulo

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A MORTE DO PROÁLCOOL

Era uma vez um país que inventou o Proálcool e se transformou na Canaã dos veículos flex, chegando a ser o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. Na verdade, a solução de um combustível renovável não passou de um sonho habitado de duendes e gnomos. O governo optou pela poluente gasolina e abandonou a destilaria. Para ter uma ideia e dimensão desse fracasso, navios norte-americanos estão descarregando 100 milhões de litros de álcool anidro no Porto de Itaqui, no Maranhão. Os produtores nacionais foram esbofeteados pela atitude da presidente Dilma que desonerou de impostos (PIS e Cofins) as compras de etanol nos Estados Unidos. O encarecimento do petróleo e a ameaça do aquecimento global obrigaram as nações a investirem nas energias alternativas como fontes solares, eólicas e da biomassa. A vantagem do etanol brasileiro está nas condições climáticas. Um litro de etanol produz 400 gramas de C02, contra 2.220 gramas da gasolina. O pré-sal, tendo Lula como porta-bandeira, é responsável pelo maior fracasso mundial de energia renovável.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Não seria o custo bem menor e o benefício muito maior, se este programa fosse para trazer excelentes professores estrangeiros, inclusive aposentados, para lecionar nas áreas em que somos deficientes, ao invés de enviar alunos ao exterior, e muitos deles não aproveitam a bolsa por dificuldade em língua estrangeira? Ah, esses professores não votam nas eleições, e o prazo de validade do programa tem data: 5 de outubro de 2014.

Omar El Seoud

elseoud@usp.br

São Paulo

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OS RUMOS DA POLÍCIA MILITAR

Com tristeza, venho acompanhando a autodesmoralização da Polícia Militar (PM) de São Paulo que se iniciou lá no primeiro governo Covas. Eu achava que a foto patética daquele coronel da PM na casa dele, cheio de hematomas e com cara de coitado, um dia após apanhar e ter a própria arma roubada por arruaceiros, era o ápice desse processo. Qual não foi minha indignação ao ver o comandante-geral da PM em declaração, ao lado do governador, afirmando que colocará agentes à paisana infiltrados em meio aos usuários de drogas na Rua Peixoto Gomide para identificar os traficantes. Pô, só faltou dizer a data, horário e descrição física dos agentes, pois não?

Sérgio Araki Yassuda

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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PREPARAR A POLÍCIA

Quanto mais respeito e mais solidariedade existem numa sociedade, menor precisa ser o número e o rigor das leis. Mas acontece também o contrário. E chega a um ponto em que, sem civilidade, nem as leis mais resolvem o problema. Talvez chegamos a este ponto. Falam agora em preparar melhor a polícia, para saber lidar com os baderneiros, os blac blocs. Talvez seja mesmo o caso. Os policiais poderiam passar a ter cursos de orientação familiar, para tentar substituir os pais irresponsáveis que não educam os filhos. Também poderiam fazer cursos de pedagogia e sociologia, para tentar substituir os professores que não conseguem transmitir conhecimento técnico e científico, além de um pouco de cultura, para crianças e adolescentes sem educação de berço. E, finalmente, poderiam fazer cursos de boas maneiras para tentar tratar gentilmente os baderneiros, sem violência. Com bombons e flores, talvez. Só mesmo tomando um dreher!

Luiz Antônio da Silva

lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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A QUE PONTO CHEGAMOS!

O editorial de 8/2 no "Estadão", com o título "A miopia do governador", é contundente e, ao mesmo tempo, chocante, abordando uma feira de drogas a céu aberto ali para os lados da mais paulista das avenidas. É uma pena que a constatação de um fato tão grave como esse, que serviria com um alerta, pouco ou nada repercute nos ouvidos moucos de nossas autoridades. Só para dizer o mínimo!

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE É TUDO

Cenas emocionantes dos encontros de coreanos do sul com seus parentes do norte, após 60 anos de separação, pela rigidez e intransigência do regime ditatorial da Coreia do Norte, que não permite o livre trânsito de sua população. Cuba também não permite a livre saída de seus habitantes e, mesmo num país estrangeiro, Brasil, mantém sob vigilância militar e praticamente reféns médicos submetidos a condições constrangedoras de trabalho. Na Venezuela, com todos os poderes em suas mãos, o ditador filhote Nicolás Maduro prende o líder da oposição. A presidente da Argentina agride a imprensa livre. E a este estado de coisas chamam de democracia.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA NA UCRÂNIA

O presidente da Ucrânia se recusou a assinar o tratado com a União Europeia nos termos do artigo 94 da Constituição. Se a Câmara aprovasse novamente por maioria qualificada de 2/3 (300 votos entre 450 deputados), isso obrigaria o presidente a assinar o tratado, ainda nos termos do artigo 94 da Constituição. O primeiro-ministro governa com apoio da maioria absoluta, mas não consegue ratificar o tratado por maioria qualificada. Nesses termos, temos o clássico caso de governo de coabitação, em que há um impasse institucional que gera uma crise política entre o presidente e o primeiro-ministro. Diante do impasse entre chefe de Estado e chefe de governo, há algumas opções: 1) dissolução e convocação de novas eleições, nos termos dos artigos 77 e 106 inciso 7 da Constituição. Isso provavelmente fortaleceria o primeiro-ministro contra o presidente, mas não haveria certeza de vitória e de maioria qualificada para o primeiro-ministro e, portanto, poderia continuar o impasse institucional; 2) convocação de referendo nos termos do artigo 72 se não se aplicar o artigo 74 neste caso específico. O presidente provavelmente também não correria esse risco, pois uma derrota provocaria moralmente o término de seu mandato (com ou sem renúncia); 3) aguardar até as eleições no início de 2015 (para o presidente tentar a reeleição) parece um horizonte longe demais, porque pode haver desdobramentos políticos ao longo de 2014; e 4) exigir a renúncia do presidente e manifestações saírem às ruas para agravar a crise política e provocar uma solução ou ruptura institucional. De qualquer forma, o presidente da Ucrânia enfrentará uma dura batalha para a reeleição, pois a assinatura do tratado comercial com a União Europeia estará em jogo, até o início de 2015, nas eleições presidenciais.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CHEGA DE BASRBÁRIES

Para postergar o violento conflito na Ucrânia, bastaria que a União Europeia declarasse uma carência de dois ano para novas adesões de nações do leste europeu. Neste ínterim, as negociações seriam retomadas obedecendo a um roteiro com a anuência da Rússia e dos EUA.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DESCONTOS INDEVIDOS

Servidores públicos federais, aposentados e pensionistas de determinados ministérios estão sendo vítimas de verdadeiro pesadelo. Malfeitores infiltrados vendem seus cadastros para associações, muitas delas fantasmas, para forjarem filiações inexistentes e, assim, promovem descontos indevidos e ilegais nas folhas de pagamentos. Esses valores chegam a milhões de reais por mês, podendo até financiar campanhas eleitorais. Tudo isso feito à revelia da lei, com a permissão do Ministério do Planejamento, que nem sequer confirma tais filiações e ainda dificulta o cancelamento automático quando os servidores reclamam, obrigando-os a recorrerem à Justiça em busca de garantir seus direitos: o cancelamento dos descontos; a devolução em dobro dos valores descontados; a indenização pelos danos sofridos; e a proibição de novos descontos sem que estejam por eles previamente autorizados. O Ministério Público Federal deveria investigar e pedir a punição dos responsáveis.

Odiléa Mignon

cardosomignon@gmail.com

São Paulo

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QUANDO O ESTADO NÃO AGE

Mais um bandido apareceu amarrado a um poste. Desta vez no Mato Grosso do Sul (MS). Novamente vários "socialistas de carteirinha", defensores dos bandidos, vêm a público manifestar sua indignação pelo constrangimento provocado aos "bandidos" pela população de bem. Hoje amarram ao poste, amanhã podem queimá-los no poste. O Estado existe para responder aos anseios da maioria da população. Errado está quando o Estado apoia apenas a minoria, que entende como "vítima do capitalismo selvagem". Só que é este mesmo capitalismo que lhes paga o salário. Algo de sinistro está no ar e, se não mudarem os "conceitos sociológicos" dessa cambada que comanda o País, o levante do povo será inevitável. Chegamos ao limite do suportável. O povo não tem mais nada a perder. Ou o Estado entende que precisa dar uma resposta urgente aos fora da lei, ou...

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SE A MODA PEGASSE

Ladrão é amarrado a poste em MS após assaltar casa. Nosso bolso é assaltado diariamente. Se a moda pegasse, iria faltar postes para amarrar os responsáveis pela política perversa que é aplicada aos cidadãos que sustentam com o dinheiro de seu trabalho a corrupção deste país. Paciência tem limite!

Luciana Lins

lucianavlins@gmail.com

Campinas

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